quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Quaresma 2026 – Mensagem de D. Pedro Fernandes, Bispo de Portalegre-Castelo Branco

 



Caríssimas irmãs, caríssimos irmãos da Diocese de Portalegre-Castelo Branco:

Eis-nos chegados a um novo tempo de Quaresma, que se apresenta como uma nova oportunidade para parar e pôr em ordem a nossa vida. É tempo de reencontro com Cristo morto e Ressuscitado, reorientando a nossa vida, pessoal e eclesial, para o essencial: o Mistério de um Deus de Amor que assumiu a nossa humanidade até ao limite de dar a vida e, entregando-se ao Pai, transformar a morte (em todas as suas formas) em oportunidade de vida em plenitude, na comunhão com o Pai. É, na verdade, o grande dom de amor que restaura e reconcilia as pessoas consigo mesmas, umas com as outras e com Deus: restabelece e potencia, até ao infinito de Deus, a comunicação autêntica, as relações que constroem, a integração das diversidades numa unidade que tudo harmoniza e reorienta em Deus.

Precisamos de voltar a essa unidade. Para isso, a tradição viva da Igreja, fundada na Palavra de Deus, propõe-nos meios concretos para equilibrar a saúde da nossa relação connosco próprios, da nossa relação com os outros e da nossa relação com Deus, sendo que cada uma destas dimensões se entrelaça com as outras: exigem-se mutuamente e só nessa articulação integrada podem verdadeiramente funcionar.

Deixando-nos inspirar pela bela mensagem do Papa Leão XIV para a Quaresma, poderemos reencontrar-nos com a escuta da Palavra e com o jejum de tudo o que nos impede de comunicar bem, valorizando, nessas atitudes, os três grandes exercícios quaresmais: jejum, partilha e oração.


Pelo jejum, mais gratidão


O mundo contemporâneo e a conjuntura nacional e internacional recente apresentam desafios imensos, muitas vezes portadores de desalento e sofrimento. Precisamos de criar espaço em nós para nos tornarmos mais capazes de descobrir os dons que Deus nos concede e que habitam a nossa vida, assim como as oportunidades de crescimento pessoal e comunitário. Jejuar é também reduzir tudo aquilo que constitui ruído na nossa vida, equilibrando de modo assertivo os meios de que dispomos para acolher os dons que nos constroem: o Papa sugere-nos um jejum de palavras que ferem e dificultam a comunicação.

Talvez possamos introduzir um “menos” no que se refere ao recurso desenfreado às redes sociais: elas são um recurso valioso (veja-se o seu desempenho, por exemplo, na divulgação da informação e na mobilização para a ajuda, aquando das recentes calamidades), mas também são tantas vezes usadas num excesso que pode ir até ao ponto de não nos libertarem para relações mais autênticas, mas nos aprisionarem em dependências consumistas, que reduzem o outro a objeto de conexões superficiais e fugazes. Precisamos também de impor um “menos” na pressa e na correria desenfreada e um “mais” na gestão do tempo de qualidade, que nos forma e aproxima dos outros.

Jejuar de tudo o que nos confunde e impede de sermos mais nós mesmos, percebendo que os nossos apetites não são o centro e o critério decisivo, mas devem subordinar-se ao dinamismo do amor, tantas vezes exigente e crucificante. Só assim poderemos crescer no reconhecimento de tanto bem que enche a nossa vida e nos abre a janela da esperança: o nosso caminho tem sentido! O jejum deveria fazer-nos crescer na gratidão, colocando um “menos” nos ruídos interiores que não nos deixam escutar com maior nitidez o sussurro de Deus que nos repete: “Amo-te! Vales! Quero que sejas!”


Pela partilha, a Mansidão


Vivemos num mundo demasiado irado: a violência da linguagem e a dureza do coração, o crescimento da indiferença, o aparente sucesso dos grupos populistas que vociferam em discursos de ódio, discriminação e violência contra imigrantes, comunidades minoritárias ou simplesmente gente diferente. A facilidade com que a ira pode inventar culpados para o desconforto que sentimos, quando não permitimos que a gratidão fale mais alto que o ressentimento, gera no seio das nossas comunidades o desequilíbrio das relações e a perda de qualidade na comunicação. Precisamos de pedir ao Príncipe da Paz que nos conceda o dom da sua mansidão, que nos abra aos outros, que nos torne hospitaleiros à Palavra de Deus, que devemos ler e rezar cada dia até ao ponto de a reconhecermos na vida e no rosto de cada irmão. Por aí passa o exercício precioso da “esmola”, da partilha, que nos vai ensinando a colocar um “menos” no “meu” e um “mais” cada vez maior no “nosso”. Este ano, depois de escutar diferentes vozes da nossa diocese, proponho que a nossa renúncia quaresmal se oriente para uma partilha, distribuída em partes iguais, para duas finalidades: o fundo social diocesano, que socorrerá as situações de pobreza e calamidade, como a que temos vivido nas últimas semanas, por ocasião dos temporais que têm flagelado o nosso país; e as vítimas da pobreza e da violência na Terra Santa (Gaza e outras regiões da Palestina), a que faremos chegar a nossa solidariedade mediante a partilha enviada através do Patriarcado Latino de Jerusalém.

A onda de solidariedade que se gerou no país, e também na nossa diocese, em socorro de tantas pessoas em sofrimento por causa das devastações provocadas pelas tempestades recentes, deve inspirar-nos a certeza de que, entre nós, a solidariedade prevalece sobre a indiferença e a mansidão prevalecerá sobre a ira e a violência. Convido a revisitar os lugares das nossas vidas onde ainda é possível crescer para uma maior mansidão, colocando um “menos” no olhar que julga e condena, na palavra usada para ferir e não para curar. Menos agressão, mais esmola de mansidão, gentileza e hospitalidade, na linha do que também nos pede o Papa na sua mensagem.


Pela oração, a Confiança


O mundo contemporâneo, entre tantas conquistas tão boas que alcançou, não conseguiu ainda libertar-se do medo, que é um péssimo conselheiro: gera relações defensivas, sugere movimentos violentos, fechamentos egoístas, portadores de muita esterilidade e frustração. A oração, o outro pilar dos exercícios quaresmais, deverá abrir-nos à escuta de Jesus nas nossas vidas, libertar-nos da rigidez que nos impele a só nos ouvirmos a nós mesmos e nos impede de acolhermos o outro. Talvez possamos pedir ao Senhor, para esta Quaresma, um “mais” em confiança, exercitando um “menos” em posturas rígidas e defensivas, que nos dificultam a escuta a que apela o Papa.

Porque não, neste tempo que nos é dado, valorizarmos mais os tempos pessoais de silêncio e solidão fecunda, com a leitura da Palavra de Deus, priorizando os Evangelhos e os escritos de Paulo?


Enfim, comunicar bem


Para estes quarenta dias que nos são dados viver antes da grande festa da Páscoa, podemos assim partir com uma pergunta: qual a qualidade da minha comunicação? Como está a saúde da minha relação comigo mesmo, com os outros e com o Senhor?

Pelo jejum, pela partilha e pela oração, poderemos propor-nos a acolher de Jesus os dons da gratidão (para lá do que falta, há tanto que já somos!), da mansidão (o outro não é uma ameaça, é um dom que gera oportunidades!) e da confiança (é possível vencer o medo com o dom maior do amor!)

Todos com todos, rezemos para que este tempo de Quaresma seja uma grande oportunidade ganha, para valorizarmos a comunicação assertiva, equilibrando os “menos” e os “mais” que deverão concorrer para uma cada vez maior conversão!


+ Pedro Fernandes

(Bispo de Portalegre-Castelo Branco)

No olho da tempestade



Há, na vida, alturas assim. Em que nos vemos dentro da própria tempestade. Como se também ela fizesse parte de nós. Como se tudo à nossa volta fosse, simplesmente: caos, lama e destruição.

É assim que nos temos visto nas últimas semanas. A braços com uma intempérie externa que nos veio, igualmente, desregular internamente. Também nós parecemos trazer a chuva e o vento connosco, como se o próprio sol (de dentro e de fora) fosse uma miragem ou algo que já nem sabemos se existe.

Podemos pouco contra a natureza.

Podemos pouco contra a vida e os seus desígnios mais ou menos arbitrários.

Quando achamos que controlamos o que acontece, vem algo que nos retira as mãos do leme. Quando damos conta já estamos de cara no chão com a vida agarrada ao nosso pescoço.

Vivemos tempos desafiantes como seres individuais, como portugueses e como humanidade. Valorizámos, e valorizamos, durante demasiado tempo o excesso de trabalho, o ultrapassar de limites, o “passar por cima dos outros” a todo o custo, o egoísmo, a exaltação narcísica e individualista que trucidou o sentido de comunidade global.

Não nos esqueçamos que temos responsabilidades perante os que partilham caminho connosco. Também as temos perante os desconhecidos ou necessitados. E, em último caso, temos também a responsabilidade de cuidar de nós e do que somos.

Afinal, se eu não souber cuidar de quem sou e do que preciso como vou conseguir acender a lanterna para que outros me sigam?

Que saibamos atravessar esta altura tão profundamente instável e triste com a fé de que também isto passará. Como sempre. Como antes. Como daqui para a frente.

Também isto. E isso. Passará.

Marta Arrais

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Quarta- Feira de Cinzas

 


Quarta-feira de Cinzas, início da a Quaresma.
Amanhã, Quarta-feira de Cinzas nos recorda uma verdade simples e profunda: somos pó… e ao pó voltaremos. Mas esse “pó” é amado por Deus.
As cinzas traçadas sobre a nossa fronte não são sinal de derrota, mas de esperança. Elas nos chamam à conversão, ao retorno sincero ao coração do Pai. É o início de um caminho de deserto, silêncio e exame interior. Um tempo de jejum que nos esvazia do orgulho, de oração que nos aproxima do Céu e de caridade que nos faz tocar Cristo no irmão.

Catequista em missão

Não vim revogar mas completar




“A lei foi feita para ser quebrada.”
Ditado popular



Quem quer ser quebrado?

Quem quer viver só por viver?

Excluído da sociedade… excluído de tudo o que faz bem ao corpo e à Alma…

Não ter sol, nem lua. Ser rio sem mar. Malagueta que não pica.

Lágrima que não cai e gargalhada sem som!

Quem quer isso para si próprio?


O melhor da Vida é aquele sabor agridoce de quem não faz, não cumpre, não vai e não quer…

MAS, sabe que o caminho melhor é:

Fazer como Jesus

Cumprir como Maria Santíssima

Ir como o Espírito Santo

Querer ser Santa como a Igreja que O Cristo edificou


Uma vida sem lei é uma vida sem rumo e sem sabor!

É uma vida de um deus que não ama.

Uma vida de um povo que adora tudo, mas não dá dignidade nem respeita a própria Vida.


A coragem de querer, HOJE, viver segundo os Mandamentos da Lei de Deus,

faz de mim e de ti Seres Humanos com um coração capaz de ser alegre.

A alegria é essencial ao corpo.

Uma Alma triste não caminha… não abraça… não fala… não vive.


O que nos dá esse ânimo é a certeza que Deus nos ama até quando não O adoramos,

não O bendizemos, nem santificamos os Domingos e Feriados Santos…


É esta fidelidade ao Amor Divino que desperta em cada um de nós

o Amor por aqueles que partilham a terra connosco.

Só por Deus somos capazes de honrar os antepassados que não mataram, nem roubaram a bela imagem de um Jesus que SE fez Homem para nos salvar.

Um Messias que nos ensinou a verdade com gestos e palavras de carinho.

Um Salvador que completou a lei fria e cega, com Paz e Perdão.



Liliana Dinis

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

NAMORAR É UMA ARTE



O Dia dos Namorados não é apenas a celebração de um sentimento bonito. É, ou deveria ser, a celebração de uma escolha consciente: aprender a amar alguém real.
Como padre, tendo acompanhado tantos casamentos ao longo dos anos — em Angola, Moçambique e Portugal — percebi que tudo começa muito antes do altar. Começa no modo como se namora. No modo como se olha. No modo como se respeita.
Namorar não é possuir.
Não é moldar o outro à nossa medida.
Não é exigir que o outro seja o que imaginámos.
Namorar é aprender a contemplar. É descobrir quem o outro é — e permitir que o seja. Amar alguém é dar-lhe espaço para crescer, para respirar, para continuar a ser inteiro.
Quem ama não sufoca. Sustenta.
Quem ama não controla. Confia.
Quem ama não invade. Acolhe.
Há uma tentação subtil de transformar o amor numa fusão onde dois deixam de existir para se tornarem uma dependência. Mas o verdadeiro amor não apaga identidades. Potencia-as. O amor saudável é aquele em que dois caminham juntos, mas cada um permanece de pé.
Respeitar é amar.
Escutar é amar.
Dar tempo é amar.
Aceitar as diferenças é amar.
Namorar é aprender a linguagem do outro. É perceber que o silêncio também comunica. Que o espaço não é afastamento, mas maturidade. Que a liberdade não ameaça o amor — fortalece-o.
O Dia dos Namorados não devia ser apenas flores e fotografias. Devia ser um exame de consciência doce e sincero:
— Estou a amar ou estou a exigir?
— Estou a respeitar ou a impor?
— Estou a cuidar ou apenas a esperar ser cuidado?
O amor verdadeiro não é dramático nem teatral. É firme. É paciente. É construído em pequenos gestos diários. É saber pedir perdão. É saber esperar. É saber deixar o outro ser quem é — mesmo quando isso não coincide totalmente connosco.
Se estás a namorar, aprende a fazê-lo bem. Não tenhas pressa de chegar a etapas futuras sem consolidar o essencial: respeito, confiança, liberdade interior.
Porque amar alguém não é prendê-lo a nós.
É escolhê-lo — todos os dias — sabendo que ele é livre.
Neste Dia dos Namorados, que o amor seja mais do que emoção.
Que seja maturidade.
Que seja verdade.
Que seja espaço.
Que seja casa — onde dois permanecem, sem deixarem de ser quem são.

Padre João Torres

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Escutar e pôr em pratica

 

https://www.youtube.com/watch?v=BuSx4t-JDvw&list=PLAqKRngqwuSfPdOPEvu7KzjdvMvB1w33f&index=1


Como devemos responder à oferta de salvação que Deus nos faz? A liturgia do sexto domingo comum propõe-nos algumas respostas. Entre as diversas considerações que as leituras nos trazem, sobressai esta: somos chamados por Deus a um destino transcendente, a uma vocação sublime, a uma felicidade completa e eterna; não podemos, por desleixo, por comodismo, por falta de compromisso, ignorar uma proposta que nos garante a vida em plenitude.

Na segunda leitura, o apóstolo Paulo apresenta o plano salvador de Deus (aquilo a que ele chama a “sabedoria de Deus” ou o “mistério”). É um projeto que Deus preparou desde sempre “para aqueles que o amam”, que esteve oculto aos olhos dos homens, mas que Jesus Cristo revelou com a sua pessoa, com as suas palavras, com os seus gestos e, sobretudo, com o dom da sua vida até ao extremo. Na cruz onde Jesus entregou a vida vemos – ao vivo e a cores – o amor que Deus tem por nós; nesse amor descobrimos o caminho que leva à salvação, à nossa plena realização. A “sabedoria humana” – que Paulo denuncia – não é necessariamente, à priori, algo mau. Só será algo mau se nos atirar para caminhos de orgulho, de vaidade, de autossuficiência. Ora, muitas vezes é precisamente isso que acontece. Convencidos da nossa importância e da excelência das nossas “qualidades”, julgamos que podemos bastar-nos a nós próprios. Afastamo-nos de Deus, ignoramos as suas propostas, construímos a nossa história de vida à volta dos nossos interesses, dos nossos motivos, das nossas convicções pessoais. Os “mandamentos” de Deus tornam-se, para nós, um empecilho que fazemos questão de ignorar. Achamos também que não precisamos dos outros. Tornamo-nos arrogantes com os nossos irmãos, desprezamo-los e fazemos com que o mundo gire apenas à nossa volta. Acabamos por nos encontrar em caminhos fechados, que não levam a lado nenhum. Não é aí que está a nossa salvação, não é dessa forma que chegaremos à realização plena, não é assim que daremos sentido à nossa vida. Como é que queremos viver?

A primeira leitura diz-nos, no entanto, que somos livres de escolher entre as propostas de Deus (que conduzem à vida e à felicidade) e a nossa autossuficiência (que conduz, quase sempre, à morte e à desgraça). Para aqueles que escolhem a vida, Deus oferece-lhes os seus “mandamentos”: são os “sinais” que mostram o caminho da salvação. De onde vêm os males que sombreiam o caminho e a história dos homens? Resultarão da negligência de um Deus que “não quer saber” dos seus filhos? Serão castigos de Deus por nos termos portado mal e por termos escolhido caminhos inadequados? O problema do mal é complexo e não tem respostas simples. No entanto, a reflexão de Ben Sirá deixa-nos, desde logo, uma certeza: muitos dos males que desfeiam o mundo e que causam sofrimento aos homens provêm das escolhas erradas que fazemos. Deus não castiga, nem “inventa” males para nos travar; mas as nossas opções sem sentido podem resultar em dor e infelicidade para nós e para todos aqueles que caminham ao nosso lado. Se, no exercício da nossa liberdade, escolhermos ignorar as indicações de Deus e avançar por caminhos sem sentido, poderemos atribuir a Deus as culpas pelo dano que isso nos traz?

No Evangelho, Jesus pede aos seus discípulos – àqueles que aceitam a oferta da salvação que Ele traz e se dispõem a caminhar com Ele – que não se limitem a “serviços mínimos”, isto é, ao cumprimento da letra da “Lei”, mas adiram a Deus de todo o coração e busquem a vontade do Pai com paixão, com entusiasmo, com total compromisso. O “sermão da montanha” que Jesus um dia dirige aos discípulos no alto de um monte da Galileia tem por objetivo desafiá-los, fazê-los “ganhar altura”, evitar que eles fiquem atascados numa existência fútil e rasteira, levá-los a caminhar de rosto levantado e de olhos postos nas realidades eternas. Não se trata de evitar que eles sujem os pés e as mãos no pó dos caminhos, ou que reneguem essa fragilidade que é inerente à condição humana; trata-se de oferecer-lhes uma perspetiva elevada do sentido da existência, de forma que eles não se conformem com a mediocridade, as meias tintas, as convicções mornas, as coisas efémeras. Talvez devêssemos ler de vez em quando o “sermão da montanha” para não nos resignarmos à mediania e à banalidade, para não nos instalarmos numa existência cómoda mas sem saída. Somos chamados por Deus à santidade, a um destino transcendente, a uma vocação sublime, a uma felicidade completa e eterna. Não podemos aceitar menos do que isso. Estamos disponíveis para aceitar o desafio de Jesus e para abraçar o dinamismo do Reino de Deus e da sua justiça? Estamos dispostos a “voar alto” e a encontrar um sentido pleno para a nossa existência?
 
https://www.dehonianos.org

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Papa dedica mensagem aos avós e idosos que «vivem na solidão ou se sentem esquecidos»

VI Dia Mundial vai ser celebrado a 26 de julho


Foto: Vatican Media


Cidade do Vaticano, 10 fev 2026 (Ecclesia)
– O Papa vai dedicar a sua mensagem para o VI Dia Mundial dos Avós e dos Idosos a todos os que “vivem na solidão ou se sentem esquecidos”, anunciou hoje o Vaticano.

‘Eu nunca te esquecerei’, uma passagem do livro bíblico do profeta Isaías (Is 49,15) é o tema escolhido por Leão XIV, assinala o comunicado de imprensa do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida (Santa Sé), enviado à Agência ECCLESIA.

Segundo o organismo do Vaticano, a escolha “pretende sublinhar que o amor de Deus por cada pessoa nunca falha, mesmo na fragilidade da velhice”.

“Retirado do livro do profeta Isaías, o versículo escolhido pretende ser uma mensagem de consolo e esperança para todos os avós e idosos, especialmente para aqueles que vivem na solidão ou se sentem esquecidos. Ao mesmo tempo, é um apelo às famílias e às comunidades eclesiais para que não os esqueçam, reconhecendo neles uma presença preciosa e uma bênção”, indica a nota oficial.

O Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, instituído pelo Papa Francisco em 2021, é celebrado todos os quartos domingos de julho e apresenta-se como “uma ocasião para levar aos idosos a proximidade da Igreja e valorizar a sua contribuição nas famílias e nas comunidades”.

Este ano, a data coincide com a festa dos Santos Joaquim e Ana, 26 de julho, e Papa “convida a celebrar o Dia com uma liturgia eucarística na Igreja Catedral de cada diocese”.

O Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida exorta as dioceses, as associações e as comunidades eclesiais de todo o mundo a “encontrarem formas de valorizar este dia no seu próprio contexto local e, para isso, disponibilizará posteriormente alguns instrumentos pastorais específicos”.

OC