quinta-feira, 4 de junho de 2026

Festa da Fé

 


A Igreja de Arronches acolheu, hoje, as celebrações do Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus, com a Eucaristia, seguida de procissão.

A Eucaristia teve lugar na igreja matiz às 10h30, onde os catequizandos do 3º ano de Catequese da Paróquia de Arronches, receberam Jesus pela primeira vez , ao fazer a 1ª. Comunhão.
Esta Celebração é muito especial pois testemunharmos um passo muito importante na caminhada da vida cristã destas crianças do grupo dos “Discípulos de Jesus”. Pela primeira vez, estas crianças, foram convidadas a receber Jesus de forma especial, na sua Primeira Comunhão. Façamos com que este seja o primeiro de muitos momentos de alegria e de comunhão, vivenciados por estes meninos e meninas. E que nos faça lembrar da importância de estarmos em comunhão com Deus e de sermos exemplo de vida movida pela Fé.
A tradicional procissão solene pelas ruas da vila, “um testemunho público de fé e adoração ao Santíssimo Sacramento”, voltou a ter a “presença de todas as crianças da paróquia que receberam o sacramento da Primeira Comunhão”.
Esta participação simbólica liga a vivência do pós-comunhão à grande comunidade diocesana, permitindo que os mais novos testemunhem e partilhem a alegria da Eucaristia num dos momentos públicos mais marcantes do calendário pastoral.
No final da procissão que foi acompanhada pela banda da Sociedade Musical Euterpe, Portalegre, o padre Rui Lourenço, manifestou a sua satisfação pela forma como a mesma decorreu e agradeceu a todos aqueles que participaram nas cerimónias religiosas .










Fotos de Emílio Moitas

Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo

 

https://www.youtube.com/watch?v=YJC8yURnhVo


À solenidade do Pentecostes, que encerra o tempo pascal, segue-se o domingo da Santíssima Trindade. Este permite reconduzir todos os acontecimentos da história da salvação à sua fonte: o Deus uni-trino, do qual tudo provém e ao qual tudo regressa. Na quinta-feira seguinte, celebra-se a solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, mais conhecida entre nós por “Corpo de Deus” (o que nem está mal, visto o nosso Deus ser um Deus encarnado, feito um de nós – e a solenidade do Corpo de Deus alerta-nos para esta imanência daquele Absolutamente Transcendente celebrado no domingo anterior). O Corpo de Deus, porém, implica uma outra dimensão: a proximidade. Deus não só encarnou num tempo determinado, em Jesus Cristo, mas quis ficar sempre connosco na sua carne. E ficou, no sacramento da Eucaristia, proclamado pela Igreja “presença real” do Corpo, Sangue, Alma e Divindade do Senhor Jesus Cristo entre nós, pão dos caminhantes que somos em busca de uma outra morada, pois nesta sabemos não ter assento permanente.

“Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar é a minha carne para a salvação do mundo”. A essas palavras, os judeus começaram a discutir, dizendo: “Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne”? Então, Jesus lhes disse: “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue terá a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é uma verdadeira comida e o meu sangue uma verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim, como o Pai que me enviou, vive e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu, não como o maná que vossos pais comeram e morreram. Quem comer deste pão viverá eternamente” (Jo 6,51-58).

Oração:

“Senhor Jesus, ao indicar-me, que devo seguir o homem com a jarra de água, fazei-me entender que devo seguir os passos de quem faz, realmente, a experiência do Batismo: ajudai-me a imitar os que vivem uma nobre medida de vida.

Senhor Jesus, ao convidar-me ao que é superior, vós me pedis para deixar de lado um estilo de vida chato: ajudai-me a seguir os desejos, que inspirais em meu coração.

Senhor Jesus, ao dar-me o pão e vinho, vosso Corpo e Sangue, me ensinais que a vida é um dom: ajudai-me, ao alimentar-me por vós, a fazer da minha vida uma oferta agradável ao Pai.

Senhor Jesus, ao reunir vossos discípulos ao redor da mesa, me ensinais que não há Eucaristia sem fraternidade e nem fraternidade sem serviço: ajudai-me a fazer da minha vida uma vida eucarística”.

(Padre André Vena)

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Lágrimas de tristeza, provas de amor



Como seria o dia se não houvesse noite? Quem desfrutaria do sol se nunca chovesse? Quem valorizaria a saúde se não houvesse doença?

A essência e a grandeza do amor revelam-se na forma como lidamos com a perda. Sofre-se porque se ama. Amamos, de forma mais ou menos consciente, sabendo que, num só instante, tudo muda e o amor tem de crescer e transformar-se. O amor não morre nem se perde, mas aqueles que amamos podem afastar-se de nós e terão de morrer.

Quando? A incerteza é certa. Mas também é certo que quem ama e quer continuar a amar deve evitar desperdiçar o tempo, como se fosse eterno neste mundo. As riquezas que se perdem podem sempre ser recuperadas, mas o tempo não.

Que a tristeza do fim de uma etapa nasça menos do arrependimento pelo que ficou por fazer e mais da esperança de um novo tempo.

O que seria da vida se não houvesse morte? O que seria o amor se não tivesse de ser posto à prova?

Quantos de nós valorizamos aquilo que temos e somos hoje, sabendo que tudo pode perder-se… ainda hoje? A nossa existência é frágil. Estamos apenas de passagem neste mundo. Procuremos amar na certeza de que o amor, tal como nós, não pertence a este mundo.

Quem acumula coisas e quer ter sempre mais está a prender-se a este mundo, do qual um dia — talvez hoje — terá de partir.

Amemos e choremos as perdas, até mesmo antes de acontecerem. Amar implica esse sofrimento. Que esse sofrimento nos mantenha atentos à missão de amar e de nos abrirmos ao amor de que precisamos.

Uma lágrima é sempre uma prova de amor — e talvez também uma fonte de esperança para quem não desiste de amar.


José Luís Nunes Martins


terça-feira, 2 de junho de 2026

INFORMAÇÃO PAROQUIAL

 


SOLENIDADE DE CORPO DE DEUS

    Festa da Catequese em Arronches

    Arronches-  4 de Junho
                     -10h30-Missa
                     -11h30 - PROCISSÃO
       

As crianças não são o futuro. São o agora.

 


Hoje celebra-se o Dia Mundial da Criança.
Mas talvez o mais importante não seja celebrar.
Seja acordar.
Porque há crianças a sorrir nas fotografias… e a sofrer em silêncio na vida real.
Enquanto algumas crescem rodeadas de carinho, outras aprendem demasiado cedo o peso da dor, da guerra, da fome, da violência e da indiferença.
A fotografia daquele menino sem braços devia inquietar-nos profundamente.
Não pela ausência dos braços.
Mas pela ausência de humanidade num mundo que continua a fabricar guerras, ódio e destruição… enquanto fala de progresso.
Que mundo é este que investe mais em armas do que em infância?
Que humanidade é esta que se emociona nas redes sociais… mas se habitua rapidamente ao sofrimento dos inocentes?
Há crianças que perderam os pais.
Outras perderam a casa.
Outras perderam a escola, o pão, a segurança.
E há as mais esquecidas de todas:
as que perderam o direito de serem simplesmente crianças.
E talvez a tragédia maior seja esta:
estamos lentamente a normalizar a dor.
Dizemos que as crianças são “o futuro”.
Mas não é verdade.
As crianças são o presente.
Precisam de amor agora.
De proteção agora.
De escuta agora.
De dignidade agora.
Não quando a guerra acabar.
Não quando houver melhores políticas.
Não quando “houver tempo”.
Agora.
Uma criança não precisa de um mundo perfeito.
Precisa de adultos capazes de amar, proteger e cuidar.
E talvez Deus passe exactamente aí.
No modo como olhamos os mais frágeis.
Na forma como tratamos quem depende de nós.
Na capacidade de ainda nos comovermos.
Porque uma sociedade que deixa morrer a infância… começa também a morrer por dentro.
Hoje não basta publicar frases bonitas.
É preciso recuperar humanidade.
Ensinar ternura.
Criar presença.
Salvar a inocência do cinismo deste tempo.
E nunca esquecer:
uma criança que cresce sem amor aprende demasiado cedo a sobreviver…
quando só devia aprender a viver.

Padre João Torres

Santíssima Trindade



“É o amor, correndo o mundo todo, em busca do calor
A noite espera pela hora do nosso esplendor
A luz acesa preparada para os dias de afeição
A mesa posta, a alma aberta
A chamar a multidão, a família em união

Juntos, somos mais fortes
Seremos o céu que abraça o mundo
Juntos, seremos a voz que acende o amor, o amor”

Amor electro [2018]

Quando o poema de uma música pop rock só nos fala sobre Deus…
Daquele que é o Deus Trino!
O nosso Deus!
O nosso Criador, o nosso Salvador, o nosso Intercessor…
temos a certeza de que Deus não nos abandona,
está mais vivo do que nós…
e ainda semeia toda a Sua Esperança na humanidade pecadora.

Um Amor tão grande só pode ser Divino.

Não te apoquentes, nem te percas com questões sobre o que é ou não possível…
O que é ou não é explicável… O que é ou não razoável!

A resposta habita no teu coração, longe da tua mente…
onde a luz ofusca o que os teus olhos veem, porque és tu quem ilumina o mundo!
onde o que os teus ouvidos escutam, é promessa cumprida, carne que se fez Homem!
onde a tua boca silencia para acolher o Pão Vivo que te alimenta a Alma!

Para aqueles que duvidam que Deus é Pai, Filho, Espírito Santo e são apenas UM,
canto com toda a minha Alma: “Juntos, somos mais fortes!”

Vem! Adora a Santíssima Trindade e faz-te IGREJA.

Serás feliz! Encontrarás o Amor


tags: Liliana dinis

segunda-feira, 1 de junho de 2026

TRÊS JEITOS DE AMAR...…


 

A SANTÍSSIMA TRINDADE

é o mistério de pura relação de amor e de perfeita comunhão.
Não são três pessoas divinas do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
São três vias, três são pobres para falar deste mistério…
Porque as palavras, ainda que sejam para dizer o que nelas não cabe;
ainda ficamos sem elas.
❝ Deus é menos Deus como ainda não era conhecido! ❞
Manifesta-se em três jeitos de AMAR…
• Chamamos a estes “três jeitos de amar”, Pessoas,
porque Deus é PESSOAS, na medida em que é a Comunhão Perfeita
de TRÊS JEITOS DE SER em relação, de amar, de abertura ao outro,
de relação horizontal e radicalmente vertical.
❝ Deus é amar do Pai:
“Sou todo para ti! Dou-te todo o Meu Amor, dou-Me todo a Ti!” ❞
O amor corre do DOM TOTAL, GRAÇA,
do AMOR NOVO, PROJECTO, DESEJO
de amar que Jesus nos ensina a tratar por “Abba”, Papá.
É o amor que Se faz DOM total de Si próprio, Amor que gera o outro.
❝ Deus é amar do Filho:
“Sou todo por Ti! Acolho todo o Teu Amor, recebo-Me todo de Ti!” ❞
O amor corre do ACOLHIMENTO TOTAL,
da RECEPÇÃO, da ESCUTA, OBEDIÊNCIA, DOCILIDADE, ABERTURA:
o amor que Jesus nos revelou no Seu próprio SER-FAZER-DIZER.
❝ Deus é amar do Espírito Santo:
“Sou todo para todos! Acolho o Amor, acolho o Amor!” ❞
O amor corre do abraço que não pode ser dividido, desmanchado.
É a criatividade de RELAÇÃO, LAÇO DE ENCONTRO,
COMUNHÃO DE ALIANÇA, laços de sangue FAMILIAR:
o amor que inspira e anima a relação entre o Pai
e o Filho, como ternura Maternal de Deus.
É o Espírito que nos vai ajudando a entender todas estas coisas…
Porque o mundo precisa de me amar para ser AMOR…
e quem quiser ser AMOR, não pode deixar de me amar!!!

Padre João Torres