sexta-feira, 17 de abril de 2026

D. Pedro Fernandes denuncia «discursos de ódio, com dados errados, sobre a população imigrante»



Na Assembleia Plenária da CEP que terminou hoje em Fátima foram eleitos os novos responsáveis para liderar os vários setores da pastoral, no triénio 2026-2029.
Pastoral Social: D. Roberto Mariz assume a comissão com o compromisso claro de "remar contra a discriminação" e apoiar os mais frágeis.
https://agencia.ecclesia.pt/.../pastoral-social-novo.../

Mobilidade Humana: D. Pedro Fernandes deixa um alerta forte, denunciando os discursos de ódio baseados em dados errados sobre a população imigrante.
https://agencia.ecclesia.pt/.../mobilidade-humana-novo.../

Comunicações Sociais: D. Alexandre Palma sublinha o papel da comunicação, defendendo que a Igreja deve ser uma "qualificadora do debate público".
https://agencia.ecclesia.pt/.../comunicacoes-sociais.../

Missão e Nova Evangelização: D. Rui Valério aponta caminhos para o futuro, sublinhando que é necessário "saber evangelizar numa sociedade reconfigurada pela imigração".
https://agencia.ecclesia.pt/.../pastoral-social-e.../

Bispos e Vida Consagrada: A liderar a Comissão Mista, D. Nélio Pita valoriza o trabalho em conjunto: “Ganhamos todos com esta articulação e com este diálogo”.
https://agencia.ecclesia.pt/.../bispos-vida-consagrada.../

Igreja tem «papel importante» integração» de comunidades imigrantes, afirma novo presidente da comissão episcopal

Foto Agência ECCLESIA/PR, D. Pedro Fernandes


Fátima, 16 abr 2026 (Ecclesia) – D. Pedro Fernandes saudou a criação da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana (CEMH), na Assembleia Plenária que hoje terminou, e lembrou o “importante papel” da Igreja “na criação de paz e integração” nas comunidades.

“Numa sociedade ocidental, em geral, e também em Portugal, onde têm crescido discursos de ódio, discursos distorcidos, com dados errados, seja sobre a população imigrante, seja sobre a própria realidade das diversidades culturais dentro do nosso tecido social, parece-me que é muito importante ajudar as nossas comunidades humanas e também a comunidade cristã a crescer neste sentido da fraternidade e da verdade nas relações”, afirmou à Agência ECCLESIA.

A Assembleia Plenária da Conferência Episcopal portuguesa elegeu o bispo de Portalegre-Castelo Branco, padre espiritano, para presidir à Comissão Episcopal da Mobilidade Humana num mandato até 2029.

A CEMH nasce da divisão da Comissão Episcopal de Pastoral Social e Mobilidade Humana, que fica agora de forma autónoma na organização da Conferência Episcopal Portuguesa.

“A Igreja tem um papel importante a criar condições de mais paz social, de mais coesão, de mais comunhão e de mais integração das diversidades na unidade nacional, que é feita dessas diversidades”, sublinhou.

O responsável reconhece que as migrações são um tema “cada vez mais importante” na sociedade contemporânea, que “toca algo de essencial na vida cristã, na vida da Igreja e da sociedade”, desafiando as “relações humanas” a viver em “fraternidade, com convicções fundamentais de igualdade e de comunhão”.

“Argumentações de caráter mais funcionalista, mais economicista, que pretendam de alguma maneira desvalorizar a imigração ou os imigrantes, ou relegá-los para o segundo plano, ou até promover discursos de discriminação, de ódio, de racismo, isto penso que tem que ser desmontado. E há uma exigência, penso, de liberdade social e de verdade cristã”, sublinhou.

O novo presidente acredita que na sociedade portuguesa “prevalece o bom senso” uma vez que encontra entre a população “moderação e equilíbrio”.

“Sou otimista e acredito que essa fragmentação poderá não acontecer, e não deverá acontecer na nossa sociedade, como vemos acontecer noutros sítios. Mas parece-me que é preciso que haja muita concertação das diferentes sensibilidades e forças sociais e culturais, que se orientem no mesmo sentido, que resistam aos populismos, que resistam a discursos que pretendem dividir para reinar, que pretendem aproveitar-se do medo e das situações de instabilidade, de insegurança e de insatisfação das pessoas, para prevalecerem no poder ou para conquistarem o poder”, adverte.

D. Pedro Fernandes pede que “este tipo de tendências” sejam “contrariados em nome da verdade e do bem comum”.

PR/LS

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