terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Quarta- Feira de Cinzas

 


Quarta-feira de Cinzas, início da a Quaresma.
Amanhã, Quarta-feira de Cinzas nos recorda uma verdade simples e profunda: somos pó… e ao pó voltaremos. Mas esse “pó” é amado por Deus.
As cinzas traçadas sobre a nossa fronte não são sinal de derrota, mas de esperança. Elas nos chamam à conversão, ao retorno sincero ao coração do Pai. É o início de um caminho de deserto, silêncio e exame interior. Um tempo de jejum que nos esvazia do orgulho, de oração que nos aproxima do Céu e de caridade que nos faz tocar Cristo no irmão.

Catequista em missão

Não vim revogar mas completar




“A lei foi feita para ser quebrada.”
Ditado popular



Quem quer ser quebrado?

Quem quer viver só por viver?

Excluído da sociedade… excluído de tudo o que faz bem ao corpo e à Alma…

Não ter sol, nem lua. Ser rio sem mar. Malagueta que não pica.

Lágrima que não cai e gargalhada sem som!

Quem quer isso para si próprio?


O melhor da Vida é aquele sabor agridoce de quem não faz, não cumpre, não vai e não quer…

MAS, sabe que o caminho melhor é:

Fazer como Jesus

Cumprir como Maria Santíssima

Ir como o Espírito Santo

Querer ser Santa como a Igreja que O Cristo edificou


Uma vida sem lei é uma vida sem rumo e sem sabor!

É uma vida de um deus que não ama.

Uma vida de um povo que adora tudo, mas não dá dignidade nem respeita a própria Vida.


A coragem de querer, HOJE, viver segundo os Mandamentos da Lei de Deus,

faz de mim e de ti Seres Humanos com um coração capaz de ser alegre.

A alegria é essencial ao corpo.

Uma Alma triste não caminha… não abraça… não fala… não vive.


O que nos dá esse ânimo é a certeza que Deus nos ama até quando não O adoramos,

não O bendizemos, nem santificamos os Domingos e Feriados Santos…


É esta fidelidade ao Amor Divino que desperta em cada um de nós

o Amor por aqueles que partilham a terra connosco.

Só por Deus somos capazes de honrar os antepassados que não mataram, nem roubaram a bela imagem de um Jesus que SE fez Homem para nos salvar.

Um Messias que nos ensinou a verdade com gestos e palavras de carinho.

Um Salvador que completou a lei fria e cega, com Paz e Perdão.



Liliana Dinis

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

NAMORAR É UMA ARTE



O Dia dos Namorados não é apenas a celebração de um sentimento bonito. É, ou deveria ser, a celebração de uma escolha consciente: aprender a amar alguém real.
Como padre, tendo acompanhado tantos casamentos ao longo dos anos — em Angola, Moçambique e Portugal — percebi que tudo começa muito antes do altar. Começa no modo como se namora. No modo como se olha. No modo como se respeita.
Namorar não é possuir.
Não é moldar o outro à nossa medida.
Não é exigir que o outro seja o que imaginámos.
Namorar é aprender a contemplar. É descobrir quem o outro é — e permitir que o seja. Amar alguém é dar-lhe espaço para crescer, para respirar, para continuar a ser inteiro.
Quem ama não sufoca. Sustenta.
Quem ama não controla. Confia.
Quem ama não invade. Acolhe.
Há uma tentação subtil de transformar o amor numa fusão onde dois deixam de existir para se tornarem uma dependência. Mas o verdadeiro amor não apaga identidades. Potencia-as. O amor saudável é aquele em que dois caminham juntos, mas cada um permanece de pé.
Respeitar é amar.
Escutar é amar.
Dar tempo é amar.
Aceitar as diferenças é amar.
Namorar é aprender a linguagem do outro. É perceber que o silêncio também comunica. Que o espaço não é afastamento, mas maturidade. Que a liberdade não ameaça o amor — fortalece-o.
O Dia dos Namorados não devia ser apenas flores e fotografias. Devia ser um exame de consciência doce e sincero:
— Estou a amar ou estou a exigir?
— Estou a respeitar ou a impor?
— Estou a cuidar ou apenas a esperar ser cuidado?
O amor verdadeiro não é dramático nem teatral. É firme. É paciente. É construído em pequenos gestos diários. É saber pedir perdão. É saber esperar. É saber deixar o outro ser quem é — mesmo quando isso não coincide totalmente connosco.
Se estás a namorar, aprende a fazê-lo bem. Não tenhas pressa de chegar a etapas futuras sem consolidar o essencial: respeito, confiança, liberdade interior.
Porque amar alguém não é prendê-lo a nós.
É escolhê-lo — todos os dias — sabendo que ele é livre.
Neste Dia dos Namorados, que o amor seja mais do que emoção.
Que seja maturidade.
Que seja verdade.
Que seja espaço.
Que seja casa — onde dois permanecem, sem deixarem de ser quem são.

Padre João Torres

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Escutar e pôr em pratica

 

https://www.youtube.com/watch?v=BuSx4t-JDvw&list=PLAqKRngqwuSfPdOPEvu7KzjdvMvB1w33f&index=1


Como devemos responder à oferta de salvação que Deus nos faz? A liturgia do sexto domingo comum propõe-nos algumas respostas. Entre as diversas considerações que as leituras nos trazem, sobressai esta: somos chamados por Deus a um destino transcendente, a uma vocação sublime, a uma felicidade completa e eterna; não podemos, por desleixo, por comodismo, por falta de compromisso, ignorar uma proposta que nos garante a vida em plenitude.

Na segunda leitura, o apóstolo Paulo apresenta o plano salvador de Deus (aquilo a que ele chama a “sabedoria de Deus” ou o “mistério”). É um projeto que Deus preparou desde sempre “para aqueles que o amam”, que esteve oculto aos olhos dos homens, mas que Jesus Cristo revelou com a sua pessoa, com as suas palavras, com os seus gestos e, sobretudo, com o dom da sua vida até ao extremo. Na cruz onde Jesus entregou a vida vemos – ao vivo e a cores – o amor que Deus tem por nós; nesse amor descobrimos o caminho que leva à salvação, à nossa plena realização. A “sabedoria humana” – que Paulo denuncia – não é necessariamente, à priori, algo mau. Só será algo mau se nos atirar para caminhos de orgulho, de vaidade, de autossuficiência. Ora, muitas vezes é precisamente isso que acontece. Convencidos da nossa importância e da excelência das nossas “qualidades”, julgamos que podemos bastar-nos a nós próprios. Afastamo-nos de Deus, ignoramos as suas propostas, construímos a nossa história de vida à volta dos nossos interesses, dos nossos motivos, das nossas convicções pessoais. Os “mandamentos” de Deus tornam-se, para nós, um empecilho que fazemos questão de ignorar. Achamos também que não precisamos dos outros. Tornamo-nos arrogantes com os nossos irmãos, desprezamo-los e fazemos com que o mundo gire apenas à nossa volta. Acabamos por nos encontrar em caminhos fechados, que não levam a lado nenhum. Não é aí que está a nossa salvação, não é dessa forma que chegaremos à realização plena, não é assim que daremos sentido à nossa vida. Como é que queremos viver?

A primeira leitura diz-nos, no entanto, que somos livres de escolher entre as propostas de Deus (que conduzem à vida e à felicidade) e a nossa autossuficiência (que conduz, quase sempre, à morte e à desgraça). Para aqueles que escolhem a vida, Deus oferece-lhes os seus “mandamentos”: são os “sinais” que mostram o caminho da salvação. De onde vêm os males que sombreiam o caminho e a história dos homens? Resultarão da negligência de um Deus que “não quer saber” dos seus filhos? Serão castigos de Deus por nos termos portado mal e por termos escolhido caminhos inadequados? O problema do mal é complexo e não tem respostas simples. No entanto, a reflexão de Ben Sirá deixa-nos, desde logo, uma certeza: muitos dos males que desfeiam o mundo e que causam sofrimento aos homens provêm das escolhas erradas que fazemos. Deus não castiga, nem “inventa” males para nos travar; mas as nossas opções sem sentido podem resultar em dor e infelicidade para nós e para todos aqueles que caminham ao nosso lado. Se, no exercício da nossa liberdade, escolhermos ignorar as indicações de Deus e avançar por caminhos sem sentido, poderemos atribuir a Deus as culpas pelo dano que isso nos traz?

No Evangelho, Jesus pede aos seus discípulos – àqueles que aceitam a oferta da salvação que Ele traz e se dispõem a caminhar com Ele – que não se limitem a “serviços mínimos”, isto é, ao cumprimento da letra da “Lei”, mas adiram a Deus de todo o coração e busquem a vontade do Pai com paixão, com entusiasmo, com total compromisso. O “sermão da montanha” que Jesus um dia dirige aos discípulos no alto de um monte da Galileia tem por objetivo desafiá-los, fazê-los “ganhar altura”, evitar que eles fiquem atascados numa existência fútil e rasteira, levá-los a caminhar de rosto levantado e de olhos postos nas realidades eternas. Não se trata de evitar que eles sujem os pés e as mãos no pó dos caminhos, ou que reneguem essa fragilidade que é inerente à condição humana; trata-se de oferecer-lhes uma perspetiva elevada do sentido da existência, de forma que eles não se conformem com a mediocridade, as meias tintas, as convicções mornas, as coisas efémeras. Talvez devêssemos ler de vez em quando o “sermão da montanha” para não nos resignarmos à mediania e à banalidade, para não nos instalarmos numa existência cómoda mas sem saída. Somos chamados por Deus à santidade, a um destino transcendente, a uma vocação sublime, a uma felicidade completa e eterna. Não podemos aceitar menos do que isso. Estamos disponíveis para aceitar o desafio de Jesus e para abraçar o dinamismo do Reino de Deus e da sua justiça? Estamos dispostos a “voar alto” e a encontrar um sentido pleno para a nossa existência?
 
https://www.dehonianos.org

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Papa dedica mensagem aos avós e idosos que «vivem na solidão ou se sentem esquecidos»

VI Dia Mundial vai ser celebrado a 26 de julho


Foto: Vatican Media


Cidade do Vaticano, 10 fev 2026 (Ecclesia)
– O Papa vai dedicar a sua mensagem para o VI Dia Mundial dos Avós e dos Idosos a todos os que “vivem na solidão ou se sentem esquecidos”, anunciou hoje o Vaticano.

‘Eu nunca te esquecerei’, uma passagem do livro bíblico do profeta Isaías (Is 49,15) é o tema escolhido por Leão XIV, assinala o comunicado de imprensa do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida (Santa Sé), enviado à Agência ECCLESIA.

Segundo o organismo do Vaticano, a escolha “pretende sublinhar que o amor de Deus por cada pessoa nunca falha, mesmo na fragilidade da velhice”.

“Retirado do livro do profeta Isaías, o versículo escolhido pretende ser uma mensagem de consolo e esperança para todos os avós e idosos, especialmente para aqueles que vivem na solidão ou se sentem esquecidos. Ao mesmo tempo, é um apelo às famílias e às comunidades eclesiais para que não os esqueçam, reconhecendo neles uma presença preciosa e uma bênção”, indica a nota oficial.

O Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, instituído pelo Papa Francisco em 2021, é celebrado todos os quartos domingos de julho e apresenta-se como “uma ocasião para levar aos idosos a proximidade da Igreja e valorizar a sua contribuição nas famílias e nas comunidades”.

Este ano, a data coincide com a festa dos Santos Joaquim e Ana, 26 de julho, e Papa “convida a celebrar o Dia com uma liturgia eucarística na Igreja Catedral de cada diocese”.

O Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida exorta as dioceses, as associações e as comunidades eclesiais de todo o mundo a “encontrarem formas de valorizar este dia no seu próprio contexto local e, para isso, disponibilizará posteriormente alguns instrumentos pastorais específicos”.

OC

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

A QUARESMA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL




Todos sabemos que o problema não está em ter assuntos importantes para escrever. Albert Einstein terá dito: “Duas coisas são infinitas: o universo e a burrice humana. Mas a respeito do universo ainda tenho dúvidas”. A respeito das temáticas importantes sobre as quais se pode escrever, também eu não tenho dúvidas, são mesmo como a burrice humana, são infinitas! O problema está em saber sobre qual delas, sem doidejar nem pôr a paciência a pique, sobre qual delas é que é importante escrever! Acho, porém, que escrever sobre a Quaresma, agora que ela está mesmo à bica, é tema mais que importante, mesmo que gente muito importante não enxergue a sua importância.
Porque, em horas de sonolência, o pensar me estava a dar cá uma trabalheira dos diabos, ainda por cima com este tempo assanhado sem sombra de chaparro à mão de semear, por curiosidade, mas de pé atrás pelo que me poderia dizer, perguntei à Inteligência Artificial (IA) que pistas me dava para escrever e aconselhar boas práticas para que esta Quaresma fosse, de facto, bem vivida por gente de boa vontade. E..., imaginem só!... a própria IA, clara e rápida, não achou a Quaresma ultrapassada nem manifestou qualquer discriminação entre gente de boa vontade e gente de má vontade. Na minha ciclópica ignorância sobre tal matéria, arrisco a dizer que isso deve ter muito a ver com os segredos dos algoritmos!... Estes, porém, embora não tenham comparação possível, fazem-me lembrar os segredos pontifícios, aqueles que nem o Papa sabe!... Tal como Deus não faz - e ensinou a que não fizéssemos -, também ela, a IA, não fez acessão de pessoas. A todos, mesmo àqueles que partilham do banquete do progresso mal-entendido, das guerras e quejandos, aconselhou as sempre atuais e necessárias práticas, práticas, pelos vistos, nunca ultrapassadas, mesmo que venham de muitíssimo antes dos afonsinhos. E reparem que até ao momento, a IA é o maior dos espirros da inteligência e do progresso humano, embora outros se venham a seguir bem mais estrondosos e admiráveis, suponho eu! Para ela, supina inteligência artificial, somos todos usuários desta ‘cebola cósmica’ a descascar lacrimosamente, onde toda a gente está convidada a abraçar o tempo santo da Quaresma. É um tempo favorável para limpar as ervas daninhas, as poeiras e as lamas da vida. E também o é para varrer as teias d’aranha que sempre teimam em enxamear os olhos, a mente e o coração, com grave influência no rodopio da vida pessoal e familiar, nos hábitos e tinos sociais. Se por todos vivida, em verdade e alegria, até as lágrimas ajudarão a lavar os olhos, o coração e a mente, afastando ódios e vinganças, peneiras e orgulhos, guerras e ganâncias, desprezos e descartes, violências e mortes, indiferenças e línguas maldosas e viperinas...
Eis, ‘ipsis verbis’, o que a IA me disse:
“A Quaresma é um tempo litúrgico de 40 dias - de Quarta-feira de Cinzas até à Quinta-feira Santa - focado na conversão, preparação para a Páscoa, penitência e oração.
A vivência bem-sucedida deste período baseia-se tradicionalmente no "tripé" quaresmal: oração, jejum e esmola.
Aqui estão algumas pistas práticas baseadas na tradição católica para uma Quaresma bem vivida:
1. Oração: Intensificar o Relacionamento com Deus
- Mais Tempo de Oração: Reserve um tempo diário, em silêncio, para rezar, preferencialmente meditando a liturgia diária ou lendo a Sagrada Escritura.
- Via Sacra: Reze a Via Sacra (seja na igreja ou em casa) para meditar sobre o sacrifício de Jesus.
- Adoração e Missa: Participe com mais frequência na Santa Missa, comungando, e dedique tempo à adoração semanal.
- Rezar o Terço: Dedique-se à oração do terço diariamente.
2. Jejum e Penitência: Desapego e Conversão
- Jejum de Alimentos: Cumprir o jejum e a abstinência de carne na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa.
- Jejum da Língua: Evite fofocas, calúnias, reclamações e procure falar bem dos outros.
- Jejum Digital/Renúncias: Reduza o tempo nas redes sociais, televisão, jogos ou evite doces/bebidas alcoólicas.
- Mortificação: Pratique pequenas renúncias diárias para treinar a vontade e elevar a mente a Deus.
3. Esmola: Caridade e Solidariedade
- Ajudar os Necessitados: O valor economizado com os jejuns pode ser doado a quem precisa.
- Atos de Caridade: Realize ações concretas de solidariedade, como visitar doentes ou ajudar alguém próximo.
- Doação de Bens: Faça uma limpeza no guarda-roupa ou na casa e doe o que não utiliza.
4. Mudança de Vida e Conversão
- Confissão: Faça um bom exame de consciência e procure o sacramento da Reconciliação (confissão) para se preparar para a Páscoa.
- Leitura Espiritual: Separe minutos da rotina para ler bons livros espirituais ou a Bíblia.
- Praticar a Virtude: Foque na humildade, paciência e resiliência no dia a dia.
- Cuidado com a Casa Comum: Evite o desperdício de energia, água e alimentos.
-- Dica chave: Não tente fazer tudo de uma vez. Escolha um propósito concreto e viva-o com intensidade, preferencialmente com o auxílio do Espírito Santo.”
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Esta manhã, em Roma, foi publicada a Mensagem do Santo Padre para a Quaresma 2026, sob o tema: “Escutar e jejuar - Quaresma como tempo de conversão”.
D. Antonino Dias
13-02-2026.

A saudade é uma dor do amor




O amor que um dia foi verdade nunca desaparece. Pode afundar-se dentro de um coração ao ponto de já ninguém, nem o próprio, o ver. Mas não morre, porque o amor não morre, nunca. Bastará muito pouco para que se manifeste e se revele vivo, apesar de tudo.

É dolorosíssimo aceitar que já não há neste mundo o que há, tão vivo, em nós. O tempo, que quase tudo muda, não muda o amor. O que fica então? A saudade, que congrega três dimensões distintas:

– Uma alegria pura e uma dor profunda por sermos senhores de viver algo raro;

– A vontade imensa de voltar para junto da fonte de onde brotou a razão da nossa esperança;

– A certeza amarga de que é impossível voltar a viver, mas que, apesar de tudo, ainda tudo é possível.

Alguns de nós deixam-se ficar numa destas facetas, outros vivem uma a uma sucessivamente, outros ainda não sabem sequer identificar aquilo que o amor lhes pede agora, depois de lhes ter dado tudo.

O amor faz-me ser quem sou. Se há algo ou alguém que amo que deixa de estar perto, então começa o tempo da luta para encontrar a verdade de que, por mais que não pareça, o nosso amor existe; a dor prova-o com grande evidência.

Não estou só, porque amo. É quando estou mais longe deste mundo que mais sinto aqueles que amo. Não é bom… nem mau. É assim. É amor.

Cada um de nós é um amor no tempo.

O tempo acabará; o amor, não.


José Luís Nunes Martins