«Jesus, percebeu-lhes o sofrimento, adivinhou-lhes a angústia, sentiu-lhes o aperto. Porque era gente dispersa e não reconhecida. Gente entregue a si mesma, não amada. Gente «stressada», ocupada no imediato, sem alma que brilhasse...
Jesus vê que estamos perdidos, como ovelhas sem pastor, porque não temos dentro de nós as respostas para todas as perguntas.
Jesus comove-se e inventa a Igreja. Jesus pensa numa companhia, numa busca comum, num sonho realizado: homens e mulheres, seus discípulos, capazes, juntos, de buscar sentido e plenitude, moderação e alegria.
Jesus escolhe doze pessoas para começar a construir o Reino, doze que ficam com ele, para depois se tornarem capazes de conduzir outros... E a missão é simples. CURAR, CHAMAR, LIBERTAR, COMPROMETER...
Quando ouvimos as palavras de Jesus: “Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara”, interpretamos este convite de maneira redutora.
Significa pedir a Deus que me mande a mim como trabalhador da ternura... que me mande com um coração de carne comer o pão das lágrimas com quem chora e beber o cálice do sofrimento com quem sofre...
Vou-vos contar um segredo: eu amo a Igreja.
Amo esse sonho louco de Deus que sou chamado a viver...
Vamos nos entender:
não aquele rabisco de igreja muitas vezes cultivado
por membros mornos e fanáticos, que se acham perfeitos.
Não: a Igreja é uma comunidade de companheiros de viagem
chamados a tornar presente o Pastor nos seus gestos...
que têm vontade de ensinar e cuidar uns dos outros,
que se esforçam por serem um sorriso de Deus para os irmãos...
É dessa gente louca de Deus que a nossa Igreja precisa...
Padre João Torres

















