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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

O abraço de um amigo



Um abraço sincero vale mais do que mil beijos de cortesia ou um milhão de palavras de apoio, e é a prova de um amor profundo, sendo a forma mais simples de dois corações baterem um junto do outro.

Na alegria, com um abraço, procuramos dar o que transborda em nós. Na tristeza, com um abraço, procuramos o que nos falta.

Só sabemos se um amigo é bom nos maus momentos; alguns precisam de muito pouco para saber que precisamos deles e vêm tão rápido quanto possível até nós.

Face à fraqueza ou exaustão das nossas forças, colocam os seus braços à nossa volta, ao nosso serviço, e amam-nos ao tentarem ficar com as nossas dores, carregando a nossa cruz… Mas há uma estranha sensação quando, com a nossa ajuda, o nosso amigo toma sobre si a sua dor e a consegue levar sozinho e, por vezes, até com um sorriso de coragem.

Se queres saber quem é alguém, repara em quem são os seus amigos e por que razão o são. O amor não é uma troca nem um seguro de assistência; é um compromisso de dar, de se dar, e, se tiver de se sofrer pelo outro, sofre-se, porque se sabe, com certeza, que só amando se pode chegar a ser feliz.

Feliz de quem tem com quem ser metade de um abraço! É só nos braços de alguém a quem também quero envolver nos meus braços que me sinto a caminho do céu.

Tens um bom amigo?

E tu, és um bom amigo?

Se o fores, então também os terás.

Neste instante, quem são aqueles que o teu coração tem vontade de abraçar?

Sabes mesmo quem são aqueles cujo coração, neste instante, tem vontade de te abraçar?


José Luís Nunes Martins


segunda-feira, 24 de julho de 2023

Aos amigos!





Aos de ontem e aos de hoje.

Aos que chegaram há muito e ficaram.

Aos que chegaram há menos tempo, mas varreram tudo com ventos de ternura.

Aos que nos conhecem os contornos, as sombras, as coisas boas e os devaneios.

Aos que brindam connosco a todas as possibilidades de futuro.

Convosco o futuro é sempre bom. Tem sempre sol que faz arder o coração.

Aos que nos dizem as verdades com cuidado. Aos que têm coragem para nos amar, apesar das deslealdades pontuais e desta ou daquela desilusão.

Aos que se riem só com o olhar. Aos que se riem com tudo. Que partem a loiça toda.



Aos que são mais calmos e discretos.

Aos que nos são cajado para o caminho e companhia para os dias de nuvens pretas e de chuva.

Aos que têm paciência.

Aos que nos aturam sem pressa de ir embora.

Aos que estão sempre ocupados, mas que nunca se escapam quando mais precisamos.

Aos que nos abrem as portas da sua vida, do seu coração e da sua casa.

Aos que nos aceitam como somos.

Aos que percebem tudo sem termos de lhes explicar.

Aos que não julgam nem nos combatem os deslizes ou incoerências.

Aos que são paz. Brisa. Vento de fim de dia em agosto.

Aos que são tudo.

Aos verdadeiros.

Com eles, é sempre verão na nossa vida.

Aos meus. Aos nossos. Obrigada. Sempre.


Marta Arrais

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Os amigos não partem quando a desgraça chega


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Um amigo ajuda-nos a descobrir o que temos de bom em nós e a pô-lo em ação, e mesmo quando julgamos que não aguentamos mais, um amigo revela-nos onde podemos encontrar as forças para enfrentar o que nos quer derrotar.

Há quem julgue que tem muitos amigos, mas, na verdade, são poucos os que têm dois ou três. Quantas pessoas tens que celebram as tuas vitórias como se fossem deles mesmos? Quantos ficam contigo quando tudo te corre mal por tua culpa?

Cada amigo é único, porque o seu olhar vê e ilumina partes diferentes do que somos. Ajuda-nos a sermos quem podemos ser. Um amigo é alguém que entrelaça a sua vida na nossa.

Uma grande parte dos que se dizem amigos afastar-se-ão assim que as coisas começarem a correr mal. Nenhuma lágrima nossa lhe cairá nos ombros. Alguns dos outros ainda ficam para esse momento, mas partirão pouco depois, assim que perceberem que o poço é fundo e que a tempestade vai ser longa.

Seria melhor que não fingíssemos amizades, para não termos de revelar às pessoas que nos julgam próximos e amigos que, afinal, não o somos, ou porque não queremos ou porque não conseguimos.

Um amigo é o contraveneno da solidão.

O amor exige que entreguemos o nosso tempo e ser a quem precisa, mesmo que nos possa parecer que não nos merece.

Quantas pessoas és capaz de perdoar do fundo do coração e esquecer?

Quantas pessoas pões à frente de ti na fila para a felicidade?

Um amigo ama.


José Luís Nunes Martins

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Ser amigo é amar


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O meu amigo mostra-me quem sou, impulsiona-me à perfeição de mim mesmo, porque vê o mais importante de mim e me ama.

O meu amigo não precisa de saber tudo sobre mim, porque não me quer julgar, precisa apenas de saber como estou… para saber o que pode fazer por mim. O mais importante é ajudarmo-nos, mais do que compreendermo-nos ou corrigirmo-nos.

A humildade que o amor exige é muito difícil porque implica assumir a fragilidade, pedir ajuda e aceitar ser ajudado. Ser amigo é dar sempre o que nos é pedido e… pedir quando é preciso, aceitando a resposta, qualquer que ela seja… por mais dura que possa ser.

Há poucos amigos. A amizade implica uma entrega muito maior do que aquela que é comum neste mundo, onde tantos se julgam e dizem ser amigos sem o ser.

É preciso estar aberto a partilhar com o nosso amigo o que somos e temos de bom e de mau, mas também acolher tudo o que se passa na sua vida… até mesmo a possível mentira que pode ser a sua amizade por nós.

Se a felicidade do nosso amigo não nos enche de alegria, tal como a sua angústia nos entristece, então não somos seus amigos. É mais difícil partilhar a graça do que a desgraça.

É pior desconfiar do que ser enganado, tal como é pior magoar do que ser magoado.

Nos amigos, os espaços e os tempos não são os mesmos, os ventos devem sempre poder dançar entre eles, nunca podem estar demasiado próximos, sob pena de se anularem e de deixarem de ser quem são.

As amizades podem até ter nascido de um instante, mas para se manterem verdadeiras precisam de um trabalho longo e constante, mais de atenção e cuidado do que de muitas produções. Depois, ficam para sempre, aconteça o que acontecer.

Que eu seja capaz de ser um refúgio onde o outro encontre a sua paz.

José Luís Nunes Martins

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Quando Deus coloca amigos em sua vida

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé, texto, ar livre e natureza


A presença dos amigos pode ser a chave para que você seja transformado por Jesus
A vida pode ser cruel. Nem sempre ela é tão colorida como um dia de sol no verão, ou tem cheiro de flores como na primavera. O inverno, em alguns momentos da vida, se torna devastador e cobre nossos sonhos e esperanças. E esse inverno pode demorar a passar.

Uma das histórias contadas na Bíblia que mais me encanta é a de um cara – que tinha um problema de saúde que o impedia de andar – que viveu períodos rigorosos e de dificuldades, ele só conseguiu sentir o gosto especial da vida quando foi ajudado por seus amigos.

Um homem e seus quatro companheiros. E aqui, “companheiros” tem o sentido real da palavra: ‘que anda junto’, ‘que acompanha’, ‘que está sempre ligado ao outro’.

Esse homem não podia andar. Ele tinha uma vida complicada, não existia nada que pudesse facilitar sua locomoção, de forma que ele fosse independente. Ele precisava de alguém para ajudá-lo. Apesar de não andar, ele tinha pessoas que andavam junto com ele.

Em certo dia, Jesus apareceu na cidade que esse homem morava. De repente, muita gente se reuniu para ouvir o Mestre, e o local ficou tão cheio que era impossível entrar!

Aquele homem também queria ver Jesus, ele queria saber se o Salvador poderia mudar sua vida. E seus amigos estavam lá por ele mais uma vez. Mas como um paralítico chegaria até o Mestre se a casa estava lotada? Jamais quatro pessoas carregando uma outra pessoa seriam capazes de entrar pela porta.

E aqui está toda a emoção da história: eles entraram pelo telhado. Subiram para o terraço daquele local, tiram algumas telhas e desceram o amigo até Jesus.

Para ser sincera, me emociono toda vez que leio essa história. E me pergunto: será que sou esse tipo de amiga? Uma pessoa que ajudaria até o fim quem precisa de mim?

E em seguida, quase de forma instantânea, faço outra pergunta: será que eu tenho esse tipo de amigo? Que doaria suas forças para me ajudar a andar quando eu não posso fazer isso por mim mesma? Não sei o que você responderia no seu caso. Só posso responder por mim mesma. E para ser sincera, nem sempre sou e nem sempre tenho esses amigos.

Mas eu também não posso afirmar com toda a certeza que aquele homem que não podia andar teve sempre aqueles quatro amigos por perto. Talvez ele tenha vivido longos e tenebrosos invernos na sua vida. Talvez ele tenha sofrido bastante tempo pedindo por socorro e as pessoas tenham passado por ele na rua, fingindo que não o escutavam.

Eu não conheço a história toda desse rapaz. Assim como eu não conheço a sua história de vida. Porém, eu sei de algo. Eu sei que os invernos não duram para sempre. Aqueles quatro amigos chegaram em algum momento. Chegaram no momento certo. E puderam ajudar no processo de cura daquele homem.

Jesus viu o gesto de amizade e de coragem que eles demonstraram. Ele olhou com carinho para o homem. E Jesus o curou. Aquele homem voltou a andar e pode voltar para casa caminhando, e dessa vez, quem carregou sua maca foi ele mesmo.

A Bíblia não conta o que aconteceu com o homem e seus amigos depois que o milagre foi realizado. Mas eu consigo imaginar os cinco andando um ao lado do outro e falando ao mesmo tempo sobre o que tinha acabado de acontecer.

E, pense comigo, em um dado momento aquele homem que foi curado para de falar e apenas observa seus amigos e mesmo em silêncio, agradece por tê-los ali. O milagre não começou quando Jesus viu a fé daquele homem e de seus amigos. O milagre começou quando Deus, em sua imensa bondade, colocou aqueles amigos na vida daquele homem.

Os invernos não duram para sempre. E o milagre do verão vai acontecer na sua vida também. Deus usa pessoas para trazer os raios de sol de volta às nossas vidas. O sofrimento do homem que não podia andar não o impediu de ter pessoas perto dele.

Não permita que sua dor o afaste as pessoas. Elas podem ser o ingrediente necessário para a neve derreter e a vida voltar a sorrir para você!

Essa história está narrada no Livro de Marcos 2, 1-12.

Fonte:
https://pt.aleteia.org/2018/08/24/deus-e-amigos/

terça-feira, 12 de julho de 2016

Os amigos são presentes de Deus na nossa vida





Muitas são as pessoas com quem nos cruzamos no nosso dia a dia. Algumas delas são até nossas conhecidas. Porém, poucas são aquelas a quem nos podemos dar ao luxo de chamar de amigas.

É certo que no vai-e-vem da nossa vida, muitas são as pessoas que num dia estão e no outro deixam de estar. Nada me garante que tu, que estás comigo hoje, estejas comigo amanhã. Os amigos da infância poderão não ser os da idade adulta, tal como esses poderão não ser aqueles com quem partilharemos os nossos últimos momentos neste mundo. Mas é essa a ordem natural da nossa vida – não fosse ela também passageira.

O que é certo é que, no meio de tanta vinda e de tanta ida, existem aqueles que, na nossa vida, permanecem estáticos, firmes e inabaláveis. Não porque estejam garantidos. Não porque tenham qualquer contrato de fidelidade. Não porque tenham algum interesse ou promessa a cumprir. Certamente que não será esse o motivo. Certamente porque o que nos une é o Amor.

«As pessoas são presentes de Deus na nossa vida»

Os amigos também o são.

Nenhum de nós (ainda que muitas das vezes achemos o contrário) consegue (sobre)viver sem amigos.

Todos eles têm uma história partilhada para nos contar. Todos eles abrem em nós a possibilidade de uma história por escrever.

Os da infância recordam-nos o como é bom partilhar momentos simples. Recordam-nos como o simples facto de estarmos juntos se pode tornar na maior alegria do momento.

Os da adolescência são aqueles para quem nos rimos assim que nos vemos. Rimos porque certamente nos lembramos daquele momento caricato que nos envergonhou para a vida mas que nos fez rir até não mais aguentar. Recordam-nos a liberdade da qual achamos que somos donos e senhores e pela qual nos movemos como célebres navegantes.

Afinal, que seria da nossa vida apressada, rotineira, atarefada e cheia de responsabilidades sem um amigo capaz de a tornar cinquenta vezes mais simples, sem tempo e (ir)responsável?

Hoje dou Graças a Deus pelos amigos que colocou na minha vida. Pelos que comigo se cruzaram e tomaram outro rumo, pelos que permanecem e caminham comigo e por todos aqueles com quem ainda me hei-de cruzar. Agradeço a Deus e a cada um deles os momentos partilhados e as marcas que em mim têm deixado.

Não penso no porquê de serem estes e não outros, agradeço sim o Amor de cada um pois, no fundo, «nada acontece por acaso, tudo acontece por Sinal».

Fonte:
http://www.imissio.net/v2/cronicas/os-amigos-sao-presentes-de-deus-na-nossa-vida:4473

segunda-feira, 29 de julho de 2013

III Encontro dos Amigos do Caminho de Santiago da Beira Baixa, Norte Alentejano e Ribatejano

Coube, este ano, ao Grupo dos Amigos do Caminho de Santiago da Beira Baixa, Norte Alentejano e Ribatejano, de Arronches, organizar o III Encontro anual, no dia 27 de Julho.
Pelas 10h começaram a chegar os Amigos que se tinham inscrito. Momento de cumprimentos e de acolhimento. De seguida, foi-lhes proporcionada uma visita ao Museu de (a) Brincar, onde os mais velhos puderam matar saudades dos seus brinquedos e brincadeiras de infância.
Seguiu-se o almoço, em harmonioso convívio, que foi servido no Centro Pastoral e Paroquial de Arronches.
Num momento de partilha, o grupo dos Amigos de Arronches, mostrou em CD, algumas imagens do que foi o Caminho de Santiago, feito em Setembro de 2012.
Nisa e Crato deram a conhecer o traçado do Caminho já feito. Fronteira e Castelo Branco vão dar início a esse trabalho. E assim ficará toda esta região com o Caminho traçado para que os peregrinos o possam seguir.
Por fim, foi oferecido um certificado de presença e uma miniatura de um cajado, trabalho artesanal, para recordarem essa ajuda tão preciosa ao longo do Caminho.
Proposto pelo Reverendo sr. Padre Fernando Farinha deslocámo-nos à Igreja Matriz de Arronches, num pequeno percurso, a pé , e aí num momento de oração, rezámos pelos peregrinos que sofreram o grave acidente, quando seguiam para Compostela para celebrar o Dia de S. Tiago. Enviar-se-á uma mensagem/telegrama ao Bispo de Compostela manifestando o nosso pesar e a certeza das nossas orações.
Todos se sentiram entusiasmados e agradecidos pelo dia que lhes foi proporcionado.
Ficou agendado o próximo Encontro para Castelo Branco em 2014, em data a combinar.
Até para o ano AMIGOS!

Pelo Grupo de Amigos
Júlia Adega


 

terça-feira, 16 de julho de 2013

3º Encontro dos Amigos do Caminho de Santiago da Beira



 
   
CONVITE


Vai realizar-se, no próximo dia 27 de Julho, de 2013, em Arronches, o 3º Encontro dos Amigos do Caminho de Santiago da Beira Baixa, Norte Alentejano e Ribatejano.

Participa e inscreve-te, até ao dia 20-07-2013 para os seguintes contactos:

Fer.manuel@sapo.pt – 966 333 353; Emília.costa27@gmail.com -965 310 406;

juliadega@gmail.com – 925 195 501


Contamos contigo, com a tua boa disposição e alegria

 

Programa:



10:30 – Acolhimento no Salão Paroquial

Rua João da Ponte Cabreira, nº 11

11:30 – Visita ao Museu de “ A BRINCAR”

13:00 – Almoço


Momento de Convívio e Partilha ( Projecção das imagens do Caminho de Santiago, de 10 a 16 de Setembro de 2012)

 

15:30 – Visita à Igreja Matriz e bênção de Santiago

 

Regresso a casa.