A verdadeira "genialidade feminina" manifestou-se no Sim mais importante da história.
O Dia Internacional da Mulher, sob o olhar da fé católica, convida-nos a contemplar a dignidade feminina através daquela que é o modelo perfeito de humanidade: Maria Santíssima. Enquanto o mundo foca em conquistas sociais e direitos necessários, a Igreja recorda-nos a "genialidade feminina" (termo de São João Paulo II) manifestada no Fiat de Nossa Senhora. Maria não foi apenas uma figura passiva; ela foi a mulher da coragem e da escuta, que ao dizer "sim", mudou o curso da história humana. Neste dia, celebrar a mulher é reconhecer:
A Força na Entrega: Tal como Maria aos pés da Cruz, a mulher carrega uma capacidade única de permanecer, de sustentar a esperança onde outros desistem e de transformar o sofrimento em amor fecundo.
A Missão de Gerar Vida: Seja na maternidade biológica ou espiritual, a mulher reflete o acolhimento de Maria, transformando o mundo num lar e lembrando à humanidade a importância da ternura.
A Dignidade Redimida: Em Maria, a mulher é elevada à mais alta honra. Ela mostra que o verdadeiro empoderamento nasce da fidelidade a Deus e do serviço aos irmãos.
Que a exemplo de Maria, todas as mulheres encontrem na sua fé a força para serem luz na família e na sociedade, sendo sempre "mensageiras da paz e da vida".
Todas as palavras do mundo, seriam poucas para definir o papel das mulheres no mundo. Elas são incrivelmente deslumbrantes e decisivas no amor e na paz. Hoje, homenageio, as mulheres que lutam pelo que acreditam, por aquelas que se esforçam todos os dias, pelo que consideram justo. Sejam elas mães ou não, todas são maravilhosas. Elas merecem todas as provas de afecto, de respeito e amor, toda a verdade, todo o calor. As mulheres são o lado mais querido do ser humano, e o motor da harmonia entre todos no mundo. Ser mulher é desafio diário, é ser amável e firme ao mesmo tempo. Como dizia alguém: ser mulher é matar três leões por dia sem descer do salto. Todas as mulheres são guerreiras por natureza. Tem um aspecto frágil, carregam a maior das delicadezas, mas conseguem ter a força de uma tempestade violenta e, vão ate ao fim, por aquilo que acreditam. Quando amam é para sempre, mas se as destróis é bem evidente. As mulheres são convicção, são determinação e teimosia. O poder de uma mulher não está no seu físico, na dia beleza ou encanto feminino. O poder de uma mulher está no seu carácter, na sua alma e no seu coração. Sabes, uma mulher tem o poder de ser tudo aquilo que quiser ser, basta que lute por isso. Nada se compara à beleza das mulheres e nada se iguala ao encanto que elas dão ao mundo. Queres um conselho? Aproveita não só este mês, mas todos os teus dias para apreciares as mulheres da tua vida. Essas mulheres são batalhadoras, e vivem todos os dias a dor e, a delícia de ser mulher. Que Nossa Senhora de Fátima, Mãe e Mulher, proteja todas as mulheres e mães do mundo. Neste dia da mulher, digo-te: substitui as flores por respeito, os chocolates por zelo, e os elogios por amor. Um dia muito feliz para todos com Deus no coração.
No Dia Internacional da Mulher, pensemos nas mulheres que estão sofrendo com a guerra que está sendo travada na Ucrânia. Neste ano, o Papa exortou a olhar para a humanidade das mulheres que pode regenerar o mundo.
Benedetta Capelli - Vatican News
Olhando para Maria com o Filho nos braços, penso nas jovens mães e nos seus filhos que fogem das guerras e da fome ou que esperam nos campos de refugiados. São tantos! Que a Rainha da paz obtenha concórdia para os nossos corações e para o mundo inteiro.
O Papa recorda num tuíte em sua conta @Pontifex para o Dia Internacional da Mulher, o sofrimento e a dor de tantas mulheres. Ele exorta a olhar para Maria a fim de que o mundo possa reencontrar seu caminho através da oração à Virgem. Em lágrimas enquanto se despedem de seus maridos, sólidas em abraçar seus filhos assustados, corajosas em gritar nas ruas "não" a uma guerra que não pertence a ninguém, prontas para ajudar os soldados que deveriam ser inimigos, e que, em vez disso, são jovens assustados e frágeis. O conflito entre Rússia e Ucrânia mostrou o rosto das mulheres de hoje: um poliedro composto de cuidado, força, delicadeza, mas sobretudo expressão de um amor que, na dor, se torna casa e abrigo.
Uma mulher fugindo para a Eslováquia com seus filhos
Mulheres, uma combinação de sonhos e concretude
Para essas mulheres, sejam elas russas ou ucranianas, o mundo olha hoje no Dia Internacional da Mulher dedicado a elas e no qual as palavras do Papa Francisco, proferidas várias vezes, parecem costuradas em sua pele queimada pela dor. Na solenidade da Mãe de Deus, 1º de janeiro passado, o Pontífice recordou Maria, mulher que "protege meditando" e sublinhou que "as mães olham o mundo não para explorá-lo, mas para que tenha vida: olhando com o coração, conseguem manter juntos os sonhos e a concretude".
Enquanto as mães dão a vida e as mulheres custodiam o mundo, vamos todos trabalhar para promover as mães e proteger as mulheres. Quanta violência há contra as mulheres! Chega! Ferir uma mulher é ultrajar Deus, que obteve a humanidade de uma mulher, não de um anjo, não diretamente: de uma mulher. Assim como de uma mulher, a Igreja toma a humanidade dos filhos.
Yelena Osipova, sobrevivente do cerco nazista de Leningrado, presa em Moscou enquanto protestava contra a guerra na Ucrânia
Maria e a piedade
A violência contra as mulheres é um problema "quase satânico", disse o Papa em sua entrevista televisiva a Mediaset em dezembro de 2021, depois de ouvir o testemunho de vida familiar difícil de Joana. A ela, ele repetiu a palavra "dignidade":
Qual é a dignidade das mulheres espancadas e abusadas? Uma imagem me vem à mente ao entrar na Basílica. À direita, a piedade de Nossa Senhora, Nossa Senhora humilhada diante de seu filho nu, crucificado, malfeitor aos olhos de todos. Aquela é a mãe que o criou, totalmente humilhada. Mas ela não perdeu sua dignidade e olhar aquela imagem em momentos difíceis como o seu de humilhação e onde se sente de perder a dignidade, olhar aquela imagem nos dá força... Olhe para Nossa Senhora, fique com essa imagem de coragem.
O Papa Francisco e suas palavras sobre as mulheres
O olhar de esperança
Humilhação, sofrimento e dureza de espírito: hoje, no coração de cada mulher, em momentos particulares da vida, se continua vivendo esta oscilação. Há o cuidado, há o olhar que se apoia na fragilidade, na dor, por exemplo dos próprios filhos. Esse olhar feminino - explicou o Papa - transforma o desânimo e oferece esperança mesmo num cenário de guerra.
Vêm à mente os rostos das mães que cuidam de um filho doente ou em dificuldade. Quanto amor há em seus olhos, que enquanto choram sabem infundir motivos de esperança! O seu olhar é consciente, sem ilusões, mas para além da dor e dos problemas oferece uma perspectiva mais ampla, a do cuidado, do amor que regenera a esperança.
Há palavras-chave nestes pronunciamentos de Francisco que fazem suspirar de alívio, porque nas mulheres, ainda que maltratadas, abusadas e vítimas, há a semente de Deus que é Amor, há o exemplo de Maria que ajuda, há o seu sim que não é rendição, mas confiança no Senhor e também numa humanidade que nestes dias não vê luz e que parece aniquilada pelo ruído doloroso da guerra.
"As primeiras testemunhas da Ressurreição são as mulheres. E isto é bonito. Esta é um pouco a missão das mulheres: mães e mulheres! Dar testemunho aos filhos e aos pequenos netos, de que Jesus está vivo, é o Vivente, ressuscitou. Mães e mulheres, ide em frente com este testemunho!"
“A mulher torna o mundo mais bonito...protege-o e mantém-no vivo; a sua graça torna as coisas novas; o seu abraço abrange a coragem de se doar”
“A paz é mulher...nasce e renasce da ternura das mães. O sonho da paz realiza-se com o olhar à mulher. A mulher tem origem no coração e nos sonhos. Ela leva ao mundo o sonho do amor”.
“Se quisermos um futuro melhor, se sonharmos com um futuro de paz, precisamos de dar espaço às mulheres”. (Papa Francisco)
Constantemente o Papa Francisco tem manifestado o valor da mulher para a Igreja e para o mundo atual.
Em 2020, no Dia Internacional da Mulher, o Santo Padre dizia:
“Eu gostaria de ressaltar que a mulher tem uma sensibilidade particular pelas ‘coisas de Deus’, sobretudo para nos ajudar a compreender a misericórdia, a ternura e o amor que Deus tem por nós.”
No próximo dia 8 de março, data em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, o Secretariado Nacional decidiu realizar uma Ultreia, via ZOOM, para assinalar esta data.
Foi a partir de 8 de março de 1857, não sem a repressão da polícia de Nova Iorque, que as mulheres tornaram mais visível a sua luta por melhores condições de trabalho, igualdade de direitos laborais, sociais e políticos. A luta foi prosseguindo e em 1910, na Dinamarca, ficou decidido que o dia 8 de março de cada ano, em homenagem a tal movimento e como forma de obter apoio internacional, seria o “Dia Internacional da Mulher”. As Nações Unidas, porém, só em 1975, durante o Ano Internacional da Mulher, passaram a celebrar este dia, acentuando-se assim as iniciativas relacionadas com a temática: reuniões, estudos, debates, conferências… Infelizmente, “somos herdeiros de uma história com imensos condicionalismos que, em todos os tempos e latitudes, tornaram difícil o caminho da mulher, ignorada na sua dignidade, deturpada nas suas prerrogativas, não raro marginalizada e, até mesmo, reduzida à escravidão. Isto impediu-a de ser profundamente ela mesma, e empobreceu a humanidade inteira de autênticas riquezas espirituais. Não seria certamente fácil atribuir precisas responsabilidades, atendendo à força das sedimentações culturais que, ao longo dos séculos, plasmaram mentalidades e instituições”. Importante é “olhar, com a coragem da memória e o sincero reconhecimento das responsabilidades, a longa história da humanidade, para a qual as mulheres deram uma contribuição não inferior à dos homens, e a maior parte das vezes em condições muito mais desfavoráveis. Penso, de modo especial, nas mulheres que amaram a cultura e a arte, e às mesmas se dedicaram partindo de condições desvantajosas, excluídas frequentemente de uma educação paritária, submetidas à inferiorização, ao anonimato e até mesmo à expropriação da sua contribuição intelectual. Infelizmente, da obra imensa das mulheres na história, bem pouco restou de significativo com os métodos da historiografia científica. Mas, por sorte, se o tempo sepultou os seus vestígios documentais, não é possível não perceber os seus influxos benfazejos na seiva vital que impregna o ser das gerações, que se foram sucedendo até à nossa. Relativamente a esta grande, imensa «tradição» feminina, a humanidade tem uma dívida incalculável. Quantas mulheres foram e continuam ainda a ser valorizadas mais pelo aspeto físico que pela competência, pelo seu valor profissional, pelas obras da inteligência, pela riqueza da sua sensibilidade e, em última análise, pela própria dignidade do seu ser!” (S. João Paulo II, Carta às Mulheres, 1995,3). Sentimo-nos gratos ao Senhor pelo seu desígnio sobre a vocação e a missão da mulher no mundo e por aquilo que ela representa na vida da humanidade. Cristo, “superando as normas em vigor na cultura do seu tempo, teve para com as mulheres uma atitude de abertura, de respeito, de acolhimento, de ternura”. A própria Igreja, apesar de, no seguimento de Jesus, muito ter contribuído para a dignificação da mulher e sempre ter defendido a sua igualdade fundamental com o homem, nem sempre esteve bem e, hoje, tem pela frente “questões profundas que a desafiam e não se podem iludir superficialmente” (AE103). Auguramos que a igualdade do género seja defendida e assumida pelas instâncias nacionais e internacionais. Sim, a igualdade de género, a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, “a igualdade efetiva dos direitos da pessoa e, portanto, idêntica retribuição salarial por categoria de trabalho, tutela da mãe-trabalhadora, justa promoção na carreira, igualdade entre cônjuges no direito de família, o reconhecimento de tudo quanto está ligado aos direitos e aos deveres do cidadão num regime democrático” (SJPII, id.4). Igualdade de género não é a mesma coisa que “ideologia do género”. A ideologia do género é perversa, destrói a mulher, destrói o homem, destrói a família, destrói a sociedade. Numa atitude de apreço e de ternura, também nós honramos “na mulher a dignidade que ela sempre teve no projeto e no amor de Deus” e, com palavras de São João Paulo II a quem pedimos que interceda por todos nós, lhe agradecemos: “Obrigado a ti, mulher-mãe, que te fazes ventre do ser humano na alegria e no sofrimento de uma experiência única, que te torna o sorriso de Deus pela criatura que é dada à luz, que te faz guia dos seus primeiros passos, amparo do seu crescimento, ponto de referência por todo o caminho da vida. Obrigado a ti, mulher-esposa, que unes irrevogavelmente o teu destino ao de um homem, numa relação de recíproco dom, ao serviço da comunhão e da vida. Obrigado a ti, mulher-filha e mulher-irmã, que levas ao núcleo familiar, e depois à inteira vida social, as riquezas da tua sensibilidade, da tua intuição, da tua generosidade e da tua constância. Obrigado a ti, mulher-trabalhadora, empenhada em todos os âmbitos da vida social, económica, cultural, artística, política, pela contribuição indispensável que dás à elaboração de uma cultura capaz de conjugar razão e sentimento, a uma conceção da vida sempre aberta ao sentido do «mistério», à edificação de estruturas económicas e políticas mais ricas de humanidade. Obrigado a ti, mulher-consagrada, que, a exemplo da maior de todas as mulheres, a Mãe de Cristo, Verbo Encarnado, te abres com docilidade e fidelidade ao amor de Deus, ajudando a Igreja e a humanidade inteira a viver para com Deus uma resposta «esponsal», que exprime maravilhosamente a comunhão que Ele quer estabelecer com a sua criatura. Obrigado a ti, mulher, pelo simples facto de seres mulher! Com a perceção que é própria da tua feminilidade, enriqueces a compreensão do mundo e contribuis para a verdade plena das relações humanas” (SJPII, id.2).
“MULHER
Um aroma suave exalou das mãos do Criador, quando seus olhos contemplaram a solidão do homem no Jardim! Foi assim: o Senhor desenhou o ser gracioso, meigo e forte, que Sua imaginação perfeita produziu. Um novo milagre: fez-se carne, fez-se bela, fez-se amor, fez-se na verdade como Ele quer! O homem colheu a flor, beijou-a, com ternura, chamando-a, simplesmente, Mulher!
Ivone Boechat” D. Antonino Dias- Bispo de Portalegre Castelo Branco 03-03-2017
A mulher tem sido uma constante nos discursos do Papa Francisco. Tem manifestado, constantemente, o valor da mulher para a Igreja e para o mundo actual. Neste dia 8 de Março, em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, apresentamos algumas palavras do Papa Francisco sobre as mulheres: 10 pensamentos do Papa Francisco sobre as mulheres.
1 Presença das mulheres no âmbito eclesial
«Estes novos espaços e responsabilidades que se abriram, e que desejo profundamente que possam ampliar-se ainda mais à presença e à atividade das mulheres, tanto no âmbito eclesial como nos contextos civil e profissional, não podem fazer esquecer o papel insubstituível da mulher na família.
Os dotes de delicadeza, sensibilidade e ternura peculiares, que enriquecem o espírito feminino, representam não apenas uma força genuína para a vida das famílias, para a propagação de um clima de serenidade e de harmonia, mas uma realidade sem a qual a vocação humana seria irrealizável. E isto é importante! Sem estas atitudes, sem estes dotes da mulher, a vocação humana não consegue realizar-se!
Se no mundo do trabalho e na esfera pública é importante uma contribuição mais incisiva do génio feminino, contudo tal contributo permanece imprescindível no âmbito da família, que para nós cristãos não é simplesmente um lugar particular, mas sim aquela "Igreja doméstica", cujas saúde e prosperidade são as condições para a saúde e a prosperidade da Igreja e da própria sociedade.» (...)
A este ponto é espontâneo interrogar-se: como é possível crescer na presença eficaz, em tantos contextos da esfera pública, no mundo do trabalho e nos lugares onde são tomadas as decisões mais importantes e, ao mesmo tempo, manter uma presença e uma atenção preferencial e totalmente especial na, e para a, família? Trata-se do campo do discernimento que, além da reflexão sobre a realidade da mulher na sociedade, pressupõe a oração assídua e perseverante.»
25.3.2013
2 Papel ativo na comunidade eclesial
«Não reduzamos o empenho das mulheres na Igreja; antes, pelo contrário, promovamos o seu papel ativo na comunidade eclesial. Se a Igreja perde as mulheres, na sua dimensão global e real, ela corre o risco da esterilidade.» 27.7.2013
3 As primeiras testemunhas da Ressurreição
«As primeiras testemunhas da Ressurreição são as mulheres. E isto é bonito. Esta é um pouco a missão das mulheres: mães e mulheres! Dar testemunho aos filhos e aos pequenos netos, de que Jesus está vivo, é o Vivente, ressuscitou.
Mães e mulheres, ide em frente com este testemunho! Para Deus o que conta é o coração, quanto estamos abertos a Ele, se somos filhos que confiam. Mas isto leva-nos a meditar inclusive sobre o modo como as mulheres, na Igreja e no caminho de fé, tiveram e ainda hoje desempenham um papel especial na abertura das portas ao Senhor, no seu seguimento e na comunicação do seu Rosto, pois o olhar de fé tem sempre necessidade do olhar simples e profundo do amor.
Os apóstolos e os discípulos têm dificuldade de acreditar. As mulheres não.»3.4.2013
4 Qual é a presença da mulher na Igreja?
«Muitas coisas podem mudar, e com efeito mudaram, na evolução cultural e social, mas permanece um dado: é a mulher que concebe, que traz no seu seio e que dá à luz os filhos dos homens. E este não é simplesmente um dado biológico, mas encerra em si uma riqueza de implicações quer para a própria mulher, em virtude do seu modo de ser, quer para as suas relações, em função da sua maneira de se colocar em relação à vida humana e à vida em geral. Chamando a mulher à maternidade, Deus confiou-lhe o ser humano de forma inteiramente especial.
No entanto, aqui existem dois perigos sempre presentes, dois extremos opostos que mortificam a mulher e a sua vocação. O primeiro consiste em reduzir a maternidade a um papel social, a uma tarefa, por mais nobre que seja, mas com efeito põe de lado a mulher com as suas potencialidades e não a valoriza plenamente na construção da comunidade. Isto tanto no âmbito civil, como no contexto eclesial. E, como reação a este há outro perigo, em sentido oposto, que consiste em promover uma espécie de emancipação que, para ocupar os espaços tirados ao masculino, chega a abandonar o feminino, com os traços inestimáveis que o caracterizam.
E aqui, eu gostaria de ressaltar que a mulher tem uma sensibilidade particular pelas «coisas de Deus», sobretudo para nos ajudar a compreender a misericórdia, a ternura e o amor que Deus tem por nós. Gosto de pensar também que a Igreja não é «o» Igreja, mas «a» Igreja. A Igreja é mulher, é mãe, e isto é bonito. Deveis pensar e aprofundar isto. (...)
Também na Igreja é importante perguntar-se: qual é a presença da mulher? Sofro — digo a verdade — quando vejo na Igreja ou em determinadas organizações eclesiais que o papel de serviço — que todos nós temos e devemos ter — da mulher diminui para uma função de servidumbre. Não sei se se diz assim em italiano. Compreendeis-me? Servidão. Quando vejo mulheres que desempenham tarefas de servidumbre, não se entende qual é o papel que a mulher deve desempenhar. Qual é a presença da mulher na Igreja? Pode ser valorizada em maior medida?»
12.10.2013
5 Verdadeiros testemunho de fé
No Evangelho de hoje, Jesus narra uma parábola sobre a necessidade de rezar sempre, sem se cansar. A protagonista é uma viúva que, com a insistência da sua súplica a um juiz desonesto, obtém que ele lhe faça justiça. E Jesus conclui: se a viúva conseguiu convencer aquele juiz, julgais que Deus não nos ouve, se lhe suplicarmos com insistência? A expressão de Jesus é muito forte: «Porventura não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que clamam por Ele dia e noite?» (Lucas 18, 7). (...)
Aprendamos da viúva do Evangelho a rezar sempre, sem nos cansarmos. Esta viúva era forte! Sabia lutar pelos seus filhos! E penso em tantas mulheres que lutam pela própria família, que rezam, que nunca se cansam. Uma recordação hoje, da parte de todos nós, a estas mulheres que com a sua atitude nos oferecem um verdadeiro testemunho de fé e de coragem, um modelo de oração! Uma recordação a elas!»
20.10.2013
6 Solicitude feminina
«A Igreja reconhece a indispensável contribuição da mulher na sociedade, com uma sensibilidade, uma intuição e certas capacidades peculiares, que habitualmente são mais próprias das mulheres que dos homens. Por exemplo, a especial solicitude feminina pelos outros, que se exprime de modo particular, mas não exclusivamente, na maternidade.
Vejo, com prazer, como muitas mulheres partilham responsabilidades pastorais juntamente com os sacerdotes, contribuem para o acompanhamento de pessoas, famílias ou grupos e prestam novas contribuições para a reflexão teológica. Mas ainda é preciso ampliar os espaços para uma presença feminina mais incisiva na Igreja.»
A alegria do Evangelho (Evangelii gaudium), 24.11.2013
7 Gestos de heroísmo
«Duplamente pobres são as mulheres que padecem situações de exclusão, maus-tratos e violência, porque frequentemente têm menores possibilidades de defender os seus direitos. E todavia, também entre elas, encontramos continuamente os mais admiráveis gestos de heroísmo quotidiano na defesa e cuidado da fragilidade das suas famílias.»
A alegria do Evangelho (Evangelii gaudium), 24.11.2013
8 Sofrimento
«Não é opção progressista pretender resolver os problemas, eliminando uma vida humana. Mas é verdade também que temos feito pouco para acompanhar adequadamente as mulheres que estão em situações muito duras, nas quais o aborto lhes aparece como uma solução rápida para as suas profundas angústias, particularmente quando a vida que cresce nelas surgiu como resultado duma violência ou num contexto de extrema pobreza. Quem pode deixar de compreender estas situações de tamanho sofrimento?»
A alegria do Evangelho (Evangelii gaudium), 24.11.2013
9 Uma Igreja sem religiosas?!
«Pensemos um pouco no que aconteceria se não houvesse religiosas nos hospitais, nas missões, nas escolas. Mas considerai, uma Igreja sem religiosas! Não se pode imaginar: elas são este dom, este fermento que leva em frente o Povo de Deus. São grandes estas mulheres que consagram a sua vida a Deus, que levam em frente a mensagem de Jesus!»