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sábado, 27 de junho de 2015

Quais são as melhores fontes de oração?


Young man praying © Dream Perfection / Shutterstock

As 4 fontes mais eficazes para ter uma vida de oração poderosa e transformadora

O Espírito Santo é “a água viva” que, no coração orante, “jorra para a Vida eterna” (Cf. Jô 4,14). É Ele que nos ensina a haurir essa água na própria fonte: Cristo. Ora, existem na vida cristã fontes em que Cristo nos espera para nos dessendentar com o Espírito Santo.

A Palavra de Deus

A Igreja “exorta todos os fiéis cristãos, com veemência e de modo peculiar… a que pela frequente leitura das divinas Escrituras aprendam ‘a eminente ciência de Jesus Cristo’ … Lembrem-se, porém, de que a leitura da Sagrada Escritura deve ser acompanhada pela oração, a fim de que se estabeleça o colóquio entre Deus e o homem; pois ‘a Ele falamos quando rezamos; a Ele ouvimos quando lemos os divinos oráculos’” (Sto. Ambrósio).

Os Padres espirituais, parafraseando Mt 7,7, resumem assim as disposições do coração alimentado pela Palavra de Deus na oração: “Procurai pela leitura, e encontrareis meditando; batei orando, e vos será aberto pela contemplação” (Cf. Guigo, o Cartuxo, Scala: PL 184,746C).

A Liturgia da Igreja

A missão de Cristo e o Espírito Santo, que, na liturgia sacramental da Igreja, anuncia, atualiza e comunica o Mistério da salvação, prolonga-se no coração de quem reza. Os Padres espirituais comparam às vezes o coração a um altar. A oração interioriza e assimila a Liturgia durante e após sua celebração. Mesmo quando é vivida “no segredo” (Mt 6,6), a oração é sempre oração da Igreja, comunhão com a Santíssima Trindade (Cf. IGLH 9)

As virtudes teologais

Entramos na oração como entramos na Liturgia: pela porta estreita da fé. Por meio dos sinais de sua Presença, procuramos e desejamos a Face do Senhor, e é sua Palavra que queremos ouvir e guardar.

O Espírito Santo, que nos ensina a celebrar a Liturgia na expectativa da volta de Cristo, nos educa a orar na esperança. Por sua vez, a oração da Igreja e a oração pessoal alimentam em nós a esperança. Especialmente os salmos, com sua linguagem concreta e variada, nos ensinam a fixar nossa esperança em Deus: “Esperei ansiosamente pelo Senhor, Ele se inclinou para mim e ouviu o meu grito” (Sl 40,2). “Que o Deus da esperança vos cumule de toda alegria e paz em vossa fé, a fim de que pela ação do Espírito Santo a vossa esperança transborde” (Rm 15,13).

“A esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo, que nos foi dado” (Rm 5,5). A oração, formada pela vida litúrgica, tudo haure do Amor com que somos amados em Cristo e que nos concede responder-lhe, amando como Ele nos amou. O Amor é a fonte da oração; quem dela bebe atinge o cume da oração:

Meu Deus, eu vos amo, e meu único desejo é amar-vos até o último suspiro de minha vida. Meu Deus infinitamente amável, eu vos amo e preferiria morrer amando-vos a viver sem vos amar. Senhor, eu vos amo, e a única graça que vos peço é amar-vos eternamente… Meu Deus, se minha língua não pode dizer a cada instante que eu vos amo, quero que meu coração vo-lo repita tantas vezes quantas eu respiro (S. João Maria Vianney).

“Hoje”


Aprendemos a rezar em certos momentos ouvindo a Palavra do Senhor e participando do seu Ministério pascal, mas é em todos os tempos, nos acontecimentos de cada dia, que seu Espírito nos é oferecido para fazer jorrar a oração. O ensinamento de Jesus sobre a oração a nosso Pai esta na mesma linha que o ensinamento sobre a Providência (Cf. Mt 6,11-34). O tempo está nas mãos do Pai; no presente é que nós o encontramos, nem ontem, nem amanhã, mas hoje: “Oxalá ouvísseis hoje a sua voz! Não endureçais vossos corações” (Sl 95,8).

Orar nos acontecimentos de cada dia e de cada instante é um dos segredos do Reino revelados aos “pequeninos”, aos servos de Cristo, aos pobres das bem-aventuranças. É justo e bom orar para que a vinda do Reino de justiça e de paz influa na marcha da história, mas é também importante modelar pela oração a massa das humildes situações do cotidiano. Todas as formas de oração podem ser esse fermento ao qual o Senhor compara o Reino (Cf. Lc 13,20-21).

(Fonte: Catecismo da Igreja Católica nº 2652-2660)
sources: ENCONTRO COM CRISTO

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Como "escutar" Deus


headphones , silence

Você é daqueles que só falam, falam e falam na oração?


Há pessoas que, ao orar, fazem o sinal da cruz como se estivessem digitando o número telefónico do céu; depois, começam a pedir tudo aquilo de que precisam, ou a ler metodicamente orações impressas em santinhos, cadernos, folhetos; e quando terminam, fazem o sinal da cruz novamente como se estivessem guardando o fone de ouvido e vão embora, satisfeitas porque já "cumpriram" sua oração. Mas não vão deixar Deus dizer nada?

Estamos muito acostumados a falar, falar e falar na oração. É preciso equilibrar a balança. Não só falar, mas também escutar; não só pedir, mas também agradecer, louvar, adorar. E sobretudo deixar Deus falar.

Alguém poderia dizer: "Mas Deus não fala! Nunca me disse nada!". E a isso podemos responder: sim, Ele fala, mas você não ouviu porque estava ocupado demais falando de você mesmo.

Deus fala, em primeiro lugar, por meio da sua Palavra. Mas não somente. Fala também através de outros meios, alguns tão evidentes como as palavras do Papa Francisco, sempre certeiras, que nos comovem e fazem refletir. E pode falar através do comentário de uma pessoa, de algo que vivenciamos, ouvimos ou lemos aparentemente "por acaso".

Seria fantástico se dedicássemos alguns momentos a fazer um breve "retiro" no qual nos dediquemos sem pressa a abrir-nos ao que Deus possa querer nos dizer.

Podemos começá-lo ou terminá-lo indo à missa; passar também um tempo em adoração diante do Santíssimo; caminhar ou sentar-nos em meio a uma bela paisagem, talvez no jardim de algum convento ou parque.

E, para orar, seleccionar alguma passagem bíblica, talvez um dos textos da liturgia do dia, por exemplo, ou seu trecho favorito.

Também é possível aproveitar alguma mensagem do Papa; participar de algum retiro na paróquia ou comunidade religiosa; ou inclusive fazê-lo pela internet (existem retiros gratuitos que oferecem pregações em vídeo e também o material escrito para que a pessoa imprima, com reflexões e perguntas).

Enfim, as possibilidades são infinitas.

O importante é acostumar-nos a silenciar nossa própria voz para poder captar a de Deus.

Abrir o ouvido e o coração, e preparar-nos para acolher o que o Senhor quiser nos comunicar. Calar-nos um pouquinho, aprender a ouvir a voz de Deus.

sources: DESDE LA FE