segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Quando largo, descubro quem sou!



Não sou os nomes que me deram,
os cargos que ocupo,
as histórias que aprendi a contar sobre mim...
Sou um silêncio vivo.
Uma presença suave.
Algo que respira antes das palavras.

Não sou as opiniões.
Não sou as crenças herdadas, nem os medos aprendidos.

Sou o espaço onde tudo acontece.
Sou o olhar por trás dos olhos.
Sou o sentir antes do pensamento.
Sou o intervalo entre uma respiração e outra.

Quando deixo cair as máscaras,
descubro que não preciso provar nada.Não preciso chegar a lugar algum. Já estou.

Há em mim uma quietude antiga,
uma inteligência silenciosa,
que sabe que o coração bate sem pedir permissão à mente.

A minha alma não grita.
Ela sussurra.
Ela vive nos momentos simples e sei que volto para mim, não quando adiciono, mas quando retiro.

Retiro camadas.
Retiro expectativas.
Retiro identidades.
Até restar apenas presença.

E nessa presença,
descubro que nunca estive perdida;
apenas distraída do essencial.

A vida insiste em mostrar-me a beleza de toda a aprendizagem. Descubro uma presença maior que me acompanha: entrego, confio e deixo que o divino permaneça em mim.

Boa semana!


Carla Correia

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