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sábado, 5 de setembro de 2026

Papa apela à confiança em Deus em momentos de incerteza pessoal

«Nem sempre é fácil compreender e aceitar os caminhos de Deus, especialmente quando estão muito distantes dos nossos» – Leão XIV



Castel Gandolfo, Itália, 30 ago 2026 (Ecclesia) – O Papa apelou hoje à aceitação humilde dos “caminhos de Deus”, mesmo quando contrariam as expetativas humanas, alertando para a tentação de julgar a ação divina nos momentos de incerteza.

“Também para nós nem sempre é fácil compreender e aceitar os caminhos de Deus, especialmente quando estão muito distantes dos nossos”, reconheceu Leão XIV, durante a recitação dominical do ângelus na Praça da Liberdade em Castel Gandolfo.

“Nessa altura, surge a tentação de pensar, contra toda a lógica da fé, que é o Senhor quem está errado, ou pior ainda, que não nos ouve ou que não se interessa por nós”, acrescentou, perante centenas de pessoas reunidas junto à residência pontifícia, nos arredores de Roma.

O Papa sustentou que a superação destas crises espirituais obriga o crente a “nunca interromper, nem mesmo nestes momentos, o diálogo com o Senhor”, sempre com total “confiança”.

Leão XIV realçou ainda a importância de “nunca julgar a ação de Deus, mas sim ouvir, com humildade, na oração, o que Ele está a revelar”.

A reflexão baseou-se no episódio evangélico em que Jesus anuncia a sua morte, uma perspetiva que provocou a indignação do apóstolo Pedro por estar “muito longe das expectativas” de “um Messias triunfante e poderoso”.

O encontro dominical culminou com um pedido para que a comunidade católica cultive a “docilidade” necessária para aceitar aquilo que Cristo pede.

“Que também nós, na nossa vida de fé e na nossa oração, tenhamos a mesma sinceridade de Pedro, ao dizer humildemente o que realmente sentimos, mesmo quando o coração está confuso”, recomendou.

Após a oração, Leão XIV saudou os vários grupos presentes no encontro, agradecendo às forças da Ordem e a todos os que contribuíram para a sua estadia em Castel Gandolfo, neste período do verão.

“Envio a minha cordial saudação aos fiéis que seguem o ângelus a partir da Praça de São Pedro. E a todos desejo um bom domingo”, concluiu, antes de se deslocar ao encontro da multidão, num pequeno veículo elétrico, passando entre os peregrinos durante vários minutos.



OC

terça-feira, 1 de setembro de 2026

A cruz é outra coisa...

 


A cruz é outra coisa...

Chamamos facilmente de «cruz» tudo o que nos faz sofrer...
A Cruz não é o “sofrimento” que Deus manda nem o “azar” que nos acontece na Vida! Isso é linguagem pagã que muita gente usa por aí… aceitar a nossa cruz significa compreender que o SOFRIMENTO faz parte da vida de toda a gente e que a nossa cruz não se deve transformar na cruz de mais ninguém...
A cruz é outra coisa. Jesus chama os seus discípulos a segui-lo fielmente e a colocarem-se ao serviço de um mundo mais humano: o reino de Deus.
Isso é o primeiro e mais importante. A cruz nada mais é do que o sofrimento que
nos advirá como consequência deste seguimento; o doloroso destino que teremos
de partilhar com Cristo se realmente seguirmos os seus passos. É por isso que
não devemos confundir o «carregar a cruz» com posturas masoquistas, uma falsa
mortificação.
Se queremos esclarecer qual deve ser a atitude cristã, temos de entender bem em que consiste a cruz para o cristão, porque pode acontecer que a coloquemos onde Jesus nunca a colocou.
Jesus não ama a cruz e ficaria feliz em passar sem ela.
Ele não quer morrer.
O que Jesus quer é manifestar a verdadeira face de Deus e para isso está
disposto a assumir a insegurança, o conflito, a rejeição ou a perseguição!
Até morrer para não negar a verdadeira face de Deus...
Quem pensa só em si
mesmo, quem usa os outros,
quem muda de ideias,
quem julga sem se expor, nunca
entenderá a linguagem da cruz!

Porque a cruz é outra coisa...


Padre João Torres

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Não guardes a tua fé



«Entre todas as coisas magníficas da criação de Deus,
duas deixam para trás as outras;
uma está acima de nós - a imensidão dos céus estrelados;
outra dentro de nós - o espírito do homem.»



Para quem tem Fé em Deus e em todas as Suas criaturas,

o mundo é um verdadeiro paraíso sem fim.

Acreditamos que cada um de nós é único e irrepetível.

Acreditamos que saímos das mãos do Criador, que amorosamente nos desenha,

para vivermos numa intensa obediência à Sua misericordiosa providência.

Acreditamos que cada grão de areia

é colocado estrategicamente pelo Senhor que nos dá a vida,

num local definido, com uma textura distinta e com uma missão muito específica.

Também acreditamos que tudo o que vem de Deus

é para todos, todos, todos e para cada um de nós.

As coisas boas não são só para mim, porque sou mais bonito…

As coisas más não são só para ti, porque mereces…

E… contestar o que Deus providencia é perda de tempo!

Quando acreditamos que Deus nos ama, infinitamente, não há dor, há compaixão!

Deus espera por mim e por ti, a cada dia.

Mesmo que os nossos passos estejam desalinhados,

o Pai anseia que eu te leve a Jesus e que tu me leves até Jesus…

Deus não pergunta a tua nacionalidade,

nem se nasceste no seio de uma família conceituada.

Deus apenas quer que respeitemos o que é direito, que pratiquemos a justiça e…

que tenhamos uma Fé inabalável, Naquele que morreu para que a salvação fosse possível.

Quem tem Fé em Jesus encontra a cura para qualquer mal.

E até simples migalhas são um manjar repleto de iguarias.

Não guardes a tua Fé!

Faz-te Fé na vida da humanidade…


Liliana Dinis

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

MULHER DA GRANDE FÉ!

 


MULHER DA GRANDE FÉ!

O Evangelho deste Domingo, conta-nos a bela e maravilhosa história de vida, de uma mulher e mãe «libanesa», carregada com o drama da sua filha doente, situação verdadeira ontem como hoje, vem IMPLORAR DE JESUS, num GRITO que lhe sai do fundo das entranhas, que lhe «faça graça», isto é, que olhe para ela com mesma ternura com que ela embala ao colo a sua filha...
O texto diz que Jesus nem lhe respondeu. Mas a mulher não DESISTE, mas INSISTE... AQUELA MULHER NÃO ARREDA PÉ! Não se SENTE, nem se RESSENTE, perante o silêncio frio ou quente de Jesus.
A sua fé, já não se ABALA, com uma boa ou má fala do Mestre!
A sua fé, não CRESCE, nem DESAPARECE, por causa do mau feitio de qualquer um dos seus discípulos.
E é tal a insistência e a persistência, que esta libanesa consegue FAZER IMPLODIR DE COMPAIXÃO o coração de Jesus, com uma verdadeira explosão de fé!
«Mulher da grande fé!», replicou Jesus, «faça-se como queres!»
Esta cena do evangelho provoca, SEM DÓ, NEM PIEDADE, esta nossa fé TÃO POUCA e TÃO POLIDA DE ÁGUA benta e quantas vezes “melindrada”, por tudo e por nada!
Daqui é preciso estender o elogio de Jesus, às mães solteiras, às ciganas, às estrangeiras, ou àquelas que, separadas ou mal casadas, sozinhas e inteiras, suportam com coragem uma maternidade violenta, ou a crueldade de uma doença, que atormenta e desespera!
..... não podíamos encontrar um rosto mais feliz, do que esta mulher, distante e imigrante, tocada pela ternura de Deus... Só cumprimos a vontade do Pai quando vivemos abertos a todo o ser humano que sofre e geme pedindo compaixão...
O Evangelho deste Domingo, conta-nos a bela e maravilhosa história de vida, de uma mulher e mãe «libanesa», carregada com o drama da sua filha doente, situação verdadeira ontem como hoje, vem IMPLORAR DE JESUS, num GRITO que lhe sai do fundo das entranhas, que lhe «faça graça», isto é, que olhe para ela com mesma ternura com que ela embala ao colo a sua filha...
O texto diz que Jesus nem lhe respondeu. Mas a mulher não DESISTE, mas INSISTE... AQUELA MULHER NÃO ARREDA PÉ! Não se SENTE, nem se RESSENTE, perante o silêncio frio ou quente de Jesus.
A sua fé, já não se ABALA, com uma boa ou má fala do Mestre!
A sua fé, não CRESCE, nem DESAPARECE, por causa do mau feitio de qualquer um dos seus discípulos.
E é tal a insistência e a persistência, que esta libanesa consegue FAZER IMPLODIR DE COMPAIXÃO o coração de Jesus, com uma verdadeira explosão de fé!
«Mulher da grande fé!», replicou Jesus, «faça-se como queres!»
Esta cena do evangelho provoca, SEM DÓ, NEM PIEDADE, esta nossa fé TÃO POUCA e TÃO POLIDA DE ÁGUA benta e quantas vezes “melindrada”, por tudo e por nada!
Daqui é preciso estender o elogio de Jesus, às mães solteiras, às ciganas, às estrangeiras, ou àquelas que, separadas ou mal casadas, sozinhas e inteiras, suportam com coragem uma maternidade violenta, ou a crueldade de uma doença, que atormenta e desespera!
..... não podíamos encontrar um rosto mais feliz, do que esta mulher, distante e imigrante, tocada pela ternura de Deus... Só cumprimos a vontade do Pai quando vivemos abertos a todo o ser humano que sofre e geme pedindo compaixão...

Padre João Torres


segunda-feira, 10 de agosto de 2026

A OUTRA MARGEM

 


A OUTRA MARGEM

Somos seres de travessia e vivemos contínuos deslocamentos, desde o ventre materno. Saímos de lugares estreitos em direção a espaços mais amplos, até à travessia definitiva. Toda travessia tem um “para quê” (um sentido); ela aponta para algo maior, inspirador. O perigo é deixar-nos determinar pelo medo, bloquear nosso espírito aventureiro e nos “acostumarmos” com a margem conhecida.
Às vezes estamos no meio de uma tempestade... levantam-se ondas de obscuridades sem sentido, de medos paralisantes, de dúvidas angustiantes... sopram outros ventos tempestuosos que nos ameaçam, arrastando tantas seguranças que nos sustentaram, quebrando tantos salva-vidas aos quais nos agarrávamos...
Mas, no meio das tempestades, urge não perder a calma, ter a coragem de “permanecer na barca” e não permitir que o ruído dos ventos nos vença, que os relâmpagos nos ceguem, que as ondas nos levem...
Afinal, somos “seres de travessia”. Jesus está connosco e diz-nos: «Coragem!
Sou Eu, não tenhais medo!»
Caminhar para a outra margem é sair do centro, da segurança, da acomodação... e ir em busca das surpresas, das novas descobertas; implica arriscar, ter ousadia, não ter medo de caminhar para os “confins da terra”, para regiões desconhecidas no seu próprio interior...
Somente partindo da realidade de nós mesmos, que é sempre uma realidade rica e original, é que poderemos crescer como “peregrinos” em direção à nossa interioridade e em direção a um maior compromisso.
Só assim podemos chegar ao outro lado.
Coragem!

Padre João Torres

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Quando tudo para, o que continua a mover-nos?

 



O corpo não tem raiz.
Ditado popular


Hoje, é tempo de parar o corpo, a mente, o trabalho e a azáfama diária.

O que nunca para é o coração.

A Fé alimenta o coração humano com uma Esperança infinita.


O nosso coração acredita com todas as forças que é possível alcançar a felicidade.

Esta é a razão pela qual o coração palpita.

Faz o coração cumprir a sua missão com um ânimo bombástico.

E dá-lhe a capacidade de escutar a voz de Deus!


Escutar o chamamento do Pai, estar atento aos Seus pequenos sinais diários,

afasta-nos de uma vida morna.

Arrasta-nos para um imenso campo, repleto de tesouros por descobrir.

Predestina-nos uma pérola por cada gesto de amor.

Acolhe-nos como rede que salva e não mata.


Como Salomão, peçamos a Deus a graça de uma inteligência enraizada no coração.

Uma grande inteligência num coração de pedra não dá fruto.

Vamos cuidar do nosso coração?


Receituário:

Eucaristia aos Domingos!

Palavra de Deus meditada aos Sábados!

Oração diária!

Fé nos desígnios do Pai!

Esperança na promessa do Filho!

Caridade sem limites iluminada pelo Santo Espírito!


Liliana Dinis,


segunda-feira, 27 de julho de 2026

Movidos pela alegria

 


Se Deus nos aparecesse em sonhos e nos dissesse:
“Pede o que quiseres”, o que pediríamos?
Talvez muitos de nós responderíamos:
– Saúde para nós e para aqueles que amamos;
– O Euromilhões para ter uma vida descansada;
– Um emprego seguro;
– Uma casa digna;
– Mais reconhecimento, fama ou poder.
Mas o jovem rei Salomão surpreende-nos. Quando Deus lhe oferece a possibilidade de pedir tudo, ele não pede “longa vida, riqueza ou a morte dos seus inimigos”.
Pede uma sabedoria lúcida, que não lhe roube a alegria de uma vida simples.
Pede uma inteligência fundada no amor, capaz de olhar para além do imediato, para além das aparências, para além daquilo que parece ser importante aos olhos do mundo.
O Evangelho deste domingo recolhe algumas parábolas brilhantes de Jesus, que pretendem comunicar algo, que tantas vezes esquecemos: o encontro com Deus. É a coisa mais bela que nos pode acontecer, é uma surpresa pela qual vale a pena abandonar tudo, uma alegria que nos faz esquecer todo o resto. Mas para que tal aconteça temos que agir com astúcia e urgência.
É mesmo necessário submeter a nossa vida àquela intensa rajada de verbos: «Vai, vende, dá, vem e segue-me!» (Mateus 19,21).
O QUE É DEIXAR TUDO, VENDER TUDO?
Esse “tudo” que é o acumular de coisas e de amarras; de preconceitos e rotinas; de justificações e mágoas, de seguranças e proteções...
Podíamos perguntar: o que é que eu ganho com isso?
GANHO ALEGRIA!
“Nunca é tarde na vida para começar a viver...
A perspetiva com que olhamos as situações marca a diferença: o que fazemos rotineiramente, o ambiente que criamos,
- as relações, o trabalho, as atividades que descobrimos,
- a abertura ao saber, as escolhas, e até a fé e o amor...
TUDO PODE SER MELHOR.
E só não é melhor porque nos acomodamos.
Porque preferimos o muito ao melhor!

Padre João Torres

sábado, 18 de julho de 2026

Os filhos não são uma propriedade




Os filhos não são uma propriedade. São uma missão.

Há uma tentação silenciosa que habita o coração de muitos pais: pensar que amar um filho é moldá-lo à sua própria imagem. Desejam protegê-lo de todas as quedas, evitar-lhe todas as lágrimas, escolher os caminhos que julgam melhores. Fazem-no por amor. Mas, por vezes, sem se aperceberem, confundem amor com posse.
Os filhos não são um projeto para realizar os sonhos que ficaram por cumprir. Não vieram ao mundo para repetir a história dos pais, corrigir os seus erros ou confirmar as suas escolhas.
Vieram para escrever a sua própria história.
Deus confia os filhos aos pais, mas não lhes entrega um destino já traçado. Confia-lhes uma vida única e irrepetível, com uma vocação que só cada filho poderá descobrir.
Educar é, por isso, um dos maiores atos de humildade.
É ensinar sem prender. Corrigir sem humilhar. Orientar sem controlar. Estar presente sem ocupar todo o espaço. É aprender, todos os dias, a dar um passo atrás para que os filhos possam dar um passo em frente.
Ser pai ou ser mãe é aceitar que chegará o dia em que os filhos deixarão de pedir a mão dos pais para começarem a caminhar pelos seus próprios pés. E esse dia não será o fracasso da educação; será, talvez, o seu maior sucesso.
Os filhos precisam de raízes, mas também de asas.
As raízes dão-lhes identidade, valores, fé e sentido de pertença. As asas dão-lhes liberdade para sonhar, decidir, amar, errar, recomeçar e encontrar o lugar que Deus preparou para eles.
Os pais são chamados a lançar os filhos para a vida com confiança, sabendo que o amor verdadeiro não prende; acompanha. Não domina; inspira. Não vive no medo de perder, mas na alegria de ver crescer.
Educar é amar tanto, que se aprende a deixar partir.

Padre João Torres

segunda-feira, 22 de junho de 2026

O medo lixa-nos a vida...

 


O medo lixa-nos a vida...

O medo envenena a nossa vida, o medo enche-nos de ansiedade
e impede-nos de termos alegria, acreditar e crescer. O medo lixa-nos a vida.
Jesus volta a fazer-nos um convite: “Não tenhais medo”.
Previne cada um de nós para três medos:
O medo de sermos julgados pelos outros,
pelo que pensamos e naquilo em que acreditamos.
Estamos sempre ligados, entregamo-nos ao tribunal dos outros, nas redes sociais todos julgam todos. O fantástico mundo da liberdade tornou-se o mundo que nos escraviza.
O segundo medo é daqueles que matam o corpo.
A obsessão pelo corpo perfeito vira doença!
Não basta investir apenas no corpo - ginástica, cremes, cabeleireiros, SPAs.
Somos mais que um corpo...Somos um mundo, um universo e uma história.
É preciso cuidar da alma para entender o sentido da vida.
O terceiro medo é o de não ser digno.
De não ser amado, de errar, de ser inútil, supérfluo...
O nosso Deus é capaz de conhecer os passarinhos, de amá-los, de cuidar deles. Eu valho mais do que muitos passarinhos, diz Jesus. Nós somos importante para Ele.
«É sabendo que Deus me ama, que posso mudar, crescer e ser amável»
Deus não quer que nos destruamos.
Ele sabe que as sombras do medo envelhecem-nos o coração.
O medo paralisa, rouba o melhor da vida.
O medo lixa-nos a vida...

Padre João Torres

sábado, 13 de junho de 2026

A tua fé te salvou




Quando algo não nos corre bem temos a tendência de apontar o dedo a Deus e perguntar: “onde estavas?”

Quando vemos as notícias na televisão de guerras e destruição temos a tendência de apontar o dedo a Deus e perguntar: “porque não fazes nada?”

Temos vontade de nos revoltar e até cobrar a Deus toda a nossa devoção, oração e missão em prol da messe, em troca de benfeitorias eternas. Será legítimo?

Gostaria muito de não ser assolada por preocupações mas, não seria mais santa por isso. Que testemunho daria eu aos outros se amar Deus apenas porque ele me dá o que quero?

Que testemunho daria aos outros se abandonasse a minha fé apenas porque Deus, aparentemente, me virou as costas, provando-me com a doença, morte ou dificuldades financeiras?

É mais fácil testemunhar Deus quando assistes a milagres, mas será tão mais importante nos momentos em que estiveres a passar dificuldades teres a capacidade de, ainda assim, louvares a Deus e a mostrar que confias Nele.

Toma por exemplo o amor de uma mãe ou pai.

Quando é que nos focamos mais nos filhos? Precisamente quando mais eles precisam de nós. Podem ter mil e um defeitos, mas basta tossir ou estarem abatidos que lá vamos nós com todo o amor.



E é muito fácil falar dos nossos filhos quando eles são bons alunos, atletas, educados, mas não será mais valente aquele que apesar de reconhecer as fragilidades do filho ainda tem a coragem de testemunhar o quanto o ama?

E nós? Basta a vida correr mal que duvidamos logo do amor de Deus e pomos em causa a nossa fé como se ela de nada nos valesse.

Será que ainda não nos apercebemos que a nossa fé, a nossa confiança, enfim o nosso amor a Deus é o que nos salva? O que seria de nós, se apesar das contrariedades, não tivéssemos a certeza de que não estamos sós e que nada é em vão?

Por isso se um dia estiveres a passar um mau momento e te perguntarem: “Ainda assim tens fé?” Lembra-te de responder: “O que seria se não tivesse?”

E tu amiga, quando sentiste que a tua fé te salvou?


Raquel Rodrigues

quinta-feira, 11 de junho de 2026

CRISMA/CONFIRMAÇÃO SEM PERSEVERANÇA: FÉ VERDADEIRA OU SIMPLES TRADIÇÃO?

 


CRISMA/CONFIRMAÇÃO SEM PERSEVERANÇA:
FÉ VERDADEIRA OU SIMPLES TRADIÇÃO?
“Se conferir a Crisma é uma das maiores alegrias do bispo, há outra coisa que é motivo de tristeza. É que, às vezes, quando o bispo confere a Crisma, o dom do Espírito Santo, nunca mais vê os adolescentes! Desaparecem da paróquia. E, a esse respeito, quero pedir: dediquem uma atenção especial a um dos dons do Espírito Santo chamado perseverança. Não esqueçam o que viveram neste tempo, para que a alegria também chegue a Roma, para celebrarmos juntos, rezarmos juntos, para essa alegria viva em seus corações e para que continuem sendo discípulos fiéis de Jesus Cristo. Sejam perseverantes na fé, para que voltem à paróquia — há muitas atividades, muitas oportunidades —, mas sobretudo na vida de fé, porque Jesus Cristo quer caminhar com vocês, com cada um de vocês e com todos vocês em comunidade - o que é tão importante. Não vivemos a fé sozinhos, vivemos juntos. E formar essas relações de amizade, de comunidade, é uma maneira de viver a perseverança como discípulos de Jesus.” (Papa Leão XIV, 16.5.2026)
As palavras do papa são ao mesmo tempo um apelo e um diagnóstico doloroso da realidade. Fala da alegria do Crisma, mas também da tristeza de ver tantos jovens desaparecerem da vida da comunidade logo depois de receberem o sacramento. E a pergunta impõe-se: terá razão? Infelizmente, basta olhar para a realidade das nossas paróquias para perceber que sim.
Muitos jovens fazem a catequese, recebem os sacramentos, participam nas celebrações do Crisma e, pouco tempo depois, afastam-se completamente da Igreja. Durante anos prepararam-se para um compromisso de fé que, na prática, rapidamente abandonam. E isto obriga-nos a questionar: estaremos a formar verdadeiros discípulos de Cristo ou apenas a cumprir etapas sociais e culturais?
O Papa insiste na perseverança como dom do Espírito Santo. Mas a perseverança exige decisão, convicção e verdade. A fé não pode ser apenas um momento bonito, uma celebração, uma tradição de família ou um acontecimento para fotografias. Ser cristão implica assumir um caminho, uma pertença, uma comunidade, uma responsabilidade. E talvez a realidade que vivemos seja exactamente o contrário disso: uma fé ocasional, emocional e superficial, sem continuidade nem compromisso.
Também é legítimo perguntar: afinal, o que mais querem os jovens? A Igreja oferece espaços de encontro, atividades, grupos, peregrinações, voluntariado, momentos de oração e convivência. Mas, apesar disso, muitos continuam indiferentes. Talvez porque o problema não esteja apenas na falta de propostas, mas numa cultura onde tudo é provisório, descartável e sem compromisso duradouro, inclusive a fé.
Por isso, as palavras do Papa são incómodas porque tocam numa verdade que muitas vezes evitamos enfrentar. E perante aquilo que se verifica, talvez fosse mais honesto assumir claramente: ou se quer viver a fé seriamente, ou então reconhecer que nunca houve verdadeira adesão a Cristo. Porque pior do que afastar-se é viver de aparência, fazer de conta que se acredita, fazer de conta que se pertence à Igreja, quando no fundo nunca se quis realmente seguir Jesus Cristo.
A fé autêntica não é perfeita, mas é sincera. Pode ter dúvidas, fragilidades e quedas, mas procura permanecer. O problema não é quem luta para acreditar; o problema é transformar os sacramentos em simples cerimónias vazias, sem consequência para a vida. E talvez seja precisamente esse o desafio lançado pelo Papa: deixar de viver um cristianismo de ocasião e recuperar uma fé consciente, madura e perseverante.
(P. António Magalhães Sousa)

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Mudar para crescer

 


Mudar para crescer
A nossa vida é feita de escolhas e decisões,
é assim que aprendemos,
é assim que crescemos,
é assim que mudamos....
Muitas vezes, queremos mudar, mas optamos por não o fazer, com medo, por falta de coragem ou confiança, preferimos ficar parados, sem nada fazer, sem nada mexer, sem nada arriscar.
Por isso, se queremos mudanças, elas têm que partir de nós,
temos de agir em vez de aguardar,
temos de fazer para acontecer.
Ficar parado, também é uma escolha nossa,
também tem resultados e consequências.
A nossa relação com Deus exige, da nossa parte, mudança de coração.
Não podemos criar uma amizade com Ele somente quando nos dá jeito.
Bastando fazer uns sacrifícios, para obter d’Ele o que queremos...
Ele prefere a misericórdia ao sacrifício... ou seja, que mudemos os nossos comportamentos, as nossas relações, em vez de nos preocuparmos com ritos sem sentido.
Jesus chama-nos para a mudança, como fez com Mateus,
um homem mal visto, cobrador de impostos...
E Mateus aceitou tal mudança...
porque acreditou que a sua vida podia ser diferente.
É esta a mudança que Jesus continua a querer que nós façamos:
que cada um de nós mude para crescer.
Será tempo perdido, ficarmos à espera
que as mudanças se façam por si mesmas, aí, só vamos encontrar desilusão.

Padre João Torres


quarta-feira, 25 de março de 2026

Papa apela a superação de dinâmicas marcadas por violência, consumo e superficialidade

Leão XIV sublinha proximidade da Semana Santa, apontando a fé na Ressurreição como resposta à dispersão contemporânea




Vaticano, 22 mar 2026 (Ecclesia) – Leão XIV alertou hoje no Vaticano para a necessidade de superar dinâmicas de violência, consumo e superficialidade, apontando à próxima celebração da Semana Santa.

“A narrativa da ressurreição de Lázaro convida-nos a estar atentos a essa necessidade profunda e, com a força do Espírito Santo, a libertar os nossos corações de hábitos, condicionamentos e formas de pensar que, como grandes pedras, nos aprisionam nos sepulcros do egoísmo, do materialismo, da violência e da superficialidade”, disse o Papa, desde a janela do apartamento pontifício, antes da recitação do ângelus.

Perante milhares de pessoas na Praça de São Pedro, o pontífice criticou a procura incessante por novidades, alertando para o sacrifício de valores fundamentais.

“Este mundo parece estar em constante busca de mudanças e novidades, mesmo que isso implique sacrificar coisas importantes – tempo, energias, valores, afetos –, como se a fama, os bens materiais, os divertimentos e as relações passageiras pudessem preencher o nosso coração ou tornar-nos imortais”, advertiu.

O Papa identificou esta desorientação atual como “sintoma de uma necessidade de infinito” que cada um traz em si, mas “cuja resposta não pode ser confiada ao que é efémero.”

A reflexão exortou os católicos a libertarem-se do egoísmo na preparação para a Semana Santa, apontando a fé na Ressurreição como resposta à dispersão contemporânea.

“A Liturgia convida-nos a reviver, na Semana Santa que se aproxima, os acontecimentos da Paixão do Senhor – a entrada em Jerusalém, a Última Ceia, o julgamento, a crucificação e o sepultamento – para compreender o seu sentido mais autêntico e abrir-nos ao dom da graça que eles encerram”, afirmou.

A intervenção dominical concluiu-se com um desafio à renovação interior.

“Também a nós Jesus ordena ‘vem cá para fora!’, encorajando-nos a sair, regenerados pela sua graça, desses espaços confinados, para caminharmos na luz do amor, como mulheres e homens novos, capazes de esperar e amar segundo o modelo da sua caridade infinita, sem cálculos e sem limites”, observou.

OC

segunda-feira, 23 de março de 2026

O dia em que a morte morreu...

 


O dia em que a morte morreu...
A morte, na realidade, vence e engole a vida. Porém, aquilo que vence a morte é o amor. O motivo da ressurreição de Lázaro é o amor de Jesus, um amor até às lágrimas, até ao fim.
A rebelião de Jesus contra a morte passa por três níveis:
Removei a pedra. Fazei rolar os penedos que estão à entrada do coração, os escombros sob os quais vos sepultastes com as vossas próprias mãos; afastai os sentimentos de culpa, a incapacidade de vos perdoardes a vós mesmos e aos outros; afastai a memória amarga do mal recebido...
Lázaro, vem para fora! E di-lo a mim: vem para fora da gruta negra dos arrependimentos e das desilusões, dos olhares só para ti mesmo...
Libertem-no e deixem-no ir. Libertai-vos todos da ideia de que a morte é o fim de uma pessoa. Libertem-no de máscaras e medos. E depois: deixem-no ir, deem-lhe uma estrada, e amigos com quem caminhar, algumas lágrimas e esperança, para habitar...
Que sentido de futuro e de liberdade emana deste Jesus que sabe amar, chorar e gritar; que liberta e coloca caminhos no coração. E compreendo que Lázaro sou eu. Eu sou Aquele-que-Tu-amas, que nunca aceitarás ver acabar no nada da morte.


Padre João Torres

quinta-feira, 5 de março de 2026

Sobre fé




Correm tempos tão estranhos, tão incertos, tão intermináveis que parecem, até, pôr em causa tudo aquilo em que acreditamos. Mas a dúvida, que tantas vezes nos assola, vem só confirmar que somos humanos e que existem compreensões que vão além de nós mesmos. Dizem que a fé move montanhas e certamente moverá. Tenho fé, mas todos os dias peço para a aumentar. Por vezes sinto-a leve como uma brisa e outras forte como o vento, mas sinto que a tenho aqui e espero que para sempre. Li, algures, uma frase que dizia " enquanto houver 1% de chance, terei 99% de fé" e é mesmo isto que eu desejo para mim e para o mundo.


Lucília Miranda

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Contruir pontes

 

Jesus sentava-se com quem era excluído, tocava em quem ninguém tocava, conversava com quem era invisível aos olhos do mundo. A fé que Ele ensinou era uma fé de cuidado, de escuta, de atenção. Jesus não dividia apenas o pão para matar a fome. O seu milagre era maior do que isso. Ele dividia o pão para devolver a dignidade. Ele não ensinou o desprezo, muito menos ensinou a calar quem pensa diferente. Não ensinou a usar o nome de Deus para justificar o ódio, preconceito ou vaidade. Ele ensinou a mansidão, misericórdia, tolerância e uma forma de amar que não cabe em nada do que vemos e ouvimos hoje em dia. Precisamos voltar à essência da mensagem de Jesus. Ele não construiu muros, construiu pontes. Não hasteou bandeiras de poder mas estendeu as mãos a quem o mundo tinha esquecido. Sabes, a fé que Jesus ensinou não grita, não humilha, não exclui… ela acolhe, escuta, cuida e restaura. Seguir Jesus é escolher amar quando seria mais fácil julgar. É oferecer dignidade onde só existem rótulos. É entender que mansidão não é fraqueza mas é força espiritual. Misericórdia não é conivência, mas é maturidade. O amor que vem de Jesus não cabe em discursos vazios mas revela-se em atitudes diárias. Que a nossa fé seja parecida com a D’Ele: viva, pratica e cheia de graça. Vive assim e serás feliz. Um dia muito feliz para todos sempre com Deus no coração

Padre Ricardo Esteves

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

🌅 É O FIM? TEMOS QUE DESISTIR? 🌅



A realidade de sermos e sentirmo-nos frágeis e a consciência de finitude perturbam-nos numerosas vezes.
Em tempos de crise, os projetos esvaziam-se, a esperança atrofia-se, a criatividade assombra-se... Tal situação gera insegurança, medo, impotência e experimentamos o fracasso.
O Evangelho põe a claro que, em todos os tempos, a história e o mundo manifestam sinais de crise, de sofrimento, de incerteza...
Jesus adverte-nos: «Não vos deixeis enganar, nem perturbar!»
Esse é o desafio — orientar o nosso olhar e o nosso coração para o essencial.
Os tempos difíceis não hão de ser tempos para lamentos, nostalgia ou desalento. Não é a hora da resignação, passividade ou demissão.
É hora de dizer: eu estou aqui!
É o momento de cultivar um estilo de vida cristã, paciente e tenaz, que nos ajude a responder a novas situações e desafios sem perder a paz nem a lucidez.
Olha as coisas positivas, o muito amor que a humanidade, apesar de tudo, consegue produzir. Olha para ti mesmo, o que conseguiste realizar em todos os anos da tua vida. Olha para o bem e para o belo que Deus criou em ti.
Olha e não desanimes. Não é o fim e não é hora de desistir.


Padre João Torres





quinta-feira, 31 de outubro de 2024

A fé vê muito mais do que os olhos



Os orgulhosos não têm fé senão na ilusão que fazem a respeito de si mesmos. É preciso muita humildade para aceitar como verdade aquilo que parece apenas produto da nossa imaginação, mas que sabemos, com o coração, que é a verdade.

A fé faz-nos experimentar já um pouco daquilo que esperamos, dando-nos força, não só para lutar todos os dias para a manter, mas também para alcançar aquilo para o qual nos aponta.

Não há força, por mais possante que seja, nem razão, por mais apurada que possa ser, que nos leve a vencer os mais insuportáveis desafios, senão a fé. Ela consegue o que nenhuma outra força alcança.

Animar-me é deixar que a minha alma comande a minha vida. Mais do que ter fé, importa que consigamos ser a fé que nos faz viver. Quem deixou de acreditar, já acabou. Sozinho.

A fé é o contraveneno da solidão. Quem ama nunca, nunca, nunca está só. Só a fé desfaz a sombra das dúvidas que, por vezes, nos entristecem a alma.

Só quem acredita no impossível é merecedor de o alcançar! Só quem é capaz de sofrer o que for preciso a lutar pela felicidade a merece, de facto! Que valor tem um prémio que se atinge sem qualquer sacrifício?

A fé é mais do que a esperança porque nos pede que esperemos mesmo depois de termos perdido a esperança…

Aquilo a que nós aqui chamamos AMOR, talvez no céu se chame FÉ.


José Luís Nunes Martins


quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

Imersos na Vida de Deus?


«A fé não é, antes de mais, uma questão de escolher aquilo em que que se há de acreditar, como se alguém fosse um consumidor num supermercado espiritual, enchendo o carro de artigos religiosos para satisfazer as suas necessidades e preferências pessoais. A fé é a nossa resposta à espantosa descoberta de que fomos escolhidos. Paulo não pesou os argumentos prós e contra do Cristianismo e, em seguida, tomou uma opção amadurecida a favor de Jesus. Deus irrompeu brutalmente na sua vida e atirou-o ao chão.»

Timothy Radcliffe, Imersos na Vida de Deus – Viver o Batismo e a Confirmação



Ultimamente tenho refletido sobre a forma como cada eu e cada um de nós vive a sua fé cristã. Gosto de analisar a forma como falamos sobre a nossa relação com Deus, a forma como entramos na Igreja e realizamos as nossas orações, a forma como falamos dos autores que nos ajudam no discernimento espiritual e, claro, a forma como retratamos a importância e o significado que Deus teve e tem nas nossas vidas.

E, antes de partilhar convosco a minha reflexão, gostava de esclarecer (e realçar) que aquilo que pretendo trazer nesta crónica não é um exercício de julgamento através daquilo que poderá ser, na minha ótica, as boas ou as más práticas da fé, mas sim um convite à reflexão e, acima de tudo, uma oportunidade de conseguir identificar a beleza de se viver em Igreja: a constatação da riqueza de se viver a fé de formas tão diversas!

Este excerto de Timothy Radcliffe veio aprofundar e dirigir o meu olhar para a minha reflexão. Vejo, tantas e tantas vezes, pessoas com imensa fé que dominam, como ninguém, os conhecimentos da Doutrina e da Palavra, mas que parecem desligados de Deus e do sofrimento humano. Como podemos estar imersos na Vida de Deus se as relações se baseiam num automatismo previsível? Como podemos estar imersos na Vida de Deus se a nossa fé apenas nos permite analisar a nossa vida e a dos outros de forma monocromática?

Vejo, tantas e tantas vezes, pessoas com imensa fé que dominam, como ninguém, os rituais e a liturgia, mas que parecem distantes e frios na relação com Deus e com as pessoas. Como podemos estar imersos na Vida de Deus se a nossa fé se alimenta apenas de rotinas programadas? Como podemos estar imersos na Vida de Deus se a nossa fé não percorre a verdadeira humanidade? Como podemos estar imersos na Vida de Deus se a nossa fé se baseia no cumprimento inflexível das normas?

Acredito, mais do que nunca, que precisamos de deixar que Deus nos irrompa e nos atire para o chão. Sim, precisamos que nos atire para o chão para abandonarmos todas as nossas certezas. Sim, precisamos que nos atire para o chão para encontrarmos as raízes da relação que se constrói com proximidade e intimidade. Sim, precisamos que nos atire para o chão para nos desarmarmos dos nossos julgamentos e preconceitos.

Talvez tenha chegado o tempo em que a fé seja para os que “adoram em espírito e verdade” e não os que andam à procura de encher “o carro de artigos religiosos para satisfazer as suas necessidades e preferências pessoais”.

Hoje, antes de te afirmares como pessoa de fé, questiona-te: o que preciso que Deus atire para o chão para que Ele irrompa brutalmente na minha vida? Vivo imerso na Vida de Deus ou ando à tona?


Emanuel António Dias

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

A Fé



Todos acreditamos em algo. E se todos acreditamos, todos somos mensageiros.

A fé expressa-se a cada momento que partilhamos com verdade e compaixão o que experienciamos. A verdade do que sentimos é a verdade mais profunda de cada um de nós. E é aí que encontramos resposta à pergunta mais profética, Quem Eu Sou?

Vejo a fé, não como uma descoberta, mas como uma construção diária, das escolhas que fazemos. Onde colocamos a nossa atenção e a forma como (re)agimos ao que diariamente nos chega.

A fé não é um vislumbre, a fé é palpável. A fé é amorosa, misericordiosa, paciente, disruptiva porque se abre à mudança. A fé transforma e transforma-se, a fé cresce e alinha-se. A fé move montanhas e abre o nosso coração ao de mais sagrado e divino que existe: o amor.


Carla Correia