João, o Batista, elogiado como ninguém, esteve na prisão e foi morto. Seguir a Cristo exige sacrifícios! Obriga a que deixemos a vida puramente humana. Deus está em nós! Feliz de quem não duvida!
A liturgia deste domingo lembra a proximidade da intervenção libertadora de Deus e acende a esperança no coração dos crentes. Diz-nos: “não vos inquieteis; alegrai-vos, pois a libertação está a chegar”. A primeira leitura anuncia a chegada de Deus, para dar vida nova ao seu Povo, para o libertar e para o conduzir, num cenário de alegria e de festa, para a terra da liberdade. O Evangelho descreve-nos, de forma bem sugestiva, a ação de Jesus, o Messias (esse mesmo que esperamos neste Advento): Ele irá dar vista aos cegos, fazer com que os coxos recuperem o movimento, curar os leprosos, fazer com que os surdos ouçam, ressuscitar os mortos, anunciar aos pobres que o “Reino” da justiça e da paz chegou. É este quadro de vida nova e de esperança que Jesus nos vai oferecer. A segunda leitura convida-nos a não deixar que o desespero nos envolva enquanto esperamos e aguardarmos a vinda do Senhor com paciência e confiança. O Advento é o tempo em que se anuncia e espera a intervenção salvadora de Deus em favor do seu Povo. No entanto, Ele só virá se eu estiver disposto a acolhê-l’O; Ele só intervirá se eu estiver disposto a receber de braços abertos a proposta de libertação que Ele me vem fazer… Estou preparado para acolher o Senhor? Ele tem lugar na minha vida? A sua proposta libertadora encontrará eco no meu coração? A salvação de Deus chega ao mundo através do nosso testemunho… Lutamos, objetivamente, para tornar realidade o projeto libertador de Deus e para silenciar a opressão, a injustiça, tudo o que rouba a vida e a dignidade a qualquer homem ou a qualquer mulher?
extratos de portal dos dehonianos- 3º domingo do Advento.
Isto cá para nós que ninguém nos ouve. Mesmo que não esteja no cardápio das causas de doenças, acho que a cultura do sofá, de braço dado com o gosto pelo zapping e quejandos, encarquilha os ossos, faz rugas na testa e causa surdez nos ouvidos do coração. Além disso, deve provocar colesterol, talvez bicos de papagaio, não sei se enxaquecas e cara de vinagre. Presumo que estimule o “alzheimer espiritual” e muitas outras maleitas egocêntricas de consequências graves no viver e conviver. Sobretudo quando as pessoas têm vida saudável, experiência e conhecimentos para partilhar, mas já aposentadas e sem outros cuidados e afazeres, se aferrolham inativas. Sei que estas minhas afirmações só serão válidas enquanto não vier outro a dizer o contrário, me tenha por metediço e pense que eu não fecho bem a gaveta. No entanto, sabe bem constatar o coração escorreito e o cuidado profilático de tanta gente crente e não crente que não se cansa de correr a gastar muita da sua energia em gestos de amor e solidariedade, ignorando qualquer fronteira religiosa, ideológica ou política. Refiro-me à multidão de voluntários que no mais variado campo de ação, de forma gratuita e competente, servem os outros, com generosidade e alegria. Por todo o mundo, e nos mais variados setores da atividade humana, há, e vão surgindo cada vez mais, organismos e coletividades de matriz cívica e religiosa, criadas e dinamizadas por voluntários. Dedicam-se ao serviço desta casa comum que é a natureza, ao serviço da cultura, do desporto, da saúde, da comunicação social, do socorro de emergência, do apoio em campos de refugiados, da promoção humana, do serviço às pessoas seja ele qual for, onde for e com quem for. Os próprios governos e instâncias internacionais entendem ser conveniente não ignorar o valor social e cívico destas iniciativas e têm até procedido ao seu enquadramento legal (cf. C. Past. CEP, 2001). Entre nós, apesar do elevado PIB de produção legislativa a enfurecer a justiça e quem a tem de aplicar, penso que ainda é a Lei nº 71/de 3/11/98 e o Decreto-Lei nº 389/de 30/09/99, que estão em vigor. Definem o conceito de voluntariado, enumeram os seus direitos e deveres, especificam as áreas de intervenção. Como é evidente, o voluntário que se preza de o ser tem de marcar a diferença. É pessoa com maturidade humana, afetiva e espiritual, capaz de relação social, com capacidade de inserção no meio ambiente e no grupo, se o há, em espírito de comunhão e colaboração integrada. Mais do que ações de solidariedade, ele próprio é solidário e gosta de ajudar quem precisa, oferece com amor os seus conhecimentos e os seus préstimos. Por isso mesmo, a sua colaboração não é fruto de um entusiasmo momentâneo que logo esmorece. É um voluntariado assumido de forma contínua, responsável, competente e alegre. Não simplesmente para ocupar os tempos livres ou para satisfazer interesses menos claros. Trata-se de um serviço social exercido em espírito de verdadeira cidadania. O voluntariado da Igreja, para dentro e para fora, tem uma prática de milénios, fortemente potenciado pelos valores que a Boa Nova de Jesus anuncia. Toda a Igreja, em todos os tempos, foi Igreja de voluntários. Tantos homens e mulheres que ao longo dos séculos souberam dar o seu tempo, os seus conhecimentos, a sua vida e, muitos, os seus próprios bens, fazendo o bem sem olhar a quem. Fruto do voluntariado tem sido o ministério da Evangelização, a assistência e promoção social, o cuidado em áreas da saúde, o empenho cultural, a libertação dos povos, a luta pela justiça e pela paz (cf. Idem). Hoje, em Portugal, são milhares e milhares de pessoas, crianças, jovens e adultos, que, organizada e gratuitamente, dão o seu tempo, o seu saber e o testemunho da sua fé como catequistas, como membros de grupos corais, como acólitos, leitores e na diversidade dos ministérios laicais. São milhares as pessoas dedicadas a cuidar dos espaços litúrgicos, a visitar doentes e idosos em lares, em casas de famílias e em hospitais e se dedicam também a visitar presos nas cadeias. São milhares os que, nas férias, partem em missão de voluntariado associados a instituições religiosas ou outras. São milhares os que, de forma gratuita e disponível, pertencem aos órgãos sociais de misericórdias, centros sociais paroquiais, confrarias, associações de fiéis, movimentos de ação pastoral, comissões de festas e outras que se ocupam na defesa e preservação do património paroquial, e sei lá mais o quê! Todo o serviço de voluntariado, crente ou não crente, nasce do coração humano, revela valores de humanismo assente na dignidade humana e no sentido da fraternidade universal. D. Antonino Dias Bispo de Portalegre Castelo Branco 9-12-2016
Quantas vezes fomos capazes de arriscar por Ele? Quantas vezes nos deixamos levar pela Sua interpelação? Quantas vezes deixamos que Ele invadisse os nossos corações? Quantas vezes deixamos que Ele rompesse as nossas vidas? Quantas? Já alguma vez sentimos o poder da Sua graça? Já alguma vez nos arrepiamos com a presença deste Espírito Santo? Já alguma vez nos prostramos perante o maior de todos os Reis? Já alguma vez? O que fizemos para levar o Seu amor? O que fizemos para levar a Sua palavra? O que fizemos para levar a Sua misericórdia? O que fizemos para levar a Sua paz? O que fizemos para levar a Sua compaixão? Sim. O que fizemos? Aos poucos começamos a deixar cair a nossa fé. Aos poucos começamos a deixar que a fé passasse a ser um mero jogo de palavras bonitas. Sem darmos conta iniciamos uma imagem de Deus que não é verdadeira. Sem darmos conta iniciamos uma doutrina severa sem seguirmos o radicalismo do amor. O serviço que nos espera não é um serviço de condenação. O serviço que nos espera não é um serviço de julgamento. O serviço que nos espera não é um serviço de fiscalização. O serviço que nos espera é a entrega total a um amor desmedido. Um amor que dá esperança aos que se perderam. Um amor que caminha para junto dos mais necessitados. Um amor que cria verdadeiras pontes de união. Um amor de mãos largas. Um amor que nos faz querer viver "tudo à grande". Se queremos ser grandes só o podemos ser no amor. Em tudo o resto deixemos que a pequenez da simplicidade nos ensine a viver. Neste tempo, em que esperamos a vinda do Príncipe da Paz, não nos assustemos com a Sua voz. Estejamos atentos. Estejamos predispostos a recebê-Lo. Estejamos no Seu repouso. Preparemo-nos pois Ele virá e calmamente nos dirá: "Não temais. Sou eu.". E nós? Estaremos dispostos a que Ele entre? Ou será, uma vez mais, ignorada a Sua vinda?
Hoje,somos convidados a equacionar o tipo de resposta que damos aos desafios de Deus. Ao propor-nos o exemplo de Maria de Nazaré, a liturgia convida-nos a acolher, com um coração aberto e disponível, os planos de Deus para nós e para o mundo. A primeira leitura mostra (recorrendo à história mítica de Adão e Eva) o que acontece quando rejeitamos as propostas de Deus e preferimos caminhos de egoísmo, de orgulho e de autossuficiência… Viver à margem de Deus leva, inevitavelmente, a trilhar caminhos de sofrimento, de destruição, de infelicidade e de morte. O Evangelho apresenta a resposta de Maria ao plano de Deus. Ao contrário de Adão e Eva, Maria rejeitou o orgulho, o egoísmo e a autossuficiência e preferiu conformar a sua vida, de forma total e radical, com os planos de Deus. Do seu “sim” total, resultou salvação e vida plena para ela e para o mundo. A segunda leitura, tirada da liturgia do 2.º Domingo do Advento, dirige-se àqueles que receberam de Jesus a proposta do “Reino”: sendo o rosto visível de Cristo no meio dos homens, eles devem dar testemunho de união, de amor, de partilha, de harmonia entre si, acolhendo e ajudando os irmãos mais débeis, a exemplo de Jesus.
Um dos mistérios que mais questiona os nossos contemporâneos é o mistério do mal… Esse mal que vemos, todos os dias, tornar sombria e deprimente essa “casa” que é o mundo, vem de Deus, ou vem do homem? O mal resulta das nossas escolhas erradas, do nosso orgulho, do nosso egoísmo e autossuficiência. Quando o homem escolhe viver orgulhosamente só, ignorando as propostas de Deus e prescindindo do amor, constrói cidades de egoísmo, de injustiça, de prepotência, de sofrimento, de pecado… Quais os caminhos que eu escolho? As propostas de Deus fazem sentido e são, para mim, indicações seguras para a felicidade, ou prefiro ser eu próprio a fazer as minhas escolhas, à margem das propostas de Deus?
Que atitude assumimos diante dos projetos de Deus: acolhemo-los sem reservas, com amor e disponibilidade, numa atitude de entrega total a Deus, ou assumimos uma atitude egoísta de defesa intransigente dos nossos projetos pessoais e dos nossos interesses egoístas?
¨ É possível alguém entregar-se tão cegamente a Deus, sem reservas, sem medir os prós e os contras? Como é que se chega a esta confiança incondicional em Deus e nos seus projetos? Naturalmente, não se chega a esta confiança cega em Deus e nos seus planos sem uma vida de diálogo, de comunhão, de intimidade com Deus. Maria de Nazaré foi, certamente, uma mulher para quem Deus ocupava o primeiro lugar e era a prioridade fundamental. Maria de Nazaré foi, certamente, uma pessoa de oração e de fé, que fez a experiência do encontro com Deus e aprendeu a confiar totalmente n’Ele. No meio da agitação de todos os dias, encontro tempo e disponibilidade para ouvir Deus, para viver em comunhão com Ele, para tentar perceber os seus sinais nas indicações que Ele me dá dia a dia?
Que Maria Santíssima, nossa Mãe Imaculada, olhe para Portugal e por Portugal bem como por toda a humanidade, nos difíceis caminhos da paz.
Há uma coisa em comum a cada minuto, a cada hora, cada novo dia, nascer ou pôr-do-sol, cada semana, mês ou ano. Sabem o que é? Não! Vá… pensem mais um bocadinho. O esforço vai compensar. É uma descoberta fantástica!
A cada novo momento Deus dá-nos a oportunidade de voltar a tentar. Dá-nos a possibilidade de fazer algo melhor, maior. Dá-nos a hipótese de pedir desculpa, de tentar retificar. De receber o seu perdão. De refletir, respirar fundo seguir em frente, com uma nova força, mais energia e uma fé amplificada. E porquê? Simplesmente porque é um novo dia, talvez um novo mês ou um novo advento.
Deus dá-nos sempre um recomeço.
A oportunidade de recomeçar tantas vezes quantas as necessárias para nos aproximarmos daquilo que é o perfeito, daquilo que há de mais santo é um grande sinal da generosidade de Deus. Esta generosidade que não se esgota.
Já todos fizemos asneiras. Já todos nos apercebemos que as palavras que usamos feriram um amigo. Já todos nos arrependemos. Mas o facto de nos podermos emendar deixa-me radiante!
Dia 04 de Dezembro de 2016, realizou-se, nas instalações da Santa Casa da Misericórdia de
Gavião a Reflexão/Consoada de Natal do Movimento dos Cursilhos de Cristandade da Diocese de Portalegre-Castelo Branco para, em caminhada de Advento, ajudar a preparar o NATAL.
Após o acolhimento, D. Antonino deu as boas vindas aos cerca de 130 cursilhistas e depois das devidas apresentações e num ambiente acolhedor e familiar como é normal nos encontros dos MCC, fez a devida apresentação do orador convidado, Frei Bento Domingues.
Começando por abordar o tema sobre o “Natal de Jesus”, Frei Bento Domingos falou-nos de Maria, a sua forma de estar e acompanhar o Filho, passando de mestra a discípula, e disse-nos que o Natal nos transmite diversas mensagens das quais se poderão tirar diversas conclusões pois cada uma pode ser interpretada e feito o devido juízo individualmente mesmo sem concordância de todos.
No Natal falamos de Jesus, e segundo a história ele era, então, considerado fora dos parâmetros do seu tempo, pois a mensagem que transmitia era a de que somos todos irmãos e constituímos uma grande família: somos uma família de famílias.
Então, porque é que nas celebrações eucarísticas, no abraço da paz, cumprimentamos tanto aqueles que nos são do coração como aqueles que nada são e depois da celebração ao sair das portas da Igreja somos uns estranhos? E, sendo assim, poderemos ficar a pensar: “O que fiz ou o que me fizeram lá dentro porque quando passam por mim na rua nem sequer me falam ou dão a salvação?”. Que família somos?
A mensagem passada, refletida e interiorizada, foi a de que, se, sem obrigação cumprimentei o meu irmão, porque é que não continuo a fazê-lo depois da Eucaristia? Porque não o acolho e o sinto como “minha família”, meu irmão, filho da mesma Mãe, Maria, que nos conduz para o Seu Filho, Jesus, nosso irmão?
Mas por tudo isto nos devemos alegrar porque a nossa vida está no coração de Deus e que estando no advento preparamos o nosso nascimento para que em Deus vivamos, nos movimentemos e em Deus existamos.
Após alguns momentos de interessante partilha, a partir do que acabávamos de ouvir, dirigimo-nos para a Igreja Matriz de Gavião onde participamos na Eucaristia da comunidade local.
E, depois de aconchegados os espíritos, cerca das 13h00, e em família, aconchegámos os estômagos, num almoço com todos os cursilhistas.
O encontro terminou em ALEGRIA num convívio onde o som da música, as vozes e as pernas provaram que o cristianismo só é vivido se for convivido.