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segunda-feira, 18 de maio de 2026

Ascensão do Senhor

 



É preciso tê-Lo no coração
A Ascensão não é um adeus.
É uma mudança de presença.
Mais alta. Mais profunda.
Os discípulos estavam confusos, frágeis, cheios de dúvidas. Não eram os melhores, os mais sábios ou os mais preparados. Tinham medo. Fugiram. Negaram. Traíram.
Mas havia uma coisa que os distinguia: amavam Jesus.
Amavam-n’O porque primeiro se sentiram amados por Ele. E isso bastou.
Jesus não lhes pediu para conquistar o mundo pelo poder, pelo controlo ou pelas grandes estruturas. Apenas disse:
“Vai e anuncia.”
Evangelizar é isto:
ter Jesus no coração e levá-Lo ao coração dos irmãos.
Porque só permanece dentro de nós aquilo que verdadeiramente amamos. E Jesus só habita o coração quando existe uma relação viva, feita de encontro, de intimidade, de amor e de confiança.
Não basta conhecer Jesus da cabeça.
Não basta falar sobre Ele.
É preciso senti-Lo vivo dentro de nós.
Ninguém dá aquilo que não tem.
Só quem se deixa evangelizar consegue evangelizar.
Só quem experimentou amor consegue levar amor.
Na Ascensão, Jesus elevou-se ao Céu…
mas deixou de estar apenas ao nosso lado para passar a habitar dentro de nós.


Padre João Torres

domingo, 1 de junho de 2025

Solenidade da Ascensão

 



A Solenidade da Ascensão de Jesus mostra, antes de mais, qual é a meta final do nosso caminho: a comunhão com Deus, a Vida definitiva. Mas, além disso, lembra aos discípulos de Jesus que, enquanto caminham na terra, têm a responsabilidade de continuar a obra de Jesus e de dar testemunho da salvação de Deus.

No Evangelho, Jesus ressuscitado despede-se dos discípulos e passa-lhes o testemunho. Os discípulos, formados na “escola” de Jesus, têm como missão levar o Evangelho a todas as nações, anunciar a todos os homens e mulheres o amor e a misericórdia de Deus. Não estarão sozinhos: Jesus vai enviar-lhes, como ajuda, o “prometido do Pai”, a “força do alto, o Espírito Santo. Esse Espírito dar-lhes-á a força necessária para enfrentar os obstáculos e ajudá-los-á a discernir os caminhos que devem percorrer.A missão que Jesus confiou aos discípulos é uma missão universal: as fronteiras, as raças, as diferenças culturais, as diferenças ideológicas, as diferenças de estatuto social, as marcas da vida, os “acidentes” pessoais que tornam cada pessoa única e diferente, não podem ser obstáculos para a presença da proposta libertadora de Jesus no mundo. Temos consciência de que Jesus nos envia a todas as pessoas, independentemente daquilo que as torna diferentes, “estranhas”, singulares? Nas nossas comunidades cristãs há lugar para todos, sejam quais forem as situações de vida ou as feridas que cada um carrega?

A primeira leitura, repete a mensagem essencial desta festa: Jesus, depois de ter comunicado aos homens o projeto do Pai, entrou na Vida definitiva da comunhão com Deus, a mesma vida que espera todos os que percorrem o “caminho” que Jesus percorreu. Os discípulos, testemunhas da partida de Jesus, não podem ficar a olhar para o céu; mas têm de ir para o meio dos homens, seus irmãos, continuar o projeto de Jesus.A ascensão de Jesus deve ser vista no contexto de toda a sua vida. Ele veio ao encontro dos homens, caminhou no meio deles, procurou viver na fidelidade ao projeto do Pai, pagou com a própria vida o seu compromisso com a construção do Reino de Deus. Mas Deus não aceitou que a maldade vencesse e libertou Jesus da escravidão da morte; e Jesus, glorificado por Deus, entrou definitivamente na glória do Pai. A ascensão de Jesus diz-nos qual é o destino final daqueles que, como Ele, vivem na fidelidade aos projetos de Deus: estão destinados à glorificação, à comunhão definitiva com Deus. Contemplando a ascensão de Jesus, percebemos qual é a meta do nosso caminho: a Vida plena junto do Pai. Isto dá um novo sentido à nossa vida, às nossas lutas, ao nosso compromisso, à nossa entrega à construção do Reino de Deus. Não caminhamos ao encontro do vazio, do nada, mas caminhamos ao encontro da Vida definitiva nos braços de Deus, como Jesus. Temos consciência disso? Essa consciência alimenta a nossa entrega, o nosso compromisso, a nossa fidelidade ao projeto de Deus?

A segunda leitura convida os discípulos a terem consciência da “esperança” a que foram chamados: a Vida plena de comunhão com Deus. É essa “esperança” que ilumina o horizonte daqueles que fazem parte da Igreja, o “corpo” do qual Cristo é a “cabeça”.É bela e sugestiva a imagem da Igreja como um “corpo” do qual Cristo é a “cabeça”. Todos nós, membros vivos desse “corpo”, estamos ligados a Cristo. É Ele o nosso “centro”, a nossa referência, a nossa fonte de Vida. A imagem também nos lembra a comunhão, a solidariedade, os laços fraternos que unem todos aqueles que integram esse “corpo”, apesar das diferenças e distâncias que possam existir entre nós. Estas duas coordenadas estão presentes na nossa experiência de fé? Procuramos manter permanentemente a nossa ligação a Jesus e fazer d’Ele o centro à volta do qual construímos toda a nossa existência? Sentimo-nos ligados aos nossos irmãos na fé e procuramos, com eles e junto deles, viver o mandamento do amor que Jesus nos deixou?
A Igreja é a “plenitude” de Cristo. Nela Cristo reside no mundo e nela Cristo continua a oferecer ao mundo a plenitude da salvação de Deus. Os homens e mulheres do nosso tempo, quando olham para a Igreja, encontram Cristo e a proposta de salvação que Cristo veio trazer? Nós, membros da Igreja, damos testemunho coerente e verdadeiro de Cristo e do Evangelho?

https://www.dehonianos.org/

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Ascensão: sabe que presente Jesus deu para a humanidade ao deixar a Terra?

JESUS' ASCENSION

Os discípulos foram os primeiros a lamentar a ascensão de Jesus ao céu. Eles pensavam que Jesus se tornaria rei de Israel e ficaria com eles por um longo período. Somente depois eles entenderam quais presentes ele deu à humanidade quando deixou a Terra

Se Jesus tivesse permanecido na Terra após sua ressurreição, que prova irrefutável isto seria para os incrédulos! Que conforto para os hesitantes! Que desprezo para os céticos! No entanto, Jesus disse aos seus discípulos: “Digo-vos a verdade: convém a vós que eu vá! Porque, se eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se eu for, vo-lo enviarei” (Jo 16, 7). Por que então sua “ausência” pode ser considerada um “presente”?

Jesus se junta a nós de uma nova maneira

A primeira razão é o próprio dom do Espírito Santo. Este Espírito nos torna filhos de Deus. Ele nos faz como Jesus, “nos cristifica”. Pelo dom do Espírito, Jesus compartilha connosco o tesouro de ser Filho: seu relacionamento amoroso com o Pai. A partir de agora, encontramos Jesus não mais fora, mas dentro de nós mesmos, a fim de vivermos por meio dele, como filho e filha de Deus.

Cristo também “se une” a nós de uma nova maneira, na intimidade de nossos corações. Ele então nos assegura que, no dia desta reunião interior, nosso coração estará em alegria, e essa alegria, ninguém será capaz de arrancar de nós (Jo 16, 22).

Jesus abre o caminho para uma autêntica intimidade de amor com ele


A segunda razão nos é dada pela aventura de Maria Madalena. Alguns dias antes da paixão, ela derramou lágrimas nos pés de Jesus. Ela os tocava, os cobriu com beijos e perfume e enxugou-os com seus cabelos. Contudo, na manhã da ressurreição, Jesus disse a essa mesma mulher: “Não me toque!”.
O modo de encontrar Jesus após a ressurreição não é mais o mesmo que no tempo de sua vida terrena. A renúncia a uma reunião “sensível” é a condição essencial para uma reunião na verdade. Esse novo relacionamento ocorre através do ato da fé, e não mais do toque dos sentidos.

Poderíamos até dizer que Jesus não “ficou” entre nós nesta forma corporal, para que pudéssemos viver uma autêntica intimidade de amor com ele. Porque no amor, como sabemos, existem abraços que se separam e distâncias que se reúnem, abraços que se exilam e êxodos que se conectam.

Jesus habita connosco enquanto Eucaristia


A terceira razão nos é dada através da aventura dos discípulos de Emaús. Eles disseram a seu misterioso companheiro: “Fique connosco!”. Então Jesus parou na estalagem, pegou o pão, abençoou e deu a eles. Mas, no momento da comunhão, ele desapareceu dos olhos deles. Ao fazer isso, Jesus respondeu plenamente ao desejo dos discípulos: Cristo realmente mora com eles em forma de Eucaristia.

A sua ausência visível dá lugar à sua presença real, viva e corporal no Santíssimo Sacramento. E agora, seu endereço é o tabernáculo de todas as igrejas da Terra. Porque ele está verdadeiramente connosco, todos os dias até o fim dos tempos! (Mt 28, 20).

Padre Nicolas Buttet
( Aleteia)

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Regina Coeli: testemunhar a vida nova com Jesus Ressuscitado

Domingo, 8 maio – Regina Coeli com o Papa Francisco na Praça de S. Pedro no Domingo da Ascensão do Senhor. Neste dia “contemplamos o mistério de Jesus que sai do nosso espaço terreno para entrar na plenitude da glória de Deus levando consigo a nossa humanidade” – disse o Santo Padre. 

Francisco recordou o Evangelho de S. Lucas que nos revela “a reação dos discípulos” que se prostraram perante Jesus e depois voltaram para Jerusalém com alegria porque a partir daquele dia sabiam que o “Deus connosco” fica para sempre e “nunca nos deixa sós”.

Desta forma, os discípulos “regressam à cidade como testemunhas” que com alegria anunciam a todos a vida nova que vem do Ressuscitado. São testemunhas que “pregam a todos os povos a conversão e o perdão dos pecados”:

“Este é o testemunho, feito não só com as palavras mas também com a vida quotidiana, que em cada domingo deveria partir das nossas igrejas para entrar durante a semana nas casas, nos escritórios, na escola, nos lugares de encontro e divertimento, nos hospitais, nas prisões, nas casas para pessoas idosas, nos lugares cheios de imigrantes, nas periferias da cidade…”

O Espírito Santo é o verdadeiro artífice do multiforme testemunho de cada batizado e é com a sua potência que se reveste a missão dos cristãos “para anunciar” o amor e a misericórdia de Deus nos ambientes das nossas cidades – afirmou o Papa.

O Santo Padre exortou os cristãos a ficarem, nesta semana que nos leva ao Pentecostes, “espiritualmente no Cenáculo, juntamente com a Virgem Maria, para acolher o Espírito Santo”.

Por este motivo, o Papa Francisco anunciou a sua proximidade para com os milhares de fiéis reunidos na manhã de domingo no Santuário Mariano de Pompeia em Itália para a Súplica a Nossa Senhora do Rosário.

Após a oração do Regina Coeli o Papa Francisco recordou o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais celebrado neste Domingo da Ascensão do Senhor. A todos quantos trabalham na comunicação o Santo Padre enviou uma cordial saudação fazendo votos para que o modo de comunicar na Igreja tenha sempre um claro “estilo evangélico”, um estilo que una a verdade e a misericórdia.

Referência importante do Papa no Regina Coeli para o Dia da Mãe que se celebra em Itália e em tantos outros países. Com os fiéis presentes na Praça de S. Pedro Francisco rezou a Maria Mãe de Jesus e a todos desejou um bom domingo e um bom almoço.

(RS)

(from Vatican Radio)