Encontro de reflexão do MCC – Núcleo Centro
Um grupo de Cursistas do núcleo centro do MCC, reuniu-se no dia 2 de maio na pitoresca vila de Nisa (Diocese de Portalegre- Castelo Branco), para uma jornada de reflexão sobre a realidade atual do Movimento dos Cursilhos de Cristandade.
A reflexão girou em torno de três temas principais:
• A realidade do MCC
• A espiritualidade do MCC
• O perfil e missão do Reitor/Reitora
E de uma pergunta para reflexão:
“Como dirigente deste movimento, neste momento da história, neste momento da vida da Igreja, neste momento da vida do MCC, …, continuaremos a dizer que Cristo conta connosco.
Numa viagem pela realidade do movimento, na companhia de textos incontornáveis, como as “Ideias Fundamentais”, a “Evangelii Gaudium” e olhando sempre para o contraste entre o Ideal do movimento e a situação real, João Mota, Presidente em exercício do Secretariado nacional, conduziu-nos por um caminho de confronto entre as aspirações dos fundadores do movimento expressas pelo Ideal, a visão da igreja para a missão dos cristãos no mundo e o “afinal onde estamos? “ …
Se a história é a raiz profunda que ancora o MCC, é nos frutos da árvore viva que pretendemos ser, que os outros vêm o que este movimento pode fazer pela Igreja. E fica a esperança de que cada um dos mais de 4000 cursilhistas que nos últimos 5 anos descobriram a alegria de ser cristão, sejam frutos que desenvolvam todo o seu aroma e sabor ligados à árvore mãe e não frutos secos caídos no chão.
Mas muito tem de mudar, a linguagem dos anos 40 tem de ceder o lugar ao léxico do século XXI, usado por uma geração que já não sabe quem foi Rita Hayworth e a tecnologia tem de ser, se não a essência da mensagem, pelo menos a ferramenta ao serviço da sua eficácia.
Mas é pegando na sua HISTÓRIA, vivendo o seu CARISMA, assumindo a sua MENTALIDADE, em ordem à FINALIDADE, obedecendo a uma ESTRATÉGIA clara e a um MÉTODO bem definido, que os momentos de PRÉ_CURSILHO, CURSILHO e PÓS-CURSILHO, serão de facto a chave para revigorar e rejuvenescer o Movimento dos Cursilhos de Cristandade.
Mas onde procurar a energia que parece faltar-nos neste momento? O guia para a resposta reside na Espiritualidade e foi para ela que o Pde Ricardo Lameira orientou a nossa canoa. Ao leme colocou o sonho de um simples “Aprendiz de cristão”, guiado por uma estrela de luz que brilha para todos os povos “Lumen Gentium”.
Na canoa vai a mensagem que no momento próprio tocará cada novo aprendiz de cristão, seja esse momento no recolhimento, na solidão e no silêncio, numa palavra de corredor que nos desperta, na conversa íntima com aquele Jesus que habita o Sacrário ou no calor humano que nos conforta o coração num “abraço de Paz”. A isto chamou o Pde Ricardo a “singularidade” de cada um dos frutos da árvore do MCC.
Mas o MCC é sobretudo “movimento”, que se inicia no momento em que, inspirado por Deus, um irmão nos conduz a uma vivência especial que no final não deve mudar a nossa geografia, a física e a humana, mas a nossa capacidade de apreciar a primeira e modificar a segunda.
A nossa missão como leigos cristãos é assim secular, viver no mundo, mas resistindo à tentação de ser mundano.
Então onde está a verdadeira “espiritualidade do MCC?”. A resposta é simples: na PESSOA, a palavra mais repetida (120 vezes) na coluna vertebral do nosso movimento que é o livro “Ideias Fundamentais”.
Mas afinal qual de nós é o mais importante no movimento? A resposta é simples: Aquele que tiver mais talento para servir os outros. E foi desse, do seu perfil, que nos falou o irmão Francisco Sousa da diocese do Porto.
Mas afinal quem é esse desconhecido que dá pelo nome de Reitor/Reitora. O “ideias Fundamentais” no seu nº209 começa a desvendar o mistério:
“209. O reitor ou coordenador. É o principal responsável pela equipa. … deve conhecer perfeitamente os objetivos e a técnica metodológica …. Será o primeiro e principal servidor da caridade e da harmonia na equipa e em todo o cursilho”. Então como deve ele comportar-se? “ao jeito de Jesus”.
Mas há mais? Sim deve ser:
• Transparente e coerente em tudo o que vive e faz. A cada dia procura ser melhor.
• Fascinado por Jesus, pela sua forma de ser e estar no mundo dos homens.
• Ser fermento vivo no seu ambiente.
• Ter espírito de serviço e fidelidade total ao carisma.
Saber que muitos são os rollos do cursilho, mas cada um é uma parte do todo e que ele ou ela, o reitor ou a reitora, deve sempre ter presente (concatenação dos rollos).
Saber que a sua missão principal será sempre: ”Fazer amigos, fazer-se amigo e fazê-los amigos de Cristo”
E depois? Terminado o cursilho volta a ser um entre nós, na companhia e na humildade dos muitos que servem, mas sempre preparado para dizer: “Cristo, conta comigo”
JOÃO MARTINS
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