quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Papa convida humanidade a celebrar mistério da «pequenez» de Deus, no Natal


Foto: Lusa

Francisco brinca com festa de aniversário antecipada, pelos seus 80 anos de vida


Ecclesia) - O Papa Francisco disse, quarta- feira, no Vaticano que a preparação para o Natal deve ser um tempo de “esperança” em que a humanidade é chamada a celebrar o mistério da “pequenez” de Deus que se faz Menino.

“Santa Teresa do Menino Jesus escrevia: Não posso temer um Deus que por mim se fez tão pequeno. Abramos os nossos corações a esta pequenez e esta maravilha, e deixemo-nos surpreender pelo Deus-Menino que se faz vizinho de cada um de nós”, pediu, durante a audiência pública semanal, na sala Paulo VI.

“É a surpresa de um Deus-Menino, de um Deus pobre, de um Deus frágil, de um Deus que abandona a sua grandeza para se fazer próximo de cada um de nós”, insistiu.

Perante mais de seis mil pessoas, o Papa convidou os católicos a “aprofundar” a sua fé através da oração, da leitura da Bíblia, da participação na Missa e dos exercícios espirituais de Advento, tempo litúrgico que antecede o Natal.

“Com espírito de alegria, preparai os vossos corações para receber a Boa Nova do nascimento do Filho de Deus”, referiu.

Francisco deixou depois uma saudação aos de língua portuguesa, presentes na sala.

“Votos de um santo Natal de Jesus, vivido com a mesma fé humilde e obediente de Maria e José, que vos faça ver, na força indefesa daquele Menino, a vitória final sobre os poderes arrogantes e estrepitosos da terra. Bom Natal”, declarou.

O pontífice argentino sustentou que, no Natal, “o desespero foi vencido”.

“Como é feio o cristão que perde a esperança, que acha que tudo está terminado, que vê somente muros diante de si... Mas o Senhor derruba os muros com o seu perdão”, prosseguiu.

A audiência desta quarta-feira ficou marcada pelos votos de feliz aniversário para o Papa Francisco, que vai completar 80 anos de vida este sábado

“Agradeço-vos a todos pelos votos de parabéns para o meu próximo aniversário. Muito obrigado”, afirmou.

O Papa brincou com o facto de receber os parabéns com antecedência e disse que na sua terra natal isso dava “azar”, arrancando gargalhadas da assembleia.

Jorge Mario Bergoglio nasceu em Buenos Aires, capital da Argentina, a 17 de dezembro de 1936; foi eleito como sucessor de Bento XVI a 13 de março de 2013, após a renúncia do agora Papa emérito, assumindo o inédito nome de Francisco.

OC

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Depois de comungar é melhor sentar-se, ajoelhar-se ou ficar em pé?




Algumas pessoas têm essa dúvida: o que fazer depois de comungar? Entenda melhor os gestos litúrgicos e seus significados:



Pergunta
Tenho uma dúvida: podemos nos sentar depois de receber a comunhão na Missa ou devemos esperar que as âmbulas* sejam guardadas no sacrário? Obrigado!

*Âmbula, cibório ou píxide é o recipiente para a conservação e distribuição da Santa Eucaristia.

Resposta
Receber a comunhão ou comungar é estabelecer uma comum-união com Jesus Cristo, e isso envolve um momento intenso de fervor, pois se vive uma adesão pessoal a Ele.

Sobre a postura dos fiéis depois da comunhão, há indicações na Introdução Geral do Missal Romano (IGMR): “Compete, todavia, às Conferências Episcopais, segundo as normas do direito, adaptar à mentalidade e tradições razoáveis dos povos os gestos e atitudes indicados no Ordinário da Missa” (IGMR 43).

Segundo a IGMR, a comunhão pode ser recebida de joelhos ou em pé (fazendo antes a reverência profunda – cf. IGMR 160), e se permanece em pé enquanto se canta o cântico de comunhão.

E o canto se prolonga enquanto se administra o sacramento aos fiéis (cf. IGMR 86). Quando acaba o rito da comunhão? O rito termina quando o último fiel comunga.

Supõe-se que, durante este lapso de tempo, ou seja, desde que se comunga até que o último fiel comungue, a pessoa se une ao cântico de comunhão, e não fica rezando individualmente sentada ou de joelhos.

Por isso, normalmente se permanece em pé até que o Santíssimo Sacramento seja reservado, e depois disso podemos ficar de joelhos ou sentar-nos para adorar Jesus em silêncio.

Esta é a norma que, em princípio, se observa fielmente, na medida do possível. De qualquer maneira, respeita-se a postura que pode nascer livremente do fiel, em seu coração orante no momento posterior à comunhão.

Em outras palavras, apesar da norma, cada pessoa pode assumir, depois de comungar, a postura que lhe for mais cômoda segundo a idade (por exemplo, pessoas idosas), a saúde ou diversas circunstâncias, ou inclusive pelo desconhecimento da norma, e até pelo costume do local, para orar ou para unir-se ao cântico de comunhão. Portanto, não é preciso “sofrer” pelo que os outros possam pensar.


Santo Agostinho resume bem esta atitude: “Unidade no essencial; liberdade no opcional; caridade em tudo”. Pede-se aos sacerdotes e demais fiéis que respeitem a liberdade de cada um nesta matéria, sem julgar os motivos.

É preciso levar em consideração que a postura precisa favorecer a ação de graças, a adoração e o recolhimento que deveriam seguir a sagrada comunhão, tendo a pessoa comungado com fé, fervor e consciência pura.

Fonte: Aleteia

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Não deixeis de sonhar

Colégio na Espanha pede que pais preparem “Natal sem símbolos religiosos”

Mas que Natal seria esse?

Colégio na Espanha pede que pais preparem “Natal sem símbolos religiosos”

O que seria um Natal sem Jesus? Sem presépio? Sem… Natal! O que se celebraria no “Natal” sem que fosse o nascimento de Jesus?

É isto o que se estão perguntando muitos pais de alunos do colégio Hispanidad de Elche, em Alicante, na Espanha.


O colégio pediu, mediante uma circular, que, para decorar o colégio este ano, os pais fizessem o “favor” de levar adornos “sem motivo religioso”. A circular “circulou” rapidamente pelas redes sociais, como não poderia deixar de ser, dado o absurdo da orientação cristofóbica. Aliás, vários pais acusaram o colégio de promover um “natal anticatólico”.

Mas a quem é que pode incomodar aquele Menino nascido num pobre estábulo de Belém?

A quem pode incomodar um presépio, belíssima tradição criada por ninguém menos que São Francisco de Assis para representar a Sagrada Família naquela noite luminosa em que Deus nasceu feito homem?

A quem pode incomodar a estrela de Belém, cujas 4 pontas representam os “4 cantos da terra”, norte, sul, leste e oeste, de onde vêm os povos de toda a terra para adorar a Luz que é o Filho de Deus?

A quem podem incomodar os Reis Magos, Baltazar, Melchior e Gaspar, que trazem ouro, incenso e mirra para o Menino Deus?

E a árvore de Natal, será que não incomoda também? Afinal, também ela tem uma longa história cristã!

E o Pai Natal, por que não incomoda igualmente aquela escola? Porque ele é laico? Acontece que até o Papai Natal tem origem religiosa! Ele é São Nicolau, bispo de Mira, na Lícia antiga, actual Turquia, e, por mais que a sua identidade tenha sido desfigurada pela mercantilização, nem sequer ele “sobraria” se o Natal pudesse mesmo ser adornado com enfeites “sem motivo religioso”.

Aliás, o que sobrasse de uma tal discriminação ideológica simplesmente não seria Natal nenhum.

ALVARO REAL

Aleteia       12 DE DEZEMBRO DE 2016

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Documentário sobre o Papa retoma declarações que perspectivam pontificado «breve»


https://www.youtube.com/watch?v=T264bAeob0k

Trabalho televisivo antecipa celebração do 80.º aniversário de Francisco


(Ecclesia) – Um novo documentário televisivo sobre o Papa retoma hoje as declarações de Francisco que perspectivam a possibilidade de vir a ter um pontificado breve.

“Tenho a sensação de que o meu pontificado será breve, quatro, cinco anos. É como uma sensação, algo vaga”, refere, numa das entrevistas citadas no documentário ‘Papa Francesco: come Dio comanda’ (Papa Francisco: como Deus lidera), que vai ser transmitido esta noite na ‘Sky Atlantic’.

O Papa observa, no entanto, que não tem dados objetivos para fazer esta afirmação, pelo que mantém todas as hipóteses “em aberto”.

O retrato do Papa, que vai completar 80 anos de idade no próximo dia 17, teve o acompanhamento do padre Antonio Spadaro, jesuíta, uma figura muito próxima de Francisco.

O pontífice argentino tinha falado sobre as suas impressões relativamente à duração do pontificado em março de 2015, numa entrevista à televisão mexicana ‘Televisa’.

“O Senhor colocou-me [aqui] para uma coisa breve, nada mais”, precisava.

Em declarações à Rádio Vaticano, o padre Spadaro explica que o documentário procura “valorizar a perspetiva dos fiéis sobre o Papa Francisco”, apresentando “um percurso íntimo, profundamente humano” de alguém que vive “uma dimensão profundamente dramática da história”.

O sacerdote jesuíta, diretor da revista ‘Civilità Cattolica’ explica que o documentário não tem declarações “inéditas”, no sentido estrito do termo, mas apresenta pela primeira vez registos de áudio e vídeo de algumas entrevistas concedidas até hoje pelo Papa.

O trabalho passa em revista o percurso de vida de Jorge Mario Bergoglio, o antigo arcebispo de Buenos Aires que em março de 2013, aos 76 anos de vida, foi eleito para suceder a Bento XVI.

Os 45 minutos de programa foram dirigidos por Diana Ligorio em colaboração com Salvatore Mazza, antigo vaticanista do jornal católico italiano, ‘Avvenire’.

O trabalho centra-se em três entrevistas concedidas pelo Papa na sua língua natal, o espanhol, e apresenta imagens pouco conhecidas do pontificado, na Praça de São Pedro ou em viagens internacionais.

OC

Quanto tempo da nossa vida...?



«Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade.
Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura.
Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.»
Charles Chaplin - O Grande Ditador


Quanto do tempo da nossa vida é passado com ensinamentos de como amar e sermos amados?
Quanto do tempo da nossa vida é passado com ensinamentos como respeitar e a sermos respeitados?
Quanto do tempo da nossa vida é usado para ensinamentos sobre o que é a humanidade?
Quanto do tempo da nossa vida é usado para descobrirmos esta vida?
Somos "trabalhados" e manobrados para correspondermos como autênticos autómatos.
Somos "programados" para realizar as tarefas e não para percebermos o que se passa ao nosso redor.
Vamo-nos cristalizando de tal forma, que o pensamento já não existe e o sentimento é algo quase utópico.
Temos, de vez em quando, um ou outro acordar para a vida, mas é tudo momentâneo. E só acontece quando perdemos os apoios e as marcas significativas de uma vida.
Aí entendemos que o que corre nas nossas veias é sangue e não meros "bits e bytes".
Nessas alturas percebemos que o nosso coração bate até um dia...e não pode ser reprogramado quando deixar de funcionar.
É nestas ocasiões que temos pequenos flash's sobre o que significa a finitude da vida humana.
Mas como qualquer flash a duração não é o seu forte. E voltamos a adormecer rapidamente.
Voltamos a cair na bolha da insignificância.
Voltamos a cair na bolha do egoísmo e da inveja.
Voltamos a cair na falta de preocupação.
É, por isso, que o Natal tem a sua grande importância.
O Natal tem a capacidade de trazer ao Mundo a Luz que todos ansiamos.
E enganem-se aqueles que acharem que as luzes que precisamos são os pisca-piscas ou as árvores extraordinariamente iluminadas.
A Luz que aparece tão forte e tão calorosa é um Deus menino.
Um Deus menino que nasceu num estábulo.
Um Deus menino que veio transformar o mundo.
Um Deus menino que veio para olhar para os que não eram vistos pela sociedade.
Um Deus menino que prometeu ser o caminho, a verdade e a vida.
Um Deus menino que sabia muito mais de humanidade e de vida do que alguma vez saberemos.
E não o soube por ser divino, soube porque foi o verbo encarnado.
Soube, porque como qualquer verbo partiu para a ação.
Soube, porque viveu autenticamente.
É urgente que o Natal seja, efetivamente, quando o Homem quer.
É urgente que o Natal seja quando uma criança chora por violência, fome ou desamparo.
É urgente que o Natal aconteça quando alguém clama desesperadamente por ajuda.
É urgente que o Natal seja todo o ano. Não para vaidades ou para luxúrias, mas para que nasça uma nova vida em cada um de nós.
O tempo que se perde a viver é tempo ganho na altura da morte.
O tempo que se perde a amar é tempo ganho na altura da despedida.
O tempo que se perde a respeitar é tempo ganho na altura da companhia.
Viver o Natal durante todo o ano para não adormecermos para a vida.
Estaremos preparados para esta radicalidade?



Emanuel António Dias (09-12-2016) em iMissio

domingo, 11 de dezembro de 2016

Advento 3º Domingo


https://www.youtube.com/watch?v=xWmhEAFbHdo

João prepara o caminho, anuncia, é o precursor, mas anuncia uma realidade que vive e acredita. No meio de vós está alguém! Eis a grande certeza que não nos pode deixar indiferentes, a grande notícia que muda as nossas vidas, o grande anúncio que muda o rumo da história. João anuncia “alguém”, toca a cada um de nós descobri-lo, encontrá-lo, acolhe-lo, este alguém conta com o nosso sim, a nossa vida, conta connosco. No Natal que agora se aproxima Jesus far-se-á novamente presente no meio de nós. A sua Palavra por isso nos interpela novamente. Alegrai-vos!