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sábado, 19 de setembro de 2026

E se a resposta de Deus não for a que esperavas?




Há perguntas que fazemos a Deus já com a resposta a fervilhar na cabeça. Pedimos que uma porta se abra, que uma situação se resolva, que alguém fique, que uma doença desapareça, que um sonho se concretize. Rezamos com fé, mas, muitas vezes, confundimos fé com a certeza de que Deus fará exatamente aquilo que Lhe pedimos.

E se a resposta de Deus não for a que esperavas?

É talvez aí que começa a verdadeira fé. Porque acreditar em Deus quando tudo acontece como desejamos é relativamente fácil. Mais difícil é continuar a confiar quando o caminho toma uma direção que não compreendemos.

A oração não é uma forma de convencer Deus a fazer a nossa vontade. É, antes, o lugar onde aprendemos a confiar na vontade d’Ele. E isso nem sempre é simples. Há respostas de Deus que chegam sob a forma de um «sim», mas também há «nãos» e há silêncios que nos desconcertam.

O problema é que queremos compreender tudo. Queremos saber porquê, para quê e quando. Deus, porém, nem sempre nos dá explicações. Dá-nos, muitas vezes, a Sua presença.

São Paulo escreve: «Sabemos que Deus concorre em tudo para o bem daqueles que O amam» (Rom 8, 28). Não significa que tudo o que nos acontece seja bom. Significa que Deus é capaz de fazer nascer bem mesmo daquilo que, naquele momento, nos parece uma derrota, uma perda ou um caminho sem saída.

Talvez a resposta que esperávamos não fosse aquela de que precisávamos. Talvez a porta que tanto pedimos para abrir precisasse mesmo de permanecer fechada. Talvez aquilo que interpretámos como ausência de Deus fosse, afinal, uma forma diferente da Sua presença.

Confiar não significa deixar de sofrer ou de fazer perguntas. Significa continuar a caminhar mesmo quando não temos todas as respostas. Significa dizer a Deus: «Eu não entendo, mas continuo a confiar em Ti.»

Porque Deus não deixa de ser Deus quando a Sua resposta nos desilude. E nós não deixamos de ser amados quando a nossa oração não recebe a resposta que esperávamos.


Luísa Gonçalves, Diocese do Funchal

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

As respostas que pedimos a Deus irão chegar no tempo certo


As respostas que pedimos a Deus irão chegar no tempo certo

“O que eu estou fazendo aqui?” ela se perguntou ao estar no meio de uma multidão


“O que eu estou fazendo aqui?”, ela se perguntou ao estar no meio de uma multidão. Todos estavam de cabeça baixa lendo a prova do maior e mais disputado vestibular do país. Eles estavam ali com sonhos que levavam ao mesmo propósito: de ter um futuro próspero e feliz através do estudo. Ela sabia disso, pois foi esse motivo que também a levou até aquele lugar, mas ela sentia que alguma coisa estava errada, não no ambiente, e sim no seu coração.

Ela não devia estar inquieta pelo motivo errado, até que poderia estar nervosa quanto ao seu resultado e se conseguiria tirar uma nota alta afinal de contas, mas sua preocupação era outra, ela estava pensando se aquilo ali era o que Deus queria para ela, se o seu futuro seria definido por um diploma e um maravilhoso salário. Ela sabia que havia mais, tinha que haver mais do que aquilo que o mundo dizia para ela se tornar.

E será mesmo que as pessoas precisam e devem ser definidas pelas faculdades que cursam? E pelas vidas que irão levar quando se formarem? Eu e você sabemos que todos precisam de uma boa educação, e que para consegui-la deve-se estudar muito e se dedicar quase que totalmente a isso. Nós sabemos disso, não é? Ela também sabia, mas a grande questão é que ela estava inquieta com tudo isso. Você consegue imaginar a dor sufocante que ela está levando no coração?

Pois seus pais têm aquele sonho de vê-la exercendo um cargo importante na sociedade, seus amigos a vêem como uma garota inteligente que conseguirá tudo que quiser, e qualquer um que não a conhece tanto assim só de olha-la já percebe que essa moça é esperta demais para ter uma vida comum, e ela quer mais, o problema é que sente que esse mais não virá através dos meios normais.

E levando essa situação para nossas vidas eu me vejo nela e te enxergo nela também, pois carregamos em nós tantos sonhos que construímos desde crianças, mas chegamos num tempo onde essas vontades não nos satisfazem a alma e sim o corpo, mas mesmo assim mostramos a todos a imagem de que estávamos felizes com nossas escolhas, quando estamos é frustrados por perseguir objectivos não tão claros.

Imagino que você já perguntou a Deus o que Ele quer para a sua vida, e apesar de orar todo dia Ele ainda não te respondeu, parece até que nunca irá dizer nada sobre isso, então você se sente preocupado com sua vida porque você quer saber o que fazer com ela, não quer decidir sem a orientação de Deus, mas Ele em vez de te dizer algo está em completo silêncio.

É tão ruim orar e não ouvir nenhum som vindo de Deus porque nos sentimos abandonados por mais que saibamos que Ele nunca nos deixará, mas é que somos humanos e só conseguimos sentir a dor da perda de uma única forma, não conseguimos pensar que Deus está provando nossa fé e ver até onde podemos confiar Nele. E nós temos que continuar orando, confiando, esperando, mesmo que a resposta não venha quando mais precisamos dela.

Pensando bem, será mesmo que precisamos dessa resposta agora? Ela não poderá vir depois e será até melhor? Lembremos que o fiscal do vestibular fica em silêncio enquanto estamos tentando provar que sabemos as respostas, porque nós estudamos para isso, pensamos e refletimos, e no final iremos ver se nossas capacidades foram o suficiente para atingir uma nota alta.

Deus está nos aplicando um teste de fé e confiança. Ele já nos ensinou tanto por meio de sua palavra que temos sim um propósito divino para cumprir aqui na Terra, e eu acho que você até já sabe o que deve fazer, mas está com medo de dar o primeiro passo e cair, e com mais medo ainda de abrir mão de tudo para seguir um caminho que está escuro e você não sabe para onde ir exactamente. Ela também está desesperada para entender o que está sentido, o porquê dessa dor e ansiedade, o porquê dos sonhos do mundo não satisfazê-la. E todos nós devemos continuar orando e confiando que no tempo certo teremos as respostas.

(Escrito por Tatielle Katluryn, via Ela já foi verão)

Aleteia- 30-01-2017

sábado, 15 de março de 2014

O que você conhece da Quaresma? Fez o teste? Descubra as respostas.



Compare suas respostas com as que aparecem a seguir:

RESPOSTAS:

1. Significa “quarenta”. É um tempo penitencial para examinar a nossa alma, arrepender-nos dos nossos pecados, endireitar o caminho e reorientar nossos passos rumo a Deus, para chegar bem preparados para a Semana Santa, na qual celebramos a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.

2. Os dias de jejum são dois: Quarta-Feira de Cinzas e Sexta-Feira Santa. Ele é obrigatório dos 18 aos 59 anos. Os doentes são isentos. O jejum consiste em ter um café da manhã e jantar leves (comendo, por exemplo, a metade do que você comeria normalmente) e uma refeição completa (porém, simples) no almoço.

3. Esta prática não é realizada só por costume nem muito menos por superstição, e sim como sinal de arrependimento dos próprios pecados e propósito e emenda, de conversão.

4. Na liturgia da Igreja, esses dias são conhecidos como “Quinta-Feira depois das Cinzas”, “Sexta-Feira depois das Cinzas” e “Sábado depois das Cinzas”.

5. Oração, esmola e jejum/abstinência.

6. Misericórdia de Deus. Então, dar esmola não significa necessariamente dar uma moeda a um mendigo, mas em ser misericordiosos como Deus é misericordioso (cf. Lc 6, 36), ter compaixão dos outros, em especial dos mais carentes e sofredores, e fazer o que estiver ao nosso alcance para assisti-los sem humilhá-los.

7. A abstinência consiste em uma privação voluntária. É obrigatória a partir dos 14 anos. Consiste em abster-se de comer carne na Quarta-Feira de Cinzas, em todas as sextas-feiras da Quaresma – especialmente na Sexta-Feira Santa. Mas não podemos nos conformar com este mínimo, e sim buscar outras formas de abstinência que possam nos ajudar a fortalecer-nos espiritualmente, e também ajudar os outros. Por exemplo: abster-se de julgar e criticar, de reclamar, de ver televisão etc.

8. Há muitas formas de orar. Por exemplo: oração de adoração, de louvor, de acção e graças, de petição de perdão, de intercessão, de contemplação. A Missa contém todas elas e, por isso, é a melhor oração que existe.

9. A aclamação antes do Evangelho, conhecida como “Aleluia”.

10. A oração do Glória.

11. Ela nos convida a buscar o sacramento da Confissão para experimentar a felicidade de receber o perdão e o abraço de Deus. É como “deixar nossa ficha limpa” e recomeçar nosso caminho rumo à santidade.

12. Aqui a resposta depende de você, e só será incorrecta se você disser que não fará nada.

RESULTADOS

De 10 a 12 acertos: Excelente! Você realmente sabe o que é a Quaresma. Agora, aproveite-a!

De 7 a 9 acertos: Você tem um bom conhecimento sobre a Quaresma, mas ainda falta um aprofundamento. Procure conhecer melhor a sua fé e viva-a!

De 4 a 6 acertos: Seu conhecimento sobre a Quaresma é limitado. Aproveite esta época para descobrir a riqueza da sua fé. Não se conforme com o que você aprendeu na infância!

Menos de 3 acertos: Pode ser que você tenha acertado estas poucas respostas inclusive por acaso. Não se resigne a ignorar sua. Você está perdendo um grande tesouro!

(Artigo publicado originalmente por Desde La Fe)