segunda-feira, 8 de junho de 2026

Jesus olha-te com misericórdia

 


“Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores!”
Jesus Cristo


Jesus chama. Diz o teu e o meu nome.

Não hesita! Não avalia curriculum vitae. Não solicita grandes teses.

Não quer saber o que já fizeste, nem o que deixaste de fazer.

Durante toda a tua vida,

os momentos de desassossego, ânsias e turbulências virão ao teu encontro.

Se conhecesses o Senhor Teu Deus,

saberias que qualquer sacrifício será recompensado,

pela forma como amaste o teu irmão e a tua irmã.

Nada há temer, porque Deus é Misericórdia Divina.

O Cristo olha para ti, despe-te com um único olhar…

Tu ficas rendido e um pouco confuso… e a resposta só pode ser: “SSIIIMMM!”

Após o teu: “Sim!”, pleno e forte, lembra-te de tomar a medicação diária:


    Chamaste-me Senhor a seguir-Te.
    O caminho da fé implica dizer à humanidade que Tu és a verdade e a vida…
    MAS não tenho a coragem de Mateus e abandono a minha fé!

    Chamaste-me Cristo a seguir-Te.
    O jardim da esperança tem rosas perfumadas que me dão o alento,
    mas quando toco nos espinhos das minhas dúvidas e anseios, estremeço…
    perco a força de Abraão e não parto para Te anunciar…

    Chamaste-me Senhor a partilhar o Teu Pão e a ser sacrário vivo, a ser amor             verdadeiro!
    Mas, afasto-me da Eucaristia e não aceito conhecer-Te mais e mais a cada             dia…

Reza-lhe baixinho e em segredo.

Pede-Lhe perdão e no dia seguinte volta a dar o mesmo “SIM!”

Bem sabes que Jesus todos os dias chama o teu nome…

Não desiste! Tu és Dele e Ele quer-Te.

Segue-O



Liliana Dinis,

domingo, 7 de junho de 2026

Segue me


https://www.youtube.com/watch?v=X1WsLLiamm0

A Palavra de Deus deste 10º Domingo do Tempo Comum repete, com alguma insistência, que Deus prefere a misericórdia ao sacrifício. A expressão deve ser entendida no sentido de que, para Deus, o essencial não são os actos externos de culto ou as declarações de boas intenções, mas sim uma atitude de adesão verdadeira e coerente ao seu chamamento, à sua proposta de salvação. É esse o tema da liturgia deste dia.

Na primeira leitura, o profeta Oseias põe em causa a sinceridade de uma comunidade que procura controlar e manipular Deus, mas não está verdadeiramente interessada em aderir, com um coração sincero e verdadeiro, à aliança. Os actos externos de culto – ainda que faustosos e magnificentes – não significam nada, se não houver amor (quer o amor a Deus, quer o amor ao próximo – que é a outra face do amor a Deus).
O culto a Deus, sem o amor ao irmão, não faz sentido. O nosso compromisso com Deus tem de se concretizar em obras em favor dos homens e em gestos libertadores, que levem ternura, misericórdia, à vida de todos aqueles que Deus coloca no nosso caminho.

Na segunda leitura, Paulo apresenta aos cristãos (quer aos que vêm do judaísmo e estão preocupados com o estrito cumprimento da Lei de Moisés, quer aos que vêm do paganismo) a única coisa essencial: a fé. A figura de Abraão é exemplar: aquilo que o tornou um modelo para todos não foram as obras que fez, mas a sua adesão total, incondicional e plena a Deus e aos seus projectos.
Como é que eu respondo ao dom de Deus? Com o orgulho e a auto-suficiência de quem não precisa de Deus para ser feliz e para se realizar? Com a “esperteza saloia” de quem pretende negociar com Deus para obter a salvação? Ou com o reconhecimento de que a salvação é um dom não merecido que, apesar de tudo, Deus me oferece e me convida a acolher?

O Evangelho apresenta-nos uma catequese sobre a resposta que devemos dar ao Deus que chama todos os homens, sem excepção. O exemplo de Mateus sugere que o decisivo, do ponto de vista de Deus, é a resposta pronta ao seu convite para integrar a comunidade do “Reino”.
A Palavra de Deus que aqui nos é proposta sugere também que na comunidade do “Reino” não há cristãos de primeira e cristãos de segunda (conforme cumprem ou não as leis e as regras). O que há é pessoas a quem Deus chama e que respondem ou não ao seu convite. De qualquer forma, não pode haver, na comunidade cristã, qualquer tipo de discriminação ou de marginalização…

https://www.dehonianos.org/

sábado, 6 de junho de 2026

QUO VADIS, HUMANITAS?

Sob o título ‘Quo Vadis, Humanitas?’ (Para onde vais, Humanidade?), a Comissão Teológica Internacional, já neste ano de 2026, diante dos desafios culturais que questionam a especificidade da natureza humana, publicou uma interessante reflexão sobre a antropologia cristã. Ao longo do texto, faz referência aos “aspetos mais inquietantes que não podemos deixar de reconhecer no transumanismo e no pós-humanismo”.
Leão XIV, na Carta Encíclica ‘Magnifica Humanitas’, também agrupa algumas correntes do pensamento atual sob os nomes de transumanismo e pós-humanismo. É certo que não são realidades novas e muitos vão queimando as pestanas a aprofundar tais assuntos. Para a maior parte das pessoas, porém, esses termos não lhe são muito familiares, bem como o que eles significam e ensinam. Se já Aldous Huxley, em 1932, no seu “Admirável Mundo Novo” de ficção científica, apontava para a desumanização dos seres humanos, escravizados pela ditadura proveniente das suas próprias invenções e vontade, foi o seu irmão, o eugenista Julian Huxley, quem, em 1951, usou o termo transumanismo. A fundação e organização deste movimento deu-se na década de 1990. E lá foi e vai fazendo a sua história.
O pós-humanismo começou a ganhar força nas décadas de 70-80, mas já nas décadas de 40 a 60, as reflexões sobre a fusão entre o homem e a máquina começaram a desafiar a ideia clássica do que entendemos por humano, porfiando a desconstrução dessa ideia tradicional. Em 1985, a feminista Donna Haraway, publica o “Manifesto Ciborgue” e utiliza a figura do ciborgue – uma mistura de homem e máquina – para ir destruindo as barreiras entre o natural e o artificial. Pelos anos 90, esta corrente, o pós-humanismo, constituiu-se em movimento organizado e cultural, contestando a centralidade do ser humano. Ambas, como correntes filosóficas, culturais, sociais e até políticas, questionam os limites da espécie humana. Embora aqui e ali se cruzem, elas seguem caminhos diferentes. O transumanismo pretende melhorar as capacidades físicas, intelectuais e psicológicas do ser humano através da ciência e da tecnologia, superando as limitações biológicas, como as doenças, o envelhecimento e a própria morte. Para isso, serve-se da biotecnologia, da robótica, da IA, da engenharia e melhoramento genético, da nanotecnologia e dos implantes cibernéticos, unindo partes artificiais com o corpo humano, fazendo com que, paulatinamente, controlando e acelerando as tendências evolutivas, sejam superadas as fundacionais caraterísticas humanas. Se o transumanismo quer descentralizar o humano, repensando a sua relação com o mundo e com as máquinas, o pós-humanismo rejeita que o ser humano seja o centro do universo e a medida de todas as coisas. Procura desconstruir a visão tradicional sobre o humano e repensar a forma como interagimos com animais, plantas e tecnologias. Afirma que as fronteiras entre o que é humano, máquina e natureza já são uma miscelânea retrógrada, ultrapassada. Rejeita a ideia de que existe uma "natureza humana" fixa ou essencial. Procura desconstruir as categorias tradicionais, como homem/mulher, natureza/cultura, humano/animal. Vê o próprio conceito de género como uma construção social flexível que pode ser questionada e reconfigurada. Defensores, pois, da ideologia de género, defendem que a identidade sexual é um produto cultural, social, psicológico. E não falta também quem proponha a extinção humana voluntária, não por meios violentos, mas de forma voluntária, renunciando a ter filhos. Assim se eliminariam os problemas da espécie humana. Ela própria, como praga ou vírus, seria extinta, deixaria de existir, o planeta deixaria de ter os problemas que os humanos lhe causam, os ciclos naturais voltariam a funcionar... O ‘homo sapiens’, após a fase do transumanismo, será superado pelo pós-humano, dizem. Não haverá mais necessidade do ser humano, é coisa mais que antiquada. Os poderosos lóbis industriais e científicos muito ajudarão a conseguir tal objetivo. Surgirá uma era radicalmente nova, o pós-humano.
E nós cá estaremos para ver, nem que seja do lado de lá, nos ‘novos céus e na nova terra’! (Ap 21,1). Se Otzi, o homem do gelo de há 5.300 anos, imaginasse que isto iria acontecer, se não tivesse morrido assassinado e congelado lá pelos Alpes, teria morrido de desgosto só em saber que haveria de morrer antes de ver acontecer este admirável mundo novo!
Leão XIV afirma que transumanismo e pós-humanismo “constituem o pano de fundo ideológico que está presente nalguns centros do poder tecnológico e coloniza o imaginário coletivo de forma simplificada, especialmente nos meios de comunicação e nas redes sociais, acendendo o entusiasmo pelas novas tecnologias com uma visão futurista do “homem aperfeiçoado” ou do “homem hibridado” com a máquina”. Diz que o “transumanismo e o pós-humanismo incluem em si uma pluralidade de correntes e sensibilidades, sendo difícil dar deles uma descrição unívoca. Podem ser comparados a um arquipélago de ilhas conceituais diferentes, mas ligadas pelo mesmo mar de pressupostos: a centralidade da tecnologia e o sonho de ultrapassar os limites da condição humana. O transumanismo, em linhas gerais, imagina um aperfeiçoamento do ser humano através das tecnologias (biomedicina, engenharia corporal, dispositivos, algoritmos), aspirando a aumentar o seu desempenho e capacidades. O pós-humanismo, sobretudo nas suas versões radicais, vai além: critica o antropocentrismo e propõe uma forma de hibridação entre o ser humano, a máquina e o ambiente, chegando a imaginar uma transição em que a humanidade se superará a si própria, entrando num novo estádio de evolução. Mesmo se estas hipóteses permanecem em grande parte especulativas, elas adquirem relevância, porque modificam o imaginário coletivo e consequentemente, orientam as escolhas sociais, económicas e políticas. O ponto crítico, à luz da Doutrina Social da Igreja, não é o uso da tecnologia em si, mas a visão que lhe está subjacente: se o ser humano for tratado como matéria a aperfeiçoar ou a ultrapassar, é então mais fácil aceitar que alguns sejam considerados menos úteis, desejáveis e dignos. Em nome do progresso, pode chegar-se a imaginar “sacrifícios necessários” e a fazer com que os mais frágeis paguem o preço de uma suposta otimização da espécie. A já mencionada advertência de São Paulo VI mantém-se, portanto, de grande clarividência: as conquistas científicas e técnicas, desvinculadas do progresso moral e social, acabam realmente por se voltar contra o homem. Por isso, é necessário distinguir com clareza: uma coisa é integrar as tecnologias numa visão humana e relacional, outra é deixar-se guiar por um imaginário que desvaloriza os limites e promete uma “salvação” puramente técnica” (MH15-18).

D. Antonino Dias
Caminha, 05-06-2026.



Magnifica Humanitas: uma BD sobre a pessoa humana na era da IA

 


Pastoral da Comunicação 

“Magnifica Humanitas: Babel ou Jerusalém?” é uma banda desenhada inspirada na reflexão do Papa Leão XIV sobre a pessoa humana na era da inteligência artificial. Através das figuras do Papa e de Carlo Acutis, a narrativa convida jovens e adultos a pensar sobre o uso da tecnologia, a verdade, a liberdade, o trabalho, a paz e o bem comum.

Num mundo cada vez mais marcado pelos algoritmos e pelas máquinas inteligentes, esta BD propõe uma pergunta simples, mas decisiva: queremos construir uma nova Babel, feita de poder e isolamento, ou uma Jerusalém, feita de dignidade, comunhão e esperança?
Uma proposta visual e acessível para refletir, em família, na escola ou em comunidade, sobre como colocar a tecnologia ao serviço da pessoa humana.


sexta-feira, 5 de junho de 2026

O Teu Corpo e o Teu Sangue

 


O Teu Corpo e o Teu Sangue
Enche-me de luz terna e suave!

Ajudam-me a escrever-me
No que sou e no que faço!
Sou letras de Páscoa
Tinta de gestos, serviço, encontro...
Regam-me, de Ti!
E onde não há mais saída
onde não há mais solução
Tu abres sempre uma porta
Cheia de horizontes e esperança
Olhar-Te é beber beleza
Encher-me da Tua brisa
e ter a certeza que sem Ti nada posso fazer!
Sem Ti ando nu como roupa ao vento
sem pouso, nem ira nem beira.
Sou tantas vezes
um comedor de palavras e pão
e bebedor do teu vinho.
Comerciante da Tua memória!
Como gostaria de ser um Contigo
Ter o Teu Corpo e o Teu sangue
Deixá-lo correr nas veias
Fazê-lo transbordar no coração
Tê-lo nos lábios
Colocá-lo nas mãos
Lavar com ele as mágoas
Curar com ele as feridas
Partilhá-lo no hospital e na prisão
O Teu corpo e o Teu sangue
faz-me ser estrela no Teu céu
Ser luz que faz sorrir
Ter de asas e dançar
Ser ponte
onde todos podem caminhar
O Teu corpo, o Teu sangue,
faz queimar em mim
o que me impede de caminhar
de te Ter e levar
a todos e a qualquer lugar
O Teu corpo, o Teu sangue,
São mais que piedade e devoção
Mais que aproveito próprio
Mais do que rezar pela morte de alguém
Ou qualquer outra intenção
É Comida compartilhada
bondade, fraternidade
Toalha, água e alguidar
para fazer de todos irmãos
aqui e em qualquer lugar....


Padre João Torres

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Festa da Fé

 


A Igreja de Arronches acolheu, hoje, as celebrações do Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus, com a Eucaristia, seguida de procissão.

A Eucaristia teve lugar na igreja matiz às 10h30, onde os catequizandos do 3º ano de Catequese da Paróquia de Arronches, receberam Jesus pela primeira vez , ao fazer a 1ª. Comunhão.
Esta Celebração é muito especial pois testemunharmos um passo muito importante na caminhada da vida cristã destas crianças do grupo dos “Discípulos de Jesus”. Pela primeira vez, estas crianças, foram convidadas a receber Jesus de forma especial, na sua Primeira Comunhão. Façamos com que este seja o primeiro de muitos momentos de alegria e de comunhão, vivenciados por estes meninos e meninas. E que nos faça lembrar da importância de estarmos em comunhão com Deus e de sermos exemplo de vida movida pela Fé.
A tradicional procissão solene pelas ruas da vila, “um testemunho público de fé e adoração ao Santíssimo Sacramento”, voltou a ter a “presença de todas as crianças da paróquia que receberam o sacramento da Primeira Comunhão”.
Esta participação simbólica liga a vivência do pós-comunhão à grande comunidade diocesana, permitindo que os mais novos testemunhem e partilhem a alegria da Eucaristia num dos momentos públicos mais marcantes do calendário pastoral.
No final da procissão que foi acompanhada pela banda da Sociedade Musical Euterpe, Portalegre, o padre Rui Lourenço, manifestou a sua satisfação pela forma como a mesma decorreu e agradeceu a todos aqueles que participaram nas cerimónias religiosas .










Fotos de Emílio Moitas

Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo

 

https://www.youtube.com/watch?v=YJC8yURnhVo


À solenidade do Pentecostes, que encerra o tempo pascal, segue-se o domingo da Santíssima Trindade. Este permite reconduzir todos os acontecimentos da história da salvação à sua fonte: o Deus uni-trino, do qual tudo provém e ao qual tudo regressa. Na quinta-feira seguinte, celebra-se a solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, mais conhecida entre nós por “Corpo de Deus” (o que nem está mal, visto o nosso Deus ser um Deus encarnado, feito um de nós – e a solenidade do Corpo de Deus alerta-nos para esta imanência daquele Absolutamente Transcendente celebrado no domingo anterior). O Corpo de Deus, porém, implica uma outra dimensão: a proximidade. Deus não só encarnou num tempo determinado, em Jesus Cristo, mas quis ficar sempre connosco na sua carne. E ficou, no sacramento da Eucaristia, proclamado pela Igreja “presença real” do Corpo, Sangue, Alma e Divindade do Senhor Jesus Cristo entre nós, pão dos caminhantes que somos em busca de uma outra morada, pois nesta sabemos não ter assento permanente.

“Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar é a minha carne para a salvação do mundo”. A essas palavras, os judeus começaram a discutir, dizendo: “Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne”? Então, Jesus lhes disse: “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue terá a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é uma verdadeira comida e o meu sangue uma verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim, como o Pai que me enviou, vive e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu, não como o maná que vossos pais comeram e morreram. Quem comer deste pão viverá eternamente” (Jo 6,51-58).

Oração:

“Senhor Jesus, ao indicar-me, que devo seguir o homem com a jarra de água, fazei-me entender que devo seguir os passos de quem faz, realmente, a experiência do Batismo: ajudai-me a imitar os que vivem uma nobre medida de vida.

Senhor Jesus, ao convidar-me ao que é superior, vós me pedis para deixar de lado um estilo de vida chato: ajudai-me a seguir os desejos, que inspirais em meu coração.

Senhor Jesus, ao dar-me o pão e vinho, vosso Corpo e Sangue, me ensinais que a vida é um dom: ajudai-me, ao alimentar-me por vós, a fazer da minha vida uma oferta agradável ao Pai.

Senhor Jesus, ao reunir vossos discípulos ao redor da mesa, me ensinais que não há Eucaristia sem fraternidade e nem fraternidade sem serviço: ajudai-me a fazer da minha vida uma vida eucarística”.

(Padre André Vena)