terça-feira, 28 de abril de 2026

Conhecidos pelo nome

 


Hoje, Jesus apresenta-Se como o Bom Pastor.
Não um dono. Não um chefe.
Mas Aquele que conhece.
Que chama pelo nome.
Que dá a vida. E fica. Mesmo quando todos se vão.
Num mundo que nos deixa cansados, dispersos, sozinhos...
Ele conhece o que escondemos:
o medo, a ferida, o cansaço por trás do sorriso.
E mesmo assim — chama-nos.
Não com gritos.
Mas com um sussurro.
Deus não impõe. Espera. E fala ao coração.
Para escutar essa voz, é preciso parar.
E isso assusta. Porque essa voz pede mais.
Pede verdade.
Pede entrega.
Pede caminho.
A fé não é costume.
É encontro.
É deixar-se conduzir por um Amor que nunca desiste.
Ele continua a chamar.
E o mundo tem fome.
Fome de sentido. Fome de paz. Fome de um Amor que não passa.
Talvez a vocação comece aqui:
no silêncio onde descobrimos que viver…
é dar a vida.

Padre João Torres

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Homilia do Papa Leão na missa de ordenação de dez sacerdotes

 


“Hoje, mais do que nunca, especialmente onde os números parecem indicar um distanciamento entre as pessoas e a Igreja, mantenham a porta aberta! Deixem entrar e estejam sempre prontos para sair. Este é outro segredo para a sua vida: vocês são um canal, não um filtro.
Muitos acreditam já saber o que há além daquele limiar. Trazem consigo memórias, talvez de um passado distante; com frequência, há algo vivo que não se extinguiu e que atrai; por vezes, porém, há qualquer outra coisa, que ainda sangra e afasta. O Senhor sabe e espera. Sejam reflexo da sua paciência e da sua ternura. Vocês são de todos e para todos! Que este seja o traço fundamental da sua missão: manter livre essa soleira e indicá-la, sem necessidade de muitas palavras.”

Vatican News

                     







domingo, 26 de abril de 2026

A Semana do Papa Leão XIV. 23 de abril de 2026

 

https://www.youtube.com/watch?v=F-Vp4oktiLM

O BOM PASTOR

 

https://www.youtube.com/watch?v=UQ66Q2MdxfU&list=PL7Zt-5fD4oJj3JMhvkLAxHxO47r0rTeet&index=3

O 4º Domingo da Páscoa é considerado o “Domingo do Bom Pastor”, pois todos os anos a liturgia propõe, neste domingo, um trecho do capítulo 10 do Evangelho segundo João, no qual Jesus é apresentado como “Bom Pastor”. A imagem evoca proximidade, cuidado, ternura, confiança, segurança, paz, vida em abundância… É bom podermos entregar a nossa vida nas mãos de um tal “Pastor”.

No Evangelho Jesus recorre a duas imagens para descrever a missão que o Pai lhe confiou: Ele é o “Pastor Bom” e “a porta” que dá acesso às ovelhas. Como “Pastor Bom”, Ele cuida das ovelhas de Deus com dedicação e amor, liberta-as do domínio da escravidão e leva-as ao encontro das pastagens verdejantes onde há vida em plenitude. Como “porta”, Ele tem uma dupla função: impede que os “ladrões e salteadores” tenham acesso às “ovelhas” e torna-se a referência para as “ovelhas” que entram e que saem. A vida daqueles que fazem parte do “rebanho” de Deus constrói-se e entende-se a partir de Jesus.
No “rebanho” de Jesus, não se entra por convite especial, nem há um número restrito de vagas. A proposta de salvação que Jesus faz destina-se a todos os homens e mulheres, sem exceção. O que é decisivo para fazer parte do rebanho de Deus é “escutar a voz” de Jesus, aceitar as suas indicações, tornar-se seu discípulo… Isso significa, concretamente, ir atrás de Jesus, aderir ao projeto de salvação que Ele veio propor, viver ao seu estilo, percorrer o mesmo caminho que Ele percorreu, numa entrega total aos projetos de Deus e numa doação total aos irmãos. Atrevemo-nos a seguir o nosso “Pastor” (Jesus) no caminho exigente do dom da vida, ou estamos convencidos que esse caminho é apenas um caminho de derrota e de fracasso, que não leva aonde nós pretendemos ir?

A primeira leitura define o percurso que Jesus, “o Bom Pastor”, desafia as suas “ovelhas” a fazer: é preciso abandonar o egoísmo e a escravidão (converter-se), aderir a Jesus e segui-l’O (ser batizado), acolher a vida nova de Deus e deixar-se recriar, vivificar e transformar por ela (receber o Espírito Santo).
Aos interessados em acolher a salvação de Deus, Pedro propõe um caminho de conversão. Converter-se é abandonar os velhos caminhos de egoísmo, de prepotência, de orgulho, de autossuficiência que nos levam para longe de Deus e voltar para trás, para que possamos escutar novamente Deus, aceitar outra vez os seus desafios, viver de acordo com as suas indicações, numa entrega obediente nas mãos de Deus; é abraçar a proposta de vida nova que Jesus nos veio oferecer, seguir atrás de Jesus, viver ao seu estilo, abraçar o seu Evangelho, comprometer-se com o Reino de Deus. Estamos disponíveis para encarar a nossa vida sob o signo da conversão? O que é que, na nossa vida, mais necessita de ser transformado, em termos de ideias, valores, comportamentos? O que temos de corrigir para viver de forma coerente com o nosso batismo e com a nossa opção por Jesus?

Na segunda leitura um “mestre” cristão do final do séc. I convida os batizados a olharem para o exemplo de Cristo: “insultado, não pagava com injúrias; maltratado, não respondia com ameaças; mas entregava-se àquele que julga com justiça”. Jesus, o “Pastor Bom”, aponta-nos o caminho que leva à vida. Se seguirmos as suas orientações, não seremos “ovelhas desgarradas”.
O autor da primeira Carta de Pedro refere-se a Jesus como “o Pastor” que reúne as suas ovelhas, as guarda e as conduz para as pastagens eternas onde há vida em abundância. Seguir esse “Pastor” é tornar-se seu discípulo e ir atrás d’Ele pelos caminhos que Ele indica, imitar os seus gestos, fazer o bem a todos, perdoar sem condições, testemunhar a todos a misericórdia de Deus, responder à injustiça e à violência com o amor. Cristo é, de facto, o nosso “Pastor”, a nossa referência fundamental, o modelo de vida que temos sempre diante dos olhos, aquele que seguimos sem hesitar? Como Cristo, estamos disponíveis para dar testemunho no mundo – mesmo que “contra a corrente” – da ternura, da misericórdia e da bondade de Deus?

https://www.dehonianos.org/

sábado, 25 de abril de 2026

Guiné Equatorial: Papa visita prisão e defende justiça focada na reabilitação



Leão XIV sublinha necessidade de «reconstruir a vida quer das vítimas, quer dos culpados, quer das comunidades feridas»
Foto: Vatican Media

Bata, Guiné Equatorial, 22 abr 2026 (Ecclesia) – O Papa defendeu hoje que o sistema de justiça deve investir na dignidade e nas potencialidades da pessoa, falando durante uma visita à Prisão de Bata, na Guiné Equatorial.

“A verdadeira justiça procura não tanto punir, mas sobretudo ajudar a reconstruir a vida quer das vítimas, quer dos culpados, quer das comunidades feridas pelo mal”, afirmou Leão XIV, perante a comunidade prisional.

“Não há justiça sem reconciliação”, acrescentou, durante um encontro que decorreu no pátio interior da prisão.

O Papa pediu que as instituições prisionais ofereçam oportunidades concretas de reintegração, desejando que se faça todo o possível para garantir acesso ao estudo e ao trabalho digno durante o cumprimento das penas.

“A vida não é determinada apenas pelos erros cometidos, que geralmente são resultado de circunstâncias duras e complexas: existe sempre a oportunidade de se reerguer, de aprender e de se tornar uma pessoa nova”, sublinhou.

O Papa realçou que “ninguém é excluído do amor de Deus”.

A visita à prisão, num país governado há 47 anos pelo presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, ganha maior simbolismo perante denuncias de organizações internacionais que documentam um histórico de abusos e métodos de tortura no sistema penal do país africano.

“Deus nunca vos abandonará e a Igreja estará ao vosso lado”, disse Leão XIV, a centenas de reclusos presentes no encontro.

“A administração da justiça tem por objetivo proteger a sociedade, mas, para ser eficaz, deve sempre investir na dignidade e nas potencialidades de cada pessoa”, acrescentou.

Antes do seu discurso, Leão XIV referiu-se à forte chuva que se fez sentir e disse que é uma “bênção de Deus”.

A intervenção do Papa foi precedida pelo testemunho do capelão prisional e de um recluso, que reconheceu os erros cometidos.

“Embora as nossas mãos tenham feito coisas más no passado, o nosso coração ainda sonha em fazer o bem”, referiu o recluso, agradecendo ao Papa por os procurar num lugar onde muitos pensavam que ninguém iria.

O administrador da prisão também discursou, reforçando o compromisso da instituição em aliar a segurança a processos de “reabilitação”.

A visita ficou ainda marcada pela oferta de uma cruz de madeira, feita pelos próprios reclusos, ao pontífice.

À chegada à prisão, o Papa tinha sido recebido pelo ministro da Justiça do país, Reginaldo Biyogo Mba Ndong Anguesomo.
Foto: Vatican Media


No trajeto desde o aeroporto, Leão XIV fez uma breve paragem na Catedral de São Tiago e de Nossa Senhora do Pilar, para um momento de oração.

A passagem pela cidade costeira de Bata prossegue com uma homenagem junto ao monumento comemorativo das vítimas das explosões de 7 de março de 2021.

A tragédia no quartel militar de Nkoantoma causou 107 mortos e mais de 600 feridos devido à detonação negligente de explosivos.

A primeira viagem apostólica de Leão XIV a África, que se iniciou a 13 de abril e incluiu passagens pela Argélia, Camarões e Angola, termina esta quinta-feira com uma Missa no Estádio de Malabo, antes do voo de regresso a Roma.

OC

sexta-feira, 24 de abril de 2026

DAS CRUZES DE BARCELOS ÀS CRUZES DO MUNDO ...




As festas assinalam o ritmo da vida dos povos, das sociedades, das comunidades, das instituições, das associações, dos clubes, das famílias, das pessoas... São momentos de rutura com o quotidiano, marcam a diferença, fomentam a consciência de pertença, solidificam a unidade, assinalam momentos fortes, refrescam e renovam a vida e a esperança no futuro.
Tal como se costuma falar da época dos saldos, das férias, das colheitas, dois incêndios, das praias, das vindimas..., também podemos dizer que está a chegar a época das festas, sobretudo das festas populares, com origem e sabor religioso, com afirmação da fé e grande expressão festiva. A festa faz parte da natureza humana. Porque a Festa das Cruzes, em Barcelos, é considerada a primeira grande romaria do Minho, e joga-se por estes dias, entre o fim deste mês e o princípio do outro, falemos, sobretudo, do seu cariz religioso, cujo centro é o templo do Bom Jesus da Cruz.
Como sabemos, o nosso Deus é o Deus da Alegria e da Festa. A sua alegria é a nossa força. Ele próprio participava nas festas do seu tempo, iniciou a sua vida pública numa festa. Quis que a sua alegria estivesse em nós e a nossa alegria fosse completa. E tudo fez para que, em comunhão com Ele, já, neste mundo, vivendo as festas da vida, fizéssemos da vida uma festa. E não partiu sem nos convidar e oferecer um ‘lugar’, comprado por ele por um alto preço (1Cor 6,20), para nos sentarmos à mesa da grande Banquete do seu Reino, à mesa das Bodas do Cordeiro (cf. Lc 14, 15-24; Mt 22, 1-14).
Ora, a Festa que dá origem a todas as festas, isto é, a Festa das festas, a Festa por excelência, é a Festa da Páscoa da Ressurreição, a Festa da vitória da vida sobre a morte, a Festa da vitória da Luz sobre as trevas, a Festa da vitória da alegria sobre a tristeza, a Festa do dom da vida em plenitude como destino final do ser humano. Nas festas, sobretudo cristãs, é isso que conta, é isso que verdadeiramente se celebra e deve ser realçado, é isso que não se deveria esquecer com a preocupação de lhes associar muitas outras coisas para que a festa seja maior. Tudo quanto nelas se associa e se promove, deveria ser para centralizar no essencial e não para descentralizar. Ir à festa e não ir ao epicentro da mesma é capaz de ser mais sem sentido do que ir a Roma e não ver o Papa, é andar na festa sem saber bem porquê. Talvez ande por lá por ver andar os outros, embora se possa divertir como convém e é dado que aconteça...
Na Festa das Cruzes, afirma-se, professa-se que Deus falou e continua a falar por meio da Cruz, por meio do mistério de seu Filho, morto e ressuscitado, expressão máxima do amor de Deus para com a Humanidade. A Cruz de Cristo está enraizada no coração da Humanidade e da sua História. Nela, Jesus revela ao mundo o rosto visível de Deus invisível. Nela, manifesta-se a face humana e frágil da infinita misericórdia de Deus: “Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem” (Lc 23, 34). Pela Cruz, sempre o Povo de Deus manteve e mantém o olhar fixo em Jesus Cristo, o ‘autor e consumador da fé’ (Heb 12,2). Olhar Jesus na Cruz, faz descobrir “a alegria do amor, a resposta ao drama da tribulação e do sofrimento, a força do perdão face à ofensa recebida e a vitória da vida sobre o vazio da morte, tudo isto encontra plena realização no mistério da sua Encarnação, do seu fazer-Se homem, do partilhar connosco a fragilidade humana para a transformar com a força da sua ressurreição” (Bento XVI, P. Fidei, 13).
Se, na Procissão da Festa, a presença das Cruzes processionais das 89 paróquias do Arciprestado, é que lhe dá o nome de Festa das Cruzes (no plural), na mente e no coração de todos está o Senhor Jesus da Cruz. Da Cruz que não exalta o mistério da dor sem sentido, mas que exalta o mistério do amor de Deus que dá sentido à dor de todas as cruzes da humanidade. Ali, na sabedoria da Cruz, revela-se o amor e a glória de Deus. É uma parábola impressionante e dolorosa, é ‘um livro’, como dizia o Papa Francisco, um livro que não basta comprá-lo, tê-lo e expô-lo na parede ou trazê-lo ao pescoço ou no bolso. É preciso abri-lo, lê-lo e compreendê-lo, aceitando-o como ele é e quanto ele significa e revela. Símbolo de vida e de esperança, símbolo da fé cristã, a Cruz é o emblema de Jesus, morto e ressuscitado, escândalo para uns, loucura para outros, mas fonte de vida e de salvação para as pessoas de todos os tempos e lugares. É um sinal verdadeiramente grande e precioso, como afirmava Santo André de Creta, no século VII: “Grande, porque é a origem de bens inumeráveis, tanto mais excelentes quanto maior é o mérito que lhes advém dos milagres e dos sofrimentos de Cristo. Precioso, porque a Cruz é simultaneamente o patíbulo e o trofeu de Deus: o patíbulo, porque nela sofreu a morte voluntariamente; e o trofeu, porque nela foi mortalmente ferido o demónio, e com ele foi vencida a morte”.
A Cruz do Senhor Jesus estende-se, de forma solidária, a todos os crucificados e oprimidos da história, a todos os que sofrem por causa de guerras, catástrofes climáticas, falta de oportunidades, preconceitos, discriminação, racismo, xenofobia, sistemas políticos e económicos perversos, descarte, fracasso, doença, pobreza nas suas várias dimensões, cansaço, dor, desprezo, solidão, droga, violação, tráfico humano, violência doméstica, incompreensão, ganância e ódio de terceiros… Na Cruz de Cristo, fonte de vida e de luz, de esperança e de salvação, estão significadas todas as cruzes do mundo e da humanidade, toda a dor e sofrimento.
Dela, da Cruz do Senhor Jesus da Cruz, ecoa o convite sempre atual e atuante de quem tanto nos amou: “Vinde a mim, todos vós que andais cansados e oprimidos, que eu vos aliviarei... aprendei de mim que sou manso e humilde de coração ...e encontrareis descanso para as vossas vidas, pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt11,28-29). Ir ao encontro de Jesus e caminhar com Jesus implica negar-se a si mesmo e assumir a cruz de cada dia, com alegria e esperança (cf. Mc 8, 34). Desde a fundação de Portugal, também a Cruz de Cristo é um dos símbolos mais caraterísticos da nossa identidade nacional. Ela reflete-se em espaços geográficos, nas instituições, na cultura, nas artes, na liturgia, na vida dos crentes e das famílias... até no brasão de armas de Portugal se refletem as feridas da Paixão.
“In hoc signo vinces”!

D. Antonino Dias
Caminha, 24-04-2026.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Que eu veja, Senhor!



Dá-me um olhar puro, uma sabedoria capaz de ver o que os meus olhos não alcançam e compreender o que a minha mente não aceita.

Peço-te Senhor, a capacidade de ver o melhor que o meu irmão tem, sem achar que tenho de ter algo a dizer que não seja a seu favor.

Peço-te Senhor, a capacidade de reconhecer que nem sempre tenho de ter opinião sobre tudo o que vejo, pois nem sempre tenho o olhar limpo de preconceito.

Permite-me ver o que me faz falta e não tanto o que me querem vender.

Acima de tudo, faz com que eu veja o que preciso para ser uma pessoa melhor.

Sabes Senhor, não é fácil ver o bom das coisas quando vemos tanta injustiça. Nem reconhecer o outro quando não nos sentimos reconhecidos.

Não é fácil ver o belo sem parecermos ignorantes ou insensatos.

Não é fácil ver e reconhecer quando é tempo de falar ou tempo de calar.

Não é fácil Senhor, mas disso Tu também sabes!

Não deve ter sido fácil convencer os teus apóstolos a remar contra a corrente de uma religião tão presa a preceitos que descurava o essencial. Também não deve ter sido fácil perdoar as traições, injúrias e ofensas que te levaram à Cruz.

Confias-te até ao fim e sei que queres que eu confie.

Não preciso de ver para acreditar, nada disso, mas preciso de sentir que nada é em vão.

Que o empenho e a oração, a dádiva e a solidariedade não são minados por comportamentos menos próprios, pelo desdém ou a mera indiferença.
Vemos muita coisa Senhor, mas parece que somos cegos para a beleza que nos rodeia e que nos lembra, dia a após dia que temos de confiar pois, uma semente pra brotar, passou meses a preparar-se para isso e tu e eu nem demos por isso.

Que eu Te veja!

E tu amiga, o que sentes que não estás a conseguir ver?



Raquel Rodrigues