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domingo, 8 de janeiro de 2017

Papa concede Ano Jubilar com Indulgência Plenária ao Santuário de Fátima


O Papa Francisco concedeu ao Santuário de Fátima um Ano Jubilar, no contexto dos 100 anos das Aparições de Nossa Senhora, com Indulgência Plenária até 26 de novembro.

“Confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do Santo Padre”, são as condições para que os fiéis “penitentes e animados de caridade” obtenham a Indulgência Plenária concedida pelo Santo Padre.

Segundo o site da Diocese Leiria-Fátima, poderão obter a Indulgência “os fiéis que visitarem em peregrinação o Santuário de Fátima e aí participarem devotamente em alguma celebração ou oração em honra da Virgem Maria, rezarem a oração do Pai-Nosso, recitarem o símbolo da fé (Credo) e invocarem Nossa Senhora de Fátima”

A mesma graça poderá ser obtida pelos fieis piedosos que “visitarem com devoção uma imagem de Nossa Senhora de Fátima exposta solenemente à veneração pública em qualquer templo, oratório ou local adequado, nos dias das aparições aniversárias (dia 13 de cada mês, de maio à outubro de 2017), e ali participarem devotamente em alguma celebração ou oração em honra da Virgem Maria, rezarem a oração do Pai - Nosso, recitarem o símbolo da fé (Credo) e invocarem Nossa Senhora de Fátima.

Aos fiéis que, “pela idade, doença ou outra causa grave, estejam impedidos de se deslocarem, se, arrependidos de todos os seus pecados e tendo firme intenção de realizar, assim que lhes for possível, as três condições abaixo indicadas, frente a uma pequena imagem de Nossa Senhora de Fátima, nos dias das aparições se unirem espiritualmente às celebrações jubilares, oferecendo com confiança a Deus misericordioso através de Maria as suas preces e dores, ou os sacrifícios da sua própria vida”.

Para obter a indulgência plenária, os fiéis, verdadeiramente penitentes e animados de caridade, devem cumprir ritualmente as seguintes condições: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do Santo Padre.

De acordo com o Direito Canônico, para alcançar a indulgência, que pode ser parcial ou plenária - conforme liberta parcial ou totalmente da sanção devida pelos pecados - requer-se, além da exclusão de qualquer apego ao pecado, o cumprimento da obra prescrita pela Igreja, os Sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia, bem como a oração pelas intenções do Papa.

(JE com Agência Ecclesiae)

CF Atualidades
De News.VA
Link http://www.news.va/pt/news/papa-concede-ano-jubilar-com-indulgencia-plenaria

domingo, 2 de agosto de 2015

Vergonha de confessar-se é uma graça, diz o Papa Francisco



O dia 2 de Agosto é o dia do Perdão de Assis e os fiéis podem obter indulgência plenária, recordou o Papa.


O Papa Francisco disse esta manhã em Roma que a vergonha que as pessoas sentem quando se vão confessar não só é normal, como é uma graça.

“Há pessoas que tem medo de se aproximar da confissão. Lá não encontramos um juiz severo, mas um pai imensamente misericordioso”, disse Francisco, recordando que este domingo, dia dois de Agosto, se assinala a indulgência da Porciúncula, ligada a São Francisco de Assis.

“É verdade que quando nos confessamos sentimos alguma vergonha, isso acontece a todos – a todos nós – mas devemos recordar-nos que também esta vergonha é uma graça que nos prepara para o abraço do Pai que sempre nos perdoa, que sempre perdoa tudo”, afirmou o Papa, no final da oração do Ângelus, na praça de São Pedro em Roma.

Segundo a tradição franciscana, São Francisco de Assis estava um dia a rezar na pequena capela da Porciúncula, em Assis, quando Jesus lhe apareceu e perguntou o que é que ele queria para a salvação das almas. O santo respondeu que todos os que fossem rezar a essa igreja, arrependidos e confessados, obtivessem um “generoso perdão”.

A indulgência da Porciúncula foi confirmada por sucessivos papas e alargada. Actualmente, estende-se a todos aqueles que, no dia 2 de Agosto, visitem uma igreja católica, rezem um Pai Nosso e o Credo e reúnam as demais condições para obtenção de indulgências plenárias, isto é, estarem confessados, comungarem e rezarem pelas intenções do Papa.

A teologia católica ensina que o pecado deixa duas marcas na alma do penitente, a culpa e a mancha, da mesma forma como uma agressão a outra pessoa envolve a culpa do agressor e a ferida do agredido. A confissão sacramental liberta o pecador da culpa, mas a mancha – neste caso a mancha na própria alma – perdura. Da mesma forma, uma pessoa agredida pode perdoar o seu agressor, mas a ferida permanece e tem de ser curada.

Estas manchas na alma devem ser limpas antes de se entrar no Céu, o que acontece segundo a tradição católica no purgatório. As indulgências, plenárias ou parciais, servem precisamente para remover essas manchas da alma, recorrendo para isso às graças de Jesus, de que a Igreja é fiel depositária


.por Filipe d’Avillez (RR)