domingo, 5 de abril de 2026

Domingo de Páscoa

 

https://www.youtube.com/watch?v=epFfn1Sq780&list=PLAqKRngqwuSfPdOPEvu7KzjdvMvB1w33f&index=164



A liturgia deste domingo celebra a ressurreição de Jesus. Proclama a vitória da Vida sobre a morte, do Amor sobre o ódio, do Bem sobre o mal, da Verdade sobre a mentira, da Luz sobre as trevas. Garante-nos que a morte não pode prender quem aceita fazer da própria vida um dom de amor. É do amor que nasce a Vida plena, a Vida em abundância, a Vida verdadeira e eterna.

Na primeira leitura
Pedro, em nome da comunidade, apresenta o exemplo de Cristo que “passou pelo mundo fazendo o bem” e que, por amor, fez da sua vida um dom total a Deus e aos homens. Por isso, Deus ressuscitou-O: o caminho que Jesus percorreu e propôs conduz à Vida. Os discípulos, testemunhas desta dinâmica, devem anunciar este “caminho” a todos os homens. A ressurreição de Jesus significa também que o medo, a morte, o sofrimento e a injustiça deixam de ter poder sobre a pessoa que ama, que se dá, que partilha a vida. Ela tem assegurada a Vida plena – essa Vida que os poderes do mundo não podem destruir, atingir ou restringir. Ela pode, assim, enfrentar o mundo com a serenidade que lhe vem da fé. Estamos conscientes disto, ou deixamo-nos dominar pelo medo, sempre que temos de agir para combater aquilo que rouba a vida e a dignidade, a nós e a cada um dos nossos irmãos?

O Evangelho convida-nos a olhar para o túmulo vazio de Jesus e a “acreditar”: o verdadeiro discípulo de Jesus, aquele que o conhece bem, que entende a sua proposta e está disposto a segui-l’O sabe que a forma como Ele viveu e amou não podia terminar no túmulo, no fracasso, no nada. Por isso, está sempre preparado para acolher a Boa notícia da ressurreição. A ressurreição de Jesus é a vitória da Vida sobre a morte, da verdade sobre a mentira, da esperança sobre o desespero, da justiça sobre a injustiça, da alegria sobre a tristeza, da luz sobre as trevas. Abre-nos perspetivas completamente novas e garante-nos o triunfo de Deus sobre as forças que querem destruir o mundo e os homens. Nós, que acreditamos e celebramos a ressurreição de Jesus, somos testemunhas da vitória da Vida junto dos nossos irmãos paralisados pelo medo e pelo pessimismo? A mensagem que levamos ao mundo é uma mensagem de alegria e de esperança que tem as cores da manhã de Páscoa?

A segunda leitura ensina que os cristãos, unidos a Cristo ressuscitado pelo batismo, morreram para o pecado e nasceram para a Vida nova. Ao longo da sua caminhada pelo mundo, devem dar testemunho dessa Vida nova nos seus gestos, no seu amor, no seu serviço a Deus e aos homens. O Batismo introduz-nos numa dinâmica de comunhão com Cristo ressuscitado. A partir do Batismo, Cristo passa a ser o centro e a referência fundamental à volta da qual se constrói toda a vida do crente. Qual o lugar que Cristo ocupa na nossa vida? Temos consciência de que o nosso Batismo significou um compromisso com Cristo e uma identificação com Cristo?

https://www.dehonianos.org/

sábado, 4 de abril de 2026

UM PEDAÇO DE SILÊNCIO



Ontem, com um gesto rápido,
apanhei um pedaço do manto de Cristo.
Era um pedaço de silêncio.
E percebi…
que há silêncios que não são ausência —
são presença que ainda não sabemos escutar.
O Sábado Santo é isso:
um dia suspenso,
um tempo que não avança nem recua,
um espaço onde tudo parece ter terminado…
e nada ainda começou.
A cruz já ficou para trás.
A Ressurreição ainda não chegou.
E no meio… fica este silêncio.
Silêncio pesado.
Silêncio que dói.
Silêncio de quem perdeu,
de quem não entende,
de quem já não tem palavras para rezar.
A pedra foi colocada.
O sepulcro fechou-se.
E com ele, parecem fechar-se também
as certezas, os sonhos, a esperança.
Quantas vezes a nossa vida é assim…
um longo Sábado Santo.
E custa.
Custa quando Deus não fala.
Quando não intervém.
Quando parece ausente.
Mas talvez…
talvez seja precisamente aí
que Ele mais profundamente trabalha.
O Sábado Santo não é vazio.
É gestação.
É o tempo em que Deus parece ausente,
mas está a descer às profundezas da nossa noite,
aos nossos medos,
às nossas perdas,
às zonas onde já não acreditamos em nada…
E aí, onde ninguém chega,
Ele entra.
Rompe cadeias.
Abre caminhos.
Acende luz.
Por isso, este silêncio não é o fim.
É um intervalo sagrado.
É o tempo da fé mais pura —
aquela que não vê,
mas permanece.
É o tempo de aprender a esperar.
A confiar sem garantias.
A permanecer, mesmo sem sentir.
Talvez hoje a tua vida esteja assim:
em suspenso,
em silêncio,
num Sábado que parece não ter fim.
Não fujas.
Fica.
Escuta.
Acolhe.
Porque é neste silêncio
que Deus te refaz por dentro.
E mesmo que ainda não o vejas…
mesmo que tudo pareça fechado…
a pedra já começou a mover-se.


Padre João Torres

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Judas vendeu Jesus, mas não conseguiu comprar paz



Judas caminhou com Jesus, ouviu Seus ensinamentos, presenciou milagres, viu o poder de Deus manifestado diante dos seus olhos. Ainda assim, seu coração foi seduzido por algo menor: trinta moedas de prata.

O problema de Judas não foi apenas a traição, foi a troca. Ele trocou o eterno pelo imediato, o Salvador pelo dinheiro, a verdade pela vantagem.
Há pessoas que caminham perto de Jesus, mas o coração ainda está negociando valores. Estão na igreja, mas ainda fazem acordos silenciosos com o pecado, com a ambição, com a aprovação dos homens.
A história de Judas nos lembra uma verdade profunda: quem vende princípios para ganhar algo neste mundo pode até receber as moedas… mas perde a paz, perde a consciência e, muitas vezes, perde a própria alma.
Dinheiro nenhum compra descanso para um coração que sabe que traiu a verdade. Poder nenhum silencia uma consciência que sabe que negociou aquilo que era sagrado.
Por isso Jesus disse em
Mateus 16:26:
“Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”
O Reino de Deus não é construído por pessoas perfeitas, mas por pessoas que decidiram que existem coisas que não estão à venda.
Que a nossa fé não esteja à venda.
Que nossa consciência não esteja à venda.
Que nossa lealdade a Cristo não esteja à venda.
Porque quando Cristo é o nosso maior tesouro, nenhuma moeda deste mundo é capaz de nos comprar.
Quem negocia princípios pode até ganhar moedas… mas sempre perde algo que dinheiro nenhum pode devolver: a própria alma.

(Celebrando a Vida)

quarta-feira, 1 de abril de 2026

As palavras valem pouco

 


As nossas palavras nem sempre são bem entendidas. São tantas aquelas que, em vez de esclarecer, acabam apenas por aumentar a escuridão.

Pensa antes de falar, diz o que tens a dizer, com calma e clareza. As palavras são, na maior parte dos casos, desnecessárias. Um olhar pode dizer muito mais do que um longo discurso.

No dia a dia, as nossas conversas, muitas vezes, começam por algo útil, passam depressa ao inútil e acabam no que é condenável. É quase impossível não falar demais.

Não acredites em palavras maldosas. Tem cuidado com o que ouves. Quantas pessoas usam a palavra amor sem saber o que significa? O que estarão elas a pensar e a querer dizer? Mais vale não acreditar quando o olhar de quem fala não é autêntico.

De que palavras, entre todas as que nos foram ditas, nos lembramos? Talvez de promessas nas quais assentámos partes da nossa vida. Mas, porque não há boas palavras sem obras, a desilusão perante um compromisso assumido — e não honrado — pode ser terrível.

A sabedoria está ou no silêncio ou em poucas palavras. Quais? Aquelas que uma criança entenderia sem necessidade de qualquer explicação.

Honra-te. Promete e cumpre — ou cumpre apenas. Talvez a honra seja ainda maior se não tiver havido promessa.


José Luís Nunes Martins

terça-feira, 31 de março de 2026

C(alma)

 



Calma.

Outra das minhas palavras favoritas.

Calma principalmente no coração.

Calma na pressa dos dias, que amanhã já são anos.

Calma para contemplar o pôr do sol, a lua que rasga a noite, as gotas de orvalho pela manhã.

Calma para sentir o cheiro das flores e a brisa do mar.

Calma para saborear a maçã.

Calma para olhar nos olhos, para escutar atentamente, para acordar a Alma.

Calma para perceber que com calma o mundo também avança.

C(alma) que o amor nunca falha.



Lucília Miranda

segunda-feira, 30 de março de 2026

Quando se ama.

 


...quando se ama.
Todas as palavras me parecem
verdadeiramente a mais neste dia.
...porque diante de um crucificado
temos que aprender a fazer silêncio...
o “Maior” em Deus não se veste
com as roupas dos grandes deste mundo
nem lhes imita o destino...
Entra em Jerusalém no meio de palmas e ramos…
Aclamado como rei.
Os ramos das aclamações triunfais tornam-se cinza…
Como todos os poderes deste mundo!
A Hora de Jesus não é a Hora do sucesso e das palmas do mundo.
Tudo acontece tão rápido…
perseguido, traído, preso, negado,
condenado à falsa fé e assassinado.
A suprema beleza da história
aconteceu fora de Jerusalém,
sobre a colina,
onde o Filho de Deus se deixa pregar,
pobre e nu, a um lenho para morrer de amor.
Compreendeu-o primeiro não um discípulo mas um estrangeiro,
o centurião pagão: “Na verdade, este homem era filho de Deus!”
«Porquê a cruz
o sorriso
a pena inumana?
Acreditai-me
é muito simples
quando se ama» (J. Twardowski).
Texto: Pe. Rui Santiago

domingo, 29 de março de 2026

Procissão de Ramos

 

A celebração do Domingo de Ramos, hoje, dia 29 de março, abriu solenemente a programação da Semana Santa na Paróquia. Com a tradicional Benção dos Ramos na Igreja de Nª Srª da Luz, seguida da procissão de Ramos até *a igreja Matriz onde foi celebrada missa ás 12h.