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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Fátima: D. Pedro Fernandes condena discursos populistas na sociedade

Bispo de Portalegre-Castelo Branco deixa alertas na peregrinação do 13 de julho



Fátima, 13 jul 2026 (Ecclesia) – O bispo de Portalegre-Castelo Branco condenou hoje em Fátima o crescimento de discursos populistas na sociedade e a “arrogância espiritual” que gera divisões no seio da Igreja.

“É perigosa a investida violenta de indivíduos ou povos poderosos que se aproveitam do medo das pessoas e dos sentimentos de insegurança para venderem fórmulas fáceis e uma estabilidade que não se funda na reconciliação e na justiça, mas em discursos populistas e estratégias perversas que põem povos contra povos e pessoas contra pessoas”, alertou D. Pedro Fernandes, na homilia da Missa conclusiva da peregrinação internacional do 13 de julho.

O presidente da celebração rejeitou a manipulação das populações através da “tenebrosa estratégia populista de dividir para reinar”, opondo-lhe o direito e a justiça como únicos garantes da paz.

“Todos deploramos a guerra e a violência que assolam o Médio Oriente, a Ucrânia e tantos outros povos martirizados e violentados, obrigados a fugir dos seus países para procurar refúgio, trabalho, vida digna, liberdade e segurança em lugares onde nem sempre encontram o acolhimento de fraternidade e justiça a que têm direito”, observou.

A construção da vida coletiva, no âmbito público ou privado, não pode fundar-se em legislações ou práticas políticas, económicas ou culturais que promovam a exclusão ou a desvalorização das pessoas ou de algumas pessoas. Isso deve encontrar em nós, se somos cristãos, uma inequívoca oposição ao mal.”

A reflexão evocou a encíclica ‘Magnifica Humanitas’ do Papa Leão XIV para advertir que a tecnologia e a inteligência artificial podem criar as condições ideais para “um perigoso jogo em que verdade e falsidade se confundem”.

O presidente da celebração olhou ainda para a vida interna da Igreja Católica, apontando “o recente acontecimento de uma comunidade sectária [Fraternidade Sacerdotal de São Pio X, ndr] decidir colocar-se numa situação de excomunhão” como o exemplo de fratura institucional.

“Mesmo sem chegar aos extremos, claramente contrários à vontade de Deus, de romper com a comunhão eclesial, também podemos ir entretendo sentimentos, atitudes e posições que, em nome da defesa da verdade, tal como nós a percecionamos, são de facto a expressão de arrogância espiritual”, indicou D. Pedro Fernandes.

O bispo de Portalegre-Castelo Branco pediu que a resposta cristã às lógicas de exclusão e violência se concretize “pela voz crítica e desassombrada e pela ação solidária, inclusiva e pacificadora”.

A celebração decorreu no altar do Recinto de Oração na sequência da tradicional procissão matinal a partir da Capelinha das Aparições, antes da bênção dos doentes e da procissão do adeus.

A peregrinação de julho evoca a terceira aparição da Virgem Maria aos videntes, registada a 13 de julho de 1917 na Cova da Iria.

OC

domingo, 12 de julho de 2026

Fátima: D. Pedro Fernandes preside à Peregrinação Internacional Aniversária de julho

 



Fátima, 12 jul 2026 (Ecclesia) – O bispo de Portalegre-Castelo Branco, D. Pedro Fernandes, vai presidir à Peregrinação Internacional Aniversária de julho, que se inicia hoje no Santuário de Fátima.

Neste seu primeiro ano no episcopado, D. Pedro Fernandes encara esta peregrinação como uma oportunidade para entregar a Nossa Senhora de Fátima o seu ministério na diocese de Portalegre-Castelo Branco.

Em declarações ao Gabinete de Comunicação do Santuário de Fátima, o presidente da Peregrinação de julho reforça que os “desafios da missão e da evangelização da igreja em Portugal” são intenções que estão sempre muito presentes ao visitar o santuário.

“Fátima tornou-se um dos corações fortes da Igreja em Portugal, onde também sentimos uma especial ligação ao mundo”, disse o bispo de Portalegre-Castelo Branco.

D. Pedro Fernandes nasceu a 22 de junho de 1969, em Lisboa.

Religioso da Congregação do Espírito Santo (Espiritanos), fez a sua formação em Lisboa e em Paris, e foi ordenado sacerdote em 1996; foi missionário na Guiné-Bissau e serviu vários anos em Moçambique.

De regresso a Portugal, foi Superior Provincial dos Espiritanos da Província Portuguesa entre 2018 e 2024.

Foi nomeado bispo de Portalegre-Castelo Branco pelo Papa Leão XIV a 7 de outubro de 2025, tendo sido ordenado bispo a 16 de novembro do mesmo ano, na Sé de Portalegre, sucedendo a D. Antonino Dias.

O programa da Peregrinação inicia na noite do dia 12, domingo, com a recitação do Terço, às 21h30. Segue-se a Procissão das Velas até ao Altar do Recinto de Oração, onde D. Pedro Fernandes presidirá à Celebração da Palavra.

No dia 13, após a recitação do Terço, às 09h00, na Capelinha das Aparições, a Imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima será conduzida em procissão até ao Altar do Recinto de Oração, onde se celebra a Missa Internacional Aniversária, com Bênção aos Doentes e a Procissão do Adeus.

A Peregrinação Internacional Aniversária de julho evoca a terceira aparição de Nossa Senhora aos Pastorinhos, na Cova da Iria, a 13 de julho de 1917.

Foi nesta terceira aparição que a Virgem do Rosário mostrou o inferno às três crianças videntes, lhes anunciou que Deus queria estabelecer no mundo a devoção ao Imaculado Coração de Maria, e lhes mostrou uma visão profética sobre o sofrimento da Igreja, num mundo secularizado.

LFS

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Homília ; Santuário de Fátima, D, Pedro Fernandes



Nesta quarta-feira partilhamos as palavras de D. Pedro Fernandes, Bispo de Portalegre-Castelo Branco, proferidas na homilia celebrada no dia 31 de maio de 2026, no Recinto de Oração do Santuário de Fátima.
“O nome de Deus é compaixão, é amor, é comunhão. Verdadeiramente um, indivisível e eterno, e verdadeiramente três, Pai, Filho e Espírito Santo, eternamente distintos e eternamente unidos.
Assim, o que Deus nos diz de si mesmo é que ele é uno e diverso e que unidade e diversidade não se opõem, antes implicam-se. A imagem que temos de Deus muda tudo no modo como estamos diante dele e como nos vemos uns aos outros.
(...) Quando acolhemos a boa nova de que Deus é amor, uno e trino, então percebemos que somos amados, acolhidos por este Deus que a todos nos une e, de tantos e tão diferentes, nos faz ser um só corpo.
Não porque anula as diferenças, isso seria uma violência impossível ao Deus de misericórdia, mas porque coloca as diferenças em relação positiva e construtiva. O rosto trinitário de Deus e a nossa fé no Pai, no Filho e no Espírito Santo contrastam com os modelos polarizados e violentos que parecem prevalecer hoje neste nosso mundo contemporâneo. Neste, as diversidades entre pessoas, grupos e povos são usadas tantas vezes como pretexto para levantar muros, inventar preconceitos e avolumar violência, em vez de serem acolhidas como material de construção de um mundo em que as diversidades concorrem para a complementaridade e para a unidade no diálogo.
(...) Como dizia o Papa Francisco, somos missão. O nosso compromisso na Igreja não é propriamente apenas o de sermos colaboradores dos ministros ordenados, dos diáconos, dos padres, dos bispos, mas de sermos todos seguidores do único missionário, que é Cristo. Todos protagonistas da missão, cada um segundo o dom do Espírito que recebeu.
(...) Quando os frágeis e os mais pobres são descartados ou ignorados por uma economia que mata, porque apenas se alimenta da lógica capitalista que desvaloriza as pessoas, os cristãos põem no centro o Deus de Jesus Cristo, que se identificou com todos, especialmente com os mais frágeis. O nosso centro é a periferia, aí onde Deus mora.
(...) Não me canso de dizer que na Igreja não há filhos e enteados, como não há irmãos de primeira e irmãos de segunda. Na Igreja, à imagem da trindade, fazemos festa com a diferença e acolhemo-la como o lugar próprio da nossa unidade. É isso que queremos para o mundo, porque a nossa missão na terra dos humanos identifica-se com a missão de Deus, que nos enviou o seu Filho. Com Cristo na cruz, com Cristo ressuscitado, queremos vencer a violência com a mansidão, o descarte com a hospitalidade, o preconceito com a valorização de todos.”


Movimento da Mensagem de Fátima

sexta-feira, 17 de abril de 2026

D. Pedro Fernandes denuncia «discursos de ódio, com dados errados, sobre a população imigrante»



Na Assembleia Plenária da CEP que terminou hoje em Fátima foram eleitos os novos responsáveis para liderar os vários setores da pastoral, no triénio 2026-2029.
Pastoral Social: D. Roberto Mariz assume a comissão com o compromisso claro de "remar contra a discriminação" e apoiar os mais frágeis.
https://agencia.ecclesia.pt/.../pastoral-social-novo.../

Mobilidade Humana: D. Pedro Fernandes deixa um alerta forte, denunciando os discursos de ódio baseados em dados errados sobre a população imigrante.
https://agencia.ecclesia.pt/.../mobilidade-humana-novo.../

Comunicações Sociais: D. Alexandre Palma sublinha o papel da comunicação, defendendo que a Igreja deve ser uma "qualificadora do debate público".
https://agencia.ecclesia.pt/.../comunicacoes-sociais.../

Missão e Nova Evangelização: D. Rui Valério aponta caminhos para o futuro, sublinhando que é necessário "saber evangelizar numa sociedade reconfigurada pela imigração".
https://agencia.ecclesia.pt/.../pastoral-social-e.../

Bispos e Vida Consagrada: A liderar a Comissão Mista, D. Nélio Pita valoriza o trabalho em conjunto: “Ganhamos todos com esta articulação e com este diálogo”.
https://agencia.ecclesia.pt/.../bispos-vida-consagrada.../

Igreja tem «papel importante» integração» de comunidades imigrantes, afirma novo presidente da comissão episcopal

Foto Agência ECCLESIA/PR, D. Pedro Fernandes


Fátima, 16 abr 2026 (Ecclesia) – D. Pedro Fernandes saudou a criação da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana (CEMH), na Assembleia Plenária que hoje terminou, e lembrou o “importante papel” da Igreja “na criação de paz e integração” nas comunidades.

“Numa sociedade ocidental, em geral, e também em Portugal, onde têm crescido discursos de ódio, discursos distorcidos, com dados errados, seja sobre a população imigrante, seja sobre a própria realidade das diversidades culturais dentro do nosso tecido social, parece-me que é muito importante ajudar as nossas comunidades humanas e também a comunidade cristã a crescer neste sentido da fraternidade e da verdade nas relações”, afirmou à Agência ECCLESIA.

A Assembleia Plenária da Conferência Episcopal portuguesa elegeu o bispo de Portalegre-Castelo Branco, padre espiritano, para presidir à Comissão Episcopal da Mobilidade Humana num mandato até 2029.

A CEMH nasce da divisão da Comissão Episcopal de Pastoral Social e Mobilidade Humana, que fica agora de forma autónoma na organização da Conferência Episcopal Portuguesa.

“A Igreja tem um papel importante a criar condições de mais paz social, de mais coesão, de mais comunhão e de mais integração das diversidades na unidade nacional, que é feita dessas diversidades”, sublinhou.

O responsável reconhece que as migrações são um tema “cada vez mais importante” na sociedade contemporânea, que “toca algo de essencial na vida cristã, na vida da Igreja e da sociedade”, desafiando as “relações humanas” a viver em “fraternidade, com convicções fundamentais de igualdade e de comunhão”.

“Argumentações de caráter mais funcionalista, mais economicista, que pretendam de alguma maneira desvalorizar a imigração ou os imigrantes, ou relegá-los para o segundo plano, ou até promover discursos de discriminação, de ódio, de racismo, isto penso que tem que ser desmontado. E há uma exigência, penso, de liberdade social e de verdade cristã”, sublinhou.

O novo presidente acredita que na sociedade portuguesa “prevalece o bom senso” uma vez que encontra entre a população “moderação e equilíbrio”.

“Sou otimista e acredito que essa fragmentação poderá não acontecer, e não deverá acontecer na nossa sociedade, como vemos acontecer noutros sítios. Mas parece-me que é preciso que haja muita concertação das diferentes sensibilidades e forças sociais e culturais, que se orientem no mesmo sentido, que resistam aos populismos, que resistam a discursos que pretendem dividir para reinar, que pretendem aproveitar-se do medo e das situações de instabilidade, de insegurança e de insatisfação das pessoas, para prevalecerem no poder ou para conquistarem o poder”, adverte.

D. Pedro Fernandes pede que “este tipo de tendências” sejam “contrariados em nome da verdade e do bem comum”.

PR/LS

segunda-feira, 13 de abril de 2026

O Bispo da Diocese de Portalegre–Castelo Branco, D. Pedro Fernandes, visitou, pela primeira vez, a Paróquia de Arronches



Domingo, 12 de Abril, O Bispo da Diocese de Portalegre–Castelo Branco, D. Pedro Fernandes, visitou, pela primeira vez, a Paróquia de Arronches.





Neste domingo, com a Igreja Matriz repleta, D. Pedro foi recebido com carinho e entusiasmo, pelos fiéis.
Com o objetivo de renovação espiritual da comunidade e o fortalecimento do compromisso apostólico, celebrando a administração do sacramento do Crisma, a visita foi um momento de graça e encontro, uma oportunidade de diálogo, escuta e aproximação, cuidando, orientando e partilhando com a comunidade, celebrando a fé e reforçando a unidade.

https://www.youtube.com/watch?v=8Yn75D4hh6w

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Mensagem do Bispo D. Pedro à população afectada pela Kristin



O Bispo Diocesano, D. Pedro Fernandes, emitiu uma mensagem, que aqui divulgamos, a propósito da tempestade que se abateu sobre o País, com especial incidência na região Centro, e que afectou também o território da Diocese, com particular gravidade no eixo Sertã a Castelo Branco,
Mensagem
A todos os cidadãos afetados pelos efeitos devastadores da depressão Kristin, especialmente às vítimas mais diretas e seus familiares,
Quero expressar a minha mais viva dor, consternação e solidariedade para com todos os que sofreram, direta ou indiretamente, com a passagem desta tempestade brutal, que atrás de si deixou um aterrador rastro de destruição e morte. Dirijo-me de modo especial a todos os que moram dentro do território da Diocese de Portalegre- Castelo Branco, tendo igualmente presentes todas as outras pessoas, das demais regiões do país afetadas.
Diante deste terrível quadro de calamidade e sofrimento, cabe-nos manifestar a nossa proximidade, como cidadãos e como cristãos. Quero dizer a todos, especialmente aos familiares e amigos das vítimas mortais, como também a todos os que sofreram danos materiais que lhes trazem tanto prejuízo e sofrimento, que me sinto próximo, unido à sua aflição e em muita comunhão de orações. Felicito toda a solidariedade que se tem desencadeado, dentro e fora da diocese, para socorrer e apoiar as vítimas, manifestando a minha solidariedade com todas as forças vivas, públicas, privadas e também da Igreja Católica, que têm multiplicado esforços para estar junto das pessoas e minorar o seu sofrimento.
Continuarei a acompanhar de perto esta situação que faz sofrer a todos e desafia todos à solidariedade. Que a ajuda de Deus não falte àqueles que perderam tanto e acolha no seu seio de Pai aqueles que perderam a vida nesta hora de desgraça e sofrimento.


Fátima, 29/01/2026
+Pedro, Bispo de Portalegre -Castelo Branco

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Homilia da Solenidade de Stª Maria Mãe de Deus








“Maria, a Mãe, é a portadora de uma nova humanidade,
porta escancarada por onde entrou este Deus que se fez humano
para que o plano divino se cumpra na nossa humanidade. ”



Queridas irmãs, queridos irmãos:

Ano Novo, vida nova: dizemos todos os anos. Mas sabemos que isso é mais um desejo que uma constatação. Desejamos que o tempo se renove e que a nossa vida não esteja condenada à decadência dos anos, mas destinada a uma plenitude de alegria cada vez maior. Muitas vezes, porém, percebemos que precisamos de arrepiar caminho, de rever tendências e corrigir desvios, verificamos que tanta coisa correu mal e que precisamos de nos libertar de muitos processos tóxicos que nos sufocam e nos tiram a esperança. E queremos acreditar que é possível recomeçar, refazer a estrada. Só isso dá sentido à celebração de um dia por ano a que chamamos “novo”: o dia em que recordamos que é possível mudar e dar novos sentidos ao tempo. É isso que permite considerar que o tempo se torna novo. Cabe-nos garantir que esta novidade não se desvanece, mas se mantém acesa pela consistência dos nossos bons propósitos, sempre.

Relendo os jornais, é fácil encontrar artigos que referem os acontecimentos marcantes do ano que passou:quem morreu, quem se evidenciou, o que se aprendeu, o que se perdeu e se ganhou. Para além da efervescência dos jornais, será útil nós próprios cultivarmos esse exercício de balanço, de revisão de vida, a nível individual, familiare comunitário: que acontecimentos marcaram? O que trouxe esperança e abriu caminhos? O que houve de pecado e entropia? Este é um exercício valioso que podemos fazer no silêncio da nossa oração pessoal, mas também (porque não?) na franqueza do nosso diálogo em casal ou em família, entre amigos ou nos debates públicos que sejam, finalmente, travados com honestidade, sem estratégia, sem manha nem manipulações eleitoralistas.

O texto do Evangelho de Lucas, que acabámos de escutar, fala-nos da viagem para o presépio empreendida pelos pastores e diz-nos que estes se dirigiram “apressadamente” a Belém. A palavra “apressadamente” é encontrada igualmente noutras passagens da Escritura, como a que relata a viagem que Maria fez ao encontro de Isabel, depois da anunciação, assim como a viagem que os discípulos fizeram ao encontro de outros discípulos, ao ser-lhes revelada a Ressurreição do Senhor. É um “apressadamente” que não tem a tanto a ver com a pressa da precipitação de quem não tem tempo, ou tem medo de o perder, mas tem mais a ver com a determinação, a urgência, de quem sabe qual a prioridade em que deve investir e não aceita dispersar-se com nada que o distraia do que realmente importa. O que realmente importava, para os pastores -como para Maria ou os discípulos deslumbrados com Cristo Ressuscitado- era o encontro com um Deus que os escolhera, amara e enchera de alegria. E quando se está cheio dessa alegria há um transvasar de vida que começa no brilho dos olhos e se estende a todos os gestos e às mais pequenas opções. Esses homens pobres, apascentando o seu gado nas periferias da cidade, eram portadores de uma notícia de paz que lhes vinha de Deus e que os atraía para Jesus. Esta mesma notícia os enchera de uma tal alegria que o mesmo movimento determinado prosseguiria nas suas vidas, depois do presépio: louvar, agradecer, reconhecer a presença amorosa de Deus nas suas vidas e passá-la impreterivelmente aos outros, assumindo um novo modo de estar nesta terra e de tecer as relações com os outros, marcadas pela fraternidade.

Encontrar-se com Jesus Cristo, portador de um projeto que transforma por dentro todos os nossos modelos, implica mudar de vida, de facto. Reconhecer que há realidades caducas e tóxicas, tanto ao nível pessoal como coletivo, e dispor-se a substituir essas realidades por uma nova vitalidade, dom de Deus e fruto do nosso compromisso.

É, por isso, interessante que a imagem que nos é proposta neste primeiro dia do ano seja precisamente a da maternidade de Maria, na festa litúrgica que encerra a oitava do Natal. Maria, a Mãe, é a portadora de uma nova humanidade, porta escancarada por onde entrou este Deus que se fez humano para que o plano divino se cumpra na nossa humanidade. Por essa razão, a humanidade estilhaçada pelo egoísmo e pelas opções mortíferas que foi fazendo, pode dar lugar a esse novo modo de existir, numa vida nova, restaurada por Cristo e pela Paz que só Ele pode dar.

A paz de Jesus Cristo, a paz duradoura e consistente, não é o resultado da contenção defensiva provocada pelo medo, fruto de relações de violência que partem dasuspeição e da ameaça. A paz de Jesus reconhece o valor, a preciosidade do outro, e brota desta valorização recíproca que é, na verdade, a concretização de relações justas, que valorizam e concedem a cada um o que lhe é devido, sem julgar, condenar, excluir ou menosprezar. De há muito que o pensamento social da Igreja, fundado no Evangelho, nos diz que não há paz sem justiça: Justiça e Paz são duas irmãs gémeas que só a ilusão do pecado consegue separar. O Papa Leão XIV, na sua mensagem para hoje, Dia Mundial da Paz, fala-nos de uma Paz desarmada e desarmante, quer dizer, de uma paz que parte de relações humanas que não se nutrem do medo nem da ameaça, mas da disponibilidade diante do outro, de braços abertos. E braços abertos desarmam, pois suscitam abraço e não confrontação.

Olhando o mundo contemporâneo, deploramos a gravidade da deterioração a que chegaram as relações entre os povos. Numa pesquisa rápida, descobri um total de 61 conflitos armados, em 2025, afetando 36 países. Destes conflitos, 11 são especialmente graves, como a guerra na Ucrânia, em Gaza, mas também no Sudão, no Mianmar, na Somália e em inúmeros outros focos de conflito na África subsariana e noutras regiões do mundo. Horrorizamo-nos diante de tudo isso, e com razão. Precisamos, porém, de detetar a raiz de egoísmo e de intolerância, fruto de todas as guerras e, talvez, tristemente descobrir que esses mesmos movimentos de egoísmo, intolerância e medo do outro podem igualmente estar presentes nas nossas vidas e afetar as nossas relações, minar a confiança e destruir casamentos, desestabilizar relações sociais, deitar a perder velhos laços de amizade. Esses mesmos movimentos podem ferir a nossa paz interior e pôr-nos em estado de tensão e de rutura, em nós e entre nós. Só a Paz de Jesus nos pode curar.

Na sua mensagem, o Papa apela à responsabilidade política na construção de uma ordem mundial fundada na confiança e na lealdade e não na corrida desenfreada ao armamento. Entre nós, quero recordar que quando o investimento na defesa armada, por medo de ameaças externas, suspende a prioridade do estabelecimento de relações justas, então a ameaça que tememos de fora instala-se dentro, fruto das injustiças que não soubemos evitar. Quando se gasta dinheiro em armas, mas se poupa na saúde, na educação, na justiça, no setor social, na cultura ou na desconstrução das assimetrias sociais e territoriais, então o medo que nos assola por causa dos outros há de corroer-nos por causa de nós mesmos. Quando se expulsam imigrantes em vez de os acolher, proteger, promover e integrar, então, da autopreservação que queríamos garantir despertaremos para o pesadelo de uma sociedade fragmentada pelos discursos e sentimentos de ódio e intolerância, que tornam insustentável qualquer projeto de prosperidade coletiva, nacional ou local.

Sonho com um Ano Novo, um tempo novo, em que a lógica da paz se sobreponha aos esquemas da suspeita e da estratégia; um tempo novo em que nenhuma minoria seja maltratada, mas todas as pessoas sejam valorizadas e acolhidas nas suas diferenças, sejam elas de origem étnica, de filiação religiosa ou ideológica, de orientação psicoafectiva ou de padrão cultural ou moral. Sonho com um Ano Novo, um tempo novo, em que a violência doméstica seja recordada como uma vergonhosa realidade do passado, em que os abusos sexuais, laborais ou de poder sejam sempre identificados, punidos e, sobretudo, evitados. Sonho com um tempo novo em que mulheres e homens tenham o mesmo salário, para trabalho idêntico, e em que os jovens não tenham de emigrar para procurar fora da sua vila ou do seu país o que deveriam encontrar dentro. Sonho com esse tempo novo em que todos nós, cristãos, continuaremos a dar testemunho de Jesus Cristo vivo, numa Igreja sinodal de batizados comprometidos, apaixonados pelo Evangelho e dedicados ao seu anúncio.

Que este ano seja um tempo novo. Que a bondade de Maria, nossa Mãe, nos ensine a viver como filhos e, portanto, como irmãos. E a todos vós, meus queridosirmãos e irmãs, deixai-me repetir as Palavras de bênção que escutámos na primeira leitura e que bem podem ser para nós um modo de estar na vida e na relação com os outros:


“O Senhor te abençoe e te proteja.
O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face
e te seja favorável.
O senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz!”


Pedro Fernandes, Bispo de Portalegre – Castelo Branco
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terça-feira, 25 de novembro de 2025

Bispo D. Pedro Fernandes visita Castelo Branco pela primeira vez

 


O bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, D. Pedro Fernandes, realizou este domingo, 23 de novembro, a sua primeira visita oficial à cidade de Castelo Branco.
A jornada incluiu um concerto da Sinfonieta de Castelo Branco, seguido da celebração da Eucaristia na Sé Cocatedral, ambos momentos com forte adesão da comunidade. A visita visa reforçar os laços entre o novo bispo e os fiéis albicastrenses, numa iniciativa que marca simbolicamente o início da sua missão pastoral na região.
Esta deslocação insere-se no esforço de aproximação da Igreja às comunidades locais, num contexto de renovação e novos desafios pastorais.










 
Beira Baixa TV



segunda-feira, 17 de novembro de 2025

«Na Igreja não há estrangeiros, nem irmãos de segunda» – D. Pedro Fernandes

 


Portalegre, 16 nov 2025 (Ecclesia) – O bispo de Portalegre-Castelo Branco assumiu hoje, na Sé daquela cidade onde decorreu a ordenação episcopal, um compromisso com os migrantes e mais excluídos da sociedade, e afirmou que “na Igreja não há estrangeiros”.

“Contem com a minha oposição a todas as formas de intolerância e a exclusão injusta. Peço a Cristo que nos conceda a graça de estar com Ele e n’Ele, ao serviço dos mais frágeis, assumindo os quatro verbos que os Papas Francisco e Leão XIV sublinharam para descrever a solicitude cristã relativamente aos migrantes: acolher, proteger, promover e integrar”, afirmou.

Na alocução que realizou no final da celebração, D. Pedro Fernandes referiu que estas atitudes se aplicam “também com igual pertinência a todas as pessoas magoadas pela exclusão, pelos discursos de ódio ou pela indiferença que mata”.

Na Igreja não há estrangeiros, nem irmãos de segunda”, sublinhou.

Aos migrantes, aos membros de comunidades minoritárias, aos portadores de deficiência, aos reclusos, aos solitários, aos doentes e idosos, a todos, quero dizer que tudo farei no que possa estar ao meu alcance para que a Igreja seja mesmo a sua casa, onde se sintam acolhidos, protegidos, promovidos e integrados”, garantiu.

D. Pedro Fernandes foi nomeado bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco pelo Papa Leão XIV, a 7 de outubro, sucedendo a D. Antonino Dias que renunciou por motivos de idade.

Na primeira vez que se dirigiu à diocese depois da ordenação episcopal, o novo bispo deixou também “uma palavra especialíssima de comunhão com os jovens” da diocese.

“Estamos juntos. Contemos uns com os outros. Vocês são preciosos aos olhos de Jesus Cristo, que vos ama infinitamente, vos chama e vos envia. Muitos de vocês se interrogam sobre o sentido da vida e sobre os próprios projetos e vocações. Com João Paulo II, repito a convocação. Não tenham medo. Abram, escancarem as portas a Cristo”, exortou.

O novo bispo expressou o desejo de “resistir a todas as formas de falsidade que destroem a família, os valores autenticamente humanos e o respeito pela liberdade e pela dignidade das pessoas, sobretudo as mais frágeis”.

A alocução assinalou também a “injusta redução para uma periférica situação de interioridade secundarizada e não suficientemente atendida” que, segundo D. Pedro Fernandes, “tem posto a população” daquelas terras, abrangidas pela diocese, “numa posição de crónica carência e desigualdade”.

“Estar ao lado do povo de Deus é subscrever também esta causa da igualdade e da justiça”,
realçou, na igreja que encheu para assistir à tomada de posse, reunindo padres, bispos, religiosos e religiosas, familiares e amigos de D. Pedro Fernandes.

Na celebração, em que lembrou as comunidades que serviu em Portugal e no exterior, o novo bispo lembrou que todos, irmãos e irmãos da diocese, “são presença viva de Cristo missionário”: “Todos vocês são missão. Junto-me a esta viagem feliz e agradeço a vossa hospitalidade. Quero caminhar de perto com todos”.

A todos os batizados e batizadas, deixem-me dizer que a Igreja somos todos nós. Não se tratará apenas de dizer que sou eu que conto com a vossa colaboração para o meu trabalho, mas sobretudo que são vocês que poderão contar sempre comigo”, expressou.

No final do discurso, o bispo agradeceu a D. Antonino Dias, ressaltando os “muitos anos de sangue, suor e lágrimas que passou ao serviço” da comunidade diocesana, que são por ele bem reconhecidos, bem como por aqueles que compõem a diocese e “ainda mais por Deus”.

“Para uma tal doação de vida no ministério episcopal, todas as palavras de agradecimento soam a pouco. Simplesmente espero estar à altura do legado pastoral que recebo deste meu antecessor. Continuamos com ele como sabemos que continuará connosco”, referiu.

Por último, D. Pedro Fernandes expressou que espera dos diocesanos “muita disponibilidade” para lhe ensinarem “caminhos comuns”, “muita paciência” com as suas “demoras e tantos limites” e “muito compromisso missionário”.

“Diz-nos Jesus que sem ele nada podemos fazer. E sabemos nós que também nada podemos fazer uns sem os outros”, enfatizou.

LJ/PR








Portalegre-Castelo Branco: Presidente da Conferência Episcopal ordenou bispo D. Pedro Fernandes

 

D. José Ornelas presidiu à celebração, na Sé de Portalegre, convidando diocese a acolher novo bispo «como dom de Deus»




Portalegre, 16 nov 2025 (Ecclesia) – O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) presidiu hoje à ordenação episcopal de D. Pedro Fernandes, novo bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, destacando que foi escolhido depois de um processo de consulta.

“D. Pedro, que hoje é colocado à frente desta Igreja de Portalegre-Castelo Branco, não vem por iniciativa própria nem por simples eleição, mas por chamamento de Deus através de um processo de consulta a leigos, padres e bispos, que se concluiu com a nomeação do Santo Padre, o Papa Leão XIV”, afirmou D. José Ornelas, na homilia da Missa que decorreu na Sé de Portalegre, lotada.

D. Pedro Fernandes, religioso espiritano, foi nomeado como bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco pelo Papa Leão XIV, a 7 de outubro, sucedendo a D. Antonino Dias que renunciou por motivos de idade.

A ordenação episcopal teve como co-ordenantes D. Antonino Dias (bispo emérito de Portalegre-Castelo Branco) e D. Teodoro Tavares (Bispo da Diocese de Ponta de Pedras – Brasil), missionário espiritano.

O presidente da CEP e bispo de Leiria-Fátima indicou que o “processo de escuta, de reflexão e discernimento”, que resultou na nomeação de D. Pedro Fernandes e envolveu “toda a Igreja nas diferentes funções e serviços que a compõem”, exprime o desejo de que o ministério, que agora começa, seja iniciado “num modo sinodal”.

Na homilia, em que apresentou o novo bispo como “um dom fundamental e precioso de Deus para a Igreja, D. José Ornelas referiu que “a nomeação pelo Santo Padre não é uma simples submissão à autoridade suprema da Igreja”.

“É, antes de mais, a livre aceitação de um chamamento de Deus e de um serviço para o bem do seu povo”, assinalou.

D. José Ornelas agradeceu o convite para presidir à ordenação episcopal, expressando “o gosto de partilhar” com D. Pedro Fernandes e com os bispos da Igreja em Portugal e no mundo “a alegria, o labor, o esforço e a esperança do serviço” que realizam juntos.

“Seja bem-vindo a este colégio de Irmãos na Conferência Episcopal. Na nossa oração, diálogo e busca de caminhos, imploramos sempre a presença do Espírito que hoje desce sobre si para o seu ministério, mas também nos esforçamos por escutarmo–nos uns aos outros e por escutar a Igreja para não caminharmos em vão, como diz o apóstolo Paulo”, expressou.

Dirigindo-se à diocese de Portalegre-Castelo Branco, o bispo convidou todos a agradecer pelo ministério de D. Antonino Dias, que durante 17 anos esteve ao serviço da diocese, “com dedicação, espírito fraterno e missão”.

“Depois, acolhei o vosso novo bispo como dom de Deus. Colaborai com ele, que continua a presença de Jesus como pastor nesta sua Igreja. Permanecei unidos a ele, para que toda a Igreja que formais possa viver unida e tenha credibilidade para anunciar o Evangelho do Senhor, que é o Evangelho de Reconciliação”, pediu.

A liturgia da ordenação inclui a imposição das mãos e a unção da cabeça dos eleitos, a entrega do livro dos Evangelhos e das insígnias episcopais – o anel, a mitra e o báculo.

O lema episcopal do novo bispo é ‘Um só coração, uma só alma’ (Cor Unum et Anima Una) dos missionários do Espírito Santo, uma frase do livro bíblico dos Atos dos Apóstolos (4, 32b), e descreve “a comunidade cristã primitiva”.








domingo, 16 de novembro de 2025

Portalegre-Castelo Branco: Brasão e lema do bispo eleito evocam a «unidade» e a Congregação do Espírito Santo

D. Pedro Fernandes vai ser ordenado este domingo




Lisboa, 14 nov 2025 (Ecclesia) – O bispo eleito da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, D. Pedro Fernandes, que toma posse e ordenado este domingo, escolheu como lema ‘Um só coração, uma só alma’ (Cor Unum et Anima Una) dos missionários do Espírito Santo.

“O tema da unidade é muito querido a D. Pedro, que assumiu o diálogo ecuménico como vocação especial aquando da sua ordenação presbiteral”, lê-se na explicação do brasão enviado hoje à Agência ECCLESIA, pela Congregação do Espírito Santo em Portugal.

Os Missionários Espiritanos acrescentam que o lema no listel do brasão do bispo eleito da Diocese de Portalegre-Castelo Branco é a frase que do livro bíblico dos Atos dos Apóstolos ( 4, 32b), e descreve “a comunidade cristă primitiva”.

‘Cor Unum et Anima Una’, em português ‘Um só coração uma só alma’, é o lema de D. Pedro Fernandes, que é também o mote do brasão da Congregação do Espírito Santo à qual pertence o novo bispo.

O campo do escudo “é todo vermelho” representando a cor do Espírito Santo e do testemunho/martírio, em cima tem o galero, o chapéu de peregrino que “representa o pastor caminhando com o seu povo”, com cordões terminados em borlas que é o símbolo comum dos bispos.

A cruz processional, no topo do brasão, tem o braço horizontal vergado, “como que cedendo ao peso do crucificado”, e no centro um espaço vazio, “simboliza a morte vencida (sepulcro vazio), ressurreição”.

“Esta cruz é a estilização de um crucifixo em pau preto, feito em Moçambique e oferecido a D. Pedro”, onde o bispo eleito da Diocese de Portalegre-Castelo Branco foi missionário.

Para o centro do brasão, o novo bispo escolheu símbolos dos Missionários do Espírito Santo, uma pomba branca e um coração da mesma cor: “A pomba representa o Espírito Santo e o coração com a coroa de rosas representa o Coração Imaculado de Maria”.

D. Pedro Fernandes vai tomar posse e ser ordenado este domingo, pelas 15h00, na Sé de Portalegre.

Na celebração, o ordenante vai ser D. José Ornelas (bispo de Leiria-Fátima e presidente da CEP) e co-ordenantes D. Antonino Dias (bispo emérito de Portalegre-Castelo Branco) e D. Teodoro Tavares (bispo da Diocese de Ponta de Pedras, Brasil), missionário espiritano.

O Papa Leão XIV nomeou a 7 outubro, o novo bispo para Diocese de Portalegre-Castelo Branco, D. Pedro Fernandes, religioso Espiritano, que sucede a D. Antonino Dias que renunciou por motivos de idade.

O novo bispo, de 56 anos de idade, era até agora presidente do Conselho de Administração da Associação de Apoio Social ‘Anima Una’ (Braga).

A Diocese de Portalegre-Castelo Branco tem 161 paróquias, distribuídas por cinco regiões (arciprestado de Abrantes 33 paróquias, de Castelo Branco 44, Ponte de Sor 27, Portalegre 22 e Sertã 35), contando com o trabalho pastoral de padres diocesanos e religiosos, religiosas, diáconos permanentes, três institutos seculares, associações, movimentos de leigos e 39 misericórdias.

LFS/CB/OC

Foto: Agência ECCLESIA/HM

Pedro Alexandre Simões Gouveia Fernandes nasceu a 22 de junho de 1969 em Lisboa; frequentou o primeiro ano de Teologia na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, e em 1988, ingressou na comunidade de estudantes Espiritanos do Restelo, em Lisboa, onde prosseguiu os seus estudos enquanto desenvolvia trabalho pastoral.

Em 1991 ingressou no noviciado Espiritano em Silva, Barcelos, e fez os primeiros votos a 8 de setembro de 1992, regressando a Lisboa em 1993 para o quinto ano de teologia, concluindo com uma tese sobre o diálogo católico-anglicano.

De 1993 a 1995 foi membro da Comunidade Espiritana de Clamart (França), obtendo uma licenciatura em Teologia Moral no Institut Catholique de Paris; em 8 de setembro de 1995 fez os votos perpétuos e, de 1995 a outubro de 1996, realizou o seu estágio missionário na Guiné-Bissau como diácono.

Foi ordenado sacerdote em Lisboa a 21 de julho de 1996 e integrou, nesse ano, o primeiro grupo de Espiritanos enviados para a missão em Moçambique, onde permaneceu até 2009; em Roma, obteve um diploma no Centro Interdisciplinar para a Formação de Formadores para o Sacerdócio, na Universidade Pontifícia Gregoriana de Roma (2009-2010).

De regresso a Portugal, de 2010 a 2018 foi superior da comunidade Espiritana do Porto, tendo sido conselheiro provincial e assistente da Província Portuguesa da Congregação do Espírito Santo, acompanhando grupos pertencentes aos Jovens sem Fronteiras, movimento ligado aos Espiritanos.

De 2018 a 2024 foi superior da Província Portuguesa dos Espiritanos e Vice-Presidente da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP).