“Morrer de sede ao pé da fonte”
Ditado popular
Somos terra seca.
Escolhemos um caminho árido.
Ansiamos viver num deserto.
Sentimos a desilusão e a tristeza…
Deus mima-nos como um Pai!
Tudo coloca ao nosso alcance.
Se acreditarmos que somos capazes, até de um rochedo sem vida brota água.
Mas, não temos a capacidade de acreditar sem medida.
Ser Esperança no mundo, passa por uma condição belíssima:
Não podemos enganar, nem mentir…
São as nossas obras que dão vida à Esperança,
e nem sempre abrimos o nosso coração à voz de Deus.
Então… somos terra seca, ressequida,
sem Esperança, nem Fé, onde morre a semente da caridade.
Uma dúvida que magoa vem ao nosso encontro e rega a semente do ódio:
«Como é que Tu, sendo judeu, me pedes de beber, sendo eu samaritana?»
Iniciamos conflitos e guerras, porque vivemos no local onde o outro não mora…
Será que a geografia é mais importante que o Amor?
Hoje, a Samaritana abandona as questões sem sentido e vem em nosso auxílio.
Traz um balde na mão e está destinada a fazer, de cada um de nós,
peregrinos de Esperança.
Regar o mundo com Paz.
Ser afável com todos, até com quem não merece.
Ser consciente de que gritar só é bom quando anunciamos que temos um Deus que nos salva,
que envia o Seu próprio Filho para ser Água Viva, Fonte inesgotável de Amor.
Dá-me essa água, Senhor.
Liliana Dinis

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