Instituído em 1992 pelo Papa João Paulo II, o Dia Mundial do Doente vem despertar a consciência do Povo de Deus e das instituições de saúde para a necessidade de uma assistência digna a todos os que sofrem. Este dia lembra‑nos que cuidar dos doentes não é algo secundário, mas uma dimensão central da missão da Igreja.
Bento XVI e Francisco aprofundaram esta visão, sublinhando a diaconia da caridade e um cuidado que acolha e acompanhe a pessoa na sua totalidade. A Encíclica Fratelli Tutti recorda-nos que a saúde não é apenas um bem individual, mas um bem comum, que convoca solidariedade e responsabilidade partilhada.
Para o XXXIV Dia Mundial do Doente, o Papa Leão XIV propõe-nos A compaixão do samaritano: amar carregando a dor do outro. Retomando a parábola do Bom Samaritano, o Santo Padre recorda que amar exige a coragem de parar, a humildade de nos aproximarmos e a disponibilidade de cuidar. A compaixão não é apenas um sentimento, mas torna‑se compromisso, ação concreta, sobretudo diante da fragilidade da doença.
Amar o próximo é a expressão visível do nosso amor a Deus e um caminho para um amor mais autêntico a nós mesmos. O cuidado pelos doentes e pelos mais vulneráveis não é ocasional nem opcional: é um dos sinais mais claros da fidelidade ao Evangelho e da esperança que somos chamados a testemunhar no mundo.
RMOP



