segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Quem muito olha para trás, pouco anda para a frente!







Temos alguma dificuldade em atirar para trás das costas tudo aquilo que (já) não nos acrescenta. Gostamos muito de dormir à sombra das nossas mágoas de estimação, dos nossos queixumes habituais e de todas as injustiças que a vida nos desferiu. Adoramos entrelaçar o coração a todas as coisas que já devíamos ter colocado no ontem. Lá atrás e no capítulo do já passou. No entanto, falta-nos formação em saber largar. Em saber deixar ir. Não compreendemos que aquilo que nos aconteceu já não nos pode acontecer. O que é do passado, ficou lá. O que resta é apenas um contorno do que vivemos e que, muitas vezes, só atormenta a memória.

É-nos difícil deixar o que já não interessa. Passar por cima dos assuntos e parar de os mastigar. Aconteceu. Paciência. Que eu possa, agora, saber viver com isso e que eu não viva “refém” do que se passou comigo.

Isso quer dizer que o que está lá atrás já não nos faz mal? Faz. Se quisermos. Se deixarmos. Se olharmos para os nossos dias com uma luz recém-nascida.

Não há recomeços sem pontos finais. Mais ou menos queridos. Mais ou menos merecidos.

Não há futuro sem se deixar cair os degraus de ontem.

Não há novidades se, dentro de nós, for tudo velho e estiver tudo fora de prazo.

Não há novo capítulo se não se terminar a leitura do anterior.

Dizem que quem muito olha para trás, pouco vai andar para a frente!

Não tenhas medo. Mais à frente será sempre melhor do que já foi.


Marta Arrais

domingo, 8 de setembro de 2019

Natividade de Maria


https://www.youtube.com/watch?v=T3ypfa3xidI


No dia 8 de Setembro comemoramos a Natividade de Maria, seu nascimento. Neste vídeo com a ajuda da Mariologia, alguns santos e a Tradição da Igreja, vamos contar a historia, os fatos que envolveram seu nascimento.

https://www.youtube.com/watch?v=JwrxmfxAdzY

Seguir a Jesus



https://www.youtube.com/watch?v=YwPiMX94GbE


A liturgia deste domingo convida-nos a tomar consciência de quanto é exigente o caminho do "Reino". Optar pelo "Reino" não é escolher um caminho de facilidade, mas sim aceitar percorrer um caminho de renúncia e de dom da vida.
É, sobretudo, o Evangelho que traça as coordenadas do "caminho do discípulo": é um caminho em que o "Reino" deve ter a primazia sobre as pessoas que amamos, sobre os nossos bens, sobre os nossos próprios interesses e esquemas pessoais. Quem tomar contacto com esta proposta tem de pensar seriamente se a quer acolher, se tem forças para a acolher... Jesus não admite meios-termos: ou se aceita o "Reino" e se embarca nessa aventura a tempo inteiro e "a fundo perdido", ou não vale a pena começar algo que não vai levar a lado nenhum (porque não é um caminho que se percorra com hesitações e com "meias tintas").
A primeira leitura lembra a todos aqueles que não conseguem decidir-se pelo "Reino" que só em Deus é possível encontrar a verdadeira felicidade e o sentido da vida. Há, portanto, aí, um encorajamento implícito a aderir ao "Reino": embora exigente, é um caminho que leva à felicidade plena.
A segunda leitura recorda que o amor é o valor fundamental, para todos os que aceitam a dinâmica do "Reino"; só ele permite descobrir a igualdade de todos os homens, filhos do mesmo Pai e irmãos em Cristo. Aceitar viver na lógica do "Reino" é reconhecer em cada homem um irmão e agir em consequência.

https://www.dehonianos.org/


sábado, 7 de setembro de 2019

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

ESTÁS CONVIDADO!... NÃO FALTES À FESTA!...

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No próximo Domingo é o dia de aniversário de uma grande e ilustre Senhora. Para discursar e enaltecer a Sua pessoa, tomei a liberdade de, em nome dos estimados leitores, convidar Sua Excelência o Senhor Dom Sofrónio de Jerusalém, professor de retórica, de ascendência árabe, homem viajado e de saberes, de grande cultura e valor.
Como sabem, a ilustre Senhora foi prometida desde as origens e está na base da civilização cristã com tudo o que ela implica de arte e cultura, de costumes e filosofia de vida. Ao longo dos tempos, as pessoas sempre celebraram o Seu aniversário como se de pessoa de família se tratasse. E bem, Ela é, de facto, da família, é Mãe, sempre discreta mas atenta e amorosa. Mas passo então a palava ao Senhor Dom Sofrónio de Jerusalém, a quem, nesta comunhão dos santos em que acreditamos, agradecemos a sua presença e palavras, pedindo-lhe também o seu apoio para que, como santo venerado na Igreja Católica e Ortodoxa Oriental, a verdadeira fé cresça sempre e em toda a parte:

“Ave, cheia de graça, o Senhor é convosco. Que pode haver de mais sublime do que esta alegria, ó Virgem Mãe? Que pode haver de mais excelente do que esta graça que só a Vós foi concedida por Deus? Que pode imaginar-se de mais jubiloso e esplêndido do que essa graça? Nada se pode comparar com a maravilha que em Vós se contempla, nada há que iguale a graça que possuís; tudo o resto, por excelente que seja, ocupa um plano secundário e goza de brilho completamente inferior.
O Senhor é convosco. Quem ousará competir convosco? Deus nasceu de Vós. Haverá alguém que se não reconheça inferior a Vós, e mais ainda, Vos não conceda alegremente a primazia e a superioridade? Por isso, ao contemplar as Vossas eminentes prerrogativas, que superam as de todas as criaturas, eu Vos aclamo com todo o entusiasmo: Ave, cheia de graça, o Senhor é convosco. Por meio de Vós foi concedida a alegria não somente aos homens mas também aos Anjos do Céu.
Verdadeiramente bendita sois Vós entre as mulheres, porque transformastes em bênção a maldição de Eva; porque fizestes com que Adão, outrora ferido pela abominação divina, por meio de Vós fosse abençoado.
Verdadeiramente bendita sois Vós entre as mulheres, porque por meio de Vós brilhou sobre os homens a bênção do Pai, libertando-os da antiga maldição.
Verdadeiramente bendita sois Vós entre as mulheres, porque por Vós alcançaram a salvação os vossos progenitores: de facto, Vós dareis à luz o Salvador que lhes obterá a salvação divina.
Verdadeiramente bendita sois Vós entre as mulheres, porque, permanecendo Virgem, produzistes aquele fruto que derrama a bênção sobre toda a terra e a liberta da maldição de que só germinavam espinhos.
Verdadeiramente bendita sois Vós entre as mulheres, porque, embora sendo mulher por condição natural, vireis a ser verdadeiramente Mãe de Deus. Com efeito, Aquele que vai nascer de Vós é com toda a verdade Deus Encarnado, e Vós sois chamada com pleno direito Mãe de Deus, pois que realmente é Deus que dais à luz.
Vós tendes, na verdade, dentro do claustro do vosso seio, o próprio Deus; Ele habita em Vós segundo a natureza humana e de Vós sai como esposo do seu tálamo, trazendo a todos a alegria e derramando sobre todos a luz divina.
Em Vós, de facto, ó Virgem, como em céu puríssimo e resplandecente, colocou o seu tabernáculo; de Vós sairá como esposo do seu tálamo e percorrerá como atleta o caminho da sua vida, que há de trazer a salvação para todos os viventes; e, correndo de um extremo ao outro do céu, tudo encherá de calor divino e de luz vivificante” (séc. VI e VII).

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No século XII, dizia assim santo Aelredo: “Mas que faremos por Ela? Que presentes Lhe ofereceremos? Queira Deus que possamos dar-Lhe ao menos aquilo a que somos obrigados por dívida. Devemos-Lhe honra, devemos-Lhe serviço, devemos-Lhe amor, devemos-Lhe louvor. Devemos-lhe honra, porque é Mãe de Nosso Senhor. De facto, quem não honra a mãe desonra o filho. Assim diz a Escritura: Honra o teu pai e a tua mãe”.

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Louvada seja na terra
A Virgem Santa Maria:

Quer nas horas de tristeza,
Quer nas horas de alegria;
Quer sobre as ondas do mar
Lá com a morte à porfia;
Quer nos escuros caminhos
Pelas noites de invernia;
Quer no lume da lareira,
Quer no sol quando alumia;
Quer no amor de toda a hora,
Quer no pão de cada dia...

Louvada seja na terra
A Virgem Santa Maria!

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D.Antonino Dias- Bispo Diocesano
Portalegre-Castelo Branco, 06-09-2019.

Catequese familiar e da adolescência são apostas para novo ano pastoral



(Ecclesia) – A responsável pelo Setor da Catequese no Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC), a psicóloga Cristina Sá Carvalho, disse que a catequese familiar e da adolescência e a formação dos agentes pastorais são prioridades para o próximo ano pastoral.
Temos 20 dioceses territoriais, cada uma são um mundo de geografia física e geografia humana que é uma grande riqueza, mas também são 20 Igrejas num país pequeno. Temos de harmonizar com sabedoria e sensibilidade aquilo que é para todos e aquilo que depois é para cada um e em cada diocese”, afirmou em entrevista à Agência ECCLESIA.
A responsável pelo setor da Catequese no SNEC refere que existe um conjunto de projetos de trabalho para o novo ano pastoral 2019/2020, começando por destacar os que pretendem “incentivar e continuar a desenvolver a catequese familiar”, para além do projeto de “uma primeira Jornada da Catequese Familiar”.
Cristina Sá Carvalho explica que, na catequese familiar “os pais são catequizandos”, com uma dimensão de catequese de adultos, e também “são catequistas dos filhos” em casa; no modelo do SNEC, também têm “um grupo e catequista na paróquia” que faz a ligação com o catequista dos adultos, o qual “recapitula com as crianças e fá-las viver a dimensão comunitária”, que é “absolutamente necessária”.
No novo ano pastoral, realça a entrevistada, também que vão começar o projeto de preparação da Jornada Mundial da Juventude 2022, com o Patriarcado de Lisboa e os departamentos da Catequese em todas as dioceses.
Tem esta originalidade, uma coisa portuguesa, o nosso gosto e carinho nos processos de evangelização através da catequese. Estuda as mensagens anteriores dos Papas, mas mantém as características essenciais: querigmática, centrada em Jesus, de teor bíblico, também com dimensão experiencial”.
Segundo Cristina Sá Carvalho, um dos objetivos é passar da catequese de adolescente para uma “catequese de natureza projetual”, dando como exemplo o projeto ‘Say Yes’, de adesão facultativa para os três próximos, até à Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2022, que vai manter “as características pedagógicas da catequese” e “fazê-la evoluir” para a “catequese projetual e de serviço”, mantendo o conjunto de “conteúdos doutrinais e de experiência relevantes” que estão no programa atual.
Temas que vão estar em debate nas Jornadas Nacionais de Catequistas 2019, onde o Secretariado Nacional da Educação Cristã vai evocar o centenário do nascimento de monsenhor Amílcar Amaral, de 25 a 27 de outubro, em Fátima.
A professora universitária que também falou do regresso à escola, ao emprego e ao novo ano pastoral, afirmando que “esperança, alegria, empenho” é o que interessa colocar na mochila na preparação que também existe no tempo de férias.

“A parte nossa, íntima, profunda, é verdadeiramente a mais importante. O desejo de aprender, a imaginação e a criatividade são coisas hoje na sociedade muito quartadas mesmo nas crianças pequenas e é tristíssimo
”, observou a psicóloga Cristina Sá Carvalho.

PR/CB/OC
https://youtu.be/vD_AmbNF7AQ