quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Retira-te

 



E tu, praticas o silêncio?

Estás contigo mesmo?

Sem pressa de chegar a lugar nenhum?

E quando estás, estás mesmo?

Vês mesmo?

Ouves mesmo?

Sentes mesmo?

Não é fácil num mundo que vive a mil, onde há valores invertidos e onde a maioria ganha, mesmo que esteja errada.

Há que resistir, persistir, recentrar, as vezes que forem precisas!

Mas é possível.

Silencia o barulho que não te sustém.

Retira-te do que não importa.

Desistir da essência é proibido.

Aí se encontra Deus.


Lucília Miranda

terça-feira, 27 de outubro de 2026

O que faz com que os Cristãos sejam Seres Humanos diferentes?



“O que sei, Senhor, sem sombra de dúvida, é que Te amo.
Feriste o meu coração com a Tua Palavra e eu amei-Te”
Santo Agostinho


O que faz com que os Cristãos sejam Seres Humanos diferentes?


Não é uma palavra que nos distingue. Não é uma veste. Nem é o que comemos.

A resposta habita cada segundo da tua Vida…

Tu só és de Cristo se O imitares, infinitamente.


Já te olhaste no espelho, hoje? O que viste?

Apenas um corpo ao qual a tua Alma dá Vida.

O teu semblante, nada diz sobre quem és.

Tu és o que a Tua Alma alimenta, fortifica!


O silêncio profundo da tua oração, quando alguém está perdido;

a alegria partilhada, quando alguém concretiza um sonho;

o abraço que te sai do peito, quando alguém chora;

uma palavra assertiva, quando alguém escolhe servir;

uma mão quente, quando alguém está à porta e quer entrar;

um pé firme que abre caminho, quando alguém só quer amar

dizem muito mais sobre ti, do que as palavras que deixas fugir da tua boca.


É neste Amor que O Cristo viveu, vive e viverá, terna e eternamente…

Em ti e em mim,

onde a nossa Vida é o reflexo do Mestre que ganha forma,

ganha cor, ganha altura, ganha peso, ganha VIDA!


Não há nada neste mundo que defina a palavra AMOR…

Só a entenderás no dia em que levares Jesus a todos e todos a Jesus.

No dia em que a tua Alma pesar menos que uma pena de colibri,

e tiver o maior peso na vida de todos os que por ti passam.

Ama… não hesites.


Liliana Dinis

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Não basta saber que Deus existe

”Não basta saber que Deus existe, que é único ou que é o Todo-Poderoso; o Senhor espera de nós uma relação pessoal”. E, no “encontro com Ele, o mandamento do amor não é uma obrigação nem uma imposição”:

Sem o amor, a nossa fé fica desprovida do seu conteúdo: foi o que ressaltou Leão XIV na Praça São Pedro, ao comentar o Evangelho dominical
Os mandamentos “Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças” e “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” são duas regras de vida que surgem da mesma fonte e nos tornam “capazes de olhar para nós próprios e para o próximo com o mesmo olhar de Cristo”.
Para o Pontífice,”não basta saber que Deus existe, que é único ou que é o Todo-Poderoso; o Senhor espera de nós uma relação pessoal”. E, no “encontro com Ele, o mandamento do amor não é uma obrigação nem uma imposição”:
“O nosso amor só pode ser autêntico quando é uma resposta ao seu amor, que sempre nos precede. Daí a necessidade de uma totalidade que envolva integralmente a pessoa: coração, alma e mente.”
Sem o amor, prosseguiu, a nossa fé ficaria desprovida do seu conteúdo, as nossas boas obras iriam se reduzir a moralismo e a nossa esperança seria vã.
“Caríssimos, não podemos amar a Deus de verdade sem que esse amor transborde em amor pelos nossos irmãos e irmãs. E não podemos amar verdadeiramente o nosso próximo senão como filhos do mesmo Pai, que em seu Filho Jesus nos amou primeiro.”

Amor em tempos de ódio

 


Amor em tempos de ódio

Vivemos tempos de ira e de ódio, em várias partes do planeta: na Terra Santa, na Ucrânia, na Síria, no Sudão... falar hoje de amor pode parecer algo estranho. Infelizmente, a palavra “amor” banalizou-se tanto que muitos a usam para justificar a violência.
O que é o amor? O melhor é não o definir, mas vivê-lo. Sentir-se amado, amar, é uma experiência indizível. Amar é tirar o outro do anonimato, dar-lhe rosto, nome, vida, é ativar nele a autonomia... O amor não é algo que eu dou, mas uma maneira de ser alguém diante do outro, para o outro, com o outro.
O amor é esse modo de viver que abre nossa existência aos outros. Não é lei que se impõe a partir de fora, mas impulso que brota do mais profundo de nosso ser, pois, na essência somos semelhantes ao Deus Amor.
Jesus Cristo, com poucas palavras, deixou tudo muito claro, simples e fácil de entender para qualquer um. Poucas palavras foram suficientes para deixar as autoridades religiosas surpresas: “Amarás o Senhor, teu Deus, com todo teu coração, com toda tua alma, com todo teu ser”.
Este mandamento é o principal e o primeiro.
O segundo é semelhante a ele: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.
O amor a Deus sem entrega aos outros é pura farsa. Portanto, aqui estamos diante da essência da vida cristã. E é tão simples: basta amar
“Amar a Deus e amar o Próximo”. Mas qual será a parte que ainda não percebemos?! Amar mesmo quando à nossa volta só existe ódio.

Padre João Torres

domingo, 25 de outubro de 2026

‘Amarás o Senhor, teu Deus

 

https://www.youtube.com/watch?v=MBTp3A4lV6g&list=PLAqKRngqwuSfPdOPEvu7KzjdvMvB1w33f&index=143

O que é que está no centro da experiência cristã? Qual é a “sugestão” fundamental que Deus nos deixa para construirmos uma vida repleta de significado? As leituras que a liturgia do trigésimo domingo Comum nos propõe convidam-nos a colocar o amor – o amor a Deus e o amor aos irmãos – no centro da nossa vida. O que Deus pede – ou antes, o que Deus exige – a cada crente é que deixe o seu coração ser submergido pelo amor.

Na primeira leitura o Deus que libertou os hebreus da escravidão do Egito e que se comprometeu com Israel numa Aliança de amor pede ao Seu povo que edifique uma sociedade livre, justa, fraterna, solidária, humana. Só uma comunidade que defende os mais frágeis e desprotegidos – o estrangeiro, o órfão, a viúva, o pobre sufocado pela ganância dos poderosos – poderá viver em comunhão com Deus e dar testemunho no mundo da compaixão, da misericórdia, da bondade, da ternura, do amor de Deus.
Vivemos numa época de grandes movimentos migratórios e somos a cada momento interpelados e questionados pelo “outro”, pelo “diferente”, pelo “estranho” que aparece junto das nossas fronteiras à procura de um lugar onde possa “montar a sua tenda” e viver de forma digna. Como olhamos para o “estrangeiro” que bate à nossa porta? Com a desconfiança de quem se sente ameaçado na bolha de segurança e de conforto em que vive comodamente instalado? Com o egoísmo de quem não está disposto a partilhar os recursos que Deus pôs à disposição de todos os seus filhos? Com o preconceito de quem escuta e se deixa convencer pelos discursos xenófobos dos líderes populistas? Ou com a responsabilidade de quem vê em cada homem um irmão, independentemente da cor da sua pele, do seu país de origem, da língua em que se exprime, dos valores culturais que transporta, da religião que professa? “Não prejudicarás o estrangeiro, nem o oprimirás” – diz o Deus da Aliança, que ofereceu a terra aos seus filhos e pretende vê-los a construir um mundo onde todos façam parte de uma única família. Como é que este pedido de Deus soa para nós? Sentimo-nos responsáveis por cada irmão que se cruza connosco, seja ele quem for, venha ele de onde vier?

No Evangelho Jesus indica, aos fariseus que o questionam nos átrios do templo de Jerusalém, qual é a raiz de todos os mandamentos, o núcleo central a partir do qual se edifica a comunidade do Reino: amar a Deus com todo o coração, com toda a alma, com todo o espírito e amar o próximo como a si mesmo. O decisivo, o fundamental, a prioridade, é e será sempre o amor. De acordo com Jesus, neste duplo mandamento está resumida toda a revelação de Deus.
Jesus diz que o segundo mandamento é amar o próximo como a si mesmo. O que é “amar o próximo”? De acordo com o exemplo e o testemunho de Jesus, o amor ao irmão passa por prestar atenção a cada pessoa com quem nos cruzamos, seja ela branca ou negra, rica ou pobre, nacional ou estrangeira, amiga ou inimiga, boa ou má; passa por sentirmo-nos solidários com cada homem ou cada mulher que chora, que ri, que sofre, que sonha, que ama; passa por partilhar as desilusões e esperanças de todos aqueles que encontramos ao longo do caminho da vida; passa por ultrapassarmos a “bolha” protegida onde nos encerrarmos para “descobrirmos” o outro e para lhe oferecermos a nossa solidariedade, a nossa compaixão, o nosso cuidado; passa por levantarmos do chão os “perdidos”, os ignorados, os feridos, ao marginalizados por uma sociedade sem coração; passa, numa palavra, por fazermos da nossa vida um dom total a todos. A maneira de Jesus amar é a medida com que amamos os nossos irmãos? Somos testemunhas, junto daqueles que a vida coloca ao nosso lado, da bondade, da ternura, da misericórdia, do amor de Deus?

Na segunda leitura o apóstolo Paulo traz-nos o exemplo de uma comunidade cristã – da cidade grega de Tessalónica – que acolheu o Evangelho de Jesus no meio de tribulações, mas com uma profunda alegria. A experiência de encontro com a fé cristã que os tessalonicenses viveram contagiou mesmo outras comunidades, levando-as até Jesus. O testemunho da fé faz de homens e mulheres de todas as raças uma família que vive no amor e que tem como missão testemunhar o amor.
O cenário em que a segunda leitura deste domingo nos coloca é um cenário onde se vão desenhando laços, contactos e influências entre as diversas comunidades cristãs, num sistema de “vasos comunicantes”. Ora, isto lembra-nos que nenhuma comunidade cristã é uma ilha. Todas as comunidades nascidas de Jesus integram o “Corpo de Cristo” e fazem parte de uma grande família, espalhada pelo mundo inteiro. Portanto, faz todo o sentido que as comunidades cristãs partilhem, estabeleçam laços, se interpelem umas às outras, se ajudem, se animem mutuamente, exerçam umas para com as outras o sacramento da caridade. É nesse diálogo e nessa partilha que o projeto de Deus se vai tornando mais claro para todos e que podemos discernir, com mais nitidez, os caminhos de Deus. As nossas comunidades cristãs estão abertas à partilha, ou são células isoladas, que vivem num total alheamento dos problemas, das vicissitudes e das dificuldades das outras comunidades?


https://www.dehonianos.org/

sábado, 24 de outubro de 2026

‘VENITE AD ME' COM FOCO NO KERYGMA




Sob o título “Venite ad Me”, o Dicastério para a Doutrina da Fé, depois de aprovado por Leão XIV, acaba de publicar uma Nota que convém ter em conta. Ela oferece uma reflexão específica e dá sugestões concretas para o anúncio do Evangelho. Não se trata de uma Nota doutrinária. Trata-se de Considerações sobre a transmissão da fé nestes tempos de grande fragmentação. Pretende estimular a reflexão eclesial e o empenho pastoral em torno da transmissão da fé, embora seja uma questão sempre em aberto para novas análises e desenvolvimentos.
‘Os capítulos I e II estabelecem suas bases teológicas, partindo do anúncio do amor do Pai manifestado na pessoa e nas obras de Jesus de Nazaré, para chegar aos seus principais contextos de transmissão na Igreja, ou seja, a família e a comunidade. O capítulo III aborda os desafios da mudança de época, cuja característica marcante é uma dificuldade sem precedentes em dar continuidade às formas tradicionais de transmissão da fé, à qual o capítulo IV responde apontando o coração pulsante dessa obra, ou seja, o anúncio do kerigma. O capítulo V apresenta diversas reflexões práticas sobre a transmissão da fé na vida das comunidades em seus vários aspetos, enquanto os capítulos VI e VII, respetivamente, aprofundam a relação entre fé e cultura, indicando algumas atenções pastorais específicas. O capítulo VIII, por fim, reúne alguns testemunhos concretos que mostram a transmissão da fé no contexto da vida quotidiana das pessoas’. Como não podia deixar de ser, a referência é Jesus, que “está sempre a caminho. Ele não espera. Não cria um santuário próprio nem uma escola. Ele viaja. Entra nas aldeias e nas cidades de seu povo e de seu tempo. Ele conversa com as pessoas simples, mas também com aqueles que ocupam cargos de poder público, religioso ou político. Por meio desses gestos e dessas palavras, Jesus leva a bom termo a revelação confiada ao povo de Israel” (n.º14). Usando uma linguagem próxima e familiar, ele conquista o coração dos simples ao mesmo tempo que desconcerta e inquieta as autoridades da época. E “não se limita apenas ao anúncio do amor incondicional de Deus. Ele dá testemunho concreto desse amor por meio de uma predileção especial por todos aqueles que já quase não esperam mais nada de ninguém: nem de seus parentes, nem de seus amigos, nem de seus compatriotas, nem de seus correligionários e talvez nem mesmo do Deus da Aliança dos Pais”.
Diante do cansaço e das fadigas do coração humano, Jesus apresenta-se como fonte de descanso, aproximando-se de cada pessoa na realidade concreta da sua vida, concedendo-lhe aquela verdadeira paz que só nele é possível encontrar: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso” (cf. n.º1).
De facto, só em Cristo se encontrarão as respostas para os problemas e inquietações da humanidade. Como lemos na Constituição Gaudium et Spes, nenhuma lei humana pode assegurar a dignidade da pessoa e a liberdade do homem, como o Evangelho de Cristo. O Evangelho "anuncia e proclama a liberdade dos filhos de Deus, rejeita toda a servidão que, em última análise, provém do pecado, respeita escrupulosamente a dignidade da consciência e a sua livre decisão, adverte, sem desfalecimento, que todos os talentos humanos devem frutificar para o serviço de Deus e para o bem da humanidade e, por fim, confia cada um ao amor de todos” (GS41).
Há dias, por ocasião do 100.º Dia Mundial das Missões, os nossos Bispos, manifestando gratidão a todos quantos, pessoas e comunidades, ao longo destes cem anos assumiram com empenho, alegria e entusiasmo, a missão de evangelizar em fidelidade à pessoa e ao mandato de Cristo, afirmavam que, se o anuncio do Evangelho continua a ser uma dimensão essencial da Igreja, essa missão, hoje, não se coloca apenas como necessária em terras longínquas. “Hoje, a missão passa pelas nossas cidades, aldeias, escolas, universidades, famílias e lugares de trabalho. Passa por aqueles que se afastaram da fé, por gerações que já não receberam o anúncio cristão e também pelo encontro quotidiano com pessoas de diferentes culturas e tradições religiosas. Não se trata de olhar para esta realidade com medo. Trata-se de reconhecer nela um apelo. Portugal é também, hoje, terra de missão”. E acrescentava que a missão “não pode limitar-se a transmitir doutrina, normas ou competências religiosas: somos chamados a gerar na fé. Evangelizar é fazer acontecer Jesus na vida das pessoas. É permitir que alguém descubra que é amado por Deus. É acompanhar uma pessoa até que o Evangelho deixe de ser apenas uma mensagem exterior e se transforme em princípio de vida. É ajudar a formar comunidades onde Cristo possa ser encontrado, reconhecido e seguido. É gerar homens e mulheres novos, capazes de viver segundo a lógica das Bem-aventuranças e de levar ao mundo a paz, a justiça, a fraternidade e a esperança que nascem do Evangelho”.
Neste documento do Dicastério para a Doutrina da Fé que acaba de ser publicado, salienta-se a necessidade de “uma profunda renovação kerygmática da própria catequese”. O anúncio do kerygma deve “ser capaz de apresentar a boa nova do amor e da misericórdia de Deus de tal forma que aqueles que a recebem possam compreender efetivamente que é justamente a eles que esse amor e essa misericórdia se dirigem”.

D. Antonino Dias
Caminha, 22-10-2026.

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Um Homem novo para um mundo novo.



As circunstâncias mudam muito rapidamente e temos de nos ajustar a realidades cada vez mais desafiantes. Não considero a minha geração mais especial do que aquela que viu surgir a eletricidade, o telefone, o desenvolvimento da ciência e que viu o seu mundo transformado como que de repente vivesse num mundo novo. O que acho é que atualmente somos constantemente sujeitos a alterações sociais, politicas e económicas que nos obrigam a refletir e até a mudar de atitudes.

Durante uns tempos pensamos que tínhamos a liberdade como algo garantido. A democracia como bem protegido e a paz como um valor inalienável. Tudo parecia protegido e seguro! Mas não!

Precisamos de olhar para este novo mundo com vontade de o acompanhar mas também com a noção do que se lutou para chegar aqui. No meio da rapidez e destas convulsões dá-mos por nós a relativizar valores e pensamentos, e a ter de explicar a jovens e velhos que precisamos de ir mais fundo das questões e não ficar pelas letras gordas dos jornais.

Não achas que precisamos de nos transformar?

Eu confesso que tenho dificuldade em me adaptar a certos pensamentos, discursos e ações. Evoluímos muito, mas dou por mim a resistir a certas mudanças qual “Velho do Restelo” a olhar com desconfiança para a leviandade com que se fazem as coisas.

Emergem Homens novos, com discursos bélicos, a infligir o medo, e a maravilha do capitalismo.

Surgem novos atores políticos mas a “cheirar” a mofo a provocar o caos usando táticas antigas do “dividir para conquistar”.

No meio disto ficamos desnorteados, sem saber quem tem razão e em quem confiar.

Para os cristãos a nossa bússola mantem-se que é Cristo que nos impele a ser verdadeiramente Homens novos e a romper com o que nos vendem como sendo a norma válida e absoluta. Pessoas como o Papa Francisco ou o Papa Leão XIV recordam-nos quais devem ser as premissas de um Homem Novo e transformado e isso começa em cada um de nós, no discurso que usamos e nos gestos que cultivamos. As bem aventuranças parecem cada vez mais uma abstração impossível de atingir, uma utopia, mas se calhar, é por aí que deve começar a transformação.

Que nunca nos esqueçamos que nem tudo o que reluz é ouro e o essencial da mudança pode começar com uma pergunta.

E tu amiga, o que precisas de transformar?


 Raquel Rodrigues