Mostrar mensagens com a etiqueta mandamentos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta mandamentos. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Se me amas

 


Se me amas...
Tudo começa com um punhado de palavras
carregadas de delicadeza e de estima.
“Se me amas. Guardarás os meus mandamentos”.
Um ponto de partida TÃO LIVRE,
tão FRÁGIL, tão HUMILDE, tão CONFIANTE e tão PACIENTE...
Jesus não impõe.
Não se trata de uma ORDEM, mas de uma busca
de um procurar, de um caminhar...
Jesus procura espaços, espaços no coração, espaços de transformação: se me amardes, tornar-vos-eis como Eu. Eu posso tornar-me como Ele, adquirir nos meus dias um sabor de Céu e de história boa; sabor de liberdade, de mansidão, de paz, de força, de inimigos perdoados, e depois de mesas cheias, de relações boas e fecundas que são a beleza do viver...
Amar transforma; uma pessoa transforma-se naquilo que ama;
transforma-se naquilo que o habita.
«Quem me ama, será amado por meu Pai e eu amá-lo-ei» (Jo.14,21).
A promessa de Jesus só se realiza naqueles que se
DEMORAM e se ESPECIALIZAM na arte de amar,
Pôr Deus em primeiro lugar, dando-lhe tempo e coração...
Amar, a começar pelos de casa;
Respeitar o bem dos outros;
Ter palavras e gestos belos:
Não querer tudo e mais alguma coisa... Criar silêncio...
Para o cristão, amar como Jesus nos amou não é uma cantiga,
não é um dado adquirido, de uma vez por todas.
É algo ARTESANAL que se constrói todos os dias....


Padre João Torres

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

"Qual é o primeiro de todos os mandamentos?”

https://scontent.flis2-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/45359114_2030444960355214_7929761946390233088_n.jpg?_nc_cat=109&_nc_ht=scontent.flis2-1.fna&oh=1d55675ddc36c1f7942ad7548f13f5be&oe=5C877A38
"Qual é o primeiro de todos os mandamentos?”
Mc 12, 28b


Quando ouvimos pela primeira vez a palavra “amor”? E ela resumiu tudo o que ainda não tinha nome mas já enchia a nossa vida de graça e ternura? Palavra pequena para tal grandeza, e sem dúvida a primeira e mais importante. Não é verdade que começámos todos por ser amados antes de amar? Ainda que muito sofrimento possa ter rodeado a vinda de alguém a este mundo, no princípio está o amor. E como gostaríamos que estivesse sempre, até ao fim, bem entrelaçado com a vida de todos!
O começo é muito importante. Aprender o amor com os pais e com todos os que nos cuidam é também descobrir que não é fácil amar. Implica renunciar a ser o centro do universo, descobrir maior alegria em dar do que em receber, conhecer a grandeza de Deus que quer a nossa felicidade, e que só nos elevamos quando damos ao outro a primazia. No começo, na casa familiar, no exemplo dos pais, aprende-se a amar dizendo “por favor”, “desculpe”, e “obrigado”, como lembrou o Papa Francisco. Aprende-se com o trabalho e a responsabilidade, os erros e as lágrimas, os triunfos e o perdão, a dor e a festa. A grande diferença é o amor com que vivemos.
Eram muitas as discussões entre os rabinos do tempo de Jesus sobre qual o maior mandamento da Lei de Deus. A leitura dos cinco primeiros livros, o Pentateuco, tinha chegado ao elenco de 613 mandamentos e preceitos! Terreno fértil para todos os “manipuladores de consciências” e “funcionários do sagrado” exercerem o seu poder, e atormentarem os homens com “fardos pesados”. O fariseu que interpela Jesus não lhe lança uma armadilha mas espera dele uma resposta luminosa. E é essa resposta que o deixa fascinado e “perto do Reino de Deus”. Jesus une o amor a Deus e ao próximo num único mandamento. E acrescenta no amor a Deus a “inteligência”, além do coração, da alma e das forças. Não se reduz o amor a um sentimento, a uma emoção violenta e fugaz, pois ele é também escolha livre, vontade que compromete. Ao entrelaçar os “dois amores” como sendo um só, cada um conferindo verdade ao outro, liberta-nos do perigo da mentira e da idolatria. Um amor a Deus sem amar os que Ele ama é uma mentira. Um amor ao próximo sem o elevar a Deus é uma idolatria.
Mais do que saber de que é feito o amor, o importante é como vivemos em amor. Se ele vale mais do que os sacrifícios e holocaustos, como respondeu o fariseu, recusando a religião aparente e contabilizada do Templo, é porque nos move e tudo move para a felicidade maior. E não é semelhante todo o amor, como S. Paulo canta na primeira Carta aos Coríntios? “Ainda que eu…[…] se não tiver amor, nada sou. […]. O amor é paciente…[…] O amor jamais passará. […]… a maior de todas é o amor.”(1 Cor 1-13)



in Voz da Verdade 2018.11.04