Padre Ricardo Esteves
sábado, 11 de abril de 2026
Às vezes esqueço o preço deste amor tão grande…!!!
sexta-feira, 10 de abril de 2026
Levanta-te: hoje é Páscoa em ti
Talvez hoje acordaste cansado…
com o peso da vida ainda por resolver,
com perguntas sem resposta,
com um coração meio adormecido.
Mas escuta, bem no fundo:
a vida não acabou — está a recomeçar.
O Ressuscitado não ficou no túmulo.
E também não ficou longe.
Leva-O para o teu trabalho!
Ele passa hoje…
no meio do teu dia comum,
no café apressado,
no trabalho que custa,
no silêncio que ninguém vê.
E sussurra-te:
“Levanta-te. Ainda há vida em ti.”
Não precisas ter tudo resolvido.
Não precisas sentir tudo perfeito.
Basta um passo.
Um pequeno recomeço.
Um gesto de amor.
Porque a Ressurreição é assim:
não faz barulho…
mas levanta o que parecia perdido.
Hoje, sorri — mesmo que devagar.
Acredita — mesmo com dúvidas.
Ama — mesmo com medo.
E vais ver:
a luz volta,
a esperança respira,
e a vida… levanta-se dentro de ti.
Hoje também é Páscoa. Em ti.
Padre João Torres
quinta-feira, 9 de abril de 2026
Amo-te, mas preciso de ti
Sem que me aceites, não consigo amar-te. Por mais que tente, só se abrires o teu coração poderei viver nele. Preciso que sintas necessidade do meu amor.
Por mais gratuito que seja – e é – o quanto te quero dar de mim, não é por necessidade que o deves aceitar, antes, sim, por escolha.
Quando se ama alguém, essa pessoa torna-se essencial ao nosso equilíbrio. Aquilo que sou, quando amo, passa a depender daquele que amo.
Como o amor não é uma prisão, a liberdade com que amo deve respeitar a de quem é amado e ser correspondida por ela. Ninguém pode amar quem não aceita esse amor, a não ser numa espera firme, longa e paciente, assente na esperança de que essa recusa se dissipe.
Ninguém se basta a si mesmo; por isso amo e preciso de ser amado e de o sentir.
Amar-te implica aceitar que passo a depender de ti para ser eu.
Ainda que aceites o meu amor, preciso de aceitar também eu que nada é garantido e… que posso perder tudo, a qualquer momento e até sem sentido. O mais belo disto é que cada dia e cada momento em que conto contigo dão ainda mais valor ao amor com que me entrego, porque é de forma livre que o aceitas.
Quando amo, arrisco o que sou, porque posso perder-me por completo, mas também só dessa forma posso ganhar-me, realizar-me… e ser eu.
O valor do amor está no presente, não em garantias futuras. A verdade é que, se me dedico ao que já passou ou ao que pode estar para vir, não estarei aqui nem agora. E, sem isso, não é possível amar ninguém!
Amar-te é uma escolha minha, aqui e agora, que precisa que tu, também aqui e agora, escolhas aceitá-lo.
Amanhã? Se for mesmo amor, escolherei amar-te e precisarei, também amanhã, de que escolhas aceitar-me.
José Luís Nunes Martins
quarta-feira, 8 de abril de 2026
Tira a Pedra do teu Sepulcro
O caminho quaresmal está repleto de alusões a mudanças e transformações.
É um cego que passa a ver, um paralítico que volta a andar, um morto que volta à vida e uma mulher que é perdoada e muda de vida.
Era tão bom que fosse assim tão fácil!
Era tão bom que um encontro nos permitisse ver melhor o que de bom há no mundo, andar ao encontro do que realmente é importante, recuperar o gosto pela vida quando o desânimo se apodera de nós ou sentir que nos é dada uma nova oportunidade sem preconceitos ou julgamentos.
E não fica por aí.
Esta alusão permanece ao longo dos tempos mas assume especial relevo no dia da ressurreição. Aí é uma Pedra que é tirada para que a luz entre na escuridão e se liberte o que nos impede de ser melhores: o medo, a culpa, a raiva a revolta…
Temos tantas coisas que nos mantêm no escuro, que nos limita e nos impede de ver a beleza do que a luz do dia permite ver. Mas não é fácil, e não é de um dia para o outro que sentimos que nos tiram o peso da pedra.
Quantos de nós gostariam de acordar e sentir que algo mudou?
Quantos gostariam de acordar e não sentir saudade?
Quantos gostaríamos de acordar e saber que alguém recuperou a saúde?
Quantos Senhor, gostariam de ressuscitar contigo e recomeçar! Sair de um Sepulcro de tristeza e sentir a alegria da vida, do caminho e dos encontros.
Ensina-me Senhor, a tirar a pedra do meu Sepulcro para que, também eu faça Páscoa contigo.
E tu amiga o que te impede de ver a Luz!
Raquel Rodrigues
terça-feira, 7 de abril de 2026
Quem retira a pedra do nosso Sepulcro?

Entramos, agora, na Semana Maior.
Nestes dias, Jesus aproxima-se mais do nosso sofrimento, e da nossa Cruz, uma vez que os viveu (primeiro) por nós. E antes de nós. Sinto sempre que esta é uma das semanas que mais nos tornamos cúmplices da vida de Jesus. Sentimos que sabemos o que este homem passou por passarmos, nós, também pelo sofrimento e pela dor.
A Semana Santa abre caminho para um encontro muito profundo, e às vezes doloroso, com a nossa própria fragilidade. É como se fôssemos convocados a conhecer o sofrimento alheio para ter coragem e compaixão suficientes para encarar e respirar o nosso.
É sempre tempo de trazer, nesta altura, a certeza de quantos caminhos foram abertos para nós, como humanidade, através desta entrega plena do Filho de Deus.
No entanto, apercebemo-nos, com o viver do dia a dia, que este presente que nos foi dado há tantos mil anos (e que é renovado a cada Semana Santa) é tantas vezes esquecido e ignorado por cada um de nós. Temos memória curta para o que não nos interessa. Para o que é difícil e para o que tomamos como garantido.
Esta entrega de Jesus não nos trouxe só a convocação da cumplicidade do sofrimento e da dor. Trouxe-nos muito mais do que isso.
Trouxe-nos o entendimento e a consciência de que o sofrimento tem um avesso e um final que rima com a luz da eternidade. É aqui que talvez resida a lição que melhor temos de aprender: na luz e na esperança que residem por detrás do sepulcro do nosso sofrimento e da nossa vida (tantas vezes desafiante e dolorosa).
Há esperança, apesar da Cruz.
Há luz apesar da dor.
Há Céu e um coração que arde apesar do que nos pesa.
Há voo apesar das asas que, um dia, foram cortadas.
Tudo isto nos é ensinado pela Cruz. É através da Cruz que nos vemos melhor.
Que nos possamos relembrar que estaremos capazes de abrir a pedra do nosso sepulcro quando compreendermos que é o próprio Jesus que nos leva pela mão.
Marta Arrais
segunda-feira, 6 de abril de 2026
CORRIDA DA PÁSCOA
Corre porque o amor tem pressa.
Não suporta demoras, nem atrasos de comunhão.
Também eu tenho de aprender a correr…
abandonando a lentidão,
os medos das quedas,
as resignações de uma vida sem Ressurreição nem Páscoa.
Maria Madalena corre,
levada pela chama de um amor que não morre.
Depois de ficar impactada diante do túmulo aberto,
ela volta a correr à cidade para contar aos outros.
É a primeira corrida de Maria Madalena.
A grande corrida da Páscoa!
Por que corre Maria Madalena? Quem a faz correr?
Algo estranho, quase surpreendente:
a Páscoa é coisa de atletas…
Correr é o sinal evidente de quem ama.
O amor corre.
Não pára diante das dificuldades da vida.
A corrida da Páscoa é a grande corrida:
da morte à vida,
do medo à confiança,
da separação ao encontro,
do ressentimento ao perdão,
das lágrimas à alegria profunda.
A corrida da Páscoa não é um “tudo ou nada”,
nem um ponto final já alcançado.
É um caminho…
um avanço…
uma promessa que começa a cumprir-se.
É motivo para não desistir.
É motivo para recomeçar.
É motivo para continuar a correr…
Cristo ressuscitou. E tu, vais ficar parado?
Padre João Torres
domingo, 5 de abril de 2026
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