terça-feira, 10 de março de 2026

Desejo de água vivente…





Desejo de água vivente… 

«Sem desejos, o ser humano é incompreensível».

A vida quer viver, a vida é sede de vida.
Uma mulher da Samaria chega a um poço para tirar água, muito segura de si, sente-se dona do poço, da água e do cântaro. Jesus faz-se de pedinte: «Dá-me de beber»… Falam os dois de água e de sede, de poços e de velhas rixas entre os povos vizinhos, coisas de todos os dias. Repentinamente, irrompe a linguagem “das coisas do alto”: água fresca, água pura, água vivente. A água que é vida, água que mata a sede de vida plena, a saudade humana de amor e felicidade.

A mulher torna-se pedinte: «Senhor, dá-me dessa água…» (João 4,15).

O nosso coração é um «interminável reservatório de sede. Sede de amor, de verdade, de razões de viver, de um refúgio, de novas palavras, de justiça... Sede de humanidade autêntica. Sede de infinito».

Falta-nos ir mais fundo. Bem ao fundo daquilo que somos como batizados.

Somos água vivente ou água parada? Água pura ou água inquinada?

Precisamos tanto de beber Deus.

Precisamos tanto de nos ver como Ele nos vê: com um amor de Pai com entranhas de Mãe, extremamente apaixonado, renovando todos os dias a esperança de nos ver chegar à Sua casa.

E sermos capazes de dar a beber aos outros da água fresca do Evangelho, recebida de Cristo, como fez a Samaritana.

Teremos dentro de nós este desejo?

“Senhor, Água viva, dá-me de beber!”


Padre João Torres

Sem comentários:

Enviar um comentário

Este é um espaço moderado, o que poderá atrasar a publicação dos seus comentários. Obrigado