quarta-feira, 2 de setembro de 2026

HÁ GENTE TÃO POBRE TÃO POBRE TÃO POBRE QUE SÓ TEM DINHEIRO!


Onde é que eu já li ou ouvi este espirro de sabedoria?!... Pensando bem, e pensar dá uma trabalheira dos diabos..., pensando bem, acho que não li nem ouvi. Acho que não inventei nem sonhei. Acho que é fácil de o fisgar por entre aquilo a que chamam notícias e todos os dias nos martirizam a falar de uns tais senhores que a humanidade - e a criação em geral, aliás -, bem dispensavam, se não como pessoas, pelo menos como chefes, chefes saltitantes lá pelos galhos do poder, à procura, não de bananas, mas do vil metal, a sua grande paixão. E a paixão cega, já dizia a mariquinhas!... Se não vivem de aparências para inglês ver e povaréu enganar, como é possível que esses povos, sempre falados como paladinos no progresso civilizacional, no exercício da democracia, na clarividência política e social e no gosto de viverem em liberdade, como é que esses povos tapam os olhos, cerram os ouvidos, engrunham a língua e ofendem o senso comum, acabando, orgulhosamente, por escolher tais líderes?! Eu sei que não é tão difícil penetrar nesse mistério como difícil é penetrar no da Santíssima Trindade, mas que isso é um grande mistério humano lá isso é, é mesmo difícil de decifrar!
Conhecem a fábula de Esopo sobre as rãs que pediram insistentemente um rei? Perguntem à meta! E têm presente o que aconteceu ao povo judeu quando implorou a Samuel que também lhe desse um rei, já que ele estava velho? (1Sam 8, 1-22). Será bom recordar, pois a escolha de um governante deve ser esclarecida e livre. E neste processo de esclarecer ou confundir, não estão isentos de algum mérito ou demérito quem noticia coisas e loisas a esmo, só para mostrar serviço e entreter, um pouco assim como quem deita palha ao gado para que fique sossegado e a remoer. De facto, “Vivemos numa sociedade da informação que nos satura indiscriminadamente de dados, todos postos ao mesmo nível, e acaba por nos conduzir a uma tremenda superficialidade no momento de enquadrar as questões morais” (EG64). Não se pensa criticamente, não se oferece um caminho de amadurecimento nos valores, está-se nas tintas para com a dignidade da pessoa e o bem comum, promovem-se as aparências de bem e os populismos que, camaleonicamente, querem levar a água ao seu moinho como se tudo fosse igual a tudo. “Assim como o bem tende a difundir-se, assim também o mal consentido, que é a injustiça, tende a expandir a sua força nociva e a minar, silenciosamente, as bases de qualquer sistema político e social, por mais sólido que pareça” (EG59). E tão culpado é quem entra no jogo como quem fica na bancada a aplaudir e incentivar. Neste ‘tic tic dare dare’, o dinheiro, a ambição, a ganância e a ilusão do poder pelo poder cantam de galo tão assumidamente que nem o milagroso galo de Barcelos, ao saltar do prato, foi capaz de o fazer com tanta mestria e garbo! E assim, lá se vai a honestidade, a ética e a centralidade no bem comum, precisamente aquilo que faz da política essa arte nobre de bem servir o homem e a criação, vocacional e belamente.
De facto, Jesus esclareceu que “Ninguém pode servir a dois senhores: ou não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro” (Mt 6, 24). E São Paulo não se esqueceu de advertir que “a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro” (1 Tm 6, 10). E exorta a comunidade a abandonar os vícios, referindo-se à ganância como "uma idolatria" e um pecado social (Col 13,5). São Lucas exorta: "Guardai-vos de toda a ganância, porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui" (Lc 12,15). E a Carta aos Hebreus exorta à simplicidade e à confiança na providência divina: "Seja a vossa vida isenta de ganância, contentando-vos com o que tendes" (Heb 13,5). Não se trata de deitar a riqueza ao mar ou de a condenar como pérfida e hostil à vida, trata-se, isso sim, é de saber como é adquirida e como é usada. O dinheiro pode invadir o campo da consciência individual e impor aí a sua lei, a lei do enriquecimento a qualquer preço, nem que seja através de formas de criminalidade organizada ou esmagando, anestesiando ou matando quem a produz. Pior ainda, quando, porventura, há autoridades que apenas se movem nesse campo, não assumem a defesa intransigente do bem comum e só olham para o seu umbigo, goste quem gostar ou doa a quem doer. O ladrão não pede riquezas, só quer que lhe digam onde é que elas estão!
De facto, mal vai quando a relação com o dinheiro é semelhante à relação de um patrão tirano com quem o serve por necessidade. Francisco dizia que “a crise financeira que atravessamos faz-nos esquecer que, na sua origem, há uma crise antropológica profunda: a negação da primazia do ser humano. (...) A adoração do antigo bezerro de ouro (cf. Ex 32, 1-35) encontrou uma nova e cruel versão no fetichismo do dinheiro e na ditadura duma economia sem rosto e sem um objetivo verdadeiramente humano” (EG55).
E ao comentar a parábola do rico avarento, Francisco afirmava que a ganância do rico o faz vaidoso e soberbo. Vive de aparências que são a máscara do seu vazio interior, é prisioneiro da exterioridade, da dimensão mais superficial e efémera da existência (cf. EG 62). Veste-se como se fosse um rei, simula a posição de um deus, esquece-se que é um simples mortal, assume que nada mais existe além do seu próprio eu. O dinheiro é o seu ídolo, um ídolo tirânico de quem se orgulha e a quem se escraviza. Em vez de instrumento ao seu dispor para fazer o bem e exercer a solidariedade com os outros, o dinheiro subjuga-o, a si e ao mundo inteiro, numa lógica egoísta que não deixa espaço ao amor e dificulta a paz (cf. Audiência 18/05/2016; e Mensagem Quaresma 19/02/2017).
No Antigo Testamento, a ganância é criticada principalmente pelo seu impacto comunitário e pela ilusão de segurança que as riquezas trazem. No Livro do Eclesiastes, por exemplo, lemos que "Quem ama o dinheiro jamais se fartará de dinheiro; e quem ama a riqueza nunca ficará satisfeito com os seus lucros" (Ecl 5,9). A ganância torna as pessoas insaciáveis. O Livro de Amós insurge-se contra quem coloca o lucro acima da dignidade humana, sendo capaz de vender "o justo por dinheiro e o necessitado por um par de sandálias" (Amós 2,6-7). Isaías atira-se àqueles que “juntam casa a casa e acrescentam campo a campo, até não haver mais terreno e serem os únicos a habitar no meio do país” (Is 5, . Ou do mundo!... Neste Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, rezemos por estes pobres tão pobres tão pobres tão pobres que só têm dinheiro e poder e ainda querem mais, nem que seja destruindo as pessoas e o pobre planeta. Coitados, são uns pobres sem abrigo, que, pelo menos, bem mereciam a compaixão de uma cadeia!

D. Antonino Dias
Caminha, 01-09-2026

terça-feira, 1 de setembro de 2026

A cruz é outra coisa...

 


A cruz é outra coisa...

Chamamos facilmente de «cruz» tudo o que nos faz sofrer...
A Cruz não é o “sofrimento” que Deus manda nem o “azar” que nos acontece na Vida! Isso é linguagem pagã que muita gente usa por aí… aceitar a nossa cruz significa compreender que o SOFRIMENTO faz parte da vida de toda a gente e que a nossa cruz não se deve transformar na cruz de mais ninguém...
A cruz é outra coisa. Jesus chama os seus discípulos a segui-lo fielmente e a colocarem-se ao serviço de um mundo mais humano: o reino de Deus.
Isso é o primeiro e mais importante. A cruz nada mais é do que o sofrimento que
nos advirá como consequência deste seguimento; o doloroso destino que teremos
de partilhar com Cristo se realmente seguirmos os seus passos. É por isso que
não devemos confundir o «carregar a cruz» com posturas masoquistas, uma falsa
mortificação.
Se queremos esclarecer qual deve ser a atitude cristã, temos de entender bem em que consiste a cruz para o cristão, porque pode acontecer que a coloquemos onde Jesus nunca a colocou.
Jesus não ama a cruz e ficaria feliz em passar sem ela.
Ele não quer morrer.
O que Jesus quer é manifestar a verdadeira face de Deus e para isso está
disposto a assumir a insegurança, o conflito, a rejeição ou a perseguição!
Até morrer para não negar a verdadeira face de Deus...
Quem pensa só em si
mesmo, quem usa os outros,
quem muda de ideias,
quem julga sem se expor, nunca
entenderá a linguagem da cruz!

Porque a cruz é outra coisa...


Padre João Torres

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

O QUE TE SEDUZ?


 




Vós me seduzistes, Senhor, e eu deixei-me seduzir;
Vós me dominastes e vencestes. […]
Jr 20, 7-9



Em nós, seres humanos, habita uma insaciável sede pela felicidade plena.

O mundo é um parque de diversões que nos alicia a cada amanhecer.

Somos invadidos por inúmeras seduções.

Procuramos o sorriso fácil.

O Diálogo que nos conforta.

Um Olhar misterioso que nos fascina.

Alguém que nos escute sem julgar nem confrontar.

Um coração que sossegue o nosso coração.

Uma Alma calma e tranquila.


Entregar a vida ao projeto que Deus traçou para cada um de nós.

É a utopia que devia pulsar no nosso coração.

Nesse sonho que Deus, Pai misericordioso,

amorosamente desenha para cada um de nós,

há uma presença que nos acompanha desde o dia do nosso Batismo: A CRUZ!


Muitos de nós olham para a Cruz e o sonho transforma-se, imediatamente, em pesadelo.

Temos medo… acobardamo-nos… viramos costas… fugimos…

Esquecemos que somos CRISTÃOS.

Somos d’O Cristo! Daquele que morreu para que tenhamos VIDA.


Porque haveríamos de ter medo da nossa Cruz,

quando o nosso corpo, de pé e de braços abertos, é a Cruz mais bela que envergamos?


É de pé que inalamos o ar mais puro.

É de pé que iniciamos o caminho.

É de pé que ficamos prontos para vencer qualquer obstáculo.

É de braços abertos que acolhemos quem amamos.

É de braços abertos que perdoamos quem nos ofende.

É de braços abertos que recebemos a missão de Ser Felizes ao jeito dO Messias.

Faz deste levar Jesus a todos e todos a Jesus o teu caminho de salvação.

Deixa-te seduzir pelas lágrimas.

Pelo Diálogo que te faz mudar o rumo.

Pelo Olhar que te desmonta.

Por alguém que te chama a ir mais além.

Pelo coração que desassossega o teu coração.


Pela Alma que te inquieta...

que te faz partir a anunciar que Cristo está vivo num pedacinho de Pão.


Segue-O…


Liliana Dinis

domingo, 30 de agosto de 2026

"SE ALGUÉM QUISER SEGUIR-ME, TOME A SUA CRUZ..."

 

https://www.youtube.com/watch?v=VwSXZ8tZ2w0&list=PLAqKRngqwuSfPdOPEvu7KzjdvMvB1w33f&index=151

A liturgia do 22º Domingo do Tempo Comum convida-nos a descobrir a "loucura da cruz": o acesso a essa vida verdadeira e plena que Deus nos quer oferecer passa pelo caminho do amor e do dom da vida (cruz).

Na primeira leitura, um profeta de Israel (Jeremias) descreve a sua experiência de "cruz". Seduzido por Jahwéh, Jeremias colocou toda a sua vida ao serviço de Deus e dos seus projectos. Nesse "caminho", ele teve que enfrentar os poderosos e pôr em causa a lógica do mundo; por isso, conheceu o sofrimento, a solidão, a perseguição... É essa a experiência de todos aqueles que acolhem a Palavra de Jahwéh no seu coração e vivem em coerência com os valores de Deus.
• No baptismo, fomos ungidos como "profetas", à imagem de Cristo. Estamos conscientes dessa vocação a que Deus, a todos, nos convocou? Temos a noção de que somos a "boca" através da qual a Palavra de Deus ressoa no mundo e se dirige aos homens?

A segunda leitura convida os cristãos a oferecerem toda a sua existência de cada dia a Deus. Paulo garante que é esse o sacrifício que Deus prefere. O que é que significa oferecer a Deus toda a existência? Significa, de acordo com Paulo, não nos conformarmos com a lógica do mundo, aprendermos a discernir os planos de Deus e a viver em consequência.
Como é que o crente deve responder aos dons de Deus? Com actos rituais solenes e formais, com orações ou gestos tradicionais repetidos de forma mecânica, com a oferta de uma "esmola" para os cofres da Igreja, com uma peregrinação a um santuário? Paulo responde: o culto que Deus quer é a nossa vida, vivida no amor, no serviço, na doação, na entrega a Deus e aos irmãos. Respondemos ao amor de Deus entregando-nos nas suas mãos, tentando perceber as suas propostas, vivendo na fidelidade aos seus projectos. Como é o culto que eu procuro prestar a Deus: é um somatório de gestos mecânicos, rituais e externos, ou é uma vida de entrega e de amor a Deus e aos homens meus irmãos?

No Evangelho, Jesus avisa os discípulos de que o caminho da vida verdadeira não passa pelos triunfos e êxitos humanos, mas passa pelo amor e pelo dom da vida (até à morte, se for necessário). Jesus vai percorrer esse caminho; e quem quiser ser seu discípulo tem de aceitar percorrer um caminho semelhante.
O que é "renunciar a si mesmo"? É não deixar que o egoísmo, o orgulho, o comodismo, a auto-suficiência dominem a vida. O seguidor de Jesus não vive fechado no seu cantinho, a olhar para si mesmo, indiferente aos dramas que se passam à sua volta, insensível às necessidades dos irmãos, alheado das lutas e reivindicações dos outros homens; mas vive para Deus e na solidariedade, na partilha e no serviço aos irmãos.
O que é "tomar a cruz"? É amar até às últimas consequências, até à morte. O seguidor de Jesus é aquele que está disposto a dar a vida para que os seus irmãos sejam mais livres e mais felizes. Por isso, o cristão não tem medo de lutar contra a injustiça, a exploração, a miséria, o pecado, mesmo que isso signifique enfrentar a morte, a tortura, as represálias dos poderosos.

https://www.dehonianos.org/

sábado, 29 de agosto de 2026

Homenagem ao Padre Fernando e Padre Rui



Querida comunidade paroquial, estimados Senhores Padres Fernando Farinha e Rui Lourenço,

Hoje, o nosso coração divide-se entre a profunda gratidão pelo caminho que percorremos juntos e a natural nostalgia da despedida. O tempo não se mede apenas em anos, mas sim na marca que deixamos na vida daqueles que nos rodeiam. E a vossa marca na nossa paróquia é indelével.

Ao Padre Fernando Farinha,

Ao longo de 17 anos de dedicação incansável, o Senhor Padre foi muito mais do que um pastor; foi um pilar, um conselheiro e uma presença constante em todos os momentos da nossa comunidade. Viu famílias crescerem, guiou gerações e, com a sua sabedoria e paciência, soube acolher cada paroquiano como um filho. Dezassete anos de serviço são o testemunho vivo de uma vocação entregue inteiramente a Deus e aos outros.

Ao Padre Rui Lourenço
,

Ao longo destes últimos 5 anos, a sua energia, o seu espírito de missão e a sua dedicação renovaram a nossa comunidade. Com dinamismo e proximidade, soube caminhar connosco, partilhar os desafios do dia a dia e enriquecer a nossa vivência da fé. A sua passagem por esta paróquia, embora mais breve, deixa frutos profundos que continuaremos a cultivar.

Aos dois, a nossa paróquia diz hoje, em uníssono: Muito obrigado. Obrigado pelo vosso "Sim" diário, pela vossa entrega generosa, pelas palavras de conforto nas horas difíceis e pela alegria partilhada nas celebrações.

Ao Padre Fernando Farinha, no seu caminho para a reforma: Que este novo tempo seja de merecido descanso, de paz profunda e de saúde. Que possa olhar para trás com o coração cheio de orgulho pelo dever cumprido e que Deus o continue a abençoar nesta nova etapa da sua vida.

Ao Padre Rui Lourenço, na sua nova missão: Que a nova paróquia o acolha de braços abertos e com o mesmo carinho que aqui deixa. Desejamos-lhe as maiores bênçãos nesta nova caminhada pastoral, certos de que continuará a ser uma luz na vida dos seus novos paroquianos.

Não nos despedimos com um adeus, mas sim com um "até sempre". Esta paróquia será sempre a vossa casa e as nossas orações acompanhar-vos-ão onde quer que estejam.

Que Deus vos abençoe hoje e sempre!







A esperança de sermos compreendidos

 



Gostamos que gostem de nós. Na maior parte dos casos, esse desejo é sinal de que somos carentes, de que precisamos da atenção e do afeto dos outros para nos sentirmos completos e realizados.

Hoje, até chamamos amigos a pessoas com quem apenas temos contacto, mas sabemos, no fundo, que ser amigo de verdade é muito mais do que ter uma ligação no mundo virtual.

Por trás dessa confusão entre contacto e amizade está o desejo de não estarmos sós. É um desejo profundo, que corresponde a uma íntima e imensa necessidade de abraços que nos acolham, de quem nos aceite, compreenda e goste de nós como somos.

Claro que a responsabilidade também passa pela ilusão que criamos e alimentamos. Uma grande ilusão é o princípio da desilusão. Importa saber sonhar e moderar o desejo de que gostem de nós.

Depois, costumamos esconder as nossas facetas mais sombrias e complexas, enquanto sonhamos que os outros gostem, ou pelo menos aceitem, também aquilo que, por medo de sermos rejeitados, escondemos deles…

Connosco anda sempre uma esperança secreta de que possamos ser compreendidos pelos outros, mais ainda por aqueles que nos são próximos.

O maior problema desta atitude é que, na ânsia de procurar compreensão, não tentamos sequer compreender os outros: nem os próximos, que julgamos conhecer já muito bem, nem os estranhos, de quem muitas vezes a aparência nos basta para julgar que sabemos quem são.

Seria bom que aprendêssemos a olhar e a escutar o outro, sobretudo aquele que nos é próximo, com atenção e respeito, partindo sempre do princípio de que tudo quanto julgamos saber acerca dele não é, nem de perto, suficiente.


José Luís Nunes Martins

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

E tu, és insubstituível?


E tu, és insubstituível?

Eu respondo que sim. És. Todos somos. Porque somos únicos e ninguém nunca vai ocupar o lugar que era exclusivamente nosso na família, junto dos amigos, no trabalho, na sociedade, enfim neste universo.

Mário Cortella diz o seguinte: "Eu sou único. Mas não sou o único. Não há ninguém como eu, não houve e não haverá, mas não sou só eu que sou."

Pois assim também entendo, que cada vida é única e de inestimável valor, jamais para ser descartada ou substituída para que outros tomem o que será sempre nosso.

Semelhante sim, igual nunca.

E há, certamente, lugar para todos!


Lucília Miranda