O Dia Nacional de Alerta para a Alienação Parental, celebrado a 5 de fevereiro, recorda-nos as feridas invisíveis de uma criança, quando afastada emocionalmente de um dos progenitores.
Este dia convida-nos a refletir sobre outra realidade igualmente dolorosa: as crianças com doenças incuráveis. Embora distintas, ambas as realidades revelam a profunda vulnerabilidade da infância. Uma criança gravemente doente precisa de estabilidade, amor e presença familiar; precisa de sentir que os laços que a sustentam são firmes. Quando existe alienação parental, esses laços tornam-se frágeis ou quebram-se, agravando o sofrimento emocional que se junta à fragilidade física.
Como pode uma criança lutar pela vida, quando apanhada no conflito emocional entre aqueles que deviam ser o seu porto seguro? A alienação parental torna-se especialmente cruel porque retira à criança não só um pai ou uma mãe, mas também o apoio emocional fundamental para enfrentar a doença. O amor dos pais é insubstituível; negar esse amor é ferir ainda mais a criança.
Seja na doença ou na rutura de um vínculo, as crianças precisam de proteção e de amor que não falhe. Esta é a maior cura que lhes podemos oferecer. Sempre que fizeste isto a um dos meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizeste. Sempre que o deixaste de fazer a um destes pequeninos, foi a mim que o deixaste de fazer (cf. Mt 25, 40.45).
RMOP






