Todos erramos. Muitas vezes. Julgar alguém com base num único ato será, no mínimo, injusto e imprudente. Mais ainda se for algo que possa ter mais do que uma interpretação. Quantas vezes errámos nós sem que nem hoje nos apercebamos disso? Ainda mais: que seria de mim se todos aqueles a quem fiz mal se tivessem afastado de mim?
Todos merecemos uma segunda oportunidade. Se depois o erro se repete, então talvez nessa altura, e talvez só nessa altura, valha a pena dialogar com a pessoa e tentar compreender se está consciente de que há algo de errado e de que precisa de mais uma oportunidade, ou não…
Hoje, um instante chega para que todos se julguem seguros para condenar alguém, pouco lhes importa se há um mal-entendido, uma sequência de causas estranhas à vontade ou um simples dia menos bom. O maior problema aqui é que já não distinguimos um ato isolado de um comportamento habitual.
A confiança que alguém deposita em nós, apesar das nossas imperfeições, pode ser a força decisiva que nos impulsiona a tornarmo-nos melhores.
Será que o outro estará de facto a errar, ou, sob certas condições, eu poderia estar a fazer o mesmo?
Porque será que nos perdoamos mais a nós próprios do que aos outros?
José Luís Nunes Martins

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