sábado, 31 de outubro de 2015

Turismo: Igreja Católica quer potenciar crescimento do setor


Foto: Diário do Minho 

Vertente religiosa «não pode entender-se como um produto separado dos outros», realça o padre Carlos Godinho

(Ecclesia) – O presidente da Obra Nacional da Pastoral do Turismo abriu hoje em Braga as jornadas anuais do organismo, salientando a importância da Igreja Católica estar presente de forma qualificada num setor que atrai cada vez mais pessoas ao país.

“O turismo religioso não pode entender-se como um produto separado dos outros produtos”, frisou o padre Carlos Godinho, em declarações à Agência ECCLESIA,

“Muita gente virá certamente para fazer praia” mas também para “conhecer o país e aquilo que ele lhe pode oferecer incluindo “o património que é tão rico”, acrescentou.

De acordo com os dados que o sacerdote destacou na sessão da abertura das jornadas, “Portugal tem-se afirmado, cada vez mais, como destino turístico” no mundo.

“Os números recentes provam-no”, referiu o padre Carlos Godinho, salientando que em 2014, o número de hóspedes nas unidades hoteleiras se cifrou nos 16,1 milhões.

No que toca ao turismo religioso, “em 2010 era responsável por cerca de 10 por cento da atividade turística nacional e ainda que sem números exatos, a verdade é que as suas potencialidades são múltiplas e a sua expressão tende a crescer”, assinalou o diretor da ONPT.

O evento, que decorre na Colunata de eventos do Santuário do Bom Jesus, tem como destaque três áreas temáticas, divididas em quatro mesas e uma conferência: “Igreja e Turismo”; “Património Religioso e Turismo” e “Operadores Turísticos e Peregrinações”.

Em termos de oradores, destacam-se nomes como o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, o diretor do secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, José Carlos Seabra Pereira, e o presidente do Turismo de Portugal, João Cotrim Figueiredo.

Esta tarde, o programa incluiu um workshop sobre como organizar uma peregrinação, enquanto neste sábado os participantes vão ter a oportunidade de seguir numa visita guiada até ao Bom Jesus, ao Santuário do Sameiro e ao Mosteiro de Tibães.

As jornadas vão terminar com a conferência “Secularização do património religioso” pelo presidente do Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa, o teólogo João Duque.

A Obra Nacional da Pastoral do Turismo é um organismo dependente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana.

PR/JCP/CB

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

INFORMAÇÃO PAROQUIAL




Na próxima segunda - feira, dia 2 de Novembro, é dia  de Todos os Fiéis Defuntos



As celebrações próprias do dia terão o seguinte horário:

ESPERANÇA -  9:00 H- Missa na Igreja, seguida de visita e oração no cemitério

MOSTEIROS- 10:00H -  Missa na Igreja do Cemitério

ARRONCHES- 12.00H - Visita e oração no cemitério, seguida de Missa, 12:15H na Igreja Matriz

DEGOLADOS- 15.00H- Missa na Igreja e visita e oração no Cemitério

ALEGRETE - 16.30H - Missa no Cemitério

Fórum Ecuménico Jovem



Em Castelo Branco e com o tema «Não vos conformeis... transformai-vos!?»



Castelo Branco, Portalegre, 27 out de 2015 (Ecclesia) – O Fórum Ecuménico Jovem (FEJ) realiza-se, em Castelo Branco, dia 07 de novembro, e tem como tema «Não vos conformeis… transformai-vos!?»

Logo pela manhã, o acolhimento é feito pelo bispo de Portalegre-Castelo, D. Antonino Dias, seguido de uma reflexão bíblica pelo pastor Emanuel Dinis, da Igreja Metodista, “seguida de partilha e trabalho em grupos”, lê-se numa nota enviada à Agência ECCLESIA.

Após “almoço partilhado”, o FEJ propõe dez workshops, “desde respostas sociais até diversas visitas à cidade concluídas em museus, desde audição de música sacra até momentos de silêncio, desde voluntariado missionário até questões de ecologia e economia, sem esquecer um tempo de partilha sobre o sofrimento dos cristãos em diversas partes do mundo”, acrescenta o documento

O FEJ concluiu-se com uma celebração ecuménica com “um envio em missão para a terra de origem de cada um dos participantes”.

LFS

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O Dom da Piedade

Campanha de Natal desafia estudantes a praticar a misericórdia


Educris

«Vai e faz o Bem» é o mote de iniciativa promovida pelo Secretariado Nacional da Educação Cristã com a Associação Portuguesa das Escolas Católicas



(Ecclesia) – O Departamento do Ensino Religioso Escolar (DERE) do Secretariado Nacional da Educação Cristã, com a Associação Portuguesa das Escolas Católicas (APEC), desafiam os estudantes à prática da misericórdia com gestos concretos na Campanha de Natal 2015.

"Interpelar os alunos e as comunidades educativas a serem agentes do bem e do amor em contexto escolar", é o objetivo da campanha intitulada ‘Vai e faz o Bem’ explica o coordenador do DERE.

Segundo o professor Fernando Moita, o DERE e a APEC pretendem que os docentes e os alunos “rentabilizem os múltiplos gestos de misericórdia que já realizam e promovem, nas suas realidades educativas”.

A carta de apresentação da campanha de Natal 2015 mobiliza estes mensageiros da misericórdia a levar “o amor àqueles que mais necessitam”.

Em pequenos grupos, e “em articulação com as dinâmicas paroquiais”, os estudantes são convidados a visitar os doentes, os idosos, a colaborar em situações concretas na escola, a fazer as compras a quem não pode sair de casa, “descobrindo a alegria da misericórdia”.

No âmbito da partilha de bens, o objetivo é “potenciar” o que já se faz em muitas escolas por altura do Natal, por isso, é proposto uma recolha de bens alimentares ou outros “nas escolas, junto das lojas de comércio tradicional e grandes superfícies comerciais”.

Neste contexto, a comunidade educativa é convidada a organizar internamente uma recolha de bens ao longo da primeira semana de dezembro, entre 30 de novembro a 4 de dezembro.

Quanto à recolha de bens, privilegiando as lojas de comércio tradicional, o DERE a a APEC sugerem o dia 5 de dezembro e depois cada escola, “em diálogo com as IPSS/estruturas de apoio social” é que determina a quem entrega os bens recolhidos.

No sítio na internet Educris, da Comissão Episcopal da Educação e Doutrina da Fé, está disponível o cartaz e a carta de apresentação da Campanha ‘Vai e faz o Bem’ de preparação para o Natal de 2015.

CB

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

São Simão e São Judas Tadeu

São Simão e São Judas Tadeu


Celebramos na alegria da fé os apóstolos São Simão e São Judas Tadeu. Os apóstolos foram colunas e fundamento da verdade do Reino


São Simão: Simão tinha o cognome de Cananeu, palavra hebraica que significa “zeloso”. Nicéforo Calisto diz que Simão pregou na África e na Grã-Bretanha. São Fortunato, Bispo de Poitiers no fim do século VI, indica estarem Simão e Judas enterrados na Pérsia. Isto vem das histórias apócrifas dos apóstolos; segundo elas, foram martirizados em Suanir, na Pérsia, a mando de sacerdotes pagãos que instigaram as autoridades locais e o povo, tendo sido ambos decapitados. É o que rege o martirológio jeronimita.

Outros dizem que Simão foi sepultado perto do Mar Negro; na Caucásia foi elevada em sua honra uma igreja entre o VI e o VIII séculos. Beda, pelo ano de 735, colocou os dois santos no martirológio a 28 de outubro; assim ainda hoje os celebramos. Na antiga basílica de São Pedro do Vaticano havia uma capela dos dois santos, Simão e Judas, e nela se conservava o Santíssimo Sacramento.

São Judas Tadeu: Judas, um dos doze, era chamado também Tadeu ou Lebeu, que São Jerônimo interpreta como homem de senso prudente. Judas Tadeu foi quem, na Última Ceia, perguntou ao Senhor: “Senhor, como é possível que tenhas de te manifestar a nós e não ao mundo?” (Jo 14,22).

Temos uma epístola de Judas “irmão de Tiago”, que foi classificada como uma das epístolas católicas. Parece ter em vista convertidos, e combate seitas corrompidas na doutrina e nos costumes. Começa com estas palavras: “Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados e amados por Deus Pai, e conservados para Jesus Cristo: misericórdia, paz e amor vos sejam concedidos abundantemente”. Orígenes achava esta epístola “cheia de força e de graça do céu”.

Segundo São Jerônimo, Judas terá pregado em Osroene (região de Edessa), sendo rei Abgar. Terá evangelizado a Mesopotâmia, segundo Nicéforo Calisto. São Paulino de Nola tinha-o como apóstolo da Líbia. Conta-se que Nosso Senhor, em revelações particulares, teria declarado que atenderá os pedidos daqueles que, nas suas maiores aflições, recorrerem a São Judas Tadeu. Santa Brígida refere que Jesus lhe disse que recorresse a este apóstolo, pois ele lhe valeria nas suas necessidades. Tantos e tão extraordinários são os favores que São Judas Tadeu concede aos seus devotos, que se tornou conhecido em todo o mundo com o título de Patrono dos aflitos e Padroeiro das causas desesperadas.

São Judas é representado segurando um machado, uma clava, uma espada ou uma alabarda, por sua morte ter ocorrido por uma dessas armas.

São Simão e São Judas Tadeu, rogai por nós!

Dá-me forças, Senhor!


Inicie este dia
com a seguinte oração,
escrita por Tagore:





“Senhor, esta é a súplica que dirijo a ti:
fere pela raiz a avareza
em meu coração.
Dá-me forças para suportar
alegremente minhas alegrias e tristezas.
Dá-me forças para que
o meu amor frutifique em serviço.
Dá-me forças para que
eu nunca despreze o pobre, nem dobre
meus joelhos diante do poder insolente.
Dá-me forças para elevar minha mente
acima da pequenez do dia a dia.
E dá-me forças, finalmente,
para entregar com amor minha força
à tua vontade”.


Meditação
Valorize todas as pessoas,
pois somos filhos de Deus.


Confirmação
“Oh! Como é bom, como é agradável
os irmãos morarem juntos!”
(Sl 133[132],1).

Rosemary de Ross

Retirado do livro: 'Uma mensagem por dia, o ano todo', Paulinas Editora.
 http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=mensagem&id=1915#ixzz3pp3p4CUJ 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

FÉ e GRATIDÃO

A nossa Diocese de Portalegre – Castelo Branco fez, este Domingo, 25 de Outubro, a entrega da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima à Diocese de Setúbal.
Entre o pp dia 11 e o dia de hoje, 25 de Outubro, a Imagem Peregrina de Nossa Senhora percorreu toda a Diocese e seus Arciprestados.


Foi acolhida ao longo dos muitos caminhos e estradas por pessoas singulares, por famílias ou pelas comunidades cristãs reunidas em festa de acolhimento, entrou nas Igrejas, nos lares de idosos, nas unidades de cuidados continuados e nas unidades hospitalares, nos quartéis militares e de bombeiros. Diante da Imagem Peregrina de Nossa Senhora rezaram as crianças, os adolescentes e jovens, os Escuteiros, as catequeses, as famílias, as Comunidades paroquiais, os muitos movimentos, os doentes, os desempregados, os profissionais, os que, de alguma forma, sofrem e procuram caminho.

Em silêncio ou aclamando, de pé ou sentados, de pé ou de joelhos, com a cabeça coberta ou sem chapéu e sem lenço, à porta de casa nas ruas e caminhos ou no meio das imensas assembleias reunidas, com os olhos marejados de lágrimas ou simplesmente com o espanto sustido de admiração, a Mãe do Céu foi sendo acolhida na expressão da sua Imagem Peregrina e na expressão da sua vida como escola de disponibilidade e fidelidade ao projecto de Deus. Cânticos, orações de louvor e de súplica, de intercessão e de acção de graças. Tanto para pedir. Tanto para agradecer.

Rezai – pediu Nossa Senhora em Fátima. E as comunidades rezaram e experimentaram como a oração abre o coração a Deus, faz escutar a sua Palavra, alimenta a fé, supõe e constrói o diálogo, purifica a verdade, sustenta a esperança, fortalece a confiança.

Lardosa - Castelo Branco - Foz do Giraldo – Estreito - Oleiros - Cernache do Bonjardim – Cabeçudo - Sertã - Vila de Rei – Cardigos - Proença-a-Nova - Sobreira Formosa - Castelo de Vide – Marvão - S. Salvador Aramenha – Alvarrões - Ribª de Nisa – Reguengo – Alegrete - Vale de Cavalos – Arronches - S. Tiago de Urra – Portalegre – Fortios – Alagoa – Belver – Envendos – Carvoeiro – Mação – Mouriscas – Alcaravela - S. Tiago Montalegre - Souto (Santuário de Nª Sª do Tojo) – Sardoal – Valhascos - Sardoal: Zona Industrial - Alferrarede: Zona Industrial – Alferrarede – Abrantes – Chainça - Rio de Moinhos - Aldeia do Mato – Martinchel – Constância – Montalvo – Abrantes – Alvega – Pego -Rossio ao Sul do Tejo – Malpique - Campo Militar de Sta. Margarida da Coutada – Portela - Santa Margarida – Tramagal - S. Miguel Rio Torto - São Facundo – Bemposta - Va le das Mós - Ponte de Sôr - Vale de Açor – Chança – Seda - Cabeço de Vide- Alter do Chão - Aldeia da Mata – Cunheira - Monte da Pedra – Comenda – Gavião – Tolosa – Gáfete – Alpalhão – Nisa - Flôr da Rosa – Crato – Alter do Chão foi o itinerário seguido ao longo de toda Diocese entre o dia 11 e o dia 25 de Outubro.

A visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora foi dom e foi tempo de graça. E é hora de agradecer. Ao Céu e à terra.

Uma palavra de imensa gratidão ao Povo de Deus pelo seu testemunho de povo crente saído à rua.

Uma palavra de gratidão às Comunidades que acolheram a Imagem de Nossa Senhora nas suas terras e nas suas Igrejas, que atapetaram ruas de flores e alfazema, que ao longo dos d ias e dos percursos fizeram chover milhares e milhares de pétalas de rosas sobre a Imagem de Nossa Senhora em viatura ou em andor.

Uma palavra de gratidão às muitas pessoas anónimas que, não sendo cristãos, nos deixaram fazer festa com a Mãe do Céu e nunca mostraram hostilidade a que a fizéssemos.

Uma palavra de muita gratidão, muito apreço e encorajamento ao Corpo Nacional de Escutas nas suas diversas secções e respectivas chefias.

Uma palavra de gratidão às muitas Instituições que, em cada comunidade, se revelaram como instituições de serviço às vidas das populações (Corpo Nacional de Escutas, Autarquias, Santas Casas da Misericórdia, Bombeiros, Militares, Hospitais e Lares, Associações diversas).

Uma palavra de imensa gratidão e admiração aos condutores da viatura que transportava o andor de Nossa Senhora.

Uma palavra de muita gratidão aos muitos homens que, nas diversas circunstâncias transportaram o andor de Nossa Senhora (GNR, os Bombeiros, os Militares, todos os voluntários anónimos nas Comunidades).

Uma palavra de muita gratidão e admiração às Senhoras que foram decorando e embelezando o andor com flores.

Uma palavra de muita gratidão aos Militares da Brigada de Trânsito e a todos os Militares da GNR que nos acompanharam de forma tão dedicada e solícita; aos Agentes da PSP que não se pou param a esforços para que os percursos urbanos fossem bem percorridos; às diversas Corporações de Bombeiros que intervieram nesta visita da Imagem Peregrina.

Uma palavra de imensa gratidão aos Párocos das muitas e diversas Comunidades, particularmente aos Arciprestes, pelo trabalho, pela motivação, pelo acompanhamento, pela alegria.

Uma palavra de gratidão ao P. Nuno pela sonorização dos momentos de procissão e cortejo automóvel com a viatura e andor de Nª Senhora.

Se um rosário é o conjunto das rosas que traduzem simbolicamente os nossos louvores, a Mãe do Céu colheu nestes dias e na nossa Diocese muitos rosários, colheu o melhor de todos nós. Somos terra de Santa Maria. Deus seja louvado.

Emanuel Matos Silva, p

Eucaristia

Papa defende «virar de página» em relação ao povo cigano


(Lusa)

Francisco criticou preconceitos e pediu uma maior aposta na educação escolar das crianças

(Ecclesia) - O Papa disse ontem no Vaticano que é hora de “virar a página” na relação com o povo cigano, e deixando de lado preconceitos e práticas que afetam a imagem destas populações.

“Queridos amigos, não deem aos meios de comunicação e à opinião pública ocasião para falarem mal de vocês”, exortou.

Francisco falava diante de mais de 7 mil participantes da peregrinação mundial do povo cigano, durante um encontro que decorreu na sala Paulo VI, com a presença de representantes portugueses.

Para construir o futuro, afirmou o Papa, é preciso investir na educação das crianças, advertindo para o baixo nível de escolarização dos jovens ciganos.

“Os vossos filhos têm o direito de ir à escola, não os impeçais”, pediu.

A peregrinação comemora o 50º aniversário da visita histórica do Beato Paulo VI ao acampamento de Pomezia, nos arredores de Roma, e incluiu uma celebração eucarística na capela ao ar livre dedicada ao Beato Zeferino (El Pélé), no Santuário do Divino Amor.

“Visitando algumas paróquias romanas, nas periferias da cidade, tive oportunidade sede ouvir os vossos problemas, inquietações, e constatei que interpelam não só a Igreja mas também as autoridades locais”, disse Francisco.

O Papa evocou as condições precárias em que vivem muitos dos povos nómadas, as quais muitas vezes ferem o direito de cada pessoa a uma vida digna, com trabalho, educação e saúde.

“Não queremos voltar a assistir a tragédias familiares, em que crianças morrem de frio ou entre as chamas, ou se tornam objetos nas mãos a pessoas depravadas, jovens e mulheres envolvidos no tráfico de droga ou de seres humanos”, declarou.

“Muitas vezes caímos na indiferença e na incapacidade de aceitar costumes e modos de vida diferentes dos nossos”, acrescentou Francisco.

Neste sentido, o Papa convidou todos a um compromisso para eliminar preconceitos e desconfianças que estão na base da discriminação, do racismo e da xenofobia, com a construção de “periferias mais humanas”, evitando tudo o que não é digno do cristianismo, como “falsidades, fraudes, enganos ou brigas”.

“Ninguém se deve sentir isolado ou autorizado a espezinhar a dignidade e os direitos dos outros”, prosseguiu.

De Portugal participaram oito ciganos e ciganas de Viana do Castelo, Vila Real, Porto (Espinho) e Guarda, bem como os membros das direções da Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos (ONPC), do Secretariado da Pastoral dos Ciganos do Porto (OVAC) e da Cáritas de Vila Real.

LFS/OC

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Família: Preparação para o Matrimónio é prioridade depois do Sínodo


Foto: Ricardo Perna

Responsável pelo setor na Conferência Episcopal Portuguesa traz preocupação por criar «novos caminhos»



(Ecclesia) - O presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família (CELF), D. Antonino Dias, escolhe a preparação “mais insistente e permanente” para o Matrimónio como uma das prioridades depois do Sínodo dos Bispos que decorreu no Vaticano.

“É uma área onde precisamos de investir muito, porque muita gente se aproxima do sacramento sem fazer ideia do que isso é. Não podemos supor, temos de formar”, disse o bispo de Portalegre-Castelo Branco, em declarações à Agência ECCLESIA e Família Cristã.

Depois de ter participado nas três semanas de trabalho da assembleia sinodal sobre a vocação e a missão da família, o prelado sustenta que os debates “não foram para ganhar ou perder”, mas para procurar “caminhos de pastoral”.

“Não é tanto na doutrina, mas como levar a doutrina à prática”, precisa.

A este respeito, o presidente da CELF, organismo do episcopado católico português, sublinha a importância de acompanhar quem faz a opção de casar e “reestruturar a preparação para o Matrimónio.

“Esse é o grande desafio. As pessoas não podem aproximar-se para celebrar um sacramento se saberem o que ele implica, sem essa consciência. E não só o sacramento, mas saber que têm de fazer da família uma comunidade de vida e de amor”, assinala.

O bispo de Portalegre-Castelo Branco defende que o mais importante é que “as pessoas sejam felizes” e, assim, entendam que a indissolubilidade matrimonial “não é um jugo, é um dom”.

O responsável admite que nem sempre tem sido possível fazer uma preparação “remota” para o Matrimónio, pelo que muitos noivos chegam à Igreja sem saber o que vão fazer.

“Tem de haver aí uma pedagogia muito importante”, reforça.

“É importante que aqueles que se preparam para o matrimónio se insiram nas suas comunidades com alegria, com responsabilidade”, acrescenta o prelado.

Segundo o presidente da CELF, a família “tem de assumir a sua quota-parte de colaboração” na evangelização, a começar por casa, “abrindo-se à comunidade e prestando um contributo muito importante, experiencial”.

“Isso pode ajudar muito os casais novos a valorizar o que é importante no sacramento do Matrimónio e na própria família, acrescentou.

Falando dos leigos como um “gigante adormecido” na ação da Igreja Católica, D. Antonino Dias deixa votos de que depois deste Sínodo todos se comprometam em “fazer da comunidade paroquial uma família mais alargada, uma família de famílias”.

RP/OC

Papa rejeita fé pré-programada que ignora sofrimento alheio

Francisco preside a Missa conclusiva do Sínodo dos Bispos e deixa mensagem centrada na misericórdia de Deus





(Ecclesia) – O Papa alertou ontem no Vaticano para a tentação de uma “fé pré-programada” que ignora o sofrimento alheio em função da sua própria agenda.

"Uma fé que não sabe radicar-se na vida das pessoas, permanece árida e, em vez de oásis, cria outros desertos", disse, na homilia da Missa conclusiva do Sínodo dos Bispos sobre a família, na Basílica de São Pedro.

Francisco partiu do relato da cura de um cego, por Jesus, para recordar que perante o sofrimento de Bartimeu “nenhum dos discípulos para”, mas “continuam a caminhar, avançam como se nada fosse”.

“Se Bartimeu é cego, eles são surdos: o seu problema não é problema deles. Esse pode ser o nosso risco: face aos problemas contínuos, o melhor é seguir em frente, sem deixar-se perturbar”, advertiu.

Neste contexto, a homilia falou numa “fé pré-programada”, em que cada um já tem a sua agenda própria, “ onde tudo está previsto”.

“Sabemos para onde ir e quanto tempo gastar; todos devem respeitar os nossos ritmos e qualquer inconveniente perturba-nos. Corremos o risco de nos tornarmos como «muitos» do Evangelho que perdem a paciência e repreendem Bartimeu”, precisou.

Em vez de rejeitar quem incomoda, Jesus quer “incluir, sobretudo quem está relegado para a margem e grita por Ele”.

O Papa aludiu depois à falta de “abertura do coração” e ao fim de aspetos da vida espiritual como “a admiração, a gratidão e o entusiasmo”, longe do “coração” de Deus, que “se inclina para quem está ferido”.

“Esta é a tentação duma «espiritualidade da miragem»: podemos caminhar através dos desertos da humanidade não vendo aquilo que realmente existe, mas o que nós gostaríamos de ver”, prosseguiu.

Perante os “irmãos sinodais”, cardeais, patriarcas, arcebispos, bispos e padres que participaram na 14ª assembleia geral do Sínodo, o Papa elogiou o caminho que todos fizeram “juntos”.

“Sem nos deixarmos jamais ofuscar pelo pessimismo e pelo pecado, procuremos e vejamos a glória de Deus que resplandece no homem vivo”, apelou.

Francisco defendeu que, tal como na cura do cego, os cristãos devem ir ter com quem sofre para dizer-lhes “coragem”, “tem confiança, anima-te” e “levanta-te”.

“Os seus limitam-se a repetir as palavras encorajadoras e libertadoras de Jesus, conduzindo diretamente a Ele sem fazer sermões. A isto são chamados os discípulos de Jesus, também hoje, especialmente hoje: pôr o homem em contacto com a Misericórdia compassiva que salva”, observou.

A menos de dois meses do início do Jubileu da Misericórdia, um Ano Santo extraordinária convocado pelo Papa, Francisco disse que as situações de “miséria e de conflitos” são para Deus “ocasiões de misericórdia”.

“Hoje é tempo de misericórdia”, sustentou.

Após a homilia, na apresentação das ofertas, uma família com uma filha em cadeiras de rodas foi ao altar, um dia depois de o Sínodo dos Bispos ter manifestado o seu apoio a todas as pessoas com deficiência.

OC

domingo, 25 de outubro de 2015

30º Domingo do tempo comum


https://www.youtube.com/watch?v=hUuVSzpsgQ8&list=PLG68C8mrFzfTqEFrveAZJjudSYoxoMjY6&index=1


Sínodo 2015: Cardeal-patriarca, «muito satisfeito», sublinha acompanhamento de cada família


Foto: Ricardo Perna

D. Manuel Clemente diz que situações difíceis exigem avaliação «caso a caso»

(Ecclesia) – O cardeal-patriarca de Lisboa mostrou-se hoje “muito satisfeito” com os trabalhos do Sínodo dos Bispos, que chegaram ao fim com a apresentação ao Papa de um relatório que aposta no acompanhamento de cada família.

“Temos de dar muito mais importância às famílias, à preparação para o matrimónio, ao acompanhamento das famílias cristãs, mesmo aquelas que vivem em rutura, para vermos o que podemos consertar com a ajuda de todos”, disse, após a votação do relatório final, com 94 pontos aprovados na sua totalidade por maioria de dois terços.

Segundo o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), nas situações em que não seja possível “recuperar” a relação anterior, a Igreja deve continuar a considerar as pessoas envolvidas como “irmãos e irmãs, batizados que têm o seu lugar na comunidade cristã”.

A respeito do possível acesso à Comunhão dos católicos divorciados que voltaram a casar civilmente, D. Manuel Clemente observou que o tema não foi tão tratado como na reunião extraordinário do Sínodo, em 2014, porque “a comunhão sacramental tem a ver com a validade do vínculo e a atenção a esse nexo é que fica aqui mais vincada e mais redobrada”.

“Se realmente a família é assim tão importante, vamos dar-lhe a importância que ela tem, quer na preparação, quer no acompanhamento daqueles que já não vivem a família como a começaram dantes, para todos uma atenção redobrada porque o seu papel é indispensável para a Igreja e para a sociedade”, prosseguiu.

O relatório final apela a um “caminho de discernimento”, que o cardeal-patriarca vê como a confirmação da necessidade do “acompanhamento caso a caso”, citando o que o Papa São João Paulo II “já disse há 30 anos”.

“Temos de ter muita atenção, porque os casos não são todos iguais: às vezes uma expressão forte pode encobrir situações muito diversas. É o que estamos a fazer e o que vamos continuar a fazer”, apontou.

O presidente da CEP, um dois delegados do episcopado português neste Sínodo, juntamente com D. Antonino Dias (bispo de Portalegre-Castelo Branco), afirmou que os trabalhos desta assembleia decorreram com “serenidade” e “naturalidade”, depois de se ter vivido alguma “perplexidade” na reunião de 2014, mas rejeitou a ideia de “algum burburinho” que se procurou criar.

Depois de duas assembleias sinodais, antecedidas por inquéritos às comunidades católicas, “o caminho não acabou” e compete agora ao Papa “pegar nas reflexões e nos resultados”.

A isto, acrescenta, soma-se o “exercício da sinodalidade, um caminho que se faz em conjunto”, que se vai transpor para os vários níveis da vida da Igreja.

O presidente da CEP agradeceu a ajuda das famílias presentes no Vaticano, “até um bebé que de vez em quando chorava”.

Em relação à realidade portuguesa, o patriarca de Lisboa considera que o Sínodo sobre a família vai abrir perspetivas para uma sociedade “muito individualizada”, no sentido de “a tornar mais familiar, mais próxima, mais vizinha, mais solidária entre gerações”.

RP/OC

Senhor, que eu veja!


https://www.youtube.com/watch?v=vQbPZo_fPq0

Senhor, que eu veja!

Imitemos o cego que foi salvo no corpo e na alma.
Não peçamos a Deus apenas coisas terrenas.
Peçamos a luz com a qual possamos ver.
O caminho para esta luz é a fé.
E, vivendo esta fé, acreditando, glorificaremos a Deus com nossas obras.

sábado, 24 de outubro de 2015

Sínodo 2015: Papa fala em «novos horizontes» na relação Igreja-Família, sem linguagem condenatória


Foto: Ricardo Perna

Francisco elogia trabalhos que fugiram da «fácil repetição» e critica teses conspirativas

(Ecclesia) – O Papa encerrou hoje no Vaticano os trabalhos do Sínodo dos Bispos sobre a família e disse que as últimas três semanas abriram “novos horizontes” na vida da Igreja, que recusam uma linguagem condenatória.

“Procuramos abrir os horizontes para superar qualquer hermenêutica conspiratória ou perspetiva fechada, para defender e difundir a liberdade dos filhos de Deus, para transmitir a beleza da Novidade cristã, por vezes coberta pela ferrugem duma linguagem arcaica ou simplesmente incompreensível”, declarou Francisco, numa intervenção à porta fechada, posteriormente publicada pela sala de imprensa da Santa Sé.

Perante 265 participantes com direito a voto, entre eles D. Manuel Clemente e D. Antonino Dias, de Portugal, o Papa declarou que “o primeiro dever da Igreja não é aplicar condenações ou anátemas, mas proclamar a misericórdia de Deus”.

“A experiência do Sínodo fez-nos compreender melhor também que os verdadeiros defensores da doutrina não são os que defendem a letra, mas o espírito; não as ideias, mas o homem; não as fórmulas, mas a gratuidade do amor de Deus e do seu perdão”, precisou.

Francisco apresentou uma reflexão sobre o que deve significar para a Igreja “encerrar este Sínodo dedicado à família”, que desde 2013 incluiu questionários às comunidades católicas, uma reunião extraordinária de bispos (2014) e a 14ª assembleia geral ordinária, que se conclui oficialmente este domingo, com a Missa na Basílica de São Pedro.

O fim deste percurso, afirmou o Papa, não significa que se esgotaram todos os temas, mas que estes foram debatidos “a luz do Evangelho, da tradição e da história bimilenária da Igreja”, sem “cair na fácil repetição do que é indiscutível ou já se disse”, “sem medo e sem esconder a cabeça na areia”.

“Seguramente não significa que encontramos soluções exaustivas para todas as dificuldades e dúvidas que desafiam e ameaçam a família”, admitiu.

Francisco falou da reunião de bispos e outros representantes das comunidades católicas como uma prova da “vitalidade da Igreja Católica”, num “período histórico de desânimo e de crise social, económica, moral e de prevalecente negatividade”.

O Sínodo desafia a Igreja e a sociedade a compreender a importância da “instituição da família e do Matrimónio entre homem e mulher”, fundado sobre “a unidade e a indissolubilidade”.

Francisco lamentou que alguns “corações fechados” optem por “julgar, às vezes com superioridade e superficialidade, os casos difíceis e as famílias feridas”.

Noutra passagem do discurso, o Papa critica os que se opuseram à dinâmica sinodal “com métodos não totalmente benévolos”, sustentado que esta assembleia nunca quis entrar nas questões dogmáticas, “bem definidas pelo Magistério da Igreja”.

Após três semanas de encontros com responsáveis de todo o mundo, o pontífice argentino recordou que aquilo que parece “normal” para um bispo de determinado continente pode ser “quase um escândalo” para outro.

“O desafio que temos pela frente é sempre o mesmo: anunciar o Evangelho ao homem de hoje, defendendo a família de todos os ataques ideológicos e individualistas”, disse ainda, advertindo para os perigos do relativismo ou de “demonizar os outros”.

Em conclusão, Francisco sustenta que, para a Igreja, encerrar o Sínodo significa “voltar realmente a «caminhar juntos» para levar a toda a parte do mundo, a cada diocese, a cada comunidade e a cada situação a luz do Evangelho, o abraço da Igreja e o apoio da misericórdia de Deus”.

OC

Papa Francisco: nós cristãos devemos mudar, mas como?


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"Os tempos fazem o que devem: mudam. Os cristãos devem fazer aquilo que Cristo quer: avaliar os tempos e mudar com ele"


“Os tempos mudam e nós cristãos devemos mudar continuamente”, com liberdade e na verdade da fé. Foi o que afirmou o Papa na homilia da missa desta sexta-feira (23/10) celebrada na Casa Santa Marta.

Francisco refletiu sobre o discernimento que a Igreja deve atuar, observando os ‘sinais dos tempos’, sem ceder à comodidade do conformismo, mas deixando-se inspirar pela oração.

Os tempos fazem o que devem: mudam. Os cristãos devem fazer aquilo que Cristo quer: avaliar os tempos e mudar com ele, permanecendo ‘firmes da verdade do Evangelho’. O que não se admite é o tranquilo conformismo que, na prática, nos deixa imóveis.

Sabedoria cristã

O Papa se inspira no trecho da Carta aos Romanos de São Paulo, na qual ele prega ‘com muita força a liberdade que nos salvou do pecado’. No Evangelho do dia, Jesus fala ‘do sinal dos tempos’, definindo hipócritas aqueles que sabem compreender o tempo, mas não fazem o mesmo com o tempo do Filho do Homem. Deus nos criou livres e para ter esta liberdade – afirma o Papa – devemos nos abrir à força do Espírito Santo e entender bem o que acontece dentro de nós e fora de nós”, usando o ‘discernimento’.

“Temos esta liberdade de julgar o que acontece fora de nós, mas para julgar temos que saber bem o que ocorre fora de nós. E como se pode fazer isto? Como se pode fazer o que a Igreja chama ‘conhecer os sinais dos tempos’? Os tempos mudam; é justamente a sabedoria cristã a conhecer estas mudanças, conhecer os diferentes tempos e também os sinais dos tempos. O que significa uma coisa e a outra. Fazer isto sem medo, com liberdade”.

Silêncio, reflexão e oração

Francisco reconhece que não é algo “fácil”, são muitos os condicionamentos externos que pressionam também os cristãos e induzem muitos a um mais cômodo “não fazer”:

“Este é um trabalho que, com frequência, não fazemos: nos conformamos, nos tranquilizamos com ‘me disseram, ouvi, as pessoas dizem, eu li…’. Assim estamos tranquilos… Mas qual é a verdade? Qual é a mensagem que o Senhor quer me passar com este sinal dos tempos? Para entender os sinais dos tempos, antes de tudo é preciso o silêncio: silenciar e observar. E, em seguida, refletir dentro de nós. Um exemplo: porque existem tantas guerras hoje? Porque aconteceu algo? E rezar… Silêncio, reflexão e oração. Somente assim poderemos entender os sinais dos tempos, o que quer nos dizer Jesus”.

Livres na verdade do Evangelho

Entender os sinais dos tempos não é uma tarefa exclusiva de uma elite cultural. Jesus, recordar, não diz “vejam como fazem os universitários, como fazem os doutores, os intelectuais…”. Jesus, destaca o Papa, fala aos camponeses que “em sua simplicidade” sabem “distinguir o joio do trigo”:

“Os tempos mudam e nós cristãos devemos mudar continuamente. Devemos mudar firmes na fé em Jesus Cristo, firmes na verdade do Evangelho, mas o nosso comportamento deve se mover continuamente de acordo com os sinais dos tempos. Somos livres. Somos livres pelo dom da liberdade que Jesus Cristo nos deu. Mas o nosso dever é olhar o que acontece dentro de nós, discernir os nossos sentimentos, os nossos pensamentos; e o que acontece fora de nós e discernir os sinais dos tempos. Com o silêncio, com a reflexão e com a oração”

(Rádio Vaticano)

"Que queres que te faça?", diz Jesus


https://www.youtube.com/watch?v=EQX1h4BCTGk

A liturgia do 30° Domingo do Tempo Comum fala-nos da preocupação de Deus em que o homem alcance a vida verdadeira e aponta o caminho que é preciso seguir para atingir essa meta. De acordo com a Palavra de Deus que nos é proposta, o homem chega à vida plena, aderindo a Jesus e acolhendo a proposta de salvação que Ele nos veio apresentar.
A primeira leitura afirma que, mesmo nos momentos mais dramáticos da caminhada histórica de Israel, quando o Povo parecia privado definitivamente de luz e de liberdade, Deus estava lá, preocupando-se em libertar o seu Povo e em conduzi-lo pela mão, com amor de pai, ao encontro da liberdade e da vida plena.
A segunda leitura apresenta Jesus como o sumo-sacerdote que o Pai chamou e enviou ao mundo a fim de conduzir os homens à comunhão com Deus. Com esta apresentação, o autor deste texto sugere, antes de mais, o amor de Deus pelo seu Povo; e, em segundo lugar, pede aos crentes que "acreditem" em Jesus - isto é, que escutem atentamente as propostas que Ele veio fazer, que as acolham no coração e que as transformem em gestos concretos de vida.
No Evangelho, o catequista Marcos propõe-nos o caminho de Deus para libertar o homem das trevas e para o fazer nascer para a luz. Como Bartimeu, o cego, os crentes são convidados a acolher a proposta que Jesus lhes veio trazer, a deixar decididamente a vida velha e a seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida. Dessa forma, garante-nos Marcos, poderemos passar da escravidão à liberdade, da morte à vida.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

PERTO DO FIM

Foto de Diocese de Portalegre-Castelo Branco.

No final da III Assembleia Geral Extraordinária, em 18 de outubro de 2014, o Santo Padre dizia: “Posso tranquilamente afirmar que — com um espírito de colegialidade e de sinodalidade — vivemos verdadeiramente uma experiência de «Sínodo», um percurso solidário, um «caminho conjunto». E, como acontece em todo o caminho —dado que se tratou de um «caminho» —, houve momentos de corrida apressada, como se se quisesse vencer o tempo e chegar quanto antes à meta; momentos de cansaço, como se se quisesse dizer basta; e outros momentos de entusiasmo e ardor. Houve momentos de profunda consolação, ouvindo o testemunho de autênticos pastores (cf. Jo 10 e cânn. 375, 386 e 387), que trazem sabiamente no coração as alegrias e as lágrimas dos seus fiéis. Momentos de consolação, graça e conforto, ouvindo os testemunhos das famílias que participaram no Sínodo e compartilharam connosco a beleza e a alegria da sua vida matrimonial. Um caminho onde o mais forte se sentiu no dever de ajudar o menos forte, onde o mais perito se prestou para servir os demais …”
E se assim foi a III Assembleia Extraordinária, no ano passado, não foi menos interessante esta Assembleia Ordinária do Sínodo que se aproxima do fim.
Ao longo desta semana, os Padres Sinodais participaram, na manhã de Domingo, na solene celebração Eucarística, em que o Santo Padre canonizou Vicente Grossi, a religiosa Maria da Imaculada Conceição, e o casal Luís Martin e Maria Zélia Guérin, pais de Santa Terezinha do Menino Jesus. Na história da Igreja, é o primeiro casal, não mártir, a ser elevado à honra dos altares na mesma cerimónia.
Na segunda, todo o dia, e terça-feira, de manhã, continuaram os trabalhos de Grupo, por círculos linguísticos. Na terça-feira de tarde, teve lugar a XIV Congregação Geral, moderada pelo Cardeal Napier, da África do Sul, em que usou da palavra o Delegado do Patriarcado de Moscovo que ainda não tinha tido essa oportunidade. Seguiu-se a leitura do resultado do trabalho dos 13 grupos e fez-se a primeira votação para eleger (um elemento por cada Continente) o Conselho da Secretaria do próximo Sínodo dos Bispos.
A quinta, todo o dia, e quarta-feira, de manhã, foi um tempo livre, mas de muito trabalho para o Secretariado encarregado de reelaborar o Documento final, com as achegas ou propostas de emenda que vieram da reflexão dos grupos. Tarefa nada fácil, atendendo a que houve cerca de mil e quinhentos novos modos, para o texto. Este texto, agora reelaborado, foi entregue, na quinta-feira, de tarde, na XV Congregação Geral, a todos os Padres Sinodais e outros participantes no Sínodo, O Santo Padre, no início desta Congregação, anunciou que ia instituir um novo Dicastério, que terá competência sobre “os Leigos, a Família e a Vida”. Substituirá os Pontifícios Conselhos para os Leigos e para a Família, sendo anexada a Pontifícia Academia para a Vida. O Relator Geral do Sínodo, Cardeal Peter Erdö, da Hungria, fez uma introdução de caráter geral, ao documento agora entregue, sem entrar nos conteúdos do mesmo. E o Cardeal Lorenzo Baldisseri, Italiano, Secretário Geral, explicou a metodologia de como se chegou à elaboração deste documento final. Fez-se a primeira votação para eleger (um por cada Continente) o Conselho da Secretaria do próximo Sínodo dos Bispos.
Foi ainda apresentada e lida aos Padres Sinodais o esboço de uma Declaração sobre a situação das famílias no Oriente Médio, que será publicada no fim dos trabalhos Sinodais.
Esta Congregação Geral acabou mais cedo para que todos tivessem a oportunidade de fazer uma leitura atenta ao documento, com a possibilidade de, na manhã de sexta-feira, dia seguinte, na XVI Congregação geral, quem tivesse alguma coisa ainda a dizer, o pudesse fazer na Aula Sinodal.
Assim, neste dia de sexta-feira, depois da oração e da reflexão feita por Dom Jan Vokál, da República Checa, e sendo Moderador o Cardeal Luis Tagle, das Filipinas, ainda quiseram usar da palavra alguns Padres Sinodais, tendo havido 51 intervenções: Chade, Ucrânia, Alemanha, Vaticano, Itália, Índia, Áustria, Canadá, Grã-Bretanha, México, Holanda, Costa do Marfim, Estados Unidos, Malta, Polónia, Venezuela, Bielorrússia, Hungria, Letónia, República Checa, Austrália, Brasil, Bélgica, Espanha, Síria, Coreia, Iraque, França, Vietname, Argélia, Uruguai e Argentina. Estas propostas foram entregues, por escrito, à Secretaria do Sínodo para serem avaliadas e eventualmente integradas no texto final.
Fez-se uma segunda ronda de votações para completar o elenco dos membros do Conselho da Secretaria do Sínodo, que será confirmado depois, quando o Santo Padre nomear os outros membros dos diversos Continentes.
A tarde desta sexta-feira ficou livre para que os responsáveis pela redação dessem agora os últimos retoques, com as considerações feitas esta manhã.
Amanhã, de manhã, será apreciado de novo o texto final e, pela tarde, será votado, número por número, para que seja entregue ao Santo Padre.

D. Antonino Dias

Bispo Diocesano

Viver Prisioneiro

Carta aos Catequistas



Aos Catequistas

“Misericordiosos como o Pai”! (cf. Lc. 6,36)

Caro catequista
Iniciamos um novo ano pastoral e, com ele, renovam-se propósitos e desafios, exigências e tensões.
Sois enviados ao mundo! Um mundo real, que precisa de vós para conhecer Deus, para O descobrir misericordioso, como nos propõe o Papa Francisco neste Jubileu extraordinário da Misericórdia.
Deixando uma palavra de muita gratidão por todo o vosso trabalho ao serviço do Evangelho, convido-vos a que, ao longo deste ano pastoral, assenteis a vossa missão de catequista em três pilares fundamentais: formação, testemunho e celebração.
A formação não é uma exigência nossa, é uma necessidade no vosso ministério. É verdade que a Mensagem é sempre a mesma: ontem, hoje e sempre. Mas há outra linguagem, outros recursos e novos dinamismos que podem e devem ser usados para gerar empatia nas crianças, nos adolescentes, nos jovens e também nos adultos que esperam conhecer e amar Jesus Cristo.
“Ninguém dá o que não tem” é um chavão utilizado para motivar à formação. No vosso caso, porém, e também no meu porque o Bispo é o primeiro catequista da Diocese, também podemos aplicar este aforismo: ninguém dá o que não tem. Na verdade, muitas vezes tentamos dar o que não temos. Não sabemos, não vivemos, não nos preparamos, somos pequenas vasilhas que deixaram de ir à fonte da água viva e estão cheias de muita coisa inútil, das nossas fragilidades e incoerências, de alguma preguiça e do pensar que já se sabe quanto baste.
Começar um novo ano, é renovar. Não podemos ser uma espécie de cisterna que, embora possa juntar muita água, vai perdendo a frescura da fonte e da água. Um bispo, padre ou catequista que não se renova, mesmo que saiba muito, acabará por ser como uma cisterna com muita água mas que ninguém quererá beber.
O testemunho é o que distingue a catequese de outras formas de transmitir. Nós não ensinamos, fazemos catequese, ajudando a que as pessoas conheçam e se tornem seguidoras de Jesus Cristo: discípulos, discípulos missionários. A pessoa de Jesus Cristo é o fundamento da nossa fé. Por isso, mais do que ensinar fórmulas ou conteúdos, o que queremos fazer é dar testemunho da nossa amizade com Ele. No que dizemos e fazemos, na forma como acolhemos e ouvimos, no sorriso que expressamos, Ele há de estar presente! Por isso, muito desejamos que quem vos veja, O veja, que quem vos ouça, O ouça, que quem vos ame, O ame e assim se salve.
Costuma referir-se os cristãos como praticantes e não praticantes, em conformidade com a sua participação ou não nos momentos celebrativos da comunidade. Sabemos que é um critério pouco abrangente, mas percebemos que seja o mais fácil pela visibilidade e objetividade que encerra e pela importância que a inserção e a participação na comunidade tem na vida de qualquer pessoa e da própria comunidade.
Sei que não é preciso lembrar-vos isso. No entanto, se a participação é importante para todo e qualquer cristão, muito mais o será para vós, os catequistas, com responsabilidades mais diretas no campo da Evangelização. Por isso, sem esquecerdes a dimensão diocesana do vosso ministério, é importante que primeis pela participação na Eucaristia, sobretudo Dominical, pela oração e dinâmica sacramental na vida e pelo testemunho pessoal na comunidade que deveis animar e ajudar a crescer.
Não são muitas as ocasiões em que nos juntamos e nos vemos como Diocese. São acontecimentos pouco frequentes mas de capital importância. Podem ser de formação ou de testemunho, mas são, sobretudo, de celebração. Cito, entre esses momentos, aqueles que o Secretariado Diocesano vos propõe: o “dia Diocesano da Catequese” e as Jornadas Arciprestais de Catequistas.
Não somos ilhas, não podemos viver de costas para a dinâmica diocesana, não podemos permanecer desligados uns dos outros. Essa ligação acontece com gestos e acontecimentos concretos, como estes e outros.
Desafio-vos a que, ao longo deste ano, vivais assim, sendo Rosto (s) de misericórdia como a programação da Igreja Diocesana nos propõe!
Permaneçamos unidos em Cristo e na missão que nos confiou.

Antonino Dias
Bispo Diocesano

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Papa anuncia criação de nova Congregação para a Família na Cúria Romana


Ricardo Perna

Anúncio feito no início da reunião geral do Sínodo dos Bispos

Octávio Carmo, enviado da Agência ECCLESIA ao Vaticano, com Ricardo Perna, da Família Cristã

(Ecclesia) - O Papa anunciou hoje a criação de uma nova congregação da Cúria Romana para as áreas da Família, Leigos e Vida, ao inaugurar a reunião geral do Sínodo dos Bispos que decorre esta tarde no Vaticano.

Francisco informou ainda os participantes que uma comissão de estudos vai determinar a nova estrutura, que congregará o atual Conselho Pontifício para a Família, o Conselho Pontifício para os Leigos e a Academia Pontifícia para a Vida.

O anúncio dá mais relevo à área da Família dentro dos organismos centrais de governo da Igreja Católica, que colaboram mais diretamente com o Papa.

A proposta de alteração tinha sido feita em setembro pelo conselho consultivo de cardeais.

Em Portugal, a Conferência Episcopal tem uma Comissão para o Laicado e Família desde 2005.

No final dos trabalhos, o presidente do Conselho Pontifício para a Família, D. Vincenzo Paglia, saudou uma decisão que era aguardada.

"Estamos muito satisfeitos", disse à Agência ECCLESIA e Família Cristã, a respeito da nova Congregação da Cúria Romana.

Tal como tinha sido anunciado, os participantes com direito a voto no Sínodo dos Bispos receberam esta tarde a proposta de relatório final, à qual poderão fazer sugestões de mudança na próxima reunião geral, sexta-feira de manhã.

RP/OC

São João Paulo II

O limite!

Papa: "Deus não fica parado, Ele sai e nos dá amor desmedido"

                                 

Cidade do Vaticano (RV) - Deus doa sempre com generosidade a sua graça aos homens, que têm o hábito de “medir as situações”: entender a abundância do amor divino é sempre fruto de uma graça. Este foi o teor da homilia que o Papa desenvolveu durante a Missa da manhã, celebrada, como quotidianamente, na Casa Santa Marta.

Abundante: o amor de Deus pelos homens é assim. Com uma generosidade que o homem desconhece, porque é acostumado a dar migalhas quando decide doar alguma coisa. O Papa Francisco leu o trecho de São Paulo nesta chave. A salvação trazida por Jesus, que supera a queda de Adão, é uma demonstração desta doação com abundância. E a salvação, explica, “é a amizade entre nós e Ele”:

Um Deus que sai

“Como Deus dá, no caso da amizade, a nossa salvação? Dá como diz que dará a nós quando fazemos uma boa ação: nos dará uma medida boa, cheia, transbordante... Mas isto faz pensar na abundância e esta palavra é repetida três vezes neste trecho. Deus dá na abundância até o ponto de dizer a Paulo: ‘onde avultou o pecado, superabundou a graça’. Este é o amor de Deus: sem medida”.

Sem medidas, como o pai da parábola evangélica, que todos os dias observa o horizonte para ver se seu filho decidiu voltar. “O coração de Deus – afirma Francisco – não é fechado, é sempre aberto. E quando nós chegamos, como aquele filho, ele nos abraça e beija. É Deus que festeja”:

“Deus não é mesquinho: Ele não conhece a mesquinhez. Ele dá tudo. Deus não fica parado: Ele olha e espera que nós nos convertamos. Deus é um Deus que sai: sai para procurar, busca cada um de nós. Todos os dias Ele nos procura, está nos procurando. Como já fez e já diz, na Parábola da ovelha perdida ou da dracma perdida: procura. É sempre assim”.

Abraço sem medida

No céu, reitera ainda o Papa, “se faz mais festa” para um pecador que se converte do que para cem que permanecem justos. E todavia não é fácil, com nossos critérios humanos, pequenos e limitados, entender o amor de Deus. Entende-se por uma ‘graça’, como o compreendeu – recorda Francisco – a freira de 84 anos conhecida em sua diocese que andava pelos corredores do hospital falando, com um sorriso, sobre o amor de Deus aos doentes. Ela, conclui o Papa, teve o ‘dom de entender este mistério', esta superabundância do amor de Deus, que muitos não conseguem entender:

“É verdade, nós sempre temos o costume de medir as situações, as coisas, com medidas que possuímos, mas são medidas pequenas. Por isso, nos faria bem pedir ao Espírito Santo a graça de aproximarmo-nos pelo menos um pouco, para entendermos este amor e termos vontade de ser abraçados e beijados com a medida sem limites”.

(CM)

(from Vatican Radio)

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

«A identidade familiar baseia-se na promessa de fidelidade»


 (Lusa)


Na audiência geral desta quarta-feira (21/10), o Papa dissertou sobre ‘as promessas’ feitas nas famílias, começando pela promessa de amor e fidelidade feita por marido e esposa no momento do matrimónio.






Diante de cerca de 30 mil pessoas, na Praça São Pedro, o Pontífice disse que “ela comporta o compromisso de acolher e educar os filhos; cuidar dos pais idosos, proteger e acudir os membros mais frágeis da família, ajudar-se mutuamente para realizar as suas qualidades e aceitar os seus limites. Uma família que se fecha em si mesma é uma contradição, uma mortificação da promessa que a fez nascer e a faz viver".

Fidelidade com liberdade

Além da fidelidade, Francisco ressaltou o valor da liberdade: “Ninguém quer ser amado somente pelos seus bens ou pelas suas ‘obrigação’. Assim como a amizade, o amor deve a sua força e a sua beleza ao fato que gera uma relação sem privá-la da liberdade. Sem liberdade não existe amor e não existe matrimónio”, afirmou, concluindo que “liberdade e fidelidade não se opõem, mas se sustentam reciprocamente”.

Para o Papa, “a fidelidade às promessas do matrimónio é uma verdadeira ‘obra de arte’ da humanidade, um ‘milagre’, já que a sua força e persuasão nunca cessam de nos encantar e surpreender.

A este ponto, o Papa improvisou lembrando-se do passado, quando para os nossos avós, valia ‘dar a palavra e apertar as mãos’.

Cumprir as promessas

“Ah... naqueles tempos... quando se fazia um acordo, apertar a mão era suficiente... era um fato social, existia a ‘fidelidade’ às promessas...”

A honra à palavra, assim como a fidelidade da promessa, não se pode comprar nem vender; não se pode obrigar com a força e nem custodiar sem sacrifício. Se a família não ensinar esta verdade do amor, nenhuma outra escola o poderá fazer. Sendo assim, Francisco defendeu que “é necessário restituir honra social à fidelidade do amor”.

O ensinamento desta catequese, a poucos dias do encerramento do Sínodo sobre a Família em andamento no Vaticano, é que “a Igreja encontra na família uma bênção a ser resguardada, da qual se aprende sempre, antes de ensiná-la e discipliná-la”:

“O amor pela família humana, na boa e na má sorte, é um ponto de honra para a Igreja. Que Deus nos conceda estarmos à altura desta promessa!”.

Para terminar, Francisco pediu a todos que rezem pelos Padres Sinodais, que o Senhor abençoe o seu trabalho, realizado com fidelidade criativa, confiantes de que Ele, o Senhor, é o primeiro a ser fiel nas suas promessas”.

Oração pelo êxito do Sínodo

Após estas palavras, o Pontífice saudou os diferentes grupos de turistas e peregrinos presentes na audiência. Dirigindo-se aos de fala portuguesa, agradeceu a delegação da Comunidade Hebraica de São Paulo, acompanhada pelo Cardeal Odilo Scherer. “Que esta visita a Roma vos ajude a estar prontos, como Abraão, a sair cada dia para a terra de Deus e do homem, revelando-vos um sinal do amor de Deus por todos os seus filhos”, disse, concedendo a todos a sua bênção apostólica.

Rádio Vaticana]

Sínodo 2015: Responsável português afasta submissão da assembleia a «modelos errados»


RV/OR

Trabalhos procuram abrir «novos caminhos» para a ação da Igreja, sublinha D. Antonino Dias


(Ecclesia) - O presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família da Igreja Católica em Portugal, D. Antonino Dias, rejeitou as críticas de quem vê nos trabalhos do Sínodo dos Bispos sobre a família, no Vaticano, uma cedência em questões doutrinais.

“A Igreja não se pode deixar condicionar por modelos errados de pensamento e ação ou por sentimentos de falsa compaixão, ferindo a verdade e a justiça. Não pode aplaudir quem queira promover os pecados e os vícios a direitos humanos. Não pode prometer o que não pode dar”, escreve o bispo de Portalegre-Castelo Branco, num texto divulgado através da página da diocese na internet.

Para o prelado, um dos dois delegados da Conferência Episcopal Portuguesa na 14ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo, os bispos são chamados “com humildade e espírito de serviço colegial” a partilhar com o Papa o que pensam “sobre os desafios, a vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo, tendo também em conta o que as Igrejas particulares disseram”.

“Tudo é, sem dúvida, de uma riqueza e diversidade extraordinárias, riqueza partilhada em espírito de grande colaboração, sem levantar muros mas rasgando horizontes e procurando abrir novos caminhos de ação pastoral”, revela.

Segundo o bispo de Portalegre-Castelo Branco, as diferenças culturais e de sensibilidade são “mais convergentes e complementares do que discordantes ou contrapostas”.

“Tudo quanto se partilhou e irá partilhar nestes dias que faltam para o final do Sínodo, será apresentado ao Santo Padre para que ele tome as medidas que lhe aprouver e fale a toda a Igreja com conhecimento do que a mesma Igreja, espalhada por todo o mundo, pensa, vive e, na prática, faz”, acrescenta.

O presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família realça a “complexidade” do tema debatido no Sínodo, face às “dificuldades culturais e sociais que a família enfrenta”.

Os participantes estão hoje “muito mais conscientes estamos do valor e importância da família, constituída por um homem e uma mulher e aberta aos filhos, para o progresso e humanização da sociedade”, prossegue.

Os trabalhos dos chamados círculos menores chegaram hoje ao fim e esta tarde vão ser apresentados os relatórios dos 13 grupos, com propostas para a redação do relatório final, cuja votação está marcada para a tarde de sábado, penúltimo dia do Sínodo de 2015.

OC

terça-feira, 20 de outubro de 2015

D. Antonino Dias rejeita cenário de «gigantescas e insuperáveis divisões»

RV/ORParticipantes admitem que relatório final vai deixar questões por resolver

Cidade do Vaticano, 19 out 2015 (Ecclesia) - O presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família da Igreja Católica em Portugal, D. Antonino Dias, rejeitou um cenário de confronto no Sínodo dos Bispos que decorre no Vaticano, falando em “responsabilidade e seriedade” nos trabalhos.

“Não [é] o Sínodo de que alguma comunicação social fala, insinuando gigantescas e insuperáveis divisões entre os participantes. Esse, de facto, não é este Sínodo: aqui decorre o Sínodo que foi convocado pelo Santo Padre e no qual a Igreja inteira teve a possibilidade de participar”, escreve o bispo de Portalegre-Castelo Branco na sua mais recente reflexão sobre a assembleia, partilhada através das redes sociais.

O prelado é um dois delegados da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) na 14ª assembleia geral ordinária do Sínodo dos Bispos, juntamente com D. Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa.

Para D. Antonino Dias, a ausência de “diferenças e divergências” seria algo negativo, dado que “as culturas são diferentes e diferentes são as experiências de vida de cada continente, de cada país e até de cada Igreja Diocesana”.

“E mesmo que os fusíveis pudessem, de quando em vez, aquecer um pouco mais, não seria tendo em visto o receio de perder ou a vontade de ganhar. Tudo é colocado em cima da mesa com a única intenção de buscar a verdade e defender o primeiro e mais precioso património da humanidade: a família”, acrescentou.

Na conferência de imprensa de hoje, D. Mark Coleridge, arcebispo de Brisbane (Austrália), disse aos jornalistas que o trabalha “não acaba” no domingo, dia final deste assembleia sinodal, sublinhando que não existe fundamento para esperar qualquer mudança “no ensinamento da Igreja”.

“Temos necessidade de estar em contacto com a experiência humana”, evitando o “discurso eclesial abstrato”, afirmou ainda.

O prelado sublinhou, em relação aos divorciados que voltaram a casar civilmente, que “nem todos os casos são iguais”.

“O termo adultério é importante, por um lado, mas noutro sentido não diz o suficiente” sobre estas pessoas, observou.

Nesse sentido, o arcebispo australiano convidou a rejeitar uma abordagem de “tudo ou nada” que se limite ao acesso à Comunhão dos divorciados recasados.

“Há um vasto território que nos chama a uma nova criatividade pastoral”, precisou.

D. Fouad Twal, patriarca latino de Jerusalém, também deixou claro que será impossível dar uma resposta a “todos os problemas levantados” neste Sínodo

“É mais do que normal que tenhamos muitas questões na cabeça”, admitiu.

A este respeito, o patriarca confessou que muitos participantes ficaram sensibilizados quando se ouviu na sala o episódio da criança que partiu a sua hóstia em três, numa cerimónia de Primeira Comunhão, para a partilhar com os pais, divorciados recasados e, como tal, impedidos de comungar.

“Não podemos nunca generalizar, é melhor estudar caso a caso, voltando à Igreja local, ao bispo local que pode conhecer melhor a situação”, referiu depois D. Fouad Twal.

D. Enrico Solmi, bispo de Parma (Itália), também falou aos jornalistas e disse que espera que o Sínodo 2015 não seja “cosmético”, mas saiba “incidir sobre a vida da Igreja, colocando a família no lugar que a espera”.

O prelado valorizou a atitude de “escuta” durante os trabalhos e projetou a criação de percursos de “discernimento” para as várias situações que se vivem nas comunidades paroquiais.

OC

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Angelus: coragem para dizer não ao ódio e à vingança na Terra Santa




Cidade do Vaticano (RV) – Ao final da celebração que elevou à honra dos altares quatro novos santos, e antes de recitar a Oração mariana do Angelus, o Papa Francisco fez um novo apelo pela paz na Terra Santa, pedindo que se diga “um não ao ódio e à vingança” e se tenha a coragem de "dar passos concretos m direção à paz”:

“Sigo com grande preocupação a situação de forte tensão e de violência que aflige a Terra Santa. Neste momento existe a necessidade de muita coragem e muita força de vontade para dizer não ao ódio e à vingança e realizar gestos de paz. Por isto rezemos, para que Deus reforce em todos, governantes e cidadãos, a coragem de oporem-se à violência e de dar passos concretos de distensão. No atual contexto médio-oriental é mais do que nunca decisivo que se faça a paz na Terra Santa: isto nos pede Deus e o bem da humanidade”.

Após Francisco saudou aos fieis, os Cardeais, Bispos, Sacerdotes, consagrados, famílias e leigos que participaram da celebração para homenagear os novos Santos, em particular as Delegações oficiais da Itália, Espanha e França. O Papa também se dirigiu aos fieis das diferentes dioceses de proveniência dos novos santos, como Lodi e Cremona na Itália, Sevilha na Espanha e Bayeux, Lisieux e Sées, na França. (JE)
(from Vatican Radio)

domingo, 18 de outubro de 2015

O Adeus à Virgem Peregrina

A Imagem Peregrina de Nª Sr.ª de Fátima esteve nas nossas paróquias nos dias 17 e 18 de Outubro - sábado e domingo.

Foi com emoção e grande devoção que imagem Peregrina de Nª Sr.ª de Fátima foi recebida em Arronches pela comunidade católica.


No sábado a imagem peregrina fez um percurso entre Castelo de Vide e Arronches entre as 10:00 e as 18:00 com passagem pelas igrejas de Ribeira de Nisa, Reguengo, Alegrete, Vale de Cavalos, Mosteiros e Esperança.


Em Arronches, na Igreja Matriz foi louvada pela comunidade religiosa, na Eucaristia e procissão, acompanhada por centenas de pessoas numa demonstração de fé.


Domingo, pelas dez horas, foi a hora do Adeus, a emoção fez aflorar as lágrimas e entre cânticos e louvores acompanhámos a Imagem Peregrina até à próxima paragem, São Tiago.