quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

O Dia Nacional de Alerta para a Alienação Parental




O Dia Nacional de Alerta para a Alienação Parental, celebrado a 5 de fevereiro, recorda-nos as feridas invisíveis de uma criança, quando afastada emocionalmente de um dos progenitores.
Este dia convida-nos a refletir sobre outra realidade igualmente dolorosa: as crianças com doenças incuráveis. Embora distintas, ambas as realidades revelam a profunda vulnerabilidade da infância. Uma criança gravemente doente precisa de estabilidade, amor e presença familiar; precisa de sentir que os laços que a sustentam são firmes. Quando existe alienação parental, esses laços tornam-se frágeis ou quebram-se, agravando o sofrimento emocional que se junta à fragilidade física.

Como pode uma criança lutar pela vida, quando apanhada no conflito emocional entre aqueles que deviam ser o seu porto seguro? A alienação parental torna-se especialmente cruel porque retira à criança não só um pai ou uma mãe, mas também o apoio emocional fundamental para enfrentar a doença. O amor dos pais é insubstituível; negar esse amor é ferir ainda mais a criança.

Seja na doença ou na rutura de um vínculo, as crianças precisam de proteção e de amor que não falhe. Esta é a maior cura que lhes podemos oferecer. Sempre que fizeste isto a um dos meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizeste. Sempre que o deixaste de fazer a um destes pequeninos, foi a mim que o deixaste de fazer (cf. Mt 25, 40.45).

RMOP

Papa Leão XIV- Intenções de Oração para Fevereiro

 

O Papa Leão XIV confia à oração da Igreja as crianças que sofrem de doenças incuráveis, convidando os fiéis de todo o mundo a rezar por elas, pelas suas famílias e por todos os que cuidam da sua vida com dedicação, ternura e esperança.

Jornadas de Liturgia- Dia Diocesano do Acólito


 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Como trazer a paz para o nosso mundo interno?



Os desafios de atualmente são tremendos. A cada ano que passa parece que tudo se adensa, que o ritmo se torna ainda mais acelerado. O tempo que temos para o nosso mundo interno, e para o cultivo da nossa paz, esgota-se sem sequer nos apercebermos.

Os apelos externos não são passíveis de redução. No entanto, a forma como os vamos gerindo não deixa de ser da nossa responsabilidade. A maior autoridade perante a nossa própria vida e perante os ecos do que aí acontece é, por muito que nos custe acreditar, nossa!

A partir do momento em que compreendemos que nem tudo nos é alheio, passamos a ter uma palavra a dizer. Ou muitas palavras a dizer. E é aqui que surge a oportunidade e a importância de dizer “basta”. Por aí não vou. Hoje não faço isso por ti porque me escolho a mim.

Valorizamos, como sociedade, o trabalho acima de tudo. A produtividade. O resultado. Os números. Mas aquilo que somos internamente não rima com nada disso. Quanto mais produzimos, mais desligados nos sentimos. Quanto melhores resultados temos, mais parecemos afastar-nos da nossa essência. E se o mais importante não for o que se faz, mas o que se é?

O que importa é o que tu és para ti.

O que tu és em presença para o teu mundo interno, para os teus estados de alma.

O que importa é o que tu és para os que se cruzam contigo, mas sem te retirares. Sem mentires. Sem fugires. Sem fazeres de conta.

O que conta é o que és na verdade mais pura do teu coração.

É só isso que importa.

E, na verdade, tudo o que te contarem que contrarie isso só te fará fugir (com mais ou menos consciência) da tua própria vida.

Encontra tempo para ti antes de deixares de saber, ao certo, quem és.


Marta Arrais


terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Festa de Nª Senhora Da Luz- Bênção dos Bebés

 


Na nossa paróquia, como habitualmente, decorreu a celebração em honra de Nossa Senhora da Luz, no dia 2 de fevereiro, segunda-feira, na igreja de Nossa Senhora da Luz,
Teve inicio com a bênção das velas, pelas 17h30, seguida da Eucaristia, celebrada pelos párocos Fernando Farinha e Rui Lourenço, no decorrer da mesma foram apresentadas e abençoadas as crianças presentes, nascidas no último ano.
De referir que no ano de 2025, nasceram no concelho de Arronches 21 crianças.
É habitual sair a procissão em honra de Nossa Senhora da Luz pelo centro histórico de Arronches, mas este ano, não foi possível devido ás condições atmosféricas adversas que se faziam sentir com chuva e vento.
A Paróquia de Arronches, contou com a colaboração da Câmara Municipal de Arronches e GNR.

MHR




Fotos de Emílio Moitas


A LIBERDADE É UM MERGULHO

 



Há dias em que o céu se fecha em tons de chumbo, carregado de promessas de tempestade.
E, ainda assim, a alma decide rir.
No meio da imensidão líquida, onde o horizonte se perde, o corpo não luta contra a água — celebra-a. Flutua. Entrega-se. Confia.
É aqui que o ser se revela mais verdadeiro:
quando a alegria não espera pelo sol para existir.
Porque nem sempre as nossas maiores prisões são visíveis.
Um escravo pode ser alguém acorrentado pela falta de educação, ou alguém que passa a vida num trabalho que não o realiza.
Um escravo pode ser quem serve os próprios medos, quem se rende aos vícios,
quem sacrifica a saúde para ganhar dinheiro
e depois descobre que não teve tempo
para dar amor a quem mais precisava.
Todos nós carregamos áreas de escravidão dentro de nós. O mais grave é que nos habituamos a essas correntes
e deixamos de as sentir.
Talvez por isso a liberdade assuste.
Porque, muitas vezes, ela é mais desconfortável do que as prisões que já conhecemos. Mas liberdade não é fazer tudo o que apetece. Liberdade é poder escolher aquilo que nos torna melhores pessoas.
Entre o sal e a espuma,
a criança que ainda vive em nós recorda-nos uma verdade simples:
só somos verdadeiramente livres para amar mais, para cuidar melhor,
para tornar o mundo um pouco mais humano.
A liberdade começa no instante em que deixamos de sobreviver
e passamos a viver com sentido.
Quando já não somos guiados pelo medo,
mas pela verdade que nos habita.
Ser livre é tornar-se espaço de esperança,
é fazer da própria vida um lugar onde outros respiram melhor. É caminhar leve, mesmo carregando cicatrizes, porque a alma sabe para onde vai.
E no fim, talvez a liberdade seja isto:
um mergulho confiante no que somos chamados a ser,
sem algemas por dentro,
sem medo do fundo,
sabendo que quem vive enraizado no essencial
nunca se afoga.


Padre João Torres
Foto: Hugo Delgado, in Moçambique

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Apresentação do Senhor






Esta festa já era celebrada em Jerusalém, no século IV. Chamava-se festa do encontro,hypapántè , em grego. Em 534, a festa estendeu-se a Constantinopla e, no tempo do Papa Sérgio, chegou a Roma e ao Ocidente. Em Roma, a festa incluía uma procissão até à Basílica de S. Maria Maior. No século X, começaram a benzer-se as velas.

José e Maria levam o Menino Jesus ao templo, oferecendo-o ao Pai. Como toda a oferta implica renúncia, a Apresentação do Senhor é já o começo do mistério do sofrimento redentor de Jesus, que atingirá o seu ponto culminante no Calvário. Maria e José unem-se à oferta do seu divino Filho estando a seu lado e colaborando, cada um a seu modo, na obra da Redenção.

A Candelária é festa de luz. A luz da fé não nos foi dada apenas para iluminar o nosso caminho, desinteressando-nos dos outros... A luz da fé também não é para ter acesa apenas na igreja, ou em certos momentos, mas em todos os momentos e situações da nossa vida... A nossa fé há de ser luz que ilumina, fogo que aquece... É luz e fogo quem é compreensivo e bom com todos... quem sabe apoiar os pequenos esforços... os pequenos progressos... quem tem palavras de amizade, de estímulo, de apoio... quem sabe dizer uma boa palavra, dar uma ajuda... O amor cristão tem a sua origem em Deus que nos amou e nos enviou o seu Filho com quem nos encontramos em vários momentos da nossa vida, particularmente quando celebramos a Eucaristia. Esse é o nosso encontro, enquanto esperamos o encontro definitivo no Céu.

https://www.dehonianos.org/