Mostrar mensagens com a etiqueta Jubileu. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jubileu. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 30 de setembro de 2025

Jubileu: Papa desafia catequistas a promover «relacionamento com Jesus», nas novas gerações

 





Cidade do Vaticano, 27 set 2025 (Ecclesia) – O Papa presidiu hoje a uma audiência pública extraordinária, no Ano Santo que a Igreja Católica está a celebrar, deixando indicações a milhares de catequistas de todo o mundo, presentes para o seu Jubileu.

“Ao instruir outras pessoas na fé, tenham em mente a importância de ensiná-las a cultivar um relacionamento com Jesus. Que o Seu amor reavive em todos nós a esperança que não dececiona. Deus abençoe todos”, disse Leão XIV, nas saudações aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.

O Jubileu dos Catequistas decorre em Roma desde sexta-feira, reunindo mais de 20 mil peregrinos de 115 países; mais de 800 catequistas de Portugal estão presentes em Roma, em representação das dioceses do país.

O Papa convidou estes peregrinos a “servir generosamente a Igreja, irradiando esperança”.

“Que as graças obtidas no Ano Santo vos fortaleçam no vosso importante ministério de semear a semente do Evangelho nos corações dos jovens, enquanto enfrentais desafios difíceis. Ouvi o sentido da fé do povo de Deus”, recomendou.

A reflexão inicial abordou o tema da esperança, centro do Jubileu convocado por Francisco e agora presidido por Leão XIV.

Depois de saudar, em papamóvel, os participantes na audiência jubilar, o pontífice deixou um elogio às “pessoas de alma humilde”, capazes de “tornar-se pequenas segundo o Evangelho para intuir e servir os sonhos de Deus”.

“Os pequenos intuem. Eles têm o ‘sensus fidei’, que é como um sexto sentido das pessoas simples para as coisas de Deus. Deus é simples e revela-se aos simples. Por isso, há uma infalibilidade do povo de Deus na fé, da qual a infalibilidade do Papa é expressão e serviço”, sustentou.

Leão XIV deu como exemplo destaca capacidade a história de Santo Ambrósio, que antes de se tornar bispo era governador em Milão, no século IV, momento em que “a Igreja estava dilacerada por grandes conflitos e a eleição do novo bispo estava a transformar-se num verdadeiro tumulto”.

Uma criança terá gritado “Ambrósio bispo” e a população uniu-se ao grito, num momento em que o futuro santo era “apenas um catecúmeno, ou seja, estava a preparar-se para o batismo”.

“Ainda hoje, esta é uma graça a pedir: tornar-se cristão enquanto se vive o chamamento recebido”, acrescentou o Papa.

Intuir é uma forma de esperar, não o esqueçamos! É também assim que Deus faz avançar a sua Igreja, mostrando-lhe novos caminhos.”

No final da audiência, Leão XIV deixou uma saudação aos peregrinos de língua portuguesa, em especial aos catequistas.

“Que nunca vos falte nem coragem nem dedicação no anúncio da boa nova de Jesus, em particular às crianças, para que elas cresçam intuindo que Deus as ama e tem para elas grandes sonhos. De coração, abençoo todos”, declarou.

O Papa recordou ainda a guerra na Ucrânia, pedindo a intercessão do padre Pedro Paulo Oros, martirizado em 1953, durante a perseguição comunista, e que foi hoje beatificado.

“Invocamos a intercessão deste novo beato para que conceda ao amado povo ucraniano a força para perseverar na fé e na esperança, não obstante a tragédia da guerra”, apelou.

Leão XIV recordou que “quando a Igreja greco-católica foi proibida”, o novo beato “manteve-se fiel ao sucessor de Pedro e continuou corajosamente a exercer o seu ministério clandestinamente, consciente dos riscos”.

OC

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Card. Vallini abrirá Porta Santa em Caravaca de la Cruz, Espanha


Um novo Jubileu terá início no próximo domingo, 8 de janeiro. Trata-se do Ano Santo de Caravaca de la Cruz, sul da Espanha, região de Murcia. A Porta Santa do Santuário será aberta pelo Cardeal Vigário de Roma, Agostino Vallini.

O Ano Santo de Caravaca - instituído pelo Papa João Paulo II - será um período de peregrinação, perdão e Indulgência Plenária àqueles se dirigirem ao Santuário que conserva um pedaço da Cruz de Jesus.

“O mais belo é que a misericórdia não acaba nunca – comenta Mons. Liberio Andreatta, responsável pela Obra Romana de Peregrinações, que incluiu esta meta entre as ofertas de 2017”.

“O Jubileu da Misericórdia – observa com alegria - recém concluiu-se e já se abre outro. A universalidade da Igreja faz com que a cada minuto do dia, em algum lugar do mundo, tenha uma celebração eucarística e um tempo de misericórdia. Este Jubileu na Espanha é a demonstração de que a Igreja está viva e a misericórdia é perene”.

Caravaca está a uma hora de distância pela estrada da capital Murcia. Sua história, entre devoções e lendas, está muito ligada ao histórico encontro entre muçulmanos e cristãos na Espanha. A fortaleza onde está o santuário, pertencia de fato a um Sultão, que segundo a tradição, converteu-se ao cristianismo ao ver de uma janela uma cruz transportada por dois anjos, enquanto um padre, seu prisioneiro, celebrava a missa. História esta evocada mais por folclore do que por relatos concretos.

As tantas procissões em Caravaca e em Murcia retratam os conflitos entre cristãos e muçulmanos.

“Existem inteiras cidades divididas entre “mouros” e “cristãos”, conforme as recitações que fazem nas festas populares e procissões” - referem funcionários locais de turismo religiosos, mas é somente folclore, festa popular”.

“A população local é 90% católica. Poucos são evangélicos e menos ainda muçulmanos, porque não é terra de desembarque de imigrantes”, comenta o Bispo de Murcia, Dom José Manuel Lorca Planes.

As relíquias da Cruz veneradas em Caravaca foram levadas ao local pelos Templários. Mais tarde, um incêndio destruiu tudo. Para manter a devoção popular no local, Roma doou fragmentos da Cruz, que são preservadas até o dia de hoje no Santuário.

Este local da Espanha também assiste a uma brusca diminuição nas vocações. Muitos conventos históricos dos Carmelitas Descalços foram transformados em albergues para peregrinos.

Em um deles, quem acolhe os hóspedes é um frei carmelita de Treviso, também Superior da pequena comunidade de quatro religiosos. “Buscamos manter a espiritualidade do local – explica – com quartos confortáveis e sóbrios, com uma frase das Escrituras em cada porta. Há também a capela para as missas”.

A cela de São João da Cruz permanece intacta, em um espaço dedicado a manter viva a memória carmelitana.

(je/ansa)

CF Atualidades
De News.VA
Link http://www.news.va/pt/news/card-vallini-abrira-porta-santa-em-caravaca-de-la

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

6 reflexões extraordinárias do Papa Francisco sobre o Jubileu da Misericórdia recém-terminado

"O nome de Deus é misericórdia... Amor a Deus e amor ao próximo são dois amores inseparáveis... A Igreja não é um time de futebol que busca torcedores"

6 reflexões extraordinárias do Papa Francisco sobre o Jubileu da Misericórdia recém-terminado



A jornalista Stefania Falasca, do jornal italiano Avvenire, entrevistou o Papa Francisco a respeito do encerramento do Jubileu da Misericórdia e da busca da união entre os cristãos.

Confira alguns trechos, com destaque para 6 reflexões inspiradoras:

“O Omnipotente tem péssima memória. Quando Ele perdoa você, Ele se esquece do seu pecado”
Quem descobre que é muito amado começa a sair daquela solidão ruim, daquela separação que leva a odiar os outros e a si mesmo. Eu espero que muitas pessoas tenham descoberto que são muito amadas por Jesus e tenham se deixado abraçar por Ele. A misericórdia é o nome de Deus e é também a “fraqueza” dele, o ponto fraco dele. A misericórdia de Deus o leva sempre ao perdão, a esquecer os nossos pecados. Eu gosto de pensar que o Omnipotente tem uma péssima memória. Quando Ele perdoa você, Ele se esquece [do seu pecado]. Porque Ele é feliz em perdoar. Para mim, isso basta. Assim como para a mulher adúltera do Evangelho, “que muito amou”. “Porque Ele muito amou”. Todo o cristianismo está aqui.

“Amor a Deus e amor ao próximo são dois amores inseparáveis”
Jesus não pede grandes gestos, apenas o abandono e o reconhecimento. Santa Teresa de Lisieux, que é doutora da Igreja, na sua “pequena via” para Deus, indica o abandono da criança, que adormece sem reservas nos braços do seu pai, e lembra que a caridade não pode permanecer fechada no fundo. Amor a Deus e amor ao próximo são dois amores inseparáveis.

“O nome de Deus é misericórdia (Bento XVI)”

[O Jubileu] Foi um processo que amadureceu no tempo, por obra do Espírito Santo. Antes de mim, houve São João XXIII que, com a Gaudet mater Ecclesia, no “remédio da misericórdia”, indicou o caminho a seguir na abertura do Concílio; depois, o Bem-aventurado Paulo VI, que, na história do Samaritano, viu o seu paradigma. Depois, houve o ensinamento de São João Paulo II, com a sua segunda encíclica, Dives in misericordia, e a instituição da Festa da Divina Misericórdia. Bento XVI disse que “o nome de Deus é misericórdia”. São todos pilares. Assim, o Espírito leva adiante os processos na Igreja, até o cumprimento.

“A Igreja existe somente como instrumento para comunicar às pessoas o desígnio misericordioso de Deus”
Fazer a experiência vivida do perdão que abarca a família humana inteira é a graça que o ministério apostólico anuncia. A Igreja existe somente como instrumento para comunicar às pessoas o desígnio misericordioso de Deus. No Concílio, a Igreja sentiu a responsabilidade de estar no mundo como sinal vivo do amor do Pai. Com a Lumen gentium, ela voltou para as fontes da sua natureza, ao Evangelho. Ele desloca o eixo da concepção cristã de um certo legalismo, que pode ser ideológico, à Pessoa de Deus que se fez misericórdia na encarnação do Filho. Alguns continuam não compreendendo, ou branco ou preto, mesmo que seja no fluxo da vida que se deve discernir. O Concílio nos disse isso. Os historiadores, porém, dizem que um Concílio, para ser bem absorvido pelo corpo da Igreja, precisa de um século… Nós estamos na metade.

“Quanto às opiniões, sempre é preciso distinguir o espírito com o qual são ditas. Quando não há um mau espírito, elas também ajudam a caminhar”

O próprio Jesus reza ao Pai para pedir que os seus sejam uma coisa só, para que assim o mundo creia. É a Sua oração ao Pai. Desde sempre, o bispo de Roma é chamado a conservar, a buscar e servir essa unidade. Sabemos também que não podemos curar por nós mesmos as feridas das nossas divisões, que dilaceram o corpo de Cristo. Portanto, não podem ser impostos projectos ou sistemas para voltarmos a estar unidos. Para pedir a unidade entre nós, cristãos, só podemos olhar para Jesus e pedir que o Espírito Santo atue entre nós. Que seja Ele que faça a unidade. No encontro de Lund com os luteranos, eu repeti as palavras de Jesus, quando diz aos seus discípulos: “Sem mim, vocês não podem fazer nada”. O encontro com a Igreja Luterana em Lund foi um passo a mais no caminho ecuménico que iniciou há 50 anos e em um diálogo teológico luterano-católico que deu os seus frutos com a Declaração Comum, assinada em 1999, sobre a doutrina da Justificação, isto é, sobre como Cristo nos torna justos salvando-nos com a Sua Graça necessária, ou seja, o ponto a partir do qual tinham partido as reflexões de Lutero. Portanto, voltar ao essencial da fé para redescobrir a natureza daquilo que nos une. Antes de mim, Bento XVI tinha ido para Erfurt e ele tinha falado cuidadosamente sobre isso, com muita clareza. Ele tinha repetido que a pergunta sobre “como eu posso ter um Deus misericordioso?” tinha penetrado no coração de Lutero e estava por trás de toda a sua busca teológica e interior. Houve uma purificação da memória. Lutero queria fazer uma reforma que devia ser como um remédio. Depois, as coisas se cristalizaram, se misturaram aos interesses políticos da época, e acabou-se no cuius regio eius religio, pelo qual era preciso seguir a confissão religiosa de quem tinha o poder. Eu sigo o Concílio. Quanto às opiniões, sempre é preciso distinguir o espírito com o qual são ditas. Quando não há um mau espírito, elas também ajudam a caminhar. Outras vezes, logo se vê que as críticas são feitas aqui e ali para justificar uma posição já assumida, não são honestas, são feitas com mau espírito para fomentar divisão. Logo se vê que certos rigorismos nascem de uma falta, de querer esconder dentro de uma armadura a própria triste insatisfação. Se você assistir ao filme “A festa de Babette”, há esse comportamento rígido.

“Todo proselitismo entre cristãos é pecaminoso. A Igreja não é um time de futebol que busca torcedores”

Servir aos pobres significa servir a Cristo, porque os pobres são a carne de Cristo. E, se servimos aos pobres juntos, isso significa que nós, cristãos, nos reencontramos unidos ao tocar as chagas de Cristo. Eu penso no trabalho que, depois do encontro de Lund, a Cáritas e as organizações de caridade luteranas podem fazer juntas. Não é uma instituição, é um caminho. Certos modos de contrapor as “coisas da doutrina” às “coisas da caridade pastoral”, ao contrário, não estão de acordo com o Evangelho e criam confusão. A Declaração Conjunta sobre a Justificação é a base para poder continuar o trabalho teológico. O estudo teológico deve seguir em frente. Há o trabalho que está sendo feito pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. O caminho teológico é importante, mas sempre junto com o caminho de oração, fazendo, juntos, obras de caridade. Obras que são visíveis. A unidade não se faz porque nos colocamos de acordo entre nós, mas porque caminhamos seguindo Jesus. E caminhando por obra daquele que seguimos, podemos nos descobrir unidos. É o caminhar atrás de Jesus que une. Converter-se significa deixar que o Senhor viva e opere em nós. Assim, descobrimos que nos encontramos unidos também na nossa missão comum de anunciar o Evangelho. Caminhando e trabalhando juntos, percebemos que já estamos unidos no nome do Senhor, e que, portanto, não somos nós que criamos a unidade. Percebemos que é o Espírito que nos impele e nos leva para a frente. Se você é dócil ao Espírito, será Ele que irá lhe dizer o passo que pode dar. O resto é Ele quem faz. Não podemos ir atrás de Cristo se Ele não nos leva, se o Espírito não nos impulsiona com a Sua força. Por isso, é o Espírito o artífice da unidade entre os cristãos. É por isso que eu digo que a unidade se faz caminhando, porque a unidade é uma graça que se deve pedir, e também porque eu repito que todo proselitismo entre cristãos é pecaminoso. A Igreja nunca cresce por proselitismo, mas “por atracção”, como escreveu Bento XVI. O proselitismo entre os cristãos, portanto, é em si mesmo um pecado grave. Porque contradiz a própria dinâmica de como nos tornamos e permanecemos cristãos. A Igreja não é um time de futebol que busca torcedores. O encontro de Lund, assim como todos os outros passos ecuménicos, também foi um passo à frente para levar a compreender o escândalo da divisão, que fere o corpo de Cristo e que, também diante do mundo, não podemos nos permitir. Como podemos dar testemunho da verdade do amor se brigamos, se nos separarmos entre nós? Quando eu era criança, não se falava com os protestantes. Havia um sacerdote em Buenos Aires que, quando os evangélicos vinham rezar com as barracas, ele mandava o grupo de jovens queimá-las. Agora, os tempos mudaram. O escândalo deve ser superado simplesmente fazendo as coisas juntos, com gestos de unidade e de fraternidade.

origem: http://pt.aleteia.org/

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Papa convida a "manter a porta aberta" em final de Jubileu



O Papa Francisco presidiu, neste domingo, Solenidade de Cristo Rei, à missa de encerramento do Jubileu da Misericórdia com o encerramento da Porta Santa da Basílica de São Pedro que só voltará a ser aberta no próximo ano santo.

Na sua homilia o Papa convidou os crentes a "não fechar a porta" que o Jubileu da Misericórdia abriu e que "nos permitiu voltar ao essencial":

"Este Ano da Misericórdia convidou-nos a descobrir novamente o centro, a regressar ao essencial. Este tempo de misericórdia chama-nos a contemplar o verdadeiro rosto do nosso Rei, aquele que brilha na Páscoa, e a descobrir novamente o rosto jovem e belo da Igreja, que brilha quando é acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no amor, missionária".

O Papa afirmou que a "misericórdia leva-nos ao coração do Evangelho, anima-nos também a renunciar a hábitos e costumes que possam obstaculizar o serviço ao reino de Deus, a encontrar a nossa orientação apenas na realeza perene e humilde de Jesus, e não na acomodação às realezas precárias e aos poderes mutáveis de cada época".

No último domingo do ano litúrgico, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, Francisco tomou o evangelho do domingo para deixar um aviso a todos os cristãos:

Neste dia "seria demasiado pouco crer que Jesus é Rei do universo e centro da história, sem fazê-Lo tornar-Se Senhor da nossa vida. Tudo aquilo será vão, se não O acolhermos pessoalmente e se não acolhermos também o seu modo de reinar".

Olhando para o trecho do texto bíblico que narra a morte de Jesus e o gozo de tantos que há sua volta Francisco afirmou que este sinal nos mostra que "verdadeiramente não é deste mundo o reino de Jesus; mas precisamente nele – diz-nos o apóstolo Paulo na segunda leitura – é que encontramos a redenção e o perdão. Porque a grandeza do seu reino não está na força segundo o mundo, mas no amor de Deus, um amor capaz de alcançar e restaurar todas as coisas".

Olhando para a misericórdia do Mestre perante o ladrão que com ele morria o papa argentino prosseguiu:

"Cristo abaixou-Se até nós, viveu a nossa miséria humana, provou a nossa condição mais ignóbil. A injustiça, a traição, o abandono; experimentou a morte, o sepulcro, a morada dos mortos. Assim se aventurou o nosso Rei até aos confins do universo, para abraçar e salvar todo o vivente. Não nos condenou, nem sequer nos conquistou, nunca violou a nossa liberdade, mas abriu caminho com o amor humilde, que tudo desculpa, tudo espera, tudo suporta".

No final da sua homilia Francisco deixou um pedido sob a forma de oração:

"Peçamos a graça de não fechar jamais as portas da reconciliação e do perdão, mas saber ultrapassar o mal e as divergências, abrindo todas as vias possíveis de esperança. Assim como Deus acredita em nós próprios, infinitamente para além dos nossos méritos, assim também nós somos chamados a infundir esperança e a dar uma oportunidade aos outros. Com efeito, embora se feche a Porta Santa, continua sempre escancarada para nós a verdadeira porta da misericórdia que é o Coração de Cristo".

Publicado em http://www.educris.com/

domingo, 13 de novembro de 2016

Final do Jubileu da Misericórdia- Encerramento das Portas Santas



Vaticano: «Deus nunca nos abandona» - Papa Francisco


13 nov 2016 (Ecclesia) – O Papa aludiu hoje no Vaticano à conclusão do Jubileu da Misericórdia, na sua semana final, e disse que os católicos devem viver com a certeza de que Deus “nunca” os abandona.

“Deus não nos abandona nunca. Devemos ter esta certeza no coração: Deus não nos abandona nunca”, declarou, perante peregrinos e visitantes reunidos na Praça de São Pedro para a recitação da oração do ângelus.

Este domingo, nas catedrais e santuários de todo o mundo, são fechadas as Portas da Misericórdia abertas no Ano Santo extraordinário convocado por Francisco, que se iniciou em dezembro de 2015.

A porta da Basílica de São Pedro vai ser fechada no próximo domingo, encerrando assim o Jubileu da Misericórdia.

O Papa espera que esta iniciativa ajude todos a “construir um mundo melhor, apesar das dificuldades e dos acontecimentos tristes que marcam a existência pessoal e coletiva”:

“O Ano Santo levou-nos, por um lado, a ter o olhar centrado no cumprimento do Reino de Deus e, por outro, a construir o futuro nesta terra, trabalhando para evangelizar o presente, fazendo dele um tempo de salvação para todos”, referiu.

Como sinal do Jubileu da Misericórdia, vai ficar exposto na Basílica de São Pedro o mais antigo crucifixo de madeira ali existente, datado do século XIV, após ter sido restaurado.

Francisco associou-se ainda à jornada de agradecimento “pelos frutos da terra e do trabalho humano” que a Igreja Católica celebra anualmente na Itália, com votos de uma agricultura “sustentável”, sem esquecer “os que estão privados de bens essenciais como a comida e a água”.

OC

                              

Também na nossa Diocese foram encerradas as Portas Santas.
Dom Antonino Dias fez o encerramento da Porta Santa em Castelo Branco, D. Augusto César em Abrantes e o Cónego Emanuel acompanhado pelo arcipreste de Portalegre e respectivos padres e diáconos, a Porta Santa de Portalegre.
Cónego Emanuel na homilia falou da Misericórdia , das vivências deste ano santo, da importância do perdão e sobretudo do AMOR, do amor pelos outros, do caminho para Cristo e do amor de Deus que nunca nos abandona. Todos temos necessidade de ser perdoados por Deus. Por isso, não excluamos ninguém, Pelo contrário, com humildade e simplicidade sejamos instrumentos da misericórdia do Pai.
Exortou todos a formar uma família de irmãos e irmãs, na justiça, na solidariedade e na paz, e a fazer parte da Igreja, Corpo de Cristo, recordando que Jesus nos convida a ir a Ele para encontrar descanso.
No final leu uma carta do D. Antonino que recordava palavras de do Papa Francisco sobre a Misericórdia e exortava que em todas as Diocese se levantassem estruturas fixas de Misericórdia. Neste sentido anunciou que na nossa diocese após as consultas devidas, a diocese oferecia a casa e terrenos anexos à cooperativa designada por CERCI Portalegre, casa que já ocupavam desde 2014.
O som de Magnificat, cantado pelo coro da Sé fez o encerramento deste Ano Jubilar da Misericórdia.

















MHR

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Jubileu: 800 padres nomeados pelo Papa para perdoar pecados «reservados»



«Missionários da Misericórdia» são um dos símbolos do Ano Santo extraordinário


Cidade do Vaticano, 04 dez 2015 (Ecclesia) - O Vaticano revelou hoje que o Ano Santo extraordinário, com início marcado para terça-feira, vai ter 800 “missionários da misericórdia”, padres nomeados pelo Papa, com a faculdade de perdoar pecados reservados à Santa Sé.

“Os missionários são sacerdotes oriundos das diversas partes do mundo e foram indicados pelos próprios bispos para assumir este serviço particular”, disse em conferência de imprensa D. Rino Fisichella, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, organismo responsável pela organização dos eventos do Jubileu (8 de dezembro de 2015-20 de novembro de 2016).

Estes missionários vão receber no início da Quaresma do próximo ano um “mandato”, por parte do Papa, para serem “pregadores da misericórdia e confessores cheios de misericórdia”, como sinal da “proximidade e do perdão de Deus para todos”.

Entre os chamados pecados “reservados”, que só podem ser perdoados pela Santa Sé (Penitenciaria Apostólica), estão a profanação da Eucaristia, a violação do sigilo sacramental (por parte de um sacerdote) ou a violência física contra o Papa, por exemplo.

Por outro lado, como já tinha sido anunciado, durante todo o Ano Santo extraordinário qualquer sacerdote vai poder absolver o pecado do aborto, uma faculdade atualmente concedida aos bispos, que a podem delegar a penitenciários de algumas basílicas e santuários.

Francisco incluiu entre as indicações para o Jubileu extraordinário da Misericórdia uma disposição particular para as “as mulheres que recorreram ao aborto”, recordando que o perdão de Deus “não pode ser negado a quem quer que esteja arrependido”.

“Também por este motivo, não obstante qualquer disposição em contrário, decidi conceder a todos os sacerdotes para o Ano Jubilar a faculdade de absolver do pecado de aborto quantos o cometeram e, arrependidos de coração, pedirem que lhes seja perdoado”, determina.

O Papa decidiu ainda que todos os católicos se vão poder confessar de forma válida, durante o Jubileu, a sacerdotes Fraternidade Sacerdotal São Pio X, fundada por D. Marcel Lefèbvre (1905-1991).

OC

terça-feira, 5 de maio de 2015

Divulgado calendário do Jubileu da Misericórdia.


 

Logo do Jubileu da Misericórdia foi apresentado na manha de terça-feira (05/05) – RV

Cidade do Vaticano – A programação e o logotipo do Jubileu extraordinário da misericórdia foram apresentados esta manhã (05/05) aos jornalistas, em coletiva na Sala de Imprensa da Santa Sé.

Os detalhes foram expostos pelo Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella – responsável pela organização do evento.

De acordo com o Arcebispo, a ideia do Jubileu nasceu em 29 de agosto do ano, quando Francisco lhe manifestou o desejo de convocá-lo. “Conseguimos manter um segredo pontifício”, declarou satisfeito, pois o anúncio “da surpresa” foi feito somente no dia 14 de março deste ano.

Dom Fisichella recordou que o Jubileu da Misericórdia “não é e não deseja ser o Grande Jubileu do Ano 2000. Qualquer comparação, portanto, não tem sentido, porque cada Ano Santo tem as suas peculiaridades e as próprias finalidades”. Trata-se, sobretudo de um Jubileu temático, que assenta fortemente no conteúdo central da fé e pretende recordar à Igreja a sua missão prioritária de ser sinal e testemunho da misericórdia em todos os aspectos da sua vida pastoral.

O Arcebispo explicou que o Papa deseja que este Jubileu não seja vivido somente em Roma, mas também nas Igrejas locais. Pela primeira vez na história dos Jubileus, é oferecida a possibilidade de abrir a Porta Santa – Porta da Misericórdia – nas próprias dioceses, particularmente na Catedral ou numa igreja especialmente significativa ou num Santuário nomeadamente importante para os peregrinos.

Logotipo

Dom Fisichella apresentou também o logotipo do Jubileu, que representa uma “suma teológica” da misericórdia e do lema que o acompanha. No lema, tirado de Lc 6,36, Misericordiosos como o Pai, propõe-se viver a misericórdia seguindo o exemplo do Pai, que pede para não julgar e não condenar, mas perdoar e dar amor e perdão sem medida (cf. Lc 6,37-38). O logotipo é obra do padre jesuíta M. I. Rupnik. A imagem mostra o Filho que carrega aos seus ombros o homem perdido.

“O desenho é feito de tal forma que realça o Bom Pastor que toca profundamente a carne do homem e o faz com tal amor capaz de lhe mudar a vida. Além disso, um detalhe não é esquecido: o Bom Pastor com extrema misericórdia carrega sobre si a humanidade, mas os seus olhos confundem-se com os do homem.”

A cena é colocada dentro da amêndoa, também esta é uma figura cara da iconografia antiga e medieval que recorda a presença das duas naturezas, divina e humana, em Cristo. As três ovais concêntricas, de cor progressivamente mais clara para o exterior, sugerem o movimento de Cristo que conduz o homem para fora da noite do pecado e da morte. Por outro lado, a profundidade da cor mais escura também sugere o mistério do amor do Pai que tudo perdoa.

Calendário

Dom Fisichella apresentou ainda o calendário das celebrações, que têm início oficialmente em 8 de dezembro deste ano. “Quisemos que o primeiro evento fosse dedicado a todos aqueles que trabalham na peregrinação, de 19 a 21 de janeiro de 2016. É um sinal que pretendemos dar para deixar claro que o Ano Santo é uma verdadeira peregrinação e deve ser vivida como tal. Pediremos aos peregrinos para fazer um percurso a pé, preparando-se assim para atravessar a Porta Santa com o espírito de fé e de devoção.”

No dia 3 de abril haverá uma celebração destinada a todas as pessoas que se revêm na espiritualidade da misericórdia (movimentos, associações, institutos religiosos). Todas as pessoas do voluntariado caritativo, por sua vez, serão convocadas no dia 4 de setembro. A esfera da espiritualidade mariana terá o seu dia em 9 de outubro para celebrar a Mãe da Misericórdia.

Não faltam eventos dedicados especificamente aos adolescentes crismados: 24 de abril. E os jovens do mundo inteiro são convocados em Cracóvia para a Jornada Mundial da Juventude de 26 a 31 julho.

Outro evento será destinado aos diáconos que por vocação e ministério são chamados a presidir à caridade na vida da comunidade cristã. Para eles haverá o Jubileu a 29 de maio. No 160º aniversário da Festa do Sagrado Coração de Jesus, a 3 de junho, celebrar-se-á o Jubileu dos Sacerdotes. Em 25 de setembro será o Jubileu dos catequistas e das catequistas. Em 12 de junho, haverá o encontro dirigido a todos os doentes, às pessoas com deficiência e àqueles que com amor e dedicação cuidam deles. Em 6 de novembro será celebrado o Jubileu dos presos – um evento inédito. Espera-se que não seja realizado somente nas prisões, mas está sendo estudada a possibilidade para que alguns prisioneiros possam ter a oportunidade de celebrar com o Papa Francisco, em São Pedro, o seu próprio Ano Santo.

Outra novidade será o “missionário da misericórdia” – um sacerdote que seja nas paróquias e dioceses a extensão do Papa Francisco. O “missionário” – cujo envio será feito pelo Papa na Quarta-feira de Cinzas – deverá três características: paciente, bom pregador e bom confessor. A modalidade de escolha dos sacerdotes, que poderão ser também bispos eméritos, ainda está sendo estudada.

Site

O website oficial do Jubileu já foi publicado: www.iubilaeummisericordiae.va , acessível em www.im.va . O website está disponível em sete línguas: italiano, inglês, espanhol, português, francês, alemão e polaco.

No website podem-se encontrar as informações oficiais acerca do calendário dos principais eventos públicos, as indicações para a participação nos eventos com o Santo Padre e todas as outras comunicações oficiais relativas ao Jubileu.

As redes sociais também serão utilizadas para promover o evento, e um aplicativo especial está sendo estudado. Haverá também subsídios divididos em cinco livros, com textos pertinentes à misericórdia.

Segurança

Na próxima semana, haverá a primeira reunião bilateral entre representantes da Santa Sé e autoridades italianas. Na pauta, entre outros temas, a questão da segurança.

“Acreditamos que o tema da Misericórdia com a qual o Papa Francisco colocou a Igreja no caminho jubilar possa ser um momento de verdadeira graça para todos os cristãos e um despertar para continuar no percurso da nova evangelização e conversão pastoral que o Papa nos indicou”, finalizou Dom Rino Fisichella.

Fonte: Rádio Vaticano

sábado, 14 de março de 2015

JUBILEU DA MISERICÓRDIA


O Jubileu da Misericórdia vai ter início com a abertura da porta santa da Basílica de São Pedro, algo que não acontece desde 2000.

Esta porta é aberta apenas durante o Ano Santo, permanecendo fechada no resto do tempo, e existem portas santas nas quatro basílicas papais: São Pedro, São João de Latrão, São Paulo fora de muros e Santa Maria maior.

O rito inicial quer mostrar simbolicamente que aos fiéis é oferecido, no jubileu, um “percurso extraordinário” para a salvação, precisa um comunicado divulgado pela Santa Sé.

O anúncio solene do Ano Santo vai ter lugar com a leitura e publicação da bula pontifícia, junto da porta de São Pedro, no Domingo da Divina Misericórdia (12 de Abril), uma festa instituída por São João Paulo II e celebrada no domingo a
 seguir à Páscoa
.De 8 de Dezembro até Novembro de 2016, as igrejas serão convidadas a manterem-se abertas mais tempo para promover o sacramento da confissão.

"Será um ano santo da misericórdia". O Papa Francisco anunciou esta sexta-feira um Jubileu da Misericórdia. Começará a 8 de Dezembro deste ano e terminará a 20 de Novembro de 2016.
A convocatória foi feita no decorrer de uma cerimónia penitencial, no Vaticano. "Caros irmãos e irmãs, tenho pensado muito sobre como a Igreja pode tornar mais evidente a sua missão de ser testemunha da misericórdia. É um caminho que começa com uma conversão espiritual. Por isso, decidi convocar um jubileu extraordinário que terá no seu centro a misericórdia de Deus. Será um ano santo da misericórdia", disse Francisco.

"Estou convencido que toda a Igreja poderá encontrar neste jubileu a alegria de redescobrir e tornar fecunda a misericórdia de Deus, com a qual todos somos chamados a consolar os homens e as mulheres do nosso tempo", afirmou o Papa.

Durante este período será enfatizada a misericórdia de Deus pelos homens e as igrejas de todo o mundo serão convidadas a abrirem as suas portas mais tempo do que o costume, para promover o acesso ao sacramento da confissão, ou da reconciliação, como é conhecido também.

Tradição antiga

Francisco dá assim seguimento a uma longa tradição da Igreja, que começou com o Papa Bonifácio VIII, no ano 1300.

Na Bíblia, o povo de Israel celebrava um jubileu de 50 em 50 anos, como uma altura em que eram perdoadas dívidas e os escravos eram libertados.

Segundo uma nota publicada pelo Gabinete de Imprensa da Santa Sé, "a Igreja Católica deu ao jubileu judaico um significado mais espiritual. Este consiste num perdão geral, uma indulgência aberta a todos, e a possibilidade de renovar a relação com Deus e com o próximo. Logo, o ano jubilar é sempre uma oportunidade de aprofundar a fé e de viver com um renovado compromisso o testemunho cristão".

Segundo a mesma nota, "com o Jubileu da Misericórdia, o Papa Francisco chama a atenção para o Deus misericordioso que convida todos os homens e mulheres a regressar a ele. Este encontro com Deus inspira e nós a virtude da misericórdia".

Sempre que é convocado um ano jubilar, são abertas as portas santas das quatro basílicas de Roma. A abertura destas portas é uma forma simbólica de mostrar que os fiéis têm agora um novo caminho para chegar à salvação.

O Papa Francisco tem enfatizado muito a misericórdia de Deus durante o seu pontificado, dizendo em várias ocasiões que Deus nunca se cansa de perdoar os homens, como voltou a repetir esta sexta-feira. Durante a cerimónia penitencial, o Papa voltou a fazer como no ano passado e foi-se confessar, publicamente, antes de seguir para um confessionário para ouvir a confissão de outros.

Este é o primeiro ano jubilar convocado desde o grande jubileu do pontificado de João Paulo II, para o ano 2000.

Filipe d’Avillez