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segunda-feira, 14 de outubro de 2024

«Orei e foi-me dada a prudência...»



“Orei e foi-me dada a prudência;

implorei e veio a mim o espírito de sabedoria. »


Senhor, Bom Pai,

hoje, falo conTigo de coração aberto e puro.

Anseio ardentemente,

que as luzes do Espírito Santo acendam no meu pensamento,

a prudência do despojamento total, das matérias que brilham à minha volta…

Sei que ao rezar-Te

exponho a minha alma, o meu espírito,

e até as articulações e medulas…

Todo o meu ser em Tuas mãos, Senhor.


Senhor…

Rodeiam-me tantos ricos sem bens e tantos pobres repletos de riquezas…

Ajuda-me a libertar-me do peso do dinheiro,

que me incapacita de passar pelo buraco da agulha.


Hoje, que eu seja capaz de agarrar a minha Cruz.

Aquele pedaço de madeira que é o passaporte seguro

para a recompensa divina:

a entrada no Teu Reino de Perdão, Paz, Justiça e Amor.


A Tua Palavra, que vive em mim,

inquieta os meus pés e envia-me para o mundo.

Faz com que eu leve Jesus a Todos e Todos a Jesus;

neste caminho onde O Mestre é Bom e eu…

sou apenas um jovem à procura de algo que habita em mim…

Que habita no Pedacinho de Pão que me alimenta.


E… como tudo Te é possível, Pai,

concede-me a graça de salvar um pecador como eu,

para que eu viva ao sabor do Teu Espírito de Sabedoria…


Liliana Dinis


terça-feira, 18 de outubro de 2022

«Orar…»

 



O erguer dos teus braços é oração…
O unir das tuas mãos é oração…
O sorriso dos teus lábios é oração…
O teu escutar é oração…
O teu olhar é oração…
O teu respirar é oração…
O teu caminhar é oração…
O bater do teu coração é oração…
Cada partícula molecular do teu corpo é uma oração profunda ao Senhor que te deu vida.

A liturgia do 29º Domingo do Tempo Comum, do Ano C,
anseia a nossa persistente oração.

Na 1ª Leitura:
«Quando Moisés erguia as mãos, Israel ganhava vantagem»

No Salmo Responsorial:
«Levanto os meus olhos para os montes: donde me virá o auxílio?
O meu auxílio vem do Senhor, que fez o céu e a terra.»

Na 2ª Leitura:
«Proclama a palavra, insiste a propósito e fora de propósito,
argumenta, ameaça e exorta, com toda a paciência e doutrina.»

No Evangelho:
«Deus fará justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam»

Na Oração Universal:
«Ouvi, Senhor, a oração do vosso povo.»

Já rezaste hoje?
Os teus braços cansaram-se? Reza…
As tuas mãos fecham-se? Reza…
O teu sorriso perdeu-se? Reza …
O teu escutar quer silêncio? Reza …
O teu olhar já não tem brilho? Reza …
O teu respirar escondeu-se? Reza …
O teu caminhar escureceu? Reza
O bater do teu coração está fora de ritmo? Reza …

Nunca desistas da Fé que te corre nas veias!
És Baptizado! Deus escuta-te, sempre…
Reza e proclama com todo o teu corpo:
Onde há amor, nascem gestos

Liliana Dinis



terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Papa Francisco encoraja a orar e vigiar neste tempo de Advento


https://bit.ly/2rnB7Te

Vaticano, 02 Dez. 18 / 09:21 am (ACI).- Antes de rezar o ângelus com os milhares de peregrinos que se reuniram neste primeiro Domingo de Adventona Praça de São Pedro, o Papa Francisco ressaltou que este tempo que antecede o Natal deve ser vivido em espírito de oração e vigilância, acrescido do espírito da caridade com os mais pobres.

“O Advento nos convida a um compromisso de vigilância, a olhar para fora de nós mesmos, ampliando nossa mente e nosso coração para nos abrirmos às necessidades de nossos irmãos e ao desejo de um novo mundo. É o desejo de tantos povos martirizados pela fome, pela injustiça e pela guerra; é o desejo dos pobres, dos mais frágeis e abandonados", afirmou o Papa.

O Papa sublinhou que para “viver este tempo desde hoje até Natal”, é indispensável “vigiar e orar” e acrescentou que “nestas quatro semanas estamos chamados a sair de um modo de vida resignado e rotineiro, alimentando esperanças e sonhos para um novo futuro”, expressou.

“Este tempo é oportuno para abrir nossos corações, para nos fazer perguntas concretas sobre como e por quem gastamos nossas vidas”, assegurou.

O tempo do Advento, acrescentou, “trata-se de levantar-se e orar, de voltar nossos pensamentos e nossos corações a Jesus que está por vir”.

“Nós aguardamos Jesus e queremos esperá-lo em oração, que está estreitamente relacionada com a vigilância”.

“Mas qual é o horizonte de nossa espera em oração? Na Bíblia isto é assinalado sobre tudo pelas vozes dos profetas. Hoje é a voz de Jeremias, que fala com povo que foi submetido a duras provas pelo exílio e que corre o risco de perder sua própria identidade. Inclusive nós, os cristãos, que também somos o povo de Deus, arriscamo-nos a nos misturar e perder nossa identidade, de fato, para ‘paganizar’ o estilo cristão”.

Antes de rezar com todos a oração mariana do Ângelus, o Papa Francisco expressou:

“Que a Virgem Maria, mulher da espera e da oração, nos ajude a fortalecer nossa esperança nas promessas de seu Filho Jesus, para nos fazer sentir que, através das aflições da história, Deus permanece fiel e utiliza também os erros humanos para nos demonstrar sua misericórdia”.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Uma das formas mais bonitas de amar e cuidar de uma pessoa é orando por ela



Nenhuma distância ou afastamento, mau tempo e fase ruim, nada mesmo, poderá tirar você das minhas orações

Nem sempre poderei estar ao seu lado, mas a distância física não impede de estarmos juntos emocionalmente. E, eu sei, que mesmo querendo cuidar de você, não poderei em todo momento te dar o apoio que precisa para tomar decisões, a força necessária para não desistir e incentivos que te levem a persistência e a nunca parar.

A vida me presentou com ocupações e, às vezes, elas tomam um lugar muito grande, me deixando sem tempo e podendo me afastar de você, ou poderemos estar numa fase não muita boa da nossa relação, algo ruim poderá nos afastar e acabarei não cuidando de você e nem você de mim como prometemos no início. Mas nenhuma distância ou afastamento, mau tempo e fase ruim, nada mesmo, poderá tirar você das minhas orações.

Estarei diante de Deus levando a Ele um coração, às vezes, tímido, quebrantado e que se constrange quando pensa na grandiosidade do Seu amor. Um coração que deseja seguir os seus passos, que se preocupa com o seu bem estar, que quer saber o que estará fazendo e se alguém está te fazendo rir como eu gosto de fazer.

Mas esse coração preocupado e ansioso, quando quer a sua atenção e quando imagina a hora que iremos nos encontrar, não consegue tirar você da consciência, fica constantemente te desenhando e remodelando. E nessas orações, que podem ser curtas ou durarem longas horas, que podem vir acompanhas de risos ou lágrimas, de peito aberto ou borboletas no estômago, eu digo o quanto te amo e enumero os diversos motivos que me fazem agradecer a Deus por ter nos unido, quando achei que ficaria só no mundo.

Oro para que o Senhor te acompanhe aonde quer que você vá, que te guarde de todo mal e possíveis riscos que podem correr mesmo que sem a intenção de se machucar. Peço a Ele para que te perdoe, porque como ser humano, você pode errar a todo momento e nem perceber.

Peço para que Jesus liberte o seu coração das ervas daninhas e corte fora o que não faz bem, e para que o regue com o Seu sangue que foi derramado na cruz, para assim florescer uma transformação que virá de dentro para fora. Oro a Deus para Ele te dar sabedoria para tomar corretamente as decisões que aparecem no seu caminho, para Ele te capacitar para cumprir o propósito que você recebeu direto das mãos do Altíssimo.

Eu clamo, suplico e não canso de pedir bênçãos e mais bênçãos sobre a sua vida, e que você receba mais saúde, mais força, mais otimismo e perseverança. Peço para Ele cuidar da sua família que me recebeu com amor e para construir a nossa, que um dia teremos. E em nome de Cristo, eu peço para Ele abençoar os seus planos e para realizar os seus sonhos que condizem com a vontade Dele.

Ainda peço que fortaleça os seus pés e para que você não caia em ciladas, armadilhas e abismos que podem surgir diante da sua escalada para o Céu. Eu oro com fé, sabendo que a minha voz é ouvida e que essas palavras sobem até o Trono de Deus. Que Ele as recebe e logo entre em providência para cumprir de acordo com o Seu querer que é bom, perfeito e agradável.

Deus entende que sou uma pessoa falha, que comete erros e tem muitos defeitos, mas Ele me perdoa, me limpa e assim quebra toda barreira que poderia impedir a minha voz de chegar até Ele. O Senhor me abraça e diz que assim fará com você também. Que da mesma forma que me ama, Ele te ama, que abençoa a nossa relação e que está escrevendo o nosso futuro.

Ele fica feliz por termos tido paciência, mesmo quando ameaçamos pular do barco e agarrar qualquer salva-vidas que aparecesse em nossa frente. Ele perdoa esse nosso erro, mas quando quase desistimos, Ele usou o seu Espírito Santo para nos consolar e fortalecer na promessa que um dia recebemos Dele. Não somos dignos e nem merecedores, mas a partir do sacrifício de seu Filho Jesus Cristo, podemos receber o que nunca ousamos imaginar e nem mesmo pedir.

Eu sei que Ele fará além das minhas palavras, que irá agir em mais lugares dos quais eu pedi para tocar, porque Ele cuida de nós em cada detalhe e vê tudo o que precisamos, assim supre cada uma de nossas necessidades materiais e espirituais.

E eu te pergunto: Como não amar um Deus assim? Que colocou em nosso coração esse amor que nos liga através Dele? Amor que nos une a Ele, tanto juntos, quanto individualmente? Ele é maravilhoso e sempre confio que Ele fará o melhor por você quando eu digo “amém”.

(via Alma com Flores)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

O SOM QUE AGRADA A DEUS

O SOM QUE AGRADA A DEUS 

Sabe qual o som que Deus mais gosta de ouvir?

O som da sua voz!
É esse o som que Deus quer ouvir de você em qualquer momento, a qualquer hora, em todas as situações que você passar – boas ou ruins, andando no mar ou no deserto.
Em muitos momentos nós paramos e ficamos esperando encontrar alguma forma de alcançar o Senhor, parece que não estamos conseguindo a atenção do Pai.
“Mas o que eu faço para estar ao lado do Senhor?
Como atingir o coração de Deus?”.
A resposta para essas perguntas é muito simples: Oração.
Ou seja, temos que falar com Deus! A nossa voz é o som que Deus mais gosta de ouvir, Ele quer que tenhamos comunhão com Ele em todo tempo assim como era com Adão antes do pecado entrar na vida dele.
Os ouvidos de Deus estão abertos e a melodia entoada em nossas orações está tocando o coração do Pai, mesmo que às vezes isso pareça algo distante de ser percebido por nós.
Cada uma das minhas, das suas, das nossas palavras são como música aos ouvidos do Senhor e Ele se agrada em nos atender. Por meio de Jesus Cristo (só por Ele), nós podemos pedir qualquer coisa ao Pai.
Faça soar nos ouvidos de Deus o som que Ele quer ouvir.
Ore.
A oração traz intimidade, traz paz, supre as necessidades espirituais e materiais.
Existe uma batalha dentro de nós, essa batalha é entre a carne e o espírito.
Se alimentarmos a carne ela ganha e consequente ocorre a derrota do espírito em nossas vidas.
Porém, a verdadeira vida só recebemos por intermédio de Jesus Cristo, devemos alimentar o espírito.
E como alimentá-lo?
Somente buscando da fonte da vida que é Deus.
E como buscar da fonte?
Orando!!!“E tudo o que pedirdes na oração, crendo, recebereis.” Mt 21.22
“Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração.” Mt 21.13
“Mas nós perseveraremos na oração.” At 6.4
Portanto, vamos conversar com Deus, pois Ele se agrada em ouvir a nossa voz.
Vamos tocar o som que toca o coração do Senhor.
Vamos orar sem cessar!!!!
E nunca se esqueça:
ORE e verá a glória de Deus!!


http://afamiliacatolicaoracoes.blogspot.pt

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Papa: rezar é lutar; não é refugiar-se num mundo ideal


Papa: rezar é lutar; não é refugiar-se num mundo ideal

O Papa Francisco presidiu na manhã desta domingo (16/10), na Praça S. Pedro, à Santa Missa com o rito de canonização de sete novos santos.


No início da celebração eucarística, com a participação de milhares de fiéis, foram canonizados: Salomão Leclercq (1745-1792), José Sanchez do Río (1913-1928), Manuel González Garcia (1877-1940), Ludovico Pavoni (1784-1849), Afonso Maria Fusco (1839-1910), Isabel da Santíssima Trindade (1880-1906) e José Gabriel do Rosário Brochero (1840-1914). Estavam presentes na Praça delegações oficiais dos cinco países de proveniência dos santos: Itália, Argentina, México, França e Espanha.

Apoiar-se uns nos outros

Em sua homilia, o Pontífice destacou a importância da oração, que aparece no centro das leituras bíblicas deste domingo.

No episódio da batalha contra Amalec, Moisés está de pé no topo da colina com os braços erguidos; mas de vez em quando, com o peso, seus braços caem e, nesses momentos, o povo perde; então Aarão e Hur fizeram Moisés sentar-se numa pedra e sustentavam os seus braços erguidos até à vitória final.

“Este é o estilo de vida espiritual que a Igreja nos pede: não para vencer a guerra, mas para vencer a paz!”, ressaltou o Papa.

No episódio de Moisés, há uma lição importante: o compromisso da oração exige que nos apoiemos uns aos outros. O cansaço é inevitável,, mas com o apoio dos irmãos a nossa oração pode continuar, até que o Senhor conclua a sua obra.

Orar sempre, sem desfalecer
Na segunda leitura, São Paulo recomenda a Timóteo que permaneça firme naquilo que aprendeu e acredite firmemente. Contudo, também Timóteo não pode perseverar sozinho, sem a oração. “Não uma oração esporádica, intermitente, mas feita como Jesus ensina no Evangelho de hoje: ‘orar sempre, sem desfalecer’. Esta é a maneira cristã de agir: ser firme na oração para se manter firme na fé e no testemunho”, explicou Francisco.

Quando o desânimo aparecer, acrescentou o Papa, devemos nos recordar que não estamos sós, fazemos parte de um Corpo. Somos membros do Corpo de Cristo, a Igreja. E só na Igreja e graças à oração da Igreja é que podemos permanecer firmes na fé e no testemunho.

Rezar é lutar

Rezar, prosseguiu, não é refugiar-se num mundo ideal, não é evadir-se numa falsa tranquilidade egoísta. Pelo contrário, rezar é lutar e deixar que o próprio Espírito Santo reze em nós. É o Espírito Santo que nos ensina a rezar, guia na oração e faz rezar como filhos.

As sete testemunhas que hoje foram canonizadas também travaram o bom combate da fé e do amor através da oração. “Que Deus nos conceda também a nós, pelo exemplo e intercessão delas, ser homens e mulheres de oração; gritar a Deus dia e noite, sem nos cansarmos; deixar que o Espírito Santo reze em nós, e orar apoiando-nos mutuamente para permanecermos com os braços erguidos, até que vença a Misericórdia Divina”, foi a oração final do Papa.

(Rádio Vaticano)

sexta-feira, 17 de junho de 2016

«Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem»


São muitas as passagens do Evangelho que me obrigam a fazer silêncio e a parar. São muitas mesmo, para não dizer todas. Algumas pela densidade teológica, como por exemplo, muitas passagens em S. João. Outras, pela clareza da limpidez de Jesus diante da humanidade. E umas poucas por implicarem uma reviravolta de entranhas, na dificuldade do que é pedido. "Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem", é destas últimas, que ainda mais caracteriza algo muito específico do cristianismo.
Aqui damos de frente com o cúmulo do Amor de Deus. A aparente impossibilidade é logo desmascarada com a simplicidade do “faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre os justos e injustos”. Estamos perante o Pai que não selecciona pessoas para a sua dádiva de amor. Isto baralha. De instinto, ante os inimigos, parece que é natural e justificado deixar o ódio desenvolver, tentando eliminá-los. No entanto, a humanização em caminho de divinização, implica ultrapassar o instinto. “Apesar de tudo, quero que o outro, mesmo sendo meu inimigo, seja”, seria, parafraseando Gabriel Marcel, uma definição de amor.

Entende-se que o amor visto desta forma não é lamechice pegada, de beijinhos e abracinhos, como se, de repente, tivesse de tornar os meus inimigos como melhores amigos. Isto seria ridicularizar o embate forte de tudo isto. “Amar os inimigos” implica entranhar-me, a partir dessa oração que Sto. Inácio de Loiola nos convida a fazer nos Exercícios Espirituais, de ter e viver o conhecimento interno de Jesus para mais o amar e seguir. Então, apercebemo-nos que, por exemplo, em S. João, Jesus não se cala diante da injustiça e dos seu inimigos, revelando o amor a partir do questionamento. Quando leva a bofetada replica, não em violência, mas na questão que aponta à reflexão e conversão: “Se falei mal, mostra onde; mas, se falei bem, porque me bates?” Diante desta cena, imagino o diálogo a continuar: “O que te leva a bater-me, ainda mais quando tens capacidade para pensar e reflectir por ti? Queres estar submisso à tua aparente valentia de poder? Ou simplesmente imitas o caminho mais fácil, quando os poderes político e religioso são postos em causa ao se mostrar a dignidade de todos, em especial os excluídos e oprimidos?”

Pois, os mandamentos resumidos deixam de ter cargas morais, para se alicerçarem em existência relacional a partir do Amor: “Amai os inimigos”; “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”; “amai ao próximo como [se amam] a vós mesmos”. Isto não é simplismo, é densidade no caminho de compreensão de amor próprio (e tanto que falta no mundo) e do amor de Deus, nessa relação com o próximo (que nos remete à parábola do Samaritano). Por isso, a reviravolta de entranhas, muito ligada ao sentido da compaixão, faz como que o caminho de conversão implique o amor à luz e à sombra pessoais, nesse admitir com o mais verdade e coragem possíveis que tanto posso ser perseguido como perseguidor. Se desejo essa aproximação a Jesus, farei os possíveis para atrever-me a entrar, com Ele, na minha escuridão e aí levar a Sua luz. Esse exercício de conversão, podendo ser doloroso, é libertador… permitindo ver que nem o sol, nem a chuva, são do meu domínio, deixando, assim, o julgamento para Deus que simplesmente Ama. E isto, apesar de difícil de compreender, revela o Senhor da Vida.
Paulo Duarte, sj em iMissio


quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Perseverar






Perseverar






Iniciar uma boa obra é fácil.
No entanto, perseverar é mais difícil,
mas não impossível.
Se o desânimo se abater sobre você,
peça que Deus lhe dê forças
para seguir adiante.
Espelhe-se no exemplo de Jesus,
que orou muito para afastar
seus inimigos e também rezou
por seus algozes, dizendo:
“Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem
o que fazem” (Lc 23,34).
A leitura constante da Palavra de Deus
vai entrar em sua mente e em seu coração,
produzir frutos e fortalecer seu modo de agir.
Por isso, jamais desista do bem
que resolveu empreender.

Meditação
Peça que o Espírito Santo lhe conceda
força e coragem para perseverar
na prática do bem.

Confirmação
“Mas quem perseverar até o fim,
esse será salvo”(Mt 24,13).

Rosemary de Ross
Retirado do livro: 'Uma mensagem por dia, o ano todo', Paulinas Editora.

http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=mensagem&id=1926#ixzz3rmGyfgyH

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Preparar o coração para os dias de escuridão, indica Papa Francisco

"E nós, que não temos fome, nem doenças, quando chega um pouco de escuridão na nossa alma zangamo-nos logo com Deus"


Evitemos lamentações teatrais e rezemos por quem sofre verdadeiramente. Esta foi a mensagem principal do Papa Francisco na missa da manhã de terça-feira, dia 30 de Setembro.

Na primeira leitura da liturgia deste dia, retirada do Livro de Jó, podemos ler: “Desapareça o dia em que nasci e a noite em que foi dito: ‘Foi concebido um varão!’ Porque não morri no seio da minha mãe ou não pereci ao sair das suas entranhas?”
"Jó faz estas afirmações amaldiçoando o dia em que nasceu. Tinha perdido tudo: família, bens, saúde. Será blasfémia" – perguntou o Santo Padre.

“Tantas vezes eu ouvi pessoas que estão vivendo situações difíceis, dolorosas, que perderam muito ou se sentem sós e abandonadas e vêm lamentar-se e fazem estas perguntas: Por quê? Por quê? Rebelam-se contra Deus. E eu digo: 'Continua a rezar assim, porque também isto é uma oração". Era uma oração quando Jesus disse ao seu Pai: "Por que me abandonaste?!”.

O Santo Padre recordou neste ponto da sua homilia as grandes tragédias da humanidade, “tantos irmãos e irmãs que não têm esperança”. Referiu o exemplo dos cristãos que são perseguidos e expulsos das suas casas ficando sem nada. E nós, – observou o Papa – que “não temos fome, nem doenças”, quando chega um pouco de “escuridão na nossa alma” zangamo-nos logo com Deus. O Santo Padre evocou o exemplo de Santa Teresinha do Menino Jesus.

“E ela, Santa Teresa, rezava e pedia para andar em frente, na escuridão. Isto chama-se entrar em paciência. A nossa vida é demasiado fácil, as nossas lamentações, são lamentações de teatro. Perante estas, estas lamentações de tantas pessoas, de tantos irmãos e irmãs que estão na escuridão, que quase perderam a memória, que quase perderam a esperança – que vivem aquele exílio de si próprios, são exilados, também de si próprios – nada! E Jesus fez este caminho: da noite no Monte das Oliveiras até a última palavra da cruz: "Pai, por que me abandonaste!”

No final da sua meditação o Papa Francisco apontou duas ideias práticas: prepararmos o nosso coração para os dias de escuridão, e rezarmos com a Igreja pelos irmãos que perderam a esperança e que vivem no sofrimento e na escuridão.

(Rádio Vaticano)

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Rezar serve para alguma coisa?

Se você quiser ter uma vida transformada, precisará dedicar um tempo especial a Deus


Nosso sonho é crescer, amadurecer, ser melhores, transformar a vida. O maior dos desafios humanos é "transfigurar" a vida, assim como Jesus fez. Mas esta transformação não foi apenas resultado ou expressão da sua condição divina, e sim, além disso, fruto do enorme poder da oração que Ele incluiu em sua vida como elemento revolucionário da sua existência.

Em outras palavras, as mudanças interiores da vida não derivam somente da boa vontade ou do exercício contínuo das virtudes: as verdadeiras transformações são obras do Artista do céu. A partir disso, entendemos que a oração não serve para mudar Deus, e sim para mudar nós mesmos. Ela não é um recurso de apelação a Deus, mas um jeito de ser, de agir, de viver.

Quem quiser ver sua vida transformada, precisa ser uma pessoa de oração. Se fizéssemos isso com a mesma intensidade com que Jesus o fez, nossa vida seria diferente. Quem ora tem até o rosto diferente, seu sorriso fica iluminado.

As acções e gestos de uma pessoa orante, seu olhar, têm um poder transformador e começam a brilhar com uma luz que não lhes é própria, mas procede de Jesus. Assim como a lua reflecte a luz do sol, quem é de Deus reflecte sua alegria.

Mas quanto tempo precisamos dedicar à oração?

Não podemos nos contentar com um Pai-Nosso diário, desses que rezamos apressadamente, porque temos outras coisas para fazer. Assim, morreríamos de inanição espiritual. Da mesma forma como precisamos manter um corpo com um mínimo de três refeições diárias, também é importante orar com poder para manter a vida do espírito.

Na vida, as decisões mais importantes são tomadas orando. Nosso rosto deve permanecer sempre frente a Deus por meio da oração, que não é para benefício de Deus, porque Ele não se torna maior nem menor com ela. A oração é para a transformação do ser humano, pois o torna uma criatura nova.

Muitas coisas mudam quando oramos: nossa forma de pensar, de agir, porque Deus se faz presente nela. O espírito do mal foge da pessoa que ora, não resiste, odeia-o e escapa da sua presença.

Só dessa maneira podemos nos transfigurar e ser criaturas novas. Mas não podemos fazer isso sozinhos, nem o conseguiremos. A mentalidade que o mundo nos vende hoje é de que todos nós podemos fazer tudo sozinhos, não precisamos de ninguém, temos poder e a mente consegue tudo o que quiser. Esta é a grande mentira do mundo: fazer-nos sentir como super-homens, quando somos apenas seres mortais: "Sem mim, não podeis fazer nada" (João 15).

Este interruptor da oração dá luminosidade ao rosto. A pessoa acaba tendo o rosto que deu a si mesma pela sua vida e por sua atitude diante dela. As ações modelam o rosto, pois este mostra o que existe dentro do coração.

Um construtor do Reino não pode pretender mudar o mundo nem sua própria vida sem recorrer à oração permanente, mas esta não pode estar sujeita ao pêndulo dos estados emocionais, das variações de humor, do "sentir vontade" ou do sentir-se bem. Quem submete sua fé ao vai e vem das emoções jamais crescerá.

Não há nada que possa tirar nossa firme vontade de orar, nem sequer a vergonha diante de Deus, pois o inimigo sempre estará como leão que ruge, procurando alguém para devorar, e tentando fazer com que nos sintamos inutilmente miseráveis e indignos do amor do Senhor.

Quem ora vence o maligno. Quem ora se transfigura.

http://www.aleteia.org
Juan Ávila Estrada