Como seria o dia se não houvesse noite? Quem desfrutaria do sol se nunca chovesse? Quem valorizaria a saúde se não houvesse doença?
A essência e a grandeza do amor revelam-se na forma como lidamos com a perda. Sofre-se porque se ama. Amamos, de forma mais ou menos consciente, sabendo que, num só instante, tudo muda e o amor tem de crescer e transformar-se. O amor não morre nem se perde, mas aqueles que amamos podem afastar-se de nós e terão de morrer.
Quando? A incerteza é certa. Mas também é certo que quem ama e quer continuar a amar deve evitar desperdiçar o tempo, como se fosse eterno neste mundo. As riquezas que se perdem podem sempre ser recuperadas, mas o tempo não.
Que a tristeza do fim de uma etapa nasça menos do arrependimento pelo que ficou por fazer e mais da esperança de um novo tempo.
O que seria da vida se não houvesse morte? O que seria o amor se não tivesse de ser posto à prova?
Quantos de nós valorizamos aquilo que temos e somos hoje, sabendo que tudo pode perder-se… ainda hoje? A nossa existência é frágil. Estamos apenas de passagem neste mundo. Procuremos amar na certeza de que o amor, tal como nós, não pertence a este mundo.
Quem acumula coisas e quer ter sempre mais está a prender-se a este mundo, do qual um dia — talvez hoje — terá de partir.
Amemos e choremos as perdas, até mesmo antes de acontecerem. Amar implica esse sofrimento. Que esse sofrimento nos mantenha atentos à missão de amar e de nos abrirmos ao amor de que precisamos.
Uma lágrima é sempre uma prova de amor — e talvez também uma fonte de esperança para quem não desiste de amar.
Hoje celebra-se o Dia Mundial da Criança. Mas talvez o mais importante não seja celebrar. Seja acordar. Porque há crianças a sorrir nas fotografias… e a sofrer em silêncio na vida real. Enquanto algumas crescem rodeadas de carinho, outras aprendem demasiado cedo o peso da dor, da guerra, da fome, da violência e da indiferença. A fotografia daquele menino sem braços devia inquietar-nos profundamente. Não pela ausência dos braços. Mas pela ausência de humanidade num mundo que continua a fabricar guerras, ódio e destruição… enquanto fala de progresso. Que mundo é este que investe mais em armas do que em infância? Que humanidade é esta que se emociona nas redes sociais… mas se habitua rapidamente ao sofrimento dos inocentes? Há crianças que perderam os pais. Outras perderam a casa. Outras perderam a escola, o pão, a segurança. E há as mais esquecidas de todas: as que perderam o direito de serem simplesmente crianças. E talvez a tragédia maior seja esta: estamos lentamente a normalizar a dor. Dizemos que as crianças são “o futuro”. Mas não é verdade. As crianças são o presente. Precisam de amor agora. De proteção agora. De escuta agora. De dignidade agora. Não quando a guerra acabar. Não quando houver melhores políticas. Não quando “houver tempo”. Agora. Uma criança não precisa de um mundo perfeito. Precisa de adultos capazes de amar, proteger e cuidar. E talvez Deus passe exactamente aí. No modo como olhamos os mais frágeis. Na forma como tratamos quem depende de nós. Na capacidade de ainda nos comovermos. Porque uma sociedade que deixa morrer a infância… começa também a morrer por dentro. Hoje não basta publicar frases bonitas. É preciso recuperar humanidade. Ensinar ternura. Criar presença. Salvar a inocência do cinismo deste tempo. E nunca esquecer: uma criança que cresce sem amor aprende demasiado cedo a sobreviver… quando só devia aprender a viver.
“É o amor, correndo o mundo todo, em busca do calor
A noite espera pela hora do nosso esplendor
A luz acesa preparada para os dias de afeição
A mesa posta, a alma aberta
A chamar a multidão, a família em união
Juntos, somos mais fortes
Seremos o céu que abraça o mundo
Juntos, seremos a voz que acende o amor, o amor”
Amor electro [2018]
Quando o poema de uma música pop rock só nos fala sobre Deus… Daquele que é o Deus Trino! O nosso Deus! O nosso Criador, o nosso Salvador, o nosso Intercessor… temos a certeza de que Deus não nos abandona, está mais vivo do que nós… e ainda semeia toda a Sua Esperança na humanidade pecadora.
Um Amor tão grande só pode ser Divino.
Não te apoquentes, nem te percas com questões sobre o que é ou não possível… O que é ou não é explicável… O que é ou não razoável!
A resposta habita no teu coração, longe da tua mente… onde a luz ofusca o que os teus olhos veem, porque és tu quem ilumina o mundo! onde o que os teus ouvidos escutam, é promessa cumprida, carne que se fez Homem! onde a tua boca silencia para acolher o Pão Vivo que te alimenta a Alma!
Para aqueles que duvidam que Deus é Pai, Filho, Espírito Santo e são apenas UM, canto com toda a minha Alma: “Juntos, somos mais fortes!”
é o mistério de pura relação de amor e de perfeita comunhão. Não são três pessoas divinas do Pai, do Filho e do Espírito Santo. São três vias, três são pobres para falar deste mistério… Porque as palavras, ainda que sejam para dizer o que nelas não cabe; ainda ficamos sem elas. ❝ Deus é menos Deus como ainda não era conhecido! ❞ Manifesta-se em três jeitos de AMAR… • Chamamos a estes “três jeitos de amar”, Pessoas, porque Deus é PESSOAS, na medida em que é a Comunhão Perfeita de TRÊS JEITOS DE SER em relação, de amar, de abertura ao outro, de relação horizontal e radicalmente vertical. ❝ Deus é amar do Pai: “Sou todo para ti! Dou-te todo o Meu Amor, dou-Me todo a Ti!” ❞ O amor corre do DOM TOTAL, GRAÇA, do AMOR NOVO, PROJECTO, DESEJO de amar que Jesus nos ensina a tratar por “Abba”, Papá. É o amor que Se faz DOM total de Si próprio, Amor que gera o outro. ❝ Deus é amar do Filho: “Sou todo por Ti! Acolho todo o Teu Amor, recebo-Me todo de Ti!” ❞ O amor corre do ACOLHIMENTO TOTAL, da RECEPÇÃO, da ESCUTA, OBEDIÊNCIA, DOCILIDADE, ABERTURA: o amor que Jesus nos revelou no Seu próprio SER-FAZER-DIZER. ❝ Deus é amar do Espírito Santo: “Sou todo para todos! Acolho o Amor, acolho o Amor!” ❞ O amor corre do abraço que não pode ser dividido, desmanchado. É a criatividade de RELAÇÃO, LAÇO DE ENCONTRO, COMUNHÃO DE ALIANÇA, laços de sangue FAMILIAR: o amor que inspira e anima a relação entre o Pai e o Filho, como ternura Maternal de Deus. É o Espírito que nos vai ajudando a entender todas estas coisas… Porque o mundo precisa de me amar para ser AMOR… e quem quiser ser AMOR, não pode deixar de me amar!!!
A Diocese de Portalegre-Castelo Branco efetuou a sua peregrinação diocesana a Fátima este domingo, 31 de maio. Lembre-se que esta peregrinação acontece anualmente no último domingo de maio, sendo que este ano se realizou pela 41.ª vez. Presidida pelo bispo D. Pedro Fernandes, a mesma reuniu para cima de duas mil pessoas oriundas desta Diocese. Pelas 10H00 teve lugar a recitação do terço na Capelinha das Aparições daquele santuário mariano. Às 11H00 realizou-se a missa no altar do recinto presidida por D. Pedro Fernandes. Na parte da tarde houve tempo para a realização da assembleia diocesana.
A Solenidade que hoje celebramos não é um convite a decifrar o mistério que se esconde por detrás de "um Deus em três pessoas"; mas é um convite a contemplar o Deus que é amor, que é família, que é comunidade e que criou os homens para os fazer comungar nesse mistério de amor.
Na primeira leitura, o Deus da comunhão e da aliança, apostado em estabelecer laços familiares com o homem, auto-apresenta-Se: Ele é clemente e compassivo, lento para a ira e rico de misericórdia. Deus, da sua parte, faz tudo para viver em comunhão com o homem. No entanto, respeita, de forma absoluta, a liberdade do homem. Eu sou livre de aceitar, ou não, a proposta de "aliança" que Deus me faz. Como é que eu respondo ao Deus da "aliança"? Eu aceito esta vontade que Ele manifesta de viver em relação de comunhão comigo? O que é que eu faço para responder a este desafio?
Na segunda leitura, Paulo expressa - através da fórmula litúrgica "a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco" - a realidade de um Deus que é comunhão, que é família e que pretende atrair os homens para essa dinâmica de amor. A celebração da Solenidade da Trindade não pode ser a tentativa de compreender e decifrar essa estranha charada de "um em três". Mas deve ser, sobretudo, a contemplação de um Deus que é amor e que é, portanto, comunidade. Dizer que há três pessoas em Deus, como há três pessoas numa família - pai, mãe e filho - é afirmar três deuses e é negar a fé; inversamente, dizer que o Pai, o Filho e o Espírito são três formas diferentes de apresentar o mesmo Deus, como três fotografias do mesmo rosto, é negar a distinção das três pessoas e é, também, negar a fé. A natureza divina de um Deus amor, de um Deus família, de um Deus comunidade, expressa-se na nossa linguagem imperfeita das três pessoas. O Deus família torna-se trindade de pessoas distintas, porém unidas. Chegados aqui, temos de parar, porque a nossa linguagem finita e humana não consegue "dizer" o indizível, não consegue definir o mistério de Deus.
No Evangelho, João convida-nos a contemplar um Deus cujo amor pelos homens é tão grande, a ponto de enviar ao mundo o seu Filho único; e Jesus, o Filho, cumprindo o plano do Pai, fez da sua vida um dom total, até à morte na cruz, a fim de oferecer aos homens a vida definitiva. Nesta fantástica história de amor (que vai até ao dom da vida do Filho único e amado), plasma-se a grandeza do coração de Deus. O amor de Deus traduz-se na oferta ao homem de vida plena e definitiva. É uma oferta gratuita, incondicional, absoluta, válida para sempre; mas Deus respeita absolutamente a nossa liberdade e aceita que recusemos a sua oferta de vida. No entanto, rejeitar a oferta de Deus e preferir o egoísmo, o orgulho, a auto-suficiência, é um caminho de infelicidade, que gera sofrimento, morte, "inferno". Quais são as manifestações desta recusa da vida plena que eu observo, na vida das pessoas, nos acontecimentos do mundo, e até na vida da Igreja? Nós, crentes, devíamos ser as testemunhas desse Deus que é amor; e as nossas comunidades cristãs ou religiosas deviam ser a expressão viva do amor trinitário. É isso que acontece? Que contributo posso eu dar para que a minha comunidade - cristã ou religiosa - seja sinal vivo do amor de Deus no meio dos homens?