segunda-feira, 17 de agosto de 2026

MULHER DA GRANDE FÉ!

 


MULHER DA GRANDE FÉ!

O Evangelho deste Domingo, conta-nos a bela e maravilhosa história de vida, de uma mulher e mãe «libanesa», carregada com o drama da sua filha doente, situação verdadeira ontem como hoje, vem IMPLORAR DE JESUS, num GRITO que lhe sai do fundo das entranhas, que lhe «faça graça», isto é, que olhe para ela com mesma ternura com que ela embala ao colo a sua filha...
O texto diz que Jesus nem lhe respondeu. Mas a mulher não DESISTE, mas INSISTE... AQUELA MULHER NÃO ARREDA PÉ! Não se SENTE, nem se RESSENTE, perante o silêncio frio ou quente de Jesus.
A sua fé, já não se ABALA, com uma boa ou má fala do Mestre!
A sua fé, não CRESCE, nem DESAPARECE, por causa do mau feitio de qualquer um dos seus discípulos.
E é tal a insistência e a persistência, que esta libanesa consegue FAZER IMPLODIR DE COMPAIXÃO o coração de Jesus, com uma verdadeira explosão de fé!
«Mulher da grande fé!», replicou Jesus, «faça-se como queres!»
Esta cena do evangelho provoca, SEM DÓ, NEM PIEDADE, esta nossa fé TÃO POUCA e TÃO POLIDA DE ÁGUA benta e quantas vezes “melindrada”, por tudo e por nada!
Daqui é preciso estender o elogio de Jesus, às mães solteiras, às ciganas, às estrangeiras, ou àquelas que, separadas ou mal casadas, sozinhas e inteiras, suportam com coragem uma maternidade violenta, ou a crueldade de uma doença, que atormenta e desespera!
..... não podíamos encontrar um rosto mais feliz, do que esta mulher, distante e imigrante, tocada pela ternura de Deus... Só cumprimos a vontade do Pai quando vivemos abertos a todo o ser humano que sofre e geme pedindo compaixão...
O Evangelho deste Domingo, conta-nos a bela e maravilhosa história de vida, de uma mulher e mãe «libanesa», carregada com o drama da sua filha doente, situação verdadeira ontem como hoje, vem IMPLORAR DE JESUS, num GRITO que lhe sai do fundo das entranhas, que lhe «faça graça», isto é, que olhe para ela com mesma ternura com que ela embala ao colo a sua filha...
O texto diz que Jesus nem lhe respondeu. Mas a mulher não DESISTE, mas INSISTE... AQUELA MULHER NÃO ARREDA PÉ! Não se SENTE, nem se RESSENTE, perante o silêncio frio ou quente de Jesus.
A sua fé, já não se ABALA, com uma boa ou má fala do Mestre!
A sua fé, não CRESCE, nem DESAPARECE, por causa do mau feitio de qualquer um dos seus discípulos.
E é tal a insistência e a persistência, que esta libanesa consegue FAZER IMPLODIR DE COMPAIXÃO o coração de Jesus, com uma verdadeira explosão de fé!
«Mulher da grande fé!», replicou Jesus, «faça-se como queres!»
Esta cena do evangelho provoca, SEM DÓ, NEM PIEDADE, esta nossa fé TÃO POUCA e TÃO POLIDA DE ÁGUA benta e quantas vezes “melindrada”, por tudo e por nada!
Daqui é preciso estender o elogio de Jesus, às mães solteiras, às ciganas, às estrangeiras, ou àquelas que, separadas ou mal casadas, sozinhas e inteiras, suportam com coragem uma maternidade violenta, ou a crueldade de uma doença, que atormenta e desespera!
..... não podíamos encontrar um rosto mais feliz, do que esta mulher, distante e imigrante, tocada pela ternura de Deus... Só cumprimos a vontade do Pai quando vivemos abertos a todo o ser humano que sofre e geme pedindo compaixão...

Padre João Torres


domingo, 16 de agosto de 2026

A Páscoa de Maria

 


A Páscoa de Maria

A todos nós nos preocupa de uma certa forma
o fim último da nossa existência...
A festa da Assunção de Nossa Senhora ajuda-nos a ver um pouco de luz nessa imensa escuridão, que é a morte para nós...
Essa palavra estranha e abstrata assunção, quer dizer simplesmente que Maria, venceu definitivamente a morte. Foi assumida por Deus...
Mas Nossa Senhora morreu?
E o corpo, desapareceu?
Como aconteceu isso?
Não sabemos como aconteceu tudo isto,
mas sabemos que desde os primeiros séculos
se conservam os túmulos dos principais apóstolos,
e não se conservaram os restos mortais de Maria…
Os primeiros cristãos entenderam a morte de Maria como um “adormecer” (ou “dormição”) para acordar inteiramente no amor de Deus. Foi-se assim tornando claro que Deus chamou a si toda a realidade (espírito, alma, corpo) desta mulher especial.
Ela é a primeira resgatada e a primeira ressuscitada.
Ela é o primeiro ser humano a viver em plenitude aquilo
para que todos fomos criados.... Viver para sempre com Deus...
Maria “antecipa” a nossa ressurreição!
Dá-nos a esperança de também lá chegarmos,
na medida em que nos abrirmos à graça e ao amor de Deus.
Maria é abençoada porque ela acreditou. Porque ela confiou,
porque ela deu espaço a Deus, ela deixou-O agir na sua vida...
Ela é um SINAL DE ESPERANÇA para todas as pessoas simples,
ignoradas pelos poderosos, mas plenamente confiantes em Deus...
Nossa Senhora da Assunção nos ensine a colocar nossa vida o sonho de Deus....
nos alcance um novo ardor de ressuscitados,
para levar a todos o Evangelho da vida que vence a morte!


Padre João Torres

Solenidade de Nª Srª da Assunção

As Festas em Honra de Nossa Senhora da Assunção encheram Arronches de vivacidade através de uma programação que uniu a fé e a cultura alentejana. O dia ficou marcado por uma forte adesão popular aos vários momentos litúrgicos e etnográficos preparados pela comissão organizadora.
 O dia começou às 10h00 com a Missa Solene celebrada pelos Párocos Fernando Farinha e Rui Lourenço, na Igreja Matriz, onde o coro paroquial guiou os cânticos litúrgicos da comunidade.
 Pelas 11h00, a imagem da padroeira percorreu o centro histórico na tradicional Procissão. O momento contou com o acompanhamento musical solene da Banda Euterpe, que tocou ao longo da Praça da República e ruas adjacentes.
 Logo de seguida, as ruas foram invadidas pelo Desfile Etnográfico de Carroças, sob a coordenação da Associação «Os Romeiros de Esperança». A componente rítmica e festiva do desfile foi assegurada pelo Grupo das Pedrinhas de Arronches, atraindo muitos aplausos de residentes e turistas.
Às 12h00, realizou-se a emblemática Bênção dos Animais
O fecho do dia deu-se a partir das 22h00 na escadaria da Igreja Matriz, um cenário monumental transformado em casa de fados ao ar livre.
A Noite de Fados encerrou as celebrações num ambiente intimista de partilha cultural, na escadaria da Igreja Matriz, na qual se juntaram as grandes vozes presentes no cartaz deste ano 2026, as fadistas, Luís Caeiro, Cláudia Zarro, Hugo Faustino e Leonor Fartouce, acompanhados á guitarra portuguesa por Nuno Cirilo e Ricardo Semedo e á viola por Miguel Monteiro.
Organização pela Paróquia de Arronches e da Junta de Freguesia de Assunção e colaboração da Câmara Municipal de Arronches, animada por voluntários, no serviço de mesa e bar.


















Salto de Fé

 

https://www.youtube.com/watch?v=tdZINi11N3A&list=PLAqKRngqwuSfPdOPEvu7KzjdvMvB1w33f&index=153

A liturgia do 20º Domingo do Tempo Comum reflecte sobre a universalidade da salvação. Deus ama cada um dos seus filhos e a todos convida para o banquete do Reino.

Na primeira leitura
, Jahwéh garante ao seu Povo a chegada de uma nova era, na qual se vai revelar plenamente a salvação de Deus. No entanto, essa salvação não se destina apenas a Israel: destina-se a todos os homens e mulheres que aceitarem o convite para integrar a comunidade do Povo de Deus.
A Igreja é a comunidade do Povo de Deus. Todos os seus membros são filhos do mesmo Deus e irmãos em Jesus, embora pertençam a raças diferentes, a culturas diferentes e a extractos sociais diferentes. No entanto: todos são lá acolhidos da mesma forma? O rico e o pobre são sempre tratados da mesma forma nas recepções das nossas igrejas? Aqueles que têm comportamentos considerados social ou religiosamente incorrectos são sempre tratados com amor e acolhidos com respeito nas nossas comunidades cristãs, ou são tratados como cristãos de segunda

O Evangelho apresenta a realização da profecia do Trito-Isaías, apresentada na primeira leitura deste domingo. Jesus, depois de constatar como os fariseus e os doutores da Lei recusam a sua proposta do Reino, entra numa região pagã e demonstra como os pagãos são dignos de acolher o dom de Deus. Face à grandeza da fé da mulher cananeia, Jesus oferece-lhe essa salvação que Deus prometeu derramar sobre todos os homens e mulheres, sem excepção.
Quem é que é cristão? Quem é que pode fazer parte da comunidade de Jesus? A resposta está implícita na história da mulher cananeia: torna-se membro da comunidade de Jesus quem aceita a sua oferta de salvação, quem acolhe o Reino, adere a Jesus e ao Evangelho. O que é determinante, para integrar a comunidade do Reino, não é a raça, a cor da pele, o local de nascimento, a tradição familiar, a formação académica, a capacidade intelectual, a visibilidade social, o cumprimento de ritos, a recepção de sacramentos, a amizade com o pároco, os serviços prestados à "fábrica da igreja", mas a fé (entendida como adesão a Jesus e à sua proposta de salvação). Para mim, o que é que é ser cristão? O que está no centro da minha experiência cristã é a pessoa de Jesus e a sua proposta de salvação? Em que é que se fundamenta a minha fé?

A segunda leitura sugere que a misericórdia de Deus se derrama sobre todos os seus filhos, mesmo sobre aqueles que, como Israel, rejeitam as suas propostas. Deus respeita sempre as opções dos homens; mas não desiste de propor, em todos os momentos e a todos os seus filhos, oportunidades novas de acolher essa salvação que Ele quer oferecer.
Aquilo que, muitas vezes, nos parece ilógico e sem sentido, talvez faça parte dos projectos de Deus - projectos que nem sempre conseguimos entender e enquadrar nos nossos esquemas mentais. Temos de aprender a confiar em Deus e na forma como Ele dirige a história, mesmo quando não conseguimos entender os seus projectos.Convida-nos - implicitamente - a não nos arvorarmos em juízes dos nossos irmãos. Por um lado, porque o comportamento tolerante de Deus nos convida a uma tolerância semelhante; por outro, porque aquilo que nos parece estranho e reprovável pode fazer parte, em última análise, dos projectos de Deus.


https://www.dehonianos.org/

sábado, 15 de agosto de 2026

Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria

 

https://www.youtube.com/watch?v=OQvLrUmOBo4

Bendita és tu, Maria! Hoje, Jesus ressuscitado acolhe a sua mãe na glória do céu... Hoje, Jesus vivo, glorificado à direita do Pai, põe sobre a cabeça da sua mãe a coroa de doze estrelas...

Primeira leitura: Maria, imagem da Igreja. Como Maria, a Igreja gera na dor um mudo novo. E como Maria, participa na vitória de Cristo sobre o Mal.
A Mulher pode representar a Igreja, novo Israel, o que sugere o número doze (as estrelas). O seu nascimento é o do baptismo que deve dar à terra uma nova humanidade. O Dragão é o perseguidor, que põe tudo em acção para destruir este recém-nascido. Mas o destruidor não terá a última palavra, pois o poder de Deus está em acção para proteger o seu Filho.
Proclamando esta mensagem na Assunção, reconhecemos que, no seguimento de Jesus e na pessoa de Maria, a nova humanidade já é acolhida junto de Deus.

Salmo
: Bendita és tu, Virgem Maria! A esposa do rei é Maria. Ela tem os favores de Deus e está associada para sempre à glória do seu Filho.

Segunda leitura: Maria, nova Eva. Novo Adão, Jesus faz da Virgem Maria uma nova Eva, sinal de esperança para todos os homens.
Assunção é uma forma privilegiada de Ressurreição. Tem a sua origem na Páscoa de Jesus e manifesta a emergência de uma nova humanidade, em que Cristo é a cabeça, como novo Adão.
Todo o capítulo 15 desta epístola é uma longa demonstração da ressurreição. Na passagem escolhida para a festa da Assunção, o apóstolo apresenta uma espécie de genealogia da ressurreição e uma ordem de prioridade na participação neste grande mistério. O primeiro é Jesus, que é o princípio de uma nova humanidade. Eis porque o apóstolo o designa como um novo Adão, mas que se distingue absolutamente do primeiro Adão; este tinha levado a humanidade à morte, ao passo que o novo Adão conduz aqueles que o seguem para a vida.
O apóstolo não evoca Maria, mas se proclamamos esta leitura na Assunção, é porque reconhecemos o lugar eminente da Mãe de Deus no grande movimento da ressurreição.

Evangelho
: Maria, Mãe dos crentes. Cheia do Espírito Santo, Maria, a primeira, encontra as palavras da fé e da esperança: doravante todas as gerações a chamarão bem-aventurada!
O cântico de Maria descreve o programa que Deus tinha começado a realizar desde o começo, que ele prosseguiu em Maria e que cumpre agora na Igreja, para todos os tempos.
Pela Visitação que teve lugar na Judeia, Maria levava Jesus pelos caminhos da terra. Pela Dormição e pela Assunção, é Jesus que leva a sua mãe pelos caminhos celestes, para o templo eterno, para uma Visitação definitiva. Nesta festa, com Maria, proclamamos a obra grandiosa de Deus, que chama a humanidade a se juntar a ele pelo caminho da ressurreição.
Em Maria, Ele já realizou a sua obra na totalidade; com ela, nós proclamamos: "dispersou os soberbos, exaltou os humildes". Os humildes são aqueles que crêem no cumprimento das palavras de Deus e se põem a caminho, aqueles que acolhem até ao mais íntimo do seu ser a Vida nova, Cristo, para o levar ao nosso mundo. Deus debruça-se sobre eles e cumpre neles maravilhas.

https://www.dehonianos.org/


sexta-feira, 14 de agosto de 2026

O que esconde o sorriso...

 


Tu sabes que nem todos os sorrisos que vês significam que está tudo bem. Nem toda a pessoa que sorri está em paz. Nem toda a resposta que está tudo bem conta a história toda. Muitas pessoas enfrentam batalhas em silêncio… e tu sabes que sim! Muitas carregam dores que ninguém vê, passam necessidade sem pedirem ajuda. Sabes, por isso em tudo na tua vida escolhe a empatia antes do julgamento. Até porque tu nunca sabes o que alguém enfrentou antes de cruzar o teu caminho. Às vezes, uma simples palavra de carinho… uma simples palavra de carinho é o suficiente, um gesto de atenção, ou uma ajuda no momento certo pode mudar o dia desse alguém, ou até mesmo a vida. O mundo, cada vez mais, precisa mais de compaixão do que julgamentos, porque nem toda a dor arrasta consigo barulho e nem todo o sorriso revela realmente o que está no coração. E tu??? Tu tens apenas olhado para a aparência das pessoas ou tens procurado olhar de verdade para a história que elas carregam?

Padre Ricardo Esteves

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Sentir-se Cristão

 


Sentir-se cristão
Há quem diga que é cristão porque foi batizado.
Há quem o diga porque vai à Missa.
Há quem o diga porque reza.
Tudo isso é importante.
Mas só sabe verdadeiramente o que é ser cristão quem, pelo menos uma vez na vida, decidiu por causa de Cristo.
Quem escolheu o perdão quando o coração pedia vingança. Quem calou uma palavra que iria ferir. Quem mudou um comportamento, contrariou um orgulho ou renunciou a uma vontade apenas porque queria viver o Evangelho.
Ser cristão não é só saber coisas sobre Jesus.
É deixar que Jesus mude alguma coisa em nós.
É acordar e perceber que este novo dia não é um direito, mas um dom. É maravilhar-se com o mar, com o silêncio da montanha, com o canto dos pássaros, com o rosto de quem amamos, sabendo que a vida nunca nos foi devida. Tudo é graça.
Mas ser cristão é também deixar-se ferir pelas feridas do mundo. É não passar indiferente diante da fome, da guerra, da solidão ou da injustiça. É reconhecer, em cada rosto cansado, um pedaço do rosto de Cristo.
Ser cristão é viver de olhos levantados para Deus e de mãos estendidas aos irmãos.
É rir com quem se alegra, chorar com quem sofre, construir pontes onde outros levantam muros e acreditar que o amor continua a ser a única força capaz de mudar verdadeiramente o mundo.
É perdoar quem não merece. É fazer bem a quem não merece...

Talvez, no fim, ser cristão seja apenas isto: deixar que Cristo viva de tal maneira em nós que quem se cruza connosco consiga acreditar, por um instante, que Deus continua a passar pelas estradas deste mundo.

Padre João Torres