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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Mensagem de Natal do nosso Bispo







ANUNCIO-VOS UMA GRANDE ALEGRIA!...


As festividades desta quadra de Natal centram-se na pessoa de Jesus Cristo, no Filho de Deus que se fez homem no seio de Maria Virgem. Quem nasce é o Príncipe da paz, o Salvador do mundo, o Filho de Deus, Jesus Cristo Senhor. É, pois, o Seu nascimento que festejamos, com alegria e esperança. Tudo o mais que envolve estes dias de festa há de concorrer para centralizar no essencial da Festa, a tornar maior, mais significativa, mais vivida e para que todos possam sentir-se mais motivados a anunciarem uns aos outros: “Anuncio-vos uma grande alegria … Nasceu-Vos hoje um Salvador, que é Cristo Senhor” (Lc 2, 10).
Jesus vem para que tenhamos a vida e a tenhamos em abundância (cf. Jo 10,10). Ele vem para que a Sua alegria esteja em nós e a nossa alegria seja plena (cf. Jo 15,11). Jesus vem para nos revelar que o nosso Deus é um Deus que se faz Menino, um Deus próximo, sempre presente e atento, rico em misericórdia. É um Deus que vem ao nosso encontro, se faz encontrado e nos desafia: “Vinde a mim todos vós que andais cansados e oprimidos … e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas, pois o meu jugo é suave e a minha carga é leve” (cf. Mt 11, 28-30).
O que mais e melhor podemos desejar uns aos outros em ambiente de Boas Festas é que seja Natal dentro de cada um, que façamos presépio dentro de nós, que acolhamos este Menino que vem ao nosso encontro, que nos deixemos transformar por Ele ao ponto de podermos dizer como São Paulo: “Quem poderá separar-nos do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada? … estou persuadido que nem a morte, nem a vida, nem os Anjos, nem os principados, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderão separar-nos do amor de Deus, manifestado em Cristo Jesus, Senhor nosso” (cf. Rom 8,35.37-39).
Feliz Natal para todos e que todos possam sentir, em Família, a alegria da Família de Nazaré que acolheu Jesus Menino com ternura e encanto, com simplicidade e humildade contemplativa, com gratidão e esperança, em silêncio e ação de Graças.
Feliz Natal para todos e Feliz Ano 2017.

Antonino Dias
Bispo Port.-C. Branco
2016

domingo, 27 de dezembro de 2015

Natal: mensagem URBI ET ORBI do Papa Francisco




Queridos irmãos e irmãs, feliz Natal!

Cristo nasceu para nós, exultemos no dia da nossa salvação!

Abramos os nossos corações para receber a graça deste dia, que é Ele próprio: Jesus é o «dia» luminoso que surgiu no horizonte da humanidade. Dia de misericórdia, em que Deus Pai revelou à humanidade a sua imensa ternura. Dia de luz que dissipa as trevas do medo e da angústia. Dia de paz, em que se torna possível encontrar-se, dialogar, e sobretudo reconciliar-se. Dia de alegria: uma «grande alegria» para os pequenos e os humildes, e para todo o povo (cf. Lc 2, 10).

Neste dia, nasceu da Virgem Maria Jesus, o Salvador. O presépio mostra-nos o «sinal» que Deus nos deu: «um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura» (Lc 2, 12). Como fizeram os pastores de Belém, vamos também nós ver este sinal, este acontecimento que, em cada ano, se renova na Igreja. O Natal é um acontecimento que se renova em cada família, em cada paróquia, em cada comunidade que acolhe o amor de Deus encarnado em Jesus Cristo. Como Maria, a Igreja mostra a todos o «sinal» de Deus: o Menino que Ela trouxe no seu ventre e deu à luz, mas que é Filho do Altíssimo, porque «é obra do Espírito Santo» (Mt 1, 20). Ele é o Salvador, porque é o Cordeiro de Deus que toma sobre Si o pecado do mundo (cf. Jo 1, 29). Juntamente com os pastores, prostremo-nos diante do Cordeiro, adoremos a Bondade de Deus feita carne e deixemos que lágrimas de arrependimento inundem os nossos olhos e lavem o nosso coração. Disto todos temos necessidade.

Ele, só Ele, nos pode salvar. Só a Misericórdia de Deus pode libertar a humanidade de tantas formas de mal – por vezes monstruosas – que o egoísmo gera nela. A graça de Deus pode converter os corações e suscitar vias de saída em situações humanamente irresolúveis.

Onde nasce Deus, nasce a esperança: Ele traz a esperança. Onde nasce Deus, nasce a paz. E, onde nasce a paz, já não há lugar para o ódio e a guerra. E no entanto, precisamente lá onde veio ao mundo o Filho de Deus feito carne, continuam tensões e violências, e a paz continua um dom que deve ser invocado e construído. Oxalá israelitas e palestinenses retomem um diálogo directo e cheguem a um acordo que permita a ambos os povos conviverem em harmonia, superando um conflito que há muito os mantém contrapostos, com graves repercussões na região inteira.

Ao Senhor, pedimos que o entendimento alcançado nas Nações Unidas consiga quanto antes silenciar o fragor das armas na Síria e pôr remédio à gravíssima situação humanitária da população exausta. É igualmente urgente que o acordo sobre a Líbia encontre o apoio de todos, para se superarem as graves divisões e violências que afligem o país. Que a atenção da Comunidade Internacional se concentre unanimemente em fazer cessar as atrocidades que, tanto nos referidos países, como no Iraque, Líbia, Iémen e na África subsaariana, ainda ceifam inúmeras vítimas, causam imensos sofrimentos e não poupam sequer o património histórico e cultural de povos inteiros. Penso ainda em quantos foram atingidos por hediondos actos terroristas, em particular pelos massacres recentes ocorridos nos céus do Egipto, em Beirute, Paris, Bamaco e Túnis.

Aos nossos irmãos, perseguidos em muitas partes do mundo por causa da sua fé, o Menino Jesus dê consolação e força. São os nossos mártires de hoje.

Paz e concórdia, pedimos para as queridas populações da República Democrática do Congo, do Burundi e do Sudão do Sul, a fim de se reforçar, através do diálogo, o compromisso comum em prol da edificação de sociedades civis animadas por sincero espírito de reconciliação e compreensão mútua.

Que o Natal traga verdadeira paz também à Ucrânia, proporcione alívio a quem sofre as consequências do conflito e inspire a vontade de cumprir os acordos assumidos para se restabelecer a concórdia no país inteiro.

Que a alegria deste dia ilumine os esforços do povo colombiano, para que, animado pela esperança, continue empenhado na busca da desejada paz.

Onde nasce Deus, nasce a esperança; e, onde nasce a esperança, as pessoas reencontram a dignidade. E, todavia, ainda hoje há multidões de homens e mulheres que estão privados da sua dignidade humana e, como o Menino Jesus, sofrem o frio, a pobreza e a rejeição dos homens. Chegue hoje a nossa solidariedade aos mais inermes, sobretudo às crianças-soldado, às mulheres que sofrem violência, às vítimas do tráfico de seres humanos e do narcotráfico.

Não falte o nosso conforto às pessoas que fogem da miséria ou da guerra, viajando em condições tantas vezes desumanas e, não raro, arriscando a vida. Sejam recompensados com abundantes bênçãos quantos, indivíduos e Estados, generosamente se esforçam por socorrer e acolher os numerosos migrantes e refugiados, ajudando-os a construir um futuro digno para si e seus entes queridos e a integrar-se nas sociedades que os recebem.

Neste dia de festa, o Senhor dê esperança àqueles que não têm trabalho – e são tantos! – e sustente o compromisso de quantos possuem responsabilidades públicas em campo político e económico a fim de darem o seu melhor na busca do bem comum e na protecção da dignidade de cada vida humana.

Onde nasce Deus, floresce a misericórdia. Esta é o presente mais precioso que Deus nos dá, especialmente neste ano jubilar em que somos chamados a descobrir a ternura que o nosso Pai celeste tem por cada um de nós. O Senhor conceda, particularmente aos encarcerados, experimentar o seu amor misericordioso que cura as feridas e vence o mal.
E assim hoje, juntos, exultemos no dia da nossa salvação. Ao contemplar o presépio, fixemos o olhar nos braços abertos de Jesus, que nos mostram o abraço misericordioso de Deus, enquanto ouvimos as primeiras expressões do Menino que nos sussurra: «Por amor dos meus irmãos e amigos, proclamarei: “A paz esteja contigo”»! (Sal 122/121, 8).



Terminada a Mensagem Urbi et Orbi, o Santo Padre desejou Boas-Festas Natalícias:

A vós, queridos irmãos e irmãs, congregados dos quatro cantos do mundo nesta Praça [de São Pedro] e a quantos estais unidos connosco nos vários países através do rádio, da televisão e doutros meios de comunicação, dirijo os meus votos mais cordiais.

É o Natal do Ano Santo da Misericórdia. Por isso desejo, a todos, que possais acolher na própria vida a misericórdia de Deus, que Jesus Cristo nos deu, para sermos misericordiosos com os nossos irmãos. Assim faremos crescer a paz. Feliz Natal!

iMissio

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Mensagem de Natal de D. Antonino Dias

NATAL FELIZ
EM PAZ 

 E SOLIDARIEDADE

Quando festejamos o aniversário de alguém, estamos a celebrar o seu natal, o seu nascimento. Celebrar o 25 de dezembro como o Dia de Natal, é celebrar o Natal por excelência, o nascimento de Jesus Cristo, o Filho de Deus, o Senhor da História que veio ter connosco assumindo a condição humana. É um acontecimento mais que humano, é divino. Enviado pelo Pai, Ele veio estabelecer connosco uma aliança de amor, dando a vida por nós e apontando-nos caminhos novos para novas metas de ser e agir. Temos, por isso, motivos mais que suficientes para comemorar e festejar com sentimentos de gratidão, alegria e esperança, sem esquecer que o principal é sair de nós próprios e ir ao encontro de Jesus que se faz encontrado. É tentar perceber porque é que Ele se fez um de nós. É sentir a alegria de estar com Ele, de fazer festa com Ele, individualmente e em família, em casa e na comunidade cristã. Dificilmente se irá à festa de alguém se não se está em paz com ele e com os outros que lá se vão encontrar, alegre e festivamente. Celebrar o nascimento de Jesus reclama que cada um de nós esteja em paz consigo mesmo, uns com os outros e todos com Ele, sentindo a alegria de O dar a conhecer no que Ele é, disse e fez. Implica reconhecer Jesus no rosto dos outros, sobretudo daqueles que sofrem no corpo ou no espírito ou daqueles que são vítimas de prepotências humanas e de injustiças sociais: “o que fizerdes aos outros é a mim que os fazeis”, disse-nos Jesus. A “globalização da indiferença”, “a corrupção com aparências de bem”, a “exclusão social”, “a cultura de rejeição” dos idosos, indefesos e de quem não produz, o “escândalo mundial” que é a fome de uns por ganância de outros, são exemplos claros que fazem vir ao de cima quão longe estamos de saber receber Jesus Cristo na fé e na caridade para darmos testemunho da gloriosa esperança do Seu reino: reino de justiça, de amor e de paz.

Que o Ano de 2014 seja iluminado pela verdadeira Luz do Mundo que é Jesus Cristo, que cada família Lhe escancare as portas do lar e cada um de nós se converta e saiba reconhecê-l’O sobretudo na pessoa dos pobres, dos doentes, dos que sofrem ou são excluídos.
Feliz Natal e Bom Ano para todos.

 D.Antonino Dias

Bispo de Portalegre-Castelo Branco