quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

É o que é!


E pronto, não vale a pena contestar, esbracejar porque as coisas são como são e nem sempre como queres que seja.

É o que é, as pessoas são como são e tu és o que és!

Dou por mim a aceitar que há coisas com as quais não vale a pena lutar, e a aceitar que elas são assim e eu, por mais que tente, não as consigo mudar. Depois resta-me decidir se quero fazer parte de algo em que não sinto que “Sou” ou se simplesmente aceito e sigo outro caminho.

Não significa que tenha razão, ou que a minha perspetiva seja a correta, mas há momentos que sentes ninguém quer saber da tua opinião e como tal aceitas que as coisas são como são.

Não podemos mudar o mundo nem moldá-los às nossas convicções ou pontos de vista, mas talvez conseguíssemos melhor se ouvíssemos mais opiniões com vontade genuína de receber um contributo para o que pensamos, sem estereótipos nem barreiras.

Resignamos e baixamos os braços porque nem sempre vemos as nossas opiniões e ideias serem recebidas como algo bom, por mais estranho que pareça. Perdemos muito tempo com o ruído e esquecemo-nos do que realmente é importante: Aquilo que tu és!

E o que és é uma construção repleta de muitas e variadas peças, de alegrias, mágoas, rancores e conquistas e elas tornam-te única e especial.

Não te distraias com o ruído dos que querem parecer superiores e definir como as coisas têm de ser. Repara que aquilo que é depende muito do sítio em que estás, na posição em que olhas para a situação, ou das tuas próprias fragilidades. E sabes, nem sempre o que é hoje, será amanhã por isso está atenta, amanhã pode ser a tua oportunidade que aquilo que é ser exatamente aquilo que queres que seja.

E tu, amiga, como queres que seja o teu amanhã?


Raquel Rodrigues

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

DIA MUNDIAL DO DOENTE



Instituído em 1992 pelo Papa João Paulo II, o Dia Mundial do Doente vem despertar a consciência do Povo de Deus e das instituições de saúde para a necessidade de uma assistência digna a todos os que sofrem. Este dia lembra‑nos que cuidar dos doentes não é algo secundário, mas uma dimensão central da missão da Igreja.

Bento XVI e Francisco aprofundaram esta visão, sublinhando a diaconia da caridade e um cuidado que acolha e acompanhe a pessoa na sua totalidade. A Encíclica Fratelli Tutti recorda-nos que a saúde não é apenas um bem individual, mas um bem comum, que convoca solidariedade e responsabilidade partilhada.

Para o XXXIV Dia Mundial do Doente, o Papa Leão XIV propõe-nos A compaixão do samaritano: amar carregando a dor do outro. Retomando a parábola do Bom Samaritano, o Santo Padre recorda que amar exige a coragem de parar, a humildade de nos aproximarmos e a disponibilidade de cuidar. A compaixão não é apenas um sentimento, mas torna‑se compromisso, ação concreta, sobretudo diante da fragilidade da doença.

Amar o próximo é a expressão visível do nosso amor a Deus e um caminho para um amor mais autêntico a nós mesmos. O cuidado pelos doentes e pelos mais vulneráveis não é ocasional nem opcional: é um dos sinais mais claros da fidelidade ao Evangelho e da esperança que somos chamados a testemunhar no mundo.

RMOP

Sobre presença!



Tenho pensado cada vez mais sobre isto do estar presente. Num mundo com pressa e com valores que se atropelam, onde cada um quer mais falar de si, sobrando pouco para o outro; presença pode ser um presente incrível para oferecer, ainda por cima gratuito!

E tu quando estás, estás?

A minha resposta seria: não tantas vezes quanto gostaria.

Pois bem, sinto que quando estou sou mais genuína, oiço com atenção, respondo com mais verdade, o tempo dá-nos uma trégua e às vezes até pára um pouquinho para ali ficarmos atentos, juntos, a partilhar "coisas" da vida.

E quando o fazem comigo também é incrível, porque me sinto vista, sentida, acolhida.

Vamos lá oferecer mais presença!


Lucília Miranda


terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Cardeal D. Américo Aguiar visita os Bombeiros de Arronches

 


Os Bombeiros de Arronches receberam, esta manhã, a visita do Capelão Nacional dos Bombeiros, Cardeal D. Américo Aguiar, no âmbito de um périplo por várias corporações de bombeiros do distrito, que incluiu o Corpo de Bombeiros de Arronches.
Durante a visita ao quartel, o Cardeal esteve com os operacionais do Corpo Ativo, deixando palavras de proximidade, reconhecimento e incentivo, recordando em especial o enorme esforço e dedicação demonstrados pelo Corpo de Bombeiros nas recentes intempéries.
Um momento de partilha, gratidão e valorização de quem serve a comunidade todos os dias.

Bombeiros Voluntários de Arronches




Vós sois a Luz do Mindo

 


«Ainda há fogo dentro!
Ainda há frutos sem veneno! Ainda há LUZ na estrada!
Podes subir à porta do templo,
Que o amor nos SALve…
E há uma LUZ que chama, Outra LUZ que cala, E uma LUZ que é nossa.»
Pedro Abrunhosa



Na terra que habitamos hoje, o SAL, infelizmente, é visto como inimigo da saúde.

Esquecemos que não há “tudo mau”, nem “tudo bom”.

Mas, em tudo que na terra existe há um meio-termo que nos faz tão bem.

Sem SAL,

o mais perfeito jantar confecionado pelo chefe de cozinha mais badalado do momento,

é de um paladar amargo sem realce de sabores.

O SAL é fundamental para a hidratação do corpo humano,

contração muscular e impulsos nervosos.


Quero ser como o SAL!

Na medida certa.

Nem muito ausente, pois temo ser esquecida…

Nem muito presente, porque sei que sou chata…

Mas sempre disponível para dar sabor à Vida de quem por mim passa.

Eu acredito que ser SAL é a missão que Jesus me chama a cada dia.



Imaginar um mundo sem LUZ é assustador.

Como podemos viver numa noite sem fim?

Não estamos formatados para esse desígnio.

A verdade é que até conseguiríamos fazê-lo…

se acreditássemos, verdadeiramente, que somos LUZ.

A LUZ não foi criada para se iluminar a si própria,

nem para ofuscar os olhos de quem caminha connosco.

A LUZ ilumina e guia.

A LUZ aquece todas as criaturas,

que Deus sonhou e, cuidadosamente, insuflou com o sopro da Vida.


Ser LUZ na vida de alguém é levar Esperança numa chama que não consome o pavio.

Ser LUZ é pegar na mão de quem está sem rumo e

segredar-lhe que também pode ser LUZ, na vida de quem está perdido.

Ser LUZ é permitir que Jesus nos retalhe o coração

para fazer uma gambiarra que nunca terá lâmpadas suficientes…


Deus quer a minha LUZ, a tua LUZ, a LUZ de quem está ao teu e ao meu lado
para iluminar o mundo que se esqueceu de sentir o sabor a SAL da Sua Palavra e do Seu Pão.



Liliana Dinis,

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Por onde passares, deixa sal e luz!

 


Por onde passares, deixa sal e luz!
Não estamos cá para fazer só por fazer ou para viver só por viver. Também não estamos cá para viver à sombra do tanto-faz. Do é-me igual. Do seja o que for. Estamos cá para iluminar, na pele do mundo aquilo de que somos feitos... para salgar na memória dos outros um rasto de esperança e de novidade. De promessa de futuro.
«Vós sois o sal da terra.... Vós sois a luz do mundo». Não se trata de uma exortação de Jesus, "esforçai-vos por vos tornardes luz", mas "sabei que já o sois".
Como fazer para viver esta responsabilidade séria, que é de todos? Menos palavras e mais gestos. «Reparte o teu pão», e depois é todo um seguimento de outros gestos: dá abrigo, veste o nu, não vires a cara. «Então a tua luz surgirá como a aurora, a tua ferida não tardará em sarar».
Cura os outros e curar-se-á a tua ferida, cuida de alguém e Deus cuidará de ti; produz amor, e Ele envolver-te-á o coração, quando está ferido. Ilumina outros e iluminar-te-ás, porque quem olha só para si próprio nunca se ilumina. Quem não procura, mesmo às apalpadelas, o rosto que da escuridão pede ajuda, nunca se acenderá. É da noite partilhada que se ergue o sol de todos.
Não estamos cá para dar nas vistas ou para ser famosos.
Estamos cá para deixar sal e luz.
Para gravar o nosso nome nas coisas bem-feitas.
Por onde passares, deixa sal e luz!



Padre João Torres

domingo, 8 de fevereiro de 2026

SAL DA TERRA, LUZ DO MUNDO

 

https://www.youtube.com/watch?v=63DneP9CEqo&list=PLAqKRngqwuSfPdOPEvu7KzjdvMvB1w33f


Para que vivemos? Qual o sentido da nossa vida? Como devemos marcar a nossa passagem pela terra? Que “obras” devemos fazer? A Palavra de Deus do 5.º Domingo do Tempo Comum propõe-nos respostas para estas questões. Desafia-nos a ser “luz” que brilha e que ilumina o mundo com as cores de Deus.

Na primeira leitura um profeta anónimo do séc. VI a.C. convida os habitantes de Jerusalém a serem uma luz de Deus que ilumina a noite do mundo. Como? Oferecendo a Deus o espetáculo de uma religião feita de rituais vazios e desligados da vida? Não. Ser “luz de Deus” passa por partilhar o pão com os famintos, ficar do lado dos injustiçados, cuidar daqueles que ninguém cuida, ser testemunha da misericórdia e da bondade de Deus junto daqueles que sofrem. O que é que Deus pretende de nós? Qual o papel que Ele nos destina no seu plano salvador? A estas perguntas poderão ser dadas múltiplas respostas. Uma das mais belas e mais desafiantes aparece nas palavras do Trito-Isaías que escutamos hoje: Deus pretende que sejamos uma luz que brilha na noite do mundo e que aponta aos homens o caminho que leva à vida verdadeira. Sim, é uma boa resposta. Mas, como poderemos ser essa luz? Oferecendo a Deus rituais litúrgicos majestosos, que sejam expressão (mesmo que deslavada) da grandeza e da omnipotência de Deus? É oferecendo ao mundo o espetáculo de uma religião que se exprime em gestos e palavras carregados de história e de tradição, mas herméticos e incompreensíveis para os homens e mulheres que se movem à margem dos caminhos da fé? Ouçamos, outra vez, o Trito-Isaías: seremos luz de Deus no mundo se partilharmos o nosso pão com os famintos, se ficarmos do lado dos injustiçados, se cuidarmos daqueles que ninguém cuida, se formos testemunhas da misericórdia e da bondade de Deus junto daqueles que sofrem. Dessa forma, todos nos verão e todos entenderão o nosso testemunho. Como é que vemos tudo isto? Como vivemos e expressamos a fé que nos anima?

No Evangelho, Jesus recorre a duas metáforas para definir os contornos da missão que vai confiar aos seus discípulos. Os que integram a comunidade do Reino de Deus devem ser “sal da terra” e “luz do mundo”. Com as suas “boas obras”, os discípulos de Jesus devem “dar sabor” à vida e fazer desaparecer as sombras que trazem sofrimento à vida dos seus irmãos. Para que vivemos, cinquenta, setenta, noventa, cem anos? Que marca deixamos no mundo e na memória daqueles que se cruzam connosco no caminho da vida? A nossa ação e intervenção tem vindo a acrescentar alguma coisa à história dos homens? O que é que determina o êxito ou o fracasso da nossa existência? A nossa realização passará apenas por viver o mais comodamente possível, com um mínimo de complicações, de aborrecimentos e de contrariedades? As coisas corriqueiras e fúteis, a mediocridade e a banalidade, as diversões e os bens materiais, os prazeres e as satisfações efémeras, os triunfos e os aplausos, bastarão para dar sentido à nossa vida e para saciar a nossa sede de felicidade? Nós que encontramos Jesus, que acolhemos o seu chamamento e que nos apaixonamos pelo seu projeto, em que moldes construímos a nossa existência de forma que ela faça pleno sentido?
Para que o sal possa cumprir o seu papel, tem de ser misturado com os alimentos; para que uma luz possa iluminar “todos os que estão em casa”, não pode estar escondida debaixo do alqueire. Tudo isto parece-nos demasiado evidente. Mas temos sempre tirado daí as consequências que se impõem? Há entre nós quem, desagradado com a indiferença ou até mesmo a hostilidade do mundo, ache que a comunidade de Jesus deve fechar-se ao mundo, condenar o mundo e “cortar relações” com uma sociedade que não entende a proposta cristã. Poderemos ser “sal da terra” e “luz do mundo” fechados dentro das nossas igrejas ou dos espessos muros dos nossos conventos, limitados a atirar condenações lá para fora? Poderemos alhear-nos dos problemas e angústias, alegrias e esperanças dos homens, renunciando a contagiar o mundo com a proposta de Jesus? Uma Igreja que gasta todas as energias com os seus solenes rituais litúrgicos ou com a arrumação harmoniosa do calendário paroquial poderá dar sabor à vida moderna e oferecer aos homens a luz genuína do Evangelho?

Na segunda leitura o apóstolo Paulo convida os cristãos de Corinto a agarrarem-se à “sabedoria de Deus” e a prescindirem da “sabedoria do mundo”. A salvação do homem não vem das palavras bonitas, dos sistemas filosóficos bem elaborados ou das qualidades humanas dos arautos da mensagem salvífica; mas vem do amor de Deus, expresso naquela cruz onde o Filho de
Deus ofereceu a vida e nos deixou a lição do amor até ao extremo. Paulo é testemunha privilegiada dessa mensagem: viver a partir da “loucura da cruz” é que dá sentido pleno à vida do homem. À “sabedoria do mundo” Paulo contrapõe a “sabedoria de Deus”. A “sabedoria de Deus pode parecer algo de estranho e de incongruente à luz da nossa lógica humana; mas ela é, segundo o apóstolo Paulo, fonte de vida verdadeira e eterna. O que aconteceu com Jesus aponta exatamente nesse sentido: Ele aceitou prescindir das suas prerrogativas divinas, desceu até nós, assumiu a nossa humanidade, experimentou a nossa fragilidade, solidarizou-se connosco e partilhou as nossas dores, enfrentou corajosamente a injustiça e a maldade, foi condenado e sofreu uma morte maldita; mas, da Sua entrega brotou vida nova que inundou o mundo e transformou a história dos homens. Jesus mostrou-nos uma coisa que, mesmo depois de dois mil anos, ainda temos dificuldade em entender: o amor até às últimas consequências, o serviço aos outros, a vida “dada” até ao extremo, a renúncia a si próprio, são fonte de vida. Quem vive dessa forma não fracassa, não passa ao lado da vida, não é um vencido; quem vive dessa forma dá sentido pleno à sua existência. O que vale para nós a “sabedoria de Deus”? É a partir dela que construímos o nosso projeto de vida?

https://www.dehonianos.org/