https://www.youtube.com/watch?v=0HOR4PsYK7s&list=PL7Zt-5fD4oJj3JMhvkLAxHxO47r0rTeet&index=4
Para onde queres ir? Eu sou o Caminho!
O que queres seguir? Eu sou a Verdade!
Onde queres permanecer? Eu sou a Vida!
O que queres seguir? Eu sou a Verdade!
Onde queres permanecer? Eu sou a Vida!
A primeira leitura apresenta-nos alguns traços que definem a Igreja de Jesus: é uma comunidade santa, embora formada por homens pecadores; é uma comunidade estruturada hierarquicamente, mas onde o serviço da autoridade é exercido no diálogo e na partilha; é uma comunidade de servidores, que recebem dons de Deus e que põem esses dons ao serviço dos irmãos; e é uma comunidade animada pelo Espírito, que vive do Espírito e que recebe do Espírito a força de ser testemunha de Jesus na história.
A segunda leitura apresenta a nova comunidade nascida de Jesus como um “templo espiritual”, do qual Cristo é a “pedra angular” e os cristãos as “pedras vivas”. Os que integram essa comunidade constituem um “povo sacerdotal”, cuja missão é oferecer a Deus o verdadeiro culto: uma vida vivida na obediência aos planos do Pai e no amor incondicional aos irmãos.
As “pedras vivas” do Templo do Senhor formam um Povo de sacerdotes, cuja missão é “oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo”. Podemos dizer isto de uma forma mais simples: aqueles que aceitam integrar a comunidade da salvação são chamados a viver de forma coerente com os compromissos que assumiram no dia em que foram batizados; compete-lhes cumprir o projeto de Deus e testemunhar no meio dos seus irmãos a bondade, a misericórdia, o amor de Deus. Quais são os “sacrifícios espirituais” que oferecemos a Deus? Limitamo-nos a entregar-lhe uma “ração diária” de orações mil vezes repetidas e de rituais religiosos que a tradição impõe? Ou oferecemos a Deus, a cada momento do nosso dia, uma vida digna, verdadeira, coerente, comprometida, cheia de gestos de amor, de bondade e de misericórdia?
No Evangelho Jesus garante aos seus discípulos que nunca os abandonará e define o “caminho” que eles devem percorrer para chegarem à “casa do Pai”: é o mesmo “caminho” que Ele seguiu, o “caminho” da obediência a Deus e da doação total ao serviço dos irmãos. Os que acolhem esta proposta encontram a vida em plenitude e são acolhidos na família de Deus – a família do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Todos nós ansiamos pela vida em plenitude; todos nós corremos atrás da felicidade verdadeira; todos nós andamos a tentar construir uma vida que faça sentido… Como chegar lá? Que caminho devemos percorrer para chegar à plena realização? Haverá um “mapa” que nos diga por onde ir e evite que andemos às voltas, a malbaratar a vida por atalhos que não levam a lado nenhum? Jesus, no momento em que se despede dos discípulos e lhes deixa o seu “testamento”, oferece-lhes uma indicação clara: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim”. É evidente que Ele não está a falar de um “caminho” físico, feito de terra, de pedras ou de alcatrão, mas está a falar de uma maneira de viver, de valores sobre os quais assentar a existência, de verdades que não são destruídas pela passagem do tempo ou pela ditadura das modas. Segundo Jesus, é por esse “caminho” que chegaremos à comunhão com Deus, que encontraremos a “casa do Pai”, que alcançaremos a vida verdadeira e eterna. Estamos disponíveis para seguir o “caminho” que Jesus nos mostra com as suas palavras, com os seus gestos, com o seu amor? Dispomo-nos a sonhar os sonhos que Ele sonhou, a abraçar os projetos que Ele abraçou, a defender as causas que Ele defendeu?
https://www.dehonianos.org/
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