sexta-feira, 2 de outubro de 2026

ASSEMBLEIA DIOCESANA

 O nosso Bispo Diocesano, D. Pedro Fernandes, deixa o convite e o desafio a TODOS, para a participação na Assembleia Diocesana, no próximo dia 5 de outubro, em Ponte de Sor.

"𝘊𝘰𝘯𝘴𝘵𝘳𝘰́𝘪 𝘢 𝘮𝘪𝘯𝘩𝘢 𝘐𝘨𝘳𝘦𝘫𝘢" — 𝘜𝘯𝘪𝘥𝘰𝘴 𝘯𝘢 𝘔𝘪𝘴𝘴𝘢̃𝘰


Estão TODOS convidados para participar na Assembleia Diocesana de 5 de outubro, em Ponte de Sor.
O apelo é do Senhor Bispo:
São todos bem-vindos e necessários neste encontro alargado da nossa Diocese de Portalegre-Castelo Branco


DEUS NÃO ENTREGA O FRUTO. ENTREGA A TERRA.

 



Se pedes paciência, Deus não te deixa a paciência à porta, embrulhada e com o teu nome. Talvez te ponha numa fila onde alguém conta os cêntimos um a um.
Se pedes coragem, talvez não desapareça o medo. Talvez chegue o telefonema que não querias fazer, a verdade que precisas de dizer ou a porta que tens de atravessar sozinho.
Se pedes união na família, Deus talvez não apague as mágoas. Talvez vos volte a sentar à mesma mesa e vos dê a oportunidade de escolher quem dá o primeiro passo.
Se pedes perdão, talvez não apague imediatamente a ferida. Talvez te faça encontrar aquela pessoa de quem te afastaste e te dê três segundos para decidires: olho para ela ou viro a cara?
Se pedes fé, talvez não recebas certezas. Talvez recebas uma noite longa e a força para continuar, mesmo sem perceber tudo.
Se pedes paz, talvez Deus não cale o mundo.
Talvez te ensine a não ser mais uma voz a gritar.
Repara no padrão.
Deus não nos poupa ao caminho. Dá-nos o caminho.
Não nos entrega o fruto já maduro.
Entrega-nos a terra, a semente, o tempo e a liberdade de cuidar.
E a terra nem sempre é bonita.
Às vezes é dura.
Às vezes está revolvida.
Às vezes tem pedras.
Mas é precisamente ali que alguma coisa pode começar a nascer.
Por isso, quando pedes e parece que Deus não responde, olha melhor.
Talvez a resposta tenha chegado disfarçada de oportunidade.
Talvez esteja numa pessoa difícil, numa conversa adiada, numa segunda-feira igual a tantas outras, numa responsabilidade que não querias, num recomeço que ainda não consegues ver.
Deus raramente nos entrega aquilo que pedimos pronto.
Muitas vezes entrega-nos a possibilidade de nos tornarmos aquilo que pedimos.
A resposta de Deus pode não ser um presente.
Pode ser um convite.
E fica uma pergunta que é só nossa: da última vez que pediste alguma coisa a Deus, reparaste na oportunidade que Ele te colocou diante dos olhos, ou passaste por ela a queixar-te porque não vinha embrulhada como esperavas?
.
Padre João Torres

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

ENSINAR É SEDUZIR POR ENCANTAMENTO

 


ENSINAR É SEDUZIR POR ENCANTAMENTO

É maravilhar, cativar, fascinar, deslumbrar, encantar! E quem são os valentes de tão heroica façanha? Muitos, muitos, com certeza, sobretudo quando não se desgastam pelas estradas fora, quando não estão longe da família, quando as dificuldades da vida, a velhice e as doenças os não aflige. Concordemos, porém, que, mesmo que zelosamente apostem nisso e suem as estopinhas, não é fácil a um professor encantar certos públicos, nem sequer provocar que certos públicos se deixem encantar! Sem querer generalizar, a dispersão, a diversidade de solicitações e as circunstanciais existenciais de cada aluno, não facilitam muito deixar-se encantar por uma sala de aula. Ainda por cima quando tem a etiqueta de obrigatória. Mas o que seria duma sociedade sem obrigações? É sabido, porém, que, hoje, aquilo que toca ao de leve nas barbas da obrigatoriedade não goza de grande simpatia nem de sucesso. Assim, há quem goste muito mais do lado de fora da escola do que do lado de dentro, por mais apaparicado que seja! Só o talento, a humildade, o sentido da missão, a paciência de Job e o jeito de quem ensina, é que será capaz de, todos os dias e o dia todo, fazer passar o conhecimento com aquele prazer e paixão de encantar e contagiar. Descodificar conteúdos, cativar o olhar e a atenção dos Tonecas e doutros que tais, satisfazer os hiperdotados, despertar a curiosidade dos indiferentes, respeitar os ritmos de aprendizagem e seduzir intelectualmente no gosto pelo saber, é mais que hercúleo! Um nazareno conseguiu tal proeza, é verdade, as multidões corriam para o ouvir. Afirmavam que nunca tinham ouvido falar alguém com tanta sabedoria e natural autoridade. Mesmo assim, quem programava e controlava o ensino, em vez de lhe atribuírem o Global Teacher Prize, ofereceram-lhe a Coroa do Martírio. O impacto social dos seus saberes, a sua inovação pedagógica e o seu método eram verdadeiramente revolucionários e eficazes, mas não se encaixavam naquelas cabecinhas cheias de teias de aranha sem vassoura que lhas varresse! No entanto, o seu estilo de mestre perdurou, deu origem a uma cultura, a uma civilização, dividiu a História, inspirou instituições, escolas, universidades e academias, gerou empatia e encanto junto de educadores, arquitetos, pintores, músicos, escultores, literatos, filósofos e cientistas, promoveu a concórdia e a fraternidade universal, ensinou a arte de fazer bem e bem fazer sem aceção de pessoas. E ele aí está, vivo, atento, atual e atuante, continuando a ser “a beleza de qualquer beleza”, como afirmava São Boaventura, e a dizer-nos: ‘aprendei de mim que sou manso e humilde de coração’ (Mt 11,29).
A nobre missão de ensinar transforma vidas, alegra o presente e projeta o futuro, inspira, transforma sonhos em realidade. Ensinar e educar, porém, não são bem a mesma coisa. Ensinar atua mais de fora para dentro, oferece dados, alimenta a memória, desenvolve a inteligência e espevita a vontade. Educar é tirar de dentro para fora, é trazer ao de cima o que a pessoa tem de melhor, é libertar o seu coração de tudo quanto o possa prejudicar como centro unificador da pessoa. É “do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos, as prostituições, roubos, assassínios, adultérios, ambições, perversidade, má-fé, devassidão, inveja, maledicência, orgulho, desvarios” (Mc 7, 21-22). O coração tem razões que a razão desconhece, dizia Blaise Pascal. Atendendo às limitações da razão, Pascal defendia que há uma outra categoria essencial para acolher as realidades que não são puramente racionais. É o espírito de finesse, de gentileza, de finura, o qual é da ordem do coração, não da razão. O Papa Francisco falava da necessidade de se recuperar o coração, pois “muitos, para construir os seus sistemas de pensamento, sentiram-se seguros no âmbito mais controlável da inteligência e da vontade. E, ao não se encontrar um lugar para o coração, como algo distinto das faculdades e das paixões humanas consideradas separadamente, também não se desenvolveu suficientemente a ideia de um centro pessoal, em que a única realidade que pode unificar tudo é, em última análise, o amor”.
O coração é a parte mais íntima, o centro do desejo, o lugar da sinceridade, onde não se pode enganar ou dissimular, é a fonte e a raiz de todas as outras potências, convicções, paixões e escolhas. Indica o que se pensa, se acredita, se quer realmente, o que se guarda, o real, o inteiramente pessoal. Ali “não conta o que mostramos exteriormente ou o que ocultamos, ali conta o que somos. E esta é a base de qualquer projeto sólido para a nossa vida, porque nada que valha a pena pode ser construído sem o coração. As aparências e as mentiras só trazem vazio”. O coração não deve perder o ‘controle político’ de si próprio nem se deve desvalorizar como centro unificador da pessoa (cf. Francisco, Dilexit nos).
O ser humano, sem ensino, sem esse conhecimento de fora para dentro, poderá ser boa pessoa, mas faltar-lhe-ão as ferramentas do conhecimento para intervir com qualidade e eficácia. Sem a educação, sem adquirir valores, sem se aprimorar moral, ética e socialmente, sem capacidade de gerir as suas emoções, sem esse conduzir de dentro para fora, o indivíduo pode tornar-se um ás, um técnico fulgurante, uma enciclopédia de saberes, mas sem graça e empatia social. Se quem ensina e seduz por encantamento também encantar e arrastar pelo testemunho de vida, ó maravilha das maravilhas, que bom! Ensinar e educar definem o futuro de uma sociedade, molda o comportamento individual e coletivo, sustenta o desenvolvimento, impulsiona a inovação e gera oportunidades. Os desequilíbrios “de que sofre o mundo atual estão ligados àquele desequilíbrio fundamental que se radica no coração do homem” (GS10).

D. Antonino Dias
Caminha, 30-09-2026

Rezamos juntos pela Paz!

 Rezamos juntos pela Paz!

🤍🙏🕊️



“Convido todos os fiéis e todas as comunidades cristãs a rezar o santo Rosário durante o próximo mês de outubro, com a intenção especial de que cessem as guerras e que a paz se estabeleça entre os povos em conflito.” Este é o pedido feito por Leão XIV durante sua viagem a França. Além do terço, o Santo Padre pediu “ações concretas de penitência e misericórdia, com o compromisso de promover sempre o diálogo e a reconciliação
”.
Rede Mundial de Oração do Papa - Portugal

França: Papa encerra viagem marcada por apelos em defesa da vida e da paz

Papa Leão XIV passou por Paris, Lourdes e Metz, enfrentando questões dos abusos sexuais, da laicidade e do futuro da Europa

Foto: Lusa/EPA


Metz, França, 28 set 2026 (Ecclesia) – O Papa encerrou hoje a sua viagem a França, cruzando apelos urgentes contra o rearmamento global e a eutanásia com a condenação dos abusos sexuais.

“O que é legal não é necessariamente moral”, advertiu Leão XIV perante a ameaça da “morte programada”, criticando as correntes ideológicas que procuram “redefinir” o valor da vida humana.

A etapa final, na cidade de Metz, serviu para o pontífice denunciar a ameaça de uma “hemorragia da guerra”, exigindo o fim das lógicas de violência e de domínio, mensagem que repetiu na Missa conclusiva.

Emmanuel Macron, presidente francês, acompanhou a intervenção no Centro de Congressos Robert Schuman, alertando para uma “epidemia de desinformação” que corrói as democracias contemporâneas.

A cerimónia envolveu os líderes das várias confissões religiosas através da assinatura do ‘Apelo de Metz’, repudiando a invocação do nome de Deus para justificar o ódio e o totalitarismo.

A preocupação pela paz esteve no centro da passagem do Papa pelo Santuário de Lourdes, entre sábado e domingo, onde Leão XIV convocou uma oração mundial do Rosário e rezou pelo fim dos conflitos.

O local de devoção mariana, onde são acolhidas milhares de pessoas doentes e com deficiência, serviu de inspiração para mensagens em defesa da vida, com o Papa a lrejeitar a legalização da eutanásia e a deixar uma mensagem de esperança a quem sofre.

Ainda em Lourdes, o Papa promoveu uma reunião privada com vítimas de abusos sexuais, selando o compromisso institucional de impedir a repetição do sofrimento.

O encontro foi antecedido por um elogio de Leão XIV à capacidade de resposta da Conferência Episcopal Francesa, instando os bispos a manterem a máxima “vigilância” sobre estes casos.

A denúncia da “morte programada” marcou o primeiro discurso da visita, proferido no Palácio do Eliseu, durante o qual o pontífice defendeu ainda uma reflexão ética sobre a Inteligência Artificial.

No discurso de boas-vindas, Emmanuel Macron, presidente da República, distinguiu a laicidade do Estado de uma oposição à religião.

Este foi um tema abordado várias vezes pelo Papa, que destacou as “raízes cristãs” da França, com a sua história de muitos santos, e defendeu a presença católica no espaço público e na Educação, sublinhando a busca contemporânea de “sentido” para a vida.

A passagem por Paris integrou uma visita à ‘Maison Bakhita’, espaço diocesano onde o Papa repudiou as “novas formas de escravatura económica e cultural” que atingem as populações excluídas.

O programa na capital francesa destacou o restauro da Catedral de Notre-Dame e elogiou aumento dos batismos de adultos, culminando numa Missa ao ar livre, perante centenas de milhares de pessoas.

Esta foi a sexta deslocação internacional do pontificado.

Leão XIV, eleito a 8 de maio de 2025, tinha visitado a República de San Marino (22 de agosto); Espanha (06-12 de junho de 2026); Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial (13-23 de abril de 2026); Mónaco (28 de março de 2026); e a Turquia e o Líbano, com peregrinação a İznik por ocasião do 1700º aniversário do I Concílio de Niceia (27 de novembro-02 de dezembro de 2025).

Ainda em 2026, o Papa vai visitar o Uruguai, a Argentina e o Peru, de 6 a 17 de novembro, na sua primeira viagem pontifícia à América Latina, com regresso à diocese peruana de Chiclayo, onde foi bispo.

OC


quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Abraçarem-te a alma.





Abraçarem-te a alma.

Sabes o que é?



Quando alguém chega, de mansinho, e se mostra por dentro, com tudo o que é, da forma mais verdadeira que é, abraça-te a alma.

Quando alguém chega, de mansinho, e consegue ver-te por dentro, com tudo o que és, da forma mais verdadeira que és, abraça-te a alma.

Quando alguém se faz abraço que cura, abraça-te a alma.

Quando alguém te dá a mão como quem te dá o coração, abraça-te a alma.

Quando alguém te sorri e te resgata sempre mais um sorriso, abraça-te a alma.



Quando alguém te fala com o coração, e ao coração, abraça-te a alma.

Quando alguém te sente o coração (mesmo sem ser preciso falar), abraça-te a alma.

Quando alguém se faz presença que ampara e que sossega, longe ou perto, abraça-te a alma.


Quando alguém se faz, e te faz, morada, abraça-te a alma.

Quando alguém se tatua no teu coração, abraça-te a alma.

Quando alguém se faz pedacinho de amor que salva, abraça-te a alma.


Abraçarem-te a alma.

Sabes o que é?


A forma mais bonita de dizer "gosto de ti", sem ser preciso dizer.


Daniela Barreira


 

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Como é possível alguém se perder?


“Quem se mete em atalhos… mete-se em trabalhos!”
Ditado popular

Como é possível alguém se perder?

Temos todas as tecnologias à nossa disposição e, nas encruzilhadas, metemo-nos por atalhos.

Partimos a Bússola. Calamos o GPS. Ligamos o instinto que nunca apuramos.

E… quando damos conta perdemos o rumo certo.


Perdidos, começamos a analisar o caminho.

De imediato encontramos buracos na estrada.

Curvas desnecessárias. Indicações pouco visíveis.

Portagens e Scuts por onde não queremos passar.

Concluímos: a culpa é do caminho! Não é reto!


Na vida…

O caminho tem um GPS tão belo, que leva Jesus a todos e todos a Jesus.

É a Eucaristia onde carregamos baterias com a Palavra de Deus e,

recebemos as migalhas do Pão Vivo que partilhamos fraternalmente com a Comunidade.


Hoje, Jesus conta mais uma parábola.

É preciso ser ovelhinha curiosa e escutar!

A Palavra de Deus tão certa e tão assertiva, vem ao nosso encontro.

Indica-nos que fazer algo é muito mais importante do que palavras ditas ao vento.

E desperta em cada um de nós o sentido da Misericórdia Divina.


A nossa alegria não se edifica com verbos, nem com promessas.

Toma forma no arrependimento verdadeiro de algumas más ações…

No trabalho humilde e diligente em prol do crescimento de todos…

Na caridade que nos une e explode num amor infinito.


Quando te perderes no caminho…

Lembra-te: olha para o Céu e recorda todas as vezes que o Senhor que Te chamou.

Analisa as tuas escassas respostas positivas…

ACREDITA que és filho muito amado, que és filha muito amada…

alegra a Tua Alma, porque se te arrependeres de todo o coração,

encontrarás rapidamente o caminho de volta para a Vinha do Senhor.

Onde não há julgamentos pelo que deixaste de fazer, nem pelo mal que fizeste.

Que te parece?


Liliana Dinis,