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quinta-feira, 1 de outubro de 2026
França: Papa encerra viagem marcada por apelos em defesa da vida e da paz
Papa Leão XIV passou por Paris, Lourdes e Metz, enfrentando questões dos abusos sexuais, da laicidade e do futuro da Europa
Foto: Lusa/EPA
Metz, França, 28 set 2026 (Ecclesia) – O Papa encerrou hoje a sua viagem a França, cruzando apelos urgentes contra o rearmamento global e a eutanásia com a condenação dos abusos sexuais.
“O que é legal não é necessariamente moral”, advertiu Leão XIV perante a ameaça da “morte programada”, criticando as correntes ideológicas que procuram “redefinir” o valor da vida humana.
A etapa final, na cidade de Metz, serviu para o pontífice denunciar a ameaça de uma “hemorragia da guerra”, exigindo o fim das lógicas de violência e de domínio, mensagem que repetiu na Missa conclusiva.
Emmanuel Macron, presidente francês, acompanhou a intervenção no Centro de Congressos Robert Schuman, alertando para uma “epidemia de desinformação” que corrói as democracias contemporâneas.
A cerimónia envolveu os líderes das várias confissões religiosas através da assinatura do ‘Apelo de Metz’, repudiando a invocação do nome de Deus para justificar o ódio e o totalitarismo.
A preocupação pela paz esteve no centro da passagem do Papa pelo Santuário de Lourdes, entre sábado e domingo, onde Leão XIV convocou uma oração mundial do Rosário e rezou pelo fim dos conflitos.
O local de devoção mariana, onde são acolhidas milhares de pessoas doentes e com deficiência, serviu de inspiração para mensagens em defesa da vida, com o Papa a lrejeitar a legalização da eutanásia e a deixar uma mensagem de esperança a quem sofre.
Ainda em Lourdes, o Papa promoveu uma reunião privada com vítimas de abusos sexuais, selando o compromisso institucional de impedir a repetição do sofrimento.
O encontro foi antecedido por um elogio de Leão XIV à capacidade de resposta da Conferência Episcopal Francesa, instando os bispos a manterem a máxima “vigilância” sobre estes casos.
A denúncia da “morte programada” marcou o primeiro discurso da visita, proferido no Palácio do Eliseu, durante o qual o pontífice defendeu ainda uma reflexão ética sobre a Inteligência Artificial.
No discurso de boas-vindas, Emmanuel Macron, presidente da República, distinguiu a laicidade do Estado de uma oposição à religião.
Este foi um tema abordado várias vezes pelo Papa, que destacou as “raízes cristãs” da França, com a sua história de muitos santos, e defendeu a presença católica no espaço público e na Educação, sublinhando a busca contemporânea de “sentido” para a vida.
A passagem por Paris integrou uma visita à ‘Maison Bakhita’, espaço diocesano onde o Papa repudiou as “novas formas de escravatura económica e cultural” que atingem as populações excluídas.
O programa na capital francesa destacou o restauro da Catedral de Notre-Dame e elogiou aumento dos batismos de adultos, culminando numa Missa ao ar livre, perante centenas de milhares de pessoas.
Esta foi a sexta deslocação internacional do pontificado.
Leão XIV, eleito a 8 de maio de 2025, tinha visitado a República de San Marino (22 de agosto); Espanha (06-12 de junho de 2026); Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial (13-23 de abril de 2026); Mónaco (28 de março de 2026); e a Turquia e o Líbano, com peregrinação a İznik por ocasião do 1700º aniversário do I Concílio de Niceia (27 de novembro-02 de dezembro de 2025).
Ainda em 2026, o Papa vai visitar o Uruguai, a Argentina e o Peru, de 6 a 17 de novembro, na sua primeira viagem pontifícia à América Latina, com regresso à diocese peruana de Chiclayo, onde foi bispo.
OC
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
Papa reforça alertas sobre desenvolvimento da IA e pede bispos de «coração aberto a todos»
Leão XIV encontrou-se com responsáveis dos cinco continentes
Leão XIV falava com 147 bispos dos cinco continentes, incluindo o português D. Pedro Fernandes (bispo de Portalegre-Castelo Branco), nomeados no último ano, que participam num curso de formação promovido por vários organismos do Vaticano.
“Os desenvolvimentos das tecnologias da comunicação e da inteligência artificial abriram possibilidades que, até há poucos anos, nem sequer teríamos imaginado, mas, certamente, não podem libertar a humanidade do pecado e das suas consequências: demonstram-no tragicamente as crises que ela atravessa”, referiu Leão XIV, numa intervenção divulgada pela sala de imprensa da Santa Sé.
O Papa falava com 147 bispos dos cinco continentes, incluindo o português D. Pedro Fernandes (bispo de Portalegre-Castelo Branco), nomeados no último ano, que participam num curso de formação promovido por vários organismos do Vaticano.
“Nenhum bispo caminha sozinho”, destacou aos participantes.
A intervenção apontou a encíclica ‘Magnifica Humanitas’ como ” uma visão e um método para enfrentar o grande desafio da salvaguarda do humano na era da inteligência artificial”.
“Encorajo-vos a promover nas vossas dioceses percursos de reflexão e de diálogo, a fim de formar e apoiar quantos se desejam empenhar ao serviço da civilização do amor”, instou o Papa.
Leão XIV exortou os presentes a exercerem a sua autoridade como “um serviço de amor”, dando prioridade à proximidade pastoral e ao cuidado com os sacerdotes das respetivas dioceses.
“Amai as pessoas que o Senhor vos confiou. Aprendei os seus nomes, escutai as suas histórias, entrai, sempre que puderdes, nas suas casas, rezai com elas. Especialmente nas jovens Igrejas, muitas vezes a presença do bispo diz muitíssimo, antes mesmo das suas palavras”, recomendou.
Tende uma atenção particular para com os mais idosos e os doentes. Fazei-os sentir que são preciosos, que a Igreja lhes está grata e que o bispo não os esquece. Por vezes, basta um telefonema, uma visita, uma palavra afetuosa da vossa parte.”Foto: Vatican Media
O Papa evocou o pensamento de Santo Agostinho sobre o compromisso profundo com a comunidade diocesana, citando a frase “para vós sou bispo, convosco sou cristão”.
Leão XIV dedicou particular atenção aos responsáveis das “Igrejas jovens”, desafiando-os a cultivarem um coração missionário que vá para além do limite dos membros habituais na vida das comunidades.
“O bispo missionário tem um coração aberto a todos: não apenas àqueles que frequentam as nossas paróquias, mas também aos cristãos de outras confissões, aos crentes de outras religiões, às pessoas que não professam uma fé, a todos os homens e mulheres de boa vontade”, sustentou.
A audiência no Vaticano encerrou os trabalhos do curso de formação ‘Bispos, servidores da comunhão na Igreja e no mundo de hoje’, promovido por três Dicastérios da Santa Sé.
Em declarações à Agência ECCLESIA e Renascença, D. Pedro Fernandes falou de “um encontro muito interessante, de muita proximidade”, com oportunidade para os bispos “colocarem perguntas ou partilharem reações, preocupações” ao Papa.
“O balanço final é muito positivo, claro”, acrescentou.
OC
sábado, 5 de setembro de 2026
Papa apela à confiança em Deus em momentos de incerteza pessoal
«Nem sempre é fácil compreender e aceitar os caminhos de Deus, especialmente quando estão muito distantes dos nossos» – Leão XIV
Castel Gandolfo, Itália, 30 ago 2026 (Ecclesia) – O Papa apelou hoje à aceitação humilde dos “caminhos de Deus”, mesmo quando contrariam as expetativas humanas, alertando para a tentação de julgar a ação divina nos momentos de incerteza.
“Também para nós nem sempre é fácil compreender e aceitar os caminhos de Deus, especialmente quando estão muito distantes dos nossos”, reconheceu Leão XIV, durante a recitação dominical do ângelus na Praça da Liberdade em Castel Gandolfo.
“Nessa altura, surge a tentação de pensar, contra toda a lógica da fé, que é o Senhor quem está errado, ou pior ainda, que não nos ouve ou que não se interessa por nós”, acrescentou, perante centenas de pessoas reunidas junto à residência pontifícia, nos arredores de Roma.
O Papa sustentou que a superação destas crises espirituais obriga o crente a “nunca interromper, nem mesmo nestes momentos, o diálogo com o Senhor”, sempre com total “confiança”.
Leão XIV realçou ainda a importância de “nunca julgar a ação de Deus, mas sim ouvir, com humildade, na oração, o que Ele está a revelar”.
A reflexão baseou-se no episódio evangélico em que Jesus anuncia a sua morte, uma perspetiva que provocou a indignação do apóstolo Pedro por estar “muito longe das expectativas” de “um Messias triunfante e poderoso”.
O encontro dominical culminou com um pedido para que a comunidade católica cultive a “docilidade” necessária para aceitar aquilo que Cristo pede.
“Que também nós, na nossa vida de fé e na nossa oração, tenhamos a mesma sinceridade de Pedro, ao dizer humildemente o que realmente sentimos, mesmo quando o coração está confuso”, recomendou.
Após a oração, Leão XIV saudou os vários grupos presentes no encontro, agradecendo às forças da Ordem e a todos os que contribuíram para a sua estadia em Castel Gandolfo, neste período do verão.
“Envio a minha cordial saudação aos fiéis que seguem o ângelus a partir da Praça de São Pedro. E a todos desejo um bom domingo”, concluiu, antes de se deslocar ao encontro da multidão, num pequeno veículo elétrico, passando entre os peregrinos durante vários minutos.
OC
“Também para nós nem sempre é fácil compreender e aceitar os caminhos de Deus, especialmente quando estão muito distantes dos nossos”, reconheceu Leão XIV, durante a recitação dominical do ângelus na Praça da Liberdade em Castel Gandolfo.
“Nessa altura, surge a tentação de pensar, contra toda a lógica da fé, que é o Senhor quem está errado, ou pior ainda, que não nos ouve ou que não se interessa por nós”, acrescentou, perante centenas de pessoas reunidas junto à residência pontifícia, nos arredores de Roma.
O Papa sustentou que a superação destas crises espirituais obriga o crente a “nunca interromper, nem mesmo nestes momentos, o diálogo com o Senhor”, sempre com total “confiança”.
Leão XIV realçou ainda a importância de “nunca julgar a ação de Deus, mas sim ouvir, com humildade, na oração, o que Ele está a revelar”.
A reflexão baseou-se no episódio evangélico em que Jesus anuncia a sua morte, uma perspetiva que provocou a indignação do apóstolo Pedro por estar “muito longe das expectativas” de “um Messias triunfante e poderoso”.
O encontro dominical culminou com um pedido para que a comunidade católica cultive a “docilidade” necessária para aceitar aquilo que Cristo pede.
“Que também nós, na nossa vida de fé e na nossa oração, tenhamos a mesma sinceridade de Pedro, ao dizer humildemente o que realmente sentimos, mesmo quando o coração está confuso”, recomendou.
Após a oração, Leão XIV saudou os vários grupos presentes no encontro, agradecendo às forças da Ordem e a todos os que contribuíram para a sua estadia em Castel Gandolfo, neste período do verão.
“Envio a minha cordial saudação aos fiéis que seguem o ângelus a partir da Praça de São Pedro. E a todos desejo um bom domingo”, concluiu, antes de se deslocar ao encontro da multidão, num pequeno veículo elétrico, passando entre os peregrinos durante vários minutos.
OC
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
«Tempo da Criação»: Papa apela à conversão ecológica
Leão XIV preside a Missa em Castel Gandolfo, no Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação
Cidade do Vaticano, 01 set 2026 (Ecclesia) – O Papa apelou hoje à conversão do coração humano para que os recursos e instrumentos utilizados em cenários de destruição sejam orientados para a preservação da vida, numa mensagem partilhada na rede social X.
“O cuidado da nossa casa comum exige uma conversão do coração, para que aquilo que tem sido utilizado para causar destruição possa, em vez disso, ser orientado para a vida. Convido todos a unirem-se em oração e ação, para que possamos tornar-nos canais de água viva da paz de Deus, revigorando o nosso mundo ferido”, exortou Leão XIV na manhã em que se assinala o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação.
A proteção da casa comum requer uma alteração de paradigma capaz de travar a presente lógica bélica, reiterou o pontífice ao refletir sobre o tema ‘Água Viva’, escolhido para este ano.
A jornada culmina com a celebração da Missa para a Custódia da Criação, presidida pelo Papa junto à estátua da Virgem no Borgo Laudato Si’, nos Jardins Pontifícios de Castel Gandolfo, a partir das 18h30 (menos uma em Lisboa).
A liturgia recorre a um formulário específico concebido pelo esforço conjunto de quatro dicastérios do Vaticano, o qual foi utilizado de forma inédita por Leão XIV em julho de 2025.
O ‘Tempo da Criação’, que une cristãos de várias confissões em iniciativas de oração e ação climática, prolonga-se até ao dia 4 de outubro, data da festa de São Francisco de Assis.
Na abertura deste ciclo, o patriarca de Constantinopla (Igreja Ortodoxa), Bartolomeu I, apelou a uma revolução na ideia de progresso para travar o “geocídio” ambiental provocado pelo consumismo.
OC
sábado, 2 de maio de 2026
Papa pede mobilização contra a fome
Leão XIV denuncia desperdício alimentar, em intenção de oração para mês de maio
Cidade do Vaticano, 30 abr 2026 (Ecclesia) – O Papa alertou hoje para o drama da fome, que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, denunciando o desperdício alimentar e apelando a uma nova cultura de consumo.
“Hoje reconhecemos com dor que milhões de irmãos e irmãs continuam a passar fome, enquanto tanto alimento é desperdiçado nas nossas mesas”, lê-se na oração escrita por Leão XIV, no vídeo que divulga a sua intenção para o mês de maio.
A iniciativa, promovida pela Rede Mundial de Oração do Papa, apresenta como tema ‘Por uma alimentação para todos’.
O Papa evoca a urgência de passar “da lógica do consumo egoísta para uma cultura de solidariedade, apelando ao compromisso das comunidades católicas.
"Pai bondoso, torna-nos capazes de transformar a lógica do consumo egoísta em cultura de solidariedade. Que as nossas comunidades promovam gestos concretos: campanhas de sensibilização, bancos alimentares, e um estilo de vida sóbrio e responsável.”
Leão XVI defende uma “nova consciência”, com gratidão pelos alimentos, que leve a “consumir com simplicidade, a partilhar com alegria, e a cuidar dos frutos da terra como um dom teu, destinado a todos, não apenas a alguns.”
A mensagem do Papa é enquadrada pelos números divulgados pelas agências das Nações Unidas.
O relatório ‘WFP 2026 Global Outlook’, do Programa Alimentar Mundial, perspetiva que 318 milhões de pessoas enfrentem níveis de crise de fome ou situações mais graves em 2026, alertando que o conflito no Médio Oriente pode atirar mais 45 milhões de pessoas para a “fome aguda” nos próximos meses.
Os documentos alertam que, no ano transato, foram mesmo confirmadas duas situações de fome generalizada simultâneas em partes de Gaza e do Sudão.
O diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, padre Cristóbal Fones, assinala que esta é uma preocupação pessoal de Leão XIV, que convoca a comunidade cristã “a não ficar indiferente, mas a agir com determinação, a partir da oração e de gestos concretos de solidariedade”.
OC
Cidade do Vaticano, 30 abr 2026 (Ecclesia) – O Papa alertou hoje para o drama da fome, que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, denunciando o desperdício alimentar e apelando a uma nova cultura de consumo.
“Hoje reconhecemos com dor que milhões de irmãos e irmãs continuam a passar fome, enquanto tanto alimento é desperdiçado nas nossas mesas”, lê-se na oração escrita por Leão XIV, no vídeo que divulga a sua intenção para o mês de maio.
A iniciativa, promovida pela Rede Mundial de Oração do Papa, apresenta como tema ‘Por uma alimentação para todos’.
O Papa evoca a urgência de passar “da lógica do consumo egoísta para uma cultura de solidariedade, apelando ao compromisso das comunidades católicas.
"Pai bondoso, torna-nos capazes de transformar a lógica do consumo egoísta em cultura de solidariedade. Que as nossas comunidades promovam gestos concretos: campanhas de sensibilização, bancos alimentares, e um estilo de vida sóbrio e responsável.”
Leão XVI defende uma “nova consciência”, com gratidão pelos alimentos, que leve a “consumir com simplicidade, a partilhar com alegria, e a cuidar dos frutos da terra como um dom teu, destinado a todos, não apenas a alguns.”
A mensagem do Papa é enquadrada pelos números divulgados pelas agências das Nações Unidas.
O relatório ‘WFP 2026 Global Outlook’, do Programa Alimentar Mundial, perspetiva que 318 milhões de pessoas enfrentem níveis de crise de fome ou situações mais graves em 2026, alertando que o conflito no Médio Oriente pode atirar mais 45 milhões de pessoas para a “fome aguda” nos próximos meses.
Os documentos alertam que, no ano transato, foram mesmo confirmadas duas situações de fome generalizada simultâneas em partes de Gaza e do Sudão.
O diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, padre Cristóbal Fones, assinala que esta é uma preocupação pessoal de Leão XIV, que convoca a comunidade cristã “a não ficar indiferente, mas a agir com determinação, a partir da oração e de gestos concretos de solidariedade”.
OC
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