terça-feira, 12 de maio de 2026

Eu vivo em vós vivereis




                           «Devemos sempre confiar no poder e no amor de Deus,
                                           mesmo na hora mais escura do nosso sofrimento.»

                                                                                                         John Piper

Quando as encruzilhadas da vida nos apanham…

Quando o sofrimento nos faz desesperar…

Quando a indecisão avassala o tempo que não passa…

Quando o tear fia e desfia a dor de viver na solidão…

Quando nos perdemos no caminho e apagamos a luz dos outros…

Quando vivemos fora do verdadeiro sentido Cristão…

Quando as gotas de suor são de sangue e invisíveis a olhos nus…

Quando as nossas escolhas nos pregam rasteiras de morte…

Quando quem amamos não está feliz…

Quando afastamos o nosso coração do Amor mais puro…


Jesus vem e resgata-nos.


Atravessa as encruzilhadas e sorri.

Sara as nossa feridas com o bálsamo da Paz.

Decide que a brisa é mais forte do que o tempo em que nos afastamos de Deus.

Fia e desfia a Esperança da comunhão e da fraternidade.

Acende a luz e abraça-nos.

Arrasta-nos para o convívio intenso e maravilhoso da Sua Igreja.

Seca-nos o rosto e fita o Seu olhar misericordioso no nosso.

Levanta-nos do chão com um grito de Ressurreição.

Rasga o Seu coração e faz-nos amar o irmão.

Ama-nos! Como somos!



 Liliana Dinis, 

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Se me amas

 


Se me amas...
Tudo começa com um punhado de palavras
carregadas de delicadeza e de estima.
“Se me amas. Guardarás os meus mandamentos”.
Um ponto de partida TÃO LIVRE,
tão FRÁGIL, tão HUMILDE, tão CONFIANTE e tão PACIENTE...
Jesus não impõe.
Não se trata de uma ORDEM, mas de uma busca
de um procurar, de um caminhar...
Jesus procura espaços, espaços no coração, espaços de transformação: se me amardes, tornar-vos-eis como Eu. Eu posso tornar-me como Ele, adquirir nos meus dias um sabor de Céu e de história boa; sabor de liberdade, de mansidão, de paz, de força, de inimigos perdoados, e depois de mesas cheias, de relações boas e fecundas que são a beleza do viver...
Amar transforma; uma pessoa transforma-se naquilo que ama;
transforma-se naquilo que o habita.
«Quem me ama, será amado por meu Pai e eu amá-lo-ei» (Jo.14,21).
A promessa de Jesus só se realiza naqueles que se
DEMORAM e se ESPECIALIZAM na arte de amar,
Pôr Deus em primeiro lugar, dando-lhe tempo e coração...
Amar, a começar pelos de casa;
Respeitar o bem dos outros;
Ter palavras e gestos belos:
Não querer tudo e mais alguma coisa... Criar silêncio...
Para o cristão, amar como Jesus nos amou não é uma cantiga,
não é um dado adquirido, de uma vez por todas.
É algo ARTESANAL que se constrói todos os dias....


Padre João Torres

domingo, 10 de maio de 2026

Semana da Vida | 10 a 17 de maio de 2026

 

A Semana da Vida de 2026 convida-nos à reflexão sobre a proteção da Vida, enquanto forma concreta de pacificação: cuidar, acolher, defender, promover e acompanhar. Entre os dias 10 e 17 de maio, somos convidados a rezar com o tema “Bem-aventurados os que Protegem a Vida”.

                                 ORAÇÃO PELA VIDA

                      Senhor da Vida e da Paz,
                 Dá-nos um coração capaz de proteger cada vida,
                     especialmente as mais frágeis e esquecidas.
                       Ensina-nos a ser construtores de paz
                 num mundo ferido pela guerra e pela indiferença.
              Que o teu Espírito nos torne guardiões da dignidade humana
                         e testemunhas da esperança que não morre. Amém
              

Espírito da Verdade

 

https://www.youtube.com/watch?v=KFNZx6iyw68

A liturgia do 6º Domingo da Páscoa convida-nos a descobrir a presença - discreta, mas eficaz e tranquilizadora - de Deus na caminhada histórica da Igreja. A promessa de Jesus - "não vos deixarei órfãos" - pode ser uma boa síntese do tema.

O Evangelho apresenta-nos parte do "testamento" de Jesus, na ceia de despedida, em Quinta-feira Santa. Aos discípulos, inquietos e assustados, Jesus promete o "Paráclito": Ele conduzirá a comunidade cristã em direcção à verdade; e levá-la-á a uma comunhão cada vez mais íntima com Jesus e com o Pai. Dessa forma, a comunidade será a "morada de Deus" no mundo e dará testemunho da salvação que Deus quer oferecer aos homens.
Jesus garantiu aos seus discípulos o envio de um "defensor", de um "consolador", que havia de animar a comunidade cristã e conduzi-la ao longo da sua marcha pela história. Nós acreditámos, portanto, que o Espírito está presente, animando-nos, conduzindo-nos, criando vida nova, dando esperança aos crentes em caminhada. Quais são as manifestações do Espírito que eu vejo na vida das pessoas, nos acontecimentos da história, na vida da Igreja?

A primeira leitura mostra exactamente a comunidade cristã a dar testemunho da Boa Nova de Jesus e a ser uma presença libertadora e salvadora na vida dos homens. Avisa, no entanto, que o Espírito só se manifestará e só actuará quando a comunidade aceitar viver a sua fé integrada numa família universal de irmãos, reunidos à volta do Pai e de Jesus.
Uma comunidade cristã é uma comunidade onde se manifesta a comunhão com Jesus e a comunhão com todos os outros irmãos que partilham a mesma fé. É na comunhão com os irmãos, é no amor partilhado, é na consciência de que fazemos parte de uma imensa família que caminha animada pela mesma fé, que se manifesta a vida do Espírito. Cada crente precisa de desenvolver a consciência de que não é um caso isolado, independente, autónomo: afirmações como "eu cá tenho a minha fé" não fazem sentido, se traduzem a vontade de percorrer um caminho à margem da comunidade, sem aceitar confrontar-se com os irmãos... Cada comunidade precisa de desenvolver a consciência de que não é um grupo autónomo e sem ligações, mas uma parcela de uma Igreja universal, chamada a viver na comunhão, na partilha, na solidariedade com todos irmãos que, em qualquer canto do mundo, partilham a mesma fé.

A segunda leitura exorta os crentes - confrontados com a hostilidade do mundo - a terem confiança, a darem um testemunho sereno da sua fé, a mostrarem o seu amor a todos os homens, mesmo aos perseguidores. Cristo, que fez da sua vida um dom de amor a todos, deve ser o modelo que os cristãos têm sempre diante dos olhos.
Diante das dificuldades, das propostas contrárias aos valores cristãos, é em Cristo - o Senhor da vida, do mundo e da história - que colocamos a nossa confiança e a nossa esperança? Ou é noutros esquemas mais materiais, mais imediatos, mais lógicos, do ponto de vista humano?

https://www.dehonianos.org/

sábado, 9 de maio de 2026

SONHAR É UMA FORMA DE RESISTÊNCIA INTERIOR

 


Eu continuo a acreditar que é possível sonhar.
Mesmo quando a esperança se esconde atrás de pequenas desilusões que ninguém vê.
Sonhar, às vezes, não é fugir da realidade.
É exatamente o contrário: é não deixar que a realidade nos roube por dentro.
Há livros que não se leem apenas com os olhos, mas com a alma. O diário de Etty Hillesum é um desses lugares onde a vida se torna mais nua, mais verdadeira, mais exigente.
E nela encontro uma voz que não se resigna, mesmo no meio da dor. Uma voz que fala de Deus não como distância, mas como presença a ser cuidada dentro de nós.
Ela escreve algo que inquieta e, ao mesmo tempo, ilumina:
não é Deus que nos deve servir como resposta imediata a tudo…
mas somos nós que, de algum modo, somos chamados a não deixar que essa presença desapareça da forma como vivemos.
Há aqui uma inversão profunda do olhar.
Não é um Deus distante que resolve tudo por nós…
mas uma responsabilidade interior de não deixar morrer o que é mais humano em nós.
“Salvar um pedaço de Deus em nós.”
Que frase estranha e bela.
Como se o sagrado não estivesse fora, à espera de ser encontrado…
mas dentro, à espera de não ser esquecido.
Não te peço nenhuma justificação para a vida.
Peço apenas que não deixes morrer o lugar onde ainda é possível recomeçar.
Porque talvez viver seja isto:
não deixar que o mundo apague aquilo que, em nós, ainda acredita.
E enquanto houver essa chama…
ainda é possível sonhar.


Padre João Torres
Madona de Porto Lligat, 1950, Salvador Dalí



Encontro de reflexão do MCC – Núcleo Centro


Encontro de reflexão do MCC – Núcleo Centro
Um grupo de Cursistas do núcleo centro do MCC, reuniu-se no dia 2 de maio na pitoresca vila de Nisa (Diocese de Portalegre- Castelo Branco), para uma jornada de reflexão sobre a realidade atual do Movimento dos Cursilhos de Cristandade.
A reflexão girou em torno de três temas principais:
• A realidade do MCC
• A espiritualidade do MCC
• O perfil e missão do Reitor/Reitora
E de uma pergunta para reflexão:
“Como dirigente deste movimento, neste momento da história, neste momento da vida da Igreja, neste momento da vida do MCC, …, continuaremos a dizer que Cristo conta connosco.
Numa viagem pela realidade do movimento, na companhia de textos incontornáveis, como as “Ideias Fundamentais”, a “Evangelii Gaudium” e olhando sempre para o contraste entre o Ideal do movimento e a situação real, João Mota, Presidente em exercício do Secretariado nacional, conduziu-nos por um caminho de confronto entre as aspirações dos fundadores do movimento expressas pelo Ideal, a visão da igreja para a missão dos cristãos no mundo e o “afinal onde estamos? “ …
Se a história é a raiz profunda que ancora o MCC, é nos frutos da árvore viva que pretendemos ser, que os outros vêm o que este movimento pode fazer pela Igreja. E fica a esperança de que cada um dos mais de 4000 cursilhistas que nos últimos 5 anos descobriram a alegria de ser cristão, sejam frutos que desenvolvam todo o seu aroma e sabor ligados à árvore mãe e não frutos secos caídos no chão.
Mas muito tem de mudar, a linguagem dos anos 40 tem de ceder o lugar ao léxico do século XXI, usado por uma geração que já não sabe quem foi Rita Hayworth e a tecnologia tem de ser, se não a essência da mensagem, pelo menos a ferramenta ao serviço da sua eficácia.
Mas é pegando na sua HISTÓRIA, vivendo o seu CARISMA, assumindo a sua MENTALIDADE, em ordem à FINALIDADE, obedecendo a uma ESTRATÉGIA clara e a um MÉTODO bem definido, que os momentos de PRÉ_CURSILHO, CURSILHO e PÓS-CURSILHO, serão de facto a chave para revigorar e rejuvenescer o Movimento dos Cursilhos de Cristandade.
Mas onde procurar a energia que parece faltar-nos neste momento? O guia para a resposta reside na Espiritualidade e foi para ela que o Pde Ricardo Lameira orientou a nossa canoa. Ao leme colocou o sonho de um simples “Aprendiz de cristão”, guiado por uma estrela de luz que brilha para todos os povos “Lumen Gentium”.
Na canoa vai a mensagem que no momento próprio tocará cada novo aprendiz de cristão, seja esse momento no recolhimento, na solidão e no silêncio, numa palavra de corredor que nos desperta, na conversa íntima com aquele Jesus que habita o Sacrário ou no calor humano que nos conforta o coração num “abraço de Paz”. A isto chamou o Pde Ricardo a “singularidade” de cada um dos frutos da árvore do MCC.
Mas o MCC é sobretudo “movimento”, que se inicia no momento em que, inspirado por Deus, um irmão nos conduz a uma vivência especial que no final não deve mudar a nossa geografia, a física e a humana, mas a nossa capacidade de apreciar a primeira e modificar a segunda.
A nossa missão como leigos cristãos é assim secular, viver no mundo, mas resistindo à tentação de ser mundano.
Então onde está a verdadeira “espiritualidade do MCC?”. A resposta é simples: na PESSOA, a palavra mais repetida (120 vezes) na coluna vertebral do nosso movimento que é o livro “Ideias Fundamentais”.
Mas afinal qual de nós é o mais importante no movimento? A resposta é simples: Aquele que tiver mais talento para servir os outros. E foi desse, do seu perfil, que nos falou o irmão Francisco Sousa da diocese do Porto.

Mas afinal quem é esse desconhecido que dá pelo nome de Reitor/Reitora. O “ideias Fundamentais” no seu nº209 começa a desvendar o mistério:
“209. O reitor ou coordenador. É o principal responsável pela equipa. … deve conhecer perfeitamente os objetivos e a técnica metodológica …. Será o primeiro e principal servidor da caridade e da harmonia na equipa e em todo o cursilho”. Então como deve ele comportar-se? “ao jeito de Jesus”.
Mas há mais? Sim deve ser:
• Transparente e coerente em tudo o que vive e faz. A cada dia procura ser melhor.
• Fascinado por Jesus, pela sua forma de ser e estar no mundo dos homens.
• Ser fermento vivo no seu ambiente.
• Ter espírito de serviço e fidelidade total ao carisma.
Saber que muitos são os rollos do cursilho, mas cada um é uma parte do todo e que ele ou ela, o reitor ou a reitora, deve sempre ter presente (concatenação dos rollos).
Saber que a sua missão principal será sempre: ”Fazer amigos, fazer-se amigo e fazê-los amigos de Cristo”
E depois? Terminado o cursilho volta a ser um entre nós, na companhia e na humildade dos muitos que servem, mas sempre preparado para dizer: “Cristo, conta comigo”



JOÃO MARTINS







sexta-feira, 8 de maio de 2026

Informação Paroquial


MÊS DE MARIA  

Maio é o mês dedicado à Mãe do Céu.

Atendendo ao pedido da Virgem  reza -se o TERÇO em comunidade em :

REGUENGO: 19H30, TODOS OD DIAS
ALEGRETE: 18H00 DE SEGUNDA A SEXTA
ARRONCHES; 17H30, DE SEGUNDA A SÁBADO. DOMINGOS, ANTES DA MISSA( 11H30)

PROCISSÃO DAS VELAS

12/05- 20H30- ARRONCHES
13/05- 20H30- VALE DE CAVALOS
16/05- 21H00- ALEGRETE
22/05- 21H00- BESTEIROS
23/05- 21H00- REGUENGO
30/05- 21H00- DEGOLADOS
30/05- 21H00- ESPERANÇA

PEREGRINAÇÃO DIOCESANA A FÁTIMA

31 DE MAIO- INSCRIÇÕES SÓ COM O PÁROCO ANTES OU DEPOIS DA MISSAS AT´23 DE MAIO

BANCO ALIMENTAR
RECOLHA DE ALIMENTOS ATÉ AO ÚLTIMO FIM DE SEMANA DE MAIO.
COLABORE DEIXANDO O SEU CONTRIBUTO EM LOCAL PRÓPRIO NA IGREJA LOCAL