terça-feira, 24 de março de 2026

A dor torna-nos mais sábios


Ninguém gosta de sofrer, de passar dificuldades e de provações. Ninguém gosta de contar o dinheiro ao fim do mês, de se sentir injustiçado e só. Ninguém gosta de perder quem ama, de viver em guerra e conflito constante. Ninguém…

Mas há algo no processo do sofrimento que nos transforma e atrevo-me a dizer: Torna-nos mais sábios!

Podemos achar que já vivemos muito e sentimos dores terríveis, mas sempre que a vida nos apresenta uma contrariedade somos novamente postos à prova. Reclamamos, questionamos Deus, zangamo-nos contra o mundo e contra os nossos mas, no fim acabamos por resistir e seguir caminho com uma resiliência ímpar.

Nesse processo, somos convidados, sem que às vezes tenhamos consciência disso, a olhar o mundo de uma maneira diferente. Olhamos para o que nos rodeia com novos olhos e nem sempre de amor. A raiva e a revolta podem toldar-nos a mente, mas no fim, se quisermos, o amor sobressai e manifesta-se através de nós. Podes estar num momento complicado, mas se vires alguém pior do que tu, és bem capaz de tirar a única camisola que te resta.

És capaz de reconhecer em ti sentimentos que outrora não tinhas sentido ou prestado a atenção. A dor pode endurecer o nosso coração, apenas para proteger temporariamente o que de precioso queremos guardar: a nossa dignidade.

No processo da dor, podes zangar-te com todos, e em especial contigo e questionar: Porque eu Senhor?!

Não é fácil olhar para o sofrimento como aprendizagem, mas é ele que nos permite reconhecer os nossos limites, forças e âncoras.

Conheço algumas pessoas que estão a passar o “inferno” na sua vida, mas que se recusam baixar os braços e querem assumir a sua dor sem pieguices mas como um exemplo de humanidade para os outros. Sim, quem sofre consegue sempre ver o bom onde para outros é rotina. Reconhece melhor do que ninguém os gestos de amor e empatia, agarra-se com unhas e dentes ao que os outros dão e são, nem que seja apenas uma mensagem ou um gesto de Luz.

Se pudesses afastar esse “cálice” de ti, sei que o farias, eu também, mas se tiveres que beber dele acredita que há algo a transformar-se e em ti e que será um exemplo para tantos.

Que a tua dor encontre o amparo e a capacidade de reconhecer que és mais sábia do que antes.

E tu amiga, o que tem aprendido com a dor?


Raquel Rodrigues

segunda-feira, 23 de março de 2026

O dia em que a morte morreu...

 


O dia em que a morte morreu...
A morte, na realidade, vence e engole a vida. Porém, aquilo que vence a morte é o amor. O motivo da ressurreição de Lázaro é o amor de Jesus, um amor até às lágrimas, até ao fim.
A rebelião de Jesus contra a morte passa por três níveis:
Removei a pedra. Fazei rolar os penedos que estão à entrada do coração, os escombros sob os quais vos sepultastes com as vossas próprias mãos; afastai os sentimentos de culpa, a incapacidade de vos perdoardes a vós mesmos e aos outros; afastai a memória amarga do mal recebido...
Lázaro, vem para fora! E di-lo a mim: vem para fora da gruta negra dos arrependimentos e das desilusões, dos olhares só para ti mesmo...
Libertem-no e deixem-no ir. Libertai-vos todos da ideia de que a morte é o fim de uma pessoa. Libertem-no de máscaras e medos. E depois: deixem-no ir, deem-lhe uma estrada, e amigos com quem caminhar, algumas lágrimas e esperança, para habitar...
Que sentido de futuro e de liberdade emana deste Jesus que sabe amar, chorar e gritar; que liberta e coloca caminhos no coração. E compreendo que Lázaro sou eu. Eu sou Aquele-que-Tu-amas, que nunca aceitarás ver acabar no nada da morte.


Padre João Torres

domingo, 22 de março de 2026

“Eu sou a ressurreição e a vida.

 

https://www.youtube.com/watch?v=7VtnQ_ICuGs&list=PLAqKRngqwuSfPdOPEvu7KzjdvMvB1w33f&index=166



A quinta etapa do nosso caminho quaresmal, a Palavra de Deus continua a desafiar-nos à conversão, ao reencontro com Deus, à vida nova. Este é o tempo de desatar os nós que nos prendem à morte, de sair dos cantos sombrios do nosso comodismo e de abraçar aquela oferta irrecusável de vida que Deus insistentemente nos faz.

Na primeira leitura, através da voz profética de Ezequiel, Javé promete aos habitantes de Judá exilados numa terra estrangeira, desesperados e sem futuro, uma vida nova. “Vou abrir os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, ó meu povo” – diz-lhes Deus. O desígnio de Deus para os seus queridos filhos é e sempre será um desígnio de vida; por isso, Ele nunca deixará de vir ao encontro do seu povo e de o guiar, pela sua própria mão, até às fontes da vida eterna.
É Deus que vem em nosso auxílio para nos tirar dos “túmulos” onde estamos encerrados; é Deus que infunde em nós o seu Espírito, esse Espírito que nos transforma, que nos renova, que nos faz reviver… No entanto Deus, tantas e tantas vezes, vem ao nosso encontro através de pessoas – como Ezequiel – que nos oferecem, em gestos concretos, a bondade, a misericórdia, a vida e o amor de Deus. Deus age no mundo e na vida dos homens através dos seus enviados. Talvez Deus também conte connosco para sermos, junto dos nossos irmãos, testemunhas e sinais da sua bondade e do seu amor. Dispomo-nos a colaborar com Deus e a gastar algum do nosso tempo a “curar” os males que ferem os irmãos que caminham ao nosso lado?

O Evangelho oferece-nos – a partir da história de um amigo de Jesus chamado Lázaro – uma magnífica catequese sobre o projeto de vida que Deus tem para o homem. Diz-nos que Jesus veio ao nosso encontro, enviado por Deus, para nos oferecer uma vida que a morte nunca poderá vencer. Àqueles que manifestam interesse em acolher essa vida, Jesus garante-lhes: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; e todo aquele que vive e acredita em Mim, nunca morrerá”. Chegamos à vida se ousarmos seguir atrás de Jesus, como discípulos.
Estamos a percorrer o “caminho quaresmal”, o caminho que nos leva em direção à Páscoa, à vida nova, à Ressurreição. É uma boa oportunidade para redescobrirmos o compromisso que assumimos no dia do nosso batismo e para redirecionarmos o sentido da nossa existência. Talvez as nossas mãos, os nossos pés, o nosso coração, estejam enfaixados por ligaduras que nos prendem na morte e que nos impedem de sair dos túmulos sujos em que nos deixamos encerrar pelo nosso egoísmo, pelo nosso comodismo, pelo nosso orgulho, pela nossa ambição, pela nossa autossuficiência… Talvez necessitemos de prestar atenção à voz de Jesus que nos chama (“Lázaro, sai para fora”) e que nos convida a começar uma vida nova, uma vida gloriosa e cheia de sentido. Quais são as “ataduras” que nos mantêm agarrados a uma vida de sombras e de escravidões? Nesta Páscoa, estamos dispostos a ressuscitar com Jesus e a passar com Ele da morte para a vida?

Na segunda leitura o apóstolo Paulo convida os cristãos de Roma – e os discípulos de Jesus de todos os tempos e lugares – a relembrarem o compromisso que assumiram no dia do seu batismo e a viverem sob o domínio “do Espírito”. Aqueles que escolheram Cristo e que vivem no Espírito, pertencem a Deus e integram a família de Deus. Estão destinados à vida eterna, à vida plena e verdadeira.
Nós, os que fomos batizados e que estamos contentes com essa opção, temos procurado viver de forma coerente a nossa vocação batismal e caminhamos “no Espírito”? Nós os que fomos batizados mas depois nos desleixamos e deixamos de dar importância ao seguimento de Jesus, não gostaríamos de renovar o nosso compromisso batismal, de retomar o nosso contacto com Jesus e de viver de forma coerente com a opção que fizemos quando fomos batizados? Nós os que desistimos de Jesus e optamos conscientemente por outros caminhos, não estaríamos interessados em redescobrir a beleza de “viver no Espírito”, de procurar um sentido e uma realização mais completa da nossa vida?


https://www.dehonianos.org/

sábado, 21 de março de 2026

Obrigada



Se há palavras que fazem parte de mim, obrigada, é sem dúvida, uma delas. Aliás sinto-me despida se a deixo em casa, motivo pelo qual andamos sempre juntas.

Devo dizer que me faz imensa confusão quem não a veste, quem não se lembra dela, como aqueles a quem chamo "os sem noção"!

Fico triste com a falta de gratidão que nos rodeia. Mesmo. É que ainda quero acreditar que para cada causa há um efeito e assim sendo, para cada gesto de educação, de respeito, de empatia, de trabalho, de boa vontade deve seguir-se sempre o nosso obrigado. Ainda conservo essa expectativa e, mais ainda, essa esperança.

Tenho, porém, vindo a perceber que esse obrigado não tem que ter ligação direta e que se não recebes de quem dás, talvez o recebas de Deus e do Universo. E procuro não desistir dessa convicção, pois creio que há sempre uma luz bem perto de nós que nos guia e sempre uma ponte para a travessia do bem.

E é, certamente, "dando que se recebe".



Lucília Miranda

sexta-feira, 20 de março de 2026

UM JOVEM CRIMINOSO A CAMINHO DOS ALTARES?!...


Sim, é verdade! A sua Quaresma fê-lo entender, desejar e viver a vida nova do Mistério Pascal! Se a sua conversão comoveu multidões, não deixou de ser escândalo para uns, loucura para outros e indignação para puritanos, desconfiados, maldizentes e ciumentos sem pecado. O que interessa, porém, é que foi uma sublime e feliz surpresa de Deus para todos quantos acreditam que não há pecado, por mais grave que seja, que retraia Deus Pai, rico em Misericórdia, de vir ao encontro de qualquer filho pródigo para lhe reiterar, com um abraço e lágrimas de alegria e festa, a sua proposta de amor, de vida e liberdade, de regresso a casa, de salvação! Recordemos então Jacques Fesch, nascido de família abastada a 6 de abril de 1930, em Saint-Germain-en-Laye, França, sendo decapitado aos 27 anos de idade, depois de três anos na prisão de Santé, Paris. Está em curso o seu processo de beatificação.
Sem gosto pelos estudos, na Alemanha combateu pelo exército francês. Após o serviço militar, arranjaram-lhe emprego com alto salário, sendo demitido após três meses. Com vida mundana e fama de playboy, casou aos 21 anos, com Pierrette, filha duma vizinha, da qual nasceu a filha Verónica. Os seus pais, porém, não aceitaram bem a nora por ser filha de pai judeu, eram antissemitas. Sem que o casamento lhe alterasse os modos de vida, nasceu-lhe Gerardo, um filho bastardo que foi entregue aos cuidados de um orfanato. Desnorteado, inquieto, divorciado, pensou aliviar-se, navegando à vota do mundo. Seus pais, tendo-o como sonhador e mais o quê, não aceitaram o seu pedido de ajuda para comprar um barco e iniciar a viagem. Porque estava com ela ferrada, não desiste da ideia e tenta resolver a situação junto de um cambista famoso. Dirige-se à casa de câmbio, aponta um revolver e exige o dinheiro guardado na registadora. O cambista reage e é atingido com duas coronhadas na cabeça. Fugindo com a quantia roubada por rua movimentada, depara-se com um policia que havia sido alertado e lhe ordena que se entregue. Em vez disso, dispara sobre o polícia e mata-o. A multidão persegue furiosa o assassino, que, continuando a disparar, ainda atinge uma jovem no pescoço, mas logo se rende e é preso. Os ecos do crime soaram ao longe. O homicida não era um qualquer fulano, era o filho do diretor de um banco belga instalado em França. Sem manifestar arrependimento, limita-se a dizer, sarcasticamente, que só se arrepende “de não ter usado uma metralhadora”. Já na prisão, à espera de julgamento, disse ao Capelão: “Não tenho fé. Não se preocupe comigo”. Se o Capelão não deixou de se preocupar com ele, também o seu advogado, que era católico convicto, decide batalhar não só para lhe salvar a vida, mas, sobretudo, para lhe salvar a alma. Dizem as crónicas que, Jacques, com o passar do tempo começou a sentir uma angústia profunda. Não só pela vergonha a que sujeitou a sua família, mas também pela pena a que iria ser condenado. Pirrónico e descrente, chegou a ponderar dar cabo da própria vida. No entanto, Deus tem os seus caminhos e o caminho faz-se caminhando, mesmo que difícil e lentamente. Enquanto o seu crime corria pelas salas dos tribunais à procura de justiça, o jovem criminoso, na solidão da sua cela, lia o que lhe chegava às mãos. Embora sem formação cristã - seu pai era ateu e de vida pouco recomendável -, também o Capelão e o seu Advogado lhe facilitavam leituras espirituais. Tocado pelo que lia, ficou profundamente sensibilizado pelas pessoas de Francisco de Assis, Teresinha do Menino Jesus e Teresa de Ávila. Na noite de 28 de fevereiro de 1955, passou por uma experiência mística que o abalou seriamente. É ele que escreve: “Estava deitado, olhos abertos, realmente a sofrer pela primeira vez na vida. Repentinamente, um grito saiu de meu peito, uma súplica por ajuda – Meu Deus – e, como um vento impetuoso que passa sem que soubesse de onde vem, o Espírito do Senhor me agarrou pela garganta. Tive a impressão de um infinito poder e de uma infinita bondade que, daquele momento me fez crer com convicção que nunca estive abandonado”.
Em tempo, a um amigo seu confiou: “agora tenho verdadeiramente a certeza de começar a viver pela primeira vez. Estou em paz e dei um sentido à minha vida, enquanto antes não era mais que um morto vivo”. Isolado na sua pequena cela, comunica a sua fé em cartas que se tornaram objeto de leitura e reflexão para muitos jovens. Depois da conversão, levou uma vida ascética, afirmando que existem duas formas de viver na cadeia: a de se revoltar contra a sua própria situação, ou a de adotar um estilo de vida conventual. Após quase três anos de espera, Jacques foi levado ao julgamento definitivo onde mostrou sincero arrependimento. Não obstante a eloquência do advogado e as suas lágrimas de contrição, houve unanimidade em o condenar à morte. Agendada a data da decapitação, procurou aguardar a execução em paz e oração, tendo-a como uma forma de santificação. E se a sua última esperança fosse a absolvição, aceitou a sentença como ocasião de graça, sem odiar aqueles que o haviam condenado a tal destino. A sua conversão comoveu a sociedade. Nas vésperas da execução, escreveu: “Último dia de luta; amanhã, a esta hora, estarei no Céu! O meu advogado acaba de me dizer que a execução se realizará amanhã, lá pelas quatro horas da manhã. Que se faça a vontade do Senhor em todas as coisas! Tenho confiança no amor de Jesus (...). Devo fortalecer a vontade e, para isso, penso na procissão dos decapitados que honram a Igreja. Serei eu mais fraco do que eles? Deus me livre disso!”
Às 5H30 do dia 1 de outubro de 1957, festa de Santa Teresinha, os guardas foram buscá-lo para a morte e encontraram-no de joelhos, em oração, ao lado da cama: “Senhor, não me abandones, eu confio em Ti” – foram as suas últimas palavras. Apesar de uma vida condenável, Jacques viveu a sua Quaresma. Soube ouvir a voz de Deus e, de forma exemplar, inverter a marcha.
D. Antonino Dias
Caminha, 20-03-2026.

No meio do caos, o silêncio


Vivemos mergulhados em crises. Se não é por uma razão é por outra. Se não é por rebentar uma guerra externa, é porque rebenta uma guerra a partir de dentro de nós. Parece-me que acaba por ser difícil recordar-nos dos tempos calmos ou pacíficos. Quase sentimos que nem sequer existiram realmente.

Quando tentamos encontrar sentido para o mundo lá vamos recorrendo às notícias, ao que nos é comunicado nas mais diversas formas. E, mais uma vez, o que encontramos são autênticas odes ao caos. Ao medo. Ao desespero. É como se não houvesse outra forma de gerir os assuntos a não ser através da desesperança que se espalha e contagia.

Se pensarmos bem, tudo nos aponta caminhos que nos enrolam sobre nós próprios. Que nos fazem deixar de ver o que é mais importante.

É profundamente importante que consigamos encontrar lugares e espaços que nos permitam ser quem somos. Que nos permitam sentir a segurança do momento presente, por muito que o futuro pareça confuso. Que o tempo para estarmos em silêncio seja construído mesmo no meio da confusão, das rotinas, das filas de trânsito intermináveis.

Só quando voltamos a nós podemos estar realmente em paz.

O que se passa for a de nós não está ao alcance nem da nossa asa nem do nosso controlo.

Por isso, na dúvida, volta para ti. Retira-te de tudo o que te distrai e te destrói e rema para o lado de dentro.

As águas das decisões dos outros não podem ser navegadas por ti.

As tuas sim.

Apesar de tudo o que nos acontece e nos desarma tão completamente, ainda há esperança. Ainda há verdade. Ainda há caminho.

Que saibamos dar-nos a mão e levar-nos por onde precisamos de ir.

Ou parar-nos nos lugares que precisam do nosso amor.

O lugar mais precioso mora dentro de tudo o que somos. Que saibamos cuidar melhor dele. Para nosso bem. E de todos.


Marta Arrais

quinta-feira, 19 de março de 2026

Pai meu, o pai seu, o Pai Nosso.

 


Pai meu, o pai seu, o Pai Nosso.

Todos os pais:
os que estão no céu,
os pais da terra,
os de paz e os de guerra.
E o pai que sumiu, e o pai que voltou.
O pai que você nunca viu.
O pai que é cego e o que vê demais.
O pai que é mãe e a mãe que é pai.
O pai que lê jornal, o pai que não lê nada.
O pai brigão e o pai que conta piada.
O pai que a gente ajuda, o pai que dá mesada.
O pai elegante e o pai de camisa cavada.
O pai viajante e o pai que não sai.
Em nome do seu, do meu, de todos.
Pois tem pai que ama e tem pai que esquece do amor.
Tem pai que adota, tem pai que abandona.
Tem pai que não sabe que é pai, e tem filho que não sabe do pai.
Tem pai que dá amor, tem pai que dá presente, e tem pai por amor.
E tem pai por acaso.
Tem pai que se preocupa com os problemas do filho,
Tem pai que não sabe dos problemas do filho.
E tem pai que ensina, tem pai que não tem tempo.
Tem pai que sofre com o sofrimento do filho,
Tem pai que deixa o filho esquecido.
E tem pai de todo jeito.
Tem pai que encaminha o filho,
Tem pai que deixa o filho no caminho.
Tem pai que assume, tem pai que rejeita.
Tem pai que acaricia, tem pai que não sabe onde está o filho que precisa de carinho.
E tem pai que afaga, tem pai que só pensa em negócios.
Tem pai de todo jeito bom...
E que Deus Pai abençoe a todos os pais nesta sua missão de pai...

Padre João Torres