segunda-feira, 7 de setembro de 2026

GANHAR O IRMÃO!

 


GANHAR O IRMÃO!

Vejo em mim e ao meu redor muita paz, beleza, amor e paixão. Mas também muita raiva e violência, vitimização e desânimo. Vejo pessoas agressivas, descontentes, mexeriqueiras, sempre prontas para acusar, julgar, denegrir, justificar-se.
E é normal que assim seja. É instintivo. Viemos da lama. E pensamos que, afinal, não existem outras formas de ser, de viver, de se relacionar.
Jesus, como sempre, faz novas todas as coisas. Começa por nos dizer: “Se o teu irmão te ofender vai ter com ele”.
Habitualmente, as coisas não funcionam assim. Se alguém te OFENDE, tu ficas à ESPERA de que essa pessoa que te OFENDEU, que se chateou contigo, que VENHA TER CONTIGO e te peça desculpa pelo gesto, pelo ato que fez.
Repara que Jesus troca realmente os papéis e diz uma outra coisa que é: “Tu, que foste o ofendido, vai ter com aquele que te ofendeu”.
Vai com delicadeza, prudência, humildade, de um pecador a outro pecador. Tu a tu. Olhos nos olhos. Coração a coração. Não nos apeguemos ao nosso orgulho ferido.
Tenhamos a coragem de conversar, esclarecer, perguntar... encontrar um ponto de encontro. Sem ataques, sem julgamentos...
“Se te escutar, terás ganho o teu irmão” (Mt 18,15).
O importante é ganhar o irmão e não provar-lhe que eu é que tenho razão.
Se ele não te escutar... não desistas!
Convida outros para te ajudar... fala com a tua comunidade.
Se mesmo assim não ganhaste o irmão resta a ESPERANÇA: “nunca dês por perdido o teu irmão”.
Por isso, este é, talvez, o passo mais difícil, o mais radical: não abandonar ninguém à sua sorte, não desistir de ninguém, mas amar ainda mais essa pessoa, rezar por ela, e procurá-la sem desistir, até a encontrar, movidos sempre por aquele amor que tudo espera (1 Cor 13,7).

Padre João Torres
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domingo, 6 de setembro de 2026

Ser Sentinela

 

https://www.youtube.com/watch?v=CNyHtBaorVE&list=PLAqKRngqwuSfPdOPEvu7KzjdvMvB1w33f&index=150

A liturgia deste domingo sugere-nos uma reflexão sobre a nossa responsabilidade face aos irmãos que nos rodeiam. Afirma, claramente, que ninguém pode ficar indiferente diante daquilo que ameaça a vida e a felicidade de um irmão e que todos somos responsáveis uns pelos outros.

A primeira leitura fala-nos do profeta como uma "sentinela", que Deus colocou a vigiar a cidade dos homens. Atento aos projectos de Deus e à realidade do mundo, o profeta apercebe-se daquilo que está a subverter os planos de Deus e a impedir a felicidade dos homens. Como sentinela responsável alerta, então, a comunidade para os perigos que a ameaçam.
Na verdade, Ele continua a chamar, todos os dias, profetas/sentinelas que alertem o mundo e os homens. Pelo Baptismo, todos nós fomos constituídos profetas. Recebemos do nosso Deus a missão de dizer aos nossos irmãos que certos valores que o mundo cultiva e endeusa são responsáveis por muitos dos dramas que afligem os homens. Temos consciência de que recebemos de Deus uma missão profética e que essa missão nos compromete com a denúncia do que está errado no mundo e na vida dos homens?

O Evangelho deixa clara a nossa responsabilidade em ajudar cada irmão a tomar consciência dos seus erros. Trata-se de um dever que resulta do mandamento do amor. Jesus ensina, no entanto, que o caminho correcto para atingir esse objectivo não passa pela humilhação ou pela condenação de quem falhou, mas pelo diálogo fraterno, leal, amigo, que revela ao irmão que a nossa intervenção resulta do amor.
A palavra "tolerância" é uma palavra profundamente cristã, que sugere o respeito pelo outro, pelas suas diferenças, até pelos seus erros e falhas. No entanto, o que significa "tolerância"? Significa que cada um pode fazer o mal ou o bem que quiser, sem que tal nos diga minimamente respeito? Implica recusarmo-nos a intervir quando alguém toma atitudes que atentam contra a vida, a liberdade, a dignidade, os direitos dos outros? Quer dizer que devemos ficar indiferentes quando alguém assume comportamentos de risco, porque ele "é maior e vacinado" e nós não temos nada com isso? Quais são as fronteiras da "tolerância"? Diante de alguém que se obstina no erro, que destrói a sua vida e a dos outros, devemos ficar de braços cruzados? Até que ponto vai a nossa responsabilidade para com os irmãos que nos rodeiam? A "tolerância" não será, tantas vezes, uma desculpa que serve para disfarçar a indiferença, a demissão das responsabilidades, o comodismo?

Na segunda leitura, Paulo convida os cristãos de Roma (e de todos os lugares e tempos) a colocar no centro da existência cristã o mandamento do amor. Trata-se de uma "dívida" que temos para com todos os nossos irmãos, e que nunca estará completamente saldada.
As nossas comunidades cristãs, a exemplo da primitiva comunidade cristã de Jerusalém, deviam ser comunidades fraternas onde se notam as marcas do amor. Os que estão de fora deviam olhar para nós e dizer: "eles são diferentes, são uma mais valia para o mundo, porque amam mais do que os outros". É isso que acontece? Quem contempla as nossas comunidades, descobre as marcas do amor, ou as marcas da insensibilidade, do egoísmo, do confronto, do ciúme, da inveja? Os estrangeiros, os doentes, os necessitados, os débeis, os marginalizados são acolhidos nas nossas comunidades com solicitude e amor?

https://www.dehonianos.org/

sábado, 5 de setembro de 2026

Papa apela à confiança em Deus em momentos de incerteza pessoal

«Nem sempre é fácil compreender e aceitar os caminhos de Deus, especialmente quando estão muito distantes dos nossos» – Leão XIV



Castel Gandolfo, Itália, 30 ago 2026 (Ecclesia) – O Papa apelou hoje à aceitação humilde dos “caminhos de Deus”, mesmo quando contrariam as expetativas humanas, alertando para a tentação de julgar a ação divina nos momentos de incerteza.

“Também para nós nem sempre é fácil compreender e aceitar os caminhos de Deus, especialmente quando estão muito distantes dos nossos”, reconheceu Leão XIV, durante a recitação dominical do ângelus na Praça da Liberdade em Castel Gandolfo.

“Nessa altura, surge a tentação de pensar, contra toda a lógica da fé, que é o Senhor quem está errado, ou pior ainda, que não nos ouve ou que não se interessa por nós”, acrescentou, perante centenas de pessoas reunidas junto à residência pontifícia, nos arredores de Roma.

O Papa sustentou que a superação destas crises espirituais obriga o crente a “nunca interromper, nem mesmo nestes momentos, o diálogo com o Senhor”, sempre com total “confiança”.

Leão XIV realçou ainda a importância de “nunca julgar a ação de Deus, mas sim ouvir, com humildade, na oração, o que Ele está a revelar”.

A reflexão baseou-se no episódio evangélico em que Jesus anuncia a sua morte, uma perspetiva que provocou a indignação do apóstolo Pedro por estar “muito longe das expectativas” de “um Messias triunfante e poderoso”.

O encontro dominical culminou com um pedido para que a comunidade católica cultive a “docilidade” necessária para aceitar aquilo que Cristo pede.

“Que também nós, na nossa vida de fé e na nossa oração, tenhamos a mesma sinceridade de Pedro, ao dizer humildemente o que realmente sentimos, mesmo quando o coração está confuso”, recomendou.

Após a oração, Leão XIV saudou os vários grupos presentes no encontro, agradecendo às forças da Ordem e a todos os que contribuíram para a sua estadia em Castel Gandolfo, neste período do verão.

“Envio a minha cordial saudação aos fiéis que seguem o ângelus a partir da Praça de São Pedro. E a todos desejo um bom domingo”, concluiu, antes de se deslocar ao encontro da multidão, num pequeno veículo elétrico, passando entre os peregrinos durante vários minutos.



OC

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Oração de quem quase desespera



Senhor Jesus, neste dia em que a minha existência me parece mais vazia e insignificante, peço-Te:

Que eu aprenda a esperar, com a paciência de quem sabe que entre a sementeira e a colheita há sempre muitos dias e noites.

Que eu saiba fazer o que devo e não o que quero, porque só assim me torno mais digno daquilo que sonho merecer.

Que eu aprenda a viver sem compreender os porquês e os para quês de tudo o que se passa na minha vida, confiando que tudo pode e deve concorrer para o maior de todos os bens.

Que eu continue a dar paz e alegria a quem mais delas precisa, mesmo quando não as tenho nem as sinto dentro de mim.

Que eu tenha bem presente que os meus desejos e fomes nascem da tentativa de esquecer as minhas necessidades mais profundas: amor, pertença e sentido. E tudo isto porque me empenho até ao limite em procurar saciar outras fomes mais superficiais: prazer, poder e dinheiro.

Que eu não desespere, mesmo contra todas as evidências. Que o meu coração se fixe na rocha da fé e que assim, apesar de vacilar, eu não me deixe arrastar pelos ventos e pelas marés do mundo.

Que todos aprendamos que ninguém é nada sozinho, pois as fraquezas humanas nos forçam a depender uns dos outros, e isso é, apesar de tudo, muito bom.

Que eu seja feliz, mesmo por entre todas as tristezas de cada um dos meus dias.

Que eu saiba, no mais profundo da minha alma, que Deus me ama como sou, mas me sonha ainda melhor!

 José Luís Nunes Martins

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

«Tempo da Criação»: Papa apela à conversão ecológica

 Leão XIV preside a Missa em Castel Gandolfo, no Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação


Cidade do Vaticano, 01 set 2026 (Ecclesia) – O Papa apelou hoje à conversão do coração humano para que os recursos e instrumentos utilizados em cenários de destruição sejam orientados para a preservação da vida, numa mensagem partilhada na rede social X.

“O cuidado da nossa casa comum exige uma conversão do coração, para que aquilo que tem sido utilizado para causar destruição possa, em vez disso, ser orientado para a vida. Convido todos a unirem-se em oração e ação, para que possamos tornar-nos canais de água viva da paz de Deus, revigorando o nosso mundo ferido”, exortou Leão XIV na manhã em que se assinala o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação.

A proteção da casa comum requer uma alteração de paradigma capaz de travar a presente lógica bélica, reiterou o pontífice ao refletir sobre o tema ‘Água Viva’, escolhido para este ano.

A jornada culmina com a celebração da Missa para a Custódia da Criação, presidida pelo Papa junto à estátua da Virgem no Borgo Laudato Si’, nos Jardins Pontifícios de Castel Gandolfo, a partir das 18h30 (menos uma em Lisboa).

A liturgia recorre a um formulário específico concebido pelo esforço conjunto de quatro dicastérios do Vaticano, o qual foi utilizado de forma inédita por Leão XIV em julho de 2025.

O ‘Tempo da Criação’, que une cristãos de várias confissões em iniciativas de oração e ação climática, prolonga-se até ao dia 4 de outubro, data da festa de São Francisco de Assis.

Na abertura deste ciclo, o patriarca de Constantinopla (Igreja Ortodoxa), Bartolomeu I, apelou a uma revolução na ideia de progresso para travar o “geocídio” ambiental provocado pelo consumismo.



OC

Vem conhecer a minha terra, MCC

 


quarta-feira, 2 de setembro de 2026

HÁ GENTE TÃO POBRE TÃO POBRE TÃO POBRE QUE SÓ TEM DINHEIRO!


Onde é que eu já li ou ouvi este espirro de sabedoria?!... Pensando bem, e pensar dá uma trabalheira dos diabos..., pensando bem, acho que não li nem ouvi. Acho que não inventei nem sonhei. Acho que é fácil de o fisgar por entre aquilo a que chamam notícias e todos os dias nos martirizam a falar de uns tais senhores que a humanidade - e a criação em geral, aliás -, bem dispensavam, se não como pessoas, pelo menos como chefes, chefes saltitantes lá pelos galhos do poder, à procura, não de bananas, mas do vil metal, a sua grande paixão. E a paixão cega, já dizia a mariquinhas!... Se não vivem de aparências para inglês ver e povaréu enganar, como é possível que esses povos, sempre falados como paladinos no progresso civilizacional, no exercício da democracia, na clarividência política e social e no gosto de viverem em liberdade, como é que esses povos tapam os olhos, cerram os ouvidos, engrunham a língua e ofendem o senso comum, acabando, orgulhosamente, por escolher tais líderes?! Eu sei que não é tão difícil penetrar nesse mistério como difícil é penetrar no da Santíssima Trindade, mas que isso é um grande mistério humano lá isso é, é mesmo difícil de decifrar!
Conhecem a fábula de Esopo sobre as rãs que pediram insistentemente um rei? Perguntem à meta! E têm presente o que aconteceu ao povo judeu quando implorou a Samuel que também lhe desse um rei, já que ele estava velho? (1Sam 8, 1-22). Será bom recordar, pois a escolha de um governante deve ser esclarecida e livre. E neste processo de esclarecer ou confundir, não estão isentos de algum mérito ou demérito quem noticia coisas e loisas a esmo, só para mostrar serviço e entreter, um pouco assim como quem deita palha ao gado para que fique sossegado e a remoer. De facto, “Vivemos numa sociedade da informação que nos satura indiscriminadamente de dados, todos postos ao mesmo nível, e acaba por nos conduzir a uma tremenda superficialidade no momento de enquadrar as questões morais” (EG64). Não se pensa criticamente, não se oferece um caminho de amadurecimento nos valores, está-se nas tintas para com a dignidade da pessoa e o bem comum, promovem-se as aparências de bem e os populismos que, camaleonicamente, querem levar a água ao seu moinho como se tudo fosse igual a tudo. “Assim como o bem tende a difundir-se, assim também o mal consentido, que é a injustiça, tende a expandir a sua força nociva e a minar, silenciosamente, as bases de qualquer sistema político e social, por mais sólido que pareça” (EG59). E tão culpado é quem entra no jogo como quem fica na bancada a aplaudir e incentivar. Neste ‘tic tic dare dare’, o dinheiro, a ambição, a ganância e a ilusão do poder pelo poder cantam de galo tão assumidamente que nem o milagroso galo de Barcelos, ao saltar do prato, foi capaz de o fazer com tanta mestria e garbo! E assim, lá se vai a honestidade, a ética e a centralidade no bem comum, precisamente aquilo que faz da política essa arte nobre de bem servir o homem e a criação, vocacional e belamente.
De facto, Jesus esclareceu que “Ninguém pode servir a dois senhores: ou não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro” (Mt 6, 24). E São Paulo não se esqueceu de advertir que “a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro” (1 Tm 6, 10). E exorta a comunidade a abandonar os vícios, referindo-se à ganância como "uma idolatria" e um pecado social (Col 13,5). São Lucas exorta: "Guardai-vos de toda a ganância, porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui" (Lc 12,15). E a Carta aos Hebreus exorta à simplicidade e à confiança na providência divina: "Seja a vossa vida isenta de ganância, contentando-vos com o que tendes" (Heb 13,5). Não se trata de deitar a riqueza ao mar ou de a condenar como pérfida e hostil à vida, trata-se, isso sim, é de saber como é adquirida e como é usada. O dinheiro pode invadir o campo da consciência individual e impor aí a sua lei, a lei do enriquecimento a qualquer preço, nem que seja através de formas de criminalidade organizada ou esmagando, anestesiando ou matando quem a produz. Pior ainda, quando, porventura, há autoridades que apenas se movem nesse campo, não assumem a defesa intransigente do bem comum e só olham para o seu umbigo, goste quem gostar ou doa a quem doer. O ladrão não pede riquezas, só quer que lhe digam onde é que elas estão!
De facto, mal vai quando a relação com o dinheiro é semelhante à relação de um patrão tirano com quem o serve por necessidade. Francisco dizia que “a crise financeira que atravessamos faz-nos esquecer que, na sua origem, há uma crise antropológica profunda: a negação da primazia do ser humano. (...) A adoração do antigo bezerro de ouro (cf. Ex 32, 1-35) encontrou uma nova e cruel versão no fetichismo do dinheiro e na ditadura duma economia sem rosto e sem um objetivo verdadeiramente humano” (EG55).
E ao comentar a parábola do rico avarento, Francisco afirmava que a ganância do rico o faz vaidoso e soberbo. Vive de aparências que são a máscara do seu vazio interior, é prisioneiro da exterioridade, da dimensão mais superficial e efémera da existência (cf. EG 62). Veste-se como se fosse um rei, simula a posição de um deus, esquece-se que é um simples mortal, assume que nada mais existe além do seu próprio eu. O dinheiro é o seu ídolo, um ídolo tirânico de quem se orgulha e a quem se escraviza. Em vez de instrumento ao seu dispor para fazer o bem e exercer a solidariedade com os outros, o dinheiro subjuga-o, a si e ao mundo inteiro, numa lógica egoísta que não deixa espaço ao amor e dificulta a paz (cf. Audiência 18/05/2016; e Mensagem Quaresma 19/02/2017).
No Antigo Testamento, a ganância é criticada principalmente pelo seu impacto comunitário e pela ilusão de segurança que as riquezas trazem. No Livro do Eclesiastes, por exemplo, lemos que "Quem ama o dinheiro jamais se fartará de dinheiro; e quem ama a riqueza nunca ficará satisfeito com os seus lucros" (Ecl 5,9). A ganância torna as pessoas insaciáveis. O Livro de Amós insurge-se contra quem coloca o lucro acima da dignidade humana, sendo capaz de vender "o justo por dinheiro e o necessitado por um par de sandálias" (Amós 2,6-7). Isaías atira-se àqueles que “juntam casa a casa e acrescentam campo a campo, até não haver mais terreno e serem os únicos a habitar no meio do país” (Is 5, . Ou do mundo!... Neste Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, rezemos por estes pobres tão pobres tão pobres tão pobres que só têm dinheiro e poder e ainda querem mais, nem que seja destruindo as pessoas e o pobre planeta. Coitados, são uns pobres sem abrigo, que, pelo menos, bem mereciam a compaixão de uma cadeia!

D. Antonino Dias
Caminha, 01-09-2026