Descalço venho dos confins da infância;
e a minha infância ainda não morreu.
Atrás de mim e em face ainda há distância
Menino Deus, Jesus da minha infância:
tudo o que tenho - e nada tenho! - é Teu.
Venho da estranha noite dos Poetas,
noite em que o mundo nunca me entendeu.
E trago as mãos vazias dos Poetas
Menino Deus, Amigo dos Poetas:
tudo o que tenho - e nada tenho! - é Teu.
Feriu-me um dardo, ensanguentei as ruas
onde o demónio em vão me apareceu,
porque as estrelas todas eram Tuas.
Menino irmão dos que erram pelas ruas:
tudo o que tenho - e nada tenho! - é Teu.
Quem Te ignorar, ignora os que são tristes
Ó meu irmão Jesus, triste como eu.
Ó meu irmão, Menino de olhos tristes…
Nada mais tenho além de uns olhos tristes
Mas o que tenho - ai nada tenho! - é Teu.
Tudo o que tenho - ai nada tenho! - é Teu.
Pedro Homem de Melo
Que naquele instante de novidades e de abraços,
naquela hora de promessas e de desejos,
possamos sentir o Poder e a Paz de Deus
abrindo clarões no escuro da incerteza.
Começo o meu ano por agradecer cada momento que me é dado para viver plenamente.
Agradeço-Te, Senhor, porque me ofereces um FELIZ ANO NOVO!
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