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quarta-feira, 3 de setembro de 2025
Os que vão, e os que não vão, à missa
Há políticos que fazem questão em dizer que vêm da missa e outros que se vangloriam de não ir missa. A estes não é exigido que estejam em sintonia com o Evangelho ou com o que o Papa e os bispos pregam. Porém, surpreendentemente, estão por vezes mais alinhados com posições da Doutrina Social da Igreja do que os primeiros. É o caso do acolhimento aos imigrantes.
No Evangelho aparecem diversas passagens em que Jesus exalta e promove os estrangeiros. Jesus elogia a fé da cananeia a quem cura a filha (Mt. 15, 21-29) e do centurião romano a quem cura o escravo (Lc. 7, 1-10). Uma samaritana, que encontra junto ao poço de Jacó, converte-se em sua apóstola (Jo. 4, 31-33). Na parábola que foi lida na missa deste domingo em todo o mundo, é também um samaritano que se compadece e presta assistência a um judeu assaltado e abandonado quase sem vida. Um sacerdote e um levita veem o seu estado de necessidade, mas ignoram-no (Lc. 10, 25-37).
Comentando essa parábola, Leão XIV denunciou que, por vezes, “consideramos nosso próximo somente quem está no nosso círculo, quem pensa como nós, quem tem a mesma nacionalidade ou religião. Porém, Jesus inverte a perspetiva, apresentando-nos um samaritano, um estrangeiro e herege, que se torna próximo daquele homem ferido. E pede-nos que façamos o mesmo”.
Em sintonia com o Papa, D. José Ornelas, bispo de Leiria–Fátima, defendeu que, num contexto “de discernimento e de legislação sobre os imigrantes”, a prioridade deve estar “no bem acolher”. E apelou a que não se caia “na ratoeira dos medos instrumentalizados, nem dos preconceitos manipulados, das evidências negadas”.
Tendo em conta o Evangelho e a doutrina social que dele decorre, o cristão não pode embarcar em discursos levianos que imputam ao estrageiro os problemas da nação e pretendem dificultar o seu acolhimento.
[@JN]
Pe Fernando Calado Rodrigues
sábado, 19 de novembro de 2022
A importância de ir à Missa aos domingo, segundo o Papa Francisco
“Sem Cristo, estamos condenados a ser dominados pelo cansaço do dia-a-dia com as suas preocupações e pelo medo do futuro"
Em uma Audiência Geral de 2017, o Papa Francisco falou sobre a importância de ir à missa aos domingos.
Desde os primeiros tempos, os discípulos de Jesus celebravam o encontro eucarístico com o Senhor no dia que os judeus chamavam ‘o primeiro da semana’ e os romanos ‘o dia do sol’.
Depois da Páscoa, os discípulos de Jesus acostumaram-se a esperar a visita do seu divino Mestre no primeiro dia da semana; foi nesse dia que Ele ressuscitou e veio encontrar-Se com eles no Cenáculo, falando e comendo com eles e dando-lhes o Espírito Santo. Este encontro se repetiria oito dias depois, já com a presença de Tomé.
E assim, aos poucos, o primeiro dia da semana passou a ser chamado pelos cristãos ‘o dia do Senhor’, ou seja, o domingo.
“A celebração dominical da Eucaristia está no centro da vida da Igreja: nós vamos à missa para encontramos o Senhor ressuscitado, ou melhor, para nos deixarmos encontrar por ele”, disse o Papa.
“Ouvir a sua palavra, alimentar-nos à sua mesa e assim, nos tornarmos Igreja, o seu corpo místico vivo hoje no mundo. Por isso, o domingo é para nós um dia santo: santificado pela celebração eucarística, presença viva do Senhor para nós e entre nós. É a Missa que faz cristão o domingo”.
“Infelizmente há comunidades cristãs que não podem ter Missa todos os domingos; mas também elas são chamadas a recolher-se em oração, nesse dia, ouvindo a Palavra de Deus e mantendo vivo o desejo da Eucaristia”.
“Sem Cristo, estamos condenados a ser dominados pelo cansaço do dia-a-dia com as suas preocupações e pelo medo do futuro. O encontro dominical com Jesus dá-nos a força de que necessitamos para viver com coragem e esperança os nossos dias”.
Concluindo, por que ir à missa aos domingos?
“Não é suficiente responder que isto é um preceito da Igreja. Nós cristãos precisamos participar da missa dominical porque somente com a graça de Jesus, com a sua presença viva em nós e entre nós, podemos colocar em prática o seu mandamento e sermos testemunhas críveis”.
Mais ainda, a comunhão eucarística com Jesus ressuscitado antecipa aquele domingo sem ocaso em que toda a humanidade entrará no repouso de Deus.
(Rádio Vaticano)
terça-feira, 31 de agosto de 2021
O que devemos rezar quando o padre eleva a hóstia e o cálice?

Antoine Mekary | ALETEIA
Para viver esse momento ainda mais profundamente na fé
É um costume piedoso na Igreja Católica: fazer uma breve oração interior no momento em que o padre eleva a hóstia consagrada e o cálice na Missa.
De fato, é nesse momento que a hóstia, pelo poder de Deus, se torna o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de Jesus Cristo.
Aqui estão algumas das orações mais comuns a fazer naquele momento para enfatizar o acontecimento profundo e milagroso que está misteriosamente se realizando diante de nossos olhos. A primeira é a mais comum. Mas você também pode rezar internamente as outras breves preces. Veja:
Meu Senhor e meu Deus;
Senhor, eu creio, mas aumentai a minha fé;
Meu Senhor e meu Deus, eu vos adoro hóstia consagrada, onde está o verdadeiro Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo vivo e realmente como está no Céu;
Meu Senhor e meu Deus, eu vos adoro cálice consagrado, onde está o verdadeiro Sangue, Corpo, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo vivo e realmente como está no Céu.
Vale dizer que a Igreja recomenda que, quando o padre faz o rito de elevação da hóstia e do cálice, a assembleia deve permanecer olhando para o sacerdote. A inclinação da cabeça e a breve prece pessoal devem acontecer quando o padre faz a genuflexão e coloca a hóstia (e depois o cálice) novamente sobre o altar.
terça-feira, 2 de outubro de 2018
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
O que há em comum entre ir à Missa e ir ao ioga?
Algumas vezes, uma voz diz para não ir à Missa. Mas uma bênção fala: vá!
As roupas, ela diz, “não me fazem sentir atlética, nem flexível , nem particularmente bonita – me sinto mais comprimida e inchada, como uma salsicha.” Assim lamenta uma escritora chamada Lisa Renee sobre ir à sua aula de ioga. Ela geralmente vai, mas não feliz. “Eu sou a garota que diz – ‘Nós realmente temos que fazer algum exercício hoje? ‘ Os professores me amam.”
Eu não estou endossando a ioga, sobre a qual eu sei praticamente nada. Mas me lembrei deste artigo quando eu estava procurando outra coisa. Ele diz algo sobre a bênção de ter que ir à Missa.
Muitas regras
Alguns dos meus amigos protestantes reclamam que a Igreja Católica tem muitas regras. Alegam que, se fôssemos realmente cristãos, faríamos o que deveríamos fazer sem que alguém precisasse nos obrigar. Amigos ortodoxos também dizem isso. Os dias santos de guarda os irritam, especialmente quando eles descobrem que os domingos também são dias sagrados. Eles dizem coisas como “Você deve querer ir à Igreja”, “A Igreja não pode fazer você ir” e “Está tudo bem com o fato de ficar em casa quando você não tem vontade de ir”.
Eles parecem acreditar que, se você não quer fazer algo, é porque não funciona ou não é importante. Você tem que sentir isso. Você tem que querer. Não é tão bom se alguém obriga você a fazer isso. Não é autêntico. É imposto. Você não faz isso por vontade própria, você está apenas seguindo regras.
Renee, que claramente não está escrevendo como uma cristã, mostra o motivo pelo qual a Igreja adotou regras. A autora passa a primeira parte do artigo reclamando que ela se sente mal, que ela não tem as roupas ideais, que ela não tem tempo, que ela não quer malhar com todas aquelas pessoas que estão em melhor forma do que ela, que ela não quer sentir dor.
“O joelho dói”, diz ela,”não há equilíbrio, a mente tagarela sem parar, eu me esqueço de respirar. Algumas vezes, eu me arrasto para atravessar a linha de chegada tonta e dolorida, e me pergunto quem exatamente eu acho que sou, nesta idade avançada, fazendo essas coisas estranhas extenuantes”. Ela se pergunta por que seus professores exigem tanto dela.
O momento em que as coisas ficam mais claras
Às vezes, algo acontece. Pode durar um momento ou o resto da aula. “É um momento em que as coisas ficam mais claras. A respiração, o corpo, a mente, a música, o grupo. É uma estranha sinergia divina do corpo e da mente que me faz sentir forte e flexível, clara e fundamentada… Eu sinto que tudo vai ficar bem.”
Eu gosto de ir à Missa. A Missa sempre me faz feliz. Mesmo quando a liturgia aperta todos os meus botões e a homilia visita cada cliché que me faz querer cuspir, tudo toma o seu lugar na hora da comunhão. Chegar ao padre e ouvir “Corpo de Cristo” me dá a sensação de ter entrado em casa depois de caminhar quilómetros debaixo de uma tempestade e atravessar a porta da frente para entrar em uma casa quente e brilhante, com minha família esperando. Esse é o momento em que as coisas se tornam mais claras
Eu também sei que tem aquela pequena voz que diz que você não precisa ir. Às vezes eu gosto dessa pequena voz. A minha me lembra de que estou cansada, ou me sentindo mal, ou que tive uma semana difícil, que a Missa (especialmente naquele dia santo) foi programada num momento ruim, que é um horário bom para o padre e os aposentados, mas não para quem trabalha. O trânsito para atravessar a ponte estará intenso e será super difícil encontrar estacionamento. É emocionante quando ela pode invocar mau tempo.
A voz lembra que meu joelho está dolorido e eu, provavelmente, deveria descansar porque se eu for à Missa, eu terei de ficar de pé e me ajoelhar. Assim, eu ficaria dolorida por dias. Essa pequena voz, que pode pertencer a um advogado, fala que eu posso ir amanhã, outro dia ou até mesmo adiar essa missa para o dia santo. O ponto, diz ela, é sofrer a ruptura, não indo para a Missa exata. Ir à Missa exata é apenas legalismo, diz, franzindo a testa.
Mas há a regra. Foi para isso que eu me inscrevi quando entrei na Igreja. Eu concordei que ela sabia melhor do que eu o que estava fazendo, e que ela me faria bem, de maneira que eu não teria escolha. Ela tem uma razão para me orientar a ir à Missa em certos dias, independentemente da minha vontade.
Empurro a voz para fora da porta, de preferência para aquela tempestade que mencionei anteriormente, e dirijo-me para o carro.
Se alguém pode encontrar o momento em que as coisas ficam mais calaras em um estúdio de ioga, depois de ter se arrastado lá, eu sei que vou encontrar o momento em que eu me arrasto para a Missa. Com a Igreja, primeiro é obediência, depois bênçãos. Siga a regra e as coisas ficarão mais claras.
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Ir à Missa é “remédio para melhorar a saúde física e mental”, assegura cientista de Harvard

Numa coluna recentemente publicada no jornal americano ‘USA Today’, Tyler J. VanderWeele, professor de epidemiologia na Universidade de Harvard, e John Siniff, especialista em comunicações, qualificaram a participação regular na Missa como um “remédio para melhorar a saúde física e mental”.
O artigo do ‘USA Today’, intitulado “A religião poderia ser um medicamento milagroso”, aponta os resultados de um estudo liderado por VanderWeele e publicado em maio de 2016 na prestigiosa revista de psiquiatria JAMA Psychiatry, da Associação Americana de Medicina.
O estudo, intitulado “Associação entre assistência a serviços religiosos e menores taxas de suicídio entre mulheres norte-americanas”, concluiu que “a participação frequente nos serviços religiosos estava associada com uma taxa significativamente mais baixa de suicídio”.
VanderWeele e Siniff assinalaram que “a saúde e a religião estão muito ligadas” e, de acordo com o estudo publicado em meados deste ano, os adultos que vão à Missa pelo menos uma vez por semana, em comparação com aqueles que nunca vão, “apresentam um menor risco de morte na próxima década e meia”.
“Os resultados foram replicados em suficientes estudos e populações para ser considerados bastante confiáveis”, asseguraram.
Embora garantiram que “a ciência não se adere a uma fé ou outra, nem sugere o que a sociedade deve fazer com essa informação”, destacaram que tanto a sociedade como cada pessoa poderiam aproveitar estes resultados.
“Os meios informativos, a academia e o público em geral poderiam usar esta nova compreensão do grande valor social da religião”, indicaram. Já para cada pessoa, “esta investigação convida não tão sutilmente a reconsiderar o que a religião pode fazer por eles”.
As pessoas que participam da Missa, assinalaram, “estão menos propensas a fumar, ou mais propensos a parar de fumar, causando benefícios significativos para a saúde”.
Além disso, destacaram, “a investigação de Harvard e outras indicam que, possivelmente devido a uma mensagem de fé ou esperança, pessoas que participam da Missa são mais otimistas e têm menores taxas de depressão. A investigação de Harvard também mostrou que esta participação protege contra o suicídio”.
“Outros descobriram que as pessoas que vão à igreja asseguram ter um propósito maior na vida e desenvolvem mais autocontrole”.
Enquanto alguns norte-americanos substituíram a participação da Missa, que “é vista como ‘pitoresca e antiquada’, pela “espiritualidade”, VanderWeele e Siniff reforçaram que ir à igreja, e não a uma “espiritualidade privada ou prática solitária”, geram benefícios para a saúde.
“Algo na participação religiosa comunitária parece ser essencial”, assinalaram.
Participar da Missa, disseram, “demonstrou que aumenta a probabilidade de um matrimónio estável, aumenta o sentido próprio de significado e se estende à própria rede social”, assim como “leva a maiores doações caritativas e um maior voluntariado e compromisso cívico”.
VanderWeele e Siniff destacaram que “algo na experiência e participação religiosa comunitária é importante. Algo poderoso parece suceder aí e melhora a saúde”.
“Isto tem importantes implicações para o grau em que a sociedade promove e protege as instituições religiosas”, entre outros, assinalaram.
CF Atualidades
De ACI Digital
Link>> http://www.acidigital.com/noticias/ir-a-missa-e-remedio-para-melhorar-a-saude-fisica-e-mental-assegura-cientista-de-harvard-49829/#.WB0LLGwq4us.blogger
quarta-feira, 9 de março de 2016
Faz tempo que não vai à missa?
Passo a passo para voltar a ter intimidade com Deus

Se faz algum tempo que não vai à missa e está pensando em voltar, este artigo é para si. Pode ter passado muito ou pouco tempo desde a última vez, não importa. Se está sentindo necessidade de voltar, mas está preocupado, ansioso ou apenas um pouco inseguro sobre como fazer isso, leia as dicas a seguir.
Mas não tenha medo. Deus o ama como está agora. Para voltar a participar da missa, não precisa ser perfeito. Deus quer que todos nós nos aproximemos do melhor que Ele preparou para nós, que é a Eucaristia, mas isso não significa que precisamos passar por um “detector de metais” dos seus pecados antes de entrar. Volte do jeito que é e está, e Deus fará a parte dele.
Se quer voltar à missa, oferecemos a seguir algumas dicas:
1. Encontre alguém para ir consigo

2. Prepare-se com antecedência

3. Procure chegar um pouco antes da missa

4. Participe sem medo

5. Não se preocupe com seus filhos

6. Entenda a importância da comunhão

7. Permaneça um pouco após a missa

8. Finalmente, não espere a perfeição
Nem sempre a missa é como gostaríamos. Em um mundo ideal, a celebração estaria cheia de vida e alegria, o padre daria uma homilia maravilhosa e todo mundo se sentiria completamente unido a Deus. Mas muitas vezes a missa pode parecer chata e monótona. Independentemente da sua experiência, lembre-se de que Cristo está verdadeiramente presente e Ele não está limitado pelas nossas imperfeições humanas. Procure conectar-se com Deus e lembre-se de que a missa é um ato de fé.CATHOLIC LINK
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Por que sempre há um crucifixo nos altares?

Uma pergunta que todo católico precisa saber responder
No centro da ação litúrgica da Igreja, está Cristo e seu mistério pascal. Portanto, a celebração litúrgica deve tornar evidente esta verdade teológica. E, desde quase sempre, o símbolo escolhido pela Igreja para a orientação do coração e da mente do cristão durante a missa ou a liturgia é a representação de Jesus crucificado.
O crucifixo é o principal elemento sobre o altar, porque a missa é o santo sacrifício, memorial da paixão, morte e ressurreição do Senhor.
Antigamente, a liturgia prescrevia o costume de que tanto o sacerdote quanto os fiéis se posicionassem na direção do crucifixo durante a missa. O crucifixo era colocado no centro do altar (que naquela época ficava ligado à parede).
Isso nos dá a entender a centralidade do crucifixo na celebração do culto divino, e era muito mais destacado no passado. De fato, a presença da cruz na celebração da missa está certificada desde o século V.
O crucifixo fica sobre o altar para recordar à assembleia e ao ministro celebrante que a vítima que se oferece sobre o altar é a mesma que se ofereceu na cruz.
Portanto, nunca podemos perder de vista que a missa é um sacrifício – aspecto este que pode se perder quando a celebração se converte em uma festa que só leva em consideração a ressurreição do Senhor, esquecendo-se do seu sacrifício expiatório.
Não podemos nos esquecer de que não há ressurreição sem cruz.
O crucifixo no centro do altar nos indica que o sacerdote celebra a missa frente a Deus, e não como um protagonista diante do povo. A cruz tira o protagonismo do padre e o dá a Cristo; assim, tanto fiéis como sacerdotes vivem a missa olhando para Deus.
A liturgia não é um diálogo entre sacerdote e assembleia. Sacerdote e povo não dirigem um ao outro sua oração, senão que, juntos, a dirigem ao único Senhor.
Olhar para o crucifixo é uma oportunidade para caminhar com o olhar dirigido a Jesus.
O crucifixo sempre deve estar sobre o altar, salvo duas exceções: quando o Santíssimo Sacramento é exposto na custódia e quando a crucificação é a imagem central da pintura ou retábulo atrás do altar.
Alguns poderiam dizer que a cruz no centro do altar não deve ser permitida, pois impede a visão dos fiéis. Mas, na verdade, a cruz sobre o altar não é um obstáculo, e sim um ponto de referência comum.
PE. HENRY VARGAS HOLGUÍN em Aleteia
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Cíngulo? Estola? Casula? Intróito? Santo Antônio Maria Claret nos explica o que a missa significa

Para melhor entendermos os mistérios representados na missa, ninguém melhor que um santo para explicá-la!
Santo Antônio Maria Claret nos explica a Santa Missa não de forma “enciclopédica”, descrevendo objetos, paramentos e ritos, mas de forma espiritual e essencial, comentando o seu profundo conteúdo: a Santa Missa é a Paixão de Cristo. Nas atuais celebrações, há diferenças em termos de rito e usos na comparação com a celebração descrita pelo santo tal como se fazia em seu tempo, mas a essência da Santa Missa é imutável. Diz-nos ele:
Breve explicação dos mistérios que se representam na Missa
O sacerdote, revestido com os sagrados paramentos,representa a Cristo, nosso Redentor, em sua sagrada Paixão.
O Amicto, com o qual ele cobre a cabeça quando começa a revestir-se, simboliza a coroa de espinhos e o lenço com que, cobrindo seu Divino Rosto, escarneceram dele os algozes que diziam: “Advinha quem te feriu”.
A Alva simboliza o vestido branco com que o trataram como um louco na casa de Herodes, desprezando-o.
O Cíngulo ou Cordão simboliza as cordas com que foi atado no Horto.
A Estola representa a corda que levava ao pescoço, quando o conduziram preso.
O Manípulo é o símbolo da corda com que o sujeitaram à coluna para açoitá-lo.
A Casula simboliza o vestido de púrpura que lhe puseram na casa de Pilatos, estando já coroado de espinhos.
O Cálice representa o sepulcro, e os Corporais o lençol em que foi amortalhado o Seu Corpo Santíssimo.
O Intróito, ou entrada da Missa, significa o grande desejo com que no limbo esperavam os Santos Padres a vinda de Cristo ao mundo, para remir a eles e a nós. E, para significar seus clamores, dizem-se imediatamente os Kyries, que, em nosso idioma, significam: “Senhor, tende misericórdia de nós”.
O Glória in excelsis nos recorda o regozijo dos anjos e dos pastores no Nascimento de Cristo.
As Orações que diz o sacerdote após o Dominus vobiscum são símbolo das muitas vezes que Cristo orou por nós no decurso de sua vida.
A Epístola significa a pregação dos Profetas, especialmente a do Batista.
O Gradual, que é o que se lê depois da Epístola, significa a solidão de Cristo no deserto; e o Aleluia representa os serviços que lhe prestaram os Anjos depois das tentações do demónio, de quem saiu Vitorioso.
O Evangelho significa a pregação de Cristo. Para dizer o Evangelho passa-se o missal ao outro lado do altar, para significar que Cristo passava duns lugares a outros pregando o Evangelho. Quando se lê o Evangelho estamos de pé, para significar a prontidão com que devemos obedecer à lei de Cristo, que se nos promulga no Evangelho; no fim do Evangelho diz-se: Laus tibi, Christe, fazendo inclinação com a cabeça, em sinal de submissão.
O Credo é um compêndio do que o cristão deve crer; ajoelha-se o sacerdote quando diz “Et homo factus est”, para dar a entender a grande humildade do Senhor em tomar nossa natureza, e quanto, por conseguinte, nos devemos humilhar diante de Deus, que é nosso Senhor.
O oferecimento que o sacerdote faz da hóstia e do cálice recorda-nos a prontíssima e inteira vontade com que Cristo se ofereceu para padecer e morrer por nós.
Voltar-se o sacerdote para o povo e dizer Orate, frates, recorda-nos aquele passo em que Cristo, depois de ter orado no horto com suor de sangue, se chegou a seus discípulos e lhes disse: vigiai e orai, para não cairdes em tentação.
O Prefácio e o Sanctus simbolizam a entrada solene e pública de Cristo em Jerusalém no dia de Ramos, e o júbilo com que o povo o recebeu.
No Cânon o sacerdote diz as orações em voz baixa, recordando-nos que Cristo se retirou dos judeus e foi, em segredo, com seus discípulos a Efren; e também para inspirar-nos grande respeito, porque é sabido que o que se faz com demasiada publicidade se vulgariza, e com facilidade se despreza.
Eleva-se a hóstia e o cálice para recordar-nos que Cristo foi levantado na cruz.
O Pater Noster simboliza aquelas palavras que Cristo dirigiu ao Eterno Padre imediatamente antes de expirar; assim como aquele pouco tempo que o sacerdote está em silêncio depois do Pater Noster significa o tempo que esteve Cristo no sepulcro, em que sua alma desceu ao seio de Abraão para dar liberdade às almas dos Santos Padres, que esperavam sua vinda.
O Pax Domini simboliza a aparição de Cristo aos seus discípulos e às Marias, depois de ressuscitado.
O Agnus Dei recorda-nos que Cristo, depois de sua Ressurreição, subiu aos céus para lá ser nosso advogado.
As Orações finais que o sacerdote reza são símbolos das que Cristo dirige no céu, em nosso favor, ao Eterno Pai.
O Ite Missa est significa que o sacerdote fez o ofício de embaixador e de ministro enviado por Deus, para oferecer-lhe aquele sacrifício por toda a Igreja católica, pelas almas do purgatório e para alcançar para todos a divina graça.
A Bênção que o sacerdote dá no fim da missa significa a que Cristo dará aos justos no dia de Juízo Final.
Santo Antonio Maria Claret em “Caminho Reto e Seguro para Chegar ao Céu” (7ª Edição, Editora Ave Maria) ALETEIA TEAM
Breve explicação dos mistérios que se representam na Missa
O sacerdote, revestido com os sagrados paramentos,representa a Cristo, nosso Redentor, em sua sagrada Paixão.
O Amicto, com o qual ele cobre a cabeça quando começa a revestir-se, simboliza a coroa de espinhos e o lenço com que, cobrindo seu Divino Rosto, escarneceram dele os algozes que diziam: “Advinha quem te feriu”.
A Alva simboliza o vestido branco com que o trataram como um louco na casa de Herodes, desprezando-o.
O Cíngulo ou Cordão simboliza as cordas com que foi atado no Horto.
A Estola representa a corda que levava ao pescoço, quando o conduziram preso.
O Manípulo é o símbolo da corda com que o sujeitaram à coluna para açoitá-lo.
A Casula simboliza o vestido de púrpura que lhe puseram na casa de Pilatos, estando já coroado de espinhos.
O Cálice representa o sepulcro, e os Corporais o lençol em que foi amortalhado o Seu Corpo Santíssimo.
O Intróito, ou entrada da Missa, significa o grande desejo com que no limbo esperavam os Santos Padres a vinda de Cristo ao mundo, para remir a eles e a nós. E, para significar seus clamores, dizem-se imediatamente os Kyries, que, em nosso idioma, significam: “Senhor, tende misericórdia de nós”.
O Glória in excelsis nos recorda o regozijo dos anjos e dos pastores no Nascimento de Cristo.
As Orações que diz o sacerdote após o Dominus vobiscum são símbolo das muitas vezes que Cristo orou por nós no decurso de sua vida.
A Epístola significa a pregação dos Profetas, especialmente a do Batista.
O Gradual, que é o que se lê depois da Epístola, significa a solidão de Cristo no deserto; e o Aleluia representa os serviços que lhe prestaram os Anjos depois das tentações do demónio, de quem saiu Vitorioso.
O Evangelho significa a pregação de Cristo. Para dizer o Evangelho passa-se o missal ao outro lado do altar, para significar que Cristo passava duns lugares a outros pregando o Evangelho. Quando se lê o Evangelho estamos de pé, para significar a prontidão com que devemos obedecer à lei de Cristo, que se nos promulga no Evangelho; no fim do Evangelho diz-se: Laus tibi, Christe, fazendo inclinação com a cabeça, em sinal de submissão.
O Credo é um compêndio do que o cristão deve crer; ajoelha-se o sacerdote quando diz “Et homo factus est”, para dar a entender a grande humildade do Senhor em tomar nossa natureza, e quanto, por conseguinte, nos devemos humilhar diante de Deus, que é nosso Senhor.
O oferecimento que o sacerdote faz da hóstia e do cálice recorda-nos a prontíssima e inteira vontade com que Cristo se ofereceu para padecer e morrer por nós.
Voltar-se o sacerdote para o povo e dizer Orate, frates, recorda-nos aquele passo em que Cristo, depois de ter orado no horto com suor de sangue, se chegou a seus discípulos e lhes disse: vigiai e orai, para não cairdes em tentação.
O Prefácio e o Sanctus simbolizam a entrada solene e pública de Cristo em Jerusalém no dia de Ramos, e o júbilo com que o povo o recebeu.
No Cânon o sacerdote diz as orações em voz baixa, recordando-nos que Cristo se retirou dos judeus e foi, em segredo, com seus discípulos a Efren; e também para inspirar-nos grande respeito, porque é sabido que o que se faz com demasiada publicidade se vulgariza, e com facilidade se despreza.
Eleva-se a hóstia e o cálice para recordar-nos que Cristo foi levantado na cruz.
O Pater Noster simboliza aquelas palavras que Cristo dirigiu ao Eterno Padre imediatamente antes de expirar; assim como aquele pouco tempo que o sacerdote está em silêncio depois do Pater Noster significa o tempo que esteve Cristo no sepulcro, em que sua alma desceu ao seio de Abraão para dar liberdade às almas dos Santos Padres, que esperavam sua vinda.
O Pax Domini simboliza a aparição de Cristo aos seus discípulos e às Marias, depois de ressuscitado.
O Agnus Dei recorda-nos que Cristo, depois de sua Ressurreição, subiu aos céus para lá ser nosso advogado.
As Orações finais que o sacerdote reza são símbolos das que Cristo dirige no céu, em nosso favor, ao Eterno Pai.
O Ite Missa est significa que o sacerdote fez o ofício de embaixador e de ministro enviado por Deus, para oferecer-lhe aquele sacrifício por toda a Igreja católica, pelas almas do purgatório e para alcançar para todos a divina graça.
A Bênção que o sacerdote dá no fim da missa significa a que Cristo dará aos justos no dia de Juízo Final.
Santo Antonio Maria Claret em “Caminho Reto e Seguro para Chegar ao Céu” (7ª Edição, Editora Ave Maria) ALETEIA TEAM
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