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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Ver-me com os olhos de Deus




 

Vale a pena olhar para mim próprio com os olhos de Deus. Com justiça e amor. Aceitando-me. Acolhendo os meus erros, os meus arrependimentos e as minhas fragilidades. Procurando com ternura as razões daquelas falhas que eu próprio não consigo (ou não quero) assumir, enfrentar e tentar resolver.


Deus vê para lá do que os olhos conseguem saber. Abre o Seu coração ao meu coração e procura o meu abraço tanto quanto eu procuro o Seu.

O perdão é uma escolha de amor. Quem perdoa não deixa de sentir dor. Não se deve perdoar de acordo com a medida da falta, nem com as emoções, mas sim de acordo com o amor que se tem e se quer ter por quem se perdoa.

É duro perdoar, mas é ainda pior não o fazer. Há quem dê abrigo dentro de si a mágoas de que se poderia livrar se perdoasse a quem é responsável por elas… e, muitas vezes, é a própria pessoa que não é capaz de se perdoar.

Importa perguntar a mim mesmo o que quero de Deus. Desejo os benefícios que Ele me pode dar para não sofrer e ter aquilo com que sonho (ainda que não mereça nem uma coisa nem outra!)? Ou quero a Sua presença e a força para continuar a viver e amar com vontade, sabedoria e perseverança, apesar de tudo o que me dói, de tudo o que me falta e de todos os sonhos que não consigo alcançar?

E o que quererá Deus de mim? Será que consigo escutá-lO como Ele me escuta?


José Luís Nunes Martins

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Eucaristia: é um treino para praticarmos a justiça.

 


Eucaristia: é um treino para praticarmos a justiça.
Jesus estava no LAGO, subiu à MONTANHA, seguia-o muita gente, estava PRÓXIMA A PÁSCOA e de repente Jesus perguntou: “onde podemos comprar pão para dar ao povo?” Jesus muda a sua agenda ao ver aquela multidão e aquele desconforto, ao ver a fome daquela gente...
Não vos quero provocar, mas este relato provoca-nos: quando foi a última vez que tu mudaste a tua agenda por causa da fome, do desconforto de alguém?
Este relato é um piscar de olho à Eucaristia. Não podemos passar ao lado da mudança da agenda de Jesus e da relação que Jesus estabelece entre a Eucaristia e a justiça.
VAMOS À EUCARISTIA FAZER O QUÊ?
Vamos para nos sentirmos bem com Deus?
Vamos para esquecer a exigência de cada dia da semana?
Vamos para uma relação pessoal com Deus?
Nós vamos porque não desistimos de ver Deus na comunidade!
De ver Deus nos laços.
Quer seja por causa, quer seja por consequência a vinda de cada um à eucaristia é um treino para praticarmos a justiça. É um treino para praticarmos a justiça.
Não vamos à eucaristia para nos darmos bem com Deus!
Nós vamos para nos darmos bem uns com os outros!
Nós vamos para arranjar forças para pedir perdão e para perdoar!
Nós vamos rever os nossos preconceitos.
Nós vamos reconhecer que ainda condenamos gente! Que ainda não nos diz nada o desconforto dos outros, o mesmo desconforto que fez Jesus mudar de agenda.
Nós vamos à eucaristia, porque estamos em caminho e em processo e queremos dar forma ao sonho de Jesus. Que façamos da eucaristia um pretexto para mudarmos de agenda! Para sermos gente de mais justiça!

Texto adaptado do Padre António Pedro Monteiro

Padre João Torres

sábado, 26 de maio de 2018

Alegria


https://www.youtube.com/watch?v=s-pRH0gxDNk


Que o Deus da esperança vos encha de toda a alegria e paz na fé, para que transbordeis de esperança, pela força do Espírito Santo.
 Rm 15, 13 

Deste-me a conhecer os caminhos da Vida, hás-de encher-me de alegria com a tua presença. Act 2, 28 

Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação, perseverantes na oração.
 Rm 12, 12 

É que o Reino de Deus não é uma questão de comer e beber, mas de justiça, paz e alegria no Espírito Santo. 
Rm 14, 17 

Por seu lado, é este o fruto do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, auto-domínio 
Gl 5, 22 

De resto, irmãos, sede alegres, tendei para a perfeição, confortai-vos uns aos outros, tende um mesmo sentir, vivei em paz e o Deus do amor e da paz estará convosco. 
2Cor 13,11 

Sem o terdes visto, vós o amais; sem o ver ainda, credes nele e vos alegrais com uma alegria indescritível e irradiante, alcançando assim a meta da vossa fé: a salvação das almas.
 1Pe 1, 8 

Também vós vos sentis agora tristes, mas Eu hei-de ver-vos de novo! Então, o vosso coração há-de alegrar-se e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria. 
Jo 16, 22 

Hás-de ensinar-me o caminho da vida, saciar-me de alegria na tua presença, e de delícias eternas, à tua direita. 
Sl 16, 11 

A felicidade está mais em dar do que em receber. 
Act 20,35 

Até agora não pedistes nada em meu nome; pedi e recebereis. Assim, a vossa alegria será completa.
 Jo 16,24


domingo, 16 de outubro de 2016

Os pequenos nos ensinam




«Acreditar num Deus que faz justiça aos pobres ao qual invocamos na nossa oração nos compromete a cada um/a de nós no trabalho pela sua justiça».


Através do evangelho de Lucas, continuamos conhecendo a Jesus como mestre de oração. Uma vez mais o evangelista o apresenta ensinando aos seus discípulos/as a rezar, e esta vez a rezar com uma característica especial: “sem nunca desistir”.


Para explicar o sentido desta característica, Jesus se vale novamente de uma parábola que tem como personagem central uma viúva.

Sabemos que na época de Jesus as viúvas eram mulheres consideradas sozinhas e desamparadas. Ao que parece, esta viúva do evangelho não tem ninguém que cuida dela, nem filhos nem familiares. Tem que se valer por si mesma e por isso não cansa de pedir que se faça justiça.


Ela simboliza o grito de tantos homens e mulheres que até o dia de hoje continuam clamando, às vezes até sem voz, por justiça.


Pensemos, que situações ao nosso redor pedem justiça? Somos capazes de escutar esse clamor?


Jesus sabe que seu Pai sempre escuta o clamor de seus filhos e filhas, especialmente dos mais pequenos e desvalidos. O Antigo Testamento nos revela algo desse rosto de Deus, quando ele sai ao encontro do clamor de Agar que fugiu ao deserto pelos maus-tratos que sofria injustamente (Gn 16,6-11).


Por isso a imagem do juiz mesquinho que aparece na parábola é a antítese exagerada deDeus. Mas Jesus quer valer-se desse exagero para que fique bem claro aos seus ouvintes que, se uma pessoa com as características desse homem, “Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum”, é capaz de atender o pedido de justiça dessa viúva, quanto mais Deus atenderá o clamor de seus filhos/as.


Em mais de uma oportunidade tenho encontrado a fé desta viúva do evangelho em mulheres humildes do bairro onde trabalho, que diante das difíceis situações que vivem: falta de emprego, perda de filhos pela violência das drogas, falta de atenção básica de saúde, têm dito para mim com paz: “Deus é Pai, Deus fará justiça!”


Suas vidas têm sido palavra de Deus para mim, e, como a parábola de hoje, as reconheço como convites permanentes a crescer na confiança em Deus, e a saber transformar o sofrimento em lágrimas de oração, que Deus acolhe com infinito carinho e responde com ternura.


Acreditar num Deus que faz justiça aos pobres ao qual invocamos na nossa oração nos compromete a cada um/a de nós no trabalho pela sua justiça. Desafia-nos a ser capazes de nos colocar do lado do que sofre e desde ali colaborar com nossa inteligência, amor, profissão, com toda nossa vida para que sua realidade seja diferente, na confiança que esta causa é Deus e é dele a última palavra!


À pergunta de Jesus: “Mas, Filho do Homem, quando vier, será que vai encontrar a fé sobre a terra?”, somos convidados/as a responder com nossa vida de oração e compromisso com a justiça do Reino de Deus.


Ou seja, responderemos à pergunta de Jesus vivendo as bem-aventuranças do Reino: “Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados” (Mt 5,5-6).


Deus de toda vida
Deus de toda vida,
único Senhor da terra,
Pai-Mãe da família humana!
Tu nos queres vivendo em irmandade,
sem medo, sem egoísmo, sem corrupção,
na justiça, na solidariedade e no amor.
Teu é o Reino e a glória para todo o sempre.
Amém.
IHU: Instituto Humanitas Unisinos (16-10-2016)

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Rainha da Paz


O Papa Francisco segue na sua terceira Viagem Apostólica pela Coreia. Em seu primeiro discurso o Santo Pontífice exorta a paz e a justiça. "A paz não é simplesmente ausência de guerra, mas obra da justiça (cf. Is 32, 17). E a justiça, como virtude que é, faz apelo à tenacidade da paciência; não nos pede para esquecermos as injustiças do passado, mas que as superemos através do perdão, da tolerância e da cooperação".

segunda-feira, 14 de julho de 2014

"Já é tempo de procurarmos o Senhor"


"Já é tempo de procurarmos o Senhor"

"O profeta clama aos nossos ouvidos hoje:
Semeai segundo a justiça
e colhereis o fruto da misericórdia;
arroteai novas terras,
porque já é tempo de procurar o Senhor,
até que Ele venha derramar sobre vós a chuva da justiça."
(Oseias 10,12)

O Senhor é o Deus da justiça
o Deus que escuta o grito do oprimido
dá pão ao que tem fome
e ao cativo a liberdade
O Senhor é paz!
É tempo de procurarmos o Senhor
de encontrar nele repouso para as nossas almas
descanso para o nosso coração
aprendendo com Ele a ser mansos e humildes
É tempo de semear segundo a justiça
de arrotear terras novas nos campos da esperança
da misericórdia,
da mansidão,
do amor…
É tempo de escutar a voz do profeta
e semear as canções da paz e da justiça
porque só essas são canções de Deus!
(emissão RR, 9/7/2014)





https://www.youtube.com/watch?v=rybuDSpyjNQ