sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Há beleza no caminho...


No meio de todos os desafios, sou uma privilegiada. Aliás, desafios… quem não os tem?!

Mas escolho, cada vez mais, olhar para as bênçãos da vida. Para quem caminha comigo, para o amor que recebo e para as pequenas coisas que me fazem sorrir.

Há dias em que este olhar me sai naturalmente. Noutros, preciso de parar e de me lembrar de tudo o que sou. E encontro sempre alguma coisa ( tantas) pela qual agradecer.

Mesmo no meio do que custa, há beleza no caminho. Vê bem!

Boa semana!


Carla Correia

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

INFORMAÇÃO PAROQUIAL

 INFORMAÇÃO PAROQUIAL

MISSAS NA ZONA PASTORAL DE ARRONCHES

SEMANA: Arronches 17h30- (Terça e Quinta) (horário de Inverno)

Sábados: Mosteiros.16h00- (1º sábado- 10h00 na Igreja Matriz)

Arronches: 17h30 - Nª Srª da Luz (só ultimo sábado do mês)

Domingos: Esperança-9h00

                   Degolados- 10h30

                   Arronches- 12h00

No próximo fim de semana:       


      

31 de Outubro- Mosteiros- 16h00

1 de Novembro:  Horário normal dos domingos

2 de Novembro:  Horário normal dos domingos

                           Mosteiros- 16h00 na Igreja Matriz

Depois de cada celebração, visita ao Cemitério para oração pelos fiéis defuntos.


Escolhe o bem, sem lamentar o que perdes


É claro que o mundo não se divide em bons e maus. No interior de cada um de nós, estas forças encontram-se em luta contínua. Quando cedemos ao mal, podemos escutar o bem a avisar-nos de que errámos; e quando conseguimos agir bem, é o mal que nos tenta castigar, acenando com aquilo que perdemos.

Quando decido seguir por um caminho, escolho recusar todos os outros. Os bons caminhos têm obstáculos difíceis, talvez ainda mais árduos do que os dos maus caminhos. Em contrapartida, uma escolha pelo mal dá acesso a muitas coisas agradáveis.

As contas entre o que se ganha e o que se perde a curto prazo costumam ser o inverso das que se fazem depois.

Parece evidente a quem opta pelo mal que está a fazer o melhor por si próprio, não só pelos prazeres imediatos que tem, mas também pelo que pode pensar quando vê o quanto sofrem os que preferem os bons caminhos.

Ainda assim, se escolhemos o bem, há uma amargura comum que devemos combater em nós: lamentar o que perdemos por não sermos maus.

No nosso coração, razões e emoções contradizem-se muitas vezes. E à nossa volta há muitas pessoas como nós: umas mais fortes, outras mais frágeis, algumas a ceder ao mal com mais facilidade, quase sempre em busca de algo que julgam que o bem não lhes pode dar.

É apenas uma questão de tempo até que as vantagens do mal se desvaneçam. É apenas uma questão de tempo até que as vantagens do bem se revelem.

O que escolho eu? O imediato ou o duradouro?


José Luís Nunes Martins

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Retira-te

 



E tu, praticas o silêncio?

Estás contigo mesmo?

Sem pressa de chegar a lugar nenhum?

E quando estás, estás mesmo?

Vês mesmo?

Ouves mesmo?

Sentes mesmo?

Não é fácil num mundo que vive a mil, onde há valores invertidos e onde a maioria ganha, mesmo que esteja errada.

Há que resistir, persistir, recentrar, as vezes que forem precisas!

Mas é possível.

Silencia o barulho que não te sustém.

Retira-te do que não importa.

Desistir da essência é proibido.

Aí se encontra Deus.


Lucília Miranda

terça-feira, 27 de outubro de 2026

O que faz com que os Cristãos sejam Seres Humanos diferentes?



“O que sei, Senhor, sem sombra de dúvida, é que Te amo.
Feriste o meu coração com a Tua Palavra e eu amei-Te”
Santo Agostinho


O que faz com que os Cristãos sejam Seres Humanos diferentes?


Não é uma palavra que nos distingue. Não é uma veste. Nem é o que comemos.

A resposta habita cada segundo da tua Vida…

Tu só és de Cristo se O imitares, infinitamente.


Já te olhaste no espelho, hoje? O que viste?

Apenas um corpo ao qual a tua Alma dá Vida.

O teu semblante, nada diz sobre quem és.

Tu és o que a Tua Alma alimenta, fortifica!


O silêncio profundo da tua oração, quando alguém está perdido;

a alegria partilhada, quando alguém concretiza um sonho;

o abraço que te sai do peito, quando alguém chora;

uma palavra assertiva, quando alguém escolhe servir;

uma mão quente, quando alguém está à porta e quer entrar;

um pé firme que abre caminho, quando alguém só quer amar

dizem muito mais sobre ti, do que as palavras que deixas fugir da tua boca.


É neste Amor que O Cristo viveu, vive e viverá, terna e eternamente…

Em ti e em mim,

onde a nossa Vida é o reflexo do Mestre que ganha forma,

ganha cor, ganha altura, ganha peso, ganha VIDA!


Não há nada neste mundo que defina a palavra AMOR…

Só a entenderás no dia em que levares Jesus a todos e todos a Jesus.

No dia em que a tua Alma pesar menos que uma pena de colibri,

e tiver o maior peso na vida de todos os que por ti passam.

Ama… não hesites.


Liliana Dinis

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Não basta saber que Deus existe

”Não basta saber que Deus existe, que é único ou que é o Todo-Poderoso; o Senhor espera de nós uma relação pessoal”. E, no “encontro com Ele, o mandamento do amor não é uma obrigação nem uma imposição”:

Sem o amor, a nossa fé fica desprovida do seu conteúdo: foi o que ressaltou Leão XIV na Praça São Pedro, ao comentar o Evangelho dominical
Os mandamentos “Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças” e “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” são duas regras de vida que surgem da mesma fonte e nos tornam “capazes de olhar para nós próprios e para o próximo com o mesmo olhar de Cristo”.
Para o Pontífice,”não basta saber que Deus existe, que é único ou que é o Todo-Poderoso; o Senhor espera de nós uma relação pessoal”. E, no “encontro com Ele, o mandamento do amor não é uma obrigação nem uma imposição”:
“O nosso amor só pode ser autêntico quando é uma resposta ao seu amor, que sempre nos precede. Daí a necessidade de uma totalidade que envolva integralmente a pessoa: coração, alma e mente.”
Sem o amor, prosseguiu, a nossa fé ficaria desprovida do seu conteúdo, as nossas boas obras iriam se reduzir a moralismo e a nossa esperança seria vã.
“Caríssimos, não podemos amar a Deus de verdade sem que esse amor transborde em amor pelos nossos irmãos e irmãs. E não podemos amar verdadeiramente o nosso próximo senão como filhos do mesmo Pai, que em seu Filho Jesus nos amou primeiro.”

Amor em tempos de ódio

 


Amor em tempos de ódio

Vivemos tempos de ira e de ódio, em várias partes do planeta: na Terra Santa, na Ucrânia, na Síria, no Sudão... falar hoje de amor pode parecer algo estranho. Infelizmente, a palavra “amor” banalizou-se tanto que muitos a usam para justificar a violência.
O que é o amor? O melhor é não o definir, mas vivê-lo. Sentir-se amado, amar, é uma experiência indizível. Amar é tirar o outro do anonimato, dar-lhe rosto, nome, vida, é ativar nele a autonomia... O amor não é algo que eu dou, mas uma maneira de ser alguém diante do outro, para o outro, com o outro.
O amor é esse modo de viver que abre nossa existência aos outros. Não é lei que se impõe a partir de fora, mas impulso que brota do mais profundo de nosso ser, pois, na essência somos semelhantes ao Deus Amor.
Jesus Cristo, com poucas palavras, deixou tudo muito claro, simples e fácil de entender para qualquer um. Poucas palavras foram suficientes para deixar as autoridades religiosas surpresas: “Amarás o Senhor, teu Deus, com todo teu coração, com toda tua alma, com todo teu ser”.
Este mandamento é o principal e o primeiro.
O segundo é semelhante a ele: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.
O amor a Deus sem entrega aos outros é pura farsa. Portanto, aqui estamos diante da essência da vida cristã. E é tão simples: basta amar
“Amar a Deus e amar o Próximo”. Mas qual será a parte que ainda não percebemos?! Amar mesmo quando à nossa volta só existe ódio.

Padre João Torres