“[O Mónaco é um] país de dimensões reduzidas, mas com um grande horizonte, no qual o Pontífice poderá oferecer uma primeira reflexão sobre o seu papel na Europa”, disse aos jornalistas o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni,
A deslocação, na véspera da Semana Santa, é a primeira de um Papa na era contemporânea ao Mónaco, segundo Estado mais pequeno do mundo, a seguir ao Vaticano.
Matteo Bruni destacou, em conferência de imprensa, que a viagem acontece numa “época de polarização social, em que muitas vezes as vidas são negligenciadas e se nota a necessidade de recompor as fraturas”.
O portal de notícias de Vaticano destaca a existência de imigrantes de 150 países, no Principado, com destaque para a comunidade portuguesa.
O programa oficial arranca às 09h00, com a chegada ao heliporto de Mónaco, onde Leão XIV será recebido pelo Príncipe Alberto II e pela Princesa Charlene, seguindo-se uma visita de cortesia ao Palácio do Príncipe.
Após uma passagem pela Catedral da Imaculada Conceição para um momento de oração com a comunidade católica local, o Papa desloca-se à igreja de Santa Devota para um encontro com jovens e catecúmenos, onde ouvirá testemunhos dos participantes.
O ponto alto desta viagem internacional acontece a partir das 15h30 (menos uma em Lisboa), com a celebração da missa no estádio Louis II, sob a presidência do Papa, perante cerca de 15 mil fiéis.
Todos os discursos da visita serão proferidos em língua francesa, adiantou o Vaticano, explicando que esta deslocação “relâmpago” foi encaixada na agenda antes da viagem apostólica a África, prevista para o mês de abril.
O Mónaco é um dos últimos países europeus a manter o catolicismo como religião de Estado; a Constituição de 1962 garante liberdade de culto aos residentes.
A primeira viagem internacional de Leão XIV levou-o à Turquia e ao Líbano, entre 27 de novembro e 2 de dezembro de 2025.
OC
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