quarta-feira, 30 de junho de 2021

Há gente que não vem para dar nas vistas

 



Há gente que não vem para dar nas vistas. Vêm com a missão de dar a conhecer os outros. Vem com a alegria de inundar tudo e todos com a verdadeira vida.

Há gente que não vem para dar nas vistas. Usam a grandeza da sua simplicidade para não fazerem barulho, nem estrondo e, desta forma, desbravarem caminho para aqueles que têm sede e fome do Deus vivo.

Há gente que não vem para dar nas vistas. E, por isso, empenha tudo o que tem numa vida despercebida, fora dos holofotes. São santos de passos mansos, olhar atento e de escuta ativa. São pessoas de bem que não se cansam de tornar as suas vidas num simples Evangelho.

Há gente que não vem para dar nas vistas. Vêm para que os outros possam ser vistos. Vêm para que tantos e tantas possam ser olhados e reconhecidos pelas linhas do seu rosto. São gente que se preocupa com o nome. São gente que dá nome a quem um dia se deixou perder.

Há gente que não vem para dar nas vistas. Têm marcado em si a lógica de um amor desmedido que não se preocupa em obter, mas em dar. Têm a coragem de não se colocarem à frente, mas de se posicionarem lado a lado para que ninguém fique abandonado.

Há gente que não vem para dar nas vistas. E, por tudo isto, são vistos como loucos, porque não anseiam por mais. Porque não falam mais alto. Porque não se deixam cair na tentação do vale tudo. São anjos que doam o seu tempo às obras da misericórdia.

Há gente que não vem para dar nas vistas...

Hoje, antes de voltares para a correria do mundo, pergunta-te: como são os rostos daqueles que ninguém os vê?



Emanuel António Dias


terça-feira, 29 de junho de 2021

Papa convida a viver para lá dos «likes» e da aparência



Francisco assinalou 50.º aniversário da Cáritas Italiana com audiência especial



Cidade do Vaticano, 26 jun 2021 (Ecclesia) – O Papa disse hoje no Vaticano que é preciso superar a obsessão com os “likes” nas redes sociais, vivendo com alegria e fraternidade, ao serviço do outro.

“Não bastam os ‘likes’ para viver, é preciso fraternidade, alegria verdadeira. A Cáritas pode ser uma lição de vida que ajuda tantos jovens a descobrir o sentido do dom, fazendo-os saborear o gosto bom de se reencontrar a si mesmo, dedicando tempo aos outros”, referiu Francisco, numa audiência especial que decorreu no auditório Paulo VI, para assinalar o 50.º aniversário da Cáritas Italiana.

A iniciativa reuniu mais de mil pessoas em representação das 218 Cáritas diocesanas.

“Nunca se desperdiça o tempo que se dedica a tecer juntos, com amizade, entusiasmo e paciência, relações que superem a cultura da indiferença e da aparência”, declarou.

O encontro contou com vários testemunhos e reflexões de membros do organismo católico de solidariedade e ação humanitária.

Francisco convidou os participantes a agradecer o percurso de meio século de serviço da Cáritas Italiana, projetando o futuro no caminho “dos últimos”, do Evangelho e da criatividade, a partir dos “olhos do pobre”.

A intervenção destacou a importância da ação caritativa em favor dos migrantes, na cooperação com o sul do mundo e na resposta a emergências humanas e catástrofes naturais.

O Papa destacou que à Igreja Católica compete “proclamar a dignidade humana, quando é espezinhada, fazer ouvir o grito dos pobres, dar voz a quem não a tem”.


A caridade é inclusiva, não se ocupa apenas do aspeto material, nem sequer apenas do espiritual. A salvação de Jesus abraça o homem todo. Temos necessidade de uma caridade dedicada ao desenvolvimento integral da pessoa: uma caridade espiritual, material, intelectual”.


Francisco sublinhou que os 50 anos de experiência não são “uma bagagem de coisas a repetir”, mas a base para construir novas respostas, diante do crescimento da pobreza.

“Contra o vírus do pessimismo, imunizem-se com a partilha da alegria de ser uma grande família”, apelou.

A intervenção elogiou o papel da Cáritas na resposta à pandemia, com uma presença reforçada para “aliviar a solidão, o sofrimento e as necessidades de muitos”.

OC

segunda-feira, 28 de junho de 2021

«Ano Amoris Laetitia»: «Como é importante ensinar as crianças a celebrar a alegria dos outros», diz o Papa às famílias católicas

Francisco dedica reflexão mensal à importância do amor

 



Cidade do Vaticano, 26 jun 2021 (Ecclesia) – O Papa desafiou as famílias católicas de todo o mundo a ensinar as crianças a celebrar a alegria e as conquistas dos outros, como sinal de amor pelo próximo.

“Amar significa alegrar-se pelo outro, por seus sucessos. Como é importante ensinar as crianças, desde pequeninas, a celebrar a alegria dos outros! Um aniversário, uma conquista, porque é lindo que a família seja o lugar onde se festeja a alegria”, refere Francisco, no vídeo mensal dedicado à celebração do ano especial ‘Amoris Laetitia’.

A iniciativa, dedicada às famílias, começou a 19 de março, dia de São José, e decorre até à celebração do X Encontro Mundial das Famílias, em Roma (26.06.2022).

No vídeo divulgado pelo Vaticano, o Papa convida à releitura dos relacionamentos familiares, à luz do chamado ‘Hino à Caridade’ (1 Cor 13,4-7), de São Paulo.

“O amor tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Tudo! Qualquer coisa! É o amor, apesar de tudo”, indica Francisco.

A reflexão destaca que o sacramento do Matrimónio permite aos casais aspirar a tornar-se “perfeitos no amor”.


Vamos falar sobre esse amor: o amor é paciente, é prestável. O amor não é invejoso dos outros, não se ostenta, não se incha de orgulho. O amor não falta ao respeito, não procura o próprio interesse, não se irrita. O amor não leva em conta o mal recebido, não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade”.

O Papa sublinha que a força deste amor supera “qualquer ameaça” e torna as pessoas “firmes e confiáveis”.

“O amor permite que as crianças digam dos seus pais: sei que a mamã e o papá estão sempre ao nosso lado, posso contar com eles e posso confiar no seu amor”, concluiu.

O vídeo preparado pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida (Santa Sé) inclui o testemunho do casal Julie e Gérard e os seus quatro filhos.

O Papa publicou a 8 de abril de 2016 a sua exortação apostólica sobre a Família, ‘Amoris laetitia’ (A Alegria do Amor), uma reflexão que recolhe as propostas de duas assembleias do Sínodo dos Bispos (2014 e 2015) e dos inquéritos aos católicos de todo o mundo.

Ao longo de nove capítulos, em mais de 300 pontos, Francisco dedica a sua atenção à situação atual das famílias e os seus numerosos desafios, desde o fenómeno migratório à “ideologia de género”; da cultura do “provisório” à mentalidade “antinatalidade”, passando pelos dramas do abuso de menores.

A exortação apresenta um olhar positivo sobre a família e o matrimónio, face ao individualismo que se limita a procurar “a satisfação das aspirações pessoais”.

O Papa observa que a apresentação de “um ideal teológico do matrimónio” não pode estar distante da “situação concreta e das possibilidades efetivas” das famílias “tais como são”, desejando que o discurso católico supere a “simples insistência em questões doutrinais, bioéticas e morais”.

Nesse sentido, propõe uma pastoral “positiva, acolhedora” e defende um caminho de “discernimento” para os católicos divorciados que voltaram a casar civilmente, sublinhando que não existe uma solução única para estas situações.

Em Portugal, várias dioceses que publicaram documentos sobre a aplicação das propostas para a pastoral familiar, após as duas assembleias sinodais (2014 e 2015) sobre o tema, nomeadamente no que respeita ao capítulo VIII da ‘Amoris Laetitia’.

OC




domingo, 27 de junho de 2021

SENHOR DA VIDA

 

C2113 Senhor da vida - YouTube

Deus ama a vida! Ele quer apenas a vida! "Deus criou o homem para ser incorruptível" (primeira leitura). Pelo seu Filho, salva-nos da morte: eis porque Lhe damos graças em cada Eucaristia. Na sua vida terrena, Jesus sempre defendeu a vida. O Evangelho de hoje relata-nos dois episódios que assinalam a defesa da vida: Ele cura, Ele levanta. Ele torna livres todas as pessoas, dá-lhes toda a dignidade e capacidade para viver plenamente. Sabemos dizer-Lhe que Ele é a nossa alegria de viver?
Estamos em tempo de verão, início de férias... É uma ocasião propícia para celebrar a festa da vida! O 13º domingo celebra a vida mais forte que a morte, celebra Deus apaixonado pela vida. Convém, pois, que na celebração deste dia a vida expluda em todas as suas formas: na beleza das flores, nos gestos e atitudes, na proclamação da Palavra, nos cânticos e aclamações, na luz. No cântico do salmo e na profissão de fé, será bom recordar que é o Deus da vida que nós confessamos, as suas maravilhas que nós proclamamos. Durante toda a missa, rezando, mantenhamos a convicção expressa pelo Livro da Sabedoria: "Deus não Se alegra com a perdição dos vivos".

Breve meditação: Jesus, Fonte de Vida.

Jesus passou à outra margem,
uma grande multidão reuniu-se à sua volta.
Chega um chefe de sinagoga...
Para Ti, Senhor, a multidão não é uma massa anónima
a quem se dirige uma mensagem impessoal...
Para Ti, Senhor, trata-se de pessoas concretas, com rostos particulares.
Chamas cada um pelo seu nome.
Tu sabes escutar, estar atento, permanecer disponível.
Vens dizer a todos e a cada um:
Eu vim para que todos os homens tenham vida... em abundância.
As multidões reúnem-se à tua volta porque, talvez inconscientemente,
encontraram em Ti a verdadeira fonte de vida.
É o caso de Jairo: Vem impor-lhe as mãos para que ela viva!
É o caso da mulher: Se chegar a tocar-Lhe, serei salva!
Tu vais ajudá-los a crescer na fé...
A mulher, humanamente incurável:
ousou violar a lei que a proibia de tocar alguém.
Ela quer ser curada a todo o custo.
Ao tocar as tuas vestes, é a fonte da vida que ela atinge.
Desde então, está curada.
Mas Tu não és um mágico que faz prodígios sem o saber.
Viras-Te para ela: queres fazê-la progredir na sua fé.
Ela, que esperava uma cura corporal,
encontra em Ti a Salvação, a Vida em plenitude.
Jairo acaba de saber da morte da sua filha.
Tu apoia-lo na sua caminhada: Não temas, crê somente!
Segue-lo até à sua casa...
Aproximas-Te do seu filho inerte, toma-la pela mão:
Levanta-te!
É a palavra da ressurreição... e a fonte de vida corre de novo nela:
a jovem começou a andar.
Ele disse-lhes para lhe darem de comer.
Manténs os pés bem assentes na terra, Senhor!
Os pais, abalados, não pensavam que a sua filha tinha fome!
É a nós que Tu Te diriges também
convidando-nos para a tua Eucaristia:
Tomai, todos, e comei: isto é o meu corpo entregue por vós!
Quem me come viverá!


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sábado, 26 de junho de 2021

ULTREIA DIOCESANA - M.C.C.

 



Entrar na reunião Zoom
https://us02web.zoom.us/j/83880476550...

ID da reunião: 838 8047 6550
Senha de acesso: decolores



ULTREIA DIOCESANA M.C.C. PORT.-CAST. Bº

logo1                       decolores






O Movimento dos Cursilhos de Cristandade da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, vai levar a efeito o encerramento das suas atividades, referentes ao Ano Pastoral 2020/2021.

Esta atividade terá lugar, via zoom, no dia 27 de Junho, pelas 16h.

Contamos com a presença de todos os cursilhistas, na ULTREIA DIOCESANA em dia do M.C.C.

Contamos com a presença de alguns convidados e do nosso Bispo D. Antonino Dias, que, como sempre estará connosco para nos dar a sua palavra de Pastor que acompanha o seu rebanho.

Segue o link para

Entrar na reunião Zoom

https://us02web.zoom.us/j/83880476550?pwd=dUloVW1UOFc5Y0RGRUh3NTkvUmtrUT09



ID da reunião: 838 8047 6550

Senha de acesso: decolores



Em breve será enviado o programa definitivo


                                                                         Resultado de imagem para simbolo do movimento de cursilho de cristandade                    

 


sexta-feira, 25 de junho de 2021

OS RECURSOS HUMANOS E A NOVA EVANGELIZAÇÃO




Na passada semana, abordei quanto bem poderia acontecer nas nossas paróquias se as famílias cristãs se organizassem. Isto é, se não se fechassem em si mesmas e dessem as mãos para levar mais vida a outras famílias e às comunidades que tanto precisam de dinâmicas que as façam viver com alegria e esperança. Se todos reconhecemos a importância das famílias neste processo, hoje quero referir-me - com muita estima, aliás!-, a tanta gente que, se também desse uma mãozinha a essa causa, tudo seria bem diferente. Embora haja quem o poderia e possa fazer, - e muitos o fazem! -, hoje venho desafiar ou apelar a todos aqueles e aquelas que acrescentam aos seus estudos, preparação e saber, o testemunho da sua fé e a capacidade de intervir e gerar empatia, quer pelo seu humanismo e coerência de vida quer pela alegria com que vivem e ajudam a viver. Refiro-me a professores, gente do setor terciário e profissionais livres, gente com influência positiva nas comunidades. Atentos ao meio, serão os primeiros a reconhecer que as comunidades carecem de recursos humanos habilitados para lhes transmitir convenientemente a mensagem cristã. Também constatarão que, se há falta de formação cristã, também há quem gostaria de saber mais e de aceitar novos desafios. As próprias comunidades reconhecem e apontam a necessidade urgente de formação. No entanto, se se constata a falta de formação e as iniciativas de formação acontecem, as pessoas não correspondem, são poucas as que aparecem, e, se aparecem, são quase sempre as mesmas. Desta falta de formação ou de cultura da fé, surgem algumas atitudes. Por um lado, temos aqueles que, mesmo muito bem formados noutras áreas, adaptam a Igreja ao seu modo de pensar e estar na vida, afastam-se do culto, dizem-se não praticantes mas católicos. A Igreja torna-se, para eles, qualquer coisa que não faz parte deles, está fora deles. A ela recorrem como se recorre a uma repartição pública em busca de serviços vários, como festas, batizados, casamentos e funerais. Por outro lado, temos aqueles que querem culto, muito culto, é verdade, sobretudo culto e religiosidade popular. Sendo um valor a preservar e a purificar, se lhe falta a formação, pode degenerar em sentimentalismo estéril. E se há muita gente que aposta na formação pessoal, tem consciência de pertença à Igreja, vive integrado e cumpre em caminhada de conversão constante, outros poderá haver, que, embora muito cumpridores, se lhes falta a formação também podem meter os pés pelas mãos: de manhã são capazes de frequentar a igreja e o culto, de tarde, se lhes der na gana, procuram adivinhos, quiromantes, magos, bruxos, necromantes, como se tudo fosse igual a tudo. Se se pergunta a razão disto acontecer, facilmente se distribuem culpas, as causas, porém, são várias e complexas, afirmamo-lo sem querer julgar ninguém. Mas entre essas causas também está a falta de quem faça essa formação de maneira inteligente e atrativa, com método e capacidade de bem expor. Se as pessoas a quem hoje me dirijo, aposentadas ou não, tivessem o gosto desse voluntariado junto dos adultos das suas comunidades, como esse serviço marcaria a diferença! Até porque, se essas iniciativas de formação não surgirem dos leigos, torna-se difícil a sua implementação. E mesmo que, porventura, alguém reconhecesse que não tem formação aprofundada em conteúdos e pedagogia apropriada, tem experiência e traquejo verbal, tem capacidade de preparar os temas, tem a arte de bem os expor e transmitir, tem facilidade de gerar empatia e de aguçar o apetite dos participantes para mais saber. É certo que, sendo indispensável, nem sempre basta ter a capacidade de se preparar e ser bom comunicador. É importante perceber que, quando alguém fala ou ensina em nome de Cristo, é Cristo que fala ou ensina, e é Cristo que é falado ou ensinado. Não é momento para transmitir ideias pessoais, para inventar e ocupar o tempo de qualquer forma, ou para ideologizar os presentes, mas, tal como Cristo o fez, é tempo de os servir com humildade, amor e verdade: “Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós” (Jo 20, 21).
Sabemos como tanta gente animou e continua a animar a criação de Universidades Seniores, e bem, são um valor a fazer com que todos permaneçam em processo de formação permanente, com regularidade e tempos combinados. E por que não formar grupos semelhantes para a formação cristã de adultos? Inventem-se nomes para tais grupos, clubes ou academias que atraiam e não afastem. Muitíssima gente ficaria eternamente grata por essas iniciativas e serviço. Quem, para além da sua azáfama familiar e profissional, tivesse este gesto de bem fazer às suas comunidades e promovesse tais iniciativas, até descansaria nisso, sentir-se-ia bem consigo próprio, entraria naquele processo de igreja em saída a que o Papa Francisco tanto apela, ajudaria à nova evangelização com o seu saber, a sua paciência e dedicação. Há tanta coisa que os leigos podem e devem sugerir e fazer sem a presença de quem preside às comunidades, embora sempre em comunhão com eles. Que as comunidades cristãs, sem qualquer espécie de preconceito, estejam atentas a quem, de dentro delas mesmas, as possa fazer crescer em sabedoria e graça. Que essas pessoas oiçam os apelos, mesmo que silenciosos das comunidades, reconheçam quanto bem podem fazer aos outros e, por tabela, a si próprias, colaborando, sentindo-se mais úteis, pondo a render os seus talentos, conhecimento e saber. Que sintam o acolhimento, o apoio e o estímulo dos responsáveis e de toda a comunidade, distribuindo tarefas, confiando, ganhando confiança uns nos outros. Que ninguém esqueça: “em cada pegada de amor nascerá sempre uma flor de gratidão”. E é sempre um aliciante desafio ajudar a fazer de cada paróquia um verdadeiro jardim do qual todos se orgulhem, dele cuidem e usufruam, na certeza de que até um copo de água dado por amor não ficará sem recompensa (Mt 10, 42). Por isso, “se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis o vosso coração” (Sl94/95). As comunidades cristãs merecem, precisam da vossa colaboração, e “quão formosos são os pés daqueles que anunciam o Evangelho” (Rom 10,15).


D. Antonino Dias-  Bispo Diocesano
Portalegre-Castelo Branco, 25-06-2021.

Não te preocupes: Deus sabe e vê!



Não te preocupes. Deus sabe. E vê-te. Sabe do que te preocupa. Sabe o que te atormenta. O que guardas dentro do coração até ser o momento certo. Sabe o que te faz chorar. Sabe o que te insufla a pele com alegria. Sabe dos teus medos, das tuas faltas repetidas, das dores de estimação, dos sonhos que escreveste naquele caderno com mais ou menos brilhantes.

Não te preocupes. Deus sabe. E vê. Conhece os contornos da tua alma e sabe o que já passaste. Sabe das tuas lutas. Das guerras que travas com o mundo e contigo próprio. Sabe do que escondes. Do que mostras. Das bandeiras que te fazem arder o coração.

Não te preocupes. Deus sabe. E vê. E ama. E olha para ti com um carinho que nunca poderás medir ou conter dentro de ti. Sorri, ao de leve, quando te vê subir mais um degrau em direção ao futuro que desenhaste (e desenhou!) para ti. Segura-te na mão e enche-a de beijos quando a usas para esconder e limpar as tuas lágrimas. Afasta o lixo do teu coração quando ele se assoberba com os demónios que não o largam.

Não te preocupes. Deus sabe. E vê. E ama-te como se só existisses tu. Como se o mundo tivesse sido criado para que pudesses habitar a sua raiz. Deus conhece o que não dás a conhecer a ninguém. Deus ensina. Mostra. Aponta. Guia. Fica em silêncio quando tem de ficar. Grita na voz de alguém que mora nos teus dias quando precisa de te avisar. É colo através dos braços de alguém que sempre esteve ali e nem reparaste.

Enquanto não vemos nada e nos sentimos perdidos de tudo, Deus está a construir. A construir a partir do Seu tremendo amor por nós.

Enquanto nos revoltamos e olhamos para o Céu em busca de ajuda, Deus está à espera de que tenhamos a coragem de O olhar nos olhos e que nos deixemos agarrar pela sua Luz.

Enquanto tudo se desfaz em pó, Deus está debruçado no chão da nossa vida a recolher todos os nossos grãos de areia para, depois, nos erguer numa versão mais bonita, mais polida, mais brilhante e mais séria.

Enquanto temos medo de Deus e do que vem lá, Deus está a preparar momentos que nos façam compreender melhor o quanto nos quer bem.

Não te preocupes. Deus sabe. Vê. Ama. E toma conta de tudo.

Se toma conta de tudo como não tomaria conta de ti?!


Marta Arrais


quinta-feira, 24 de junho de 2021

S. João Baptista




24 Junho 2021


João Batista, além da Virgem Maria, é o único santo de quem a Liturgia celebra o nascimento para a terra. João, como "Precursor" de Jesus teve, de fato, um papel único na História da Salvação. Filho de Zacarias e de Isabel, a sua vida não desabrochou por iniciativa humana, mas por dom de Deus a dois pais de idade avançada e, por isso, já sem possibilidade de gerar filhos. Situado na charneira entre o Antigo e o Novo Testamento, como Precursor, João é considerado profeta de um e outro Testamento. O paralelismo estabelecido por Lucas entre a infância de Jesus e de João Batista levou a Liturgia a celebrar o nascimento de ambos: o de Jesus no solstício de Inverno e o de João no solstício de Verão.

João ainda não nascera quando Jesus e Maria vão visitá-lo à Judeia. Estremece no seio de sua mãe. É abençoado e santificado pela presença de Jesus e pela visita de Maria. É um amigo para Jesus, di-lo ele mesmo: «O amigo do esposo, diz, alegra-se quando escuta a voz do seu amigo, é por isso que hoje estou alegre» (Jo 3, 29). Quando Jesus menino volta do Egipto, visita o seu pequeno amigo passando pela Judeia. Cada ano, nos dias de Páscoa, estão juntos em Jerusalém. Reencontram-se no Jordão. S. João conhece a missão do seu amigo e parente, proclama a sua missão: «Eis, diz, o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira os pecados do mundo». Pregam um ao outro, mas S. João envia os seus discípulos a Cristo. Recebe as suas graças de Jesus e conduz as almas a Jesus. Tal deve ser a nossa união com Jesus e Maria. Maria dar-nos-á Jesus. Sede amigos para Jesus pela vossa assiduidade, pelo vosso afeto, pela vossa confiança. Conduzamos-lhe as almas, não procuremos em nada reter a sua afeição por nós, admiremos nisto o desapego de S. João. Ide a Jesus, diz a todos, nada sou senão uma voz que prega no deserto, não sou digno de desatar os seus sapatos. (Leão Dehon, OSP 3, p. 689).

Oração

S. João Batista, glorioso Precursor de Jesus, verdadeiro amigo do Esposo, ensinai-me o espírito de penitência e o amor da pureza para alcançar uma união, cada vez maior, com Jesus, o Salvador, e com Maria, sua Mãe. Ensinai-me a viver essa união em todos os momentos da minha vida, incluindo o meu apostolado em que procuro preparar, como vós, os caminhos do Senhor. Que a minha ternura por Jesus se torne, cada vez mais, semelhante à vossa. Ámen.

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quarta-feira, 23 de junho de 2021

Guião para a Intendência diocesana do dia 24 M.C.C.

 






Os 3 ensinamentos de São João Batista

 



Saber se dar, voltar à honestidade e não maltratar os mais fracos


São João Batista é um dos santos mais retratados na arte cristã. Reconhecê-lo é fácil: o profeta que se alimentava de gafanhotos e mel silvestre usa uma veste de pele de camelo e um cinto e está quase sempre junto a um cordeiro, imagem que evoca Jesus, o Cordeiro de Deus.

João, cujo nome significa “Deus é misericórdia”, é o último profeta do Antigo Testamento. A Igreja o homenageia tanto no dia do seu martírio (29 de agosto) quanto no do nascimento (24 de junho), data-marco dos seis meses que antecedem o nascimento de Jesus, segundo as palavras do Arcanjo Gabriel a Maria. São João Batista, junto com Jesus e Nossa Senhora, é o único santo a quem a Igreja celebra no dia do nascimento neste mundo, já que a tradição é celebrar os santos no dia do seu nascimento para a vida eterna. 


João teria nascido em Ain Karim, cerca de sete quilômetros a oeste de Jerusalém, numa família sacerdotal: seu pai, Zacarias, era da classe de Abias, e sua mãe, Isabel, descendia de Aarão. “Chamar-se-á João”, afirmou seu pai.

No décimo quinto ano de Tibério (28-29 d.C.), iniciou a sua missão no rio Jordão: pregar e batizar. Daqui vem o nome “Batista”.

Quando batiza Jesus, João revela a identidade de Deus:

“Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira o pecado do mundo!”


Anuncia que Deus vem ao mundo como um frágil e bom cordeiro e que o Seu sacrifício salvará o homem da morte.

“Assim, pois, esta minha alegria se cumpre. É necessário que Ele cresça e eu diminua” (Jo 3,29-30).

Morre decapitado por capricho de Salomé, a filha de Herodíades, amante do rei de Israel.


A vítima, porém, não encontra paz neste mundo nem sequer após a morte. Nos tempos do imperador Juliano, o Apóstata, em 361-362, seu sepulcro é profanado e queimado. Suas cinzas, segundo a tradição, estão na catedral de São Lorenço, em Gênova, para onde os cruzados as teriam levado em 1098.

O que São João Batista pode dizer hoje aos fiéis e aos que não creem?


1 – Ele ensina um verbo: dar.

É o verbo que esculpe um futuro novo. A nova lei de um mercado diferente e humano: em vez do acúmulo, a doação; em vez do desperdício, a sobriedade; em vez do sucesso a todo custo, dar espaço a Outro.

De si, ele oferece tudo: tempo, presença, dinheiro, afeto, correção, transparência. O Batista diz: “Quem tiver duas túnica reparta com quem não tem, e quem tiver alimentos faça o mesmo” (Lc 3,11). Um critério de justiça animado pela caridade.

Bento XVI afirmou:

A justiça pede superar o desequilíbrio entre aqueles que têm o supérfluo e aqueles a quem falta o necessário. A caridade nos impele a estar atentos uns aos outros e a ir ao encontro das suas necessidades, em vez de procurar justificativas para defender os próprios interesses. Justiça e caridade não são opostas: ambas são necessárias e se completam. O amor será sempre necessário, mesmo na sociedade mais justa”, porque “sempre existirão situações de necessidade material nas quais é indispensável uma ajuda na linha do amor concreto para com o próximo” (encíclica Deus Caritas Est, 28).

2 – Ele nos ensina o retorno à honestidade


A volta à legalidade, começando por mim mesmo e pelos meus comportamentos mais simples: ser honesto mesmo nas pequenas coisas.


3 – O terceiro ensinamento é para aqueles que governam


Não maltratar e não extorquir nada de ninguém. Não se aproveitar do cargo para humilhar.

É sempre o mesmo princípio: primeiro as pessoas, depois a lei. Antes a misericórdia que a punição. E quando for preciso punir, fazê-lo com humanidade.


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terça-feira, 22 de junho de 2021

O lugar do outro não me fala!



O lugar do outro diz-me pouco. A história que os outros me contam sobre si próprios não faz estremecer as minhas paredes de dentro. Guardo-me de sentir compaixão para não me incomodar, para não perturbar a não verdade dos meus dias.

Demito-me de querer sentir o que o outro sente para não me atormentar. Para (não) compreender que nem tudo o que se passa à minha volta converge a meu favor ou me diz respeito.

Não somos dos outros. Giramos em torno de nós próprios inebriados por uma luz que julgamos ter. Que bonita é a minha imagem e o meu reflexo quando espelhados à sombra da escuridão que os outros são.

Não nos damos conta do quanto nos separámos. Uns podem afirmar, assertivamente, que a falta de empatia aumentou com a chegada do Covid. Outros dizem que foi a tecnologia que nos desumanizou, que nos fez robots perante os sentimentos e as emoções ou a falta deles.

Na verdade, julgo que os motivos que nos trouxeram até aqui são, seguramente, irrelevantes. O que contará é ousar fazer diferente a partir do que vemos (e temos) agora. Se sabemos que nos separámos, como voltaremos a aproximar-nos? Se sabemos que não estamos juntos, como será possível voltarmos a estar?

Claro que não poderemos viver só para os que nos rodeiam nem ter a ilusão de um altruísmo inconcebível. Mas podemos estar mais atentos. Podemos ouvir sem julgar. Podemos dar sem cobrar. Podemos tentar salvar mais vezes o que parece irremediável. Podemos olhar nos olhos mais vezes. Segurar na mão de quem está perto como quem sabe que, às vezes, um dia melhor pode depender disso.

Temos corações embrionários no que respeita ao cuidar dos outros. Somos projetos de pessoas no que respeita ao argumentar ou discutir sem magoar nem ferir. Temos tanto para aprender (sobre tudo). Mas a verdadeira pergunta é esta:

Estaremos dispostos a isso?


Marta Arrais


segunda-feira, 21 de junho de 2021

É o olhar que nos salva

 


Vejo-o a passar. Não sei o seu nome, nem onde mora, mas continua a não dispensar a salvação (cumprimentar com o levantar da mão). Retribuo da mesma forma. Não sabemos nada ou quase nada um sobre o outro. No entanto, os nossos rostos são-nos familiares. É o olhar que o diz. E hoje, este mesmo olhar, sublinha a certeza de que não é preciso muito para que nos salvemos.

 

Vejo-o a passar. Leva ao seu ombro um pedaço de madeira. Bem maior do que o seu tamanho, mas demasiado pequeno para a humanidade que transporta. Pelo menos é o que me falam os seus olhos. E como falam. O brilho que lhes persiste não deixa apagar a dor e o sofrimento de um trabalho exigente e custoso. No entanto, fala-me de simplicidade e de paz. De quem se entrega verdadeiramente.

 

Dirijo-me para casa e levo o seu olhar. Guardo-o com carinho como tantos outros. Recordo como todos eles não me deixaram igual. Relembro como cada um me tocou, me inquietou e me fez sentir ainda mais vivo. Lembro-me dos olhares que me acalmaram. Lembro-me dos olhares que me encontraram. E de muitos mais que me salvaram.

 

Hoje ao sentar-me no sofá não tenho dúvidas. É o olhar que nos salva. É no olhar que deixamos que toda a nossa história seja narrada num silêncio revelador. Não há forma de o falsificar. Não há nada mais puro para nos definir. Dali sai a narração perfeita. Ali todos são reconhecidos pelo que são, independentemente do que tenham ou façam.

 

É o olhar que nos salva, porque é o olhar que nos deixa ser.

 

É o olhar que me salva. É o olhar que te salva. Consegues ver?



Emanuel António Dias


domingo, 20 de junho de 2021

QUEM É JESUS PARA NÓS?

 



Deus preocupa-se com os dramas dos homens? Onde está Ele nos momentos de sofrimento e de dificuldade que enfrentamos ao longo da nossa vida? A liturgia do 12º Domingo do Tempo Comum diz-nos que, ao longo da sua caminhada pela terra, o homem não está perdido, sozinho, abandonado à sua sorte; mas Deus caminha ao seu lado, cuidando dele com amor de pai e oferecendo-lhe a cada passo a vida e a salvação.
A primeira leitura fala-nos de um Deus majestoso e omnipotente, que domina a natureza e que tem um plano perfeito e estável para o mundo. O homem, na sua pequenez e finitude, nem sempre consegue entender a lógica dos planos de Deus; resta-lhe, no entanto, entregar-se nas mãos de Deus com humildade e com total confiança. Mergulhados no mistério insondável desse Deus omnipotente, por vezes desconcertante e incompreensível, resta ao crente entregar-se nas suas mãos com humildade e confiar n'Ele. O verdadeiro crente é aquele que reconhece a pequenez e finitude que são as marcas da humanidade, que reconhece que os projectos de Deus não podem entender-se à luz da nossa pobre lógica humana e que se atira, confiante, para os braços de Deus; o verdadeiro crente é aquele que, mesmo sem entender totalmente os projectos de Deus, aprende a entregar-se a Ele, a obedecer-Lhe incondicionalmente, a vê-l'O como a razão última da sua vida e da sua esperança.

No Evangelho, Marcos propõe-nos uma catequese sobre a caminhada dos discípulos em missão no mundo... Marcos garante-nos que os discípulos nunca estão sozinhos a enfrentar as tempestades que todos os dias se levantam no mar da vida... Os discípulos nada têm a temer, porque Cristo vai com eles, ajudando-os a vencer a oposição das forças que se opõe à vida e à salvação dos homens.
Seria para repousar? Seria para propor aos seus Apóstolos uma forma de retiro? O facto é que Jesus convida os seus discípulos a passar para a outra margem. A travessia do lago não é de repouso, levanta-se uma tempestade violenta e os Apóstolos estão aterrorizados. Sabem que não estão sozinhos no barco. Eles, os especialistas do lago, admiram-se com o sono de Jesus. Estão perdidos, então despertam Jesus, Ele que veio salvar os que estavam perdidos. Ele vai manifestar, então, que tem autoridade sobre todas as forças da morte, dá uma ordem: "Silêncio! Cala-te!" E fez-se uma grande calmaria. Os Apóstolos, naquele dia, não passaram apenas para a outra margem... Passaram do medo à confiança, graças ao "Passador" que tinha embarcado com eles. Nunca esqueçamos de fazer subir Cristo para o nosso barco, para passarmos com Ele...

A segunda leitura garante-nos que o nosso Deus não é um Deus indiferente, que deixa os homens abandonados à sua sorte. A vinda de Jesus ao mundo para nos libertar do egoísmo que escraviza e para nos propor a liberdade do amor mostra que o nosso Deus é um Deus interveniente, que nos ama e que quer ensinar-nos o caminho da vida. O objectivo de Deus é fazer aparecer o Homem Novo e a Nova Humanidade. Aos homens, é pedido que aceitem a proposta de Deus, que aceitem renunciar à vida velha do egoísmo e da escravidão e que aceitem nascer, livres e transformados, para o amor que nos torna livres. Como é que acolhemos esta proposta de Deus? Ela conta alguma coisa para nós?


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sábado, 19 de junho de 2021

Valorizamos o que realmente importa?



Ultimamente tenho-me debruçado bastante sobre esta questão: valorizamos o que realmente importa? Num mundo virado do avesso, será que os valores se inverteram também? Se pensarmos nos processos de recrutamento que enfrentamos quando procuramos um novo emprego, deparamo-nos com situações que nos fazem questionar. Será que uma pessoa que está agora a ingressar no mundo do trabalho tem menos valor do que aquela que já está no ativo há alguns anos? Será que as habilitações literárias que inicialmente são escassas se devem tornar excessivas com o decorrer do caminho? Será que as médias são mais importantes do que a vocação?

Estas são algumas das questões que me fazem pensar quando vejo processos de recrutamento com os valores alterados ou jovens que emigram porque cá são menos e lá fora são mais. E pergunto ainda se seremos nós, os que concorrem, que somos insuficientemente bons, ou serão os recrutadores que valorizam o menos importante, deixando o mais importante por avaliar?

Se pensar em Jesus, o recrutamento dele era muito simples. Escolhia aqueles que tinham sede de mais, aqueles que eram descartados por todos os outros e aqueles que tinham a vocação, mas não as médias. Jesus escolhia a personalidade, os valores. Escolhia ver para além do que todos veem. Jesus escolhia a pessoa e não os seus canudos. Jesus valorizava as pessoas e mostrava-lhes que os aspetos mais importantes dos seus currículos eram a sua personalidade e os seus dons.

Será que, na nossa vida, recrutamos as pessoas erradas para que nela permaneçam? Deixaremos de lado pessoas recheadas de cor, para caminhar com quem apaga a nossa própria cor? Está na hora de nos descobrirmos, para depois percebermos de verdade quem é que devemos recrutar para o nosso caminho. Está na hora de valorizarmos o que realmente importa: o amor, os dons e a alegria de sermos testemunhas da fé. Porque quando colocamos amor em tudo o que fazemos, o resultado é sempre bom!


Joana Carvalho

sexta-feira, 18 de junho de 2021

UMA FAMÍLIA DE SE LHE TIRAR O CHAPÉU!...



Todos apreciamos as pessoas que se dedicam de alma e coração a causas nobres, sobretudo em voluntariado alegre e feliz. Uns, sempre disponíveis, conseguem fazê-lo em acumulação com as suas ocupações diárias. Outros, com pena sua, só o poderão fazer após a aposentação. A sua profissão, o tempo, as distâncias, o vai e vem da vida nunca lho permitem. Mesmo assim, sempre que podem, lá estão eles a dar uma mãozinha. De facto, ninguém se deveria ocupar a fazer versos à lua, quais poetas de água doce. Tampouco a burilar a maledicência para zurzir em quem participa e colabora. As formas de cooperar são muitas e variadas, é verdade. A fé não nos tira do mundo, compromete-nos ainda mais com ele, há deveres sociais e outros a cumprir. Mas hoje, de entre todos eles, refiro-me apenas àquele que brota da própria fé. No conjunto do trabalho eclesial e do apostolado dos leigos, o testemunho de participação, se é de louvar em cada batizado, não o é menos quando é dado por um casal, por uma família que se torna sujeito de ação pastoral através do anúncio do Evangelho e de outras formas de testemunho, quer no compromisso social quer como cireneu de terceiros nas dificuldades da vida.
A nova evangelização precisa de famílias cuja alegria do Evangelho lhes encha o coração e a vida. Só assim poderão levar Cristo a outras famílias e ser verdadeiros suportes do crescimento das comunidades. De pouco adiantarão belos discursos e inteligentes esquemas pastorais se as famílias não deitarem as mãos ao arado. Tantas famílias com saúde, disponibilidade, talento e saber, que, se não vivessem fechadas em si próprias, poderiam revolucionar as suas comunidades tão carentes de quem as faça viver com alegria e esperança, fazendo delas uma família de famílias. Há paredes a derrubar para que as famílias se deem as mãos, reflitam juntas, rezem juntas, cresçam na fé juntas, debatam temas juntas, programem juntas e juntas metam mãos à obra, deixando-se conduzir pelo Espírito, pela Palavra e pela Alegria de servir, em comunhão. Tenho para mim que, se, numa comunidade, um casal mais sensível à evangelização se decidisse a constituir um grupo de seis/sete casais abertos a fazer caminhada, como isso seria uma bola de neve a, no futuro, fazer ramificar novas equipas, novas dinâmicas de ação e entusiasmo contagiante. Ai se as famílias quisessem!... Como tudo seria diferente!...
O Livro dos Atos dos Apóstolos apresenta-nos um casal que se tornou fermento evangelizador na sociedade do seu tempo e cujos frutos ainda perduram. Ao recordá-lo, tenho dois objetivos. Em primeiro lugar, aplaudir as famílias que se organizam a si próprias, dando as mãos, e se dedicam à causa do Evangelho e ao serviço das comunidades, de forma discreta e eficaz, gerando empatia e admiração do povo. Em segundo lugar, alertar muitas outras famílias para o tanto bem que poderiam fazer, em fidelidade ao seu batismo e ao sacramento do matrimónio. Sim, a família não é só um campo de autoevangelização e de graça salvadora. Não é só destinatária ou recetora da evangelização. É uma escola donde irradia o anúncio do Evangelho, qual igreja em saída a tornar-se fonte de alegria para tantas famílias ao levar-lhes a certeza de que Deus as ama, as toma pela mão, as conduz a bom porto e conta com elas para se fazer encontrado junto de quem o procura de coração sincero.
São Lucas apresenta-nos esse casal ao dizer que “Paulo deixou Atenas e foi para Corinto. Encontrou ali um judeu chamado Áquila, natural do Ponto, que acabara de chegar da Itália com a esposa Priscila, pois o imperador Cláudio tinha decretado que todos os judeus saíssem de Roma. Paulo entrou em contacto com eles. E como eram da mesma profissão – fabricantes de tendas -, Paulo passou a morar com eles e trabalhavam juntos (At 18, 1-3).
Depois de algum tempo em Corinto, Paulo, juntamente com Áquila e Priscila, partiram para a província da Síria, tendo chegado a Éfeso. Com o seu zelo e entusiasmo apostólico, Paulo falava desassombradamente aos judeus na sinagoga local. Priscila e Áquila também o ouviam pregar e iam-se instruindo cada vez mais nos caminhos do Senhor. A alegria do Evangelho acabou por lhes encher o coração e a vida toda, ficando sempre muito amigos de Paulo, ao ponto de, em certa ocasião, terem arriscado a sua própria vida para salvar a de Paulo (cf. Rom 16,4). Também na 1ª Carta aos Coríntios e na 2ª a Timóteo Paulo manda saudações para Áquila e Priscila (1Cor 16,19; 2Tim 4, 19).
Mas retomando a conversa, depois de algum tempo em Éfeso, Paulo, sempre imparável – ai de mim se não evangelizar! -, prosseguiu a sua viagem missionária. Áquila e Priscila, porém, ficaram em Éfeso como alicerce daquela crescente comunidade cristã. Era em sua casa que se reunia a Igreja em crescimento. A sua hospitalidade, o seu bem fazer e dedicação aos outros fez deles pessoas muito estimadas pela comunidade envolvente. Entretanto, chegou aqui, a Éfeso, um judeu chamado Apolo, natural da Alexandria. Era um homem muito culto, orador de largos recursos humanos e muito instruído nas Escrituras. Falava com convicção na sinagoga e ensinava com precisão o que se referia a Jesus. A sua base cristã, porém, não era famosa, só conhecia o batismo de João. Áquila e Priscila, cristãos atentos e a sentir responsabilidades pelo crescimento da comunidade, ao escutá-lo, logo viram nele alguém que muito podia dar ao serviço da evangelização. Levaram-no consigo e ajudaram-no a crescer no conhecimento de Cristo. De tal forma o souberam fazer que Apolo passou a rebater “vigorosamente os judeus em público, demonstrando pelas Escrituras que Jesus é o Messias” (At 18, 24-28). Isto mostra-nos como Áquila e Priscila, para além do seu trabalho evangelizador, estavam atentos aos possíveis líderes da comunidade. Perceberam que Apolo seria um bom trunfo para o serviço da evangelização e logo o desafiaram. Hoje, como sempre, também é preciso estar atento aos líderes. Os servidores das comunidades fariam um trabalho valiosíssimo em prol do futuro das mesmas comunidades se se dedicassem, com prioridade, à formação de líderes, partilhando tarefas, responsabilizando, aceitando êxitos e fracassos, sempre em proximidade amiga e estimulante. Sei que, no terreno, nem sempre é fácil, mas esse é um grande e prioritário desafio da pastoral! Quando em família se vive e ensina a perceber as razões e a beleza da fé, a família torna-se verdadeiramente evangelizadora, missionária. Os filhos, regra geral, não ficam atrás nesse processo do compromisso missionário. Mesmo que, porventura, em certos momentos da vida pareça que se afastaram, eles sabem que Deus os ama, que Jesus se entregou também por eles, que Jesus está vivo, se faz companheiro de viagem de cada um e de cada um quis precisar para que fosse dado a conhecer a muitos outros, com alegria e esperança.
Ai se, pelo menos, algumas famílias o quisessem!... Como tudo seria diferente!...


D. Antonino Dias - Bispo Diocesano
Portalegre-Castelo Branco, 18-06-2021.


quinta-feira, 17 de junho de 2021

És capaz de perguntar a Deus?

 


As questões que fazemos definem-nos mais do que as respostas que damos. Quantas vezes temos a coragem e a sensatez de fazer as perguntas certas e importantes? A nós mesmos, aos outros e a Deus?

 

Compreender uma pergunta em toda a sua profundidade é já ficar a saber algo essencial. Talvez tão ou mais útil do que a resposta. Saber o que perguntar é já uma sabedoria.

 

Hoje não temos tempo para nada. Ou melhor, só temos tempo para as mil coisas do dia a dia, para as superficialidades importantes que nos consomem anos e anos da existência.

 

É preciso parar e ser capaz de colocar muitas coisas em questão, mais ainda se a nossa vida não parece estar a fazer grande sentido.

 

Talvez fosse bom reservar algum tempo para uma meditação mais calma sobre os pilares da nossa vida, os eixos que nos sustentam, o sentido do que nos move. Não é bom que vivamos sem consciência da realidade que nos envolve, sem sequer nos questionarmos, como se fossemos sábios para quem tudo fosse claro. Quase todos somos especialistas em ter respostas para tudo, mesmo para o que não sabemos.

 

Perguntar não é uma demonstração de fraqueza ou ignorância. Na verdade, é ter a humildade que permite bater à porta da verdade.

 

Conhece-se alguém muito mais pelas suas perguntas do que pelas suas respostas.

 

Saibamos encontrar espaço e tempo para perguntar. Para aprofundar questões e buscar a verdade.

 

Experimentemos fazer perguntas a Deus. É um excelente ponto de partida… desde que estejamos preparados para moderar a nossa pressa e, mais importante ainda, para que as respostas não sejam as mais confortáveis.

 

As perguntas que fazes a Deus já revelam muito sobre ti. Estuda-te.

 

Mas Deus responde? Sim. Sem pressas e supondo que somos inteligentes ao ponto de não precisarmos que nos grite aos ouvidos ou que nos escreva uma carta.

 

Saibamos nós fazer as perguntas certas e esperar até que a verdade se revele. Nessa altura, tenhamos a coragem de a reconhecer.

 

O mais difícil não é admirar a verdade, mas mudar a nossa vida em função dela.



José Luís Nunes Martins

quarta-feira, 16 de junho de 2021

A casa também é tua



São seis e meia da tarde. O Sol ainda marca a sua presença e dá sinais de que ainda ficará por um bom tempo. Afinal esta é a sua altura do ano e, como tal, tem de mostrar todo o seu esplendor de luz e aconchego. Poucos são os que se encontram pelas ruas que vou pisando em direção à Igreja. Os que por ali se encontram saúdo-os e, espantados por verem alguém a descer, respondem de igual forma.

Os seus olhares ficam-me marcados. E, à medida que me vou aproximando da Igreja, os olhares daqueles que se cruzam comigo são de espanto e intriga. Talvez muitos não saibam que há missa durante a semana. Outros, se calhar, devem ficar a pensar: “Então, mas ainda há jovens que vão à missa? E durante a semana?".

Chego à porta e o Sol aponta para algo maior. Está empenhado em iluminar o sacrário como que a dar as boas-vindas a quem se arrisca a entrar. O silêncio dá-me a certeza de que estou em casa. O cheiro dos bancos, das flores e das pedras fazem-me recordar os tempos de criança em que entrava de mão dada com a minha mãe. Repito novamente para mim: "Sim, estou em casa.".

Dirijo-me aos lugares da frente. Não para tomar destaque, mas para estar mais perto da festa. Mais perto da mesa e do banquete. E tento imaginar como é que tantos homens e mulheres se aproximavam quando se apercebiam que Jesus vinha para comer e beber com eles. Ao olhar ao meu redor, apercebo-me que não deveria ser muito diferente do que acontece hoje. Alguns à entrada da porta a ver como é. A tentarem perceber se realmente há lugar para descanso e acolhimento ou se têm de fugir a sete pés. Outros já se sentam a meio da Igreja. Estão agora mais perto da mesa, pois já vieram experimentar do banquete e deixaram-se enamorar. Há também os que sempre estão. Já com lugares marcados e rotinas vincadas. Presencio tudo isto, e reparo que efetivamente estou em casa. Com pessoas que conheço e outras que não lhes sei o nome. Conheço-lhes apenas o olhar, mas dão-se-me a conhecer pelo mesmo Senhor. Pelo mesmo amor.

São agora sete horas da tarde. O sino toca em tom alegre (pelo menos para mim) a dar bons sinais das horas da nossa vida. Está lançado o convite para todos se juntarem. Sim, é o sino que o anuncia em cada badalada. Há uma só intenção marcada para a missa de hoje, mas o silêncio, os rostos e as posturas mostram-me que a Igreja está repleta de orações. Com as mais variadas histórias. Cada um traz consigo o que de mais íntimo tem para colocar ali. No altar. Agradecimentos, perguntas sem resposta, revoltas, alegrias, conquistas, derrotas, promessas, saudades... não interessa o que seja, pois certamente caberá tudo na Sua mesa.

A missa termina e fica o desejo e a vontade de querer voltar, mas com mais gente. Dá vontade de trazer todos, porque ali é efetivamente um lugar para todos. Mas se o é, porque não vêm? Não o saberão? Ou nós, nunca tivemos o cuidado de lhes dizer?

No caminho para casa as questões vão aumentando. Pergunto-me se não estará na altura de voltarmos à essência dos primeiros cristãos. De nos revestirmos de alegria. De nos deixarmos inundar pelo amor e isso ser motivo suficiente para quererem estar e entrar connosco. Pergunto-me se não estará na altura de nos deixarmos de moralismos e manias e dedicarmo-nos efetivamente em preparar a mesa para quem tem fome e sede das mais variadas formas.

Chego com a certeza de que estive em casa, mas com a tristeza de saber que muitos não a conhecem ou que não sabem que também pode ser sua.

Hoje ao chegar ao meu lar não tenho dúvidas. A Sua casa é lugar de todos e para todos. Independentemente do que sejam ou façam. Cabe a mim. A ti. A nós... mostrarmos isto mesmo: de que não há nada que nos possa deixar de fora da Sua festa!

Sim, a casa também é tua.


Emanuel António Dias



segunda-feira, 14 de junho de 2021

Rezar como quem respira, o apelo do Papa

Francisco deixa conselhos para a vida espiritual dos católicos




(Ecclesia) – O Papa desafiou hoje os católicos a rezar como quem “respira”, sem interrupção, integrando momentos de “recolhimento e meditação” nas atividades de todos os dias.

“A oração é a respiração da vida e todos somos convidados a vivê-la, para que se torne uma oração ininterrupta. É o fulcro da existência cristã, como a respiração, que não pode faltar”, disse Francisco, na audiência geral que decorreu esta manhã, no Pátio de São Dâmaso do Palácio Apostólico do Vaticano.

A intervenção começou por citar a obra ‘Relatos de um Peregrino Russo’ – um conjunto de narrativas do século XIX –, para lançar aos presentes o desafio de repetir uma oração, várias vezes por dia: “Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim, pecador!”.

“É uma oração que, pouco a pouco, se adapta ao ritmo da respiração e se estende ao longo do dia. Com efeito, a respiração nunca para, nem sequer quando dormimos; e a oração é a respiração da vida”, precisou o Papa.

Francisco disse que, no interior de cada católico, deve haver um “fogo sagrado, que arda continuamente”, apesar das exigências e dificuldades de cada dia.

“A oração é uma espécie de pauta musical, onde colocamos a melodia da nossa vida”, precisou.

A reflexão rejeitou qualquer separação entre oração e trabalho, considerando “perigoso” perder o contacto com a realidade e promover uma vida espiritual “alienada”.

“As mãos juntas do monge carregam os calos daqueles que empunham pás e enxadas”, referiu Francisco, para quem “o trabalho e a oração são complementares

”.A oração – que é a respiração de tudo – continua a ser o pano de fundo vital do trabalho, até em momentos em que não é explícita. É desumano estar tão absorvido pelo trabalho que não se encontre tempo para a oração”.


No final do encontro, o Papa deixou uma saudação aos fiéis de língua portuguesa.

“Queridos irmãos e irmãs, neste mês de junho, dedicado ao Sagrado Coração, podemos experimentar na oração o convite a ir ter com Jesus, levando as nossas canseiras e dificuldades, para encontrar descanso e aprender dele, que é manso e humilde de coração. Deus vos abençoe”, declarou.


Francisco falou ainda da celebração, esta sexta-feira, da solenidade do Coração de Jesus, “no qual o amor de Deus se fez encontro com toda a humanidade”.

“Convido cada um de vós a olhar com confiança para o Sagrado Coração de Jesus e a repetir muitas vezes, sobretudo durante este mês de junho: Jesus, manso e humilde de coração, transforma os nossos corações e ensina-nos a amar Deus e o próximo com generosidade”, concluiu.

OC



domingo, 13 de junho de 2021

A semente é a palavra de Deus

 




A liturgia do 11º Domingo do Tempo Comum convida-nos a olhar para a vida e para o mundo com confiança e esperança. Deus, fiel ao seu plano de salvação, continua, hoje como sempre, a conduzir a história humana para uma meta de vida plena e de felicidade sem fim.
Na primeira leitura, o profeta Ezequiel assegura ao Povo de Deus, exilado na Babilónia, que Deus não esqueceu a Aliança, nem as promessas que fez no passado. Apesar das vicissitudes, dos desastres e das crises que as voltas da história comportam, Israel deve continuar a confiar nesse Deus que é fiel e que não desistirá nunca de oferecer ao seu Povo um futuro de tranquilidade, de justiça e de paz sem fim. Esta "lição" não pode ser esquecida e essa certeza deve levar-nos a encarar os dramas e desafios do tempo actual com confiança e esperança. Não estamos abandonados à nossa sorte; Deus não desistiu desta humanidade que Ele ama e continua a querer salvar. É verdade que a hora actual que a humanidade atravessa está marcada por sombras e graves inquietações; mas também é verdade que Deus continua a acompanhar cada passo que damos e a apontar-nos caminhos de vida. A última palavra - uma palavra que não pode deixar de ser de salvação e de graça - será sempre de Deus. Ancorados nessa certeza, temos de vencer o medo e o pessimismo que, por vezes, nos paralisam e dar aos homens nossos irmãos um testemunho de esperança, de serena confiança.
O Evangelho apresenta uma catequese sobre o Reino de Deus - essa realidade nova que Jesus veio anunciar e propor. Trata-se de um projecto que, avaliado à luz da lógica humana, pode parecer condenado ao fracasso; mas ele encerra em si o dinamismo de Deus e acabará por chegar a todo o mundo e a todos os corações. Sem alarde, sem pressa, sem publicidade, a semente lançada por Jesus fará com que esta realidade velha que conhecemos vá, aos poucos, dando lugar ao novo céu e à nova terra que Deus quer oferecer a todos.
A segunda leitura recorda-nos que a vida nesta terra, marcada pela finitude e pela transitoriedade, deve ser vivida como uma peregrinação ao encontro de Deus, da vida definitiva. O cristão deve estar consciente de que o Reino de Deus (de que fala o Evangelho de hoje), embora já presente na nossa actual caminhada pela história, só atingirá a sua plena maturação no final dos tempos, quando todos os homens e mulheres se sentarem à mesa de Deus e receberem de Deus a vida que não acaba. É para aí que devemos tender, é essa a visão que deve animar a nossa caminhada.
Neste contexto, a palavra de Paulo aos cristãos de Corinto soa a desafio profético: é necessário que tenhamos sempre diante dos olhos a nossa condição de "peregrinos" nesta terra e que aprendamos a dar valor àquilo que tem a marca da eternidade. É nos valores duradouros - e não nos valores efémeros e passageiros - que encontramos a vida plena. O fim último da nossa existência não está nesta terra; o nosso horizonte e as nossas apostas devem apontar sempre para o mais além, para a vida plena e definitiva.  Contudo, o facto de vivermos a olhar para o mais além não pode levar-nos a ignorar as realidades terrenas e os compromissos com a construção da cidade dos homens. Não há comunhão com Cristo se nos demitimos das nossas responsabilidades em testemunhar os gestos e os valores de Cristo.

Liturgia - Dehonianos


sábado, 12 de junho de 2021

M.C.C. -Intendência pelas intenções do Senhor Bispo e da comunidade cursilhista de cada diocese.



Amigos e irmãos em Cristo,
sendo o dia 11 de junho o dia em que a Igreja celebra a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, o nosso diretor espiritual propõe que iniciemos, nesse mesmo dia, esta intendência especial. Assim, em cada dia, de acordo com o mapa anexo, vamos todos unir-nos em intendência pelas intenções do Senhor Bispo e da comunidade cursilhista de cada diocese. Desta forma unimo-nos rezando todos por todos, individual ou comunitariamente, pelas intenções de cada diocese, desde o dia 11 até ao final do mês.
Que por intercessão do Sagrado Coração de Jesus, o Senhor atenda as nossas preces e derrame sobre todos abundantes graças.
Abraço fraterno para todos.

Clara Zagalo

DIOCESE

Dia

Angra - Sub Sec de S. Miguel


11/06


Angra - Sub Sec de Angra  

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Algarve

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Leiria-Fátima

23/06

Portalegre - Castelo Branco

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Setúbal

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Viana

28/06

Vila Real

29/06

Viseu

30/06