domingo, 4 de fevereiro de 2018

Apresentação de Jesus, Purificação de Maria, Nossa Senhora da Luz, Candeias…?

Afinal, o que celebramos no dia 2 de fevereiro? Celebramos todas essas festas - e mais algumas! E todas elas são, na essência, a mesma e única festa!



A Apresentação do Senhor, celebrada em 2 de fevereiro, é uma antiquíssima festa de origem oriental, já celebrada pela Igreja de Jerusalém no século IV, só que quarenta dias após a Epifania: ou seja, em 14 de fevereiro. De Jerusalém, a festa se espalhou para outras igrejas do Oriente e do Ocidente, havendo registros da sua celebração em Roma pelo menos desde o século VII – e com os quarenta dias sendo contados a partir do Natal e não da Epifania.

Nas igrejas orientais, a data era chamada de “Festa do Encontro“, em expressiva referência ao encontro do Ungido de Deus com o seu povo. Já no Ocidente, a festa passou a ser conhecida a partir do século X como “Purificação da Bem-Aventurada Virgem Maria”, sendo assim incluída entre as festas de Nossa Senhora – e nasce, assim, o título de “Nossa Senhora da Purificação“.

Entretanto, o que a Igreja essencialmente celebra neste dia é um mistério de Nosso Senhor. É por isso que, no calendário romano revisado em 1969, o nome da festa foi mudado para “Apresentação do Senhor”, indicação mais fiel da sua natureza e objeto.

Isto não subestima de forma alguma o papel de Nossa Senhora nos acontecimentos hoje celebrados, já que os mistérios de Cristo e de Maria são interligados intimamente a ponto de se tratar de uma “dupla celebração”, tanto de Cristo quanto de Maria.

É por isso que o dia 2 de fevereiro também celebra, popularmente, a festa de Nossa Senhora da Luz ou da Candelária, que evoca o mesmo fato: o de que, junto com São José, seu esposo, ela leva o Menino Deus, que é a Luz do mundo, para ser apresentado no templo. Nossa Senhora nos traz a Luz!

E, como a Luz de Cristo ilumina todos os nossos trajetos pela vida, esta data celebra também, em vários lugares do mundo, a festa de Nossa Senhora da Boa Viagem, conhecida ainda por Nossa Senhora da Esperança ou mesmo Nossa Senhora dos Navegantes.
A apresentação de Jesus no templo é narrada no capítulo 2 do Evangelho de São Lucas: em cumprimento da lei mosaica, os pais do Menino o levam ao templo, quarenta dias depois do seu nascimento, para apresentá-lo e fazer por Ele uma oferenda.

No templo, eles encontram Simeão, que, depois de lhes ter revelado maravilhas sobre o Filho que ali traziam, declarou:

“Agora, Senhor, deixai partir o vosso servo em paz, conforme a vossa Palavra. Pois os meus olhos viram a vossa salvação, que preparastes diante dos olhos das nações: Luz para aclarar os gentios e glória de Israel, vosso povo!” (Lucas 2,29-33).
Esta passagem é conhecida como Nunc dimittis, por serem estas as suas duas primeiras palavras em latim, ou como o Cântico de Simeão (a passagem completa é Lc 2,22-40): ele nos convida a aclamar a Cristo como “Luz que ilumina as nações”.

Vem deste episódio, também, o sentido desta data como o Dia Mundial da Vida Consagrada. Ao celebrar esta festa em 2014, o Papa Francisco exortou, “à luz desta cena evangélica, a considerar a vida consagrada como um encontro com Cristo“:


“É Ele que vem até nós, trazido por Maria e José, e somos nós que vamos até Ele, guiados pelo Espírito Santo. Mas no centro está Ele. É Ele que move tudo, é Ele que atrai ao Templo, à Igreja, onde podemos encontrá-lo, reconhecê-lo, recebê-lo e também abraçá-lo”.

Em suma, são surpreendentemente muitas as comemorações do dia 2 de fevereiro, e ainda mais fascinante é constatar o quanto elas todas se entrelaçam em torno ao mesmo fato bíblico, tão rico e luminoso que se reflete em efusão de celebrações interligadas!


Tal como Nossa Senhora,, junto com São José, seu esposo,  levou o Menino Deus, que é a Luz do mundo, para ser apresentado no templo, também alguns pais das crianças nascidas no ano anterior, nas nossas paróquias, quiseram apresentar os seus filhos na comunidade e pedir a Luz e  protecção da Virgem para as suas vidas.
As celebrações tiveram inicio com a benção das velas na Escola Nª Srª da Luz, seguida de procissão pelas ruas da vila até à Igreja dedicada a Nª Srª da Luz, onde foi celebrada a Eucaristia e decorreus a Apresentação e Benção das Crianças.




















A INVEJA

Foto de Francisco, o Papa da humildade.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Diga "não" à corrupção


https://www.youtube.com/watch?v=gmk91UNSpvo


O que está na raiz da escravidão, do desemprego, do abandono dos bens comuns e da natureza?
 A corrupção, um processo de morte que nutre a cultura da morte. A ambição do poder e do ter não conhece limites.
 A corrupção não se combate com o silêncio.
 Devemos falar dela, denunciar seus males, compreendê-la para poder mostrar a vontade de reivindicar a misericórdia sobre a mesquinhez, a beleza sobre o nada. 

Peçamos juntos para que aqueles que têm poder material, político ou espiritual não se deixem dominar pela corrupção.

Evangelizar


https://www.youtube.com/watch?v=l171ITqvviA

Que sentido têm o sofrimento e a dor que acompanham a caminhada do homem pela terra? Qual a “posição” de Deus face aos dramas que marcam a nossa existência? A liturgia do 5º Domingo do Tempo Comum reflecte sobre estas questões fundamentais. Garante-nos que o projecto de Deus para o homem não é um projecto de morte, mas é um projecto de vida verdadeira, de felicidade sem fim.
Na primeira leitura, um crente chamado Job comenta, com amargura e desilusão, o facto de a sua vida estar marcada por um sofrimento atroz e de Deus parecer ausente e indiferente face ao desespero em que a sua existência decorre… Apesar disso, é a Deus que Job se dirige, pois sabe que Deus é a sua única esperança e que fora d’Ele não há possibilidade de salvação.
No Evangelho manifesta-se a eterna preocupação de Deus com a felicidade dos seus filhos. Na acção libertadora de Jesus em favor dos homens, começa a manifestar-se esse mundo novo sem sofrimento, sem opressão, sem exclusão que Deus sonhou para os homens. O texto sugere, ainda, que a acção de Jesus tem de ser continuada pelos seus discípulos.
A segunda leitura sublinha, especialmente, a obrigação que os discípulos de Jesus assumiram no sentido de testemunhar diante de todos os homens a proposta libertadora de Jesus. Na sua acção e no seu testemunho, os discípulos de Jesus não podem ser guiados por interesses pessoais, mas sim pelo amor a Deus, ao Evangelho e aos irmãos.

Talvez nem sempre sejamos capazes de entender os caminhos de Deus e a sua lógica… Mas, mesmo quando as coisas não fazem sentido do ponto de vista da nossa humana lógica, resta-nos confiar no amor e na bondade do nosso Deus e entregarmo-nos confiadamente nas suas mãos.
Quem encontra Jesus e aceita inserir-se na dinâmica do “Reino”, compromete-se com a transformação do mundo… Compromete-se a realizar, em favor dos irmãos, os mesmos “milagres” de Jesus e a levar vida, paz e esperança aos doentes, aos marginalizados, aos oprimidos, aos injustiçados, aos perseguidos, aos que sofrem. Os meus gestos são sinais da vida de Deus (“milagres”) para os irmãos que caminham ao meu lado?

http://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=1771

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

E DIREI A SÃO PEDRO: FECHA A PORTA PORQUE FICO


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Todos somos convidados e temos por obrigação tender à santidade e à perfeição do próprio estado. É uma obrigação exigente à qual não podemos renunciar. Os santos e santas foram sempre fonte e origem de renovação nas circunstâncias mais difíceis em toda a história da Igreja. Hoje temos muitíssima falta de santos, que devemos pedir com assiduidade, afirmava São João Paulo II (cf. ChFL16). Vamos recordar e celebrar Santa Josefina Bakhita – a Santa Irmã Moreninha -, uma antiga e sofrida escrava negra que se abriu admiravelmente à graça e a quem humildemente pedimos a sua proteção.
Nasceu em 1869, no Sudão, um dos países mais pobres da África. Ainda menina, foi raptada e feita escrava. O susto, a violência, o trauma, a angústia de ter sido raptada e feita escrava foram tão profundos que lhe provocaram lapsos de memória e até esqueceu o seu próprio nome. O nome "Bakhita" que significa em idioma africano, "afortunada", não é o nome recebido de seus pais, foi-lhe atribuído pelos raptores. Na situação de escrava, comprada e vendida várias vezes nos mercados de El Obeid e de Cartum, experimentou a humilhação e todo o tipo de sofrimento tanto físico como moral e psicológico.
Na capital do Sudão, Bakhita foi finalmente comprada aos negociantes de escravos negros por um Cônsul italiano, Calixto Legnani. Pela primeira vez, desde o dia em que fora raptada, percebeu, com agradável surpresa, que agora a tratavam com maneiras afáveis e cordiais. Na casa do Cônsul, Bakhita encontrou serenidade, carinho e momentos de alegria, ainda que sempre escurecidos pela saudade de sua própria família.
Situações políticas obrigaram o Cônsul a partir para Itália. Bakhita pediu-lhe que a levasse consigo e com eles partiu também um amigo do Cônsul, Augusto Michieli.
Chegados a Gênova, o Sr. Legnani, pressionado pelos pedidos da esposa do Sr. Michieli que simpatizara muito com Bakhita e a tratava com muito carinho, concordou que ela fosse morar com eles. Assim, ela partiu para a nova família que residia em Zeniago, Veneza. Algum tempo depois, nasceu uma filha deste casal e Bakhita passou a cuidar da menina e tornaram-se grandes amigas. Esta família com a qual Bakhita vivia tinha negócios em África. A um dado momento, esses negócios exigiram que o casal voltasse à África. Eles até pensaram em levar também as duas meninas, mas foram aconselhados a deixa-las em Itália, por mais algum tempo. Ficaram sob os cuidados das irmãs da Congregação das Filhas da Caridade de Santa Madalena de Canossa, em Veneza. Alí, Bakhita recebeu a mensagem do Evangelho, conheceu Jesus e foi batizada aos vinte e um anos, em 9 de janeiro de 1890, com o nome de Josefina em homenagem a São josé, não sabendo como exprimir a sua alegria. Desse dia em diante, era fácil vê-la beijar a pia batismal e dizer: «Aqui me tornei filha de Deus!». Sentindo que Deus a segurava pela mão, tornava-se cada vez mais consciente de como aquele Deus, que agora conhecia e amava, a havia conduzido a Si por caminhos tão difíceis e misteriosos.
Algum tempo mais tarde, o casal retornou de África para buscar a sua filha e Bakhita. Para surpresa de todos, Bakhita pediu para ficar, pois queria tornar-se religiosa canossiana. Depois de “tantas provas de amor recebidas”, dizia ela, queria servir a Deus nessa vocação. Seus “pais” concordaram e ela ficou. Começava ali uma nova jornada na sua vida. Tendo ainda passado por um tempo de discernimento vocacional, em 8 de dezembro de 1896 fez os seus votos, consagrando-se ao Senhor perante o qual se interrogava e a quem chamava carinhosamente de “meu Patrão”: «Vendo o sol, a lua e as estrelas, dizia comigo mesma: Quem é o Patrão dessas coisas tão bonitas? E sentia uma vontade imensa de vê-Lo, conhecê-Lo e prestar-lhe homenagem».
E assim viveu, na vida religiosa, por mais de meio século. Durante esse tempo, cheia de humildade e amor, dedicou-se a todos os tipos de atividade da Congregação. Cuidou das roupas, foi cozinheira, sacristã, porteira e bordadeira, sempre com um sorriso contagiante a conquistar o coração de toda a gente. As irmãs e os fiéis tratavam-na carinhosamente por “irmã morena”, admiravam-na pela sua bondade e dedicação generosa e pelo seu grande desejo de fazer com que Jesus fosse cada vez mais conhecido e amado. Ela sempre aconselhava: "Sede boas, amai a Deus, rezai por aqueles que não O conhecem. Se soubésseis que grande graça é conhecer a Deus!".
Com o passar dos anos ficou doente e sofreu longa e dolorosamente. No entanto, a quem a visitava e lhe perguntava como se sentia, respondia sorridente: «Como o Patrão quer». E continuava firme no seu sorriso, dando um precioso testemunho de fé. Falando no sério, tinha uma grande capacidade de rir de si mesma e de brincar. Dizendo-se carregada em viagem, gracejava confiante: "Vou devagar, passo a passo, porque levo duas grandes malas: numa vão os meus pecados, e na outra, muito mais pesada, os méritos infinitos de Jesus. Quando chegar ao céu abrirei as malas e direi a Deus: Pai eterno, agora podes julgar. E a São Pedro: fecha a porta, porque fico". Ao final de sua vida, Santa Josefina Bakhita reviveu os horrores da escravidão, que ainda estavam gravados no seu inconsciente e várias vezes suplicava à enfermeira que a assistia: «Solta-me as correntes ... pesam muito!». As suas últimas palavras antes de fechar definitivamente os olhos, aos 78 anos de idade, em 8 de fevereiro de 1947, em casa da Congregação, em Schio, Itália, foram para dizer: «Nossa Senhora! Nossa Senhora!», percebendo-se o seu último sorriso a testemunhar o encontro com a Mãe de Jesus a quem tinha profunda devoção. Foi sepultada na capela de uma família de Schio, os Gasparella, tendo passado mais tarde para o Templo da Sagrada Família, onde está sob o altar da Igreja do mesmo convento.
Em 1992, a “Santa Irmã Morena ou Moreninha” foi beatificada por João Paulo II e, em outubro de 2000, foi canonizada pelo mesmo Papa, tendo como dia litúrgico o dia da sua morte, 8 de fevereiro.

D. Antonino Dias -  Bispo de Portalegre Castelo Branco
Portalegre, 02-02-2018


quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

INFORMAÇÃO PAROQUIAL


PROCISSÃO DE Nª SENHORA DA LUZ E BENÇÃO DAS CRIANÇAS

DIA 2 DE FEVEREIRO ( SEXTA -FEIRA)              Resultado de imagem para imagem Nª Sª da Luz Arronches



17H00-  Benção das velas no atrio da Escola EB Nª Srª da Luz
              Início da Procissão  pelo itinerário habitual
                                                                    

 17H30 (Aprox.)-Eucaristia na Igreja de N.Sª.da Luz
                 Apresentação e  benção dos bebés nascidos durante o ano 2017

Por quem os sinos choram?

Foto de Paróquia Santa Clara - Coimbra.



Os sinos choram pelos que souberam viver e pelos que desperdiçaram a vida a pensar que não morreriam.

Choram pelos que acreditaram na vida eterna e pelos que acreditaram que a vida é só um momento.

Os sinos choram pelos que tiveram, e foram, uma família e por todos os que passaram a vida à procura de ter uma, onde pudessem ser.

Choram pelos que, desde o berço ao túmulo, sempre se levantaram e pelos que se arrastaram pelas horas dos seus dias e das suas noites.

Os sinos choram no outono e na primavera, quando as folhas caem e quando as flores se abrem à luz.

Choram por aqueles de quem sentiremos saudade e por aqueles que não deixaram marcas no coração de ninguém.

Os sinos choram e chamam-nos. Fazem estremecer os nossos silêncios e apontam-nos para a verdade.

Choram pelos que amaram e pelos que nunca foram amados. Pelos que triunfaram e pelos que foram esmagados.

Os sinos choram nas brisas suaves que trazem farrapos de memória dos que foram para longe, mas ficaram no fundo de nós.

Choram a todas as horas porque qualquer tempo é tempo de chegar… e de partir.

Os sinos choram sempre que alguém perde ou ganha a sua vida.

Choram…

E sempre que os sinos choram, choram e chamam por nós, chamam bem alto por mim e por ti… Para que nos lembremos de viver antes que outros sinos nos chorem.