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terça-feira, 7 de outubro de 2025

Papa nomeia novo bispo para Diocese de Portalegre-Castelo Branco

D. Pedro Fernandes, religioso Espiritano, sucede a D. Antonino Dias



Lisboa, 07 out 2025 (Ecclesia) – O Papa nomeou hoje D. Pedro Fernandes, religioso Espiritano, como bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, sucedendo a D. Antonino Dias, que renunciou por motivos de idade.

O novo bispo, de 56 anos de idade, era até agora presidente do Conselho de Administração da Associação de Apoio Social ‘Anima Una’ (Braga).

D. Antonino Dias foi nomeado Administrador Apostólico desta Diocese até à tomada de posse canónica do novo bispo, a 16 de novembro, data da ordenação episcopal.

Pedro Alexandre Simões Gouveia Fernandes nasceu a 22 de junho de 1969 em Lisboa; frequentou o primeiro ano de Teologia na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, e em 1988, ingressou na comunidade de estudantes Espiritanos do Restelo, em Lisboa, onde prosseguiu os seus estudos enquanto desenvolvia trabalho pastoral.

Em 1991 ingressou no noviciado Espiritano em Silva, Barcelos, e fez os primeiros votos a 8 de setembro de 1992, regressando a Lisboa em 1993 para o quinto ano de teologia, concluindo com uma tese sobre o diálogo católico-anglicano.

De 1993 a 1995 foi membro da Comunidade Espiritana de Clamart (França), obtendo uma licenciatura em Teologia Moral no Institut Catholique de Paris; em 8 de setembro de 1995 fez os votos perpétuos e, de 1995 a outubro de 1996, realizou o seu estágio missionário na Guiné-Bissau como diácono.

Foi ordenado sacerdote em Lisboa a 21 de julho de 1996 e integrou, nesse ano, o primeiro grupo de Espiritanos enviados para a missão em Moçambique, onde permaneceu até 2009; em Roma, obteve um diploma no Centro Interdisciplinar para a Formação de Formadores para o Sacerdócio, na Universidade Pontifícia Gregoriana de Roma (2009-2010).

De regresso a Portugal, de 2010 a 2018 foi superior da comunidade Espiritana do Porto, tendo sido conselheiro provincial e assistente da Província Portuguesa da Congregação do Espírito Santo, acompanhando grupos pertencentes aos Jovens sem Fronteiras, movimento ligado aos Espiritanos.

De 2018 a 2024 foi superior da Província Portuguesa dos Espiritanos e Vice-Presidente da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP).

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) congratula-se com a nomeação do padre Pedro Fernandes, desejando que “que exerça um fecundo ministério pastoral junto do Povo de Deus que está em Portalegre-Castelo Branco, fomentando o sentido missionário e sinodal da Igreja”.

Em nota enviada à Agência ECCLESIA, a CEP agradece a D. Antonino Dias o “serviço pastoral que prestou como bispo” ao longo de 25 anos, tanto como auxiliar da Arquidiocese de Braga e na Diocese de Portalegre-Castelo Branco.

D. Antonino Dias, 30.º bispo desta diocese, tinha sido nomeado por Bento XVI a 8 de setembro de 2008; vai assumir funções de administrador apostólico de Portalege-Castelo Branco até à tomada de posse canónica do novo bispo.

A Diocese de Portalegre-Castelo Branco tem 161 paróquias, distribuídas por cinco regiões (arciprestado de Abrantes 33 paróquias, de Castelo Branco 44, Ponte de Sor 27, Portalegre 22 e Sertã 35), contando com o trabalho pastoral de padres diocesanos e religiosos, religiosas, diáconos permanentes, três institutos seculares, associações, movimentos de leigos e 39 misericórdias.

OC

sábado, 24 de maio de 2025

Papa Leão XIV faz sua primeira nomeação de uma mulher na Cúria

 


O Papa Leão XIV fez a primeira nomeação de uma mulher na Cúria. Trata-se da Ir. Tiziana Merletti, que será secretária do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.
Este departamento do Vaticano que cuida dos religiosos em todo o mundo foi o primeiro na Cúria a ser chefiado por uma mulher. De fato, Francisco nomeou a Ir. Simona Brambilla em janeiro deste ano, substituindo o cardeal brasileiro João Braz de Aviz.
Assim, com a nomeação deste 22 de maio, o Dicastério tem seja a prefeita, seja a secretária mulheres.
Ir. Tiziana Merletti pertence às Irmãs Franciscanas dos Pobres. Ela nasceu em 30 de setembro de 1959 em Pineto, na região dos Abruços, centro da Itália. Em 1986, emitiu a primeira profissão religiosa no Instituto das Irmãs Franciscana dos Pobres. Formou-se em Direito em 1984 e em 1992 fez o Doutorado em Direito Canônico na Pontifícia Universidade Lateranense em Roma.
De 2004 a 2013 foi Superiora-Geral do seu Instituto religioso. Atualmente, é Docente na Faculdade de Direito Canônico da Pontifícia Universidade Antonianum em Roma e colabora na qualidade de canonista com a União Internacional das Superioras Gerais.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Papa nomeia D. José Tolentino Mendonça como cardeal


https://youtu.be/2QemX7J-zIQ

Consistório marcado para 5 de outubro


Cidade do Vaticano, 01 set 2019 (Ecclesia) – O Papa anunciou hoje no Vaticano a criação, como cardeal, do arcebispo português D. José Tolentino Mendonça, bibliotecário e arquivista da Santa Sé, de 53 anos.

O consistório para a criação de 13 novos cardeais (10 eleitores) está marcado para 5 de outubro, no Vaticano.

“No próximo dia 5 de outubro vou presidira a um Consistório para a nomeação de 10 novos cardeais, cuja proveniência exprime a vocação missionária da Igreja que continua a anunciar o amor misericordioso de Deus a todos os homens da terra”, disse Francisco, após a recitação dominical da oração do ângelus.

O nome de D. José Tolentino Mendonça foi o segundo a ser anunciado, numa lista que inclui colaboradores diretos do Papa e responsáveis de várias dioceses do mundo.

O arcebispo madeirense torna-se o sexto cardeal português do século XXI e o terceiro a ser designado no atual pontificado; passa a ser o segundo membro mais jovem do Colégio Cardinalício, logo após D. Dieudonné Nzapalainga, cardeal da República Centro-Africana, de 52 anos.

O novo cardeal português junta-se assim a D. José Saraiva Martins, D. Manuel Monteiro de Castro, D. Manuel Clemente e D. António Marto no Colégio Cardinalício.

“Rezemos pelos novos cardeais, para que, confirmando a sua adesão a Cristo, me ajudem no meu ministério de bispo de Roma, para o bem de todo o santo povo fiel de Deus”, apelou o Papa.

A recitação do ângelus começou com um inédito atraso do Papa Francisco, o qual explicou que ficou preso no elevador, durante 25 minutos, devido a uma falha na rede elétrica.

“Graças a Deus, chegaram os bombeiros, agradeço-lhes muito”, disse aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, pedindo um aplauso para os mesmos.

Os novos cardeais


Eleitores
Miguel Angel Ayuso Guixot, mccj – presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso (Santa Sé)
José Tolentino Medonça – arquivista e bibliotecário da Santa Sé
Ignatius Suharyo Hardjoatmodjo – Arcebispo de Jacarta, Indonésia
Juan de la Caridad García Rodríguez – Arcebispo de Havana, Cuba
Fridolin Ambongo Besungu, o.f.m. cap – Arcebispo de Kinshasa, República Democrática do Congo
Jean-Claude Höllerich, sj – Arcebispo do Luxemburgo
Alvaro L. Ramazzini Imeri – Bispo de Huehuetenamgo, Guatemala
Matteo Zuppi – Arcebispo de Bolonha, Itália
Cristóbal López Romero, sdb – Arcebispo de Rabat, Marrocos
Padre Michael Czerny, sj – Subsecretário da secção ‘Migrantes’ do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral (Santa Sé)

Não-eleitores
Michael Louis Fitzgerald – presidente emérito do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso
Sigitas Tamkevicius, sj – arcebispo emérito de Kaunas, Lituânia
Eugenio Dal Corso, psdp – Bispo emérito de Benguela, Angola


José Tolentino Calaça de Mendonça nasceu em Machico (Arquipélago da Madeira) a 15 de dezembro de 1965; foi ordenado padre em 1990 e bispo em 2018.

Biblista, investigador, poeta e ensaísta, o futuro cardeal Tolentino Mendonça foi condecorado com o grau de Comendador da Ordem de Sant’lago da Espada por Aníbal Cavaco Silva, presidente da República, em 2015.

O Colégio Cardinalício conta atualmente com 118 eleitores (57 dos quais criados por Francisco) e 97 cardeais com mais de 80 anos, os quais não têm direito a voto num eventual Conclave para eleição de um novo Papa.

Dos cardeais eleitores, 50 são da Europa, 33 da América, 31 da África e Ásia, quatro da Oceânia.

Portugal teve até hoje com 45 cardeais, a começar pelo chamado Mestre Gil, escolhido pelo Papa Urbano IV (1195- 1264).

A história dos cardeais começa por estar ligar ao clero de Roma e já vem de longe: o título de cardeal foi reconhecido pela primeira vez durante o pontificado de Silvestre I (314-335).

Inicialmente o título de cardeal (do latim ‘cardo/cardinis’, que significa “eixo”) era atribuído genericamente a pessoas ao serviço de uma igreja ou diaconia, reservando-se mais tarde aos responsáveis das igrejas titulares de Roma e das igrejas mais importantes da Itália e do mundo.

OC

Os cardeais nascem do grupo de 25 presbíteros das comunidades eclesiais primitivas (títulos) em Roma, nomeados pelo Papa Cleto (séc. I), e dos 7 (posteriormente 14) diáconos que cuidavam dos pobres nas várias regiões da cidade; dos 6 diáconos palatinos (responsáveis pela administração dos seis departamentos do palácio de Latrão, em Roma) e dos 7 bispos suburbicários (as sete dioceses mais próximas de Roma), todos eles conselheiros e colaboradores do Papa.

Segundo as notas históricas do “Anuário Pontifício”, a partir do ano 1150 formaram o Colégio Cardinalício com um decano e um Camerlengo, na qualidade de administrador dos bens.

Hoje, os cardeais “constituem um colégio peculiar, ao qual compete providenciar à eleição do Romano Pontífice”, como refere o Código de Direito Canónico.

As funções dos membros do Colégio Cardinalício vão, no entanto, para além da eleição do Papa: qualquer cardeal é, acima de tudo, um conselheiro específico que pode ser consultado em determinados assuntos quando o Papa o desejar, pessoal ou colegialmente.

Como conselheiros do Papa, os cardeais atuam colegialmente com ele através dos consistórios ordinários ou extraordinários, com a finalidade de fazer uma consulta importante ou tratar de outros assuntos de relevo.

Os cardeais são considerados “príncipes de sangue” e são tratados com o título de “eminência”; segundo os Tratados de Latrão, todos os cardeais que residem em Roma são cidadãos do Estado da Cidade do Vaticano (art. 21).


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Vaticano: Cardeais portugueses saúdam nomeação de D. Manuel Clemente


News.va


Consistório 2015 marcado pela abertura ao mundo e pela reforma da Cúria Romana



Cidade do Vaticano, 10 fev 2015 (Ecclesia) - O cardeal José Saraiva Martins disse hoje à Agência ECCLESIA que a criação cardinalícia de D. Manuel Clemente, este sábado, representa um “momento histórico” para a Igreja Católica em Portugal.

“Certamente será um ótimo cardeal, como foi um ótimo arcebispo e bispo. É um grande acontecimento, que ficará gravado com letras de ouro na história da Igreja portuguesa, em particular na Igreja de Lisboa”, declarou o prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos.

O cardeal português fala de D. Manuel Clemente como um “grade pastor”, de “grande cultura histórica e eclesial”, adiantando que o veria como um “ótimo membro” da Congregação para os Bispos ou da Congregação para a Educação Católica.

Também o cardeal D. Manuel Monteiro de Castro, penitenciário-mor emérito da Santa Sé, manifestou à Agência ECCLESIA a sua “grande alegria” por acolher D. Manuel Clemente, patriarca de Lisboa, no Colégio Cardinalício.

D. José Saraiva Martins recorda, por outro lado, a criação do primeiro cardeal de Cabo Verde, D. Arlindo Furtado, bispo de Santiago, e de D. Júlio Duarte Langa, Bispo Emérito de Xai-Xai (Moçambique), neste caso entre os cardeis com mais de 80 anos.

O consistório público para a criação de 20 cardeais (15 dos quais eleitores) vai decorrer no sábado, depois de dois dias de debate, na quinta e sexta-feira, sobre a reforma da Cúria Romana, para os quais o Papa convocou todos os membros do Colégio Cardinalício.

D. Manuel Monteiro de Castro precisa que os debates têm abordado o conjunto dos organismos centrais (dicastérios) de governo da Igreja Católica: “a Secretaria de Estado, as Congregações da Curia Romana, que exercitam poder administrativo; os Tribunais, que exercitam o poder judicial); e os Conselhos Pontifícios, que não exercitam poder administrativo, mas têm uma função de estudo, conselho e elaboração pastoral nos vários setores da sua competência”.

“Pensa-se na possibilidade de um dicastério para os Leigos e a Família: promoção da vida cristã dos fiéis leigos, matrimónio e a família, a sua missão deles na Igreja e na sociedade civil. Fala-se também num dicastério para os grandes princípios sociais da Igreja no mundo”, precisa.

D. José Saraiva Martins confirma estas indicações, no sentido de “simplificar” a estrutura, considerando “absolutamente necessária a reforma da Cúria, que é o centro de governo da Igreja”, algo que aconteceu sempre ao longo da história.

Nesse sentido, admite que a publicação de uma nova Constituição “não deverá demorar muito tempo”, dado que se trata de uma matéria “urgente”.

Francisco vai criar 15 cardeais eleitores, provenientes de 14 países, incluindo D. Manuel Clemente e D. Arlindo Furtado, para além de prelados do Vietname, Tailândia, Mianmar, Nova Zelândia, Tonga, Etiópia, Uruguai e Panamá.

PR/OC

Publicado originalmente por http://www.agencia.ecclesia.pt/