quarta-feira, 22 de julho de 2026

A pressa em julgar quase nunca vem de Deus



«Não julgues cada dia pela colheita que obténs,
mas pelas sementes que plantas.»
William Arthur Ward



O que levamos deste mundo não é visível, nem palpável.

O que sentimos aqui não tem preço, nem medida.

E… O que precisamos a cada dia para sermos felizes, molda as nossas atitudes.


Como reagimos perante as encruzilhadas da vida…

O que dizemos a cada momento menos bom…

O que defendemos perante as más atitudes…


Somos sementes… Frágeis e fortes… Que dão vida! Que são VIDA!

É urgente conhecer o terreno e o deserto, a terra fértil e árida…

onde fincamos as nossas raízes, os nossos pés,

as nossas ações e os nossos desejos mais remotos!


A Bondade é um fruto do Espírito Santo que devíamos cultivar no coração,

para sentirmos que crescemos tanto, ou ainda mais, que o grão de mostarda.


A Paciência, perante os que erram, também é semente fecunda,

que teimamos em matar sem dar fruto…

Somos muito rápidos a julgar aqueles audazes que espremem ao máximo o arrependimento…


Aos olhos da humanidade aquele que é bom, compassivo e misericordioso é fraco!

Sentimos que somos o trigo dourado e belo.

A paisagem serena da seara, a última bolacha do pacote…

Esquecemos que também somos joio lançado à terra de quem ama e não é amado…

Daqueles que sofrem em silêncio, à espera de um abraço amigo.


Não te sentes mais feliz quando és árvore que abriga os passarinhos?


Tudo isso define quem somos.


E também nos liberta do peso do julgamento.

Julgar ou ser julgado não é missão para os Seres criados por Deus…


Hoje, devemos pedir na nossa oração:

Senhor, faz-me ser aquela pequena porção de fermento,

capaz de levedar a massa,

capaz de fazer o Teu Reino de Misericórdia, de Paz e de Justiça Divina

crescer a cada amanhecer…


 Liliana Dinis


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