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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Card. Vallini abrirá Porta Santa em Caravaca de la Cruz, Espanha


Um novo Jubileu terá início no próximo domingo, 8 de janeiro. Trata-se do Ano Santo de Caravaca de la Cruz, sul da Espanha, região de Murcia. A Porta Santa do Santuário será aberta pelo Cardeal Vigário de Roma, Agostino Vallini.

O Ano Santo de Caravaca - instituído pelo Papa João Paulo II - será um período de peregrinação, perdão e Indulgência Plenária àqueles se dirigirem ao Santuário que conserva um pedaço da Cruz de Jesus.

“O mais belo é que a misericórdia não acaba nunca – comenta Mons. Liberio Andreatta, responsável pela Obra Romana de Peregrinações, que incluiu esta meta entre as ofertas de 2017”.

“O Jubileu da Misericórdia – observa com alegria - recém concluiu-se e já se abre outro. A universalidade da Igreja faz com que a cada minuto do dia, em algum lugar do mundo, tenha uma celebração eucarística e um tempo de misericórdia. Este Jubileu na Espanha é a demonstração de que a Igreja está viva e a misericórdia é perene”.

Caravaca está a uma hora de distância pela estrada da capital Murcia. Sua história, entre devoções e lendas, está muito ligada ao histórico encontro entre muçulmanos e cristãos na Espanha. A fortaleza onde está o santuário, pertencia de fato a um Sultão, que segundo a tradição, converteu-se ao cristianismo ao ver de uma janela uma cruz transportada por dois anjos, enquanto um padre, seu prisioneiro, celebrava a missa. História esta evocada mais por folclore do que por relatos concretos.

As tantas procissões em Caravaca e em Murcia retratam os conflitos entre cristãos e muçulmanos.

“Existem inteiras cidades divididas entre “mouros” e “cristãos”, conforme as recitações que fazem nas festas populares e procissões” - referem funcionários locais de turismo religiosos, mas é somente folclore, festa popular”.

“A população local é 90% católica. Poucos são evangélicos e menos ainda muçulmanos, porque não é terra de desembarque de imigrantes”, comenta o Bispo de Murcia, Dom José Manuel Lorca Planes.

As relíquias da Cruz veneradas em Caravaca foram levadas ao local pelos Templários. Mais tarde, um incêndio destruiu tudo. Para manter a devoção popular no local, Roma doou fragmentos da Cruz, que são preservadas até o dia de hoje no Santuário.

Este local da Espanha também assiste a uma brusca diminuição nas vocações. Muitos conventos históricos dos Carmelitas Descalços foram transformados em albergues para peregrinos.

Em um deles, quem acolhe os hóspedes é um frei carmelita de Treviso, também Superior da pequena comunidade de quatro religiosos. “Buscamos manter a espiritualidade do local – explica – com quartos confortáveis e sóbrios, com uma frase das Escrituras em cada porta. Há também a capela para as missas”.

A cela de São João da Cruz permanece intacta, em um espaço dedicado a manter viva a memória carmelitana.

(je/ansa)

CF Atualidades
De News.VA
Link http://www.news.va/pt/news/card-vallini-abrira-porta-santa-em-caravaca-de-la

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Jubileu: Papa refere que «dor da humanidade e compaixão de Deus» encontram-se na Porta Santa


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Ano Santo foi tema da audiência pública desta quarta-feira no Vaticano

O Papa retomou hoje a reflexão à volta do Jubileu da Misericórdia, destacando a importância dos cristãos peregrinarem até às "Portas Santas" das suas dioceses e o que isso representa em termos de mudança para as suas vidas.

" Ao chegar à ‘Porta Santa’ todos trazem a sua vida com alegrias e sofrimentos, projetos e fracassos, dúvidas e medos para apresenta-los ao Senhor Misericordioso”, frisou Francisco durante a audiência pública semanal de hoje, no Vaticano.

Aos peregrinos reunidos na Sala Paulo VI, o Papa sublinhou que cada um quando chega à Porta Santa está confiante que o “Senhor está próximo” para o atender, para “oferecer a Sua poderosa palavra consoladora”: “Não chorem.”

Neste sentido, o pontífice disse que a Porta Santa da Misericórdia é o ponto de encontro entre “a dor da humanidade e compaixão de Deus” e depois de atravessada dá-se a peregrinação na misericórdia de Deus.

“A poderosa palavra de Jesus pode levantar-nos e também realiza em nós a passagem da morte para a vida. Sua palavra faz-nos reviver, dá esperança, reavivando corações cansados, abre para uma visão do mundo e da vida que vai além do sofrimento e da morte”, desenvolveu.

A reflexão desta quarta-feira do Papa foi inspirada na passagem do Evangelho de São Lucas (7,11-17), sobre a viuva de Naim e o seu filho.

Francisco apontou que a “ternura” de Jesus para com a viúva de Naim é mais importante que a ressurreição do seu filho e incentivou os peregrinos a lembrarem-se dessa narração quando atravessarem a Porta Santa da Misericórdia.

O Papa argentino comentou ainda que Jesus ao ressuscitar o filho da viúva de Naim e ao restituí-lo à sua mãe, torna-a mãe “pela segunda vez” e ambos “experimentam a misericórdia concreta do Senhor”.

Este milagre de Jesus “não foi uma ação de salvação” destinada apenas à viúva e ao seu filho ou um gesto de bondade limitada à cidade de Naim.

“No resgate misericordioso de Jesus, Deus vai ao encontro do seu povo, aparece nele e continuam a aparecer para a humanidade toda a graça de Deus.”, salientou.

O Papa comentou ainda que ao celebrar o Jubileu da Misericórdia desejava tê-lo “vivido em todas as Igrejas particulares e não apenas em Roma”, é como se a Igreja, em todo o mundo, se juntasse “à música de louvor ao Senhor”.

No final da audiência, o Papa saudou os peregrinos das diversas nacionalidades que encheram a Sala Paulo VI e de língua portuguesa, dirigiu-se especialmente aos de Portugal e do Brasil.

“Queridos amigos, a experiência da compaixão de misericordiosa de Deus deve levar-nos a trazer outros ao encontro com Jesus que espera cada homem e mulher na Porta da Misericórdia de todas as Igrejas particulares do mundo. Deus vos abençoe!”, disse Francisco.

CB/JCP

www.agencia.ecclesia.pt/

https://www.youtube.com/watch?v=CgsBJbiIpOI

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Informação Paroquial

Resultado de imagem para jubileu da misericórdia

A 8 Dezembro, Dia da Imaculada Conceição, o Papa Francisco dará inicio ao ANO SANTO DO JUBILEU DA MISERICÓRDIA, com abertura da Porta Santa da Basílica de S. Pedro em Roma.



Dia 13 de Dezembro, domingo, início do Ano Santo do Jubileu da Misericórdia, na Diocese de Portalegre Castelo Branco, com a abertura da porta Santa da Sé de Portalegre, às 19:00H com celebração presidida pelo Vigário Geral.

Se quiser participar nesta celebração, o autocarro partirá às 18:00H, do Largo Serpa Pinto ( Largo da Cadeia), mediante inscrição prévia junto da colaboradora habitual.

Celebração da Imaculada Conceição

Dia 8 de Dezembro, Terça - feira

Horário das Eucaristia:


ALEGRETE- 10.00H

ESPERANÇA- 11.00H

ARRONCHES- 12.00H

DEGOLADOS- 16.00H






sábado, 14 de março de 2015

JUBILEU DA MISERICÓRDIA


O Jubileu da Misericórdia vai ter início com a abertura da porta santa da Basílica de São Pedro, algo que não acontece desde 2000.

Esta porta é aberta apenas durante o Ano Santo, permanecendo fechada no resto do tempo, e existem portas santas nas quatro basílicas papais: São Pedro, São João de Latrão, São Paulo fora de muros e Santa Maria maior.

O rito inicial quer mostrar simbolicamente que aos fiéis é oferecido, no jubileu, um “percurso extraordinário” para a salvação, precisa um comunicado divulgado pela Santa Sé.

O anúncio solene do Ano Santo vai ter lugar com a leitura e publicação da bula pontifícia, junto da porta de São Pedro, no Domingo da Divina Misericórdia (12 de Abril), uma festa instituída por São João Paulo II e celebrada no domingo a
 seguir à Páscoa
.De 8 de Dezembro até Novembro de 2016, as igrejas serão convidadas a manterem-se abertas mais tempo para promover o sacramento da confissão.

"Será um ano santo da misericórdia". O Papa Francisco anunciou esta sexta-feira um Jubileu da Misericórdia. Começará a 8 de Dezembro deste ano e terminará a 20 de Novembro de 2016.
A convocatória foi feita no decorrer de uma cerimónia penitencial, no Vaticano. "Caros irmãos e irmãs, tenho pensado muito sobre como a Igreja pode tornar mais evidente a sua missão de ser testemunha da misericórdia. É um caminho que começa com uma conversão espiritual. Por isso, decidi convocar um jubileu extraordinário que terá no seu centro a misericórdia de Deus. Será um ano santo da misericórdia", disse Francisco.

"Estou convencido que toda a Igreja poderá encontrar neste jubileu a alegria de redescobrir e tornar fecunda a misericórdia de Deus, com a qual todos somos chamados a consolar os homens e as mulheres do nosso tempo", afirmou o Papa.

Durante este período será enfatizada a misericórdia de Deus pelos homens e as igrejas de todo o mundo serão convidadas a abrirem as suas portas mais tempo do que o costume, para promover o acesso ao sacramento da confissão, ou da reconciliação, como é conhecido também.

Tradição antiga

Francisco dá assim seguimento a uma longa tradição da Igreja, que começou com o Papa Bonifácio VIII, no ano 1300.

Na Bíblia, o povo de Israel celebrava um jubileu de 50 em 50 anos, como uma altura em que eram perdoadas dívidas e os escravos eram libertados.

Segundo uma nota publicada pelo Gabinete de Imprensa da Santa Sé, "a Igreja Católica deu ao jubileu judaico um significado mais espiritual. Este consiste num perdão geral, uma indulgência aberta a todos, e a possibilidade de renovar a relação com Deus e com o próximo. Logo, o ano jubilar é sempre uma oportunidade de aprofundar a fé e de viver com um renovado compromisso o testemunho cristão".

Segundo a mesma nota, "com o Jubileu da Misericórdia, o Papa Francisco chama a atenção para o Deus misericordioso que convida todos os homens e mulheres a regressar a ele. Este encontro com Deus inspira e nós a virtude da misericórdia".

Sempre que é convocado um ano jubilar, são abertas as portas santas das quatro basílicas de Roma. A abertura destas portas é uma forma simbólica de mostrar que os fiéis têm agora um novo caminho para chegar à salvação.

O Papa Francisco tem enfatizado muito a misericórdia de Deus durante o seu pontificado, dizendo em várias ocasiões que Deus nunca se cansa de perdoar os homens, como voltou a repetir esta sexta-feira. Durante a cerimónia penitencial, o Papa voltou a fazer como no ano passado e foi-se confessar, publicamente, antes de seguir para um confessionário para ouvir a confissão de outros.

Este é o primeiro ano jubilar convocado desde o grande jubileu do pontificado de João Paulo II, para o ano 2000.

Filipe d’Avillez