Annaba, Argélia, 14 abr 2026 (Ecclesia) – O Papa alertou hoje para a “espiral negativa” de violência do mundo, numa mensagem de despedida aos católicos da Argélia.
“Reconheçamos que a situação atual do mundo, como uma espiral negativa, tem origem, no fundo, no nosso orgulho. Precisamos de Deus, da sua misericórdia. Só Nele o coração humano encontra a paz”, disse Leão XIV, no final da Missa a que presidiu na Basílica de Santo Agostinho, em Annaba, a antiga cidade de Hipona, no Império Romano.
Perante cerca de 1500 pessoas, que participaram na primeira Missa pública presidida por um Papa na Argélia, o pontífice pediu que todos se voltem para Deus com “humildade”.
“Só com Ele poderemos todos juntos, reconhecendo-nos como irmãos, trilhar os caminhos da justiça, do desenvolvimento integral e da comunhão”, acrescentou.
Leão XIV agradeceu pelo acolhimento da comunidade católica e pela “hospitalidade atenciosa” as autoridades civis, ao longo destes dois dias de visita.
O primeiro Papa da Ordem de Santo Agostinho falou desta viagem como “um dom especial da providência de Deus”, em referência à passagem pela cidade onde o doutor da Igreja foi bispo, no século V.
“É um dom que o Senhor quis fazer a toda a Igreja por intermédio de um Papa agostiniano. E parece-me poder resumi-lo assim: Deus é amor, é o Pai de todos os homens e de todas as mulheres”, afirmou.
Na manhã desta quarta-feira, Leão XIV ruma aos Camarões, com chegada prevista à capita, Iaundé.
A agenda no território camaronês integra uma deslocação a Bamenda, na quinta-feira, para um encontro pela paz com a comunidade local e a celebração da Missa.
O dia 17 de abril é marcado por uma passagem por Douala, com uma missa em estádio e a visita a um hospital católico, antes do regresso a Iaundé para um encontro com o mundo universitário.
O núncio apostólico em Iaundé, D. José Avelino Bettencourt, destacou à Agência ECCLESIA o simbolismo da presença do Papa em contextos de elevada fragilidade social e militar, como acontece em Bamenda, no território anglófono, “uma zona de guerra”.
O Papa despede-se dos Camarões a 18 de abril, dia em que a comitiva papal viaja para Angola.
A viagem termina a 23 de abril, após passagem pela Guiné-Equatorial.
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