No nosso contexto social e religioso reina a diplomacia do “transitar entre o sim e o não”, ou seja, dissimular, não ser claro, nem transparente, deixar as coisas numa certa e intencionada ambiguidade. Quando é pedido um “sim” ou um “não”, costuma-se deixar levar pela “covardia do meio termo”.
De fato, há tantos modos de evitar dar uma resposta clara, de não nos comprometer; que até usamos desculpas convincentes para ocultar nossa incoerência. Dizer “sim” ou “não”, é radical, é ser coerente.
Jesus conta uma parábola aos «chefes dos sacerdotes» e aos «anciãos do povo»: um Pai tinha dois filhos aos quais mandou ir trabalhar para a vinha. Ambos responderam e se arrependeram depois da resposta dada… O que disse “Não vou”, foi, o que disse “Vou”, não foi.
Para Jesus não há dúvida: os líderes religiosos são os primeiros a falar de Deus, da sua lei e do seu templo, mas não procuram reino de Deus e a sua justiça... o publicano Zaqueu, a prostituta que regou os pés com lágrimas e tantos outros… quando Jesus lhes oferece a amizade de Deus, escutam o seu chamamento e dão passos para a conversão.
Os que só dizem, têm de reconhecer que não é o que se DIZ, mas o que se FAZ, que verdadeiramente conta. O SIM não é uma palavra!
O SIM da Fé que o Pai nos pede tantas vezes quando nos convida para as tarefas do Reino, não é uma questão de PALAVRAS, mas de CAMINHOS, de DECISÕES, CRITÉRIOS, ESCOLHAS, ATITUDES… ou seja, VERDADE! A Verdade não é coisa de dizer, mas uma maneira de viver. Ser Autêntico no modo de VER, VIVER e SER, isso é a Verdade!
SIM ou NÃO? Silêncio… falemos com a Vida desta vez...
Padre João Torres
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