quinta-feira, 31 de julho de 2014

Oração pelas férias

ORAÇÃO PELAS FÉRIAS...

Dá-nos, Senhor, depois de todas as fadigas,
um tempo verdadeiro de paz.

Dá-nos, depois de tantas palavras,
o dom do silêncio que purifica e recria.

Dá-nos, depois das insatisfações que travam,
a alegria como um barco nítido.

Dá-nos a possibilidade de viver sem pressa,
deslumbrados com a surpresa
que os dias trazem pela mão.

Dá-nos a capacidade de viver de olhos abertos,
de viver intensamente.

Dá-nos de novo a graça do canto,
do assobio que imita a felicidade aérea
dos pássaros,
das imagens reencontradas,
do riso partilhado.

Dá-nos a força de impedir 
que a dura necessidade
esmague em nós o desejo
e a espuma branca dos sonhos se dissipe.

Faz-nos peregrinos 
que no visível escutam 
a melodia secreta do invisível.
                              José Tolentino Mendonça

terça-feira, 29 de julho de 2014

Ultreia Diocesana em Castelo Branco


                                        
O Movimento dos Cursilhos de Cristandade, como culminar das actividades do ano pastoral, levou a efeito no dia 29 de Junho, no Instituto Português da Juventude, em Castelo Branco, a Ultreia Diocesana, com a participação de um número significativo de cursilhistas.

Após a receção, seguida da oração inicial, conduzida pelo Director Espiritual do MCC, reverendo Padre Adelino, Edite Martins, responsável pelo núcleo de Escola de Cº Bº, saudou todos os presentes que dos vários núcleos da Diocese estavam presentes, congratulando-se com o interesse manifestado por todos.

Lucília Miguéns, presidente do Secretariado diocesano do MCC nesta diocese, deu, então, inicio aos trabalhos dando as boas vindas a todos e dando graças a Deus pela adesão manifestada pelos presentes a este encontro, salientando a importância destas actividades como forma de manter o entusiasmo por este Movimento da Igreja.

Passou depois a palavra ao Director Espiritual do MCC, senhor padre Adelino Cardoso que, de uma forma clara e pertinente, apresentou e desenvolveu o tema: “Família Cristã e Sociedade” reforçando a importância da família como célula vital da sociedade e base do Amor, cuja acção deve passar por, entre muitas outras missões, ser berço de acolhimento para o Irmão Sofredor.

O almoço permitiu um convívio entre todos os cursilhistas, seguido de um tempo de animação em que todos podemos apreciar o talento de dois jovens músicos, que nos presentearam com a sua arte e com temas de música erudita.

A Ultreia continuou com um Rolho apresentado por um jovem casal cursilhista, Sandra e Gonçalo, que num testemunho sincero nos mostraram a sua caminhada no 4º dia, a dois, com base nos valores cristãos e com o compromisso de construção de uma família cristã.

As ressonâncias estiveram a cargo de um representante de cada núcleo de escola da Diocese.

Pelas 17h realizou-se a Eucarístia, presidida pelo Director Espiritual do MCC, na Diocese, com a qual se encerrou esta Ultreia Diocesana, agradecendo o Secretariado Diocesano a todos os que participaram com muito entusiasmo e fé na mesma, sabendo que foi mais um passo na afirmação do MCC na Diocese como caminho para a evangelização das famílias, enquanto portador da mensagem do Amor de Cristo.

GRACIELA FERNANDES

A Humanidade está necessitada de tuas orações

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Viver com fé

Movimento Pastoral Diocesano



                                
  SERVIÇO PASTORAL

Vivemos um tempo em que somos mais obrigados a dispensar Padres dos serviços pastorais, por razões de idade e de saúde, do que a fazer nomeações. Não temos muito a quem nomear. Reconhecemos o trabalho generoso e alegre de quantos dispensamos dos serviços pastorais, embora continuemos a contar com a sua colaboração no que lhes for possível. Olhamos para eles com respeito e admiração. São vidas inteiras doadas com generosidade e alegria ao serviço do Povo de Deus. Este, embora lhes reconheça o direito ao repouso, sente a tristeza de os ver partir do seu seio, pois tem-nos e estima-os como se de pessoas de família se tratasse. A vida é assim e felizes de nós quando chegamos ao fim com a consciência tranquila de que fizemos o que devíamos ter feito, em obediência e docilidade ao Espírito que nos anima e fortalece.

A renovação do sistema paroquial exige leitura, oração, estudo, reflexão, criatividade constante, experiências e iniciativas várias e maior dedicação do Padre àquilo que lhe é mais específico e essencial como verdadeiro pastor e evangelizador duma comunidade que quer ver adulta e a caminhar por si. Como sabemos, para que isso aconteça com naturalidade, o Padre não pode centralizar, não pode ter a pretensão de fazer tudo para não incomodar terceiros, não pode dispensar os bons colaboradores, não pode ditar ou mandar como se só ele fosse sabedor ou iluminado. Tem de estar atento à Comunidade e às pessoas. Tem de reconhecer quem poderá colaborar, convidar essas pessoas e formá-las. Tem de moderar com docilidade, orientar e confiar, mesmo que às vezes lhe pareça que as coisas não correm tão bem como ele gostaria que corressem: não temos o monopólio do Espírito, Ele atua em todos.

Nomeio alguns Párocos in solidum, que não é a mesma figura de Pároco e Coadjutor. Párocos in solidum, sem mandante nem mandado, mas em comunhão, com um Moderador, na esperança de que, juntos com leigos, deem corpo àquilo a que vamos chamando de unidade pastoral, sempre num clima de aprofundamento e clarificação do que isso é e pode valer. Assim:


Padre António Martins Castanheira, dispensado de Vigário Paroquial de Aldeia de Santa Margarida, São Miguel d’Acha, Medelim e Proença-a-Velha, Arciprestado de Castelo Branco;


Cónego Martinho Cardoso Pereira, dispensado da paroquialidade de Oleiros, Mosteiro e Isna, Arciprestado da Sertã;


Padre Libânio Domingos Martins, dispensado da paroquialidade de Mata e Escalos de Baixo, Arciprestado de Castelo Branco;


Padre Luís Moreira Bernardo, dispensado da paroquialidade de Aldeia de Santa Margarida, São Miguel d’Acha, Medelim e Proença-a-Velha, Arciprestado de Castelo Branco;


Padre Rui Manuel Antunes Lourenço, dispensado de Pároco das paróquias de Alcains, Lardosa e Sobral do Campo, Arciprestado de Castelo Branco;


Padre Ilídio Alberto Ribeiro Mendonça, dispensado da paroquialidade de Tramagal e Santa Margarida da Coutada, Arciprestado de Abrantes;


P. Rui Miguel dos Santos Rodrigues, dispensado de Diretor do Secretariado Diocesano da Pastoral da Juventude e das Vocações e nomeado Assistente Espiritual do mesmo Secretariado, continuando responsável pelos Convívios Fraternos e pelos outros serviços que lhe estão confiados.


Prof. Ricardo Nuno Pires Farinha, nomeado Diretor do Secretariado Diocesano da Pastoral da Juventude e das Vocações;


Padre Adelino Dias Cardoso, nomeado Pároco de Tramagal e Santa Margarida da Coutada, Arciprestado de Abrantes.


Padre Ilídio Alberto Ribeiro Mendonça, Padre António Martins Castanheira e Padre Francisco Alves da Silva (Da Sociedade de Vida Apostólica Missio Christi, do Brasil), nomeados Párocos in solidum e o Padre Libânio Domingos Martins Vigário Paroquial das paróquias de Alcains, Lardosa, Sobral do Campo, Lousa, Escalos de Cima, Escalos de Baixo, Mata, Caféde, Póvoa de Rios de Moinhos e Tinalhas, Arciprestado de Castelo Branco, sendo Moderador o Padre Ilídio Alberto Ribeiro Mendonça;


Padre Martinho Lopes Mendonça, nomeado Pároco de Aldeia de Santa Margarida, São Miguel d’Acha, Medelim e Proença-a-Velha, Arciprestado de Castelo Branco;


Padre Luís Manuel Antunes Alves e Padre Rui Manuel Antunes Lourenço, nomeados Párocos in solidum de Sobreira Formosa, Alvito da Beira, Montes da Senhora, Oleiros, Mosteiro e Isna, Arciprestado da Sertã , sendo Moderador o Padre Luís Manuel Antunes Alves.


Antonino Eugénio Fernandes Dias

Bispo de Portalegre-Castelo Branco

28/07/2014

domingo, 27 de julho de 2014

Amor Cristão



ORAÇÃO PARA TIRAR O RANCOR

Para aqueles que querem se livrar da mágoa e do RANCOR, e não sabem o que dizer a Deus.

"Senhor Deus
Muitas coisas aconteceram no passado, palavras e acções que me marcaram e não consigo esquecer. Não consigo perdoar quem me fez mal, e minha alma está muito machucada.
Mas sei que essa não é a maneira que desejo viver. Por isso, hoje elevo o meu coração para ti, que não somente sentes amor por todas as pessoas, mas que, em essência és o amor.
Vem tirar do meu coração e da minha mente todo o sentido de ódio e vingança. Livra-me do desejo de que os outros sejam castigados por suas falhas.
Reconheço que o maior devedor de todos sou eu diante de ti, pois tu és Santo, e, eu, um pecador, mas como me perdoaste, ajudá-me a perdoar os que me ofenderam.
O passado é passado. Mas no 'hoje' quero ter esperança de dias melhores.
Que eu volte a ter alegria, volte a desfrutar da vida que tens para mim. Que meu futuro seja diferente, e eu seja uma nova pessoa.
Em nome de Jesus, amém"

17º Domingo tc Ano A


https://www.youtube.com/watch?v=0OYk0ug6qys



Reino dos Céus: tesouro, pedra preciosa!
O Reino de Deus é a pérola mais preciosa que possa existir! O tesouro para muitos escondido!
É nosso encontro com a bondade e misericórdia infinita de Deus!

sábado, 26 de julho de 2014

26 de Julho - Santa Ana e São Joaquim




Ana e seu marido Joaquim já estavam com idade avançada e ainda não tinham filhos. O que, para os judeus de sua época, era quase um desgosto e uma vergonha também. Os motivos são óbvios, pois os judeus esperavam a chegada do Messias, como previam as sagradas profecias.

Assim, toda esposa judia esperava que dela nascesse o Salvador e, para tanto, ela tinha de dispor das condições para servir de veículo aos desígnios de Deus, se assim ele o desejasse. Por isso a esterilidade causava sofrimento e vergonha e é nessa situação constrangedora que vamos encontrar o casal.

Mas Ana e Joaquim não desistiram. Rezaram por muito e muito tempo até que, quando já estavam quase perdendo a esperança, Ana engravidou. Não se sabe muito sobre a vida deles, pois passaram a ser citados a partir do século II, mas pelos escritos apócrifos, que não são citados na Bíblia, porque se entende que não foram inspirados por Deus. E eles apenas revelam o nome dos pais da Virgem Maria, que seria a Mãe do Messias.

No Evangelho, Jesus disse: "Dos frutos conhecereis a planta". Assim, não foram precisos outros elementos para descrever-lhes a santidade, senão pelo exemplo de santidade da filha Maria. Afinal, Deus não escolheria filhos sem princípios ou dignidade para fazer deles o instrumento de sua acção.

Maria, ao nascer no dia 8 de Setembro de um ano desconhecido, não só tirou dos ombros dos pais o peso de uma vida estéril, mas ainda recompensou-os pela fé, ao ser escolhida para, no futuro, ser a Mãe do Filho de Deus.

A princípio, apenas santa Ana era comemorada e, mesmo assim, em dias diferentes no Ocidente e no Oriente. Em 25 de Julho pelos gregos e no dia seguinte pelos latinos. A partir de 1584, também são Joaquim passou a ser cultuado, no dia 20 de Março. Só em 1913 a Igreja determinou que os avós de Jesus Cristo deviam ser celebrados juntos, no dia 26 de Julho.

Liturgia de 27.07.2014 - 17º DTC


https://www.youtube.com/watch?v=AivquDUygd4

São Basílio (c. 330-379), monge, bispo de Cesareia na Capadócia, doutor da Igreja
Regras Monásticas, Regras Maiores, § 8

«Vende tudo o que possui»


Nosso Senhor Jesus Cristo insistiu vivamente no seguinte, muitas vezes: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me» (Mt 16,24). […] E noutro passo: «Se queres ser perfeito, vende o que tens, dá o dinheiro aos pobres»; ao que acrescenta : «depois, vem e segue-Me» (Mt 19,21).

Para aquele que sabe compreender, a parábola do negociante quer dizer a mesma coisa: «O Reino dos céus é semelhante a um negociante à procura de pedras preciosas; assim que encontrou uma de grande valor, corre a vender tudo o que tem, para poder comprá-la.» A pedra preciosa designa indubitavelmente o Reino dos céus, e o Senhor mostra-nos que nos é impossível obtê-lo se não abandonarmos tudo o que possuímos: riqueza, glória, nobreza de nascimento e tudo aquilo que tantos outros buscam avidamente.

O Senhor declarou ainda que é impossível ocuparmo-nos convenientemente do que fazemos quando o espírito é solicitado por diversas coisas: «Ninguém pode servir a dois senhores», disse (Mt 6,24). Por isso, «o tesouro que está no céu» é o único que podemos escolher para a ele ligarmos o coração: «Pois onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração» (Mt 6,20ss). […] Em suma, trata-se de transportarmos o nosso coração para a vida do céu, de maneira que possamos dizer: «A cidade a que pertencemos está nos céus» (Fil 3,20). Trata-se, sobretudo, de começarmos a tornar-nos semelhantes a Cristo, «que, sendo rico, Se fez pobre» por nós (2Cor 8,9).

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Informação Paroquial



No próximo fim de semana os Bombeiros Voluntários de Arronches, organizam as tradicionais Festas de Verão.
No Domingo, dia 27 de Julho, a missa será rezada por todos eles, vivos e falecidos e o Ofertório dessa Eucaristia reverterá a favor da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Arronches.

Vamos ajudar!


No sábado, dia 26 de Julho- Oração de Taizé, Centro Paroquial, às 21H

Participe!   
                                                                                   

Peregrinação Irlanda



Basílica do Santuário de Knock

Celebração Dominical na Capela da Aparição


Cruz na colina sobre qual São João Paulo II celebrou a Missa em 1979. — em República da Irlanda.
A imagem de marca mais famosa da Irlanda..


Almoço no... Castelo!



Pub «The Merry Ploughboy» onde nos despedimos da Irlanda...

O Senhor é fiel

São Tiago Maior, grande amigo de Nosso Senhor

                                           
Nascido em Betsaida, este apóstolo do Senhor era filho de Zebedeu e de Salomé e irmão do apóstolo João, o Evangelista.

Pescador juntamente com seu irmão João, foi chamado por Jesus a ser discípulo d’Ele. Aceitou o chamado do Mestre e, deixando tudo, seguiu os passos do Senhor.

Dentre os doze apóstolos, São Tiago foi um grande amigo de Nosso Senhor fazendo parte daquele grupo mais íntimo de Jesus (formado por Pedro, Tiago e João) testemunhando, assim, milagres e acontecimentos como a cura da sogra de Pedro, a Transfiguração de Jesus, entre outros.

Procurou viver com fidelidade o seu discipulado. No entanto, foi somente após a vinda do Espírito Santo em Pentecostes que São Tiago correspondeu concretamente aos desígnios de Deus. No livro dos Atos dos Apóstolos, vemos o belo testemunho de São Tiago, o primeiro dentre os doze apóstolos a derramar o próprio sangue pela causa do Evangelho:

“Por aquele tempo, o rei Herodes tomou medidas visando maltratar alguns membros da Igreja. Mandou matar à espada Tiago, irmão de João” (At 12,1-2).

Segundo uma tradição, antes de ser martirizado, São Tiago abraçou um carcereiro desejando-lhe “a Paz de Cristo”. Este gesto converteu o carcereiro que, assumindo a fé em Jesus, foi martirizado juntamente com o apóstolo.

Existe ainda outra tradição sobre os lugares em que São Tiago passou, levando a Boa Nova do Reino. Dentre estes lugares, a Espanha onde, a partir do Século IX, teve início a devoção a São Tiago de Compostela.

São Tiago Maior, rogai por nós!

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Palavras do Papa Francisco no Angelus de 20 de julho de 2014

O apelo do Papa pelo fim da violência em Mossul, cidade do Iraque que corre o risco de ficar sem nenhum cristão. Os cristãos estão em fuga, sob a "ameaça da espada" dos fundamentalistas do Estado Islâmico.




Após a oração mariana do Angelus deste domingo, o Papa Francisco fez um apelo em favor da paz no Iraque:

"Recebi com preocupação as notícias que chegam das comunidades cristãs de Mossul, no Iraque, e outras partes do Oriente Médio, onde essas comunidades, desde o início do Cristianismo, viveram com seus cidadãos oferecendo uma contribuição significativa para o bem da sociedade. Hoje são perseguidas. Os nossos irmãos são perseguidos, são expulsos, devem deixar suas casas sem ter a possibilidade de levar nada consigo. Asseguro a estas famílias e a estas pessoas a minha proximidade e oração constante. Queridos irmãos e irmãs tão perseguidos, eu sei o quanto vocês sofrem. Eu sei que vocês são despojados de tudo. Estou com vocês na fé Naquele que venceu o mal."

"Que o Deus da paz desperte o desejo autêntico de diálogo e reconciliação. A violência não pode ser vencida com a violência. A violência se vence com a paz".

domingo, 20 de julho de 2014

Encontro com Deus



Em algum momento da vida,
ocorre um encontro
mais profundo e pessoal
entre Deus e você.
Geralmente,
essa união se torna algo definitivo,
sem reservas nem voltas.
A partir dessa experiência,
tudo começa a mudar.
Então, com sua palavra,
Deus vai moldando o ser humano,
à semelhança de um oleiro.


Meditação
Abra seu coração para Deus.
A cada dia, permita que o Espírito Santo
molde e transforme sua vida.


Confirmação
“Depois de terdes sofrido um pouco,
o Deus de toda a graça, que vos chamou
para a sua glória eterna, no Cristo Jesus,
vos restabelecerá e vos tornará
firmes, fortes e seguros”
(1Pd 5,10).


Rosemary de Ross
Do livro: Uma mensagem por dia, o ano todo

sábado, 19 de julho de 2014

Confiemos em Jesus

O Trigo e o Joio


https://www.youtube.com/watch?v=MCgPM8cSrg4

A parábola do joio e do trigo é uma releitura dos três primeiros capítulos do livro do Gênesis. No campo de Deus, ele semeou a boa semente. O campo é o jardim de Deus onde ele colocou o ser humano, para que na comunhão com o seu Criador ele pudesse ser feliz (Gn 2,8-15). A boa semente que se desenvolve e dá fruto é o ser humano que Deus criou à sua imagem e semelhança e colocou em seu jardim. A pergunta do homem de ontem continua sendo a mesma da do homem de hoje: Por que da criação boa de Deus surgiu o mal? Se Deus semeou somente a boa semente do trigo em seu campo, de onde veio o joio? A resposta: o inimigo de Deus e do ser humano foi quem o fez. O trigo que germina no meio do joio parece vulnerável, como a existência humana ameaçada pelo mal. No entanto, aos olhos de Deus, nossa existência é portadora do projeto de Deus e dará fruto no tempo certo. O Reino de Deus sofre violência, neste mundo, e bem e mal estão mesclados no mesmo campo. No entanto, o dono do campo não renuncia à colheita, ele espera pacientemente.

Carlos Alberto Contieri, sj

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Lembra-te de Jesus Cristo!



Quando fala do sofrimento e da força que a Palavra de Deus exerceu em sua vida,
São Paulo escreve ao amigo Timóteo:
“Lembra-te de que Jesus Cristo,
descendente de Davi,
ressuscitou dentre os mortos,
segundo o meu Evangelho. Por ele,
eu tenho sofrido até ser acorrentado como um
malfeitor. Mas a Palavra de Deus não está acorrentada.
Portanto, é por isto que tudo suporto,
por causa dos eleitos, para que eles também
alcancem a salvação que está
no Cristo Jesus com a glória eterna” (2Tm 2,8-10).


Meditação
Deposite sua confiança no Deus
da vida e da ressurreição.


Confirmação
“Se já morremos com ele,
também com ele viveremos;
se resistimos com ele,
também com ele reinaremos;
se o negamos, ele também nos negará;
se lhe somos infiéis, ele, no entanto, permanece fiel,
pois não pode negar-se a si mesmo”
(2Tm 2,11b-13).


Rosemary de Ross
Do livro: Uma mensagem por dia, o ano todo

quinta-feira, 17 de julho de 2014

A oração pela paz nunca é em vão



Sentido apelo do Papa Francisco a fim de que se interrompa a espiral de violência que abala a Terra Santa-A oração pela paz nunca é em vão

L’Osservatore Romano

«Agora, Senhor, ajuda-nos! Doa-nos a paz, ensina-nos a paz, guia-nos para a paz. Abre os nossos olhos e corações e doa-nos a coragem de dizer: “nunca mais a guerra!”; “com a guerra tudo se destrói!”. Infunde em nós a coragem de realizar gestos concretos para construir a paz... Torna-nos disponíveis para escutar o grito dos nossos cidadãos que nos pedem para transformar as nossas armas em instrumentos de paz, os nossos medos em confiança e as nossas tensões em perdão». Foi a oração do Papa Francisco pela paz na Terra Santa. Mais uma vez o Pontífice rezou e pediu para rezar pela paz, não obstante a linguagem que se fala naquelas terras ainda tenha um acre sabor de ódio, de violência e de sangue de muitos inocentes. «Dirijo a todos vós – disse no domingo 13 de Julho aos fiéis reunidos na praça de São Pedro para recitar com ele o Angelus – um sentido apelo a continuar a rezar com insistência pela paz na Terra Santa à luz dos trágicos eventos dos últimos dias». E recordando o encontro de 8 de Junho passado com o patriarca Bartolomeu e com os presidentes Peres e Abbas – «juntamente com os quais invocamos o dom da paz e escutamos a chamada a interromper a espiral do ódio e da violência» – reafirmou com força que, embora alguns possam pensar «que tal encontro tenha sido realizado em vão», é precisamente «a oração que nos ajuda a não nos deixarmos vencer pelo mal nem nos resignarmos ao predomínio da violência e do ódio sobre o diálogo e a reconciliação».

Portanto, um apelo duplo. Às partes interessadas e a quantos têm responsabilidades políticas: «a não poupar oração nem esforço algum para fazer cessar todas as hostilidades e obter a paz desejada para o bem de todos»; aos fiéis: a seguir o exemplo da Virgem Maria, da sua oração silenciosa. E a praça respondeu com um silêncio eloquente.

Pouco antes o Papa Francisco recordou a parábola do semeador que lança as sementes em qualquer terreno, mas só de um deles colhe frutos. É importante continuar a lançar a semente boa, depois será o terreno que frutificará. Contudo, este terreno deve ser preparado.

Porque ELE vive!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Solenidade Nossa Senhora do Carmo - 16- 07


https://www.youtube.com/watch?v=bdREzAejVKY

16 de Julho: Nossa Senhora do Carmo!

"Eu também levo no meu coração, há tanto tempo, o Escapulário do Carmo!
Por isso, peço à Virgem do Carmo que nos ajude a todos,
os religiosos e as religiosas do Carmelo e os piedosos fiéis que a veneram filialmente,
para crescer em seu amor e irradiar no mundo a presença desta Mulher do silêncio e da oração,
invocada como Mãe da misericórdia, Mãe da esperança e da graça!"
(dizia comovido S. João Paulo II)

Nossa Senhora do Carmo


Hoje a Igreja celebra a festa de Nossa Senhora do Carmo


Oração a Nossa Senhora do Carmo





Santíssima Virgem Maria, Esplendor e Glória do Carmelo, olhais com especial ternura os que se revestem do vosso Santo Escapulário. Cobri-me com o manto da vossa maternal protecção, pois a Vós me consagro hoje e para sempre. Fortalecei a minha fraqueza com o vosso poder. Iluminai a escuridão do meu espírito com a vossa sabedoria. Aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade. Adornai a minha alma com muitas graças e virtudes. Assisti-me na vida, consolai-me na morte com a vossa presença e apresentai-me à Santíssima Trindade como vosso filho dedicado, para que eu possa louvar-Vos por toda a eternidade. Amén!

terça-feira, 15 de julho de 2014

Carta de uma mãe sobre o valor da vida



Após diagnóstico de morte clínica, uma mãe sobrevive e escreve à sua filha: a vida é um presente de Deus


Melanie Pritchard, uma mulher norte-americana que havia sido dada como morta, mas sobreviveu durante o parto de sua filha Gabriella, há quatro anos, escreveu uma carta a sua filha para que lesse quando fosse mais velha, na qual recorda que “a vida é um presente; não é algo que nos devem”.

Em um texto publicado no site LifeSiteNews, Melanie, que é fundadora do programa de formação para meninas católicas Vera Bella, recordou que teve uma “morte súbita por uma embolia de líquido amniótico”.

Previamente, Melanie escolheu para dar à luz um hospital com um médico ginecologista obstetra pró-vida “que eu sabia que valorizava a vida em todas as etapas”, pois sabia que “nem todos os hospitais e seus médicos veem o nascituro igualmente humano e valioso como suas mães”.

Três dias depois do parto, a mãe de Gabriella acordou na UTI de outro hospital, ainda lutando por sua vida, com o apoio de seu marido, Doug.

Quatro anos depois, na carta escrita para sua filha, Melanie lhe relatou que “morri durante o seu nascimento e depois da maior luta pela minha vida, Deus, trabalhando através das mãos dos médicos, salvou a minha vida”.

“Voltar da morte me fez ver que é necessário estar sempre certa de que nunca deixou de dizer nada àqueles que ama. Você é muito nova para que eu te diga todas as coisas que eu quero que conheça sobre a vida, por isso estou escrevendo esta carta para que tenha as minhas palavras impressas no papel para que sempre possa lê-las ”.

Melanie continuou dizendo a sua pequena que “dois dias depois do seu nascimento eu ainda não tinha te conhecido e a lembrança disso ainda é confusa. Não ter clareza sobre este momento me ensinou a nunca dar por certo cada momento que tenho com as pessoas que amo, pois poderia ser o último”.

“Quando você sorri, ilumina o quarto. Nunca perca essa alegria infantil”, pediu a Gabriella.

Melanie assegurou a sua filha que “papai e eu faremos o melhor que possamos para criar você, para que seja santa e busque o céu, e te mostraremos a beleza que Deus criou para você, mas ao final, você deve aceitar essa proposta”.

“Você poderá ter a tentação de vestir-se, falar e agir como os outros, mas Deus te fez diferente de todos por algum motivo. Você deve saber quando liderar e quando seguir. Saber quando falar e quando calar. Buscar a liberdade do bem sobre os limites do mal”.

“Recorda”, continuou Melanie em sua carta para Gabriella, “Cristo morreu numa cruz por você, para te libertar. Agarre-se a Ele, seu Salvador, em tempos de sofrimento e luta, e quando sofrer, não deixe que se desperdice. Ofereça-o como uma oração por aqueles que o necessitam. Abraça o sofrimento como Cristo o fez”.

“Pode ser que você perca pessoas na vida, quase me perde no seu nascimento. Confia sempre no plano de Deus inclusive quando não está de acordo. Convida Jesus nos tempos difíceis e permita que Ele lhe mostre a sua presença”.

Melanie recordou a sua pequena que “a vida é curta e papai e eu não estaremos sempre perto, mas se Deus for o centro de sua vida, Ele será suficiente para ti… suficiente para satisfazer cada desejo do seu coração”.

“E se há algo que devo destacar mais que tudo, reza. A oração é poderosa e salvou nossas vidas durante o seu nascimento. Faça de cada dia uma conversa com Deus”.

Para concluir a sua carta, Melanie disse a Gabriella que “você pode pensar que fazer todas as coisas que disse aqui é impossível, mas só te peço que tente, peça a Deus que te ajude e procure ser a mulher que Deus criou para ser. Você merece o melhor que a vida possa te oferecer, minha filha linda!”.

(ACI Digital)

Fome de Felicidade

segunda-feira, 14 de julho de 2014

"Já é tempo de procurarmos o Senhor"


"Já é tempo de procurarmos o Senhor"

"O profeta clama aos nossos ouvidos hoje:
Semeai segundo a justiça
e colhereis o fruto da misericórdia;
arroteai novas terras,
porque já é tempo de procurar o Senhor,
até que Ele venha derramar sobre vós a chuva da justiça."
(Oseias 10,12)

O Senhor é o Deus da justiça
o Deus que escuta o grito do oprimido
dá pão ao que tem fome
e ao cativo a liberdade
O Senhor é paz!
É tempo de procurarmos o Senhor
de encontrar nele repouso para as nossas almas
descanso para o nosso coração
aprendendo com Ele a ser mansos e humildes
É tempo de semear segundo a justiça
de arrotear terras novas nos campos da esperança
da misericórdia,
da mansidão,
do amor…
É tempo de escutar a voz do profeta
e semear as canções da paz e da justiça
porque só essas são canções de Deus!
(emissão RR, 9/7/2014)





https://www.youtube.com/watch?v=rybuDSpyjNQ

domingo, 13 de julho de 2014

Liturgia de 13.07.2014 - 15º Domingo do Tempo Comum


https://www.youtube.com/watch?v=TATAaKT3uFo

Liturgia de 13.07.2014 - 15º Domingo do Tempo Comum

A liturgia do 15º Domingo do Tempo Comum convida-nos a tomar consciência da importância da Palavra de Deus e da centralidade que ela deve assumir na vida dos crentes.

A primeira leitura garante-nos que a Palavra de Deus é verdadeiramente fecunda e criadora de vida. Ela dá-nos esperança, indica-nos os caminhos que devemos percorrer e dá-nos o ânimo para intervirmos no mundo. É sempre eficaz e produz sempre efeito, embora não actue sempre de acordo com os nossos interesses e critérios.
O Evangelho propõe-nos, em primeiro lugar, uma reflexão sobre a forma como acolhemos a Palavra e exorta-nos a ser uma “boa terra”, disponível para escutar as propostas de Jesus, para as acolher e para deixar que elas dêem abundantes frutos na nossa vida de cada dia. Garante-nos também que o “Reino” proposto por Jesus será uma realidade imparável, onde se manifestará em todo o seu esplendor e fecundidade a vida de Deus.
A segunda leitura apresenta uma temática (a solidariedade entre o homem e o resto da criação) que, à primeira vista, não está relacionada com o tema deste domingo – a Palavra de Deus. Podemos, no entanto, dizer que a Palavra de Deus é que fornece os critérios para que o homem possa viver “segundo o Espírito” e para que ele possa construir o “novo céu e a nova terra” com que sonhamos.

Os milagres existem...

sábado, 12 de julho de 2014

A qualidade do terreno é fundamental!


https://www.youtube.com/watch?v=84JTX1rbkdo

A qualidade do terreno é fundamental!
O evangelista São Mateus apresenta diversas pequenas parábolas que nos falam do Reino de Deus.
Hoje: O semeador!
Não basta ouvir! É necessário saber ouvir!
Não basta ter inteligência para entender!
É necessário transformar em vida!
Deus nos fala ao coração e quer participar de nossa vida!

Oração pelo Papa

sexta-feira, 11 de julho de 2014

“Não se pode desperdiçar a vida dando voltas”

As sábias palavras do Papa Francisco aos jovens


O Papa Francisco realizou ni sábado uma visita pastoral na região de Molise, na Itália. Ao encontrar-se com os jovens da diocese de Abruzzo e de Molise, o Papa fez um discurso cheio de esperança:

De um lado, estejam à procura daquilo que realmente conta, que permanece estável no tempo e é definitivo, estejam em busca de respostas que iluminem a mente de vocês e aqueça o coração não somente no espaço de uma manhã ou por um breve trecho de estrada, mas para sempre. A sociedade de hoje e seus modelos culturais, por exemplo, a 'cultura do provisório', não oferecem um clima favorável para a formação de escolhas de vida estáveis com laços sólidos, construídos numa rocha do amor, de responsabilidade, mas na areia da emoção do momento.

Hoje escolho isso, amanhã aquilo, mas, vou para onde o vento sopra; ou quando acaba meu entusiasmo, minha vontade, inicio outro caminho. E assim se dá voltas pela vida, como num labirinto! O caminho não é o labirinto. Não se pode desperdiçar a vida dando voltas.

Todavia, caros jovens, o coração do ser humano aspira coisas grandes, valores importantes, amizades profundas, laços que se reforçam nas provações da vida, ao invés de romper-se. O ser humano aspira amar e ser amado: essa é a nossa aspiração mais profunda.

A cultura do provisório não exalta a nossa liberdade, mas nos priva do nosso verdadeiro destino, das metas mais verdadeiras e autênticas. É uma vida em pedaços. É triste chegar a uma certa idade, olhar o caminho que fizemos e descobrir que foi feita em diferentes pedaços, sem unidade, sem definição: tudo provisório.

Não deixem que lhes seja roubado o desejo de construir na vida de vocês coisas grandes e sólidas! É isso que nos leva adiante. Não se contentem com pequenas metas! Aspirem à felicidade, tenham coragem, a coragem de sair de vocês mesmos, de arriscar plenamente o futuro de vocês junto a Jesus. Ele nos ama definitivamente, escolheu-nos definitivamente, doou-se definitivamente a cada um de nós. É nosso defensor e irmão mais velho e será nosso único juiz.

Tenham coragem e esperança também ao enfrentar as dificuldades derivantes dos efeitos da crise económica. A coragem e a esperança são dotes de todos, mas, em particular, dos jovens: coragem e esperança.

sources: Rádio Vaticano

Reconhecer a presença do Senhor

Foto

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Família: Plano luminoso de Deus

“Os desafios pastorais da família, no contexto da evangelização”: documento utilizado para a preparação do Sínodo de Outubro

O documento utilizado para a preparação do Sínodo extraordinário sobre as famílias, que acontecerá no próximo mês de Outubro, será: “Os desafios pastorais da família, no contexto da evangelização”. Este documento sintetiza as respostas do questionário enviado para as dioceses sobre o tema do matrimónio e da família, em Novembro de 2013.

Primeira parte: “Comunicar o Evangelho da família hoje”

Com base nos dados bíblicos, encontramos no documento o matrimónio entre o homem e a mulher, criados à imagem e semelhança de Deus e colaboradores do Senhor no acolhimento e transmissão da vida.
No documento existe uma reflexão específica sobre o valor da “lei natural” e a importância da família como elemento activo na sociedade.

Segunda Parte: “A pastoral da família diante dos novos desafios”

O documento destaca o impacto do trabalho sobre a vida familiar. As famílias também enfrentam situações críticas como: fraqueza da figura paterna, fragmentação devido a divórcios e separações, violências e abusos contra as mulheres e crianças, tráfico de menores, drogas, alcoolismo, dependência do jogo a dinheiro e também a dependência das redes sociais que impede o diálogo em família e rouba o tempo livre para as relações interpessoais.

Situações como as “irregularidades canônicas”, focalizada sobre os divorciados e casados novamente, têm um foco especial no documento. Para as situações difíceis o documento diz que a Igreja não deve assumir atitude de juiz que condena, mas de mãe que sempre acolhe seus filhos.

Terceira Parte: “A abertura à vida e à responsabilidade educativa”

A doutrina da Igreja, em sua dimensão positiva, é pouco conhecida sobre a abertura à vida. Cria-se assim certa confusão em relação a contraceptivos e métodos naturais de regulação da fertilidade. São dramas que marcam profundamente a vida de inúmeras pessoas.

No Consistório do último mês de Fevereiro, convocado para a criação de 19 novos cardeais, o Papa Francisco aproveitou a ocasião para propor uma reflexão sobre a família:

“Hoje, a família é desprezada, é maltratada, pelo que nos é pedido para reconhecermos como é belo, verdadeiro e bom formar uma família, ser família hoje; reconhecermos como isso é indispensável para a vida do mundo, para o futuro da humanidade. É-nos pedido que ponhamos em evidência o plano luminoso de Deus para a família, e ajudemos os esposos a viverem-no com alegria ao longo dos seus dias, acompanhando-os no meio de tantas dificuldades. Também com uma pastoral inteligente, corajosa e cheia de amor.”

sources: Rádio Vaticano

A força da Oração

Foto: Curta Francisco, o Papa da humildade

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Não ser indiferente diante do sofrimento dos outros, pede Papa



Hoje existem "tantas pessoas cansadas e enfraquecidas sob o peso insuportável do abandono e da indiferença"


Muitos carregam um "jugo" insuportável por causa de um "sistema económico que explora o homem", afirmou ontem o Papa Francisco ao rezar o Angelus com os peregrinos no Vaticano.

"Vinde a mim todos os que estais cansados sob o peso do vosso fardo e eu vos darei descanso." O Papa deteve-se sobre o convite de Jesus contido na página do Evangelho dominical. O Senhor, disse, "tem diante dos olhos as pessoas que encontra todos os dias", "pessoas simples, pobres, doentes, pecadores, marginalizados".

"Estas pessoas sempre foram atrás d'Ele para ouvir a sua palavra – uma palavra que dava esperança! As palavras de Jesus sempre dão esperança! – e também para tocar mesmo que somente a orla de sua veste. Jesus mesmo buscava essas multidões enfraquecidas como ovelhas sem pastor (cfr Mt 9,35-36): assim diz Ele, e as buscava para anunciar-lhes o Reino de Deus e para curar muitos no corpo e no espírito. Chama todos a si: "vinde a mim" , e lhes promete alívio e restabelecimento."

Este convite de Jesus "estende-se até os nossos dias, para alcançar tantos irmãos e irmãs oprimidos por condições de vida precárias, por situações existenciais difíceis e, por vezes, desprovidas de válidos pontos de referência". Nos países mais pobres, "mas também nas periferias dos países mais ricos – observou – encontram-se tantas pessoas cansadas e enfraquecidas sob o peso insuportável do abandono e da indiferença".

"A indiferença: quanto mal a indiferença humana faz aos necessitados! E pior, a dos cristãos. Encontram-se às margens da sociedade tantos homens e mulheres provados pela indigência, mas também pela insatisfação da vida e pela frustração. Muitos são obrigados a emigrar de sua pátria, colocando em risco a própria vida. Muitos mais carregam todos os dias o peso de um sistema econômico que explora o homem, impõe-lhe um "jugo" insuportável, que os poucos privilegiados não querem carregar. Jesus repete a cada um destes filhos do Pai que está nos céus: "vinde a mim, vós todos ".

Jesus, acrescentou o Papa, "o diz àqueles que têm tudo, mas seu coração é vazio". Também a eles Jesus dirige esse convite: "Vinde a mim". "O convite de Jesus é para todos. Mas de modo especial para aqueles que sofremmais." Jesus nos faz também um convite que é "como um mandamento": "Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração" (Mt 11,29). O "jugo" do Senhor, ressaltou Francisco, "consiste em carregar o peso dos outros com amor fraterno".

"Uma vez recebido o restabelecimento e o conforto de Cristo, somos chamados, por nossa vez, a tornarmo-nos restauração e conforto para os irmãos, com atitude mansa e humilde, imitando o Mestre. A mansidão e a humildade do coração ajudam-nos não somente a assumirmos o peso dos outros, mas também a não sermos peso sobre eles com nossos pontos de vista pessoais, nossos julgamentos ou nossas críticas ou nossa indiferença."

(Rádio Vaticano)


terça-feira, 8 de julho de 2014

Diante de Deus

Foto: Curta Francisco, o Papa da humildade 

Papa Francisco pede perdão diante de um um grupo de vítimas de abuso por padres.

Deus abençoe nosso Papa. Que Deus o fortaleça sempre, diante de sua missão perante a igreja e seu povo.

A oração à luz da Bíblia


As Sagradas Escrituras são ricas em passagens que reforçam a prática da oração. 

Eis algumas delas:

É preciso rezar sempre e nunca descuidar
Lc 18, 1

Vigiai e orai para não cairdes em tentação
Mt 25,41

Pedi e dar-se-vos-á
Mt 7,7

Chama por mim, e eu te ouvirei
Jr 33, 3

Invoca-me e eu te livrarei
Sl 49, 15

Vosso Pai que está nos céus dará bens aos que lhe pedirem
Mt 7,11

Todo aquele que pede, recebe; todo o que busca, acha
Lc 11,10

Tudo o que pedirdes orando, crede que haveis de receber e que assim vos sucederá
Mc 11,24

Vinde a mim todos os que trabalhais e vos achais carregados e eu vos aliviarei
Mt 11, 28

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Aprender a ser

O filósofo Stanislaw Grygiel contou que uma vez o então Cardeal Wojtyla, hoje João Paulo II, foi a uma pequena paróquia fazer uma visita pastoral. Chegou um pouco antes da hora prevista. Entrou na igreja onde o Pároco estava a ensinar o Catecismo a um grupo de crianças. Saudou a Cristo no Sacrário e depois perguntou aos meninos:
- Quem é que quer dizer o que é que eu vim fazer aqui hoje?
Um pequerrucho, de uns sete ou oito anos, levantou o braço:
- Eu sei. Você veio para aprender alguma coisa como nós.
O Cardeal, humildemente confirmou, sentou-se ao seu lado e pediu ao Pároco que continuasse a sua lição.
E Jesus, lá no Sacrário deve ter exclamado uma vez mais:
- Eu Te bendigo, ó Pai, porque revelastes estas verdades aos pequeninos.
As crianças têm capacidade de acolher a verdade pois são maiores do que pensamos. Por outro lado, Deus é acessível. Ele faz-se pequeno para que todos possam crescer com Ele.
Só se aprende com humildade, com mansidão e com o Coração:
- Aprendei de mim... repete Jesus
Aprender a quê? Não a fazer milagres, a falar como Ele, a curar doentes, a andar sobre o mar...pois só Ele cura, só Ele é o Verbo. Aprender sim a ser manso, a ser humilde e a ser coração.

Pe. José David Quintal Vieira, scj
davidvieira@netmadeira.com

Como um rio na Primavera


https://www.youtube.com/watch?v=epfaYVWZRGQ

domingo, 6 de julho de 2014

Aprendei de Mim


14º Domingo do Tempo Comum - Ano A



A liturgia deste domingo ensina-nos onde encontrar Deus. Garante-nos que Deus não Se revela na arrogância, no orgulho, na prepotência, mas sim na simplicidade, na humildade, na pobreza, na pequenez.
A primeira leitura apresenta-nos um enviado de Deus que vem ao encontro dos homens na pobreza, na humildade, na simplicidade; e é dessa forma que elimina os instrumentos de guerra e de morte e instaura a paz definitiva.
No Evangelho, Jesus louva o Pai porque a proposta de salvação que Deus faz aos homens (e que foi rejeitada pelos “sábios e inteligentes”) encontrou acolhimento no coração dos “pequeninos”. Os “grandes”, instalados no seu orgulho e auto-suficiência, não têm tempo nem disponibilidade para os desafios de Deus; mas os “pequenos”, na sua pobreza e simplicidade, estão sempre disponíveis para acolher a novidade libertadora de Deus.
Na segunda leitura, Paulo convida os crentes – comprometidos com Jesus desde o dia do Baptismo – a viverem “segundo o Espírito” e não “segundo a carne”. A vida “segundo a carne” é a vida daqueles que se instalam no egoísmo, orgulho e auto-suficiência; a vida “segundo o Espírito” é a vida daqueles que aceitam acolher as propostas de Deus.

http://www.dehonianos.org/