segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Contas de partir a cabeça



Contas de partir a cabeça

Custa-nos tanto sentir que alguém tem mais do que nós, que alguém recebeu tanto como nós. Somos tantas vezes mesquinhos, invejosos e ciumentos.
Jesus conta uma parábola para nos revelar como é que Deus, no seu infinito amor, suporta, importa e se comporta connosco.
Ele fala-nos de um proprietário que sai de casa, sem complexos de patrão. Não espera pelos pedidos de emprego no gabinete. Não espera que alguém apareça. Sai.
Sai da sua comodidade.
Temos nós esta coragem de sair, de convidar, de chamar, de envolver, de provocar outros?
Este proprietário sai por amor, a todas as horas. E chega ao cúmulo de ir contratar às cinco da tarde, quando a jornada acabava às quatro. Isto é de loucos! Mas o amor tem destas coisas. E o amor não usa relógio.
Vivemos tantas vezes em part-time.
Este proprietário sai à procura daqueles de quem ninguém quer saber, daqueles a quem ninguém chama ou convida para nada. Sai à procura de todos.
Quem procuramos nós?
Este proprietário não paga à hora nem a horas. Começa pelos últimos. Dá o mesmo a quem é da casa e a quem acabou de chegar.
A medida do pagamento não é o mérito, nem a produção.
A medida da retribuição é a sua bondade.
Este proprietário faz contas de partir a cabeça e o coração.
Deus é assim.

Padre João Torres


NOVA CAMINHADA PASTORAL EM ARRONCHES



Ontem, domingo, 20 de setembro, a Igreja Matriz de Arronches encheu-se de fiéis para um momento de profunda fé e renovação espiritual: a solene tomada de posse do Padre Poncien.
A celebração foi presidida pelo Bispo Diocesano de Portalegre-Castelo Branco, D. Pedro Fernandes, marcando oficialmente o início deste novo capítulo na liderança pastoral da nossa vila. O momento contou com a honrosa presença de entidades locais e de representantes das várias paróquias, demonstrando a união e a comunhão de toda a nossa comunidade.

Neste dia de transição, expressamos a nossa mais profunda e sincera gratidão ao Padre Fernando Farinha e ao Padre Rui Lourenço pelo incansável serviço prestado à nossa comunidade. Obrigado pela vossa dedicação, proximidade e pelo testemunho de fé que deixam nos nossos corações. Que Deus continue a abençoar a vossa missão pastoral! 

Damos as mais calorosas boas-vindas ao Padre Poncien! Que o Espírito Santo guie os seus passos e abençoe a sua missão junto de todos nós, fortalecendo o nosso caminho no amor e no serviço ao próximo.









domingo, 20 de setembro de 2026

Voltar para Deus

 

https://www.youtube.com/watch?v=6tl9fJyfHTM&list=PLAqKRngqwuSfPdOPEvu7KzjdvMvB1w33f&index=149

A liturgia do 25º Domingo do Tempo Comum convida-nos a descobrir um Deus cujos caminhos e cujos pensamentos estão acima dos caminhos e dos pensamentos dos homens, quanto o céu está acima da terra. Sugere-nos, em consequência, a renúncia aos esquemas do mundo e a conversão aos esquemas de Deus.

A primeira leitura pede aos crentes que voltem para Deus. "Voltar para Deus" é um movimento que exige uma transformação radical do homem, de forma a que os seus pensamentos e acções reflictam a lógica, as perspectivas e os valores de Deus.
A conversão é um processo nunca acabado. Todos os dias o crente terá de optar entre os valores de Deus e os valores do mundo, entre conduzir a sua vida de acordo com a lógica de Deus ou de acordo com a lógica dos homens. Por isso, o verdadeiro crente nunca cruza os braços, instalado em certezas definitivas ou em conquistas absolutas, mas esforça-se por viver cada instante em fidelidade dinâmica a Deus e às suas propostas.
Finalmente, o nosso texto sugere uma reflexão sobre a imagem que temos de Deus. Não podemos construir e testemunhar diante dos outros homens um Deus à nossa imagem, que funcione de acordo com os nossos esquemas mentais e que assuma comportamentos parecidos com os nossos. Temos de descobrir, no diálogo pessoal com Ele, esse Deus que nos transcende infinitamente. Sem preconceitos, sem certezas absolutas, temos de mergulhar no infinito de Deus, e deixarmo-nos surpreender pela sua lógica, pela sua bondade, pelo seu amor.

O Evangelho
diz-nos que Deus chama à salvação todos os homens, sem considerar a antiguidade na fé, os créditos, as qualidades ou os comportamentos anteriormente assumidos. A Deus interessa apenas a forma como se acolhe o seu convite. Pede-nos uma transformação da nossa mentalidade, de forma a que a nossa relação com Deus não seja marcada pelo interesse, mas pelo amor e pela gratuidade.
Todos têm lugar na Igreja de Jesus... Mas todos terão a mesma dignidade e importância? Jesus garante que sim. Não há trabalhadores mais importantes do que os outros, não há trabalhadores de primeira e de segunda classe. O que há é homens e mulheres que aceitaram o convite do Senhor - tarde ou cedo, não interessa - e foram trabalhar para a sua vinha. Dentro desta lógica, que sentido é que fazem certas atitudes de quem se sente dono da comunidade porque "estou aqui há mais tempo do que os outros", ou porque "tenho contribuído para a comunidade mais do que os outros"? Na comunidade de Jesus, a idade, o tempo de serviço, a cor da pele, a posição social, a posição hierárquica, não servem para fundamentar qualquer tipo de privilégios ou qualquer superioridade sobre os outros irmãos. Embora com funções diversas, todos são iguais em dignidade e todos devem ser acolhidos, amados e considerados de igual forma.

A segunda leitura apresenta-nos o exemplo de um cristão (Paulo) que abraçou, de forma exemplar, a lógica de Deus. Renunciou aos interesses pessoais e aos esquemas de egoísmo e de comodismo, e colocou no centro da sua existência Cristo, os seus valores, o seu projecto.
Um dos elementos que mais impressionam e questionam neste testemunho é a centralidade de Cristo na vida de Paulo. Diante de Cristo, todos os interesses pessoais e materiais do apóstolo passam a um plano absolutamente secundário. O apóstolo vive de Cristo e para Cristo; nada mais lhe interessa. Paulo aparece, neste aspecto, como o perfeito modelo do cristão: para os baptizados, Cristo deveria ser o centro de todas as referências e interesses, a "pedra angular" à volta da qual se constrói a existência cristã. Que significa CrisVoltar para Deusto para mim? Ele é a referência fundamental à volta da qual tudo se articula, ou é apenas mais um entre muitos interesses a partir dos quais eu vou construindo a minha vida? Quando tenho de optar, para que lado cai a minha escolha: para o lado de Cristo, ou para o lado dos meus interesses pessoais?


https://www.dehonianos.org/

sábado, 19 de setembro de 2026

E se a resposta de Deus não for a que esperavas?




Há perguntas que fazemos a Deus já com a resposta a fervilhar na cabeça. Pedimos que uma porta se abra, que uma situação se resolva, que alguém fique, que uma doença desapareça, que um sonho se concretize. Rezamos com fé, mas, muitas vezes, confundimos fé com a certeza de que Deus fará exatamente aquilo que Lhe pedimos.

E se a resposta de Deus não for a que esperavas?

É talvez aí que começa a verdadeira fé. Porque acreditar em Deus quando tudo acontece como desejamos é relativamente fácil. Mais difícil é continuar a confiar quando o caminho toma uma direção que não compreendemos.

A oração não é uma forma de convencer Deus a fazer a nossa vontade. É, antes, o lugar onde aprendemos a confiar na vontade d’Ele. E isso nem sempre é simples. Há respostas de Deus que chegam sob a forma de um «sim», mas também há «nãos» e há silêncios que nos desconcertam.

O problema é que queremos compreender tudo. Queremos saber porquê, para quê e quando. Deus, porém, nem sempre nos dá explicações. Dá-nos, muitas vezes, a Sua presença.

São Paulo escreve: «Sabemos que Deus concorre em tudo para o bem daqueles que O amam» (Rom 8, 28). Não significa que tudo o que nos acontece seja bom. Significa que Deus é capaz de fazer nascer bem mesmo daquilo que, naquele momento, nos parece uma derrota, uma perda ou um caminho sem saída.

Talvez a resposta que esperávamos não fosse aquela de que precisávamos. Talvez a porta que tanto pedimos para abrir precisasse mesmo de permanecer fechada. Talvez aquilo que interpretámos como ausência de Deus fosse, afinal, uma forma diferente da Sua presença.

Confiar não significa deixar de sofrer ou de fazer perguntas. Significa continuar a caminhar mesmo quando não temos todas as respostas. Significa dizer a Deus: «Eu não entendo, mas continuo a confiar em Ti.»

Porque Deus não deixa de ser Deus quando a Sua resposta nos desilude. E nós não deixamos de ser amados quando a nossa oração não recebe a resposta que esperávamos.


Luísa Gonçalves, Diocese do Funchal

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

JÁ APRECIOU A PORTA DA SUA IGREJA?


JÁ APRECIOU A PORTA DA SUA IGREJA?

Ainda não?!... então venha daí que eu vou fazer-lhe uma visita guiada. Ajudá-lo-ei a descobrir a rara beleza que a porta da sua igreja contém. Por detrás do que se vê, há particularidades tão preciosas que fazem dela uma joia de valor incalculável. Tenha sido atamancada por um amador, burilada por um artista de renome ou feita por um faz-tudo assim-assim, todos devem enlevar-se pelo seu encanto e alcance. Há muitas, muitas, muitíssimas portas, é verdade! A porta da sua igreja, porém, é mesmo muito especial. Quando a olha ou por ela entra, mesmo que esteja carcomida pelo tempo, pelo desleixo ou pela velhice, tem motivo para se orgulhar, para a contemplar, agradecer e se inclinar reverentemente perante a sua importância e os seus desafios. Foi ela que, no dia do seu Batismo, se abriu para o abraçar e tornar membro do discipulado universal de Jesus. É ela que continua a escancarar-se para o acolher, individualmente, em família ou em assembleia celebrante. Não lhe estou a dizer que a vamos observar como se ela representasse um daqueles momentos extraordinários da salvação, como aquelas portas que, por decisão ou licença do Papa, se abrem solenemente em Anos Santos ou em Jubileus universais ou diocesanos. Perante essas, peregrina-se e mergulha-se na profundidade do mistério que se evoca e na intensidade da experiência da conversão. Essas são o símbolo máximo da indulgência e do perdão, curando as feridas da alma. Embora ambas manifestem a passagem do profano para o sagrado, elas operam em graus e tempos litúrgicos diferentes. Estou apenas a referir-me à porta da sua igreja paroquial, a esse limiar comum entre o fora e o dentro, dando acesso à celebração das realidades da vida e da fé: tanto das alegrias como das tristezas, tanto das festas pessoais, familiares e comunitárias como dos lutos e afins. Cruzar esta porta é um ato de fidelidade normal, onde o crente entra para agradecer, alimentar e celebrar a fé, saindo fortalecido para ser testemunha da fé, na família e no mundo. Cruzar, ou apenas olhar essa porta, deve lembrar a necessidade da conversão permanente, da passagem do pecado à graça, do homem velho ao homem novo, abraçando uma vida nova em Cristo. A sua importância, pelo seu simbolismo, está muito para além do ser uma mera porta de entrada para um edifício que é preciso cuidar e defender.
Nos apriscos das ovelhas da antiga Palestina não existia nenhuma porta. O pastor recolhia as ovelhas e deitava-se ele próprio na abertura do aprisco. Ao deitar-se ali, o pastor era a porta. Ninguém podia entrar para fazer mal às ovelhas. Nenhuma ovelha saía sem ele dar por isso. Ele era o único responsável pelas ovelhas perante o seu dono e o pastor dado pelo dono às suas ovelhas. Ele as conduzia a pastagens verdejantes e seguras, isto é, a pastagens de erva fresca, à água para matarem a sede, aos lugares livres de predadores e ladrões, a lugares seguros para o descanso, enfim, ele as protegia, alimentava e cuidava.
Quando Jesus afirma: “Eu sou a porta das ovelhas” (Jo 10, 7-19), está-nos a dizer que ele é o único mediador legítimo entre Deus e os homens, entre os homens e Deus. É o Bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas, que oferece a sua própria vida, o seu próprio corpo como barreira contra o mal, contra os ladrões e salteadores, contra o egoísmo e os inimigos do bem. Não é uma porta de prisão, mas a garantia da verdadeira liberdade, de proteção e cuidados. Não reclama força para se fechar ou abrir. Ela funciona ao som da voz do pastor. Ele conhece uma por uma as suas ovelhas, chama-as pelo nome, elas seguem-no porque conhecem a sua voz, e ele leva-as a pastagens verdejantes. Estas pastagens verdejantes a que Cristo nos conduz, representam o sustento espiritual, a paz e a segurança que ele providencia, sobretudo, através da sua Palavra, da sua graça, do seu próprio Corpo feito pão da vida, do alívio e restauro das forças espirituais aos que estão cansados e oprimidos, do abrigo seguro contra os perigos, do acesso à comunhão plena com Deus. A porta da sua igreja simboliza, pois, Cristo, que afirmou: "Eu sou a porta. Quem entrar por mim salvar-se-á"(Jo 10,9). Ele é a única porta pela qual cada pessoa deve passar para descobrir a sua verdadeira dignidade, para entrar na vida plena, na graça, na salvação. É a porta que o Pai misericordioso abriu no meio do mundo, no meio da história, no meio da sua paróquia. Entrar pela porta da sua igreja significa o desejo de se configurar a Jesus Cristo, de o conhecer cada vez melhor, de acolher o Seu amor, de assumir o caminho da conversão, de viver a plena liberdade, de entrar para o recolhimento com o Senhor e de sair para o mundo, para a missão, totalmente protegido e fortalecido. Cruzar o limiar dessa porta especial, implica escancarar as portas do coração a Cristo Redentor, deixando entrar o ar fresco do seu Espírito, para o aggiornamento pessoal, a conversão. “Eis que estou à porta e bato" (Ap 3,20). E porque bate? “Porque vos amo, porque vos chamei amigos, porque sem mim nada podereis fazer, porque sou o caminho, a verdade e a vida, porque quero que onde eu estiver vos estejais também, porque não há outro nome debaixo do céu pelo qual possais ser salvos’.
Quando entrar ou passar em frente da porta da sua igreja, lembre-se do que ela simboliza, lhe lembra e pede. Se estiver aberta e entrar, ele lá está, no Sacrário, à sua espera. Convide-o para o centro da sua vida, da sua família, das suas escolhas, do seu dia-a-dia para que a rotina da vida não torne a vida rotineira.

D. Antonino Dias
Caminha, 18-09-2026

TRANSMISSÃO DE TESTEMUNHO NA PARÓQUIA DE ARRONCHES


TRANSMISSÃO DE TESTEMUNHO NA PARÓQUIA DE ARRONCHES


Após a emocionante despedida do nosso querido Padre Fernando Farinha, a nossa comunidade prepara-se agora para acolher o seu novo pastor. Convidamos todos os paroquianos e amigos a estarem presentes na solene celebração de acolhimento e tomada de posse:


Próximo domingo, 20 de setembro de 2026
pelas 17h00 
na
Igreja Matriz de Arronches

O Novo Pároco: O Padre Pontien Luboya Ilunga assumirá o testemunho pastoral das paróquias de Assunção, Esperança, Mosteiros e Degolados.
 O acto litúrgico será presidido pelo Bispo da Diocese de Portalegre e Castelo Branco, D. Pedro Fernandes.
Vamos unir-nos em comunidade para receber o Padre Ponciano com a mesma generosidade, carinho e hospitalidade que tanto caracterizam as gentes de Arronches. Que o seu novo ministério entre nós seja ricamente abençoado! 




quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Igreja/Migrações: Presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana apela à desconstrução dos discursos de ódio

D. Pedro Fernandes rejeita visões que apresentam migrantes como um «peso»

                                                   Foto: Agência ECCLESIA/MC

Lisboa, 13 set 2026 (Ecclesia) – O presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana assinalou a necessidade de combater os discursos de ódio e a manipulação de dados sobre a população imigrante.

“Os discursos de ódio, os dados errados, a manipulação de opinião, evidentemente estão muito mais ligados a uma visão extremista da discriminação, de xenofobia, de racismo”, indicou D. Pedro Fernandes, convidado da entrevista semanal conjunta ECCLESIA/Renascença.

“Mesmo do ponto de vista económico, social, demográfico, laboral, as nossas sociedades, e em concreto a sociedade portuguesa, precisam dos imigrantes”, acrescentou.

O bispo de Portalegre-Castelo Branco sublinhou que a sociedade portuguesa é tendencialmente tolerante, identificando um sentimento difuso de insegurança nas sociedades ocidentais que alimenta o populismo, promovendo um clima de “medo”.

A reflexão abordou as recentes decisões legislativas em Portugal, com o prelado a admitir o risco de o poder político capitular perante pressões em detrimento dos valores de humanidade.

“É importante apoiar e não combater os vulneráveis”, sustenta.

O entrevistado evocou o magistério pontifício sobre a matéria, sintetizado nos verbos “acolher”, “proteger”, “promover” e “integrar”, rejeitando abordagens governamentais focadas exclusivamente na gestão de fluxos.

“Significa abrir caminhos, também legais ao nível das legislações, seguros para a entrada de migrantes, evitando que caiam nas mãos de traficantes”, detalhou o responsável católico sobre o imperativo do acolhimento.

D. Pedro Fernandes exemplificou a vulnerabilidade destas populações com os recentes episódios envolvendo menores em Ceuta, recordando as preocupações do pontífice face aos “traumas” provocados pela separação familiar.

A intervenção considerou prioritário o papel institucional da Igreja na desconstrução da desinformação, desafiando as comunidades a formar animadores pastorais alicerçados na doutrina social.

“O que está aqui em causa é um problema de humanidade, que tem a ver com valores fundamentais”, apontou.


Para um cidadão que se diz católico, não pode haver fidelidade à sua fé católica e, eu diria, à sua pertença à Igreja se não houver sensibilidade para todos estes temas.”

O presidente da comissão rejeitou a premissa de que a imigração representa um “peso” para o país.

“Quem diz que eles são um problema a este nível, ou um peso, evidentemente está a mentir, porque contradiz claramente todos os dados estatísticos muito objetivos de que nós dispomos”, apontou.

O bispo comentou também a realidade da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, notando a tendência contínua de saída dos jovens para os grandes centros urbanos em busca de melhores condições de vida.

O responsável instou à promoção de políticas públicas mais “eficazes” para a coesão territorial, assegurando que as estruturas eclesiais procuram manter uma presença ativa junto das populações do interior.

Henrique Cunha (Renascença) e Octávio Carmo (ECCLESIA)