sábado, 30 de abril de 2016

III ENCONTRO NACIONAL DE LEIGOS - ÉVORA

Nada nos é indiferente entre a Terra e o Céu


Inscreva-se já no EN de 7 de maio! As inscrições on line com almoço terminam a 1 de maio e as inscrições on line sem almoço terminam a 4 de maio.

Nos dias 29 de abril (21h, Auditório do Fórum Eugénio Almeida) e 2 de maio (21h, Auditório da Escola Salesiana) Évora contará com sessões especiais do documentário The Human Experience, com apresentação e debate, que abrem campo para que Nada nos seja Indiferente entre a Terra e o Céu. Aproveite esta grande experiência!

No dia 7 de maio estará disponível acolhimento e acompanhamento de crianças para os participantes do encontro. Se precisar inscreva-se quanto antes em cnal.secretariado@gmail.com.

No dia 6 e 8 de maio haverá visitas guiadas em Évora para os participantes do Encontro, mediante inscrição para o email servicoeducativo@fea.pt. Pode também aproveitar livremente outras ofertas culturais da cidade, aqui sugeridas.


Veja os recortes de imprensa sobre o EN.

Encontramo-nos todos em Évora a 7 de maio!

74º Cursilho de Cristandade Diocese Portalegre - Castelo Branco - Senhoras



Com a graça de Deus, realizou-se mais uma vez, na nossa Diocese, um
Cursilho de Cristandade para Senhoras. Desta vez o 74º…

Realizou-se, entre os dias 14 e 17 de Abril e, como habitualmente, na
Casa Diocesana de Mem Soares. Nele participaram 34 valentes mulheres
dos vários arciprestados diocesanos que respondendo generosamente ao
convite que o Senhor lhes fazia, viveram a descoberta e a vivência
profunda do Amor de Deus por cada um de nós. Foram, nesta aventura,
acompanhadas por uma equipa de 12 leigas e quatro sacerdotes.

Foi em verdadeiro clima de reflexão, descoberta, entrega, fraternidade
e Amizade que se viveu e conviveu o Amor de Deus numa Alegria própria
dos que aceitam a fantástica Aventura de responder SIM ao Seu
chamamento.

Também a presença dos que na retaguarda pediam ao Senhor que sobre
todas/os derramasse as Suas Graças, foi apoio e estimulo sentido e
reconhecido.

E foi numa caminhada em graça consciente, crescente e de forma
comunicada que os seus corações se foram abrindo ao Encontro do Amor
de Cristo projetando-se nas novas irmãs.

A alegria dessa descoberta refletia-se no seu semblante e o brilho dos
seus olhos mostrava o que elas próprias podiam firmemente afirmar: “O
Senhor fez em mim maravilhas”.

E foi isto que se ouviu na partilha feita no Encerramento ou Clausura
que se realizou no Cine-Teatro de Nisa, após alguns anos de interregno
naquela vila alentejana e que foi gentilmente cedido para o efeito,
pela autarquia. Teve início pelas 18,30h do dia 17 com a presença
sempre gratificante e estimulante do nosso Bispo, D. Antonino Dias, e
uma participação animada, calorosa e acolhedora dos que cá fora,
tinham ajudado a viver esta maravilhosa experiencia e que, agora, de
coração aberto, recebiam e apoiavam as novas cursilhistas.

Por sua vez, os seus testemunhos refletiam a confiança sentida na
grande descoberta do Amor imenso de Deus e o seu compromisso com Ele
de O levar consigo fermentando de Evangelho os seus ambientes.

Seguiram-se testemunhos de quem já vive este 4º dia há mais tempo
animando aquelas que o estavam a iniciar.

O sr. Padre Adelino Cardoso, Diretor espiritual do Movimento na
Diocese, congratulou-se com o êxito deste cursilho, na certeza que foi
mais um momento de Graça que o Senhor concedeu à Sua Igreja e convidou
todos à participação nas próximas atividades do Movimento,
nomeadamente na Ultreia Diocesana que se realizará no Pego, no dia 26
de Junho, dia dedicado ao M.C.C.

D. Antonino, animando todos a seguir em frente, fortes na Fé e na vida
em Graça, convidou os presentes a prolongar a Alegria e a Amizade
reinantes, na celebração da Eucaristia que teve lugar na Igreja Matriz
onde, aquelas que acabavam de viver esta experiencia tão marcante para
as suas vidas, receberam os “símbolos” e (re)afirmaram o seu
compromisso com Cristo Vivo e Ressuscitado.

Viver um Cursilho é uma experiencia única que transforma o coração e o
direciona para a ação em favor dos irmãos. Por isso aqueles que o
vivem podem dizer como S. Paulo: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que
vive em mim”

Pelo Secretariado
João Cardoso



Deus está aqui

Deixo-lhes a Paz!


https://www.youtube.com/watch?v=NTtrX3lDmtk


Deixo-lhes a paz!

Os judeus ao se despedirem tinham por hábito dizer: “A paz esteja com você!”
Jesus aqui faz o mesmo.
Mas essas palavras, proferidas por Ele, não ficam vazias de sentido.
São palavras de espírito e vida. Ele anuncia e transmite a paz.
Dá a paz, criando uma união entre o ser humano e Deus, e estabelece a paz em nossos corações, fazendo com que a matéria fique subjugada ao espírito.


quinta-feira, 28 de abril de 2016

Papa Francisco: “Você pode conhecer toda a Bíblia, toda a teologia, mas o amor… vai por outro caminho!”


Audiência Papa Francisco

O Santo Padre reflete na parábola do Bom Samaritano e indica que para conseguir a vida eterna devemos amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a nós mesmos



Na audiência geral desta quarta-feira, 27, o Santo Padre recebeu cerca de 25 mil fiéis na Praça de São Pedro. A sua reflexão esteve baseada na parábola do Bom Samaritano.

“O primeiro ensinamento na parábola é este: não é automático que quem frequenta a casa de Deus e conhece a sua misericórdia sabe amar o próximo. Você pode conhecer toda a Bíblia, toda a teologia, mas o amor… vai por outro caminho! Diante do sofrimento de tanta gente que sofre fome, violência e injustiças, não podemos ser meros espectadores. Ignorar o sofrimento do homem significa ignorar Deus!”, afirmou o Papa.

Francisco prosseguiu destacando o centro da parábola: o samaritano, o desprezado, aquele que também tinha seus afazeres, faz de tudo para salvar esse homem, ‘moveu-se de compaixão’. “Esta é a diferença”, disse, “os outros dois viram, mas seus corações ficaram impassíveis enquanto o coração do bom samaritano estava ‘sintonizado’ com o coração de Deus. Em seus gestos e ações, identificamos o agir misericordioso de Deus: é a mesma compaixão com que o Senhor vem ao encontro de cada um de nós.

“Ele não nos ignora, conhece nossas dores, sabe que precisamos de ajuda e consolação. Ele vem perto de nós e nunca nos abandona”.

O samaritano doou-se completamente ao homem que necessitava, empregando cuidado, tempo e até dinheiro. “E isto nos ensina que a compaixão, o amor, não é um sentimento vago, mas significa cuidar do outro, comprometer-se, identificar-se com ele: “Amarás o próximo como a ti mesmo”, é o mandamento do Senhor.

Concluindo a parábola, Jesus perguntou Jesus “Qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?”. E a resposta é indiscutível: “Aquele que teve compaixão dele”.

Francisco explicou que o ‘próximo’ foi o samaritano, porque se aproximou do moribundo. “Não devemos classificar os outros e ver quem é próximo e quem não o é. Podemos nos tornar próximos de quem quer que esteja em necessidade, e o seremos se tivermos compaixão em nosso coração”.

“Esta parábola – concluiu – é um lindo presente, e um compromisso, para todos nós. “Vai e faze tu a mesma coisa”, disse Jesus ao Doutor da lei. Somos todos chamados a percorrer o mesmo caminho do samaritano, que retrata Cristo: “Jesus se inclinou sobre nós, se fez nosso servo, e assim nos salvou, para que nós possamos nos amar, como Ele nos amou”.

Do que precisa?


Happy kid playing outdoors. Travel and adventure concept

Uma reflexão sobre nossas necessidades mais profundas


Precisamos cuidar das nossas necessidades básicas. Algumas são fundamentais, é verdade; e quando as deixamos de lado, perdemos o rumo, o centro, ficamos desorientados.

Você sabe identificar suas necessidades fundamentais? Qual é sua lista?

Nem sempre é fácil identificar o que nos faz bem e o que nos faz mal. Por isso, é bom sempre ter por perto pessoas que de paz, que iluminem nosso caminho e nos recordem aquilo de que precisamos para ser melhores, para ser felizes.

Precisamos nos cercar de pessoas que tenham o olhar amplo e o sorriso fácil. Capacidade de abraçar e acompanhar. Bons conselhos para compartilhar. Pessoas que saibam estar conosco e aceitar nossas fraquezas.

Precisamos amar com maturidade, porque, se não o fazemos, secamos. Precisamos sentir-nos amados, pelas pessoas ao nosso redor e por Deus dentro da alma. Nosso coração rpecisa tocar Deus.

Sim, é preciso tocar o amor de Deus, palpar sua presença em nossa vida. Orar mais, para amar mais a Deus e as pessoas.

A oração nunca pode ser uma obrigação. Mas é uma necessidade. Precisamos rezar. Se não rezo, eu seco.

Duas pessoas que se amam não têm a obrigação de conversar todos os dias, nem de estar juntas. Mas uma procura a outra porque tem necessidade. O amor nos torna mendigos de amor.

Quanto mais crescemos em nossa vida interior, quanto mais tempo dedicamos a Deus, mais necessitados somos do seu amor, do seu carinho. O cuidado desse amor faz crescer a necessidade da presença do Senhor em nossas vidas.

A falta de oração gera indiferença diante de Deus. Por isso, não podemos descuidar da vida de oração jamais, nem durante os finais de semana, férias ou períodos de descanso.

Faça a lista de suas necessidades básicas, em todos os âmbitos da sua vida, e veja se seu agir quotidiano é coerente com elas. Ser conscientes do que realmente precisamos na vida, e buscar isso, é o que nos traz paz interior. Pense nisso!
 

PADRE CARLOS PADILLA em Aleteia

quarta-feira, 27 de abril de 2016

As meditações sobre o Cântico dos Cânticos


The Holy Bible

O Cântico dos Cânticos é o poema do amor que oferece ao leitor a imagem de dois jovens apaixonados


Se quiséssemos vasculhar um coração, entre as páginas da Bíblia, provavelmente não passariam despercebidas as relativas ao Cântico dos Cânticos, que já o título a língua hebraica traduz como um superlativo de excelência. Uma obra composta por oito capítulos que relata o amor, humano e divino, guardado no coração de cada criatura.

“Um livro pouco usado na liturgia – afirmava Christian de Chergé –, nunca lido aos domingos, uma única vez durante a semana, no Advento – mas também é facultativo –, como se tivéssemos um pouco de medo dele. Ele aparece duas vezes em dois dias de festa (para Santa Maria Madalena e São Bernardo). São, portanto, duas leituras de dias de memória. E, depois, dois trechos foram escolhidas para as missas votivas das profissões religiosas e para a consagração das virgens e também para o matrimônio.”

A partir dessas considerações, as Edizioni Messaggero de Pádua recentemente publicaram “Meditações sobre o Cântico dos Cânticos”, de Christian de Chergé (1937-1996), prior da abadia trapista de Tibhirine, na Argélia, sequestrado e morto por um grupo terrorista com outros seis outros monges, em maio de 1996.

Trata-se de um curso de exercícios espirituais pregados pelo religioso trapista às Irmãzinhas de Jesus em Mohammedia, uma cidade portuária do Marrocos, em novembro de 1990, com a intenção principal de comentar alguns textos do Cântico dos Cânticos, associando-os às “cartas às Igrejas” que se encontram nos capítulos dois e três do Apocalipse.

O texto – editado por Christian Salenson, sacerdote da diocese de Nîmes, membro do Instituto de Teologia e Religião de Marselha e diretor da revista Cammini del Dialogo – se apresenta na forma de sete encontros. Cada encontro (cada um dos quais conclui com propostas de meditação) é organizado em torno de um “grito” da esposa, assim como encontramos no Cântico dos Cânticos: “Beije-me”, “Arraste-me com você”, “Levante-se”, “Retorne”, “Abra-me”, “Volte-se, volte-se”, “Ponha-me como um selo”.

As meditações de Christian de Chergé contribuem para redescobrir a beleza de um texto vetero-testamentário altamente poético, cheio de intuições e imagens que lançam luz sobre o mistério do ser humano, como criatura amada por Deus.

Na apresentação do texto, afirma-se: “Contrariamente à ideia corrente de que esse gênero literário deve ser reservado para poucos – monges, religiosos ou padres – especialistas em mística, pensamos que hoje, para viver no mundo como fiéis, os cristãos, tanto padres quanto leigos, precisam se saciar nas fontes vivas da tradição espiritual”.

O Cântico dos Cânticos é o poema do amor que oferece ao leitor a imagem de dois jovens apaixonados, também através do paradigma da corporeidade. É interessante, a esse respeito, o comentário de Christian de Chergé ao primeiro versículo do Cântico: “Beije-me com os beijos da sua boca”, que poderiam parecer – como, aliás, grande parte das imagens presentes no Cântico – até mesmo ousado.

“A eucaristia – afirma o autor – nos ensina que todo o corpo é sacramento. Por isso, não há nada de vulgar naquilo que o corpo é, diz ou faz. Abramos a Bíblia. Há o beijo de Maria Madalena, que escandaliza os judeus. Nós também podemos estar do lado daquela que dá o beijo ou do lado daqueles que se escandalizam, ou talvez também do lado daquele que recebe o beijo. Há o beijo de Judas. O beijo de Judas é um beijo destinado a encerrar uma história de amor, enquanto que, por si só, o beijo seria feito para abrir e para estipular um pacto de amor. […] Ao beijo de Judas respondeu o beijo de Jesus que parece lhe dizer: não é você que pode fechar, com sua iniciativa, a seu modo, uma história que o meu Pai começou e que Eu quero continuar. […] Na Trindade, o Espírito é o beijo do Pai ao Filho, e do Filho ao Pai. No comentário talmúdico à morte de Moisés, há uma expressão magnífica. Diz-se que, quando Moisés se pôs nas mãos de Deus, no limiar da Terra Prometida na qual ele não poderá entrar – porque a única terra prometida em que ele pode entrar é outra – Deus vem, se estende sobre Moisés e, com um beijo, aspira-lhe a alma. Deus retoma em si o que lhe deu ao criá-lo. Se a morte pudesse ser simplesmente assim, seria bonito!”

O texto publicado pela Messaggero de Pádua oferece um comentário à literatura espiritual do Cântico dos Cânticosacessível a todos e de grande atualidade. O Papa Bento XVI, na encíclica Deus caritas est, dizia: “Como deve ser vivido o amor, para que se realize plenamente a sua promessa humana e divina? Podemos encontrar uma primeira indicação importante no Cântico dos Cânticos, um dos livros do Antigo Testamento bem conhecido dos místicos. Segundo a interpretação hoje predominante, as poesias contidas nesse livro são originalmente cânticos de amor, talvez previstos para uma festa israelita de núpcias, na qual deviam exaltar o amor conjugal”.

Por Michelangelo Nasca, no Vatican Insider

terça-feira, 26 de abril de 2016

“Moradas da alma”: as etapas da vida mística segundo Santa Teresa de Ávila

saint-terese-of-avila-statue-c2a9-madrid-11-ccA decisão de buscar a Deus em nós, apoiando-nos n’Ele, é a primeira das sete moradas, a porta de entrada na vida espiritual

No final da sua viagem espiritual, Santa Teresa de Jesus escreveu o livro das Moradas, no qual compara a nossa alma –o lar de Deus– com um castelo. As primeiras moradas correspondem à entrada na vida espiritual e são o fundamento de todas as posteriores.

Santa Teresa de Jesus, também conhecida como Santa Teresa de Ávila, se apoia principalmente em quatro citações bíblicas:

Na casa do meu Pai há muitas moradas” (João 14,2) – esta passagem, segundo a santa, evoca o “castelo interior”.

Quem me ama guardará a minha palavra; meu Pai o amará e viremos a ele e nele faremos a nossa morada”(João 14,23) – um resumo do itinerário espiritual que ela explica.

Minhas delícias estão nos filhos dos homens” (Provérbios 8,31) – mostra que nós somos o paraíso de Deus.

“Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gênesis 1,26) – a mostra de que fomos criados para amar como Deus ama, porque Deus é amor. A vontade de Deus é que nós nos amemos como Ele nos ama.

A primeira morada é o portal de entrada na vida espiritual.
Nós o cruzamos mediante a decisão de buscar a Deus em nós, apoiando-nos n’Ele, já que a pior das misérias, para Santa Teresa de Jesus, é viver sem Deus e até imaginar que podemos fazer o bem sem Deus.

Os quatro frutos da primeira morada, que amadurecerão ao longo do nosso caminho espiritual, são a liberdade, a humildade, o desprendimento e, acima de tudo, a caridade, que é o fim e a culminação.

A segunda, terceira e quarta moradas permitirão aprofundar na vida espiritual entendida como caminho rumo a Deus, como busca de Deus e participação progressiva na vida divina.

Este dom é gratuito, mas temos que estar determinados a recebê-lo e fazer desse recebimento o centro da nossa vida, purificando, assim, o lugar de nós onde habita Deus.

É Deus quem nos faz passar de uma morada à outra, quando quer e da forma que quer.

A segunda morada diz respeito à purificação da nossa relação com o mundo.

A arma utilizada para triunfar aqui é a fé em Cristo e a confiança na Sua vinda para nos libertar (cf. Gálatas 5,1).

A terceira morada está ligada ao esclarecimento da relação com nós mesmos.

Corremos o risco de ser como aquele jovem rico que teve um bom começo, mas que termina todo triste.

O desafio desta terceira morada é reconhecer-nos como um “servo qualquer”, que recebe tudo de Deus.

A quarta morada aprofunda a nossa relação com Deus.

Uma grande paz vai se instaurando progressivamente nas profundidades da nossa alma. A confiança, a humildade e a gratidão são realidades que vão sendo vividas cada vez mais profundamente.

A entrada na quinta morada marca uma transição:
Não passamos da quarta à quinta da mesma forma que tínhamos passado da segunda à terceira ou da terceira à quarta.

Consideramos a nossa vida não tanto como um caminho rumo a Deus, mas experimentamos Deus vivendo em nós, como explica a frase de São Paulo: “Já não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim!” (Gálatas 2,20).

O desejo de amar é mais intenso; ao receber uma vida nova, perdemos os nossos antigos pontos de referência e as nossas seguranças habituais.

A sexta morada consiste nos “compromissos espirituais”:

Há uma alternância de sofrimentos ligados ao sentimento de ausência de Deus e a experiências muito profundas da presença de Cristo. Aqui intervém uma dilatação ainda mais profunda do coração e do desejo de Deus.

A arma utilizada aqui é sempre a volta à santa humanidade de Cristo: Jesus se une a nós em nossa debilidade humana para transformá-la, para revitalizar o nosso desejo de amar em comunhão com Ele.

A sétima morada, enfim, é o ponto de culminação definido pela união com Deus no “matrimónio espiritual”.

Este matrimónio espiritual foi concedido a Santa Teresa de Jesus em 18 de novembro de 1572.

A união com Deus é uma participação profunda no desejo de Deus de salvar todas as pessoas.

Através do matrimónio espiritual, tudo fica transformado e se recebe um renovado desejo de viver assumindo a própria condição e os próprios compromissos terrenos de maneira ainda mais concreta e sem fugir da realidade.

PADRE DENIS MARIE GHESQUIÈRES em Aleteia

segunda-feira, 25 de abril de 2016

São Marcos Evangelista

«O amor é o bilhete de identidade do cristão»


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O papa Francisco afirmou este domingo, no Vaticano, perante mais de 70 mil jovens de todo o mundo reunidos para o Jubileu dos Adolescentes, no contexto do Ano da Misericórdia, que «o amor é o bilhete de identidade do cristão».

«É o único "documento" válido que permite o reconhecimento para sermos reconhecidos como discípulos de Jesus. Se este documento perde a validade e não se volta a renová-lo, deixamos de ser testemunhas do Mestre», declarou na homilia da missa, a que preside neste momento.

«O verdadeiro amigo de Jesus distingue-se essencialmente pelo amor concreto que brilha na sua vida. Quereis viver este amor que Ele nos dá? Procuremos então frequentar a sua escola, que é uma escola de vida, para aprender a amar», acrescentou.

Amar, prosseguiu Francisco, «quer dizer dar, e não só coisas materiais, mas algo de nós mesmos: o próprio tempo, a própria amizade, as próprias capacidades».

Em todas as circunstâncias da vida, mesmo naquelas em que Deus está distante, Ele oferece «uma amizade fiel»: «Mesmo se o dececionas e te afastas dele, Jesus continua a amar-te e a permanecer junto de ti, continua a crer em ti mais de quanto crês tu em ti próprio».

«Isto é muito importante! Pois a principal ameaça, que impede de crescer como se deve, é ninguém se importar de ti, é quando sentes que te deixam de lado. Ao contrário, o Senhor está sempre contigo e sente-se contente em estar contigo», vincou o papa.

Numa idade em que surge, «de modo novo», o desejo de se afeiçoar e receber afeto, a referência a Deus ajudará a tornar ainda mais bela ternura: «Querer bem sem me apoderar, amar as pessoas sem querer possuí-las, mas deixando-as livres».

«De facto, existe sempre a tentação de poluir o afeto com a pretensão instintiva de agarrar, "possuir" aquilo de que se gosta. A própria cultura consumista agrava esta tendência. Mas, se se aperta muito uma coisa, esta mirra-se, estraga-se: depois fica-se dececionado, com o vazio dentro. Se ouvirdes a voz do Senhor, revelar-vos-á o segredo da ternura: cuidar da outra pessoa, o que significa respeitá-la, protegê-la e esperar por ela», assinalou.



O que é a liberdade?

A adolescência é também um período marcado por grande «desejo de liberdade», e muitos creem que «ser livre significa fazer aquilo que se quer», mas «é preciso saber dizer não» a esse modo de pensar.

«A liberdade não é poder fazer sempre aquilo que me apetece: isto torna-nos fechados, distantes, impede-nos de ser amigos abertos e sinceros; não é verdade que, quando eu estou bem, tudo está bem. Ao contrário, a liberdade é o dom de poder escolher o bem: é livre quem escolhe o bem, quem procura aquilo que agrada a Deus, ainda que custe. Mas só com opções corajosas e fortes é que se realizam os sonhos maiores, os sonhos pelos quais vale a pena gastar a vida», apontou.

Francisco desafiou também os adolescentes a resistirem à cultura dominante: «Não vos fieis de quem vos distrai da verdadeira riqueza que sois vós, dizendo que a vida só é bela se se possuir muitas coisas; desconfiai de quem quer fazer-vos crer que valeis quando vos mascarais de fortes, como os heróis dos filmes, ou quando vestis pela última moda. A vossa felicidade não tem preço, nem se comercializa; não é uma "app" que se descarrega do telemóvel: nem a versão mais atualizada vos poderá ajudar a tornar-vos livres e grandes no amor».

«Quando parece exigente amar, quando é difícil dizer não àquilo que é errado, erguei os olhos para a cruz de Jesus, abraçai-a e não largueis a sua mão que vos conduz para o alto e vos levanta quando caís», apelou o papa.

«Fazei como os campeões desportivos, que alcançam altas metas treinando-se, humilde e duramente, todos os dias. O vosso programa diário sejam as obras de misericórdia: treinai-vos com entusiasmo nelas, para vos tornardes campeões de vida! Assim sereis reconhecidos como discípulos de Jesus. E a vossa alegria será completa», concluiu.



Viver sem Jesus é como se não ter rede no telemóvel

No sábado, houve confissões, peregrinações e procissões até à Porta Santa da basílica de S. Pedro e, à noite, a dança e os concertos de música rap no estádio olímpico de Roma. O dia foi marcado pela surpresa de ver o papa Francisco a confessar, em plena Praça de S. Pedro.

Foram 16 os jovens que tiveram a oportunidade de estar face a face com Bergoglio no sacramento da Reconciliação. Entre estes estava Francesco, que estava pronto para se ir confessar com determinado padre, dos 150 que estavam na praça, mas quando viu o papa a chegar, foi aconselhado a ir confessar-se a ele. «O papa dirigiu-me palavras respeitantes ao facto de ajudar os mais frágeis e de não utilizar, absolutamente, a prepotência. De fazer da humildade uma das minhas qualidades. E ser forte porque sou humilde, e não porque uso a prepotência», contou à TV2000, a estação da Conferência Episcopal Italiana.

Igualmente emocionada estava Letizia, da cidade italiana de Perugia, que quando ficou a sós com o papa não conseguiu conter as lágrimas. «Foi tudo muito belo mas o que mais me abalou foi toda o conjunto de sentimentos, de pensamentos e de palavras que de repente se abateram sobre mim. Logo que me aproximei de Francisco e me sentei ao pé dele, com a emoção, a tensão e com o que tinha para lhe dizer, irromperam-me as lágrimas. E então ele disse-me: não te quero ver assim tão triste, sobretudo porque é belo ver sorrir os jovens da tua idade. Depois perguntou-me de onde vinha. E eu disse-lhe que vinha de Perugia. E ele respondeu-me: ah, a cidade onde são feitos os bombons "Baci"!».

Terminadas as confissões, o papa reentrou na sua residência, na Casa de Santa Marta. «Um dos dias mais belos da minha vida. Obrigado, Papa Francisco», escreveu no Twitter o cantor de rap italiano Rocco Hunt, publicando uma "selfie" com Bergoglio. O também "rapper" Moreno, igualmente com uma fotografia com o papa, comentou no Instagram: «Uma emoção indescritível, um dia que não se pode esquecer! Obrigado Francisco».

À noite, na festa que decorreu no estádio olímpico de Roma, foi exibida uma mensagem em vídeo do papa Francisco, que sabe não só como falar aos jovens, como também conhece que o seu ambiente natural são os telemóveis e a comunicação através da internet e, em particular, das redes sociais.

«Quantas vezes me acontece telefonar a amigos, mas acontece que não consigo pôr-me em contacto com eles porque não há rede. Estou certo de que também vos sucede o mesmo, que o telemóvel não apanhe rede em alguns lugares... Pois bem, recordai que se na vossa vida não houver Jesus, é como se não houvesse rede! Não se consegue falar e fica-se fechado em si próprio», afirmou.

No jornal italiano "Corriere della Sera", escreveu-se, a propósito desta intervenção: «O professor jesuíta sabe que, para chegar ao coração, é preciso abrir, com método, as portas da mente. Se os adolescentes, hoje, dependem do "smartphone", porquê demonizá-lo? É melhor torná-lo um aliado, com uma metáfora ("não há rede") ou com uma "selfie"».

E a concluir o artigo: «No Vaticano não faltaram aqueles que, na vigília, rasgavam as vestes (talares) porque "os cantores não estão em linha com o pensamento da Igreja" e que "há o risco de ceder ao pensamento dominante" (...). O pensamento hoje é confuso, as correntes contínuas, os modos fluidos: se a Igreja não tem a coragem de descer à corrente da vida com os adolescentes, perderá uma geração. Isto, Francisco compreendeu-o muito bem. Ele tem rede. Ele está sempre onde ela se apanha».

Ontem, no Twitter, Francisco lançou um apelo: «Queridos jovens, os seus nomes estão escritos no céu, no coração misericordioso do Pai. Sejam corajosos, contracorrente!». E hoje, na mesma rede social, recordou: «Queridos jovens, com a graça de Deus, vocês podem ser cristãos autênticos e corajosos, testemunhas de amor e de paz».

Rui Jorge Martins
Com "Corriere della Sera", "La Repubblica"

domingo, 24 de abril de 2016

Amai-vos uns aos outros


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O tema fundamental da liturgia deste domingo é o do amor: o que identifica os seguidores de Jesus é a capacidade de amar até ao dom total da vida.
No Evangelho, Jesus despede-Se dos seus discípulos e deixa-lhes em testamento o
“mandamento novo”: “amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei”. É nessa entrega radical da vida que se cumpre a vocação cristã e que se dá testemunho no mundo do amor materno e paterno de Deus.
Na primeira leitura apresenta-se a vida dessas comunidades cristãs chamadas a
viver no amor. No meio das vicissitudes e das crises, são comunidades fraternas, onde os irmãos se ajudam, se fortalecem uns aos outros nas dificuldades, se amam e dão testemunho do amor de Deus. É esse projecto que motiva Paulo e Barnabé e é essa proposta que eles levam, com a generosidade de quem ama, aos confins da Ásia Menor.
A segunda leitura apresenta-nos a meta final para onde caminhamos: o novo céu e a nova terra, a realização da utopia, o rosto final dessa comunidade de chamados a viver no amor.


Falar de amor hoje pode ser equívoco… A palavra “amor” é, tantas vezes, usada para definir comportamentos egoístas, interesseiros, que usam o outro, que fazem mal, que limitam horizontes, que roubam a liberdade… Mas o amor de que Jesus fala é o amor que acolhe, que se faz serviço, que respeita a dignidade e a liberdade do outro, que não discrimina nem marginaliza, que se faz dom total (até à morte) para que o outro tenha mais vida. É este o amor que vivemos e que partilhamos?

PALAVRA PARA O CAMINHO.

«Como Eu vos amei”. Exigência deste “como”… porque Jesus não fingiu amar-nos! No caminho desta semana, vou encontrar homens, mulheres, jovens, crianças… Como vou amá-los “como Jesus”? Isto é, sem fingimentos, gratuitamente, sinceramente, dando-me a eles com o melhor de mim mesmo… A nossa vida de baptizados deve ser sinal no meio da descrença e da indiferença do mundo. Segundo o amor que teremos uns para com os outros… todos verão que somos discípulos de Cristo!

http://www.dehonianos.org/

sábado, 23 de abril de 2016

“Quando Jesus entrou em nossa vida?”


Pope Francis audience with Caritas Association - Paul VI hall -

“Faz bem ao coração do cristão fazer memória do próprio caminho: como o Senhor me conduziu até aqui, como me trouxe, pelas mãos"


O cristão deve sempre se recordar do modo e da circunstância em que Deus entrou em sua vida, porque isso reforça seu caminho de fé. Este foi o pensamento central do Papa Francisco na homilia da missa matutina celebrada quinta-feira, (21/04), na Casa Santa Marta.

A fé é um caminho que, enquanto se percorre, deve fazer memória constante daquilo que foi: das ‘coisas belas’ que Deus realizou ao longo do percurso, e também dos obstáculos e recusas, porque Deus – assegurou o Papa – “caminha conosco e não se assusta com nossas maldades”.

Fazer memória de Deus que salva

Francisco voltou a tocar um tema já abordado, inspirando-se na Primeira leitura do dia, em que Paulo entra, sábado, na sinagoga de Antioquia e começa a anunciar o Evangelho a partir dos primórdios do povo eleito; passando por Abraão e Moisés, o Egito e a Terra prometida, até chegar a Jesus. “É uma pregação histórica, a que os discípulos adotam, e é fundamental – sublinhou o Papa – porque consente recordar os momentos salientes e os sinais da presença de Deus na vida do homem”.

“Voltar atrás para ver como Deus nos salvou, percorrer – usando o coração e a mente – o caminho com a memória até chegar a Jesus. E foi o próprio Jesus, no momento maior de sua vida – Quinta e Sexta-feira, na Ceia – a dar-nos o seu Corpo e o seu Sangue, dizendo ‘Façam isso em minha memória’. A memória de Jesus; ter na memória que Deus nos salvou”.

“O Senhor respeita”

A Igreja chama o Sacramento da Eucaristia de “memorial”, assim como – lembrou o Papa – o livro de Deuteronômio na Bíblia é o ‘Livro da memória de Israel’. Nós também – afirmou – devemos fazer o mesmo em nossa vida pessoal, porque cada um de nós percorre um caminho, acompanhado por Deus, perto de Deus, ou “afastado do Senhor”.

“Faz bem ao coração do cristão fazer memória do próprio caminho: como o Senhor me conduziu até aqui, como me trouxe, pelas mãos; e as vezes que eu disse ao Senhor ‘Afasta-te, não o quero’ e o Senhor respeitou. Ele é respeitoso! Fazer memória, recordar-se da própria vida e do próprio caminho; retomar isso e fazê-lo sempre. ‘Naquele tempo, Deus me deu aquela graça… eu respondi assim, fiz isso, aquilo… Ele me acompanhou…’. E assim, chegamos a um novo encontro, ao encontro da gratidão”.

Memória das coisas belas

Do coração – prosseguiu o Pontífice – deve nascer um ‘obrigado’ a Jesus, que nunca deixa de caminhar em nossa história. Quantas vezes – admitiu Francisco – nós lhe fechamos a porta na cara, quantas vezes fizemos de conta de não vê-lo, de não acreditar que Ele estava conosco. Quantas vezes renegamos a sua salvação…’ Mas Ele estava ali”.

“A memória nos aproxima de Deus. A memória daquela obra que Deus fez em nós; na recriação, na regeneração, que nos leva além do antigo esplendor de Adão na primeira criação. Eu lhes aconselho, simplesmente a fazer memória! Como foi a minha vida, como foi o meu dia hoje ou como foi este último ano? Memória. Como foi a minha relação com o Senhor. Memória das coisas belas, grandes, que o Senhor fez na vida de cada um de nós”.

(Rádio Vaticano)

Amor sem medidas


https://www.youtube.com/watch?v=IJJ-wLf9zeI

A alegria da cruz!
Diante do sacrifício, surge uma atitude de alegria, de glória da parte de Jesus, pois é chegada sua hora.
É algo difícil de se compreender.
Há uma alegria na paixão porque o Filho ama o Pai, e Deus Pai é glorificado com esse amor.
Crer em Jesus e amar os outros é o que faz Deus ficar em nós e nós ficarmos em Deus.
Assim, aquele que ama o próximo ama a Deus.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Papa Francisco: distinguir entre pecado e pecador


Pope Francis during his weekly general audience Wednesday

"Devemos agradecer ao Senhor pelo seu amor tão grande e imerecido! Deixemos que o amor de Cristo se espalhe sobre nós”


Quarta-feira é dia de Audiência Geral no Vaticano. O Papa Francisco recebeu milhares de fiéis e peregrinos na Praça S. Pedro e, antes de sua catequese, os saudou a bordo do seu papamóvel.

Neste Ano Jubilar, o Pontífice tem feito suas catequeses sobre o tema da misericórdia. Nesta quarta, ele comentou o trecho bíblico lido no início da Audiência, extraído do Evangelho de Lucas. Trata-se do episódio da mulher pecadora que chorou seus pecados aos pés de Jesus, quando Ele Se encontrava à mesa na casa de um fariseu chamado Simão.

Este, embora tenha convidado Jesus, não quer comprometer nem arriscar a reputação com o Mestre, enquanto a mulher se confia plenamente a Jesus com amor e veneração. Esta atitude é típica de um certo modo de entender a religião, explicou Francisco, e è motivada pelo fato de que Deus e o pecador se opõem radicalmente. Mas a Palavra de Deus nos ensina a distinguir entre o pecado e o pecador.

“Entre o comportamento do fariseu e o da pecadora, o Senhor escolhe a mulher. Livre de preconceitos que impeçam a misericórdia de se expressar, o Mestre deixa que ela faça o que lhe diz o coração: Ele Se deixa tocar por ela, sem medo de ser contaminado. Jesus é livre, porque está próximo de Deus. E esta proximidade ao Pai Misericordioso, dá a Cristo a liberdade”, acrescentou.

Dirigindo-Se à mulher, Jesus diz: “Os teus pecados estão perdoados”. Assim, acaba com aquela condição de isolamento a que pecadora foi condenada pelos juízos de Simão e os fariseus. Francisco explicou:

“De um lado, está a hipocrisia dos doutores da lei. De outro, a sinceridade, a humildade e a fé da mulher. Todos somos pecadores, mas muitas vezes caímos na tentação da hipocrisia, de acreditar que somos melhores que os outros. Todos devemos olhar os nossos pecados, as nossas caídas, os nossos erros. E olhemos para o Senhor. Esta é a linha da salvação entre o pecador e o Senhor. Se me sinto justo, esta relação de salvação não existe.”

Agora, a mulher pode ir “em paz”, pois o Senhor viu a sinceridade da sua fé e da sua conversão. Em Jesus, habita a força da misericórdia de Deus, capaz de transformar os corações. Neste texto, prosseguiu o Papa, o termo “graça” é praticamente sinônimo de misericórdia, e vai além da nossa expectativa. E concluiu:

“Queridos irmãos, devemos agradecer ao Senhor pelo seu amor tão grande e imerecido! Deixemos que o amor de Cristo se espalhe sobre nós” e, assim, poderemos “comunicar aos outros a misericórdia do Senhor”.

Equador e Chernobyl

Ao final da catequese, o Pontífice se dirigiu aos fiéis para saudá-los. Em espanhol, manifestou sua proximidade e oração à população do Equador, que vivem “um momento de dor” depois do terromoto que devastou o país. Francisco saudou também um grupo oriundo da Ucrânia e de Belarus, presente na Praça para recordar os 30 anos da tragédia de Chernobyl. “Enquanto renovamos a oração pelas vítimas daquele desastre, expressamos nosso reconhecimento aos socorredores e por todas as iniciativas com as quais se buscou aliviar os sofrimentos e os danos”, disse.

Coleta em prol da Ucrânia

Francisco renovou ainda seu apelo pela Ucrânia, recordando a coleta programada para o próximo domingo, (24/04), em todas as Igrejas na Europa em prol da população.

“A população da Ucrânia sofre há muito tempo pelas consequências de um conflito armado, esquecido por muitas pessoas. Como sabem, convidei a Igreja na Europa a apoiar a iniciativa convocada por mim para ir ao encontro desta emergência humanitária. Agradeço antecipadamente aos que contribuirão generosamente a esta iniciativa.”

(Rádio Vaticano)

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Deus é pequenino






Ouvimos muitas vezes a expressão “Deus é GRANDE”, pois eu cá acho que Deus é pequenino. Pensem comigo. Agora. 


A formiga transporta uma migalha como se carregasse o mundo. A estrela pequenina que nos pisca o olho num céu iluminado por outras tantas, também elas pequeninas. A florinha violeta que anuncia a primavera brotando da terra feita de grãos pequeninos. A gotinha de água que se agita num oceano azul cheio de tantas outras igualmente pequeninas. O grão de trigo que alimenta o homem. O grão de sal que lhe dá sabor. O grão de açúcar que o faz mais doce. O raminho que o colibri leva bem preso no bico para construir o seu ninho. A pedrinha que o menino guarda no bolso do bibe, o mineral que veste a rocha de força, a pérola que faz a ostra sorrir ou o diamante que faz a mulher sorrir ainda mais!...

Todas estas pequenas coisas são obra de um Deus que se engrandece aos olhos de uma criança. “Deixai vir a mim as crianças, porque delas é o reino dos céus.” E este reino é feito de coisas pequeninas. Despertar a fé é faze-las contemplar o belo, tocar no precioso, cuidar e proteger o frágil, agarrar o mundo aos pedacinhos. Educar a sensibilidade, o sentido estético, a sua espiritualidade tão pura e genuína, o seu olhar tão sensível e radiante.

Então? Deus é ou não é pequenino?!

Deus revela-se na simplicidade. A grandeza de Deus está no deslumbramento do olhar de uma criança. Está na força da sua crença, na humildade do seu coração e na verdade do seu olhar. Deus transforma o simples no belo, o pequeno no grande, o indefeso no forte, o pouco no muito, o humilde no sábio.

Lá está…claramente Deus é pequenino!

Concordam?
Cronista  Despertar da FÉ. em iMissio

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Um clássico para rezar depois de comungar



Uma das orações mais belas de rezar da Igreja, que transforma corações desde o século XIV


Como católicos, temos a bênção de compartilhar uma herança de oração rica e vibrante, acumulada literalmente ao longo de milénios. Com o tempo, muitas destas orações que em algum momento foram pilares da nossa fé, acabaram sendo tristemente descuidadas ou simplesmente não ensinadas – por conseguinte, não rezadas – tão frequentemente quanto antes.

Uma dessas orações tem sua origem no século XIV: “Alma de Cristo”. Esta oração recorda a Paixão de Jesus e é frequentemente pronunciada pelas pessoas após receberem a Sagrada Comunhão.

Houve épocas em que ela era tão conhecida, que autores como Santo Inácio de Loyola nem sequer se preocuparam em reproduzi-la, supondo que todos a sabiam de memória.

Origem da oração

O autor de “Alma de Cristo” é desconhecido, mas muitos a atribuem ao Papa João XXII. Popularmente, assumiu-se que ela havia sido escrita por Santo Inácio de Loyola, dado que aparece em seu famoso livro “Exercícios Espirituais”.

De qualquer maneira, as primeiras versões impressas da oração podem ser encontradas em livros publicados mais de 100 anos antes do nascimento de Santo Inácio.

Uma redação similar pode ser encontrada em uma inscrição na entrada do “Alcázar de Sevilla”, um palácio real da Espanha, datada entre 1350-1369.

Alma de Cristo

É fácil entender por que Santo Inácio amava a “Alma de Cristo”. Esta oração tem imagens vivas que permitem a quem ora meditar na Paixão de Jesus e sua relação com o Senhor, enquanto referir-se ao Corpo de Sangue de Cristo a converte em uma oração ideal para depois de receber a Comunhão.

O nome “Anima Christi”, como é conhecida em muitos lugares, é em latim a primeira frase da oração “Alma de Cristo”.

Renove sua fé e sua intimidade com Deus:

Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro das vossas chagas, escondei-me.
Não permitais que de Vós me separe.
Do espírito maligno, defendei-me.
Na hora da minha morte, chamai-me.
E mandai-me ir para Vós,
para que vos louve com os vossos santos,
por todos os séculos.
Amém.


Fonte: Aleteia

terça-feira, 19 de abril de 2016

Mensagem da semana


https://www.youtube.com/watch?v=j5uiwQHi4Og

A Paz do Senhor Jesus! 
Desejamos que o amor do Bom Pastor seja derramado na Sua misericordiosa medida tanto no seu coração quanto nos corações dos seu entes queridos...

Que o Senhor nos liberte...

Cónego José Brás Jorge partiu, hoje, para a "Casa do Pai"




O Cónego José Brás Jorge, de 96 anos, faleceu hoje.

A partir das 21h00, dia 18 de abril, o seu corpo estará em câmara ardente, na capela maior do Seminário do Imaculado Coração de Maria, Portalegre.
A Missa de corpo presente será celebrada na Sé Catedral, amanhã, às 15h00, donde seguirá para o cemitério da cidade.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Sair de si ao encontro do outro é experiência da gratuidade


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Sair de si para ir ao encontro do outro é o caminho que deve ser seguido por todos os cristãos. Nossa missão é portadora de vida.Por isso, é belo pensar a vida humana como um caminho de partilha e de solidariedade.
Desde quando nascemos, somos caminhantes. O nosso caminho faz parte de uma construção pessoal e coletiva. Um dos grandes desafios da nossa vida é o caminho de sair de nós mesmos para irmos ao encontro dos outros. Para trilharmos a cultura do encontro, é preciso superar a barreira da indiferença que nos impede de enxergar os talentos e riquezas que o outro também tem para nos oferecer.
Na verdade, um dos grandes problemas que enfrentamos nos dias de hoje é a indiferença ou a autorreferencialidade. Seguindo esse caminho e olhando o mundo e a vida a partir de nós mesmos, ignoramos as coisas que acontecem ao nosso redor. Isso significa que nosso projeto de vida está pautado num individualismo muito grande. O império do individualismo toma conta da nossa vida: meus valores, minha cultura, minha vida, minhas preocupações, meu projeto de vida etc. Esse caminho nos leva a uma frustração muito grande.
Quando fechamos a nossa vida interior em torno de nossos próprios interesses, fechamos o espaço para os outros, não ouvimos a voz de Deus, não desfrutamos do dom da alegria do seu amor e tão pouco ouvimos a sua voz. Tudo está fechado. Mas o que realmente nos leva ao encontro do outro? Segundo o papa Francisco, é o dom da acolhida. Temos que saber acolher as pessoas em nosso meio. Uma pessoa fechada e com o rosto triste não está preparada para acolher ninguém. É importante ressaltar que a acolhida é dom gratuito do amor de Deus. Com certeza, se fizermos bem a experiência do amor gratuito de Deus em nossa vida, estaremos preparados para acolher o outro, devolvendo parte desse amor, que é sentido de vida plena.
Se olharmos para o caminho de Jesus, ele nunca se cansou de olhar as pessoas, se aproximar deles e caminhar com elas. Isso nos mostra que seu testemunho de vida passou pelo viés da descentralização. Jesus é o homem-Deus apaixonado pelas criaturas, pelo Reino, pelos sofredores e excluídos da sociedade. Sua missão foi curar e libertar as pessoas de todos os tipos de enfermidades. Isso nos mostra o quanto Jesus se aproximou das pessoas. Por meio de seus gestos e ensinamentos, Jesus nos revela o verdadeiro rosto do ser humano que se deixa interpelar pelo outro.
Para que o ser humano possa promover a verdadeira cultura do encontro, é preciso olhar Jesus. Que as atitudes e gestos de Jesus nos ajudem a nunca buscar o primeiro lugar, a nunca nos considerar melhores que os outros; pelo contrário, que a humildade, simplicidade, acolhida e o dom do serviço aos outros estejam sempre presentes em nosso projeto de vida.


www.paulinos.org.br/home/blog/igreja/sair-de-si-ao-encontro-do-outro-e-experiencia-da-gratuidade/

domingo, 17 de abril de 2016

O Senhor é meu Pastor


https://www.youtube.com/watch?v=_NjbcxGpgP0&ebc=ANyPxKrIhbK07rvyBvlBrIUekUCxfukDZBtphzy2NlXzWv2IMV3Mz7oP_qiumljmp0jV5qmw8It-hCiu-8043NVZJIGmRvzc5A

Desejamos que nesta semana o Senhor realize na sua vida e na vida dos seus entes queridos todas as bênçãos que Ele nos ensina a proclamar nas palavras do Salmo 22.

Parabéns, Pastor!

Neste dia e sempre...

...louvamos a Deus pelos pastores da sua Igreja, 
    em especial o das nossas paróquias.

...oramos pelos pastores,
  em especial pelo nosso bispo e pároco.

...pedimos que Deus dê aos pastores sabedoria e conhecimentos suficientes para realizarem a sua missão, com alegria e fidelidade.

...queremos dizer aos nossos pastores:

 Continuem a orientar -nos em nossa Caminhada de Fé!

OBRIGADA!



MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 53º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES




MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO 
PARA O 53º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES 
(17 de Abril de 2016 - IV Domingo da Páscoa)
Tema: «A Igreja, mãe de vocações»

Amados irmãos e irmãs!


Como gostaria que todos os baptizados pudessem, no decurso do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, experimentar a alegria de pertencer à Igreja! E pudessem redescobrir que a vocação cristã, bem como as vocações particulares, nascem no meio do povo de Deus e são dons da misericórdia divina! A Igreja é a casa da misericórdia e também a «terra» onde a vocação germina, cresce e dá fruto.

Por este motivo, dirijo-me a todos vós, por ocasião deste 53º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, convidando-vos a contemplar a comunidade apostólica e a dar graças pela função da comunidade no caminho vocacional de cada um. Na Bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, recordei as palavras de São Beda, o Venerável, a propósito da vocação de São Mateus: «Miserando atque eligendo» (Misericordiae Vultus, 8). A acção misericordiosa do Senhor perdoa os nossos pecados e abre-nos a uma vida nova que se concretiza na chamada ao discipulado e à missão. Toda a vocação na Igreja tem a sua origem no olhar compassivo de Jesus. A conversão e a vocação são como que duas faces da mesma medalha, interdependentes continuamente em toda a vida do discípulo missionário.

O Beato Paulo VI, na Exortação Apostólica Evangelii nuntiandi, descreveu os passos do processo da evangelização. Um deles é a adesão à comunidade cristã (cf. n. 23), da qual se recebeu o testemunho da fé e a proclamação explícita da misericórdia do Senhor. Esta incorporação comunitária compreende toda a riqueza da vida eclesial, particularmente os Sacramentos. A Igreja não é só um lugar onde se crê, mas também objecto da nossa fé; por isso, dizemos no Credo: «Creio na Igreja».

A chamada de Deus acontece através da mediação comunitária. Deus chama-nos a fazer parte da Igreja e, depois dum certo amadurecimento nela, dá-nos uma vocação específica. O caminho vocacional é feito juntamente com os irmãos e as irmãs que o Senhor nos dá: é uma con-vocação. O dinamismo eclesial da vocação é um antídoto contra a indiferença e o individualismo. Estabelece aquela comunhão onde a indiferença foi vencida pelo amor, porque exige que saiamos de nós mesmos, colocando a nossa existência ao serviço do desígnio de Deus e assumindo a situação histórica do seu povo santo.

Neste Dia dedicado à oração pelas vocações, desejo exortar todos os fiéis a assumirem as suas responsabilidades no cuidado e discernimento vocacionais. Quando os Apóstolos procuravam alguém para ocupar o lugar de Judas Iscariotes, São Pedro reuniu cento e vinte irmãos (cf. Act 1, 15); e, para a escolha dos sete diáconos, foi convocado o grupo dos discípulos (cf. Act 6, 2). São Paulo dá a Tito critérios específicos para a escolha dos presbíteros (cf. Tt 1, 5-9). Também hoje, a comunidade cristã não cessa de estar presente na germinação das vocações, na sua formação e na sua perseverança (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 107).

A vocação nasce na Igreja. Desde o despertar duma vocação, é necessário um justo «sentido» de Igreja. Ninguém é chamado exclusivamente para uma determinada região, nem para um grupo ou movimento eclesial, mas para a Igreja e para o mundo. «Um sinal claro da autenticidade dum carisma é a sua eclesialidade, a sua capacidade de se integrar harmonicamente na vida do povo santo de Deus para o bem de todos» (Ibid., 130). Respondendo à chamada de Deus, o jovem vê alargar-se o próprio horizonte eclesial, pode considerar os múltiplos carismas e realizar assim um discernimento mais objectivo. Deste modo, a comunidade torna-se a casa e a família onde nasce a vocação. O candidato contempla, agradecido, esta mediação comunitária como elemento imprescindível para o seu futuro. Aprende a conhecer e a amar os irmãos e irmãs que percorrem caminhos diferentes do seu; e estes vínculos reforçam a comunhão em todos.

A vocação cresce na Igreja. Durante o processo de formação, os candidatos às diversas vocações precisam de conhecer cada vez melhor a comunidade eclesial, superando a visão limitada que todos temos inicialmente. Com tal finalidade, é oportuno fazer alguma experiência apostólica juntamente com outros membros da comunidade, como, por exemplo, comunicar a mensagem cristã ao lado dum bom catequista; experimentar a evangelização nas periferias juntamente com uma comunidade religiosa; descobrir o tesouro da contemplação, partilhando a vida de clausura; conhecer melhor a missão ad gentes em contacto com os missionários; e, com os sacerdotes diocesanos, aprofundar a experiência da pastoral na paróquia e na diocese. Para aqueles que já estão em formação, a comunidade eclesial permanece sempre o espaço educativo fundamental, pelo qual se sente gratidão.

A vocação é sustentada pela Igreja. Depois do compromisso definitivo, o caminho vocacional na Igreja não termina, mas continua na disponibilidade para o serviço, na perseverança e na formação permanente. Quem consagrou a própria vida ao Senhor, está pronto a servir a Igreja onde esta tiver necessidade. A missão de Paulo e Barnabé é um exemplo desta disponibilidade eclesial. Enviados em missão pelo Espírito Santo e pela comunidade de Antioquia (cf. Act 13, 1-4), regressaram depois à mesma comunidade e narraram aquilo que o Senhor fizera por meio deles (cf. Act 14, 27). Os missionários são acompanhados e sustentados pela comunidade cristã, que permanece uma referência vital, como a pátria visível onde encontram segurança aqueles que realizam a peregrinação para a vida eterna.

Dentre os agentes pastorais, revestem-se de particular relevância os sacerdotes. Por meio do seu ministério, torna-se presente a palavra de Jesus que disse: «Eu sou a porta das ovelhas (...). Eu sou o bom pastor» (Jo 10, 7.11). O cuidado pastoral das vocações é uma parte fundamental do seu ministério. Os sacerdotes acompanham tanto aqueles que andam à procura da própria vocação, como os que já ofereceram a vida ao serviço de Deus e da comunidade.

Todos os fiéis são chamados a consciencializar-se do dinamismo eclesial da vocação, para que as comunidades de fé possam tornar-se, a exemplo da Virgem Maria, seio materno que acolhe o dom do Espírito Santo (cf. Lc 1, 35-38). A maternidade da Igreja exprime-se através da oração perseverante pelas vocações e da acção educativa e de acompanhamento daqueles que sentem a chamada de Deus. Fá-lo também mediante uma cuidadosa selecção dos candidatos ao ministério ordenado e à vida consagrada. Enfim, é mãe das vocações pelo contínuo apoio daqueles que consagraram a vida ao serviço dos outros.

Peçamos ao Senhor que conceda, a todas as pessoas que estão a realizar um caminho vocacional, uma profunda adesão à Igreja; e que o Espírito Santo reforce, nos Pastores e em todos os fiéis, a comunhão, o discernimento e a paternidade ou maternidade espiritual.

Pai de misericórdia, que destes o vosso Filho pela nossa salvação e sempre nos sustentais com os dons do vosso Espírito, concedei-nos comunidades cristãs vivas, fervorosas e felizes, que sejam fontes de vida fraterna e suscitem nos jovens o desejo de se consagrarem a Vós e à evangelização. Sustentai-as no seu compromisso de propor uma adequada catequese vocacional e caminhos de especial consagração. Dai sabedoria para o necessário discernimento vocacional, de modo que, em tudo, resplandeça a grandeza do vosso amor misericordioso. Maria, Mãe e educadora de Jesus, interceda por cada comunidade cristã, para que, tornada fecunda pelo Espírito Santo, seja fonte de vocações autênticas para o serviço do povo santo de Deus.


Cidade do Vaticano, 29 de Novembro – I Domingo do Advento – de 2015.
Franciscus

iMissio

O BOM PASTOR


https://www.youtube.com/watch?v=A1TW8kP3gfM


O 4º Domingo do Tempo Pascal é considerado o “Domingo do Bom Pastor”, pois todos os anos a liturgia propõe um trecho do capítulo 10 do Evangelho segundo João, no qual Jesus é apresentado como Bom Pastor. É, portanto, este o tema central que a Palavra de Deus hoje nos propõe.
O Evangelho apresenta Cristo como o Bom Pastor, cuja missão é trazer a vida plena às ovelhas do seu rebanho; as ovelhas, por sua vez, são convidadas a escutar o Pastor, a acolher a sua proposta e a segui-l’O. É dessa forma que encontrarão a vida em plenitude.
A primeira leitura propõe-nos duas atitudes diferentes diante da proposta que o Pastor (Cristo) nos apresenta. De um lado, estão essas “ovelhas” cheias de auto-suficiência, satisfeitas e comodamente instaladas nas suas certezas; de outro, estão outras ovelhas, permanentemente atentas à voz do Pastor, que estão dispostas a arriscar segui-l’O até às pastagens da vida abundante. É esta última atitude que nos é proposta.
A segunda leitura apresenta a meta final do rebanho que seguiu Jesus, o Bom Pastor: a vida total, de felicidade sem fim.

portal dos dehonianos

sábado, 16 de abril de 2016

“A Igreja não é uma comunidade de seres perfeitos, mas de discípulos que seguem ao Senhor”

Papa Francisco



Na catequese dessa semana o Papa Francisco focou na narração evangélica da vocação de Mateus. Publicamos abaixo o resumo que o Pontífice fez em português:

“A vocação de Mateus é uma grande lição que nos recorda que a Igreja não é uma comunidade de seres perfeitos, mas de discípulos que seguem ao Senhor porque se reconhecem pecadores e necessitados do seu perdão. Mateus era um publicano, coletor de impostos, considerado um pecador público. Ao chamá-lo, Jesus mostra aos pecadores que não olha para o seu passado, condição social ou convencionalismos exteriores. Ele não quer uma religiosidade de fachada, como a dos fariseus, a quem lembra que Deus quer a misericórdia e não sacrifício. De fato, para quem aceita o seu convite com um coração humilde e sincero, Jesus oferece um futuro novo, que significa também ser chamado a sentar-se na sua mesa. E a mesa de Jesus, que nos transforma e salva, é dupla: a mesa da palavra, onde Ele se revela para nós e nos fala como amigos, e a mesa da Eucaristia, onde Ele nos nutre com o seu corpo e renova a graça do Batismo”.

Ao final o Santo Padre cumprimentou os peregrinos de língua portuguesa presentes na Praça de São Pedro:

“De coração saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, particularmente os brasileiros de Uberaba e Uruaçu. Queridos amigos, abandonemos a presunção de nos crermos mais justos e melhores do que os outros; ao contrário, reconheçamos que somos todos discípulos e pecadores necessitados de ser tocados pela misericórdia de Deus. Sobre vós e sobre vossas comunidades, desça a bênção do Senhor!”
Radio vaticano

Fazemos parte do Rebanho de Cristo


https://www.youtube.com/watch?v=gVxYJwk-0nc

Ser ovelha de Cristo é isso: fazer parte de seu rebanho, ou seja, estar ligado a Ele.
Ser ovelha de Cristo é cumprir nossos deveres de cristãos.
É viver com as disposições próprias das ovelhas de Cristo: na docilidade e na simplicidade da mente e do coração.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

INFORMAÇÃO PAROQUIAL



No próximo dia 16 de abril será o encerramento do Sínodo diocesano, celebrado em Portalegre. Começará com a sessão solene realizada no Seminário Diocesano.

No próximo dia 16 de abril, sábado, será o encerramento do Sínodo diocesano, celebrado em Portalegre. Começará com a sessão solene realizada no Seminário Diocesano com início às 15H00 e na qual apenas podem participar os 89 delegados à Assembleia Sinodal. Nela será apresentada e entregue a cada um o documento final, com os desafios que ele representa para a Diocese. 
Às 18H00 será celebrada a Eucaristia na Sé aberta à participação de todos os diocesanos.
Entretanto, a partir das 15H00, é organizada numa visita ao Museu Municipal, à Casa José Régio e às Tapeçarias de Portalegre, para as pessoas que não são delegados sinodais. É uma forma de conhecer estes fatores de cultura de Portalegre.


Já praticou algum tipo de silêncio hoje?


Young man praying to God during sunset by the sea

Conheça os silêncios do amor - e deixe sua vida ser transformada por eles

PADREFAUS.ORG


Para fazer aos outros a vida amável, tão importante quanto a palavra cordial e o diálogo é o silêncio. A caridade para com o próximo exige saber calar. «Não abras a boca – diz um velho provérbio – senão quando estiveres certo de que as tuas palavras serão mais belas que o teu silêncio».

Silêncios medicinais

Existem muitas palavras que tornam desagradável a vida aos que escutam. São Paulo exorta assim os efésios: Nenhuma palavra má saia da vossa boca, mas só a que for útil e, sempre que for possível benfazeja aos outros (Ef 4,29).

“Palavras más” não são apenas as palavras maldosas que ferem ou causam dano ao próximo (insulto, humilhação, calúnia, mentira[1]), mas as que – ainda que banais – de algum modo incomodam e tornam desagradável o convívio. É comum que bastantes pessoas se dediquem quase habitualmente a aborrecer os outros com a sua língua e nem suspeitem disso. Façamos um exame de algumas dessas possíveis palavras nossas, que estão precisando de que lhes apliquemos a medicina do silêncio.

a) Palavras emocionais. Quantos repentes! Quantas respostas bruscas, quantas censuras de pequenas falhas, feitas na hora, quantas exclamações nervosas e pouco delicadas; quantas avaliações precipitadas (“então, você esqueceu..!”); quantos comentários impensados e imprudentes… tornam desagradável o relacionamento e carregam o ambiente do lar ou do trabalho.

É preciso lutar para exercitar-nos no silêncio medicinal. Segurar a língua é uma mortificação santa, difícil mas necessária. «O silêncio torna-nos melhores – dizia a grande educadora Lubienska de Lenval –, o silêncio é uma conquista de nós próprios»: um ato de autodomínio que pode ser alcançado pouco a pouco, com a graça de Deus , se nos exercitamos em lutar por dominar a língua. Bem afirmava o místico alemão Tauler que «o silêncio é o anjo da guarda da fortaleza». Só a alma espiritualmente forte consegue dominar emoções que espirram em palavras impensadas.

b) Torrentes de palavras: a loquacidade incontrolada, a tagarelice da pessoa que fala, fala, fala…, e nem deixa falar, nem escuta, nem se apercebe de que está sufocando os demais. «Depois de ver em que se empregam , por completo! muitas vidas (língua, língua, língua, com todas as suas consequências), parece-me mais necessário e mais amável o silêncio» (Caminho, n. 447).

O filósofo Kirkegaard deve ter sofrido com esses tsunamis verbais, porque, já cansado, dizia: «Se eu fosse médico e me pedissem um conselho, responderia: calem-se; façam calar os homens».

A muitos faria bem propor-se repetir todos os dias – e até muitas vezes ao dia – aquela oração do salmo: Senhor, ponha uma sentinela na minha boca! (Sl 39,2 Vg). Me dê um cutucão divino de alerta, quando a língua começa a perder o controle e a jorrar sem pausa.

c) Palavras vaidosas. Há pessoas que sempre tem que meter “colherada” e dar a sua opinião em tudo, mesmo que ninguém a peça. Pessoas que cortam a palavra dos outros e fazem prevalecer a deles para demonstrar que o outro está mal informado, ou sabe pouco, ou não sabe se explicar bem, ou não tem razão, ou diz um disparate.

É muito desagradável a atitude das pessoas que se obstinam «em ser o sal de todos os pratos» (Caminho, n. 48), e passam a vida dando “lições magistrais” sobre todos os assuntos de conversa. Aí já não se trata somente de lutar para controlar a língua, mas de pedir a Deus que nos ajude a aprofundar seriamente na virtude da humildade, pois o vício de “pontificar” é vaidade e orgulho.

d) Palavras secas. Há pessoas que habitualmente falam de modo, seco, áspero, cortante e breve. Se alguém as adverte, retrucam: “Mas eu não tenho raiva de ninguém, não estou zangado, é o meu modo de falar”. A resposta é: “É justamente este ‘seu modo’ antipático que tem que mudar, se você quer fazer a vida agradável aos outros vivendo a caridade cristã. Um pouco de suavidade afetuosa não lhe faria mal nenhum”.

Os silêncios do amor

Os silêncios do amor são muitos. Já viu a beleza da mãe, que contempla em silêncio amoroso o seu bebê no berço; ou os silêncios carinhosos e eloquentes dos que se querem bem? Não vamos falar de todos os belos silêncios. Apenas vamos pensar em dois:

a) A atenção. É a capacidade (a amabilidade) de escutar em silêncio, sem interromper. Já víamos que essa atitude é de respeito pelo outro e de caridade cristã. E dá alegria ao que, em boa fé, está a conversar connosco. Além disso, há pessoas muito solitárias que precisam, mais do que do alimento, de um coração que as escute com interesse.

Gosto de lembrar que faz muitos anos, quando eu era um padre novinho, ia visitar com frequência – por razões de trabalho – um velho bispo, que gostava de contar coisas da sua infância e juventude. Nas entrevistas, ele falava o tempo todo, e eu escutava sem dizer palavra, com um silêncio reverencial. Passados uns tempos, quase caí da cadeira quando soube, por um padre amigo, que o bispo dissera de mim que tinha “uma conversa muito agradável”. Se a única coisa que fazia era escutar!

c) O sacrifício silencioso. É maravilhosa a pessoa que sabe sofrer e sacrificar-se em silêncio, sem queixar-se nem por palavras, nem por olhares, nem por gestos.

Conheci uma porção de pessoas santas, que nunca reclamavam: nem da dor, nem do tempo, nem da comida, nem da doença. Como é agradável o convívio com elas. Fazem lembrar a atitude de Jesus durante a Paixão. Sofria e calava, por amor a nós. No meio de dores e injustiças brutais, Jesus, no entanto, permanecia calado (Mt 26,63).

Há casos heroicos, verdadeiros reflexos de Cristo na Paixão[2]. E há casos simples (também heroísmos ocultos) que podem ser imitados por todos. No mosteiro de Lisieux, onde morava Santa Teresinha, havia um freira que, sem se aperceber disso, tinha constantemente atitudes e comentários desagradáveis. Santa Teresinha propôs-se escutá-la e aceitar as suas inconscientes impertinências com grande paciência e sempre sorrindo. E a outra, ingênua como ela só, acabou comentando: “Não sei o que vê a irmã Teresa, que gosta tanto de mim”.

Não poderíamos encerrar bem este capítulo se nos esquecêssemos de falar do principal: que os maravilhosos silêncios de amor que fazem a vida agradável ao próximo, só podem nascer de um outro silêncio profundo, de um silêncio que purifica, aquece e transforma o coração: o silêncio com Deus, o silêncio da meditação, da oração íntima e cheia de amor, de humildade e de fé.

Tomara que nós pudéssemos repetir o que escrevia Ernest Psichari, neto de Ernest Renan – o famoso propagandista do ateísmo –, após a sua conversão: «A esses grandes espaços de silêncio – de silêncio com Deus – que atravessam a minha vida, devo eu afinal tudo o que em mim possa haver de bom. Pobres daqueles que não conheceram o silêncio! Porque o silêncio é o mestre do amor».

quinta-feira, 14 de abril de 2016

MOVIMENTO DOS CURSILHOS DE CRISTANDADE DIOCESE DE PORTALEGRE-CASTELO BRANCO


Realiza-se na Casa Diocesana de Mem Soares, entre os dias 14 e 17 de Abril, mais um Cursilho de Cristandade. Desta vez o 74º de Mulheres da nossa Diocese.
Nele participaram mulheres das nossas comunidades.

Convidamos à comunhão de todos na oração, especialmente a participação nas Intendências Colectivas que se realizarão nos diversos locais da Diocese, que em cada núcleo serão divulgadas.

Assim:
Abrantes (Rossio)
· 5ª Feira, 14 – 19h – Hora Apostólica
· 6ª Feira, 15 – 19h - Via Sacra


Castelo Branco
· 5ª Feira 14 – 21h Peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora de Mércoles saindo da igreja de São José Operário.
· 6ª Feira 15 – 21h Adoração ao Santíssimo, na Igreja de São Tiago.
· Sábado 16 – a nossa oração será a participação, física ou espiritual, nas actividades comunitárias da diocese - Assembleia Sinodal e peregrinação ao santuário do Senhor dos Aflitos, em Fortios, por iniciativa do Movimento dos Casais de Santa Maria.


Nisa
· 5ª Feira, 14 – 21h – Adoração Eucarística Igreja Matriz do Espírito Santo
· 6ª Feira, 15 – 17h15 - Via Sacra na Igreja Matriz do Espírito Santo
· Sábado, 16 – 10h - Via Lucis - Início junto às Portas de Montalvão até à Ermida de Nª Sra. da Graça
· Domingo, 17 – 11h - Eucaristia Igreja Matriz de Nossa Senhora da Graça


Portalegre
· 5ª Feira, 14 – 18h – Hora Apostólica seguia da Eucaristia
· 6ª Feira, 15 – 18h - Via-sacra seguida de Eucaristia
· Sábado, 16 – 18h - Intendência individual (sugere-se participação nas celebrações do Encerramento do Sínodo Diocesano) peregrinação ao santuário do Senhor dos Aflitos, em Fortios, por iniciativa do Movimento dos Casais de Santa Maria.
Todas as Intendências se realizam na Igreja de S. Lourenço


Gavião
· 6ª Feira, 15; - 21h - hora Apostólica, com a participação de todos os cursilistas desta Paróquia.


Proença a Nova
· 5ª Feira, 14 – 20h30 – Oração Apostólica na igreja matriz.
· 6ª Feira, 15 – 20h30 – Participação na oração paroquial pelas vocações


Queixoperra
· 5ª Feira, 14; 6ª Feira, 15 e Sábado, 16 – Oração Comunitária, na Capela da Sra. da Luz – às 20h30

Domingo, dia 17 Cine-Teatro de Nisa
17h 30m- Encerramento

Que a participação e oração de todos, ajude a descobrir a Mensagem de Cristo, a vivê-la e a testemunha-la no dia-a-dia.

D. Antonino Dias destaca verbos «acompanhar, discernir e integrar» na exortação do Papa


Foto: Ricardo Perna

«Não adianta muito lutar por outros direitos se não existir o direito à vida»


(Ecclesia) – O bispo de Portalegre-Castelo Branco considera que a exortação pós-sinodal sobre a família do Papa acentua a “doutrina da Igreja” e destacou três verbos “muito importantes” – “acompanhar, discernir e integrar” -, nas Jornadas Arciprestais da Família em Proença-a-Nova.

“Este acompanhar, integrar e inserir penso que são três verbos de facto importantes e que hão de marcar a pastoral familiar nestes próximos tempos ou sempre”, observou D. Antonino Dias à Agência ECCLESIA.

O presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família considera que uma pastoral de qualidade, “que é precisa neste momento”, tem de passar necessariamente por esses verbos.

“Como diz o Santo Padre, importa mais olhar para a realidade das própria famílias e a partir dai realizar a pastoral do que estar com discursos muito bem formalizados e não resultarem”, acrescentou.

No Centro Paroquial de Proença-a-Nova, D. Antonino Dias explicou que a família “não é só destinatária” da evangelização como tem de ser protagonista e “as famílias serem Igreja em saída”.

“Primeiro evangelizarem-se uns aos outros dentro de casa, o que é próprio de uma pequena igreja doméstica. Depois uma família em saída, uma igreja em saída, porque se as famílias não assumem a sua parte na evangelização dificilmente ela se fará”, alertou o prelado, que em 2015 participou na assembleia do Sínodo dos Bispos sobre a família.

Na exortação apostólica pós-sinodal ‘Amoris laetitia’ (A Alegria do Amor), o Papa Francisco reforça a rejeição da Igreja em relação à eutanásia e ao aborto.

“Não posso olhar para isso de outra forma”, comenta o bispo de Portalegre-Castelo Branco, sublinhando que a “vida é dom de Deus e é um valor inestimável, inegociável” que é preciso “promover e não destruir”.

“Não adianta muito lutar por outros direitos se não existir o direito à vida que é a base essencial”, frisou.

Já sobre os casais separados e recasados, o prelado reforça as respostas de “inserção, acompanhar e integrar”.

“Fazer com que eles também, se têm possibilidade de sair da situação em que se encontram, de chegar à declaração de nulidade, se há razões para isso, que de facto aconteça e as pessoas aproximem-se dos tribunais eclesiásticos para que isso se resolva”, destacou.

O encontro arciprestal, com o tema ‘A Família - Fonte de Misericórdia’, foi organizado pelo Arciprestado da Sertã e o seu responsável, o diácono Álvaro Martins, considera a Igreja está a seguir o caminho da “proximidade, da humildade”, de cativar as pessoas, e procurar que “adquiram formação para compreenderem as situações novas” que lhes são apresentadas.

O casal Elsa e Ricardo Irédio, do Departamento Nacional da Pastoral Familiar, apresentou o tema ‘A Família – Fonte de Misericórdia e Ecos do Encontro Mundial das Famílias em Filadélfia’.

”O Papa é de facto um apaixonado pela família e sentimos isso no contacto direto com ele”, assinalou Elsa Irédio, destacando o “enfâse” no acompanhamento das famílias que começa “na infância, na juventude, no acompanhamento pré-matrimonial e especialmente logo a seguir ao matrimónio”.

Para Ricardo Irédio, às vezes, parece que “todos esperam poções mágicas” quando já existe documentação “suficientemente lata” para enquadrar a forma como se deve “responder aos problemas do dia de hoje e particularmente relativos à família”.

JCP/CB

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Porta Santa

Papa Francisco: "As perseguições são o pão da Igreja"




Na manhã desta terça-feira, na Casa de Santa Marta, no Vaticano, o Papa Francisco recuperou a sua meditação de ontem sobre o martírio de Estevão para afirmar que "também hoje muitos cristãos são mortos por causa da sua fé em Cristo e outros ainda são perseguidos educadamente porque querem manifestar o valor de serem filhos de Deus".

Na sua homilia Francisco refletiu sobre dois tipos de perseguição sofrida pelos cristão na atualidade: "aquelas sangrentas, com seres dilacerados por animais selvagens para a alegria do público ou que explodem por uma bomba na saída da Missa. E perseguições com 'luvas brancas', disfarçadas 'de cultura', que confinam num ângulo da sociedade, que fazem perder o trabalho por não se adequar a leis que vão contra Deus Criador".

Ao olhar para a história narrada pelo texto dos Atos dos Apóstolos o Papa afirmou que a "perseguição é uma história dentro da história da fé cristã":

"A perseguição, diria, é o pão quotidiano da Igreja. Jesus disse-o. Nós, quando fazemos um pouco de turismo por Roma e visitamos o Coliseu, pensamos que os mártires eram aqueles mortos com os leões. Mas os mártires não foram somente aqueles ali ou outros. São homens e mulheres de todos os dias: hoje, no dia de Páscoa, somente à três semanas atrás... aqueles cristãos que festejavam a Páscoa no Paquistão foram martirizados justamente porque festejavam o Cristo Ressuscitado. E assim a história da Igreja prossegue com os seus mártires".

O Papa recordou que a narrativa do martírio de Estevão marca o princípio "de uma cruel perseguição anticristã em Jerusalém, análoga às que sofrem os que hoje não são livres de professar a sua fé em Jesus". Para Francisco "existe outra perseguição, da qual não se fala muito: a perseguição mascarada de cultura, de modernidade, de progresso":

"É uma perseguição – diria com um pouco de ironia – ‘educada’. É quando o homem não é perseguido por confessar o nome de Cristo, mas porque quer ter e manifestar os valores do Filho de Deus. É uma perseguição contra Deus Criador na pessoa dos seus filhos! E assim, vemos todos os dias que as potências fazem leis que obrigam a seguir este caminho e a nação que não respeita estas leis modernas, cultas, ou que não quer tê-las na sua legislação, é acusada, perseguida educadamente. É a perseguição que tira do homem a liberdade, inclusive de ser objetor de consciência!".

"Esta é a perseguição do mundo que tira a liberdade”, enquanto “Deus nos fez livres de dar testemunho do Pai que nos criou e de Cristo que nos salvou”, disse o Papa, acrescentando que “esta perseguição tem até um líder":

"O líder da perseguição ‘educada’, Jesus nomeou-o: é o príncipe deste mundo. Quando as potências querem impor comportamentos e leis contra a dignidade do Filho de Deus, perseguem-no e vão contra o Deus Criador. É a grande apostasia. Assim, a vida dos cristãos vai avante, com estas duas perseguições. O Senhor prometeu-nos que não se afastará de nós: 'Estejam atentos, atenção!' Não caiam no espírito do mundo. Estejam atentos, mas prossigam, Eu estarei convosco!'", concluiu o Papa.

Educris com Rádio Vaticano

terça-feira, 12 de abril de 2016

Oração do Papa Francisco pelas famílias

Receba graças especiais rezando a prece que conclui a exortação "A alegria do amor"

prayer

Oração à Sagrada Família


Jesus, Maria e José,
em Vós contemplamos
o esplendor do verdadeiro amor,
confiantes, a Vós nos consagramos.

Sagrada Família de Nazaré,
tornai também as nossas famílias
lugares de comunhão e cenáculos de oração,
autênticas escolas do Evangelho
e pequenas igrejas domésticas.

Sagrada Família de Nazaré,
que nunca mais haja nas famílias
episódios de violência, de fechamento e divisão;
e quem tiver sido ferido ou escandalizado
seja rapidamente consolado e curado.

Sagrada Família de Nazaré,
fazei que todos nos tornemos conscientes
do carácter sagrado e inviolável da família,
da sua beleza no projeto de Deus.

Jesus, Maria e José,
ouvi-nos e acolhei a nossa súplica.
Amém.